sexta-feira, 3 de julho de 2026

Junglebier & Wine Vibes

 

Conexão de Sabores: Festival Junglebier & Wine Vibes Desembarca na Praça da Assembleia em Agosto

Por Redação Ave Cesar Co.

Belo Horizonte já tem data e local marcados para receber um dos encontros mais aguardados da temporada cultural e gastronômica deste ano. No dia 8 de agosto, a Praça da Assembleia (Praça Carlos Chagas), localizada no coração do bairro Santo Agostinho, se transforma no cenário oficial do festival Junglebier & Wine Vibes. O evento promete unir o melhor de dois mundos em uma experiência sensorial ao ar livre: a potência das cervejas artesanais e o frescor descomplicado dos vinhos.

Conhecido nacionalmente como um dos maiores festivais de harmonizações cervejeiras do país, o selo Junglebier traz para esta edição uma novidade especial ao incorporar o conceito Wine Vibes. A proposta é oferecer ao público mineiro uma imersão completa e democrática, ideal tanto para quem não dispensa um bom rótulo de malte e lúpulo quanto para quem prefere celebrar a vida com uma boa taça de vinho.

O festival foi estruturado para ser aproveitado com os cinco sentidos, reunindo gastronomia refinada, curadoria musical e sustentabilidade.

Cervejas e Vinhos: Dezenas de rótulos de cervejarias artesanais locais e convidadas dividirão os holofotes com uma seleção exclusiva de vinhos, perfeitos para a transição de clima que o mês de agosto oferece em BH.

Praça Gastronômica: Stands com grandes nomes da culinária mineira apresentarão pratos criados especialmente para harmonizar com as bebidas do evento.

Trilha Sonora ao Vivo: O público poderá curtir shows de bandas de rock, blues e DJs locais em uma atmosfera descontraída e sofisticada ao mesmo tempo.

Ambiente Familiar e Sustentável: O festival contará com Espaço Kids gratuito para o lazer das crianças, além de seguir políticas sustentáveis rígidas, como o uso obrigatório de eco copos reutilizáveis para evitar o desperdício de plástico.

A Praça da Assembleia — famosa por seus jardins projetados por Burle Marx e suas fontes — oferece a infraestrutura perfeita de lazer, segurança e sombra para receber o público ao longo de todo o dia. É a oportunidade ideal para reunir amigos e família para viver o lado mais afetivo, cultural e gastronômico da capital mineira. 

Acompanhe as atualizações e abertura de ingressos nas redes oficiais deste Festival. Garanta o seu lugar nessa celebração e nos vemos na praça! A praça é nossa!



quinta-feira, 2 de julho de 2026

Whisky na Copa do Mundo

 

Da Escócia para os Gramados: O Whisky dos Campeões

A intensidade de um bom uísque combina perfeitamente com momentos de glória e superação absoluta. Ficou nítido na histórica noite em que o técnico da seleção do México, Javier Aguirre, comandou a vitória de 2 a 0 contra o Equador no Estádio Azteca. A vitória garantiu a classificação do país para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Para o comandante mexicano, que também havia acabado de se tornar avô, a noite foi considerada "perfeita". Descontraído e de excelente humor durante a coletiva de imprensa, ao ser questionado se ainda lhe faltava algo para celebrar o momento mágico, Aguirre não hesitou em pedir um uísque

"Um uísque. Agora mesmo, um uísque. Só uma dose pequena, com gelo. Não tenho no quarto, o meu acabou. Deixa para lá, não conta para ninguém".

Seja para relaxar após enfrentar a pressão de um mata-mata mundial na Copa FIFA, seja para brindar às conquistas pessoais da vida, uma dose com gelo de um legítimo single malt é o prêmio ideal para quem sabe apreciar a vitória. Curiosamente o treinador mencionou o nome do seu Scoth favorito: Lagavulin. Fomos atrás desse artigo de luxo e descobrimos uma história interessante do whisky.


Imagine uma ilha remota na Escócia, castigada por ventos gelados, cercada pelo mar revolto e coberta por uma terra escura e antiga chamada turfa. É exatamente ali, na icônica ilha de Islay, que nasce o Lagavulin, um dos whiskies mais intensos e reverenciados do planeta. Mas a jornada para criar essa lenda líquida não foi simples. Ela é feita de segredos, teimosia, paciência e, claro, momentos históricos de pura comemoração.

Muito antes de se tornar uma marca de Scotch mundialmente famosa, a região da baía de Lagavulin já exalava fumaça. Por volta de 1742, dezenas de destilarias ilegais operavam escondidas nas colinas, desafiando os cobradores de impostos do rei. Aqueles homens sabiam que a água pura que descia dos lagos locais, combinada com a queima da turfa para secar a cevada, criava um destilado com sabor único de fumaça e mar. A destilação oficial e legal só começou em 1816 com John Johnston. No entanto, a alma rebelde e o processo artesanal daquela época nunca abandonaram os alambiques da destilaria.

Uma das partes mais fascinantes da história da marca envolve uma rivalidade intensa. No final do século XIX, um homem chamado Sir Peter Mackie assumiu o controle da Lagavulin. Ele também atuava como agente de vendas da destilaria vizinha, a Laphroaig. Quando Mackie perdeu esse contrato de vendas, ele ficou furioso. Em uma tentativa de revanche, ele decidiu construir uma destilaria idêntica dentro de seu próprio terreno em 1908, chamada Malt Mill. O objetivo? Copiar exatamente o sabor da rival. Ele contratou os mesmos artesãos e tentou replicar cada detalhe. Mas falhou. Embora estivessem a poucos metros de distância, a água e o ecossistema de Lagavulin eram diferentes. O experimento provou que o sabor de Lagavulin é impossível de ser copiado por herança da sua própria terra. A destilaria Malt Mill acabou fechando décadas depois, tornando suas raras garrafas sobreviventes em verdadeiros mitos do mundo do whisky.

O que torna o Lagavulin — especialmente a sua famosa versão de 16 anos — tão aclamado por especialistas? A resposta é o tempo. A destilaria realiza a destilação de forma extremamente lenta. Isso permite que o líquido passe mais tempo em contato com o cobre dos alambiques, arredondando o sabor.

O whisky jovem que sai do alambique é agressivo e fortemente defumado. São necessários 16 longos anos de maturação em barris de carvalho para que a turfa diminua de intensidade, dando espaço a notas ricas de baunilha, frutas secas e um toque salino que remete ao mar.

Você já provou esse artigo de luxo antes? Deixe sua observação nos comentários!

Fotos: IA, Luke Bentley/Piotr J./Brian Walker.

Rotas da Cerveja de São Paulo

 

Do Campo ao Copo: Rotas da Cerveja de São Paulo Impulsionam o Turismo de Experiência no Interior

O estado de São Paulo consolidou-se como o maior ecossistema de cerveja artesanal do Brasil, concentrando cerca de 22% das cervejarias registradas em todo o território nacional. Para estruturar essa potência econômica, gastronômica e cultural, o Governo do Estado lançou oficialmente o programa Rotas da Cerveja de São Paulo.

O projeto mapeia mais de 100 empreendimentos espalhados por 55 municípios paulistas. A iniciativa segue o modelo de sucesso de rotas rurais e roteiros gastronômicos consolidados — como os caminhos do vinho, do café e do queijo —, apostando fortemente no chamado turismo de experiência.

Um Mapa Dividido por Identidades Regionais

Longe de propor um caminho único ou centralizado, o projeto fragmentou o mapa paulista em sete circuitos regionais. Cada roteiro foi desenhado de forma inteligente para refletir o clima, a cultura e a vocação agrícola de seu respectivo território. (Veja o vídeo anexo clicando "Assistir no Youtube").


Mogiana Paulista (O Berço da Tradição): Com Ribeirão Preto como grande protagonista, a rota resgata o título histórico de "Capital do Chope". A região une a robustez industrial a uma efervescente cena de gastronomia de bar e microcervejarias altamente inovadoras.

Circuito das Águas e Frutas: Cidades turísticas como Jundiaí, Serra Negra e Holambra misturam a pureza de suas fontes hidrominerais com a produção de cervejas sazonais e complexas. O frescor local e o uso de frutas locais são traduzidos diretamente em receitas de alta qualidade.

Sorocaba e Região: Destaca-se no cenário estadual como um verdadeiro celeiro de produtores independentes, focados na criação de rótulos experimentais e frequentemente premiados em festivais nacionais.

Serra do Itaqueri, Cuesta e Centro Paulista: Abrangendo municípios como Botucatu e Piracicaba, este roteiro combina o ecossistema de inovação tecnológica e acadêmica à tradição cervejeira do centro do estado.


A Força do Agronegócio e o Avanço do Lúpulo Nacional

O grande diferencial competitiva da rota paulista é a sua forte integração com o campo. O estado vem quebrando paradigmas globais ao investir agressivamente no cultivo de lúpulo nacional — insumo historicamente importado de países de clima frio.

Graças a tecnologias de manejo pioneiras e adaptação de solo, as plantações paulistas destacam-se por permitir mais de uma safra por ano. Polos rurais específicos em Araraquara e na região do Vale do Ribeira foram integrados ao guia para mostrar ao turista a planta viva, aproximando o público da matéria-prima que confere o amargor e o aroma característicos à bebida.

Para os viajantes e entusiastas da cultura craft, o roteiro vai muito além do balcão dos bares. O guia oficial — disponibilizado na plataforma Rotas de SP — incentiva a imersão total no processo de fabricação.

Ao percorrer os circuitos, o visitante pode agendar visitas guiadas às fábricas para entender os processos químicos e de fermentação, participar de brassagens públicas (o ato de fazer a cerveja ao vivo), frequentar brewpubs urbanos com torneiras exclusivas e sazonais, além de desfrutar de jantares com harmonizações completas guiadas por sommeliers.

As Rotas da Cerveja de São Paulo, semelhante ao Mapa Cervejeiro de Minas, não apenas tiram os produtores locais do isolamento geográfico, mas dão ao turista um excelente pretexto para pegar a estrada e brindar à criatividade, tecnologia e resiliência da produção paulista.

Iniciativas como as Rotas da Cerveja mostram que o sucesso de um setor tradicional depende diretamente de inovação, inteligência de dados frente a tendências e cenários, além de forte conexão logística. Das lavouras tecnológicas de lúpulo no interior até a experiência omnichannel dos brewpubs nas grandes cidades, a transformação digital é o combustível que acelera o crescimento desse mercado.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Uaimií 12 anos

 

Cervejaria Uaimií Comemora 12 Anos em sua Sede em Itabirito

A Cervejaria Uaimií celebra uma marca histórica: são 12 anos de paixão pela autêntica cultura cervejeira artesanal mineira. A grande comemoração acontecerá no dia 18 de julho de 2026 (um sábado), embalada pelo aguardado 3º Ato do Festival Uaimií. Em termos de arte, o 1º Ato ocorreu em maio na Cervejaria Acuruí. O 2º Ato será ainda junho, é na Ecopousada Serra Verde. Antecedendo o grande encerramento, o 4º Ato está programado para os meses seguintes.

O palco dessa festa não poderia ser melhor: a charmosa sede da Fazenda Cervejeira, localizada na Estrada de Capanema, no acolhedor distrito de Acuruí, em Itabirito, Minas Gerais. O festival abrirá as portas para o público a partir das 13h e a programação se estenderá até as 20h. Uma excelente oportunidade para aproveitar o dia cercado pelas montanhas da Estrada Real.


O comando do som fica por conta da Little Butter Big Band, trazendo o melhor do jazz, swing e blues, além da banda Veredas. Diversas opções de pratos e comidas regionais típicas da região, com cerveja de verdade. O consagrado e variado Chope Uaimií servido direto da fonte.

O público poderá desfrutar de toda a área verde e da bela paisagem interiorana da fazenda. A entrada é gratuita. Para tornar o aniversário ainda mais especial, o proprietário e idealizador do festival, Normando Siqueira, fará questão de receber a todos de braços abertos. Venha fazer um brinde a essa bela trajetória!

Uaimií 12 anos: 18 de julho (sábado). Veja onde se hospedar:

terça-feira, 30 de junho de 2026

Na Língua Fanzine

 


BeberÚ Lança Fanzine "Na Língua"

Quando visitei a Brasil Brau, passei rapidamente no EAP – Empório Alto dos Pinheiros e encontrei por lá a digníssima Bia Amorim, beer sommelier que conheço há um bom tempo. Ela me entregou um pedaço de papel com um QR Code e me disse: “Henriquinho, acessa lá e me prestigie”!

Vindo de Bia, com certeza, é coisa boa. O código QR me levou para o site da Fanzine “Na Língua”. Trata-se de uma publicação criada pela BeberÚ (uma agência do beber brasileiro) que investiga o Brasil, a partir de suas bebidas. O projeto foi viabilizado por meio do edital “Fermenta 2025”, da Ambev. O projeto propõe um olhar ampliado sobre o beber brasileiro como expressão cultural, histórica e sensorial.

A fanzine que esta na Safra 1, reúne textos autorais, ensaios, crônicas, ilustrações e fotografias que atravessam temas como memória, território, identidade, hospitalidade e descolonização do paladar. O conteúdo articula diferentes vozes, jornalistas, pesquisadores, artistas e profissionais do setor, para refletir sobre o que significa “beber o Brasil” hoje. 

Adorei o que encontrei, pois as matérias são desenvolvidas por um elenco de profissionais que estudam, questionam e aprimoram a arte de beber melhor.  

Para saber mais, acesse o QR Code anexo ou: https://beberu.com.br/na-lingua-zine-beber-brasil.

Na foto: Henrique, Bia Amorim, American Friend e Priscila Colares.


Festival da Cerveja Mineira

Festival da Cerveja Mineira: O Que Esperar Desse Evento Que Move A Cultura Cervejeira

Juiz de Fora se consolidará como a capital mineira do lúpulo e do malte em agosto de 2026 com a chegada do aguardado Festival da Cerveja Mineira, evento ápice inserido na programação oficial da Semana da Cerveja Mineira 2026. Marcado para acontecer entre os dias 24 e 30 de agosto*, o encontro promete movimentar o turismo, fomentar o desenvolvimento econômico e celebrar a rica cultura de produção artesanal do estado.

O festival dá sequência ao sucesso da tradicional Festa da Cerveja de Juiz de Fora (cuja 5ª edição ocorreu em maio no Estádio Municipal) e expande o horizonte para atrair produtores, mestres cervejeiros e entusiastas de todas as regiões de Minas Gerais.

Sabores Premiados e Diversidade de Rótulos

Os visitantes do festival poderão degustar centenas de rótulos que vão desde as tradicionais Pilsen e IPA até receitas sazonais complexas, como Sours e Stouts. A Zona da Mata chega com forte representatividade regional por meio de marcas consagradas nas torneiras pela Unicerva ZM, como Antuérpia, Profana e Mr. Tugas. O evento também se torna uma vitrine para a rica história local. Estão previstas participações de marcas históricas e condecoradas, a exemplo da Hofbauer — cervejaria artesanal mantida há mais de 130 anos por religiosos no porão da Igreja da Glória e recém-premiada com medalha de ouro internacional.

Negócios e Conectividade no Setor

Mais do que uma grande festa de degustação, a semana terá foco estratégico em negócios e desenvolvimento econômico. O setor cervejeiro mineiro se reunirá para painéis técnicos sobre inovação em insumos e tecnologia de resfriamento.

Fóruns de debate focados no crescimento sustentável da cadeia produtiva local, serão uma oportunidade ímpar. Refletindo as demandas atuais do mercado de grandes eventos, o festival adotará um modelo ecológico rígido. Seguindo a iniciativa pioneira da cidade, não haverá a distribuição de copos descartáveis de plástico. O público presente será incentivado a levar seus próprios recipientes de casa ou a adquirir o copo oficial retornável do festival, minimizando drasticamente a produção de resíduos ao longo dos sete dias de programação.

A combinação de fomento comercial, sustentabilidade e paixão pelo copo cheio promete firmar o Festival da Cerveja Mineira como um dos maiores marcos do calendário turístico, festivo e econômico de Juiz de Fora em 2026.

*-certifique-se da programação e a data do evento. Foto: divulgação.

Coca-Cola Blue

 


O Dia em que o Vermelho Cedeu Espaço ao Azul: Os Bastidores da Embalagem Mais Rara do Mundo no Festival de Parintins

Por Redação Ave Cesar Co.

Imagine uma marca global, avaliada em bilhões de dólares, abrir mão de sua identidade visual mais sagrada — o vermelho icônico — para adotar a cor de seu principal concorrente histórico. Parece um suicídio de marketing, certo? Mas no coração da Amazônia, essa foi a maior jogada de mestre da história do branding brasileiro. Para tanto, o blog da Ave Cesar Co. mergulha no fascinante case da Coca-Cola Azul, uma exclusividade mundial nascida no Brasil para reverenciar o Festival Folclórico de Parintins.

Para entender a mudança da lata, é preciso compreender a magnitude do Festival de Parintins, que acontece anualmente no final de junho na Ilha Tupinambarana, no Amazonas. Esta festa é o pilar mais importante da identidade e do turismo cultural amazonense. A cidade se divide de forma absoluta entre dois blocos folclóricos, Boi Garantido: Representado pela cor vermelha e pelo coração e Boi Caprichoso: Representado pela cor azul e pela estrela.


Essa rivalidade ultrapassa os limites do bumbódromo. Ela dita a pintura das casas, a decoração das ruas e até os hábitos de consumo. Um torcedor roxo do Caprichoso simplesmente se recusa a vestir, usar ou consumir qualquer coisa que carregue a cor do rival.

Nesse sentido, surgiu um desafio de marketing, pois havia um boicote silencioso. A Coca-Cola tornou-se patrocinadora oficial do festival, em 1995. No entanto, a equipe de marketing logo se deparou com um obstáculo cultural sem precedentes. Metade da população da ilha — a torcida do Boi Caprichoso — evitava comprar o refrigerante por causa da icônica lata vermelha, associada instantaneamente ao rival Garantido. Em vez de tentar forçar a barra com o padrão global, a marca entendeu que precisava respeitar o solo sagrado da cultura amazonense. Se Parintins não mudaria pela Coca-Cola, a Coca-Cola mudaria por Parintins.

A partir dessa concepção foi realizada a criação do Design Azul, quebrando literalmente as regras globais da marca. Mudar a cor da embalagem do tradicional refrigerante com diretrizes globais tão rígidas exigiu meses de negociações e aprovações complexas junto à matriz da companhia em Atlanta, nos Estados Unidos. O argumento dos executivos brasileiros foi certeiro: não se tratava de mudar a identidade da marca, mas de abraçar uma manifestação cultural única. A solução visual foi cirúrgica e genial: o vermelho sumiu: A tradicional lata de alumínio recebeu um banho de azul royal intenso. A tipografia foi mantida: o famoso logotipo escrito em cursivo continuou intocado, mantendo o reconhecimento imediato da marca. As embalagens comemorativas passaram a estampar as artes oficiais do Caprichoso e do Garantido lado a lado. 

A estratégia funcionou perfeitamente. O design azul quebrou a barreira do consumo e transformou a lata em um item de colecionador altamente cobiçado, em todo o país.

O que torna essa história ainda mais fascinante é o seu caráter de exclusividade absoluta. O Brasil é o único lugar do planeta Terra onde a Coca-Cola altera oficialmente a cor de sua embalagem por motivos culturais e regionais. A "Coca-Cola Azul" não é vendida em supermercados comuns ao redor do país. Ela é produzida em lotes estritamente limitados e comercializada apenas no estado do Amazonas durante o período do festival. Quem visita Parintins nessa época testemunha os bares e barracas exibindo orgulhosamente as latas azuis e vermelhas dividindo as prateleiras em perfeita harmonia comercial. Outras empresas entram nessa mesma estratégia a Azul Linhas Aéreas mescla a sua marca com cor vermelha, o Bradesco mescla na cor azul. (O Guaraná Tuchaua, regional, produzido também pela Coca, se transformou nas cores das agremiações.)


Aqui fica um aprendizado para as Marcas. Para os apaixonados por cultura pop, gastronomia e mercado de bebidas o que inclui refrigerantes, o case da Coca-Cola em Parintins deixa uma lição valiosa: o respeito à cultura local pode vencer a rigidez corporativa, sem perder o seu legado e herança da marca. Ao abrir mão do vermelho, a marca ganhou o coração, o respeito e a fidelidade de todo o povo amazonense.

E você, já teve a oportunidade de ver ou colecionar uma dessas latas azuis? Se você gerência uma marca, como adaptaria seu produto para dialogar com o público regional? Se você curtiu esse mergulho nos bastidores do marketing de bebidas, compartilhe este post nas suas redes e continue acompanhando o Blog Ave Cesar Co. para mais histórias surpreendentes.

Imagem: Aceleraí. Publicitários Criativos/Divulgação.

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