Cerveja Artesanal no Brasil Escrito por Quem Entende de Cerveja
Com uma trajetória repleta de realizações significativas,
Werner Emmel se consolidou como um dos expoentes do mercado da cerveja
artesanal brasileira graças a seu temperamento destemido, sua obstinação por
resultados excepcionais, sua honestidade, pioneirismo e empreendedorismo.
Afinal, "Quantas pessoas tiveram o privilégio e a oportunidade de, aos 47
anos, depois de quase 25 deles trabalhando como mestre-cervejeiro em uma das
principais companhias de bebidas do planeta, reinventar-se como empreendedor, e
passar a ser uma das testemunhas - e também protagonista - da revolução das microcervejarias e cervejas artesanais no Brasil?"
Em Cerveja Artesanal no Brasil: A História Que Todo Cervejeiro
Deve Conhecer, o Mestre Cervejeiro Werner Emmel conta suas memórias desde sua
infância em Pomerode/SC, até a fundação da WE Consultoria, empresa de Porto
Alegre/RS, que elevou o status do segmento cervejeiro nacional.
Através de uma
narrativa leve, repleta de detalhes e pinceladas de bom humor, Werner Emmel nos
apresenta sua família humilde, sua relação com os estudos, os eventos que o
destino reservou para seu ingresso no mundo da cerveja, os desafios que
enfrentou na Alemanha e os amigos que o acompanham até hoje.
Título:Cerveja
Artesanal no Brasil
Edição1ª edição
(dezembro de 2021)
IdiomaPortuguês; Capa comum152 páginas
Dimensões17 x 23
cm
Onde comprar: https://www.webrewshop.com.br/outros/livro-cerveja-artesanal-no-brasil?srsltid=AfmBOorHwLaapBjPT8mdw5v6u7PM7OReBrmr3RMf2uIS-SROKwtggGu6
Uma Década de Identidade e Rigor Técnico na Grande BH
Fundada a partir do sonho dos cervejeiros caseiros Alexandre
Pimenta e José Monteiro Jr., a Cervejaria Mills iniciou suas atividades
comerciais em Belo Horizonte com o propósito ousado de criar "cervejas com
identidade".
Sediada no bairro São Francisco, na Capital, a
microcervejaria transformou o hobby de seus fundadores em um negócio altamente
premiado e respeitado no mercado nacional. Entre as principais conquistas de
sua história, destacam-se o seu registro na Top 50 do Brasil. A Mills foi eleita
consecutivamente entre as 50 melhores cervejarias do país nos rankings
setoriais.
A cervejaria mineira faturou a melhor IPA do
País, por meio do seu rótulo Bedrock, uma American IPA potente, que conquistou
medalha de ouro no Brasil Beer Cup. Há ainda o título no Campeonato Brasileiro de Cervejas. Adicionalmente, a fábrica de cervejas produz o seu toque de inovação cultural através da
linha do estilo Sour. Esse portfólio homenageia o Cordel Mineiro,
utilizando frutas e ingredientes tropicais como caju, goiaba e cajá. Todas essas
cervejas podem ser experimentadas na loja da Cervejaria Mills, localizada no
Mercado Novo, bem no centro da Capital mineira.
Para celebrar a primeira década de história, a marca
preparou uma grande comemoração diretamente em sua fábrica, oferecendo
gastronomia local, shows ao vivo e visitas guiadas ao seu complexo de produção.
Detalhes sobre a trajetória e portfólio completo de produtos podem ser
conferidos no Instagram Oficial da Mills Brewery ou pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/mills-10-anos/3532175)
Alquimia Clandestina e o Trono de Vidro: A Lendária
Trajetória do Guarapan nos Balcões de Minas
por Henrique Oliveira
Belo Horizonte– Para quem frequenta as estufas de salgados
e tradicionais lanchonetes da Grande BH, o ritual é sagrado: um pastel frito na
hora acompanhado de um refrigerante Guarapan trincando de gelado. Mas o que hoje é
consolidado como o maior símbolo do bairrismo líquido de Minas Gerais passou
por uma origem rebelde e uma crise de identidade nos bastidores industriais. A
história desse clássico — fundado oficialmente no ano de 1940 — é fruto de uma
lenda de insubordinação operária que só se emancipou de fato quando conquistou
o seu primeiro casco de vidro próprio.
A certidão de nascimento do Guarapan não foi assinada em uma
sala de reuniões executivas, mas sim no chão de fábrica da antiga Refrigerantes
Minas Gerais (Remil), produtora da Coca-Cola, sob a admnistração do empresário mineiro Luiz Otávio Possas Gonçalves. Reza a lenda urbana que, em 1940, um funcionário anônimo
da linha de montagem decidiu, por conta própria e sem qualquer autorização dos
superiores, brincar de alquimista.
Aproveitando o maquinário e os insumos da fábrica de bebidas, ele
combinou a base do guaraná da empresa com essências concentradas de maçã e
outros extratos aromáticos secretos, criando um refri artesanal. O experimento clandestino logo foi
descoberto pelo supervisor da planta. Chamado às pressas para a temida sala da
gerência, o operário tinha certeza de sua demissão imediata por justa causa. Para
a surpresa de todos, o chefe preferiu testar o líquido antes de aplicar a
punição. Ao dar o primeiro gole, o supervisor ficou impressionado com o paladar
exótico. Em vez do bilhete de demissão, o funcionário recebeu elogios do novo refrigerante e o
direcionamento para que a fórmula inédita fosse patenteada e lançada
comercialmente naquele mesmo ano.
Apesar do sucesso imediato da receita que misturava o aroma de maçã com um icônico sabor de tutti-frutti, o Guarapan enfrentou um grande
desafio logístico inicial. Por ser uma bebida puramente regional e de produção
controlada, a Remil não via viabilidade financeira para encomendar lotes
exclusivos de garrafas personalizadas junto às vidrarias.
Durante suas primeiras décadas de vida, o Guarapan funcionou
como um "hóspede" em cascos alheios. O líquido era envasado em
"garrafas genéricas" ou vasilhames emprestados de outras marcas de refrigerantes da
empresa. O consumidor de Belo Horizonte precisava caçar a bebida nas geladeiras
pelas tampinhas de metal específicas ou por rótulos de papel que se descolavam
facilmente na água e no gelo dos balcões. No mercado da época, o produto corria
o risco constante de ser visto apenas como uma linha secundária. Com o passar
do tempo, o refrigerante ganhou uma garrafa própria para chamar de seu. Virou o
companheiro dos salgados tradicionais nas lanchonetes da Capital Belo Horizonte.
Coxinhas, pastéis, empadas, quibes são as melhores combinações. Além da garrafa
de 290ml, havia também o refrigerante servidos por meio de post-mix, em copos
descartáveis.
As tradicionais garrafas de vidro de 290ml e 600ml marcaram
épocas até os anos 1990. Hoje, elas são consideradas itens raros de coleção,
enquanto a bebida é comercializada principalmente em PET ou latas. Se você vier para Minas Gerais, sobretudo na Capital, não deixe de tomar um refrigerante Guarapan.
Você irá se surpreender.
Fotos do refrigerante antigo: IA. Demais fotos: Internet e rede social Garapan
A Sim! Cerveja Sem Álcool Conquista Seu 3º Título Mundial
Retransmitimos a mensagem de David Figueira, Co-fundador da Cerveja
"Acabamos de receber uma notícia
sensacional diretamente da Inglaterra: nossa Sim! Cerveja Sem Álcool - Coffee
Dry Stout acaba de ganhar mais um título mundial, a medalha de ouro no World
Beers Awards, a maior competição de bebidas do Mundo.
Este campeonato tem várias seletivas em dezenas de países. E
as melhores cervejas dessa seletiva vão para a grande final na Inglaterra. Ao
todo, ganhamos 11 medalhas nesse campeonato, sendo 6 de Ouro e o grande prêmio
de melhor Cerveja Sem Álcool (na categoria Stout’s e Porters). E com isso
chegamos a marca de 51 premiações internacionais. É um baita orgulho ser uma marca local e independente
levando o nome do Brasil para o mundo todo."
David Figueira é de Campinas. É um físico formado pela
Unicamp, empreendedor e cofundador da "Sim! Cerveja Sem Álcool". Eu o conheço há
muitos anos, por volta de 2007, quando ele era um dos cabeças da ACervA Paulista.
David sempre empreendeu no ramo cervejeiro. Foi Co-fundador da Lamas Brew Shop,
uma loja especializada na venda de insumos e equipamentos cervejeiros para
homebrewers e da Cervejaria Cogumelo, uma incubadora de cervejas ciganas. O
sucesso foi tanto, que em Minas, o ACerviano Mineiro, José Bento Valia Vargas
abriu uma loja Lamas Brew expandido a cultura cervejeiras artesanal, por um bom período na Capital Belo Horizonte.
Fazer cervejas zero álcool, além da tradicional Pilsen, é um ato de ousadia, que quebra paradigmas, redistribui os nichos deste mercado e fomenta os fatores substitutos, esses que tem como pilares, o zelo à saúde, ao exercício físico e ao sono.
Desejo ao David Figueira sucesso pleno em sua jornada de
cervejas sem álcool, que está em franco crescimento, face as novas tendências de consumo.
O Berço da Cerveja com Selo de Origem: Como Guarapuava
Conquistou o Primeiro Terroir Cervejeiro do Brasil
O selo de Indicação Geográfica (IG) transformou Guarapuava
na Capital Nacional da Cevada e do Malte, consolidando o município paranaense
como a primeira região do Brasil a obter o registro oficial do Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI) exclusivamente para cervejas
artesanais. O reconhecimento na modalidade Indicação de Procedência (IP) valida
um terroir único, caracterizado pela união entre o clima ideal para o cultivo,
a tradição cultural e uma cadeia produtiva totalmente integrada.
A força cervejeira de Guarapuava está profundamente ligada à
sua identidade agrícola e cultural. O distrito de Entre Rios destaca-se
globalmente pelo cultivo em larga escala de cevada de altíssima qualidade e
pela industrialização por meio de grandes maltarias regionais, o que inclui a
tradicional Cooperativa Agrária Agroindustrial.
Essa vocação agrícola foi impulsionada pela imigração de
suábios do Danúbio, alemães e suíços, que trouxeram técnicas seculares de
produção de cerveja da Europa Central. Hoje, o município fecha o ciclo completo
da bebida — do campo ao copo —, garantindo frescor e rastreabilidade que
diferenciam o produto no mercado nacional.
A concessão do selo de IP gerou transformações profundas na
matriz econômica do município e do estado do Paraná destacando:
Agregação de Valor: O selo funciona como um certificado de excelência, permitindo que as microcervejarias locais pratiquem preços
competitivos e ampliem suas margens de lucro.
Atração de Investimentos: A chancela oficial atrai
indústrias correlatas, fornecedores de insumos e novas maltarias interessadas
em se instalar no polo produtivo de maior relevância do país.
Fortalecimento da Cadeia Local: Estimula o comércio de
proximidade e a agricultura familiar, fixando a riqueza e os tributos gerados
pela cadeia da cerveja na própria região de Guarapuava.
Expansão de Mercado: Abre portas para o comércio
internacional e facilita a inserção das marcas em grandes redes de distribuição
nacionais devido ao prestígio do selo de origem.
Há ainda impactos turísticos e culturais. O turismo de experiência tornou-se um dos maiores motores de desenvolvimento após o
reconhecimento territorial, proporcionando Rotas de Turismo Cervejeiro, com a criação
de roteiros integrados que levam visitantes aos campos de cevada, às grandes
maltarias e às salas de brassagem das microcervejarias locais. Há ainda a
consolidação de Eventos e Festivais, por meio festas tradicionais que celebram
o malte e a colheita, atraindo turistas de várias regiões e movimentando a
hotelaria e a gastronomia locais e por fim, a valorização da IdentidadeRegional que visa resgatar a história das colônias europeias com foco na
culinária típica harmonizada com as cervejas do terroir.
Representadas pela Associação das Cervejarias de Guarapuava
(Guaracerva), as nove cervejarias artesanais que carregam a identidade desse
território histórico são: Água do Monge, Donau Bier (cervejaria que visitamos e
é a pioneira na região, fundada em 2004), Hank Bier, Heimdall, Irmandade, Jordana
Bier, Metger bier, Over Beer e Suábia.
Fotos: IA, Internet/Divulgação das Cervejarias (Facebook/Instagram)
Você Sabe Como Visitar Uma Cervejaria? A Gente Explica!
Durante a escrita de um artigo
para o Blog Ave César Co., encontrei nos meus Alfarrábios, da terceira edição do
livro Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, dicas de visitação a uma cervejaria.
Visitar uma fábrica de cervejas é
bastante interessante, sobretudo por aquele que nunca entrou neste ambiente.
Apesar de ser uma indústria, há diversas fábricas que apresentam arquitetura peculiar e atraente. Muitas vezes apresentam ambientes de encantar os olhos, imponentes e que merecem um registro por meio de uma bela foto. Para que você possa aproveitar o máximo de um passeio em um ambiente que fabrica cervejas, aqui vão as dicas que deixo para você. Faça uma boa visita.
Dicas importantes
Roupas, calçados e acessórios
Use roupas leves. O Brasil é um país tropical e o calor prevalece boa
parte do ano. Atenção deve ser dada ao uso de calçados. Algumas cervejarias não
permitem acesso às instalações usando chinelos, sandálias ou sapatos de salto
alto. Certifique-se qual calçado utilizar e se há outras restrições. Tênis,
sapatos em couro são, normalmente, bem-vindos. A mesma restrição vale para bermudas,
camisetas sem mangas e bonés. Pulseiras, cordões, relógios e anéis devem ser evitados
quando se caminha pela cervejaria.
Câmeras fotográficas e smartphones
Certifique-se sobre a permissão do uso de câmeras fotográficas, smartphones e postagens em redes sociais. Algumas cervejarias não permitem fotografar o interior de suas
instalações, devido a práticas de confidencialidade e a políticas quanto a segredo industrial.
Visitas guiadas
É comum a cobrança de ingresso
para tours e/ou visitas guiadas. Certifique-se dos horários de atendimento à
visitação. O valor varia entre cervejarias, bem como o tempo de duração de cada visita. Em
determinados municípios, há empresas especializadas em promover tours e
excursões.
Ao marcar uma visita, procure chegar, pelo menos, com 15 minutos de
antecedência. Leve consigo um documento de identidade com foto. Durante a excursão, evite andar sozinho pela fábrica. Esteja, preferencialmente,
acompanhado de um guia, funcionário ou representante da empresa, a fim de
evitar riscos e imprevistos. Obedeça ao uso de Equipamentos de Proteção
Industrial (EPI’s) e às placas de sinalização, faixas de restrição de acessos e avisos.
Observe se há o uso de crachás. Caso demandado, este deverá estar visível, na altura do peito. Lembre-se de que uma cervejaria é, acima de tudo, uma planta industrial e há
regras de segurança a serem seguidas.
Companhias
aéreas
Para os voos
domésticos é requerido aos passageiros chegar ao aeroporto pelo menos 1 (uma) hora
antes do voo marcado. Entretanto, devido ao aumento das exigências
internacionais de inspeções físicas de passageiros e seus pertences (incluindo
bagagens), a recomendação é que se chegue ao aeroporto pelo menos com 2 (duas) horas
de antecedência. Para voos internacionais o prazo estimado é o mínimo de 3
horas. As principais companhias nacionais são as seguintes:
Duas Rodas e Um Copo: A Alquimia Perfeita entre Motos Custom
e Cerveja
A estrada e o copo sempre falaram a mesma língua. Para quem
vive a cultura das motocicletas customizadas, a viagem nunca termina quando o
motor desliga; ela continua na mesa de um pub, com um copo de cerveja na mão.
Mais do que hobbies, o motociclismo de estilo e a cultura cervejeira
compartilham o mesmo DNA: a busca pela liberdade, o respeito à tradição e a
valorização do que é feito de forma artesanal.
O Legado de Ferro: Moto Clubes Harley-Davidson e as Pale
Ales
Os motoclubes dedicados à Harley-Davidson carregam o peso da
tradição americana. O som icônico dos motores V-Twin pede um ambiente de
camaradagem e lealdade. A Conexão Cervejeira: essa irmandade combina
perfeitamente com as American Pale Ales (APA) ou as clássicas Amber Lagers. São
cervejas com o amargor presente do lúpulo americano, mas fáceis de beber após
longas horas na estrada, refletindo o espírito bruto e autêntico da marca de
Milwaukee.
A própria Harley-Davidson já licenciou latas históricas em
parceria com gigantes como a Miller Brewing Co. para grandes eventos como a
Daytona Bike Week.
No cenário nacional, a conexão mais emblemática está no
coração de Minas Gerais, com a clássica Capitão Senra, idealizada pela Cervejaria Backer.
Esta Amber Lager foi feita em homenagem ao icônico Capitão Senra, lendário
batedor do exército e uma das maiores referências do motociclismo
Harley-Davidson no Brasil. É uma cerveja de cor âmbar, com sabor equilibrado de
malte e lúpulo, ideal para brindar após horas engolindo asfalto. Há também as versões Pilsen e Session IPA. Ainda em Minas Gerais, a Cervejaria Krug Bier é patrocinadora de um dos maiores encontros de motocicletas do país, o Bike Fest, da cidade de Tiradentes. No Centro-Oeste brasileiro há também a Biela Bier, uma cerveja que leva em sua alma a vida
sobre duas rodas.
A Elegância Britânica: Os Hogs da Triumph e as Cervejas de
Pub
A Triumph traz para as estradas uma mistura única de
sofisticação britânica e espírito rebelde, muito viva nos clubes de modelos
clássicos e modernos. A Conexão Cervejeira – o par ideal para uma Triumph é uma
legítima English IPA, uma Brown Ale ou uma boa Stout com Nitrogênio. São estilos maltados,
ricos e complexos, que remetem aos pubs tradicionais de Londres. É a escolha de
quem valoriza a engenharia refinada, a história e o estilo
"gentleman" sem perder a atitude. No Brasil, a Triumph Motors tem como referência, Edna Falcone, a maior vendedora da marca.
Nos Estados Unidos, mais precisamente em Princetown há a Cervejaria Triumph. Tive a oportunidade de conhecer essa marca que, apesar de não pertencer
à tradicional fabricante de motocicletas, possui cervejas que qualquer
legionário da Triumph gostaria de experimentar.
Customização Extrema: As Choppers e as Cervejas Artesanais
Extremas
As choppers — com seus garfos longos, quadros rígidos e
pinturas psicodélicas feitas à mão — representam a contracultura pura. Não
existem duas choppers iguais. Cada uma é uma obra de arte única moldada pelo
próprio dono ou por oficinas especializadas. Há tantas criações inusitadas que
tem gente que inventou até Chopper movida a cerveja, conhecida por Bike Beer.
A Conexão Cervejeira: O mundo chopper exige cervejas que
também desafiem as regras. Estamos falando das Imperial IPAs (potentes e
amargas), das Sour Beers (complexas e ácidas) ou de cervejas envelhecidas em barris de uísque. Assim como uma chopper barulhenta e radical, essas cervejas
não foram feitas para agradar a todo mundo, mas sim para quem busca
personalidade extrema.
O Ponto de Encontro: Onde a Cultura se Funde
Hoje, o ápice dessa união acontece nos chamados "Moto
Pubs" e garagens conceituais. Locais onde oficinas de customização dividem
o espaço com torneiras de chope artesanal. O cheiro de graxa, couro e gasolina
combina perfeitamente com o aroma de malte e lúpulo, criando um refúgio para
quem entende que o destino final é apenas uma desculpa para celebrar a jornada
entre amigos.
Fotos: Internet/Cervejaria Backer,Triumph Brewing Co (https://www.triumphbrewing.com/)