A Sim! Cerveja Sem Álcool Conquista Seu 3º Título Mundial
Retransmitimos a mensagem de David Figueira, Co-fundador da Cerveja
"Acabamos de receber uma notícia
sensacional diretamente da Inglaterra: nossa Sim! Cerveja Sem Álcool - Coffee
Dry Stout acaba de ganhar mais um título mundial, a medalha de ouro no World
Beers Awards, a maior competição de bebidas do Mundo.
Este campeonato tem várias seletivas em dezenas de países. E
as melhores cervejas dessa seletiva vão para a grande final na Inglaterra. Ao
todo, ganhamos 11 medalhas nesse campeonato, sendo 6 de Ouro e o grande prêmio
de melhor Cerveja Sem Álcool (na categoria Stout’s e Porters). E com isso
chegamos a marca de 51 premiações internacionais. É um baita orgulho ser uma marca local e independente
levando o nome do Brasil para o mundo todo."
David Figueira é de Campinas. É um físico formado pela
Unicamp, empreendedor e cofundador da "Sim! Cerveja Sem Álcool". Eu o conheço há
muitos anos, por volta de 2007, quando ele era um dos cabeças da ACervA Paulista.
David sempre empreendeu no ramo cervejeiro. Foi Co-fundador da Lamas Brew Shop,
uma loja especializada na venda de insumos e equipamentos cervejeiros para
homebrewers e da Cervejaria Cogumelo, uma incubadora de cervejas ciganas. O
sucesso foi tanto, que em Minas, o ACerviano Mineiro, José Bento Valia Vargas
abriu uma loja Lamas Brew expandido a cultura cervejeiras artesanal, por um bom período na Capital Belo Horizonte.
Fazer cervejas zero álcool, além da tradicional Pilsen, é um ato de ousadia, que quebra paradigmas, redistribui os nichos deste mercado e fomenta os fatores substitutos, esses que tem como pilares, o zelo à saúde, ao exercício físico e ao sono.
Desejo ao David Figueira sucesso pleno em sua jornada de
cervejas sem álcool, que está em franco crescimento, face as novas tendências de consumo.
O Berço da Cerveja com Selo de Origem: Como Guarapuava
Conquistou o Primeiro Terroir Cervejeiro do Brasil
O selo de Indicação Geográfica (IG) transformou Guarapuava
na Capital Nacional da Cevada e do Malte, consolidando o município paranaense
como a primeira região do Brasil a obter o registro oficial do Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI) exclusivamente para cervejas
artesanais. O reconhecimento na modalidade Indicação de Procedência (IP) valida
um terroir único, caracterizado pela união entre o clima ideal para o cultivo,
a tradição cultural e uma cadeia produtiva totalmente integrada.
A força cervejeira de Guarapuava está profundamente ligada à
sua identidade agrícola e cultural. O distrito de Entre Rios destaca-se
globalmente pelo cultivo em larga escala de cevada de altíssima qualidade e
pela industrialização por meio de grandes maltarias regionais, o que inclui a
tradicional Cooperativa Agrária Agroindustrial.
Essa vocação agrícola foi impulsionada pela imigração de
suábios do Danúbio, alemães e suíços, que trouxeram técnicas seculares de
produção de cerveja da Europa Central. Hoje, o município fecha o ciclo completo
da bebida — do campo ao copo —, garantindo frescor e rastreabilidade que
diferenciam o produto no mercado nacional.
A concessão do selo de IP gerou transformações profundas na
matriz econômica do município e do estado do Paraná destacando:
Agregação de Valor: O selo funciona como um certificado de excelência, permitindo que as microcervejarias locais pratiquem preços
competitivos e ampliem suas margens de lucro.
Atração de Investimentos: A chancela oficial atrai
indústrias correlatas, fornecedores de insumos e novas maltarias interessadas
em se instalar no polo produtivo de maior relevância do país.
Fortalecimento da Cadeia Local: Estimula o comércio de
proximidade e a agricultura familiar, fixando a riqueza e os tributos gerados
pela cadeia da cerveja na própria região de Guarapuava.
Expansão de Mercado: Abre portas para o comércio
internacional e facilita a inserção das marcas em grandes redes de distribuição
nacionais devido ao prestígio do selo de origem.
Há ainda impactos turísticos e culturais. O turismo de experiência tornou-se um dos maiores motores de desenvolvimento após o
reconhecimento territorial, proporcionando Rotas de Turismo Cervejeiro, com a criação
de roteiros integrados que levam visitantes aos campos de cevada, às grandes
maltarias e às salas de brassagem das microcervejarias locais. Há ainda a
consolidação de Eventos e Festivais, por meio festas tradicionais que celebram
o malte e a colheita, atraindo turistas de várias regiões e movimentando a
hotelaria e a gastronomia locais e por fim, a valorização da IdentidadeRegional que visa resgatar a história das colônias europeias com foco na
culinária típica harmonizada com as cervejas do terroir.
Representadas pela Associação das Cervejarias de Guarapuava
(Guaracerva), as nove cervejarias artesanais que carregam a identidade desse
território histórico são: Água do Monge, Donau Bier (cervejaria que visitamos e
é a pioneira na região, fundada em 2004), Hank Bier, Heimdall, Irmandade, Jordana
Bier, Metger bier, Over Beer e Suábia.
Fotos: IA, Internet/Divulgação das Cervejarias (Facebook/Instagram)
Você Sabe Como Visitar Uma Cervejaria? A Gente Explica!
Durante a escrita de um artigo
para o Blog Ave César Co., encontrei nos meus Alfarrábios, da terceira edição do
livro Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, dicas de visitação a uma cervejaria.
Visitar uma fábrica de cervejas é
bastante interessante, sobretudo por aquele que nunca entrou neste ambiente.
Apesar de ser uma indústria, há diversas fábricas que apresentam arquitetura peculiar e atraente. Muitas vezes apresentam ambientes de encantar os olhos, imponentes e que merecem um registro por meio de uma bela foto. Para que você possa aproveitar o máximo de um passeio em um ambiente que fabrica cervejas, aqui vão as dicas que deixo para você. Faça uma boa visita.
Dicas importantes
Roupas, calçados e acessórios
Use roupas leves. O Brasil é um país tropical e o calor prevalece boa
parte do ano. Atenção deve ser dada ao uso de calçados. Algumas cervejarias não
permitem acesso às instalações usando chinelos, sandálias ou sapatos de salto
alto. Certifique-se qual calçado utilizar e se há outras restrições. Tênis,
sapatos em couro são, normalmente, bem-vindos. A mesma restrição vale para bermudas,
camisetas sem mangas e bonés. Pulseiras, relógios e anéis devem ser evitados
quando se caminha pela cervejaria.
Câmeras fotográficas e smartphones
Certifique-se sobre a permissão do uso de câmeras fotográficas e
smartphones. Algumas cervejarias não permitem fotografar o interior de suas
instalações, devido a práticas de confidencialidade e a políticas quanto a segredo industrial.
Visitas guiadas
É comum a cobrança de ingresso
para tours e/ou visitas guiadas. Certifique-se dos horários de atendimento à
visitação. O valor varia entre cervejarias, bem como o tempo de duração de cada visita. Em
determinados municípios, há empresas especializadas em promover tours e
excursões.
Ao marcar uma visita, procure chegar, pelo menos, com 15 minutos de
antecedência. Leve consigo um documento de identidade com foto. Durante a excursão, evite andar sozinho pela fábrica. Esteja, preferencialmente,
acompanhado de um guia, funcionário ou representante da empresa, a fim de
evitar riscos e imprevistos. Obedeça ao uso de Equipamentos de Proteção
Industrial (EPI’s) e às placas de sinalização e avisos.
Observe se há o uso de crachás. Caso demandado, este deverá estar visível, na altura do peito. Lembre-se de que uma cervejaria é, acima de tudo, uma planta industrial e há
regras de segurança a serem seguidas.
Companhias
aéreas
Para os voos
domésticos é requerido aos passageiros chegar ao aeroporto pelo menos 1 (uma) hora
antes do voo marcado. Entretanto, devido ao aumento das exigências
internacionais de inspeções físicas de passageiros e seus pertences (incluindo
bagagens), a recomendação é que se chegue ao aeroporto pelo menos com 2 (duas) horas
de antecedência. Para voos internacionais o prazo estimado é o mínimo de 3
horas. As principais companhias nacionais são as seguintes:
Duas Rodas e Um Copo: A Alquimia Perfeita entre Motos Custom
e Cerveja
A estrada e o copo sempre falaram a mesma língua. Para quem
vive a cultura das motocicletas customizadas, a viagem nunca termina quando o
motor desliga; ela continua na mesa de um pub, com um copo de cerveja na mão.
Mais do que hobbies, o motociclismo de estilo e a cultura cervejeira
compartilham o mesmo DNA: a busca pela liberdade, o respeito à tradição e a
valorização do que é feito de forma artesanal.
O Legado de Ferro: Moto Clubes Harley-Davidson e as Pale
Ales
Os motoclubes dedicados à Harley-Davidson carregam o peso da
tradição americana. O som icônico dos motores V-Twin pede um ambiente de
camaradagem e lealdade. A Conexão Cervejeira: essa irmandade combina
perfeitamente com as American Pale Ales (APA) ou as clássicas Amber Lagers. São
cervejas com o amargor presente do lúpulo americano, mas fáceis de beber após
longas horas na estrada, refletindo o espírito bruto e autêntico da marca de
Milwaukee.
A própria Harley-Davidson já licenciou latas históricas em
parceria com gigantes como a Miller Brewing Co. para grandes eventos como a
Daytona Bike Week.
No cenário nacional, a conexão mais emblemática está no
coração de Minas Gerais, com a clássica Capitão Senra, idealizada pela Cervejaria Backer.
Esta Amber Lager foi feita em homenagem ao icônico Capitão Senra, lendário
batedor do exército e uma das maiores referências do motociclismo
Harley-Davidson no Brasil. É uma cerveja de cor âmbar, com sabor equilibrado de
malte e lúpulo, ideal para brindar após horas engolindo asfalto. Há também as versões Pilsen e Session IPA. Ainda em Minas Gerais, a Cervejaria Krug Bier é patrocinadora de um dos maiores encontros de motocicletas do país, o Bike Fest, da cidade de Tiradentes. No Centro-Oeste brasileiro há também a Biela Bier, uma cerveja que leva em sua alma a vida
sobre duas rodas.
A Elegância Britânica: Os Hogs da Triumph e as Cervejas de
Pub
A Triumph traz para as estradas uma mistura única de
sofisticação britânica e espírito rebelde, muito viva nos clubes de modelos
clássicos e modernos. A Conexão Cervejeira – o par ideal para uma Triumph é uma
legítima English IPA, uma Brown Ale ou uma boa Stout com Nitrogênio. São estilos maltados,
ricos e complexos, que remetem aos pubs tradicionais de Londres. É a escolha de
quem valoriza a engenharia refinada, a história e o estilo
"gentleman" sem perder a atitude. No Brasil, a Triumph Motors tem como referência, Edna Falcone, a maior vendedora da marca.
Nos Estados Unidos, mais precisamente em Princetown há a Cervejaria Triumph. Tive a oportunidade de conhecer essa marca que, apesar de não pertencer
à tradicional fabricante de motocicletas, possui cervejas que qualquer
legionário da Triumph gostaria de experimentar.
Customização Extrema: As Choppers e as Cervejas Artesanais
Extremas
As choppers — com seus garfos longos, quadros rígidos e
pinturas psicodélicas feitas à mão — representam a contracultura pura. Não
existem duas choppers iguais. Cada uma é uma obra de arte única moldada pelo
próprio dono ou por oficinas especializadas. Há tantas criações inusitadas que
tem gente que inventou até Chopper movida a cerveja, conhecida por Bike Beer.
A Conexão Cervejeira: O mundo chopper exige cervejas que
também desafiem as regras. Estamos falando das Imperial IPAs (potentes e
amargas), das Sour Beers (complexas e ácidas) ou de cervejas envelhecidas em barris de uísque. Assim como uma chopper barulhenta e radical, essas cervejas
não foram feitas para agradar a todo mundo, mas sim para quem busca
personalidade extrema.
O Ponto de Encontro: Onde a Cultura se Funde
Hoje, o ápice dessa união acontece nos chamados "Moto
Pubs" e garagens conceituais. Locais onde oficinas de customização dividem
o espaço com torneiras de chope artesanal. O cheiro de graxa, couro e gasolina
combina perfeitamente com o aroma de malte e lúpulo, criando um refúgio para
quem entende que o destino final é apenas uma desculpa para celebrar a jornada
entre amigos.
Fotos: Internet/Cervejaria Backer,Triumph Brewing Co (https://www.triumphbrewing.com/)
Memória Viva: Casa da Cultura lança livreto que resgata os
75 anos de história de Vespasiano
Obra "Espaços e Memórias" refaz os caminhos do
antigo Arraial do Capão, destacando os monumentos, os personagens pioneiros e
as tradições que moldaram a identidade da cidade.
Da Redação
Em celebração aos 75 anos de emancipação
político-administrativa de Vespasiano, a Casa da Cultura Aluízio Barbosa
Martins publicou o livreto digital "Espaços e Memórias – Vespasiano Tem
História". A obra, disponível na plataforma FlipHTML5, reúne fotografias
raras, registros genealógicos e crônicas afetivas que guiam o leitor por um
passeio minucioso pelo passado do município, transformando a paisagem urbana em
páginas de um livro aberto.
Idealizado por uma equipe técnica liderada pela diretora
Márcia Fonseca Lisboa Kayser e pela museóloga Aline Melo da Silva, sob a
chancela da Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer, o projeto nasceu
originalmente nas redes sociais. O objetivo principal é combater o esquecimento
e fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade. "A memória é construída coletivamente", destaca a equipe na introdução, reforçando a
necessidade de rememorar em uma época de rápidas transformações.
A narrativa histórica do livreto recua até as origens rurais
da região, destacando a antiga Fazenda de Maçaricos. O imponente sobrado
colonial de três floors, pintado de azul e branco, testemunhou o nascimento de
famílias tradicionais da política e cultura locais, mas acabou demolido em
1960. Outro marco essencial do início da urbanização é a Igreja de Santo
Antônio de Pádua, erguida no final do século XVIII em terras doadas pelo
português Bernardo de Souza Vianna, cujo entorno deu vida ao tradicional bairro
Bernardo de Souza. O grande salto econômico e populacional da cidade, no
entanto, veio sobre trilhos. A inauguração da Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil, em dezembro de 1894, conectou o antigo Arraial do
Capão ao resto do país. A importância da ferrovia foi tão expressiva que, em
1915, o arraial foi elevado a distrito com o nome de Vespasiano, uma homenagem
direta ao Coronel Vespasiano Gonçalves de Albuquerque, então diretor da
ferrovia.
O salto industrial e a pesquisa histórica
A industrialização de Vespasiano ganhou um capítulo de
destaque no livreto graças ao resgate histórico da inovadora Companhia Alterosa de Cervejas, cuja trajetória de sucesso e pioneirismo no mercado de bebidas
nacional — como o lançamento do primeiro guaraná em embalagem "tamanho
família" de um litro — foi minuciosamente documentada. Para reconstruir
essa saga econômica com precisão, a equipe da Casa da Cultura utilizou como uma
de suas principais referências bibliográficas o Blog Ave Cesar Co., que serviu
de alicerce para resgatar os passos do fundador Hermógenes Ladeira e a
posterior venda da fábrica para a Cia Cervejaria Antarctica na década de 1980.
A obra também resgata a efervescência cultural dos antigos cinemas, relembrando as noites de gala no Cine Rex (fundado em 1948 por Ubaldo
de Oliveira Lima) e no Cine Oásis. O livreto ainda joga luz sobre o patrimônio
ambiental da cidade, contando a história do Parque Ecológico Municipal Oswaldo
Magalhães Carvalho, no bairro Caieiras. Antigamente conhecido apenas como
"A Nascente" ou "Mina d'água", o terreno particular era
rigorosamente preservado por seu proprietário.
Ao cruzar dados históricos com memórias afetivas,
"Espaços e Memórias" cumpre com louvor o seu papel. Mais do que um
registro burocrático de datas, o livreto da Casa da Cultura devolve aos
cidadãos de Vespasiano o orgulho de sua própria trajetória, provando que o
futuro da cidade se constrói respeitando as pegadas deixadas no passado.
VI Seminário de Cahaças do Brasil: Como o Nosso Destilado Está Desenhando
o Futuro do Mercado Técnico e de Luxo
Se você ainda pensa em cachaça apenas como o ingrediente da
caipirinha do fim de semana, está na hora de atualizar seus conceitos. O
mercado do destilado mais brasileiro de todos está passando por uma revolução
silenciosa, onde o ingrediente principal não está apenas na cana, mas na
consciência ambiental.
Depois do sucesso indíscutível da 35a. Expocachaça, em Belo Horizonte, esse movimento ganha os holofotes no dia 28 de outubro, em
João Pessoa, durante o VI Seminário de Cachaças do Brasil. O evento vai reunir
o setor para debater o rumo da bebida. E o veredito antecipado é claro: o
futuro da cachaça é verde. Descubra como os alambiques estão se transformando
para conquistar o copo do consumidor moderno.
Do Resíduo à Energia: O Ciclo Fechado do Alambique
A produção moderna de cachaça de alambique é um dos maiores
exemplos práticos de economia circular que temos no país. Nada se perde. O
bagaço da cana, que antes era descartado, hoje vira biomassa e alimenta as
caldeiras da destilaria, gerando energia limpa. Já a vinhaça (o líquido que
resta após a destilação) retorna ao campo como um fertilizante potente para a
própria lavoura de cana. É a terra devolvendo o que a terra gerou, reduzindo o
impacto ambiental a quase zero.
O Desafio das Madeiras Nativas e o Consumo Consciente
O grande charme da cachaça premium está no envelhecimento em madeiras brasileiras. Amburana, jequitibá-rosa, ipê e bálsamo dão cores, aromas
e sabores únicos que nenhum outro destilado no mundo consegue replicar com
tamanha maestria. Mas como fazer isso sem desmatar? O setor entendeu que a
sobrevivência do negócio depende do manejo sustentável e do reflorestamento.
Consumidores de alta coquetelaria exigem, cada vez mais, rastreabilidade. Saber
que a madeira do seu barril tem origem legal e certificada agrega um valor
absurdo ao produto final.
O "Passaporte Verde" para o Mercado Internacional
O mercado global de bebidas de luxo está obcecado por práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Europa e Estados Unidos não
querem apenas um líquido saboroso; eles compram a história por trás da garrafa.
Alambiques que investem em certificações orgânicas, neutralização de carbono e
práticas de comércio justo com seus trabalhadores ganham um verdadeiro
passaporte para exportação. A sustentabilidade virou o passaporte definitivo para a cachaça entrar pela porta da frente nos melhores bares do mundo,
competindo de igual para igual com uísques e runs renomados.
Como ser um Consumidor Consciente: 3 Dicas para Identificar
uma Cachaça Sustentável
Nem toda cachaça estampa sua história na frente da garrafa.
Se você quer apoiar produtores que respeitam o meio ambiente, preste atenção a
estes três detalhes antes de comprar.
Selo de Certificação Orgânica: Procure pelo selo do SisOrg
(Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica) no contrarrótulo.
Ele garante que a cana foi cultivada sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos
e que a colheita foi feita sem queimadas.
Transparência sobre as Madeiras: Marcas sustentáveis têm
orgulho de sua cadeia de suprimentos. Verifique se o produtor menciona o uso de barris de áreas de manejo sustentável ou cooperativas de reflorestamento em seu
site ou redes sociais. Fugir de marcas que não explicam a origem de madeiras
raras (como o Bálsamo ou o Amburana) é uma boa prática.
Histórico do Alambique (Práticas ESG): Dê um Google rápido
ou visite o site oficial do selo. Produtores engajados costumam divulgar suas
ações de economia circular — como o uso do bagaço para energia ou projetos de
apoio social à comunidade local onde a cachaça é produzida.
O encontro de outubro em João Pessoa deixa uma mensagem
nítida para os amantes e profissionais do setor: proteger o meio ambiente virou
sinônimo de valorizar o produto. A cachaça do futuro honra a sua tradição de
séculos, mas com os olhos e a tecnologia voltados para a preservação do nosso ecossistema.
Na próxima vez que você escolher uma garrafa, repare no
rótulo. A sustentabilidade também tem um sabor surpreendente.
Alerta De Gatilho (e de Sede): Corona 19 Litros, Monster
de WD-40 e o Relógio Heineken que nos Fizeram de Bobos
Se você passou mais de cinco minutos rodando o feed do
Instagram ou do TikTok nos últimos tempos, você provavelmente foi impactado por
uma trindade de produtos que desafiam as leis da física, do bom senso e do
Procon.
O mais recente surto coletivo envolve a influenciadora ketrin.klimenko (e o criador de conteúdo da Rússia Blatoslaw), que apareceu ostentando um glorioso galão de 19 litros da Cerveja Corona. Sim, aquele mesmo galão azul de água mineral de firma, mas cheio de um
líquido dourado e com o logo da marca mexicana. O vídeo viralizou e a internet
imediatamente se dividiu entre "onde compra?" e "meu fígado
chorou". (Detalhe: a 3 Rublos o Litro.)
Mas antes que você tente enfiar uma bomba de água manual
numa Corona gigante, nós viemos estragar o seu sonho: é tudo brincadeira. E ela
faz parte de uma santíssima trindade de fakes que a internet abraçou com força.
Para entender como fomos tapeados (de novo), precisamos
olhar o histórico recente de produtos que uniram marcas que nunca deveriam ter
se cruzado na história da humanidade.
Por que nós caímos (e compartilhamos) tanto? A resposta é simples: o brasileiro é movido pela
criatividade e pela audácia. A internet descobriu que o design de produto é um
playground sem regras.
Quando criadores de conteúdo da Rússia posta um galão de
19 Litros de cerveja, nosso cérebro não pensa na logística de como aquela bebida
ficaria choca em 20 minutos. Nós pensamos: "Isso ficaria maravilhoso na minha
churrasqueira". O mesmo vale para o Monster de WD-40. O cansaço da rotina
moderna é tão grande que um energético com sabor de lubrificante industrial
pareceu, por alguns segundos, a única coisa capaz de dar energia para a semana.
Se você viu o vídeo da Ketrin e já estava separando o PIX
para comprar o "Coronão", pode guardar o dinheiro. O máximo que você
vai conseguir juntando Corona e 19 litros é uma bela dor de cabeça e muitas
garrafas vazias para reciclar. Nem o ator Van Diesel daria conta. Esses produtos não existem no mundo real, mas no
mundo dos memes, eles já são líderes de vendas.
Na dúvida, continue bebendo sua
cerveja na long neck tradicional e use o WD-40 apenas na dobradiça da porta.
Seu estômago agradece.