quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Any Tequila


O Fenômeno de "Any Tequila": Como uma Bebida Fictícia Sacudiu o Mercado Publicitário

"Any Tequila" não é uma nova bebida que você encontrará nas prateleiras dos supermercados, mas sim uma das campanhas publicitárias mais geniais e satíricas dos últimos tempos. Lançada pela famosa marca de licor de laranja Cointreau, em parceria com a agência DAVID New York, a ação usou o humor ácido para ironizar a recente obsessão de Hollywood: a proliferação desenfreada de marcas de tequila de celebridades.

100% Apoiada por Celebridades, 0% Real

Protagonizada pela atriz Aubrey Plaza, conhecida por seu estilo sarcástico e atuações em produções de prestígio, a campanha introduziu ao público a "Any Tequila" — um produto destilado promovido como "100% endossado por celebridades e 0% real". No comercial de TV e plataformas digitais, Plaza adota uma postura caricata no deserto para zombar da estética pretensiosa adotada por astros da música, do cinema e dos esportes que lançaram suas próprias destilarias nos últimos anos.

A piada, no entanto, carrega uma estratégia de mercado muito clara. A comunicação da Cointreau visa lembrar os consumidores de que a verdadeira "estrela" por trás de uma Margarita perfeita não é o rótulo da tequila, mas sim o icônico licor francês. O slogan brinca que o drinkclássico combina perfeitamente com, literalmente, "qualquer tequila" (any tequila, em inglês).

A Resposta ao "Efeito Clooney"


A provocação da marca atinge diretamente o que especialistas do setor chamam de "efeito Clooney". Desde que George Clooney vendeu sua marca de tequila, a Casamigos, por um acordo bilionário, dezenas de outras personalidades — como Dwayne "The Rock" Johnson, Kendall Jenner e Kevin Hart — entraram de cabeça nesse segmento de destilados.

Com o mercado saturado de discursos sobre "agave selecionado" e "processos artesanais exclusivos" assinados por rostos famosos, a Cointreau apostou no desbunde dessa tendência para se destacar. A estratégia provou-se um sucesso massivo de engajamento, acumulando mais de 270 milhões de visualizações em seus vídeos nas redes sociais e conquistando prêmios prestigiados da indústria, como o cobiçado Wood Pencil no D&AD Awards.

Profissionais de marketing apontam que o grande trunfo da ação foi a escolha de Aubrey Plaza. Sua persona de humor apático e irônico deu credibilidade imediata à paródia, transformando o que poderia ser apenas um anúncio comum em um meme viral de grande impacto cultural. No fim das contas, a mensagem que fica para os entusiastas da coquetelaria é simples e prática: gaste menos tempo escolhendo o selo de grife da sua garrafa de tequila e certifique-se apenas de ter os ingredientes certos para a receita original.

Moët Serve

 

O Ritual na Lata: Como a Moët Hennessy Hackeou a Memória Sensorial do Tênis para Enfrentar um Titã de US$ 17 Milhões

Quem frequenta grandes torneios de tênis conhece bem os rituais que cercam o esporte: o silêncio que antecede o saque, o impacto seco da raquete na bola e, talvez o mais satisfatório deles, o som do “pfft” pressurizado ao abrir um tubo de bolinhas novas. Foi exatamente de olho nessa memória afetiva e sensorial que a Moët & Chandon desenhou sua principal arma de marketing: o Moët Serve.

O coquetel combina o icônico Moët Ice Impérial — o primeiro champanhe da história criado especificamente para ser bebido com gelo — com três cubos de gelo e três rodelas de limão. A genialidade, porém, está no visual: as rodelas de limão são perfeitamente posicionadas dentro de uma lata cilíndrica e transparente, mimetizando a estética exata de três bolas de tênis lacradas.


 O Desafio: Destronar o "Honey Deuce"

A estratégia da Moët não nasceu no vácuo; ela foi uma resposta direta a um fenômeno de faturamento sem precedentes no esporte mundial. Há anos, o US Open é dominado pelo Honey Deuce, o drink oficial do torneio feito à base de vodca premium Grey Goose e decorado com espetos de melão em formato de bolinhas.

O Honey Deuce vendeu impressionantes 738.459 unidades, gerando mais de US$ 17 milhões de faturamento em apenas duas semanas. O volume é tão colossal que o faturamento do drink superou a premiação em dinheiro dada aos próprios tenistas campeões.

Percebendo que tentar competir por volume de vendas contra um copo de vodca de US$ 23 seria inútil, a Moët optou pela diferenciação radical pelo design, elevando o preço para US$ 32 e focando na exclusividade e na experiência do cliente.

 Os Três Pilares da Estratégia de Marketing

 1. A Teoria do "Consumption as Costume" (Consumo como Fantasia): Segundo relatórios de tendências como o Liquid Intentions, o consumidor moderno de eventos esportivos utiliza o que bebe como uma extensão de sua própria identidade e vestimenta. Carregar o tubo transparente da Moët pelos corredores do Arthur Ashe Stadium funciona como um símbolo de status instantâneo — é um acessório de moda altamente "instagramável".

2. Teatralidade no Ponto de Venda: O drink não vem pronto de uma fábrica. O cliente vai até o Club de Tennis Bar e assiste ao processo. O champanhe, o gelo e os limões são montados na hora e a lata é selada e pressurizada por uma máquina na frente do comprador. Isso transforma a compra em um show particular.

3. Fidelidade ao Gesto do Jogo: Ao puxar o lacre de metal da embalagem, o consumidor replica exatamente o mesmo movimento mecânico que os atletas fazem em quadra. A marca conseguiu engarrafar o "luxo audível" do tênis.

Apesar do sucesso estrondoso de engajamento e relações públicas, a estratégia enfrentou críticas severas de designers e ambientalistas. 

Diferente dos copos de acrílico do Honey Deuce, que os fãs colecionam e levam para casa como recordação, a lata do Moët Serve é feita de uma fusão híbrida de plástico e metal (conhecida na indústria como franken-can).

Essa composição mista impede que o material seja facilmente separado e reciclado em instalações comuns de tratamento de resíduos, gerando discussões sobre o compromisso ambiental das marcas de luxo em plataformas como o TikTok.

Ainda assim, como ferramenta de posicionamento de mercado, a Moët Hennessy provou que o luxo não precisa ficar preso à tradicional taça de vidro: ele pode ser enlatado, desde que carregue a genialidade do design e a mística do esporte.

Fotos: Instagram (Moët).

Heineken Lager Beer Ice Pop

 

O Caso do Picolé da Heineken: Como um "Doce de Cerveja" Enganou as Redes Sociais

 Por Redação — O desejo de se refrescar no calor com uma cerveja gelada ganhou contornos inusitados na internet. Nas últimas semanas, imagens e vídeos do suposto "Heineken Lager Beer Ice Pop" — um picolé oficial que replicaria o sabor da famosa cerveja premium — viralizaram nas redes sociais, deixando milhares de consumidores em dúvida se o produto era real ou apenas mais uma ilusão digital. A resposta curta é: trata-se de uma pegadinha.

A fabricante oficial nunca produziu ou planejou lançar um picolé de cerveja. O fenômeno que tomou conta das redes se divide em dois formatos principais: artes conceituais ultra-realistas criadas por ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e vídeos de criadores de conteúdo ensinando receitas caseiras de "sorvete de cerveja" misturando a bebida com leite condensado.

O picolé da Heineken está longe de ser um caso isolado. O fenômeno faz parte de uma onda de paródias e designs conceituais altamente convincentes que frequentemente enganam os internautas. Entre os exemplos mais famosos de produtos que nunca existiram, mas que ganharam enorme tração digital, estão o Relógio Omega Beermaster, a Corona Gigante de 19 litros e o Energético Monster WD40, todos publicados no Blog Ave Cesar.

 Por que tantas pessoas acreditam? O sucesso dessas pegadinhas se apoia em três pilares do comportamento digital atual:

• Realismo Visual: As ferramentas de edição e IA alcançaram um nível de acabamento plástico que simula com perfeição reflexos, texturas e embalagens de produtos reais em gôndolas e vitrines.

• Inovações Reais do Mercado: Como as grandes marcas têm apostado em formatos inovadores de verdade — a exemplo da própria Heineken, que lançou a Lager Spritz (cerveja com infusão de botânicos feita para tomar com gelo) —, o público passou a achar que qualquer ideia inusitada pode ser real. (Recentemente, a Heineken criou uma Inteligência Artificial capaz de personalizar o chope de acordo com o gosto e preferência de seus clientes, on-line, chamada de .)

• Apelo Sensorial e Humor: A mistura de marcas consagradas com conceitos inusitados gera curiosidade e identificação imediata, o que serve como um gatilho perfeito para o compartilhamento em massa em aplicativos de mensagens e redes sociais.

Embora esses produtos não passem de mitos da internet, as brincadeiras frequentemente inspiram o mercado real. No caso do picolé, diversas sorveterias artesanais aproveitaram o engajamento para criar suas próprias receitas temporárias do doce alcoólico, provando que, mesmo sendo uma mentira, a ideia tinha um enorme potencial comercial. 

E se a moda pega, como seria? Nos diga! Um brinde!

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Baly Jabuticaba Churrasco On Fire


Baly lança energético sabor jabuticaba em collab inédita com Fernando e Sorocaba para o “Churrasco On Fire”

A Baly Energy Drink acaba de apresentar o Baly Jabuticaba, o mais novo sabor de seu portfólio inspirado em uma fruta genuinamente brasileira. Desenvolvida em parceria direta com a dupla sertaneja Fernando e Sorocaba, a bebida foi criada sob medida para o projeto Churrasco On Fire, o megaevento gastronômico e musical comandado pelos artistas. O lançamento amplia a presença da marca no mercado nacional, unindo a força do entretenimento sertanejo à inovação em bebidas.

Sabor brasileiro e foco no verão

A escolha da jabuticaba reforça o compromisso da fabricante em valorizar ingredientes e a identidade nacional. A novidade chega ao mercado em versão sem açúcar e em embalagens de 473 ml, idealizada como uma das grandes apostas da marca para a temporada de verão.

Com uma proposta refrescante, o produto une o sabor doce e levemente ácido característico da fruta à energia necessária para acompanhar longas horas de festa. O design da garrafa e da lata conta com uma identidade visual personalizada, trazendo o rótulo oficial do evento "Churrasco On Fire".


Esta não é a primeira movimentação conjunta entre a marca e os artistas; o sucesso anterior do sabor Uva Verde estabeleceu as bases para que a jabuticaba entrasse em definitivo na linha de produção. A estratégia comercial por trás da colaboração foca em três grandes pilares a destacar a  Diversificação de sabores, com foco no atendimento a paladares que buscam por frutas nativas; Saudabilidade, ou seja, expansão de alternativas zero açúcar para o público consciente e  Associação Cultural, a conexão direta com grandes eventos e experiências gastronômicas de alcance nacional e internacional, impulsionando a visibilidade no ponto de venda.

O Churrasco On Fire de Fernando & Sorocaba mobiliza multidões por onde passa. Ao associar o novo produto a essa atmosfera, a Baly Energy Drink consolida seu papel de destaque no segmento brasileiro de energéticos, apostando na sinergia entre música, churrasco e energia autêntica.

A novidade começa a abastecer as gôndolas de supermercados e distribuidores parceiros de todo o país de forma gradativa para a alta temporada.



Bahia Beer 2026

 

Alagoinhas se transforma na Capital Mundial da Cerveja com o Bahia Beer 2026

A cidade de Alagoinhas, amplamente reconhecida como a Capital Estadual da Cerveja, sedia entre os dias 1º e 8 de novembro de 2026 a 4ª edição do Bahia Beer Festival. O renomado festival internacional reunirá especialistas de 26 países e amostras de todos os continentes para consolidar o município como o principal polo da cultura cervejeira na América Latina. Realizado pelo Governo da Bahia através da Setur-BA, em parceria com a Prefeitura Municipal, o evento promete movimentar o turismo, a economia local e o setor técnico.

Nesse encontro ocorrerá o Brazilian International Beer Awards (BBA),  um dos maiores concursos cervejeiros da América Latina, que chega à sua 3ª edição com uma avaliação criteriosa e minuciosa realizada por um corpo de jurados internacionais. A grande novidade deste ano é o pioneirismo global do International Alcohol-Free Beer Awards (“BBA Zero”), consagrado como o primeiro concurso internacional voltado exclusivamente para cervejas sem álcool do mundo.

Além das competições, a programação técnica abrigará o 7º Congresso Internacional da Cerveja (Conib), trazendo palestras, rodadas de negócios e debates de inovação científica aplicados ao setor. A grande cerimônia de premiação dos rótulos vencedores está marcada para a noite de 5 de novembro.

A partir do dia 6 de novembro, o festival ganha um formato totalmente voltado ao grande público, transformando o entorno do Estádio Carneirão e a Praça Mário Laerte em um grande circuito de entretenimento e celebração. Para os interessados em conhecer a atitude baiana frente a cultura cervejeira do estado e em nível nacional, com ícones profissionais e da academia, prestigie o Bahia Beer.

Saiba mais em: https://bahiabeerfestival.com.br/bahia-beer-2026-evento-acontece-de-1o-a-8-de-novembro-e-reforca-protagonismo-cervejeiro-de-alagoinhas/

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Mondial de La Bière Adiado

 


Amazônico Negroni na SIAL Paris


Da Amazônia para o Mundo: Bebida Paraense Conquista Prêmio Inédito de Inovação na SIAL Paris 2026

A biodiversidade brasileira fez história na Europa. A empresa paraense AMZ Tropical, nascida em Belém (PA), conquistou o prestigiado Beverages Award na categoria de Bebidas do SIAL Innovation 2026. A vitória foi consolidada durante a SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo.

O feito carrega um ineditismo duplo: além de ser a única representante brasileira a figurar na seleta lista de 28 vencedores globais da edição, a marca garantiu a primeira vitória de uma bebida alcoólica na história de 30 anos da competição.

O grande destaque da premiação foi o Amazônico Negroni. A proposta do produto consiste em ressignificar um clássico da coquetelaria internacional pronto para beber (ready-to-drink), infusionando-o com o jambu, a famosa planta amazônica que provoca uma sensação única de tremor e leve dormência na boca. A receita campeã combina gin artesanal, vermute tinto, amaro, óleo essencial de laranja e o toque elétrico do ingrediente paraense.

"Para mim, representa a confirmação de que uma empresa que nasceu em Belém, trabalhando com ingredientes e identidade amazônica, pode competir e ser reconhecida no mais alto nível internacional", diz Leandro Riodades Daher, fundador e CEO da AMZ Tropical.

A trajetória da AMZ Tropical reflete a força da bioeconomia nacional. A empresa surgiu de forma despretensiosa em meio aos isolamentos da pandemia, a partir de experimentos e testes de coquetéis que Daher realizava no bar de seu próprio apartamento, em Belém. O negócio foi formalizado em 2021 com o lançamento do seu primeiro produto comercial, o Gin de Jambu.

Hoje, com matriz no Pará, operação logística em São Paulo e presença no mercado dos Estados Unidos, a marca utilizou o suporte estratégico da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e do programa PEIEX para se qualificar e atingir os exigentes padrões do comércio exterior.

A feira SIAL Paris 2026 registrou a maior delegação brasileira de sua história, com 156 empresas nacionais expondo no pavilhão. No torneio de inovação técnica e mercadológica, o produto paraense desbancou concorrentes de peso em um universo de mais de 2.750 produtos inscritos de diversos cantos do planeta.

O reconhecimento serve como um poderoso validador de mercado. Diante de milhares de compradores, distribuidores e redes de varejo internacionais que frequentam os corredores do Paris Nord Villepinte, a chancela do selo de inovação pavimenta o caminho para a AMZ Tropical consolidar novos contratos de exportação recorrente rumo à Europa e à Ásia. 

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/bebida-amazonica-feita-em-belem-vence-premio-de-inovacao-na-sial-paris/

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