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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Fispal Tecnologia 2026

 

Fispal Tecnologia apresenta equipamentos para o setor cervejeiro e de bebidas

A Feira Internacional para Produtos e Serviços para a Alimentação -  Fispal Tecnologia, consolidada como a maior feira para as indústrias de alimentos e bebidas da América Latina, transformou-se no grande epicentro de soluções para o setor cervejeiro e de bebidas em geral. Em suas edições mais recentes, o evento que ocorre no São Paulo Expo, reuniu centenas de expositores focados em elevar a eficiência, automação, tendências e sustentabilidade das linhas de produção.

O evento tem reunido centenas de expositores focados em elevar a eficiência, automação e sustentabilidade das linhas de produção. A modernização das salas de brassagem e adegas ganhou um ritmo acelerado. Um dos grandes destaques do setor são as plantas industriais modulares. Empresas globais apresentam sistemas onde as áreas de processo das cervejarias são divididas em unidades funcionais pré-fabricadas. Esse conceito de engenharia reduz drasticamente o tempo de montagem e o início do envase.

Fornecedores de ponta em bombeamento e moagem, como a alemã Netzsch, trazem tecnologias de alta precisão para o manuseio de fluidos sensíveis, garantindo que o produto não perca suas propriedades sensoriais durante a transferência.


O oxigênio é o maior inimigo da vida útil das cervejas e bebidas prontas. Por isso, a área de envase e acondicionamento da feira atrai grande atenção dos produtores, como dosadores de nitrogênio líquido, formado por equipamentos fundamentais para o setor de bebidas que eliminam o oxigênio residual antes do fechamento, prevenindo a oxidação e estendendo o shelf life. Eles também pressurizam latas e embalagens PET de gramatura reduzida.

Há ainda dosadores de aromas compactos. Ganhando força na produção de águas saborizadas e coquetéis prontos (os Ready-To-Drink – RTDs), esses sistemas eliminam a necessidade de grandes xaroparias, utilizando sistemas de limpeza integrada CIP (Cleaning in Place) muito mais rápidos.

Para evitar gargalos e falhas de mercado, os inspetores de controle de qualidade automatizados viraram um padrão essencial. Trata-se de sistemas de visão artificial de alta velocidade identificam instantaneamente falhas como nível incorreto de preenchimento do líquido. Há ainda sensores detectam problemas em tempo real na aplicação de rótulos e na marcação/codificação dos lotes.

Com a transição de matrizes energéticas nas fábricas, equipamentos que reduzem o consumo de água e luz dominam os debates. Softwares de gerenciamento de risco de carga conseguem otimizar o uso de resistências elétricas nos maquinários, reduzindo o consumo de energia da operação e permitindo que pequenas e grandes cervejarias expandam sua produção sem a necessidade de novos investimentos pesados na rede elétrica local.

A Fispal está no mesmo local onde foi a Brasil Brau e  vai até o dia 19.06, em São Paulo.

Saiba mais em: https://www.fispaltecnologia.com.br/ e https://www.fispaltecnologia.com.br/credenciamento/


segunda-feira, 23 de março de 2026

Baly Zero

 

A Nova Linha Baly Zero: Sabor, Inovação e Energia Sem Açúcar

A Baly Brasil, reconhecida como a maior marca brasileira de energéticos, está ampliando sua presença no mercado com o lançamento da maior linha de energéticos zero açúcar do país. A iniciativa faz parte do movimento “Baly Zero”, que reforça o compromisso da marca em democratizar o acesso a bebidas energéticas mais saudáveis, sem renunciar ao sabor característico que conquistou milhões de consumidores.

A nova linha Baly Zero chega com um portfólio robusto, pensado para atender diferentes perfis de consumidores e momentos de consumo. No total, serão comercializados: 8 sabores Zero na embalagem de 1 litro e 250 ml e 10 sabores Zero em latas de 473 ml. Essa variedade faz da Baly a marca com maior diversidade de energéticos zero do Brasil, ampliando suas possibilidades de consumo desde atividades físicas até rotinas de trabalho e lazer.

Um dos principais pilares da linha Zero é oferecer bebidas sem residual de adoçante, característica frequentemente apontada como barreira para consumidores de produtos sem açúcar. Pesquisas citadas pela marca indicam que 41,7% dos consumidores desejam que versões zero mantenham sabor semelhante ao original, um desafio que a Baly busca superar com fórmulas mais equilibradas e adaptadas ao paladar brasileiro.

Além disso, a marca aposta em lançamentos criativos, como o Baly Tadala, que virou fenômeno de vendas ao unir irreverência cultural e performance energética.

A expansão da linha Zero reforça o DNA inovador da Baly, que desde 2021 acompanha de perto as mudanças de comportamento do consumidor e a crescente busca por opções de menor teor calórico. A empresa também investe em experiências de marca, levando à Super Rio Expofood 2026 uma cenografia inspirada na cultura brasileira para apresentar seus novos produtos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Coca-Cola Tour da Taça 2026

 


A Coca-Cola, a maior produtora mundial de refrigerantes, apresenta nesse mês, o Tour da Taça da Copa doMundo da FIFA 26™ que dá a oportunidade de ter a chance de conhecer pessoalmente o troféu original da Copa do Mundo.




Em fábrica de refrigerantes, levará o troféu mais icônico do futebol em uma viagem pelo mundo, e você pode ser um dos sortudos a vê-lo de perto. Na América do Sul, a taça estará, além do Brasil (Rio e São Paulo), estará na Argentina, no Uruguai, no Equador e na Colômbia.

Entre no site: Trophy Tour e cadastre-se. O resultado sai na hora! Quem sabe você não presencia esse momento especial? O que você faria se fosse um felizardo Coca-Cola? Cite nos comentários abaixo!

Boa Copa!


Foto Cafú: ESPN (Djama Vassão/Gazeta Press)

domingo, 25 de janeiro de 2026

Ozempic e as mudanças de hábito de consumo

 

Ozempic calou o estômago e ligou o alerta no varejo

 Eles começaram como medicamentos para controle glicêmico. Viraram febre para emagrecimento. E agora? Estão reescrevendo o roteiro do consumo em escala global. Segundo o Morgan Stanley, o uso de GLP-1 (como Ozempic e Monjauro) já reduz de 20% a 30% a ingestão calórica diária. Mas o que isso significa em dinheiro?

Queda de 3% no consumo de refrigerantes, snacks e produtos de padaria. Restaurantes fast-food projetam retração de 1% a 2% nas vendas. Consumidores em uso de Mounjaro reduziram 2,5% do consumo de fast-food. O Ozempic já derrubou 1,5%. (Com base no artigo de Patrícia Raposo, colunista da Movimento Econômico, esse efeito tem desacelerado o consumo de cerveja, alavancado também com uma inflação persistente e perda de renda disponível. No Brasil, o aperto orçamentário das famílias se soma ao crescimento das apostas esportivas, que tem absorvido parte de gastos com lazer.)

Se antes o problema era comer demais, agora o mercado lida com o oposto: gente que simplesmente não sente mais fome. O impacto já aparece no valuation de gigantes como o 🍔 McDonald’s, a 🍫 Hershey’s e a 🥤 PepsiCo.

As ações dessas empresas vêm sofrendo oscilações, pressionadas por mudanças comportamentais e por uma nova cultura que valoriza performance acima de prazer imediato. E no Brasil? A demanda por medicamentos com GLP-1 explodiu: As vendas de Ozempic cresceram mais de 100% em 2023, segundo dados da IQVIA. O Brasil já é o 2º maior mercado global para medicamentos à base de semaglutida, atrás apenas dos EUA. Segundo a Anfarmag, a busca por GLP-1 manipulado também cresceu mais de 400% em farmácias de manipulação em 2023. Varejistas de ultraprocessados reportam queda de sell-out em SKUs indulgentes em bairros de maior renda.

O setor de alimentos viu um aumento de 13% nas buscas por “proteína” e “funcional”, no Brasil só no último semestre (dados Google Trends). E marcas como Habib’s, Subway e Bob’s já anunciaram reformulações nos cardápios com foco em produtos proteicos, low carb e saudáveis.

Enquanto isso, as academias viram o novo “pub”. Usuários de Mounjaro dobraram a frequência de treino e redes fitness crescem mais de 50% em novos alunos. Estamos diante de um culto à performance, com dopamina limpa e whey no copo. Nas manhãs, o “coffee party” substitui a balada. Smoothies, brunches e cafés agora ditam o networking: mais serotonina, menos ressaca.  O Álcool também entrou na roda. Só 62% da Geração Z abaixo dos 35 anos ainda bebem. 38% trocaram festas por meditação. E a queda no consumo é brutal: Boomers: US$ 25B; Gen X: US$ 23.1B; Millennials: US$ 23.4B; Gen Z: US$ 3.1B (Fonte: Statista).

No pano de fundo, o mercado de wellness já vale US$ 6,3 trilhões. Mas o ativo mais valioso de todos agora é outro: atenção focada, corpo afiado e cérebro calmo. Afinal de contas, quem perde? As marcas que vendiam impulso, prazer e gula. E quem ganha? As que entregam longevidade, clareza mental e autonomia.

Se até McDonald’s, Hershey’s e Pepsi estão sentindo o baque, imagine o que vem por aí. O consumo está mudando rápido. A pergunta é: sua marca vai acompanhar ou vai emagrecer junto?

Fonte: https://www.linkedin.com/posts/robertaterra_ozempic-calou-o-est%C3%B4mago-e-ligou-o-alerta-activity-7334218053930369026-7tRy?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAAQjwpcB3jgdanI4FOWx82vkvvNXe1t7txI 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Kombucha

 

 Kombucha: o novo refrigerante do futuro?

Nos últimos anos, a kombucha deixou de ser um nicho restrito a consumidores “naturebas” para se firmar como uma bebida mainstream e funcional, (seria um refrigerante?) — especialmente entre Millennials e a Geração Z. O mercado brasileiro tem se destacado por seu crescimento acelerado: Veja os dados a seguir:

  • Expansão de até 923% na produção nacional entre 2019 e 2025, com 249 fabricantes registrados no MAPA até setembro de 2025;
  • Aumento de cerca de 900% na demanda nos últimos anos, com o setor avaliado em US $ 100 milhões em 2024 e projeção de alcançar US$ 182 milhões até 2030, com CAGR de ~10,6%;
  • Em 2025, o mercado global já atingia US $ 3,25 bilhões, sendo que o Brasil representa cerca de 2,3% — a América Latina começa a se consolidar como força significativa;
  • Hoje, cerca de 270 marcas atuam no país, com presença firme em supermercados, e-commerce e lojas de produtos naturais.

Esse boom se deve à mudança de perfil dos consumidores brasileiros, cada vez mais exigentes com saúde e bem-estar, buscando bebidas funcionais que ofereçam sabor, praticidade e apelo sustentável. Embalagens modernas como latas e Tetra Pak, além de regulamentações mais claras (IN nº 41/2019 do MAPA), aceleraram a profissionalização do setor a partir de 2023.

A kombucha, originalmente associada a chás fermentados probióticos, tem se reinventado com versões artesanais e industrializadas — ganhando espaço em supermercados, bares e academias. Essa transição reforça o seu poder de se tornar a “refrigerante saudável” do futuro — leve, saborosa e funcional. 

Conheci o Kombucha, por meio de José Felipe Pedras Carneiro, um dos fundadores da K-Happy. Ele foi pioneiro em trazer a bebida ao mercado mineiro, por meio de experiências que ele e sua família tiveram com essa bebida, nos Estados Unidos. Atualmente, fabricam sabores incríveis em versões com ou sem álcool.

Abaixo algumas fábricas e produtos encontrados em Minas Gerais, que vem participando ativamente da expansão deste mercado:



  O que é o Kombucha

Trata-se de um chá adoçado fermentado com uma cultura simbiótica de bactérias e leveduras (SCOBY), originário da Manchúria, na China, por volta de 220 a.C.

Benefícios nutricionais

Produz ácidos orgânicos (lático, acético, glucurônico, málico), vitaminas (especialmente B e C), enzimas, probióticos (Lactobacillus, Bifidobacterium) e polifenóis. 

Estudos sugerem efeitos antioxidantes, hepatoprotetores, antimicrobianos, anticâncer, anticolesterolêmicos, antidiabéticos e gastroprotetores. Pode auxiliar na imunidade, equilíbrio da microbiota, desintoxicação hepática e proteção contra radicais livres. Nota-se, porém, que grande parte das evidências vem de estudos em animais e in vitro.


Conheça mais sobre a história do José Felipe, da LowKa, sobre investir no mercado de Kombuchas.




Foto: site Lowka.

sábado, 15 de novembro de 2025

Refrigerante Mineirinho

 


Guaraná Mineirinho: A História do Sabor de Ubá que se transformou em uma lenda

Ubá recebeu diversos imigrantes no final século XIX, sobretudo famílias italianas para trabalhar na lavoura. Entre os pioneiros que iniciaram como agricultores e se tornaram empresários de destaque, está a família Fusaro. Luigi (Luiz) Fusaro, nascido em 1843 em Treviso, Veneto, desembarcou em Ubá em 1888, acompanhado da esposa Maria Piziolo Fusaro (1848) e dos sete filhos: Ângela, Sebastiano, Antonio, Ângelo, Giusepina, Giuseppe e Antonia.

Luigi começou como meeiro em fazendas de café. Com esforço e economia, acumulou recursos e migrou para a cidade, onde abriu uma padaria. O negócio prosperou e, logo, foi ampliado com um armazém de mantimentos. Em 1901, Luigi passou a administração ao filho Antônio, nascido em 1873 e casado com Maria Aspasia Cavaliere Fusaro, originária de Torre Orsaia, Campania.

Em 1907, já ostentando o título de Major — prática comum na época —, Antônio associou-se a Joseph Codo e transformou o armazém em uma empresa de atacado e varejo: Sociedade Antônio Fusaro & Cia. O empreendimento cresceu rapidamente, tornando-se o maior estabelecimento comercial de Ubá. Localizado ao lado da Praça Guido Marlièr, ocupava todo um quarteirão da Rua XV de Novembro, entre a Rua São José e a Avenida Cristiano Roças, com frente também para esta última.

A empresa vendia produtos de quase todos os gêneros e expandiu suas atividades para a indústria: fábrica de massas de nome Macarrão Santa Isabel, confecção de roupas, posto de gasolina e até uma casa bancária, que impulsionou o comércio e a indústria locais. Paralelamente, surgiram outras iniciativas: moinhos, torrefação de café, beneficiamento de cereais e uma fábrica de bebidas, que além de produzir aguardentes, Anis, Genebra, Xaropes e refrescos, continha a famosa Cervejaria Econômica. Esse conjunto de empreendimentos marcou uma era de prosperidade e inovação para Ubá.

Texto

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Na década de 1940, o químico Eugenio Auvray, foi o responsável em desenvolver a fórmula de um refrigerante sob a tutela da firma Antônio Fusaro & Cia. Criado com um toque único de chapéu-de-couro — uma erva tipicamente brasileira —, ele rapidamente conquistou os paladares locais, com o nome de Mineiro, que popularmente ficou conhecido por Mineirinho. (Há um segundo refrigerante em Ubá, de nome Abacatinho.) 


Em 1946, a empresa mudou-se para o Ponto Cem Réis, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. A Sociedade de Refrigerantes Fusaro funcionava à Rua Padre Augusto Lamego, 70, no Bairro São Lourenço. Em 1949, a Empresa alterou a sua Razão social, passando a ser reconhecido como Sociedade Industrial de Refrigerantes Flexa.

Na década de 1970, o empresário Hermógenes Ladeira tentou colocar o refrigerante na capital de Minas Gerais, por meio da Cia. Alterosa de Cervejas, porém sem sucesso. Seu refrigerante, o Guaraná Alterosa firmou-se, com uma embalagem de 1 litro, na cor ambar, silkada, sendo considerada o primeiro refrigerante "família" do Brasil.

Em 1978, devido à grande sensação do produto no mercado Fluminense, tornou-se necessária a expansão da fábrica. O parque industrial foi transferido para uma área de 24000 m², em São Gonçalo, a rua Clóvis Beviláqua, 285, Em Santa Catarina. Atualmente é dominada indústria de bebidas Flexa Limitada.

Dentro do mercado de bebidas mais especificamente de refrescos, o Mineirinho foi um dos primeiros refrigerantes vendidos em embalagem PET, em 1989 — antes mesmo da Coca-Cola, que só adotou o modelo em 1991. E, apesar das propriedades medicinais da erva, a marca nunca se vendeu como remédio: é refrigerante, puro e simples, sem sódio e feito de forma tradicional.

Em 2024, os refrigerantes da marca Mineirinho, apareceram em Belo Horizonte, mais precisamente na rede de supermercados Villefort, em garrafas pet e em latas, nas versões tradicional e refrigerantes zero. Espero que venha outras marcas lendárias de refrescos gasosos de Minas para BH, o Guaranita, o Artemis, o Mate Couro e o saudoso Gato Preto.

Texto, Carta

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Fontes: Cédula propaganda do Brasil - Antonio Fusaro e Cia - Bebam Mineirinho - Bebida Ideal - Com valor de 200 no reverso

Página Inicial | Mineirinho

Cervisia Filia: A História das Antigas Cervejarias: Antonio Fusaro & Cia / Cervejaria Econômica

Fotos: Redes Sociais.



terça-feira, 14 de outubro de 2025

Previsões Globais em Alimentos e Bebidas 2026

 Uma imagem contendo texto, jornal, mesa, comida

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Saiu o Relatório da Consultoria Mintel com perspectivas para 2026 

Presente em mais de 50 países, a firma estuda as tendências de consumo, focada em alimentos e bebidas. O blog Ave Cesar Co., separou alguns pontos desse reporte vinculado à indústria de bebidas. Confira a seguir.

Fortaleça a determinação de suportar a adversidade agora e nos próximos anos

As Previsões Globais de Alimentos e Bebidas da Mintel para 2026 foram desenvolvidas com o objetivo de analisar como marcas empáticas podem ajudar os consumidores que sentem que estão apenas sobrevivendo, em vez de prosperando. A policrise, termo para uma série de choques ou desastres consecutivos e interligados, dos últimos cinco anos, deixou consumidores e empresas necessitados de apoio para se sentirem preparados, flexíveis e até criativos diante dos obstáculos.

Ser resiliente é uma lição duradoura da COVID-19, mas os analistas globais de alimentos e bebidas da Mintel preveem que a perseverança surgirá como um lema para 2026. As marcas construirão relacionamentos duradouros com os consumidores, demonstrando como estão perseverando diante de questões globais que também estão complicando a vida diária dos consumidores, como mudanças climáticas, interrupções na cadeia de suprimentos e os impactos de condições crônicas de saúde.

Com soluções projetadas para incentivar a persistência, os consumidores se sentirão mais capacitados para enfrentar os desafios diários, desde "o que tem para o jantar?" até "beber isso me ajudará no futuro?"

A inovação sensorial potencializará novas ocasiões sociais

Os consumidores (particularmente a Geração Z) continuarão a reinventar antigas ocasiões sociais, como baladas noturnas e celebrações centradas em álcool. Surgirão oportunidades para marcas de alimentos e bebidas usarem elementos multissensoriais, como aroma, áudio ou vídeo, para modernizar ocasiões de consumo que eram icônicas para as gerações anteriores.

Por exemplo, "soft clubbing", ou festas dançantes matinais com DJs, transformam uma ocasião social icônica, que antes duraria até as primeiras horas do dia seguinte e seria abastecida por álcool, em festas diurnas em cafés focadas em café e chá.

As marcas têm a oportunidade não apenas de reimaginar alimentos e bebidas tradicionais, mas também de reimaginar as ocasiões de consumo onde elas podem ser aplicadas, proporcionando uma maneira totalmente nova de permanecer relevante para a Geração Z e a Geração Alfa. A inovação sensorial potencializará novas ocasiões sociais.

O que as marcas deveriam buscar

Garrafa de plástico

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Conexões emocionais mais profundas com alimentos e bebidas estão se tornando mais intencionais e inclusivas. As marcas têm a oportunidade de entender como isso faz os consumidores se sentirem e por que isso importa.

Compreender as expectativas sensoriais dos consumidores, da textura ao aroma e à recompensa emocional, será fundamental para criar produtos que ressoem. As marcas têm a oportunidade de construir conexões emocionais duradouras, respondendo a essas necessidades sensoriais.

Siga o exemplo da APAC (Ásia-Pacífico) em inovações em bebidas multissensoriais que melhoram o humor

Na China, 79% dos consumidores de bebidas com gás concordam que o som das bolhas estourando em bebidas com gás os relaxa. A Ásia, em geral, está vendo bebidas oferecerem melhorias interativas de humor.

As latas de refrigerante da Fruit.B contêm uma fatia de fruta de verdade que flutua para o topo quando a lata é aberta e o aroma liberado é ainda mais acentuado por uma lata com borda mais larga. Na Tailândia, a campanha Rise Up da Est Cola viu latas de edição limitada com palavras de incentivo impressas de cabeça para baixo para inspirar os consumidores.

A tendência é clara

Características sensoriais além do paladar deixarão de ser um elemento performático e caprichoso em alimentos e bebidas para se tornarem algo mais prático e pragmático. O uso criativo, porém, baseado em evidências, de textura, aroma e aparência será fundamental para criar inovações que ofereçam experiências inclusivas para consumidores carentes.

Saiba mais e acesse o reporte em: Mintel_2026_Global_Food_and_Drink_Predictions.pdf e Global Food & Drink Predictions: 2026 & Beyond | Mintel

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Festival de Cervejas em Olinda 2025


Festival da Cerveja Artesanal em Olinda: Confira a programação dos shows e bandas

Evento acontece entre os dias 22 e 24 de agosto, na Praça do Carmo

A partir desta sexta-feira (22), a Praça do Carmo será tomada por sabores, ritmos e experiências únicas durante o Festival da Cerveja Artesanal de Olinda. O evento, que segue até o domingo (24), reúne uma ampla programação com shows, gastronomia e degustação de rótulos produzidos em Pernambuco, celebrando a cultura cervejeira local e movimentando o mercado de bebidas.

Um dos destaques é a Cozinha Show, espaço interativo dedicado à culinária, que funciona na sexta e no sábado, das 14h às 16h, e no domingo, das 13h às 15h15. Já no palco principal, a partir das 16h30, artistas e bandas garantem a trilha sonora da festa.

Na sexta-feira (22), se apresentam DJ Ari Falcão, Forró do Macaco e Sambarrasta. O sábado (23) será animado por DJ Neto, Urêa e Dunas do Barato. No domingo (24), o clima de encerramento fica por conta de Poço de Batuque, DJ Babilônia, Eduardo Rossi e Malakoff.

O festival é promovido pela Apecerva (Associação Pernambucana de Cervejeiros Artesanais) e conta com o apoio da Prefeitura de Olinda, Empetur, Governo de Pernambuco e Sebrae.

A programação completa está no link (Fonte): Festival da Cerveja Artesanal em Olinda: Confira a programação dos shows e bandas – Prefeitura Municipal de Olinda


sábado, 19 de julho de 2025

Mercado de Bebidas 2025

O Futuro das Bebidas pós 2025, segundo os CEOs do Setor

por Alexander Puutio, da Forbes Agro

Crescimento, reposicionamento e disputas por espaço indicam uma reconfiguração profunda do mercado global

Você pode levar um homem até a água, mas não pode obrigá-lo a bebê-la, a menos que ela tenha a marca certa, os nutrientes ativos adequados, nootrópicos e, claro, que seja sem glúten, ao que tudo indica.

A indústria de bebidas passou por uma verdadeira revolução na última década, deixando de ser um espaço dominado por gigantes tradicionais como Coca-Cola e Pepsi para se tornar um setor onde novos entrantes estão redesenhando o que os consumidores esperam em termos de sabor e refrescância.

Antes, bastava adicionar essência industrial de cereja a uma bebida ou criar uma versão de pepino gelado para o público japonês para isso ser considerado inovação. Com o passar dos anos, no entanto, cada novo SKU parecia menos uma inovação transformadora de categoria e mais uma obrigação ou artifício de marketing para manter a atenção dos consumidores presa na única esteira disponível no mercado. Hoje, o cenário não poderia ser mais diferente.

Marcas como Liquid Death, Olipop e Poppi trouxeram cor às prateleiras e provaram que os consumidores estão dispostos a experimentar algo diferente das variações tradicionais do refrigerante, criando marcas bilionárias nesse processo. O resultado é um corredor de bebidas quase irreconhecível em comparação com uma década atrás.

Marcas consolidadas agora disputam espaço nas gôndolas com bebidas funcionais, alternativas ao álcool e formulações voltadas ao bem-estar — categorias que não existiam há poucos anos e outras para as quais sequer temos um nome atualmente.

Por que as bebidas não alcoólicas estão dominando as tendências de 2025

Durante anos, o segmento não alcoólico foi visto como secundário — quando não como um incômodo completo — para os bartenders ao redor do mundo.

 Se você não bebia álcool, suas opções no bar se limitavam a água, refrigerante ou algo ainda mais sem graça — uma versão inferior do “produto real”, aquele que tinha coragem de vir com um sinal de porcentagem no rótulo.

 Isso mudou. E mudou muito. Sejam cervejas artesanais sem álcool ou águas gaseificadas com lúpulo, a categoria não apenas chegou como também prospera de forma que muitos não teriam previsto há uma década — época em que ainda debatíamos se as cervejas light iriam ou não vingar.

Jordan Bass, CEO e cofundador da HOPWTR, acompanhou essa evolução de perto e teve papel ativo no crescimento da categoria até o patamar atual. Sua empresa vende água com gás infusionada com lúpulo que reproduz a refrescância da cerveja, mas sem o álcool. “80% dos consumidores querem funcionalidade em suas bebidas do dia a dia, e um número crescente quer o sabor sem se sentir pesado”, explica Bass.

Ele certamente não está errado sobre a direção do mercado. Segundo a Grand View Research, o setor deve crescer a uma taxa composta de 7,4% ao ano até 2030 — perto dos 9,3% projetados para as bebidas alcoólicas.

Tendências das gerações A e Z, como o movimento “sober curious” (curioso pela sobriedade), estão transformando o antigo “Janeiro seco” dos mais velhos em um estilo de vida — com alguns defendendo que estamos próximos de um ponto de virada que levará as bebidas alcoólicas ao mesmo destino do tabaco.

A visão de Bass pode ser influenciada por sua experiência direta, mas o fato de a empresa ter crescido com taxas de três dígitos nos últimos anos indica algo mais profundo. “Isso não é uma moda passageira. As pessoas querem variedade, e querem bebidas que façam algo por elas”, afirma Bass. A ascensão das bebidas não alcoólicas se deve a diversos fatores que ocorrem simultaneamente.

Embora os consumidores mais jovens estejam bebendo menos álcool, ainda valorizam as experiências sociais que as bebidas tradicionais proporcionam. O ritual de segurar um copo, os sabores complexos e a sensação de ocasião continuam essenciais — mesmo sem o álcool. A marca Liquid Death soube capitalizar isso com maestria em seu branding e posicionamento.

Ao mesmo tempo, tendências de bem-estar continuam impulsionando os consumidores em direção a produtos com benefícios funcionais, como adaptógenos, eletrólitos, botânicos e nootrópicos voltados à cognição, saúde intestinal e outros objetivos.

A demanda não é apenas por substitutos aos refrigerantes tradicionais, mas por algo completamente diferente — algo melhor. Os consumidores estão buscando bebidas que promovam foco, relaxamento e bem-estar geral, sem abrir mão do clima e da sofisticação típicos das bebidas alcoólicas.

 “Não estamos vendo as pessoas apenas trocarem cerveja ou coquetéis por alternativas genéricas”, diz Bass. “Elas estão buscando bebidas que se encaixem no seu estilo de vida — seja para relaxar depois de um longo dia, melhorar a hidratação ou oferecer energia sem o efeito rebote.”

Essa mudança criou uma nova categoria de bebidas não alcoólicas, que inclui desde águas gaseificadas com lúpulo até destilados artesanais sem álcool. Também estão surgindo lojas especializadas em bebidas não alcoólicas, como a Minus Moonshine no bairro de Williamsburg, em Nova York.

A força com que essas tendências se impuseram obrigou as marcas tradicionais de bebidas alcoólicas a reverem suas estratégias — muitas já lançam versões sem álcool de cervejas, vinhos e coquetéis para acompanhar as novas preferências. O desafio, nesse cenário, é se destacar em um mercado cada vez mais saturado para as marcas consolidadas e para as que estão começando agora.

“O mercado de bebidas é extremamente competitivo”, diz Bass. “Você não compra espaço na prateleira, você conquista. Todos os dias, é preciso provar que você merece estar ali”, destacando a importância de performance e posicionamento. Bass acredita que o segmento não alcoólico pode representar entre 10% e 20% do mercado total de cerveja num futuro próximo. Seja nos próximos cinco anos ou um pouco mais adiante, a tendência é clara: o movimento da moderação está longe de desacelerar. E com isso vem uma mudança fundamental na forma como as pessoas se relacionam com as bebidas.

O futuro do vinho: inovação, vendas diretas e novos desafios

O crescimento rápido das bebidas não alcoólicas não significa que as categorias tradicionais de álcool estejam desaparecendo. O vinho, em particular, continua sendo uma força cultural e econômica, mas enfrenta desafios específicos — que vão de tarifas à queda na demanda.

Especialistas estimam que o mercado de vinhos teve queda de até 5% em volume em 2024, após um recuo de 3% em 2023. Há expectativa de estabilização, mas a pressão para que o setor se adapte e inove nunca foi tão intensa.

Roger Nabedian, ex-vice-presidente executivo e gerente-geral da E&J Gallo Winery, dedicou décadas à inovação no setor. Atualmente no conselho da DRINKS — fornecedora de soluções de e-commerce para produtores e varejistas de bebidas alcoólicas —, ele vê a indústria evoluindo conforme os comportamentos do consumidor mudam.

“Muita gente diz que é disruptiva, mas poucos realmente são”, afirma Nabedian. Um dos fatores que mais estão transformando o setor vinícola é a distribuição. Modelos de venda direta ao consumidor (DTC) estão ganhando força, especialmente com a perda de relevância dos canais de varejo tradicionais.

O modelo de distribuição em três camadas nos EUA — separando produtores, distribuidores e varejistas — é tradicional, mas apresenta obstáculos, sobretudo para pequenas vinícolas que querem ampliar o alcance. As regulamentações estaduais impõem barreiras, tornando o processo caro e burocrático.

Mesmo que haja demanda, nem sempre é claro como fazer o produto chegar ao cliente. “Se você não tem uma estratégia omnichannel, vai ser atropelado por quem tem”, afirma Zac Brandenberg, CEO da DRINKS.

Inovações tecnológicas também estão modernizando a viticultura. O uso de inteligência artificial (IA), por exemplo, tem possibilitado técnicas de agricultura de precisão que aumentam a eficiência e a sustentabilidade. Tratores autônomos com IA mapeiam vinhedos, processam dados e ajudam na tomada de decisões — reduzindo o consumo de combustível e o impacto ambiental. A tecnologia também está mudando a forma como o vinho é comercializado.

Empresas como a DRINKS usam IA para otimizar o modelo DTC, conectando consumidores a rótulos compatíveis com seus perfis e garantindo conformidade com regulamentações estaduais.

“A IA está ajudando as vinícolas a se tornarem mais inteligentes na forma de se comunicar com seus clientes”, diz Nabedian. “Estamos vendo mais personalização, preços dinâmicos e soluções automatizadas de compliance que eliminam as incertezas de vender em múltiplos estados.” Outro desafio importante é conquistar os consumidores mais jovens, que são menos fiéis às marcas que as gerações anteriores. É aí que os dados fazem a diferença.

“Dados estão revolucionando como conectamos pessoas aos vinhos que vão gostar. Dados são o novo sommelier”, diz Brandenberg. “Se você não os usa para entender seu cliente — o que ele quer, como compra, quais faixas de preço prefere — já está atrasado.”

E há ainda pressões externas. Novas tarifas sobre vinhos europeus, implementadas durante o governo Trump, trouxeram incertezas para importadores. Além disso, a ascensão da cannabis e de medicamentos para perda de peso com GLP-1 estão alterando os hábitos de consumo, com parte do público reduzindo a ingestão de álcool. 

Apesar (ou por causa) desses desafios, a inovação no setor do vinho está viva. Mais vinícolas estão testando viticultura sustentável, blends com menor teor alcoólico e formatos alternativos de embalagem, buscando atrair o consumidor moderno. O setor não está desaparecendo, ele está evoluindo em tempo real.

A ascensão das bebidas funcionais e da busca por saúde em 2025

Se há uma tendência que marcou a indústria de bebidas na última década, foi a de consumidores preocupados com saúde exigindo produtos melhores, às vezes, totalmente diferentes. Isso é especialmente visível no mercado de nootrópicos e bebidas funcionais, onde empresas como a Brez estão liderando uma nova onda de bebidas que estimulam a cognição.

Aaron Nosbisch, CEO da BRĒZ, observou uma mudança significativa nas preferências dos consumidores em direção a alternativas alcoólicas mais saudáveis — que entregam efeitos reais sem as consequências negativas do álcool tradicional. Ele enfatiza que uma marca genuína precisa destacar os benefícios concretos para a vida do consumidor. No caso da BRĒZ, isso significa mostrar que é possível “sentir-se incrível hoje sem se sentir mal amanhã”.

Nosbisch também destaca a importância do posicionamento positivo da marca. Segundo ele, não basta ser “anti” alguma coisa — como apenas ser “sem álcool”. É preciso comunicar o que o produto oferece de valor, focando no que ele é, e não no que não é. E o que ele é, segundo Nosbisch, é simples: bebidas funcionais que ampliam experiências sociais sem os efeitos colaterais do álcool.

A acessibilidade também é um fator-chave nessa transformação. Antes restritas a lojas de produtos naturais, essas bebidas agora aparecem em supermercados e até postos de gasolina. Com a expansão da distribuição, a categoria está pronta para crescer ainda mais, oferecendo acesso fácil a essas inovações.

À medida que o setor avança, uma coisa fica clara: as alternativas alcoólicas “melhores para você” estão se tornando o novo padrão. Se 2025 vai ser definido por algo no mundo das bebidas, será pela escolha. A escolha do consumidor e as opções que estarão disponíveis para ele. As escolhas dos produtores em se adaptar a um mercado que não espera por ninguém — e só tem empatia por quem entende o que o consumidor quer.

O velho duopólio dos refrigerantes não está mais no comando. E todos os segmentos da indústria estão evoluindo a passos largos, do não alcoólico ao funcional, passando pelos tradicionais.

Saiba mais em: https://forbes.com.br/escolhas-do-editor/2025/07/o-futuro-das-bebidas-pos-2025-segundo-os-ceos-do-setor/ 

segunda-feira, 23 de junho de 2025

CEO's Talk Show: Paula Lindenberg da Diageo

 CEO's Talk Show com Nizan Guanaes: Episódio Diageo


Nizan vem apresentando um podcast bem interessante sobre mercados e negócios em diversos setores de atuação no Brasil. Entrevistando pessoas de referência, sobretudo CEO's, Nizan vem nos dando oportunidade para conhecer um pouco mais sobre ações profissionais, com base em histórias, experiências e lições aprendidas.

Nesse episódio, relacionado com a Diageo no Brasil, por meio da CEO Paula Lindenberg, você irá entender como essa empresa atua no mercado nacional, com base no desejo, na experiência do cliente e no consumo responsável.

Conheça mais sobre o que pensa a CEO da Diageo, e depois, deixe o seu registro nos comentários.


#mercadodebebidas #bebidasnobrasil #consumoresponsavel #pelosatelite



segunda-feira, 17 de março de 2025

Guerra Comercial de Champanhe

 


Com o sabre no pescoço: Crise em Champanhe, na França: na terra de Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon só se fala na taxação de 200% de Trump

Importações de champanhe francesa nos EUA chegam quase a US$ 1 bilhão por ano

Por The New York Times — Épernay, França

Os produtores de champanhe na França vendem quase US$ 1 bilhão para os EUA todos os anos, mas, na sexta-feira, em Épernay, a capital mundial do espumante, o único número na boca de todos era 200.

Foi mais um capítulo da guerra comercial iniciada por Trump, depois que a União Europeia (UE) contra-atacou a elevação de tarifas sobre aço e alumínio com suas próprias tarifas sobre produtos dos EUA.

A ameaça de uma tarifa de três dígitos caiu como um raio em Épernay, assustando trabalhadores, produtores e as lojas da Avenue de Champagne, o boulevard central da cidade.

— Uma tarifa de 200% tem o objetivo de garantir que nenhum Champagne seja enviado para os EUA — disse Calvin Boucher, gerente da Michel Gonet, uma casa que está há 225 anos na avenida.

Com 20% a 30% das 200 mil garrafas que produz anualmente exportadas para comerciantes e restaurantes americanos, a empresa teria seu negócio “esmagado”, afirmou Boucher. O preço de um champanhe de US$ 125 mais que triplicaria da noite para o dia.

Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon respondem por um terço das vendas

As maiores casas — incluindo Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Moët & Chandon, pertencentes ao conglomerado de luxo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton — dominam a produção, as exportações e representam um terço das vendas totais.

 Nathalie Doucet, presidente da Besserat de Bellefon, uma casa de champanhe que exporta 10% de sua produção premium para os EUA, disse que a guerra comercial a deixava ansiosa: — Estamos esperando para ver o que acontece, mas não são boas notícias — disse Nathalie, cuja casa usa um processo trabalhoso de baixa pressão, que confere uma acidez nítida e uma efervescência fina ao champanhe.

Consumo em queda

A produção de champanhe já havia enfrentado um ano difícil, com o clima ruim reduzindo a colheita. O consumo vem diminuindo, à medida que os jovens têm mudado seus hábitos, passando a preferir coquetéis e cervejas artesanais. As vendas de champanhe caíram desde a pandemia, com uma queda de 9% no ano passado.

 Ao mesmo tempo, disse Nathalie, a Europa estava lidando com as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza. E agora, a guerra comercial com os EUA, um dos tradicionais aliados da França, sobre questões que não têm nada a ver com o champanhe. — Parece uma punição deliberada — disse Cyril Depart, proprietário da loja de vinhos Salvatori, logo após a Avenue de Champagne, que oferece uma ampla variedade de champanhes artesanais. Sua esposa foi gerente de exportação de uma das grandes casas de champanhe e já estava calculando os possíveis impactos.

Impacto em negócios nos EUA

O dano de uma guerra comercial se espalharia muito além das casas de champanhe, atingindo importadores e distribuidores americanos e colocando em risco diversos pequenos negócios.

Michael Reiss, presidente da Vineyard Road, um pequeno distribuidor de Framingham, Massachusetts, que importa champanhe e vinhos da Europa e os distribui no Nordeste dos EUA, disse que pequenos negócios como o dele, incluindo restaurantes e lojas de varejo, seriam “muito prejudicados”.

O ambiente comercial imprevisível poderia forçar as empresas a cancelar investimentos planejados, acrescentou ele. Além disso, as tarifas aplicadas no início da cadeia de suprimentos podem se multiplicar, já que cada empresa que manipula o produto aumenta seu preço de acordo, disse Reiss:

— Então, até mesmo uma tarifa de 25% pode facilmente levar a um aumento de preços de 40% a 60%.

Uma tarifa de 200% “eliminaria a possibilidade de as pessoas comprarem coisas que trazem alegria para suas vidas,” acrescentou.

Ministro chama guerra comercial de 'idiota'

De volta a Épernay, caso as vendas caiam, os produtores de vinho precisarão de menos trabalhadores nos campos, e haverá menos trabalho para operadores de tratores, fabricantes de rolhas e fabricantes de garrafas.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Eric Lombard, chamou a guerra comercial de “idiota” e disse que viajará para Washington em breve.

— Precisamos conversar com os americanos para diminuir a tensão — disse ele à televisão francesa.

As maiores casas de champanhe da França permaneceram em silêncio, recusando-se a comentar enquanto esperavam ver como a ameaça de Trump se desenrolaria — e se representantes dos governos europeus conseguiriam fazê-lo recuar.

Fonte e mais informações: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/03/16/crise-em-champanhe-na-franca-na-terra-de-dom-perignon-veuve-clicquot-e-moet-and-chandon-so-se-fala-na-taxacao-de-200percent-de-trump.ghtml

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Cervejaria Turatti 2025

 

Cervejaria Turatti promove edição especial do Carnaval, com cerveja sem imposto

A Cervejaria Turatti realiza mais uma edição da Terça Sem Impostos nesta terça-feira (25), oferecendo ao público a oportunidade de degustar pratos e bebidas com valores reduzidos, sem a incidência de tributos. A ação acontece em todas as unidades da casa, trazendo um cardápio promocional com clássicos da casa.

 Entre as opções de comida, o menu inclui pastel de queijo, tiras de frango, hambúrguer de maminha, panceta suína e batata à moda, todos com valores ajustados para a data especial. No cardápio de bebidas, os destaques ficam para os chopes Premium Lager (300ml) e Vai Se Lascar Pilsen (300ml), servidos a preços reduzidos.

 A iniciativa reforça a proposta da Cervejaria Turatti de proporcionar uma experiência gastronômica diferenciada, valorizando a culinária e a cultura cervejeira. Com unidades na Varjota, RioMar Papicu, RioMar Kennedy, Cambeba e North Shopping, a marca convida o público a aproveitar a data para celebrar com bons sabores e preços especiais.

Saiba mais em: https://www.portalin.com.br/notas/cervejaria-turatti-promove-edicao-especial-do-carnaval-sem-impostos-nesta-terca-25/

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Bourbon Americano


Fim da festa do Bourbon Americano. Agora é hora da ressaca

Após anos de vendas crescentes, as destiladoras estão lutando contra a diminuição da demanda e o excesso de oferta

de Wall Street Jornal

Quando Rob Masters pôs à venda on-line 400 barris de bourbon de dois anos por US$ 900 cada, esperava que eles desaparecessem em poucos dias. Oito meses depois, os barris ainda estão lá. “Não estamos vendo nem o cheiro”, disse Masters, destilador-chefe da destilaria The Family Jones em Denver.

Apenas dois anos antes, Masters poderia ter arrecadado US$ 2 mil por barril semelhante. “Naquela época, conseguiria vende-los com dois telefonemas”, disse ele.

O boom do bourbon nos Estados Unidos acabou e empresas grandes e pequenas estão começando a sofrer, com destilarias cortando empregos e engavetando planos de expansão.

As vendas de bebidas alcoólicas dispararam durante a pandemia, quando os americanos cheios de dinheiro gastavam em bebidas, fazendo coquetéis em casa e bebendo com mais frequência. Agora os bebedores estão reduzindo o consumo, bebendo as garrafas que acumularam nos últimos anos e optando por marcas mais baratas.

A crescente popularidade de medicamentos antiobesidade, da cannabis e das bebidas com baixo teor alcoólico ou sem álcool também está prejudicando cada vez mais as vendas. O cirurgião-eral dos EUA disse recentemente que o álcool deve ter rótulos de advertência contra o câncer, uma recomendação que, se promulgada, pode prejudicar as vendas de uma indústria que já enfrenta uma retração no consumo pelos mais jovens.

Os volumes de vendas de uísque dos EUA — incluindo bourbon, Tennessee e rye — caíram 1,2% em 2023, marcando a primeira queda desde 2002, de acordo com a IWSR, que monitora a indústria. Essa queda se acentuou no ano passado, com os volumes caindo 4% nos primeiros nove meses de 2024.

A Brown-Forman, que fabrica o Jack Daniel’s e o Woodford Reserve, notou que o mercado de uísque dos EUA se deteriorou acentuadamente há um ano. “Para ser sincero, não está realmente melhorando muito”, disse o CEO Lawson Whiting no mês passado, depois que a empresa divulgou uma queda de 3% nas vendas líquidas nos EUA nos seis meses até 31 de outubro.


Embora os grandes atores não estejam imunes à desaceleração, os destiladores menores estão sendo os mais atingidos, porque não têm poder financeiro para enfrentar a turbulência. A American Craft Spirits Association (Associação Americana de Produtores Artesanais de Destilados) disse em agosto que a taxa de fechamento de destilarias artesanais acelerou em relação ao ano anterior.

Fabricantes de bebidas alcoólicas de todos os tipos estão lutando com a diminuição da demanda: em 2023, o volume de destilados vendidos nos EUA caiu pela primeira vez em quase três décadas, disse a IWSR. No entanto, os fabricantes de bebidas destiladas envelhecidas têm o desafio adicional de apostar na demanda futura, envelhecendo barris com anos de antecedência.

Fonte: https://investnews.com.br/the-wall-street-journal/chega-ao-fim-a-festa-do-bourbon-americano-agora-e-hora-da-ressaca/

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Mercado de Sucos



Sucos Do Bem recebe um "Tial" da Ambev

A marca nacional de sucos sem conservantes Tial comprou a marca Do Bem, da Ambev, como apurou o site da Brazil Journal. O feito representa a primeira aquisição da história da Tial, que é líder de mercado em Minas Gerais, pertencente ao Grupo Pif-Paf Alimentos e a família de Victor Wanderley, atual CEO da empresa. O valor da aquisição não foi revelado.

A transação inclui a propriedade intelectual da marca e os equipamentos da Do Bem que estavam em fábricas da Ambev, que devem ser transportados para a fábrica da Tial em Visconde de Rio Branco (MG). Com isso, a capacidade fabril da empresa deve aumentar em 65% até 2026.

A Do Bem foi fundada em 2009 por Marcos Leta e comprada em2016 pela Ambev, que contratou o Santander para vender o ativo, já que a Do Bem cresceu pouco e ficou pequena no portfólio da gigante das bebidas.

A Brazil Journal mencionou que o CEO da Tial, Victor Wanderley, disse que as duas marcas se complementam, uma vez que a Tial é voltada para a família e a Do Bem tem um perfil premium e voltado para o público jovem.

Outra ideia é usar a marca para ingressar em outras categorias, lançando produtos funcionais, chás, infusões, bebidas energéticas e alternativas vegetais. 

Meus grifos: o mercado de sucos vem sofrendo transformações interessantes. A inglesa Britvic comprou Sucos Maguary, a Da Fruta e Bela Ichia, todas empresas familiares. A Coca-Cola, havia adquirido décadas atrás a famosa Del Valle e a Mate Leão, como forma de ampliar o porfólio de produtos e mitigar os riscos de perdas de consumo na linha de refrigerantes, considerados menos saudáveis. A Coca ainda comprou a Cervejaria Therezópolis, que entre as estratégias internas, acredito que visa a melhorar o seu SKU logístico dentro da sua malha de distribuição. (Carregar água com bolinhas é muito caro e cerveja compensa esse custo). Em suma: gigantes sempre testando meios de ampliar os horizontes e caminhjos contra os riscos e, consequentemente, buscando melhor posicionamento de market share. (Aliás, disse que no ano de 2024 mix era a bola da vez, e isso, ao meu ver continua. Basta ver o que tem nas gôndolas disponíveis nos supermercados.Os hipermercados já eram.)

A compra da Do Bem pela Ambev anos atrás, foi uma estratégia de ampliar o leque nesse mercado. Entretanto, imagino que uma megacompanhia como a Ambev não trabalha mais com tanques de pequeno e médio portes. São necessários muitos hectolitros para enchê-los e mantê-los em plena gestão de estoques. O maquinário da Corporação é muito maior, em termos de volume, e toda linha merece sua devida atenção, como distribuição, marketing e propaganda, além de promoção de vendas. Dar um tial, ou seja desmobilizar o ativo, talvez seja uma estratégia do bem para a empresa.

Por alto lado, para a Tial é um passo importante no segmento ao qual essa atua por décadas e cujo mercado vem sendo aos poucos dominado por empresas de capital estrangeiro. Crescer para a Tial não é um desejo ou vontade; é uma obrigação. 

Desejamos boa sorte a nossa mineira Tial e a Victor Wanderley, já que o CADE aprovou a decisão.

Fonte: https://bpmoney.com.br/negocios/tial-compra-do-bem/

https://braziljournal.com/tial-compra-do-bem-da-ambev-e-quer-faturar-r-1-bi/?utm_source=Brazil+Journal&utm_campaign=a67360eee3-news-07012025-1-_COPY_03&utm_medium=email&utm_term=0_850f0f7afd-a67360eee3-427709485 

sábado, 22 de junho de 2024

Carlsberg e Britvic


Carlsberg deixou o cavalo voar

A empresa britânica Britvic rejeitou oferta de compra pela cervejaria dinamarquesa Carlsberg, no valor de US$ 3,9 bilhões, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira, 21, confirmando rumores da imprensa local. No começo da manhã (de Brasília), a ação da Britvic chegou a subir 5,52% em Londres, enquanto a da Carlsberg a cair 7,8% em Copenhague.

A oferta da Carlsberg envolvia a compra de ações da empresa por 1.250 centavos de libra cada e foi feita em 11 de junho, logo após a rejeição da primeira proposta de compra de ações por 1.200 centavos de libra cada. A segunda oferta representa alta de 23% em relação ao fechamento de quinta-feira (1.015 centavos de libra).

A Britvic alega que a proposta “desvaloriza significativamente” a empresa e suas perspectivas futuras, afirmando que “considerará qualquer proposta adicional com base em seus méritos”.

A produtora de refrigerantes britânica afirmou que a “proposta não solicitada” já é a segunda tentativa de compra rejeitada de modo unânime pelo conselho de investidores.

Em nota separada, a Carlsberg disse que está “considerando sua posição”, depois da segunda rejeição pela Britvic em 17 de junho. Veja sobre mercado.

Sobre a Britvic

Britvic plc é uma produtora britânica de refrigerantes com sede em Hemel Hempstead, Inglaterra. Está listada na Bolsa de Valores de Londres e é constituinte do Índice FTSE 250. Produz refrigerantes com nome próprio e diversas outras marcas. A empresa foi fundada na década de 1930, em Chelmsford, com o nome de British Vitamin Products Company.

Em 2015, a Britvic adquiriu a EBBA (Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos SA) conhecida pelos sucos Maguary, localizada em São Paulo, e em 2017 a Bela Ischia, localizada no Rio de Janeiro. Além de sucos e refrigerantes, a empresa também produz essências para misturas e energéticos como o Flying Horse.

Fonte: https://istoedinheiro.com.br/britvic-rejeita-oferta-de-us-39-bilhoes-da-cervejaria-carlsberg-2/

#pelosatelite #avecesarco #carlsberg #britvic

sábado, 8 de junho de 2024

Cerveja Praya e Heineken


Heinken compra participação minoritária na Better Drink, dona da Cerveja Praya

Aquisição de fatia minoritária está em fase avançada, como foco de expansão do portfólio de produtos do grupo no Brasil além da tradicional cerveja.

A Better Drinks sugiu em 2022, por Felipe Della Negra, ex-CEO da Red Bull Brasil, Felipe Szpigel, ex-AB InBev.  A empresa surgiu com 5 diferentes produtos de consumo: Baer Mate, Vivant, Five Drinks, de drinks prontos, a Mamba, (uma água mineral em lata), e a cerveja artesanal Praya. Há ainda um bitter alcoólico lançado em parceria com Gustavo Lima chamado de “Vermelhão”.

A Better Drinks faturou cerca de R$ 50 milhões em 2023. Embora seja uma empresa de pequeno porte, a empresa é considerada um player de importante, principalmente pelo posicionamento e pelo toque de inovação.

A aquisição visa fortalecer o portfólio da Heineken num setor estratégico que já vem sendo explorado pela Ambev. Em 2021, essa empresa começou a organizar as bebidas que não eram cerveja dentro de uma só divisão, batizada de Beyond Co, capitaneada por Daniela Cachich, que teve passagens na PepsiCo e na própria Heineken.

No Brasil, o grupo comprou a Brasil Kirin em fevereiro de 2017, mas a partir de 2020 intensificou a reformulação de seu portfólio. Diminuiu os investimentos em cervejas econômicas e deu mais foco para os rótulos premium como Heineken e Amstel, além de estratégias de marketing específicas para Eisenbahn, Baden Baden e Lagunitas. Também alterou o portfólio de bebidas sem álcool. Hoje fazem parte do portfólio as marcas os não-alcoólicos FYS, Clash’d, Itubaína, Água Schin, Schin Tônica, e Skinka.

Meus comentários: Ao processo não é novidade (fábricas de cervejas se tornarem produtoras de bebidas), trata-se de uma atitude secular. Atualmente, cervejarias de pequeno e médio portes estão se tornando fábricas de bebidas. Muitas aderiram aos produtos prontos para beber (RTD – "Ready to Drink") e aos destilados como vodka, gin e whisky. Nada como aproveitar o conhecimento técnico de produção e os equipamentos, sobretudo as linhas de engarrafar. (Luis Otávio Possas Gonçalves que o diga, enquanto proprietário das Cervejarias Kaiser: engarrafou a primeira água de coco natural no país, com a marca "Quero Coco".) Afinal de contas: Fazer menos, é fazer mais ou vice-versa? Veja o artigo que escrevi sobre esse tema: https://cervejaavecesar.blogspot.com/2024/02/mercado-de-cervejas-artesanais.html

Saiba mais em: https://exame.com/insight/heineken-compra-participacao-na-better-drinks-dona-da-praya-e-do-baer-mate/p

https://forbes.com.br/forbes-money/2023/05/vermelhao-de-gusttavo-lima-fatura-r-31-milhoes-e-mira-novos-publicos/

#pelosatelite #avecesarco #heineken #beyondco

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