terça-feira, 20 de outubro de 2026

Amazônico Negroni na SIAL Paris


Da Amazônia para o Mundo: Bebida Paraense Conquista Prêmio Inédito de Inovação na SIAL Paris 2026

A biodiversidade brasileira fez história na Europa. A empresa paraense AMZ Tropical, nascida em Belém (PA), conquistou o prestigiado Beverages Award na categoria de Bebidas do SIAL Innovation 2026. A vitória foi consolidada durante a SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo.

O feito carrega um ineditismo duplo: além de ser a única representante brasileira a figurar na seleta lista de 28 vencedores globais da edição, a marca garantiu a primeira vitória de uma bebida alcoólica na história de 30 anos da competição.

O grande destaque da premiação foi o Amazônico Negroni. A proposta do produto consiste em ressignificar um clássico da coquetelaria internacional pronto para beber (ready-to-drink), infusionando-o com o jambu, a famosa planta amazônica que provoca uma sensação única de tremor e leve dormência na boca. A receita campeã combina gin artesanal, vermute tinto, amaro, óleo essencial de laranja e o toque elétrico do ingrediente paraense.

"Para mim, representa a confirmação de que uma empresa que nasceu em Belém, trabalhando com ingredientes e identidade amazônica, pode competir e ser reconhecida no mais alto nível internacional", diz Leandro Riodades Daher, fundador e CEO da AMZ Tropical.

A trajetória da AMZ Tropical reflete a força da bioeconomia nacional. A empresa surgiu de forma despretensiosa em meio aos isolamentos da pandemia, a partir de experimentos e testes de coquetéis que Daher realizava no bar de seu próprio apartamento, em Belém. O negócio foi formalizado em 2021 com o lançamento do seu primeiro produto comercial, o Gin de Jambu.

Hoje, com matriz no Pará, operação logística em São Paulo e presença no mercado dos Estados Unidos, a marca utilizou o suporte estratégico da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e do programa PEIEX para se qualificar e atingir os exigentes padrões do comércio exterior.

A feira SIAL Paris 2026 registrou a maior delegação brasileira de sua história, com 156 empresas nacionais expondo no pavilhão. No torneio de inovação técnica e mercadológica, o produto paraense desbancou concorrentes de peso em um universo de mais de 2.750 produtos inscritos de diversos cantos do planeta.

O reconhecimento serve como um poderoso validador de mercado. Diante de milhares de compradores, distribuidores e redes de varejo internacionais que frequentam os corredores do Paris Nord Villepinte, a chancela do selo de inovação pavimenta o caminho para a AMZ Tropical consolidar novos contratos de exportação recorrente rumo à Europa e à Ásia. 

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/bebida-amazonica-feita-em-belem-vence-premio-de-inovacao-na-sial-paris/

Castle Malting Fecha Unidade Centenária

  

O Fim de uma Era na Cerveja Belga: Castle Malting Encerrará Atividades em Dezembro de 2026


A histórica maltaria Castle Malting, fundada em 1868 e reconhecida como a mais antiga da Bélgica, encerrará suas atividades de produção no dia 31 de dezembro de 2026. O anúncio foi feito pelo grupo francês Soufflet Malt (divisão de malte do gigante agroindustrial InVivo), que adquiriu a empresa em 2023. A decisão prevê a transferência de toda a fabricação da tradicional linha de maltes para as instalações do grupo na França.

A medida é descrita oficialmente pela corporação como uma "suspensão por tempo indeterminado", mas autoridades locais e a mídia belga já tratam o caso como o fechamento definitivo da histórica unidade de Beloeil.

De acordo com comunicados emitidos pela Soufflet Malt, a continuidade da operação na Bélgica exigiria vultosos investimentos financeiros para modernizar o maquinário secular e adequar a planta às exigentesregulamentações ambientais e operacionais do governo belga. Entrentato, a prefeitura de Beloeil rejeitou rumores de que o encerramento estaria atrelado à perda de licenças ambientais vigentes, confirmando que se trata estritamente de uma escolha de estratégia industrial do grupo controlador.

O Peso Histórico da Castle Malting

A perda da independência produtiva da Castle Malting ecoa de forma dolorosa no mercado cervejeiro. A expertise construída ao longo de 158 anos moldou parte do prestígio da cultura de cervejas belgas — patrimônio imaterial reconhecido pela UNESCO.


O setor de whiskies e o segmento de cervejarias artesanais, além de mestres cervejeiros que dependiam do terroir e do fornecimento direto do malte belga legítimo manifestaram forte preocupação com a perda do conhecimento tradicional construído por gerações no coração de Wallonie. 

No Brasil, a Castle Malting é amplamente representada pela WE Consultoria, fundada pelo Mestre Cervejeiro Werner Emmel.

Em suma, os famosos maltes do Château, a partir de 2027, passa a falar exclusivamente em francês.


Saiba mais em: https://www.castlemalting.com/Default.asp?Language=Portuguese

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Fazenda Cervejeira BH

 

Ex-Sócio da Wäls Cria a Primeira Fazenda Cervejeira Urbana do Mundo em Belo Horizonte

Conhecido nacionalmente por posicionar Minas Gerais no topo do mapa da cerveja artesanal com a icônica Cervejaria Wäls, o empresário JoséFelipe Pedras Carneiro e sua família voltaram a revolucionar o mercado. Após vender a Wäls para a gigante Ambev e atuar no braço de inovação da multinacional, o empreendedor (que também se tornou escritor) se uniu ao sócio José Pedro Fontes para tirar do papel um projeto inédito: a Fazenda Cervejeira, uma plantação urbana de lúpulo fincada bem no coração da capital mineira.

O cenário escolhido carrega um forte simbolismo de sustentabilidade. Ocupando um terreno de 5 mil metros quadrados na Rua Alcobaça, no bairro São Francisco, o espaço funcionava anteriormente como um depósito de descarte irregular de lixo e entulho. Onde antes havia degradação, hoje ergue-se um ecossistema verde composto por uma área de cultivo técnico e um complexo de gastronomia e lazer.

Um dos ingredientes mais caros e essenciais da cerveja, o lúpulo é responsável pelo amargor e aroma primários, característicos da bebida. Historicamente, o Brasil sempre importou cerca de 99% do lúpulo utilizado em suas indústrias devido às barreiras climáticas.

Disposta a quebrar esse paradigma, a Fazenda Cervejeira iniciou testes com 13 espécies diferentes da planta em solo belo-horizontino, utilizando uma área inicial de 1.500 m² para o cultivo urbano. O projeto de expansão da marca já estendeu raízes para o interior do estado, com uma propriedade de 1,2 hectares em Carmo da Cachoeira (MG), onde mais de 3.500 mudas foram plantadas. A meta ousada do grupo é saltar de 1 tonelada de lúpulo colhida no primeiro ano para 15 toneladas anuais em uma década.

Da Plantação Direto para o Copo

Mais do que um centro agrícola tecnológico, a Fazenda Cervejeira foi desenhada para ser uma experiência de imersão. O local abriga um restaurante steakhouse com capacidade para receber centenas de pessoas por dia.

O cardápio aposta na culinária brasileira de raiz e cortes na parrilla, trazendo criações exclusivas como o leitão no crucifixo acompanhado de molho de rapadura e lúpulo fresco, além de pastéis de costela e os tradicionais chopes artesanais da casa. O ambiente conta ainda com espaço voltado para crianças, consolidando-se como um ponto de encontro familiar na Região da Pampulha.

Com milhares de litros de cerveja produzidos a partir de insumos próprios, José Felipe Pedras prova que a cultura cervejeira de Belo Horizonte — cidade historicamente apelidada de "Cinturão da Cevada" — continua se reinventando através da sustentabilidade, da ousadia familiar e da paixão pelo copo cheio.

O Blog Ave Cesar Co. esteve presente algumas vezes na Fazenda Cervejeira e recomenda aos moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte, turistas e entusiastas a conhecerem o empreendimento, que além de servir as cervejas Stadt Jever, apresenta outras bebidas espirituosas, muitas dessas desenvolvidas a base de Kombucha K-Happy, líquido precioso produzido pela família empresária.

Tamanho foi o conceito de fazenda que esse se estendeu para o Estado de Alagoas, mais precisamente na Fazenda Cervejeira Praia, localizado na Praia de Ipioca, Maceió. Sobre essa história, o blog escreverá em breve.

Fotos: do Autor/Fazenda Cervejeira (Divulgação)

Saiba mais: https://www.instagram.com/fazenda.cervejeira/?hl=pt

domingo, 18 de outubro de 2026

Veuve Clicquot Sun Club

 

Sol, Sal e Alta Gastronomia: Por Dentro do Fenômeno Ultraexclusivo do Veuve Clicquot Sun Club

O mercado de luxo global não vende mais apenas produtos; ele comercializa momentos memoráveis. Sob o guarda-chuva do conglomerado LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), a renomada maison de champanhe francesa Veuve Clicquot consolidou uma das ativações de marca mais desejadas do turismo de alto padrão: o Veuve Clicquot Sun Club.

O conceito traduz o chamado Solaire art de vivre (a arte de viver solar). A marca transforma terraços luxuosos, praias paradisíacas e hotspots de veraneio em sofisticados lounges ao ar livre, totalmente decorados no icônico tom amarelo-girassol da marca. Com curadoria visual assinada por estúdios de design de prestígio, como o Studio Marcel Poulain, os espaços unem música, alta coquetelaria e paisagens de tirar o fôlego.

 Os Destinos Globais: Onde o Sol Nunca se Põe

Os Sun Clubs funcionam como estruturas pop-up sazonais e estratégicas, acompanhando o auge do verão nos hemisférios norte e sul. O circuito internacional de elite inclui paradas obrigatórias nos destinos mais exclusivos do planeta.

• Europa e Mediterrâneo: Os lounges ocupam os litorais e terraços mais disputados de Ibiza e Capri, as praias badaladas de Mykonos e Saint-Tropez, além de icônicos rooftops em Paris e o requinte litorâneo de Forte dei Marmi, na Itália.

• Caribe: O refinamento aporta na República Dominicana, com uma base fixa no luxuoso Minitas Beach Club em Casa de Campo.

No cenário nacional, a LVMH escolheu a dedo paraísos litorâneos que conversam diretamente com a estética tropical chic. O projeto estreou no deslumbrante Carmel Taíba Exclusive Resort (Ceará) e, em seguida, fincou suas bandeiras amarelas no badalado Bar do Meio, em Fernando de Noronha (Pernambuco).

Muitos associam o champanhe a jantares formais e ambientes fechados, mas a proposta gastronômica do Sun Club subverte essa lógica. A experiência é totalmente desenhada para os dias quentes, a brisa do mar e o paladar fresco.

A Estrela do Menu: Linha RICH com Gelo

No centro da experiência etílica e gastronômica estão as cuvées Veuve Clicquot RICH e RICH Rosé. Diferente dos champanhes tradicionais, os rótulos RICH possuem uma dosagem de açúcar perfeitamente balanceada para serem apreciados de forma descontraída: em taças grandes de vinho e com generosos cubos de gelo. Para potencializar os aromas cítricos e florais, os mixologistas agregam ingredientes frescos sob medida, como lascas de laranja, fatias de pepino, cubos de abacaxi ou folhas de hortelã.

Cada destino assina um cardápio exclusivo em parceria com renomados chefs, adaptando ingredientes locais à refrescância do champanhe. A tônica da cozinha nos Sun Clubs foca na leveza e no frescor:

• Frutos do Mar Frescos: Tartares de atum e salmão com infusões cítricas, carpaccios de polvo e lâminas de vieiras dominam as opções de entradas finas, casando perfeitamente com a acidez viva da bebida.

• Contraste de Texturas: Canapés finos que misturam a doçura e a cremosidade — como damascos secos recheados com queijo de cabra e pistache tostado, ou o clássico skewers de tomate cereja, muçarela de búfala e manjericão fresco.

• Cozinha Regional Elevada: Nas edições brasileiras, a alta gastronomia cearense e os peixes frescos pescados em Noronha ganharam releituras sofisticadas para acompanhar as notas doces e equilibradas do RICH Rosé, provando que o luxo francês abraça perfeitamente a identidade tropical.

O Veuve Clicquot Sun Club consolida-se, assim, como o ápice da hospitalidade da LVMH: uma vitrine viva onde a alta gastronomia, o verão e ofrescor de um bom champanhe se fundem em um estilo de vida aspiracional, ensolarado e inesquecível.


Saiba mais em: https://www.veuveclicquot.com/en-int/sunclub.html

Foto: estilo LVMH/Veuve Clicquot/Eslilozzo.com

sábado, 17 de outubro de 2026

Uaiktoberfest 2026

Uaiktoberfest 2026 reúne Cervejarias Mineiras com muita Festividade e Gastronomia em Nova Lima

Os canecos já estão apostos. Neste sábado (17) e domingo (18), a cidade de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, transforma-se no epicentro da cultura cervejeira do estado com a realização da Uaiktoberfest 2026. O festival, organizado pela Prefeitura local, ocupará o Espaço de Caminhada, conhecido popularmente como Espação (localizado na Rua Antônio Serafim da Silveira, entre os bairros Bonfim e Matadouro), oferecendo entrada totalmente gratuita ao público.

Muito além de uma festa de rua que se inspirou na Oktoberfest de Munique, a Uaiktoberfest funciona como uma vitrine para a consolidada indústria de microcervejarias artesanais de Nova Lima, muitas sediadas no polo cervejeiro do Jardim Canadá. Ao todo, oito marcas de destaque estarão presentes na Vila Cervejeira: Krug Bier, Slod, Colt Brew, Läut, Clan e Cervejaria 040, além das cervejarias Albano's e São Sebastião.

Para acompanhar os chopes, o evento montou um estruturado Food Hall com gastronomia regional e o Espaço Kids, permitindo que as famílias aproveitem a festa com total comodidade. O palco principal do Espação receberá uma maratona de shows que passeiam pelo rock clássico, pop rock e apresentações instrumentais.



O Blog Ave Cesar Co, assistiu o surgimento da Uaiktoberfest e recomendamos a sua participação. Prestigie. A entrada é franca.

Fonte: https://www.novalima.mg.gov.br/inicio/noticias/uaiktoberfest_2026_reune_cervejas_gastronomia_e_musica_em_nova_lima

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Gestão de Riscos em Ativos Alternativos


O valor oculto dos ativos alternativos: os roubos milionários na Europa, a vulnerabilidade sacra no Brasil e a urgência da gestão de riscos

por Henrique Oliveira*

O recente e audacioso roubo de 30 mil garrafas de vinho premium na vinícola Marchesi Antinori, na Itália, avaliado em cerca de R$ 28 milhões (€ 5 milhões), acendeu um alerta global sobre a vulnerabilidade de ativos de luxo e colecionáveis. Longe de ser um caso isolado, o crime se conecta diretamente a uma ousada onda de assaltos a patrimônios históricos e culturais na Europa. Entre eles, destacam-se o cinematográfico roubo das Joias da Coroa Francesa no Museu do Louvre, avaliado em € 88 milhões, e o impressionante assalto ao Museu de Artes Aplicadas (MAK) de Viena, na Áustria, onde um colar de diamantes de mais de 200 quilates foi levado em plena luz do dia.

Esses episódios revelam que itens de admiração e contemplação se tornaram alvos prioritários de redes criminosas altamente especializadas. Mais do que perdas financeiras brutas, os incidentes expõem a necessidade crítica de uma gestão de riscos integrada e sistemas de segurança avançados capazes de manter o ativo intacto e, simultaneamente, salvaguardar sua autenticidade no mercado.

Essa vulnerabilidade global expõe uma falha cultural profunda: a completa ausência de percepção de valor e de risco por parte dos próprios proprietários e guardiões desses acervos. Enquanto quadrilhas internacionais enxergam commodities financeiras de alta liquidez em itens históricos, os gestores locais frequentemente os tratam apenas sob a ótica da tradição, da contemplação ou da fé, ignorando sua atratividade econômica para o crime organizado. Trata-se de uma miopia do risco, com forte viés cognitivo de impacto negativo.

Um reflexo mais trágico dessa miopia ocorre no Brasil, no interior de Minas Gerais, Rio de Janeiro e da Bahia, onde igrejas barrocas e capelas centenárias abrigam imagens sacras de valor incalculável sem apresentar sequer estruturas mínimas de segurança, como sensores de presença, câmeras de monitoramento ou inventários digitais atualizados. Ao negligenciar a gestão de riscos elementar em ambientes com baixo índice de proteção patrimonial, os donos do risco transformam templos históricos em alvos fáceis, vulneráveis. Eles permitem que a memória cultural do país seja sistematicamente saqueada e pulverizada no mercado clandestino devido à falsa premissa de que o sagrado ou o tradicional estão imunes à ganância do capital.

Os crimes europeus demonstram um planejamento logístico meticuloso, operado por quadrilhas que compreendem perfeitamente o valor comercial e a liquidez desses ativos alternativos. Muitas vezes o detentor do riscos não compreende o paradoxo do valor, ou seja, esses não associam que ativos largamente admirados são alvos econômicos.

Tradicionalmente, obras de arte, joias dinásticas e vinhos de safras lendárias eram considerados "seguros" contra roubos de grande escala por um motivo simples: sua rastreabilidade. Um quadro de Monet ou uma tiara da Imperatriz Eugênia são tão famosos que se tornam impossíveis de comercializar no mercado formal.

No entanto, a Europol e agências de inteligência apontam para uma mudança crucial no perfil do crime organizado. Eles realizam a destruição do Patrimônio para extração de matéria-prima. Criminosos modernos não buscam colecionadores excêntricos no mercado negro. Eles desmontam as joias históricas, arrancam os diamantes e derretem o ouro. O valor histórico é pulverizado para que a commodity pura seja vendida de forma anônima.

No caso das 30 mil garrafas da Marchesi Antinori, o desafio dos ladrões é a conservação (Trata-se da Rastreabilidade Condicional do vinho). Como o mercado de vinhos de luxo exige um rigoroso histórico de armazenamento térmico para validar o valor de cada garrafa, esses lotes costumam ser desovados rapidamente para canais de distribuição paralelos fora da Europa, antes que a cadeia de suprimentos formal consiga rastrear os lotes.

As falhas relatadas nos sistemas de segurança do Museu do Louvre e da vinícola italiana — que espelham, em maior escala, a precariedade das paróquias brasileiras — provam que apenas possuir barreiras parciais ou contar com a sorte não é o suficiente. Em resposta estratégica em termos de gestão de riscos e salvaguarda ativa, manter o ativo intacto e protegido exige uma infraestrutura de governança de riscos dividida em três pilares fundamentais.

1. Redundância Tecnológica e Sistemas Anti-Intrusão Ativos

Museus, centros logísticos de artigos de luxo e templos religiosos precisam migrar de segurança passiva (gravação simples de câmeras ou trancas frágeis) para segurança ativa. Isso envolve a implementação de sensores de vibração acústica de espectro nas vitrines, softwares de inteligência artificial analítica acoplados ao CFTV para detectar comportamentos anômalos e blindagens físicas que resistam a ferramentas industriais por tempo suficiente até a chegada das forças táticas.

2. Mitigação do Risco Interno (Insiders) e Protocolos de Acesso

Tanto na Itália quanto no Louvre ou em Viena, os investigadores apontam para a alta probabilidade de informações privilegiadas ("insider threat"). O controle de riscos patrimoniais exige auditorias de antecedentes, rotatividade severa de códigos de segurança, e a segregação de funções em que nenhuma pessoa isolada possua as credenciais necessárias para desarmar zonas inteiras de monitoramento.

3. Gestão Financeira e Apólices de Seguro Estruturadas

O roubo da vinícola Antinori trouxe à tona outra dura realidade corporativa: grandes apólices de seguro frequentemente possuem exclusões ou tetos que não cobrem a totalidade de perdas dessa magnitude. No âmbito estatal, o próprio governo francês atua como autossegurador dos museus nacionais, significando que o prejuízo de € 88 milhões do Louvre é absorvido diretamente pelo erário público e pelo dano histórico incalculável. A governança corporativa e institucional moderna exige que o gerenciamento de riscos alinhe a proteção física à saúde atuarial da organização.

Nessas circunstâncias, o espetáculo trágico dos expositores vazios em Paris e em Viena, dos paletes esvaziados na Toscana e dos altares desfigurados nas cidades históricas brasileiras é o teste definitivo de que, na economia globalizada, o valor da beleza e da tradição caminha de mãos dadas com o rigor tecnológico de sua proteção. Nesse sentido, com o diagnóstico pronto, cabe reescrever os protocolos e enfatizar a sua efetiva execução.

 (*) Henrique Oliveira é Executivo Sênior de Governança, Riscos e Compliance


Fontes: https://clickpetroleoegas.com.br/mesmo-com-o-alarme-disparado-ladrao-entrou-em-museu-de-viena-por-um-andaime-levou-escultura-renascentista-de-ouro-avaliada-em-mais-de-us-60-milhoes-e-terminou-escondendo-a-obra-debaix-fcmo87/

https://www.youtube.com/watch?v=pBSdm2x8bsY

https://www.infomoney.com.br/business/global/roubo-de-30-mil-garrafas-em-vinicola-italiana-pode-ser-o-maior-da-historia-do-vinho/

China Brew & China Beverage 2026


Futuro Líquido: As Tendências e Inovações que Reformataram o Mercado na China Beverage 2026 

O mercado global de bebidas está testemunhando uma de suas transformações mais profundas, impulsionado pela inovação tecnológica, digitalização e novas demandas de consumo na Ásia. No centro dessa evolução em 2026, dois grandes eventos consolidaram a China como o epicentro global da indústria de alimentos líquidos: a China Brew & China Beverage 2026 (CBB 2026), realizada em outubro em Xangai, e a CBST 2026 (China International Beverage Industry Exhibition on Science and Technology), que ocorreu em abril em Shenzhen.

Juntas, essas plataformas revelaram o panorama estratégico e os produtos inovadores que estão redefinindo o setor. Abaixo, apresentamos um artigo detalhado analisando o cenário da China Beverage 2026.

 Em um pouco mais de um ano que estive na China, 2026 marcou uma virada de chave definitiva para a indústria de bebidas naquele país (e o mundo). Se antes o setor focava majoritariamente em ganho de escala e embalagens convencionais, as exibições da China Beverage 2026 deixaram claro que os novos motores do mercado são a sustentabilidade radical, a inteligência artificial (IA) na produção e a saudabilidade personalizada.

1. Sustentabilidade e Baixo Carbono: O Novo Padrão de Embalagem

Uma das maiores vitrines da CBB 2026 em Xangai foi a introdução de tecnologias voltadas à economia circular. Como exemplo, foram apresentados cartões assépticos de base biológica. Tratam-se de embalagens cartonadas assépticas com barreiras de papel, atingindo 90% de conteúdo renovável e uma redução de 50% na pegada de carbono.

Nessa esteira ocorreu as “Premiações Verdes”, que em resumo são eventos como o Green Packaging Action Awards (GPA Awards) que consagraram fornecedores que eliminaram plásticos desnecessários e otimizaram o fechamento e a reciclagem de recipientes. Outro foco dentro do tema foi a eficiência hídrica e energética. Foram apresentados sistemas avançados de tratamento de água e linhas de sopro e enchimento integradas reduziram drasticamente o consumo de energia por unidade produzida.

 2. Revolução no Mix de Produtos: O que o Consumidor Está Bebendo?

 Dados compartilhados nos fóruns de tendências de 2026 apontam para uma mudança drástica no comportamento de consumo chinês. O mercado de bebidas prontas para beber (RTD) e feitas na hora passou por uma reconfiguração.

O Boom do Iogurte e Matchá: de acordo com o 2026 China Beverage Industry Product Report, a categoria de bebidas à base de iogurte explodiu, representando quase 9% de todos os novos lançamentos das principais marcas de chá. O Matchá também se consolidou, estando presente em mais de 60% das marcas monitoradas.

Chás Premium e Saudáveis (o famoso Chá Feito na Hora): O fenômeno dos chás recém-preparados com frutas naturais, laticínios leves e fórmulas com baixo teor de açúcar ultrapassou as fronteiras da China, tornando-se uma tendência de exportação globalizada.

Adicionalmente, o mercado de álcool na China passa por um "reset estrutural". O consumo corporativo tradicional (banquetes de negócios) perdeu espaço para encontros sociais casuais de jovens adultos e consumo doméstico, impulsionando a ascensão de drinks prontos de menor teor alcoólico entregues via aplicativos de delivery sob demanda.

3. Manufatura Inteligente e Automação Industrial

Tanto na CBST 2026 em Shenzhen quanto na CBB em Xangai, gigantes da tecnologia industrial como Sidel, Krones e KHS demonstraram o poder da digitalização. Entre os itens que mais chamaram a atenção estão as Fábricas Turnkey com IA. Foram efetuadas demonstrações ao vivo que exibiram linhas de produção inteligentes e sistemas de TI para controle de processos capazes de se autoajustar para evitar desperdícios.

Outro destaque foi a Inspeção Óptica de Alta Velocidade: são sistemas automatizados de rastreamento e segurança alimentar garantem que cada garrafa ou lata seja inspecionada contra microdefeitos em frações de segundo, assegurando conformidade rigorosa.

A Feira de Tecnologia se encerrou no dia 15 de outubro. O próximo encontro será em 2028.

Fotos: IA/Divulgação/Bufallo Beer.

Fonte: https://www.chinabrew-beverage.com/en

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