terça-feira, 28 de abril de 2026

The Cointreau Margarita Challenge 2026

 

A Busca pela Margarita Perfeita: The Cointreau Margarita Challenge 2026

Se existe um coquetel que define o equilíbrio entre o frescor e a intensidade, é a Margarita. E para elevar esse ícone ao status de arte, o The Cointreau Margarita Challenge retorna em 2026, desafiando os melhores bartenders do mundo a reinventarem o clássico usando o ingrediente que está no coração da receita original: o licor Cointreau.

O concurso é uma celebração global da mixologia que busca a "Margarita do Amanhã". O objetivo não é apenas misturar ingredientes, mas contar uma história através de uma receita autoral que respeite a base clássica (Cointreau, Tequila e suco de limão), mas que mostre uma assinatura única, técnica impecável e uma apresentação memorável.

O caminho até o título de melhor Margarita do mundo é dividido em etapas rigorosas:

Inscrição e Seleção Digital: Bartenders submetem suas receitas exclusivas, fotos e o conceito por trás da criação através da plataforma oficial da marca.

Finais Nacionais: Os selecionados de cada país competem presencialmente, sendo avaliados por um júri técnico em quesitos como sabor, originalidade, técnica e a "alma" da bebida.

A Grande Final Global: Os vencedores de cada nação viajam para a França (geralmente para a histórica Angers ou Paris), onde enfrentam o desafio final diante de jurados experts, mestres destiladores e ícones da coquetelaria mundial.

Por que o Cointreau?

Como diz a famosa frase de Margaret Sames, a criadora da receita em 1948: "Uma Margarita sem Cointreau não vale nem o sal". O desafio reforça que a qualidade dos óleos essenciais da casca de laranja do Cointreau é o que dá estrutura e sofisticação ao drink.

Para a Ave Cesar Co, acompanhar competições deste nível é essencial para entender as tendências que ditam o que será servido nos melhores balcões do mundo. Em 2026, a expectativa gira em torno de ingredientes sustentáveis, técnicas de clarificação e perfis de sabores regionais integrados ao clássico.


Sobre a Família Cointreau

A história do Cointreau remonta a 1849, na cidade de Angers, na França, onde os irmãos Adolphe e Edouard-Jean Cointreau fundaram sua destilaria original. No entanto, foi apenas em 1875 que o filho de Edouard-Jean, Édouard Cointreau, revolucionou o mercado ao criar um licor de laranja perfeitamente cristalino e equilibrado. Ele buscava uma bebida que fosse mais elegante e menos doce do que os licores de curaçau da época, resultando no que hoje conhecemos como o padrão ouro do "Triple Sec", apresentado em sua icônica garrafa quadrada de cor âmbar.

Atualmente, a marca é um dos pilares do grupo Rémy Cointreau, um dos maiores conglomerados de bebidas de luxo do mundo. O grupo surgiu em 1990 a partir da fusão entre a empresa da família Cointreau e a E. Rémy Martin & Cie SA. Apesar de ser uma gigante global listada na bolsa de valores, a gestão permanece profundamente ligada às suas raízes, sendo controlada pelas lideranças das famílias fundadoras, que preservam o processo de produção artesanal e o segredo da receita que atravessa gerações.



Fonte: IA e https://www.cointreau.com/int/en/ 

Tabela Periódica das Cervejas

 

O Mapa do Malte: A Tabela Periódica da Cerveja Artesanal

A cerveja artesanal é um universo de complexidade técnica, mas para o consumidor comum, a variedade de siglas e estilos pode ser intimidadora. Foi para traduzir esse mundo que surgiu a Tabela Periódica da Cerveja, um guia visual que organiza as bebidas não por átomos, mas por famílias, aromas e intensidades.

Embora o conceito visual de organizar cervejas em uma grade similar à de Mendeleiev (o mesmo que padronizou a Vodka) tenha surgido originalmente nos Estados Unidos (atribuído frequentemente ao designer Kevin Cain nos anos 90), a versão brasileira teve uma mais emblemática que eu vi estava associado o cervejeiro LeonardoBotto.

Botto, um dos mestres cervejeiros mais respeitados do Brasil e fundador do Botto Bar, idealizou a tabela como uma ferramenta pedagógica. O objetivo era claro: educar o paladar do brasileiro. Em um mercado então dominado pelas Lagers produzidas em alta escala, a tabela servia como um "mapa do tesouro" para quem desejava navegar entre as cervejas de trigo, as Weiss, Lambics e Porters sem se perder.

Para ganhar escala e chegar às paredes de bares e colecionadores de todo o país, o projeto contou com o apoio estratégico da Cervejaria Eisenbahn, da família Mendes. Na época, a marca era a principal porta de entrada para o segmento "premium" e artesanal no Brasil.

A colaboração entre o Botto Bar e a Eisenbahn resultou em um material gráfico rico, que classificava as cervejas por Família, diferenciando fermentações altas (Ales) e baixas (Lagers), Graduação Alcoólica, do leve ao robusto, Escala de Cor (SRM) e Amargor (IBU): Ajudando o cliente a prever o impacto no paladar.

A tabela não surgiu apenas por estética. Ela foi uma resposta ao crescimento vertiginoso das microcervejarias no mercado de cervejas nacional. Com a explosão de novos rótulos, o público precisava de uma hierarquia lógica para entender que uma IPA e uma Pale Ale eram "parentes", ou por que uma Stout era escura. Ela transformou o balcão do bar em uma sala de aula informal, onde o design facilitava o consumo consciente e a experimentação.

Concurso Anual e Nacional New Spirits 2026

O Melhor Concurso de Destilados do Brasil Apresenta os Campeões de 2026

O 15º Concurso Anual e Nacional New Spirits está chegando ao momento mais aguardado: a divulgação dos resultados que revelam os grandes destaques da produção nacional de cachaças de alambique, gins e destilados.

Mais do que uma premiação, (foram mais de 550 inscrições) esse é o palco que valoriza a excelência, reconhece produtores e impulsiona marcas para o mercado de destilados nacional e internacional. Sob a mestria do executivo e Presidente do Expocachaça, José Lúcio Mendes, organizador deste relevante evento sobre nosso Brazilian Spirit, o profissional deixa a pergunta no ar: "Quem serão os medalhados desta edição?"

Não Perca. Assista! Recomedo!

28 de abril Das 20h às 21h30

Ao vivo no YouTube @concursonewspirits 

https://www.youtube.com/@CONCURSONEWSPIRITS

#cachaca #eventosbh #gin #destilados #bhz


segunda-feira, 27 de abril de 2026

F1 2026 e o mercado de bebidas

F1 2026: A Nova Era de Marcas, Motores e o Fator Cadillac

A temporada de 2026 marca o início de um dos capítulos mais transformadores da história da Fórmula 1. Além de uma revolução técnica, o Grid verá um realinhamento de forças comerciais e a chegada de um gigante norte-americano.

O "Boom" das Bebidas e Patrocínios

O setor de bebidas domina o cenário de parcerias e patrocínios para 2026. A PepsiCo assume protagonismo com a Mercedes, utilizando a Gatorade e a Sting para conectar performance e entretenimento. Enquanto isso, a Ferrari e a Audi (que estreia oficialmente) reforçam o mercado europeu com a Chivas, Peroni 0.0% e a Cervejaria Paulaner, respectivamente. A Williams recupera a Estrella Galicia 0,0, consolidando a tendência de cervejas sem álcool como pilares de visibilidade global. A brasileiríssima Oakberry continua firma com a escuderia Haas na temporada, com o seu Açaí e bebidas funcionais, visando a sua expansão global.

A grande novidade no asfalto é a confirmação da Cadillac como a 11ª equipe. A marca da General Motors não chega apenas como nome; ela traz consigo o apoio da Jim Beam e um projeto de expansão no mercado americano, (haja vista que o Bourbon daquele país, vem sofrendo quedas de venda, no mercado geral). Sua entrada é vista como o passo final para a "americanização" definitiva da F1, unindo o prestígio europeu ao poderio industrial de Detroit.

A temporada de 2026 marca também uma nova era de prestígio nas pistas: a Moët Hennessy assume o protagonismo da hospitalidade na Fórmula 1 através da megaparceria de dez anos com o Grupo LVMH. 

O movimento vai muito além do tradicional estouro da Moët & Chandon no pódio; ele estabelece um ecossistema de luxo completo, introduzindo a Belvedere como a primeira vodka oficial da categoria e a French Bloom como o expoente da tendência alcohol-free, no Paddock Club. Ao alinhar suas marcas ao dinamismo global da F1, a Moët Hennessy deixa de ser mera patrocinadora para se tornar o padrão ouro de celebração e estilo de vida que define a elite do automobilismo mundial.


Sustentabilidade e Potência Elétrica dos Motores

Toda essa movimentação é impulsionada pelas novas regras de motores. Em 2026, as unidades de potência sofrerão três mudanças críticas: Combustível 100% Sustentável: a F1 abandona os combustíveis fósseis tradicionais; aumento da Potência Elétrica: O sistema híbrido agora entregará quase 50% da potência total (cerca de 350kW), triplicando a recuperação de energia atual e o fim do MGU-H: Para reduzir custos e atrair novas montadoras (como Audi e Ford), o complexo sistema que recuperava energia do calor dos gases de escape foi removido.

Até o momento, a temporada de 2026 da Fórmula 1 tem sido dominada pela Mercedes, que se adaptou melhor ao novo regulamento técnico. O jovem italiano Andrea Kimi Antonelli lidera o campeonato de pilotos após três etapas, seguido de perto por seu companheiro de equipe, George Russell.

Abaixo, apresentamos o quadro das escuderias e empresas de bebidas patrocinadoras em 2026:


 Mais informações: https://www.formula1.com/

Johnnie Walker Black Ruby

 

O Novo Clássico: Johnnie Walker Black Ruby Chega para Redefinir o Paladar

Se você achava que o icônico Black Label era o limite da versatilidade da Johnnie Walker, o novo Black Ruby chegou para provar que sempre há espaço na arte para a inovação. Recém-lançado pela Diageo, como uma adição permanente ao portfólio da marca, este rótulo não é apenas uma variação, mas uma celebração das notas frutadas e vibrantes.

Desenvolvido pela Master Blender Dr. Emma Walker, o Black Ruby é o resultado de uma seleção meticulosa de whiskies maturados em barris especiais que antes guardavam vinhos tintos e vinhos de Jerez (Oloroso e Pedro Ximénez). O resultado? Uma profundidade de sabor que equilibra a doçura do mel com a intensidade das frutas vermelhas. Uma novidade para mixologistasbartendersdonos de bares e restaurantes especializados.

O Perfil Sensorial


Diferente da fumaça marcante do rótulo tradicional, aqui o protagonismo é das notas de framboesa, amora e ameixa. No paladar, ele entrega uma textura aveludada, finalizando com aquela nota sutil de especiarias e o DNA defumado da Johnnie Walker, mas de forma muito mais leve e acessível.

Por que apostar nele?

O Black Ruby foi desenhado para a coquetelaria de alto nível. Ele brilha em drinks como o Black Ruby Sour ou em versões contemporâneas do Negroni, sendo a escolha perfeita para quem busca um whisky que transita bem entre o consumo puro e misturas sofisticadas.

Seja para renovar o bar de casa ou para presentear quem aprecia o "Old Money" com um toque moderno, o Black Ruby é a prova de que o clássico pode, sim, se reinventar com maestria.


Fonte: Forbes Brasil e https://www.johnniewalker.com/en/black-ruby-campaign

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O Melhor Bar de Nova York 2026

 

Sip & Guzzle é eleito o melhor bar de Nova York em 2026

O bar Sip & Guzzle (traduzido em português como “Tome & Bebe”) alcançou o topo da lista apenas dois anos após sua inauguração em janeiro de 2024, saltando da 5ª posição em 2025 para o 1º lugar em 2026, ou seja, o melhor. Este reconhecimento consolida a parceria entre dois ícones da coquetelaria mundial: Shingo Gokan (do SG Group em Tóquio) e Steve Schneider (veterano do lendário Employees Only).

O Sip & Guzzle destaca-se por oferecer dois ambientes distintos em um único endereço na icônica Cornelia Street. o bar é divido em dois pavimentos:

Guzzle (Andar Superior): Um espaço vibrante que celebra a cultura de bares americana. Foca em releituras criativas de coquetéis clássicos e pratos reconfortantes, proporcionando uma atmosfera de pub sofisticado e descontraído.

Sip (Andar Inferior): Um speakeasy intimista inspirado na precisão e hospitalidade da coquetelaria japonesa. Aqui, a experiência é centrada em coquetéis sob medida (bespoke), executados com técnica magistral e ingredientes de alta qualidade.

Especialistas e juízes do 50 Best elogiaram a capacidade do bar em unir a "energia de um ponto de encontro nova-iorquino" com a "precisão técnica japonesa". O local é descrito como uma força definidora da cultura de coquetéis da região, oferecendo um programa de bebidas executado com perfeição que agrada tanto entusiastas quanto profissionais do setor.

Conheça três coquetéis preferidos do público:

Doctor Green:  Servido no Sip, é composto por carbonação de tequila, tomatillo, maçã verde, shiso e raiz-forte.

Miami Vice Negroni: Uma das criações notáveis, que utiliza óleo de coco fat-washed e morangos sazonais, dando um twist tropical ao clássico italiano.

Negroni in the Shade: Considerado um favorito do público, é uma versão elegante feita com White Negroni, melão, kiwi e chá gyokuro.


Sip & Guzzle

Endereço: 29 Cornelia St, New York, NY

Telefone: +1 917-259-6974

Fonte: Rolling Stone, Travel + Leisure 

Foto: Robert Simonson, Instragram do Bar.


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Reinheitsgebot 510 anos

Reinheitsgebot: A Lei que Moldou a Cerveja como a Conhecemos há 510 anos

Hoje é dia! Se você gosta de ler rótulos de cerveja, com certeza já cruzou com a palavra Reinheitsgebot. Mas o que esse termo impronunciável para muitos significa e por que ele ainda é motivo de orgulho para tantas cervejarias, mais de 500 anos depois?

O Nascimento da Pureza se deu quando foi promulgada, em 23 de abril de 1516, pelo Duque Guilherme IV da Baviera, a Reinheitsgebot, a famosa Lei da Pureza da Cerveja Alemã. Ela é considerada uma das regulamentações de segurança alimentar mais antigas do mundo ainda em vigor. Originalmente, a lei era curta e grossa: a cerveja só poderia levar três ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo. (Há um bar em Viena que se chama 1516, em homenagem à Lei.)

Você, cervejeiro que é, deve estar se perguntando: "E a levedura?". Em 1516, a ciência ainda não sabia que os microrganismos existiam. O processo de fermentação era visto quase como um milagre — os cervejeiros simplesmente reutilizavam o sedimento de uma leva anterior. Foi apenas séculos depois, com os estudos de Louis Pasteur, que a levedura foi oficialmente reconhecida e adicionada à lista permitida.

A lei imposta, teve foco em três objetivos:

Proteção ao Consumidor: Evitar que ervas tóxicas ou ingredientes bizarros (como cogumelos alucinógenos) fossem usados para baratear a produção. (Há também a versão de que o governo recebia, em forma de pagamento de impostos, a entrega compulsória de cervejas, essas muito ruins, mal feitas. A adulteração da bebida, usando adjuntos, certamente irritou a Monarquia naqueles tempos.)

Segurança Alimentar: Reservar o trigo e o centeio para os padeiros foi uma estratégia. Se os cervejeiros usassem esses grãos, o preço do pão disparava e o povo corria o risco de passar fome.

Padronização: Criar um perfil de qualidade, colocaria as cervejas da Alemanha num patamar de referência técnica, no mercado de cervejas, que se tornaria a marca registrada da Alemanha.

Atualmente, a Reinheitsgebot não é mais uma obrigação legal, rígida para todas as cervejas (especialmente as importadas ou estilos especiais na Alemanha), mas continua sendo um selo de prestígio nacional. No movimento das artesanais, ela divide opiniões: de um lado, os tradicionalistas que prezam pela técnica pura; de outro, os inovadores que querem usar frutas, especiarias, condimentos e outros adjuntos.

Seja você um purista ou um fã de ousadias, o fato é que a Reinheitsgebot ensinou o mundo a respeitar a base da cerveja. Quando uma bebida é feita apenas com quatro ingredientes e, ainda assim, entrega uma complexidade absurda de aromas e sabores, sabemos que ali existe a verdadeira maestria do mestre cervejeiro.

Um brinde! Vou celebrar a data com uma caneca especial. Prosit!

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