sexta-feira, 17 de abril de 2026

Uaimií Chico Rei

 


Chico Rei com Ouro: Uma Lenda Líquida da Cervejaria Uaimií

A Cervejaria Uaimií, fundada em 2014 na cidade de Itabirito (MG) região de Ouro Preto, consolidou-se no mercado artesanal ao unir história, terroir e inovação. Seu nome, Uaimií, carrega uma herança ancestral: é o termo indígena (do tupi) para designar o Rio das Velhas, que nasce na região e foi fundamental para o desenvolvimento do Ciclo do Ouro em Minas Gerais.

Dentre suas criações mais emblemáticas, destaca-se a edição especial da Chico Rei, uma Dry Stout que eleva o conceito de homenagem histórica. Inspirada no lendário monarca escravizado que escondia pepitas de ouro em seus cabelos para comprar a liberdade de seus súditos, a cerveja traz em sua composição ouro de verdade. Trata-se de ouro comestível, proveniente de garimpo local na Estrada Real, que reluz suavemente em meio ao líquido negro profundo da Stout.  Uma cerveja para colecionador. Reza a lenda que Chico Rei, um rei africano trazido à força para a região de Ouro Preto, escondia ouro nos cabelos e, com o tempo, usou cada grama para conquistar sua liberdade e a de muitos outros homens e mulheres.

Sobre a cerveja


Fiel ao estilo britânico, a Chico Rei apresenta notas intensas de café e malte torrado, com um final seco e amargor equilibrado. A adição do ouro é um espetáculo visual que reforça a narrativa de resistência e riqueza cultural de Minas.

Para quem deseja ir além do copo, a Uaimií mantém as portas abertas para entusiastas e ao turismo da Estrada Real. A cervejaria oferece oportunidades de visitação à sua fábrica, onde é possível conhecer os processos de produção, os tanques de fermentação e degustar os rótulos diretamente da fonte, em um ambiente que respira a atmosfera histórica da região.

 

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Copa Sul-Americana de Cerveja IV

 

Sul-Americana de Cerveja consagra vencedores e reforça consolidação da Serra Gaúcha em polo cervejeiro

Melhor Cervejaria da Copa foi a Cervejaria Salva, de Bom Retiro do Sul/RS, e prêmio de Melhor Cerveja da Copa também ficou com a Salva. Com recorde de inscrições e crescimento de 45%, edição 2026 amplia alcance internacional e destaca protagonismo brasileiro no setor.

Ao todo, foram distribuídas 272 medalhas, entre ouro, prata e bronze, contemplando 114 cervejarias. O volume de premiados e a diversidade de origens reforçam o caráter técnico da competição e sua relevância como espaço de reconhecimento e troca entre produtores do continente.

O título de Melhor Cervejaria do Ano ficou com a Cervejaria Salva, de Bom Retiro do Sul (RS), seguida pela Cervejaria Leopoldina, de Garibaldi (RS), e pela Cervejaria Nahualli, de Farroupilha (RS). Entre as cervejas, o primeiro lugar geral foi conquistado pelo rótulo “Tô com Amendoim Cheio”, da Cervejaria Salva, seguido por “Xiuhte”, da Cervejaria Nahualli, e “Kaingang Double Juicy IPA”, da Kaingang Cervejaria, de Santa Catarina.

A edição de 2026 da Copa teve números inéditos. O concurso reuniu 1.212 amostras inscritas por 257 cervejarias de sete países da América do Sul, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior. A diversidade também se reflete nos estilos avaliados: foram 160 ao todo e na capilaridade da participação brasileira, com representantes de 18 estados e 189 cidades.

“O crescimento desta edição confirma que a Copa Sul-Americana de Cerveja vem se consolidando como uma plataforma de referência no continente”, avalia Fabrício Scalco, Diretor do concurso. “Tivemos um aumento expressivo no número de inscrições, mais países participantes e uma diversidade técnica que mostra o amadurecimento do setor. É um resultado que reflete não só a evolução das cervejarias, mas também a força da cultura cervejeira na América do Sul”, afirma. A ampliação do número de países participantes e o crescimento consistente de inscrições indicam não apenas maior adesão, mas um amadurecimento do mercado sul-americano, cada vez mais técnico, diverso e integrado.

A força brasileira se destaca tanto em volume quanto em desempenho. O Rio Grande do Sul liderou o número de amostras inscritas, enquanto Santa Catarina foi o estado com maior número de medalhas, seguido de perto pelos gaúchos. Estilos como American IPA, American Lager e Catharina Sour figuraram entre os mais inscritos, refletindo tendências consolidadas e a valorização de identidades locais.

Principais resultados


Melhores cervejarias do ano (2026):

 1º lugar — Cervejaria Salva (Bom Retiro do Sul – RS)

 2º lugar — Cervejaria Leopoldina (Garibaldi – RS)

 3º lugar — Cervejaria Nahualli (Farroupilha – RS)

 4º lugar — Cervejaria Turatti (Fortaleza – CE)

 5º lugar — Kaingang Cervejaria (Xaxim – SC)

Melhores cervejas do ano (2026):

 1º lugar — Field Beer “Tô com Amendoim Cheio” (Cervejaria Salva)

 2º lugar — German-style Eisbock “Xiuhte” (Cervejaria Nahualli)

 3º lugar — Juicy ou Hazy Strong Pale Ale “Kaingang Double Juicy IPA” (Kaingang Cervejaria)

 

Veja o o resultado geral 2026: https://copasulamericanadecerveja.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Lista-Ganhadores-COPA-2026.pdf

Fonte: Site da Copa Sul-Americana.

Monster WD 40

 

Monster Energy: Do Morango ao Mito do WD-40

O universo dos energéticos foi agitado recentemente pelo lançamento do Monster Ultra Strawberry Dreams. Integrante da linha “Ultra” — conhecida por ser zero açúcar e de baixa caloria — este novo sabor aposta em um perfil de morango leve, equilibrando a doçura da fruta com um toque refrescante de acidez. Ele chega para consolidar a preferência do público por bebidas mais leves, mas que mantêm o "punch" de cafeína característico da marca. (A Red Bull, lançou a sua versão sabor maçã, zero açúcar.)

Paralelamente ao sucesso do Strawberry Dreams, um boato inusitado tomou conta das redes sociais: o Monster sabor WD-40 (uma associação com máquinas e carros de alta velocidade). Embora as imagens de latas azuis e amarelas pareçam reais, trata-se apenas de uma brincadeira da internet e artes criadas por fãs. Não existe uma colaboração oficial entre a Monster e a fabricante de lubrificantes; a "bebida" é um meme visual que viralizou em plataformas como Instagram e TikTok.

O Monster Energy original foi lançado em abril de 2002, pela Hansen Natural Company (hoje Monster Beverage Corporation). A empresa revolucionou o mercado com sua embalagem icônica e marketing voltado a esportes radicais. Atualmente, a marca conta com um reforço de peso em sua distribuição e estratégia global: o Grupo Coca-Cola, que possui uma participação societária relevante na Monster (cerca de 16,7%), fruto de uma parceria estratégica firmada em 2015, que transferiu a linha de energéticos da Coca-Cola para a Monster e vice-versa.

O Mercado de Energéticos em 2026

O mercado de bebidas energéticas vive um momento de franca expansão no Brasil, com projeções de crescimento global contínuo até 2033. Em 2026, o setor é moldado por um consumidor mais informado, seletivo e atento à saudabilidade. A Geração Z (18 a 24 anos) é o principal motor desse crescimento, representando até 60% do público ativo. Esse grupo busca produtos que combinem funcionalidade, sabor autêntico e identidade visual forte.

Com tendência de saudabilidade, há uma migração clara para opções zero açúcar e com benefícios funcionais. O consumidor moderno busca "energia estável" e ingredientes que ofereçam foco e bem-estar, em vez de apenas um pico de cafeína.

Adicionalmente, novos hábitos tomam vigor no mercado, uma tendência já mencionada no final do exercício de 2025. Dados recentes indicam que as bebidas não alcoólicas, como energéticos sem açúcar, ganham espaço frente às alcoólicas, especialmente em eventos sociais e de grande visibilidade, como a Copa do Mundo de 2026.

Fonte: por meio de IA em fontes públicas e artigo vindo do autor.


quarta-feira, 15 de abril de 2026

O melhor whisky do mundo em 2026

O Trunfo de Islay: Bowmore 21 Anos é Eleito o Melhor Whisky do Mundo em 2026

LONDRES – O cenário global do whisky tem um novo e incontestável soberano. Em uma cerimônia marcada pelo reconhecimento da tradição aliada à precisão técnica, o Bowmore 21 Years Old Sherry Oak Cask acaba de ser coroado como o Melhor Single Malt do Mundo pelo World Whiskies Awards 2026.

O título não é apenas uma vitória para a icônica destilaria de Islay, mas um marco que sinaliza o que os especialistas chamam de "a era da maturação disciplinada".

O júri internacional foi unânime ao descrever o rótulo como uma "aula magistral". Envelhecido por duas décadas em uma combinação de barris de carvalho que anteriormente continham Bourbon e Xerez Oloroso, o whisky passa por uma finalização luxuosa em barris de Pedro Ximénez de primeiro uso.

O resultado é uma complexidade que tem fascinado mercados da Ásia à América Latina. No paladar, o clássico caráter defumado e marítimo da Bowmore funde-se a notas densas de mel, toffee e cera de abelha, com um final persistente que remete a tabaco e frutas secas. Há alugns anos atrás o whisky fez uma série especial em parceria com a Aston Martin, o famoso carro do James Bond 007.


O Mundo Além do Malte


Embora o Bowmore tenha levado a honraria máxima entre os maltes, a edição de 2026 do prêmio revelou outras forças que estão moldando o consumo global:

A Ressurreição dos Blends: O Ballantine’s 23 Year Old conquistou o título de Melhor Blended do Mundo, provando que a arte da mistura escocesa recuperou seu prestígio frente aos colecionadores.

O Domínio Asiático tem o seu destaque por meio da destilaria taiwanesa Kavalan que foi nomeada Produtora do Ano, consolidando o Extremo Oriente como o novo centro de gravidade da inovação no setor. (Nosso whisky nacional, tem muito a aprender.)


Adicionalmente, pela primeira vez, um whisky de centeio espanhol, o Siderit PX Cask Rye, desbancou gigantes americanos e canadenses, sendo eleito o melhor de sua categoria.

Tendência de Mercado

Especialistas apontam que o sucesso do Bowmore 21 anos reflete o comportamento do consumidor atual: a busca por garrafas que contem uma história de tempo e paciência. "Não se trata mais apenas de potência alcoólica, mas de equilíbrio entre a madeira e o destilado", afirma um dos jurados.

 Com a demanda global em alta, espera-se que o lote premiado se torne um dos itens mais disputados por investidores e apreciadores nos próximos meses, elevando ainda mais o status de Islay no mapa mundial dos destilados de luxo.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Dia Mundial do Café

 

O Dia Mundial do Café e a Força Mineira

O café é muito mais do que uma bebida; é um pilar cultural e econômico que conecta bilhões de pessoas diariamente. No Brasil, o Dia Mundial do Café é celebrado, hoje, dia 14 de abril. Além desta data, o setor também comemora o Dia Nacional do Café (24 de maio), que marca o início da colheita no país, e o Dia Internacional do Café (1º de outubro), oficializado pela Organização Internacional do Café (OIC) e recentemente reconhecido pelas NaçõesUnidas.

A história do café remonta à Etiópia, na África. A lenda mais famosa narra as observações de um pastor de nome Kaldi, que notou suas cabras ficarem excepcionalmente ariscas após consumirem os frutos de um arbusto. Monges locais começaram a usar os frutos em infusões para se manterem despertos durante longas horas de oração, e a partir do Iêmen, a bebida se espalhou pelo mundo árabe e, posteriormente, pela Europa.


O café entrou no Brasil em 1727, por meio do Sargento-mor Francisco de Melo Palheta. Vindo da Guiana Francesa, Palheta trouxe mudas e sementes que foram inicialmente plantadas em Belém do Pará. Embora tenha começado no Norte, a cultura encontrou solo e clima ideais para expansão comercial quando chegou ao Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Minas Gerais.

Minas se tornou protagonista absoluto da cafeicultura brasileira, sendo responsável por mais de 50% da produção nacional e cerca de 20% da produção global. O estado se destaca pela produção de café arábica, espécie conhecida por sua alta qualidade e sabores complexos. As plantações passam pelas regiões do Sul de Minas, Zona da Mata, Cerrado, Matas Mineiras, Mantiqueira e Campos da Vertentes. É a força mineira no cenário mundial da semente mais consumida no mundo, junto com a Coca-Cola, o chá, a cerveja, o destilado e a cachaça

Ao longo do tempo bebida se tornou versátil, sendo servida de diversas formas e adicionadas em outras bebidas, movimentando a criatividade de baristas, mixologistas e sommeliers.

Parabéns ao Dia Mundial do Café.  Como trabalhei alguns anos no mercado de cafés, vou tomar uma xícara e vou te indicar o livro de John Thorn - O Guia do Café para aumentar o seu conhecimento. Saúde!

https://www.amazon.com.br/Guia-do-Cafe-Jon-Thorn/dp/972841854X 


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Curso de Produção de Cachaças e Aguardentes

 

D&R Alambiques e AV Consultoria Promovem Treinamento para o Setor de Cachaças

Sob a tutela da Engenheira de Alimentos Valdirene Neves, o curso, realizado em 3 dias, é focado na breve história, produção de cachaças de qualidade e seus princípios, desde o plantio (matéria-prima), passando pelo processo produtivo, o que inclui a moagem, decantação, fermentação e destilação da aguardente de cana. Na sequência, é apresentado os cuidados de pontos de atenção pós-destilação da cachaça.

Outros pontos abordados estão as melhores práticas, destacando higiene, assepsia, prevenção da contaminação, agentes tóxicos e controles internos de prevenção e combate a elementos contaminantes. Há ainda manejo de resíduos e outras práticas com foco na legislação pertinente e outros itens de atenção.

Oportunamente, ao longo do curso os alunos tem a oportunidade de fabricar uma pequena quantidade da nossa aguardente nacional, colocando a teoria em prática. (A turma colocando a mão na massa mesmo).


Adicionalmente, devido ao fato do curso ser promovido na sede da D&R Alambiques, é possível conhecer equipamentos industriais de produção e destilação, destacando alambiques em cobre, dornas de aço inox, peças e acessórios. Há também itens de armazenamento e envelhecimento dedestilados, como reservatórios de aço, barris e barricas de madeira em Carvalho, Amburana, Jatobá e outras madeiras.

Saiba mais em: D&R Alambiques https://www.deralambiques.com.br/cursos/ 

domingo, 12 de abril de 2026

Baly Brasil e o mercado de energéticos

 

Baly Brasil Inova o Mercado de Bebidas Energéticas, Incomodando Grandes do Setor

A Baly Brasil foi fundada em 1997, na cidade de Tubarão, estado de Santa Catarina. A empresa é fruto da visão da família empresária Cardoso. Mário Cardoso e seu sobrinho Jânio Nandi Cardoso, iniciaram o negócio focados na comercialização de cachaças e vinhos.

A companhia consolidou-se como um fenômeno de mercado no Brasil, encerrando o ano de 2025 como a líder nacional em volume de vendas deenergéticos, alcançando cerca de 34,9% de market share. A marca catarinense superou gigantes globais como Monster (30,4%) e Red Bull (13%), impulsionada por uma estratégia de democratização que incluiu a inovação de embalagens PET de 2 litros e uma vasta gama de sabores adaptados ao paladar brasileiro, incluindo versões zero, além de preços competitivos.

Atualmente, a segunda geração já lidera as operações, com Dayane Titon Cardoso na diretoria comercial e de marketing, e Mário Júnior Cardoso na diretoria financeira e operacional.

Embora o energético seja o carro-chefe desde a virada estratégica em 2009, a Baly buscou diversificar

seu portfólio para o setor cervejeiro. Em 2017, a empresa lançou a linha Baly Bier, que inclui uma cerveja IPA, Session IPA e uma Pilsen Puro Malte. A investida não foi apenas experimental, mas também premiada, com a marca chegando a receber reconhecimento no World Beer Awards em Londres.

Para sustentar o crescimento, que registrou um avanço de 42% entre 2022 e 2025, a empresa anunciou a aquisição de sua quarta unidade fabril em Araranguá (SC). A meta é dobrar a capacidade produtiva para atingir 1 bilhão de litros anuais até 2027.

A Baly é um caso de que produtos, considerados por um mercado inicialmente formador de opinião de “especiais e exclusivos”, como foi o caso da Red Bull, pode ser popularizados com o passar do tempo. A Baly testou no mercado embalagens diferentes, e fez da exclusividade (lata pequena e individual) em um produto compartilhado (pet 2 litros) que é servido como composto para drinks para mais pessoas, simultaneamente, ou seja, uma garrafa de vodka e 6 Red Buls, para um grupo de amigos, sendo substituídos por uma garrafa 2 litros, deixando a celebração mais em conta no bolso dos consumidores. Em suma: enquanto as marcas globais focavam em nichos específicos — como o público premium (Red Bull) ou o universo gamer (Monster) — a Baly decidiu democratizar o acesso à bebida, que está disponível em mercados comuns, como mercadinhos, padarias e mercearias.

No site, a família empresária menciona orgulhosamente "Somos a marca que democratizou o energético no Brasil". Que venha outros exemplos de outros mercados, pois, em tempos de alta inflação e taxas de juros, democratização em busca do melhor preço é essencial para a empresa e para o consumidor.


A produção nacional, apesar de ser extremamente tributada, teve uma vantagem competitiva contra o produto importado: a variação cambial e o processo de importação em si. Nesse sentido a empresa ganhou tempo, proporcionou maior capilaridade e ofereceu preços mais baratos. 

As margens mais baixas não foi problema para a empresa, pois se trata de uma família empresária que não vive custos adicionais de uma grande corporação, como é o caso da Monster que se encontra no Mercado de Capitais da Nasdaq, tendo a Coca-Cola a sua maior acionista individual (em torno de 20% da empresa) e a Red Bull que divide o chapéu com a familia tailandesa Yoovidhya, quem foi que criou a marca e detém 51% das ações.

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