segunda-feira, 6 de abril de 2026

Guaraná Pon Chic

 

Pon Chic: um sabor que virou identidade de Divinópolis

Semana passada estive na cidade de Divinópolis há, aproximadamente, 120 quilômetros de Belo Horizonte. Nessas rápidas viagens na Região Metropolitana não deixo de comprar bebidas locais que merecem ser reconhecidas e divulgadas. Uma dessas bebidas que comprei é o famoso Guaraná Pon Chic. Como não me lembro de o ter degustado, resolvi trazê-lo para casa.

O Refrigerante Pon Chic é mais do que uma bebida tradicional: tornou-se um dos símbolos afetivos e culturais de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A história da marca se confunde com o espírito empreendedor da cidade e com a memória de gerações que cresceram saboreando seu clássico guaraná.

A origem do Pon Chic remonta ao fim da década de 1940, quando o empreendedor José Lopes Ferreira fundou, no bairro Niterói, a Distribuidora de Bebidas Naná. Inicialmente, a empresa produzia bebidas alcoólicas tradicionais, como cachaça, jurubeba e quentão, além do então chamado Guaraná Divinópolis, que rapidamente se destacou pela aceitação popular. Com o crescimento da produção e da demanda, tornou-se evidente a necessidade de criar uma identidade própria para o refrigerante mineiro, separando-o dos demais produtos da distribuidora.


Na década de 1960, em um momento de expansão e modernização, o refrigerante guaraná recebeu um novo nome. Inspirado na bebida “ponche”, símbolo de sofisticação da época, e no adjetivo “chique”, surgiu o Pon Chic — uma combinação que traduzia elegância, modernidade e ambição de crescimento.

Em 1968, José Lopes transferiu a fábrica para o bairro Interlagos, onde foi oficialmente inaugurada a Empresa Refrigerantes Pon Chic, consolidando a marca como um empreendimento genuinamente divinopolitano.

Ao longo das décadas, o Pon Chic diversificou sua linha de produtos, passando a oferecer, além do tradicional guaraná, sabores como laranja, abacaxi, uva e cola, (como o refrigerante Mate Couro) mantendo forte presença no comércio local e regional.

A marca também se destacou por seu vínculo com a comunidade, apoiando eventos populares, festas religiosas e ações sociais. José Lopes Ferreira ficou conhecido não apenas como empresário, mas como liderança comunitária, profundamente envolvida com o desenvolvimento do bairro Interlagos e da cidade como um todo.

Atualmente, o Pon Chic permanece em operação em Divinópolis, sob gestão familiar, com produção moderna e automatizada. A empresa atende um raio aproximado de 140 quilômetros, mantendo cerca de 14 funcionários e uma capacidade produtiva que ultrapassa 100 mil litros por mês.

Mesmo com avanços tecnológicos, a marca preserva características que reforçam sua identidade tradicional, como o uso de açúcar de cana em vez de adoçantes artificiais — um diferencial frequentemente destacado por seus gestores. Além disso, o refrigerante Pon Chic segue ativo na vida cultural da cidade, promovendo ações como carreatas natalinas, eventos simbólicos e iniciativas ambientais, reafirmando seu papel como patrimônio imaterial de Divinópolis.


Pon Chic: fabricado e engarrafado por Taty Indústria e Comércio de Bebidas Ltda. Avenida Antônio Fonseca Filho, 887, Galpão A, Bairro Interlagos, Divinópolis/MG. Telefone (37)3222-0559.

Fonte dos Rótulos: Pon Chic (Facebook).

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Cervejaria Canoinhense

 

Cervejaria Canoinhense: a fábrica artesanal mais antiga em atividade no Brasil

Quando eu escrevi o livro Brasil Beer, me preocupei em colocar a história da cerveja no Brasil, desde os primórdios de Maurício de Nassau, passando com a chegada da Coroa Portuguesa em 1808, em terras Tupiniquins. Nesse sentido, adicionei a cervejaria mais antiga do Brasil em atividade, e que se encontra na cidade de Canoinhas, estado de Santa Catarina. Em correspondência com aquela empresa familiar, fiquei muito feliz ao receber uma carta da senhora Gerda Loeffler, que foi redigida como a letra cursiva linda, em folhas de papel almaço. O conteúdo dizia o seguinte:

"No ano de 1908, senhor Pedro Werner e Otto Bachmann fundaram a cervejaria denominada “Ouro Verde”, provavelmente devido à fartura de erva mate no local. Durante a Guerra do Contestado (1912 – 1916) a cervejaria ficou fechada. Após, a mesma foi adquirida pelo senhor Luiz Kaesemudel, que tinha cervejaria uns 10 anos.

Dia 1o. de abril de 1924, senhor Luiz vendeu a cervejaria para o senhor Otto Loeffler, comprando a (toda propriedade) da cervejaria Ouro Verde. Havia somente a parte baixa da cervejaria, sendo que a parte restante foi construída no mesmo estilo.  No início da década de 1930, a cervejaria passou a ser dominada Cervejaria Canoinhense fazendo jus ao nome da cidade que mudou para Canoinhas.

No ano de 1938, dia 1 de julho, Guilherme vendeu a cervejaria para o seu irmão Rupprecht Loeffler, o mesmo tem a cervejaria até hoje.


A cervejaria, na parte externa, apresenta tijolos aparentes e duas portas verdes criando um clima rústico interessante. No interior do bar pode se observar animais em empalhados, macacos, alguns em poses jocosas, além de aves empalhadas de diversos tipos. Peles de animais como tamanduá bandeira, capivara, lontra, gato do mato, cachorro do mato, raposa, um pequeno jacarezinho. Peles de cobra, sucurí, jibóia, cobras dentro de vidros, como cascavel, jararaca e coral.

Há fotos antigas e quadros pintados a óleo, da maior ervateira da localidade, naquela época. Para realizar uma visita técnica é importante consultar o mestre cervejeiro.

Mensalmente, são produzidas cerca de 1000 garrafas de cervejas artesanal. Ressalta-se que a água utilizada na fabricação provém de poço também artesanal. A receita (das cervejas) está na família há cinco gerações. A cervejaria Canoinhense desenvolve suas cervejas de acordo com a Leida Pureza da Baviera. Trata-se de uma cerveja natural sem aditivos químicos, maturada em tonéis de carvalho e posteriormente pasteurizadas. 

A fábrica produz quatro estilos: Jahú, No de Pinho, Malzbier e Mocinha. (...)” A cerveja Jahú foi criada em 1927, em homenagem a travessia do Oceano Atlântico, efetuado pelo piloto aeronáutico João Ribeiro de Barros, em um pequeno hidroavião chamado Jahú, da cidade de mesmo nome, interior de São Paulo, em direção à Europa.

(...) Gerda Stein Loeffler, esposa de Ruppret Loefller".

“Canoinhas, 15 de agosto de 2010”. 

Sr. Ruppret nos deixou em fevereiro de 2011. Reproduzir essa história é um marco que tem que ser amplamente divulgado, para conhecimento da cultura cervejeira, no Brasil. Como ela mesmo disse: "Ein Prosit"" "Um Brinde"!

Fonte: Livro Brasil Beer: O Guia de Cervejas Brasileiras, segunda edição, pág,18

Festival Butequeiros

 


Festival Butequeiros agita a região da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte

Belo Horizonte é a capital dos bares, sem sombras de dúvidas. Nesse sentido, visitar bares, restaurantes, pubs e butecos é uma prática de todo belo horizontino e de todo turista que passa alguns dias na Capital mineira. 

Se você não tem tempo suficiente para visitar bares, essa é a oportunidade em comer comida de boteco em um lugar especial. O Festival Butequeiros, reunirá mais de 30 pratos diferentes da gastronomia popular e tipicamente mineira, com diversos estilos de cervejas especiais e artesanais. 

O evento será no dia 18 de abril, na Praça José Mendes Júnior, ao lado da Praça da Liberdade. Haverá também show com bandas regionais. O acesso é mediante apresentação do convite retirado no Sympla.




Fotos: Sterferson Rodrigues/Redes Sociais.

terça-feira, 31 de março de 2026

Cerveja Praya Expansão

 


A expansão da cerveja Praya pelo Grupo Heineken

A cerveja Praya, originalmente fundada no Rio de Janeiro em 2016, vive uma das fases de maior crescimento desde que passou a integrar o ecossistema da Better Drinks, empresa na qual o Grupo Heineken adquiriu participação e depois assumiu o controle da distribuição da marca. Esse movimento consolidou a Praya como uma das apostas estratégicas da multinacional no segmento de cervejas artesanais e funcionais.

A partir de 2025, a Heineken intensificou seu plano de expansão, passando a incluir a produção da Praya em sua fábrica de Jacareí (SP). A internalização da fabricação permitirá ampliar escala, manter padrão de qualidade e atender à crescente demanda nacional. Segundo o líder Rafael Rizzi, diretor da unidade Heineken Spin, o objetivo é dobrar o volume de produção nos próximos anos, reforçando o alinhamento entre propósito sustentável da marca e a estratégia ESG da companhia.

Outro marco importante foi a ampliação da presença comercial. Em apenas um ano, o número de pontos de venda das marcas da Better Drinks — incluindo Praya — saltou de 10 mil para 60 mil, expandindo-se rapidamente pelo Sudeste e com planos definidos para chegar ao Nordeste ainda em 2025, e posteriormente ao Norte e Centro-Oeste em 2026.

A parceria também fortaleceu a identidade da Praya como marca de lifestyle ligada ao bem-estar e ao consumo consciente. A integração ao Heineken Spin, braço dedicado a marcas de impacto positivo, possibilita que a Praya mantenha seu posicionamento original, ao mesmo tempo em que se beneficia da robusta estrutura industrial e logística da Heineken.

Com novos rótulos, expansão geográfica e aumento significativo de produção, a Praya se afirma como peça-chave na diversificação do portfólio da Heineken no Brasil — especialmente em um mercado onde consumidores buscam experiências mais autênticas, leves e sustentáveis. O movimento demonstra a aposta da empresa em marcas artesanais com propósito claro e alto potencial de escala.



segunda-feira, 30 de março de 2026

Johnnie Walker Sabrina Carpenter e Lollapalooza

Embaixada da Johnnie Walker no Lolapalooza tem Sabrina Carpenter como embaixatriz

Como whisky oficial do Lollapalooza Brasil 2026, a Johnnie Walker centraliza sua estratégia no evento na parceria com a cantora. Embaixadora global da marca e headliner do festival, a artista inspira tanto a comunicação quanto as experiências de consumo desenvolvidas para esta edição.

Gui Martins, CMO da Diageo no Brasil, registrou, no Instagram, o estande da Johnnie Walker, no Lollapalooza, uma bebida temática da cantora Sabrina Carpenter, que se apresentou na sexta-feira (20/03). Refere-se ao drink especial ‘Go Go Highball’, que leva whisky Black Label, licor de cereja e outros ingredientes. Um verdadeiro sucesso.

O principal ponto de contato do público com a marca foi um estande imersivo idealizado e produzido pela agência Sherpa 42. O espaço contou com uma ativação baseada em um quiz sobre preferências musicais, cujas respostas alteram, em tempo real, a atmosfera do ambiente, incluindo a iluminação e o set do DJ. Os participantes recebem o “Go Go Highball”, para degustação.

Além do estande, a marca de whisky escocês introduziu uma parede de autosserviço na área externa, utilizada para agilizar o acesso a três opções de coquetéis com o destilado da marca (Johnnie Red Guaraná, Johnnie Black Penicillin e Johnnie Black e Água de Coco). No gramado, a operação de vendas foi reforçada por ambulantes com o drink Johnnie Citrus.



Fonte: Lolla 2026: Sabrina Carpenter inspira Johnnie Walker para exper

Mais informações: Johnnie Walker Black Label BR Fotos: Divulgação.

Cervejas Medievais do Báltico

 

As cervejas medievais e artesanais de Tallin, Estônia

A Estônia está localizada na Europa Setentrional, sendo reconhecida como um país da região do Norte da Europa e como parte dos Países Bálticos, situando-se na região do Mar Báltico. Tallinn, capital da Estônia, é conhecida por seu centro histórico medieval perfeitamente preservado, atmosfera cultural vibrante e uma cena gastronômica que combina tradição e modernidade. Trata-se de uma cidade muralhada, com inúmeras atrações. Entre seus destaques culinários cito dois restaurantes emblemáticos que além de carnes especiais, possuem cervejas artesanais próprias.

Localizado no coração da Cidade Antiga, visitei o Peppersack, em português, “Saco de Pimenta”. O restaurante, fundado em 2002, está localizado em um antigo armazém de pimentas do reino e outras especiarias, oferece pratos tradicionais estonianos em um ambiente de inspiração medieval. A casa é

famosa por seu clima histórico e por sua cerveja artesanal (em estoniano Käsitööõlu) produzida segundo receitas antigas, um dos atrativos que enriquecem sua identidade gastronômica. Garçons se vestem com roupas típicas e suas mesas e cadeiras são em estilo rústico. Oportunamente, durante o jantar, você poderá assistir atores realizando duelos de espadas, uma espécie de teatro medieval superinteressante. 


Tomamos as cervejas da casa (são chamadas de Majaõlled), uma Dark Amber e uma Herb Beer. Há também uma Honey Beer, cervejas essas que não usam lúpulo, pois naquela época usavam-se ervas e mel para "temperar" a cerveja. (Me refiro as cervejas do Estilo Gruit.) A casa oferece pães artesanais e bolos e confeitaria de sobremesa. A comida é típica e bastante saborosa.


O segundo restaurante é o tradicional Olde Hansa, em português, "Velha Tribo", fundado em 1997. A casa, representa o estilo medieval associado ao termo “Hansa”, remetendo à Liga Hanseática, os mercantes da época. Ele entrega uma experiência totalmente imersiva, com

pratos e bebidas inspirados no século XV. O edifício originário do ano de 1300 e foi reconstruído em 1665, após um desabamento. 

O ambiente é de penumbra, com luzes baixas e muitas velas, para retratar o período medieval. Pratos e talheres são todos rústicos, incluindo os copos de vidro. Ao tomar as cervejas da casa, infelizmente não se vê a cor da bebida, pois essas são fornecidas em jarras e canecas de porcelana artesanal, trabalhada a mão.

Como o Olde Hansa fornece carnes exóticas "Para o Deleite da Realeza", comi um prato contendo carne de alce. Meu pai comeu carne de urso, cujo prato tem o nome de "O Urso, Rei da Floresta", servido com Molho Real de Urso, com Açafrão, Espelta e os melhores acompanhamentos do Grande Chef.

As cervejas que tomamos, fabricadas artesanalmente e com exclusividade para o restaurante, foram as Dark Herbal Beer e a Ginger Beer.

Região de contrastes, os Bálcãs foram moldados por impérios como o Grego, o Romano, o Bizantino e o Otomano, resultando em um mosaico único de arquitetura, gastronomia e tradições. É um local que merece ser estudado e visitado. Boa viagem!







quarta-feira, 25 de março de 2026

King Conan

 

Ave Cesar Movies: Rei Conan

Décadas após conquistar o trono, Conan reina por cerca de 40 anos, já envelhecido e acomodado em sua posição. Porém, sua estabilidade chega ao fim quando ele é lentamente expulso do reino, forçando-o a enfrentar um novo ciclo de conflitos.

Nesta jornada medieval, Conan tentará recuperar seu legado enquanto se envolve em um mundo marcado por violência, magia, criaturas fantásticas e batalhas épicas.

O filme marca o retorno de Arnold Schwarzenegger ao papel icônico, agora interpretando um Conan veterano, poderoso, mas consciente do peso da idade. A direção e o roteiro ficam a cargo de Christopher McQuarrie, conhecido pelos filmes de Missão: Impossível.

Rei Conan é uma coletânea de cinco contos de fantasia do escritor americano Robert E. Howard, apresentando seu herói de espada e feitiçaria, Conan, o Bárbaro. É também o nome de duas séries de quadrinhos com o mesmo personagem. Um primeiro trailer foi publicado em 2025 com o ator Dwayne Jonhson, o The Rock. Agora nesse mês, uma prévia de trailer foi emulado com Arnold, em formato de conceito para dar uma pitada de sal no que vem por ai.

A indústria do cinema vê as triologias e sequências com bons olhos, pois essa tem promovido resultados positivos para os antigos amantes do cinema, onde o público fiel que adorou atores e personagens desejam vê-los atuando mais uma vez. São casos nítidos Indiana Jones, Star Wars, O Senhor dos Anéis, James Bond 007, Velozes e Furiosos, Missão Impossível e, mais recente, Top Gun, com o ator Tom Cruise.

Ave Cesar Movies vai assistir e tomar uma série da Cerveja Faxe para celebrar a questão, pois essa é uma cerveja dinamarquesa que retrata bem os bárbaros. Abaixo apresentamos a sequência dos filmes relacionados ao Conan, ao longo dos anos. 




Real Time Web Analytics