Por que a agilidade intelectual vale mais do que qualquer
planejamento estratégico para 2026?
Algumas semanas atrás, estava na sede da Krug Bier , em
Minas Gerais e conversei brevemente com o Diretor Comercial, Lukas Gangl ,
sobre um livro que estava lendo pela segunda vez. Me refiro ao “Relatório
Popcorn” de autoria de Faith Popcorn . Havia comentado que, apesar de ser uma
obra escrita em 1999, essa se mantém atual, sobretudo sobre a sua visão em
termos de comportamento humano, frente às tendências e ao futuro. Ao concluir a
leitura, fiz um breve resumo com outros dois livros que li e que são amplamente
conhecidos de mercado, e que possuem direções semelhantes ao Relatório Popcorn:
“The Signals Are Talking”, de Amy Webb e “21 lições para o Século 21” de Yuval
Harari.
Em suma, as obras relevam que o futuro não é um destino onde
chegamos por acaso, mas um território moldado por sinais que ignoramos ou
decidimos ler. Ao conectar as visões de Faith Popcorn, Amy Webb e Yuval Noah
Harari, percebemos que, embora as épocas e métodos difiram, a bússola para
navegar no amanhã aponta para direções muito semelhantes.
A principal semelhança entre as três obras é a ideia de que
o futuro já está acontecendo agora, escondido em pequenos desvios de
comportamento ou avanços tecnológicos incipientes:
A Identificação de Padrões: Faith Popcorn, introduziu a
ideia de rastrear tendências comportamentais (como o escasulamento social). Amy
Webb, em "Os Sinais Estão Falando", moderniza isso com uma
metodologia rigorosa para identificar "sinais na periferia". Harari,
por sua vez, olha para o padrão macro: a fusão da biotecnologia com a
infotecnologia. Todos concordam que o futuro não é um "golpe de
sorte", mas um exercício de observação.
A Adaptabilidade como Sobrevivência: Os três autores sugerem
que o maior risco não é a mudança, mas a rigidez. Webb foca no erro das
empresas que ignoram o óbvio; Harari foca na obsolescência do conhecimento
humano; e Popcorn foca na incapacidade de entender os novos desejos do
consumidor, ou seja, uma presença forte de vieses cognitivos.
A Relevância do Humano: Mesmo em contextos tecnológicos, o
centro da análise é a experiência humana. Seja na busca por proteção e conforto
(Popcorn), na resolução de problemas complexos através de algoritmos (Webb) ou
na busca por significado e resiliência mental (Harari).
Afinal, com um mundo VULCA, BANI e outras turbulências,
existe uma luz no fim do túnel?
Entendo que existe luz, mas essa não é (e não será)
estática. Para pessoas e empresas, a "luz" não é a chegada a um porto
seguro, mas a aquisição de agilidade intelectual. Para as Empresas, a luz
reside na escuta ativa. Webb e Popcorn mostram que empresas que sobrevivem são
aquelas que não tentam prever o futuro com bolas de cristal, mas que constroem
sistemas capazes de reagir a sinais de mudança em tempo real. O lucro futuro
pertence a quem resolve as novas angústias humanas, não a quem apenas vende
produtos. Para as Pessoas, Harari oferece a lição mais profunda: a luz está na
educação emocional e na flexibilidade (resiliência). Em um mundo onde o que
você aprendeu hoje pode ser irrelevante amanhã, a maior habilidade é a
capacidade de "desaprender" e manter o equilíbrio mental diante do
desconhecido.
O "túnel” que tanto falamos é a própria transição
constante. A luz brilha para quem aceita que o futuro é um rascunho contínuo, e
que nossa maior vantagem competitiva continua sendo a nossa capacidade de
colaborar, sentir e criar sentido onde as máquinas apenas processam dados.
Recomendo a leitura de todos esses livros. Contam cases reais e são poderosos.
Qual desses três autores (Popcorn, Webb ou Harari) mais
ressoa com o momento atual da sua empresa ou de sua carreira? Diga-nos! Tenha
um futuro brilhante.
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