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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Whisky na Copa do Mundo

 

Da Escócia para os Gramados: O Whisky dos Campeões

A intensidade de um bom uísque combina perfeitamente com momentos de glória e superação absoluta. Ficou nítido na histórica noite em que o técnico da seleção do México, Javier Aguirre, comandou a vitória de 2 a 0 contra o Equador no Estádio Azteca. A vitória garantiu a classificação do país para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Para o comandante mexicano, que também havia acabado de se tornar avô, a noite foi considerada "perfeita". Descontraído e de excelente humor durante a coletiva de imprensa, ao ser questionado se ainda lhe faltava algo para celebrar o momento mágico, Aguirre não hesitou em pedir um uísque

"Um uísque. Agora mesmo, um uísque. Só uma dose pequena, com gelo. Não tenho no quarto, o meu acabou. Deixa para lá, não conta para ninguém".

Seja para relaxar após enfrentar a pressão de um mata-mata mundial na Copa FIFA, seja para brindar às conquistas pessoais da vida, uma dose com gelo de um legítimo single malt é o prêmio ideal para quem sabe apreciar a vitória. Curiosamente o treinador mencionou o nome do seu Scoth favorito: Lagavulin. Fomos atrás desse artigo de luxo e descobrimos uma história interessante do whisky.


Imagine uma ilha remota na Escócia, castigada por ventos gelados, cercada pelo mar revolto e coberta por uma terra escura e antiga chamada turfa. É exatamente ali, na icônica ilha de Islay, que nasce o Lagavulin, um dos whiskies mais intensos e reverenciados do planeta. Mas a jornada para criar essa lenda líquida não foi simples. Ela é feita de segredos, teimosia, paciência e, claro, momentos históricos de pura comemoração.

Muito antes de se tornar uma marca de Scotch mundialmente famosa, a região da baía de Lagavulin já exalava fumaça. Por volta de 1742, dezenas de destilarias ilegais operavam escondidas nas colinas, desafiando os cobradores de impostos do rei. Aqueles homens sabiam que a água pura que descia dos lagos locais, combinada com a queima da turfa para secar a cevada, criava um destilado com sabor único de fumaça e mar. A destilação oficial e legal só começou em 1816 com John Johnston. No entanto, a alma rebelde e o processo artesanal daquela época nunca abandonaram os alambiques da destilaria.

Uma das partes mais fascinantes da história da marca envolve uma rivalidade intensa. No final do século XIX, um homem chamado Sir Peter Mackie assumiu o controle da Lagavulin. Ele também atuava como agente de vendas da destilaria vizinha, a Laphroaig. Quando Mackie perdeu esse contrato de vendas, ele ficou furioso. Em uma tentativa de revanche, ele decidiu construir uma destilaria idêntica dentro de seu próprio terreno em 1908, chamada Malt Mill. O objetivo? Copiar exatamente o sabor da rival. Ele contratou os mesmos artesãos e tentou replicar cada detalhe. Mas falhou. Embora estivessem a poucos metros de distância, a água e o ecossistema de Lagavulin eram diferentes. O experimento provou que o sabor de Lagavulin é impossível de ser copiado por herança da sua própria terra. A destilaria Malt Mill acabou fechando décadas depois, tornando suas raras garrafas sobreviventes em verdadeiros mitos do mundo do whisky.

O que torna o Lagavulin — especialmente a sua famosa versão de 16 anos — tão aclamado por especialistas? A resposta é o tempo. A destilaria realiza a destilação de forma extremamente lenta. Isso permite que o líquido passe mais tempo em contato com o cobre dos alambiques, arredondando o sabor.

O whisky jovem que sai do alambique é agressivo e fortemente defumado. São necessários 16 longos anos de maturação em barris de carvalho para que a turfa diminua de intensidade, dando espaço a notas ricas de baunilha, frutas secas e um toque salino que remete ao mar.



Eu provei e indico! Você já provou esse artigo de luxo antes? Deixe sua observação nos comentários!


Fotos: IA, Luke Bentley/Piotr J./Brian Walker/Henrique Oliveira

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Distilling Summit Brazil 2026


 Aline Bortoletto organiza o Distilling Summit Brazil 2026

A Food Scientist, Aline Bortoletto, promove nos dias 5 e 6 de março a  3ª edição do Distilling Summit, na cidade de Piracicaba, estado de São Paulo.

Trata-se de um evento que surgiu em 2024 da necessidade de inovação tecnológica e científica na emergente área de produção e qualidade de bebidas destiladas no Brasil. Com o objetivo de transferir conhecimentos internacionais sobre destilados de qualidade, o Distilling Summit reúne profissionais de destaque, que transformam a indústria de destilados no Brasil e será uma verdadeira imersão em história, ciência, tecnologia, sensorial e mercado de destilados.

O Distilling Summit Brasil não é um curso, mas sim o maior encontro nacional de inovação tecnológica e científica em bebidas destiladas. Em dois dias intensos, especialistas em produção, ciência, sensorial, qualidade, mercado e regulamentação apresentam conteúdos relevantes, resultados de pesquisa, aplicações práticas e perspectivas estratégicas.


É uma imersão colaborativa e multidisciplinar, onde cada palestra traz a visão de um profissional diferente, construindo um panorama completo e inovador sobre o futuro da destilação no Brasil.

Inscrições e saiba mais em: Distilling SUMMIT | Inovbev


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

BrewDog Destilaria

 


BrewDog encerrará sua divisão de destilação

A cervejaria artesanal anunciou o encerramento gradual das atividades da BrewDog Distilling Co nos próximos meses.

A cervejaria artesanal BrewDog anunciou o fechamento de sua destilaria. A BrewDog Distilling Co. encerrará suas operações "nos próximos meses", confirmou a empresa. As marcas de destilados da BrewDog, que incluem o gin Lone Wolf, a vodka Abstrakt, a tequila Casa Rayos e o rum Ron Bodega, serão descontinuadas. O primeiro whisky single malt da destilaria estava em produção — em entrevista à Whisky Magazine em 2025, o então diretor administrativo da BrewDog Distilling Co., Steven Kersley, confirmou que o whisky chegaria às prateleiras em 2026.

Kersley deixou a empresa em outubro de 2025, após a saída do cofundador da BrewDog e CEO da BrewDog Distilling, Martin Dickie, em agosto.

A BrewDog acrescentou que o fechamento de sua divisão de destilação não afetará sua linha de coquetéis prontos para beber Wonderland.

Um porta-voz da BrewDog disse: "Após cuidadosa consideração, tomamos a difícil decisão de interromper a produção de nossas marcas de destilados, com exceção dos coquetéis Wonderland. Isso nos permitirá aprimorar nosso foco e concentrar nossos esforços em nossa cerveja e no crescimento contínuo da Wonderland. Estamos incrivelmente orgulhosos do que a equipe da destilaria construiu e queremos agradecer a todos que trabalharam, contribuíram e apoiaram o negócio de destilação ao longo dos anos."

A BrewDog foi fundada na Escócia, em 2007, pelos amigos de escola Martin Dickie e James Watt, começando como uma cervejaria artesanal. A destilaria Lone Wolf, como era inicialmente conhecida a divisão de destilação da BrewDog, foi inaugurada em 2015, e a BrewDog Distilling Co. foi fundada no ano seguinte. Veja o filme deles, a seguir:


Fonte e saiba mais em: BrewDog to close distilling arm | Whisky Magazine

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Bourbon Americano


Fim da festa do Bourbon Americano. Agora é hora da ressaca

Após anos de vendas crescentes, as destiladoras estão lutando contra a diminuição da demanda e o excesso de oferta

de Wall Street Jornal

Quando Rob Masters pôs à venda on-line 400 barris de bourbon de dois anos por US$ 900 cada, esperava que eles desaparecessem em poucos dias. Oito meses depois, os barris ainda estão lá. “Não estamos vendo nem o cheiro”, disse Masters, destilador-chefe da destilaria The Family Jones em Denver.

Apenas dois anos antes, Masters poderia ter arrecadado US$ 2 mil por barril semelhante. “Naquela época, conseguiria vende-los com dois telefonemas”, disse ele.

O boom do bourbon nos Estados Unidos acabou e empresas grandes e pequenas estão começando a sofrer, com destilarias cortando empregos e engavetando planos de expansão.

As vendas de bebidas alcoólicas dispararam durante a pandemia, quando os americanos cheios de dinheiro gastavam em bebidas, fazendo coquetéis em casa e bebendo com mais frequência. Agora os bebedores estão reduzindo o consumo, bebendo as garrafas que acumularam nos últimos anos e optando por marcas mais baratas.

A crescente popularidade de medicamentos antiobesidade, da cannabis e das bebidas com baixo teor alcoólico ou sem álcool também está prejudicando cada vez mais as vendas. O cirurgião-eral dos EUA disse recentemente que o álcool deve ter rótulos de advertência contra o câncer, uma recomendação que, se promulgada, pode prejudicar as vendas de uma indústria que já enfrenta uma retração no consumo pelos mais jovens.

Os volumes de vendas de uísque dos EUA — incluindo bourbon, Tennessee e rye — caíram 1,2% em 2023, marcando a primeira queda desde 2002, de acordo com a IWSR, que monitora a indústria. Essa queda se acentuou no ano passado, com os volumes caindo 4% nos primeiros nove meses de 2024.

A Brown-Forman, que fabrica o Jack Daniel’s e o Woodford Reserve, notou que o mercado de uísque dos EUA se deteriorou acentuadamente há um ano. “Para ser sincero, não está realmente melhorando muito”, disse o CEO Lawson Whiting no mês passado, depois que a empresa divulgou uma queda de 3% nas vendas líquidas nos EUA nos seis meses até 31 de outubro.


Embora os grandes atores não estejam imunes à desaceleração, os destiladores menores estão sendo os mais atingidos, porque não têm poder financeiro para enfrentar a turbulência. A American Craft Spirits Association (Associação Americana de Produtores Artesanais de Destilados) disse em agosto que a taxa de fechamento de destilarias artesanais acelerou em relação ao ano anterior.

Fabricantes de bebidas alcoólicas de todos os tipos estão lutando com a diminuição da demanda: em 2023, o volume de destilados vendidos nos EUA caiu pela primeira vez em quase três décadas, disse a IWSR. No entanto, os fabricantes de bebidas destiladas envelhecidas têm o desafio adicional de apostar na demanda futura, envelhecendo barris com anos de antecedência.

Fonte: https://investnews.com.br/the-wall-street-journal/chega-ao-fim-a-festa-do-bourbon-americano-agora-e-hora-da-ressaca/

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Expocachaça e Brasil Beer 2016


A Expocachaça, evento pioneiro, a maior, e a mais importante e conceituada feira do setor, entra em seus 19 anos de atividades e em sua 26ª edição e será realizada no período de 9 a 12 de junho de 2016, no Expominas, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Para 2016, o evento apresentará muitas novidades e surpresas, mantendo o formato de Feira e Festival que a consagrou junto aos expositores, público e mídia num cenário onde negócios, entretenimento e diversão, gastronomia, consumo, lazer e cultura acontecem simultaneamente.



Vendas: DEPARTAMENTO COMERCIAL
José Lúcio Mendes Ferreira
E-mails: jlucio@cachacasdobrasil.com.br / joseluciomferreira@gmail.com
Cel: (31) 99813-9731 / 99976-4949
Tel: (31) 2532-2379 (Telefone somente para recados).
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