sábado, 5 de setembro de 2026

Belgian Beer Wekend 2026

 

O Altar da Tradição: Como o Belgian Beer Weekend Celebra Séculos de História Cervejeira de Monges e Abadias

por Henrique Oliveira*

Lembro-me do ano de 2010 em que encontrei com o saudoso MarcoFalcone no fundo da Grand-Place em Bruxelas, mais precisamente na frente do Carrefour Express da Rue Marche aux Herbes. Em minhas mãos estavam a Kriek Saint Louis e a Maredsous Blond. Após fortes abraços, eu o convidei, junto com seu filho Tiago Falcone e o Júnior da ACervA Paulista para tomamos algumas cervejas dos tap handles da Lês Brasseus de La Grand-Place, (24 Rue de la Colline), que produzia 4 estilos de chopes.

Anos antes, ainda mais jovem, meus pais se desconectaram de mim e ficaram me procurando por aquela praça até que eles encontraram em uma visita no Museu da Cerveja – a Maison Des Brasseurs, localizado em um edifício de 1698. Ambos entraram no museu desceram alguns degraus e me reencontraram tomando um chope no bar do Museu, como cortesia da casa. Esses foram dois momentos de vida que passei em Bruxelas que para mim são inesquecíveis.

Para minha grata surpresa, a histórica Grand-Place de Bruxelas, classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, transformou-se oficialmente no maior bar a céu aberto do planeta. Teve início a 26ª edição do Belgian Beer Weekend, o festival que dita o ritmo da cultura cervejeira global e que, este ano, ganha um peso ainda maior. O evento marca a abertura dos Belgian Beer Culture Days, uma celebração de 10 dias que comemora os 10 anos do reconhecimento da cultura da cerveja belga como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Um verdadeiro terroir cervejeiro.

Aos apaixonados por cervejas belgas, o festival é muito mais do que um pretexto para degustar rótulos incríveis. Ele é uma viagem no tempo. O grande diferencial da Bélgica para qualquer outro polo cervejeiro do mundo é a sua conexão inabalável com o passado, mantida viva por cervejeiros europeus tradicionais, monges e monastérios seculares, que produzem inclusive cervejas medievais.

Enquanto o mundo moderno corre atrás de tendências rápidas, a Bélgica preserva receitas que atravessaram guerras, invasões e crises. Beber uma cerveja belga na Grand-Place é, literalmente, consumir a história viva da Europa Ocidental.

Essa identidade foi moldada diretamente dentro dos muros de monastérios e abadias medievais. Originalmente, os monges produziam a bebida por motivos de subsistência e higiene, já que a água da época costumava ser contaminada e o processo de fervura da cerveja a tornava segura para o consumo. Com o tempo, a produção virou uma arte refinada por séculos de paciência, silêncio e oração.

Organizado pela Associação dos Cervejeiros Belgas (Belgian Brewers), o fim de semana reúne mais de 50 cervejarias de todas as regiões da Bélgica. Os visitantes têm à disposição mais de 500 cervejas diferentes, que vão desde as históricas e raras produções trapistas e de abadia até as tradicionais Lambics, Gueuzes, Witbiers e as mais recentes inovações de microcervejarias artesanais.

Além das degustações, o evento conta com uma programação cultural rica em história, como cerimônias tradicionais destacando a bênção da cerveja, cortejos ricos em desfiles com antigas carroças cervejeiras que tomam as ruas do centro de Bruxelas. Ainda a parada das Confrarias, que é realizado no domingo às 12h, onde há o emblemático desfile das confrarias de cervejeiros e a entronização de novos membros na prestigiada Knighthood of the Brewer’s Paddle.

Caso esteja na região de Bruxelas não perca essa incrível oportunidade!

Belgian Beer Weekend 2026 – de 04 a 06 de setembro.

Sobre o Museu: https://beermuseum.be/pt

Fotos: do Autor/ Janaina Meireles (ACervA MG)/Ajuste IA.

(*) - Henrique Oliveira é Executívo Sênior de Governança, Riscos e Compliance

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Oktoberfest BH 2026

 

Alemanha em Minas: Oktoberfest BH 2026 une Tradição, 20 Cervejarias e Show do Biquini

A Oktoberfest BH está oficialmente de volta e promete transformar Belo Horizonte em um verdadeiro reduto bávaro no dia 3 de outubro de 2026, a partir das 12h.

O festival deste ano traz uma grande novidade na infraestrutura: a mudança para a Nova Serraria (também conhecida como Gran Serraria), um novo espaço amplo e estruturado na capital mineira pronto para receber milhares de apaixonados por cultura alemã, boa música e, claro, chope gelado. O evento, que já se consolidou no calendário festivo de Minas Gerais, promete sua edição mais histórica, misturando o folclore europeu com o calor do público mineiro.

Cultura, Jogos e a Força das Cervejas Mineiras


A essência da Oktoberfest original de Munique estará muito bem representada. Os organizadores do evento cervejeiro confirmaram uma imersão completa na cultura germânica. O público poderá presenciar danças típicas e se encantar com os frequentadores vestindo os tradicionais trajes da Baviera como Dirndl e Lederhosen.

Para os que gostam de interagir, os famosos jogos cervejeiros vão testar as habilidades e a resistência dos participantes. Na parte gastronômica, um menu especial germânico com salsichas tradicionais, pretzels e pratos típicos da culinária alemã estará disponível para harmonizar perfeitamente com os chopes das mais de 20 cervejarias confirmadas ao som de bandas de Rock, com detalhe a banda Biquini.

Nova Serraria: Avenida Assis Chateaubriand, 809

Belo Horizonte, MG

Saiba mais em: https://www.sympla.com.br/evento/oktoberfest-biquini-cavadao/3535352?share_id=copiarlink

Transilvânia, Drácula e as Cervejas da Romênia

 

De Conde Drácula à Força do Urso, na Tradição Cervejeira Romena

Quando estive nos Balcãs, fui até a região central da Romênia, mais precisamente na Transilvânia, para visitar o famoso Castelo de Bran, que pertence à linhagem do Conde Drácula. Ao redor daquela "assombrada residência", rica em contos e folclore, imaginei quais cervejas eu tomaria com aquele homem de tamanha nobreza, em pleno fim do Período Medieval. Pensei logo em uma cerveja encorpada, bastante vermelha, no estilo Red Ale ou ainda uma do tipo Bock para tentar apaziguar a sua eterna sede de sangue.

Vlad III, comumente conhecido como Vlad Tepes, o Empalador, ou Vlad Drácula, foi Voivoda da Valáquia três vezes entre 1448 e sua morte, em 1476. Ele é frequentemente considerado um dos governantes mais importantes da história da Valáquia e um herói nacional da Romênia. Visitar as pequenas ruas da cidade histórica de Bran e o interior do castelo é algo simplesmente imperdível.

Se você é apaixonado pela cultura da cerveja dos Balcãs e gosta de descobrir rótulos que carregam histórias profundas e identidades marcantes, você precisa conhecer esse país. (A cultura é o motivo que inclui a Romênia nos Balcãs e entre a Europa Central e o Leste Europeu.) 

Comecei tomando a cerveja Stejar. Famosa no Leste Europeu e intimamente ligada ao orgulho nacional da Romênia (sendo inclusive a patrocinadora oficial da seleção romena de rugby). Stejar significa "Carvalho" em romeno, uma alusão direta à força, robustez e tradição.

A narrativa cultural da cerveja na Romênia é antiga. Lendas locais costumam associar as receitas de cervejas fortes da Transilvânia ao século XVI, inspiradas nos antigos monges que produziam bebidas artesanais na região do Mosteiro Cisterciense de Biertan. No entanto, o nascimento comercial da Stejar como marca moderna aconteceu em 15 de dezembro de 2005. A Stejar não nasceu de uma microcervejaria independente, mas sim do ventre de um dos maiores impérios comerciais do país: a Ursus Breweries, cujo nome é uma referência ao urso carpatin ou urso-pardo dos Cárpatos, uma subespécie do urso-pardo eurasiático que habita a cadeia dos Montes Cárpatos, principalmente na Romênia.

A história de seus proprietários reflete a própria evolução econômica global. Se puxarmos o fio do tempo para entender de onde vieram as fábricas operadas pela Ursus, chegamos à tradicional corporação da família Czell. Em 1892, eles adquiriram destilarias e fundaram a histórica Cervejaria de Brașov, no bairro de Darste (há 80 quilômetros da Transilvânia). Uma das unidades fabris viria a processar e envasar as grandes marcas do grupo ao longo do século seguinte. Com o passar do tempo, a cervejaria passou pela SAB Miller. Uma reestruturação global de ativos, o controle da Ursus Breweries e de todo o seu portfólio (incluindo a Stejar) passou para as mãos da japonesa Asahi Group. Logo após tomar a Stejar, degustei a cerveja Ursus Retrô Nepasteurizată.

Outra cerveja que tiver a oportunidade de experimentar é oriunda de uma microcervejaria independente, fundada em 2013. Dois jovens empreendedores, Laurențiu Bănescu e Alexandru Geamănu, romenos entusiasmados produzem de forma artesanal a Zăganu (que significa "Águia-Barbuda"), na "Fabrica de Bere Bună". Tomei a IPA, rica em lúpulos e uma de nome Rosie, no estilo Red Ale, no Restaurante La Ceaun, na cidade de Brasov. Achei ambas incríveis. Um detalhe que me surpreendeu nas cervejas artesanais foi o número de cervejas frescas, que não passam pelo processo de pasteurização. Trata-se de um atributo reconhecido pelos apreciadores e sommeliers. Muitas cervejas apresentam a nomeclatura "bere artizanală nepasteurizată" que significa "cerveja artesanal não pasteurizada". Entendi algo como um diferencial competitivo.

Ao lado do Castelo de Bran, continuei caminhando no hall das cervejas romenas, tomando uma cerveja artesanal não filtrada (artizanală nefiltrată) de nome Zboina, que foi desenvolvida em 2018, pelo mestre cervejeiro George Cristea para o  Atelierul de Bere ("Atelier da Cerveja"), que é uma divisão cervejeira criada por uma empresa muito tradicional no ramo de vinhos chamada Vinexport Trade-Mark SA. 

A empresa é amplamente conhecida na Romênia por produzir vinhos finos vindos de famosas vinhas locais (como Cotești e Odobești). A fábrica está localizada na cidade de Focșani, que é a Capital do condado de Vrancea, na Romênia. Essa região fica na área histórica da Moldávia (sul da Romênia) e é mundialmente famosa por suas colinas repletas de vinhedos.


Finalizei a minha rota cervejeira da Romênia tomando duas cervejas populares: a Bergenbier, produzida desde 1995. O próprio rótulo destaca as frases "Răcorim România" (Refrescando a Romênia) e "Produs în România" (Produzido na Romênia). A Bergenbier é fabricada na cidade de Ploiești, localizada a cerca de 60 km ao norte da Capital, Bucareste. 

A cerveja seguinte foi a Silva Romanian Pale Ale. Foi criada originalmente em 1974, na cidade de Reghin, no Condado de Mures. Essa é conhecida por ser a "Cidade dos Violinos", por produzir instrumentos de corda preciosos com madeira nobre local. Reghin também faz para da região da Transilvânia. (Por isso "Silva" de TranSILVAnia). Atualmente, essa cerveja faz parte do portfólio da Heineken daquele país.

Se um dia o leitor visitar o mundo de Conde Drácula, dedique um tempo para experimentar as maravilhas cervejeiras, seu terroir e a gastronomia da Romênia. Tudo vale a pena (quando a alma não é pequena). 

Recomendo. Um brinde!

Saiba mais : https://bere-zaganu.ro/en e https://www.laceaun.ro/

Fotos: BV-F-00330-1-H-1-b, Vedere a Fabricii de bere ,,Czell” din Dârste, 1900, Artist. Wikipedia; IA; do Autor.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Festa da Cerveja de Contagem

 

Contagem celebra cultura mineira com a Festa da Cerveja na Praça Tancredo Neves

No dia 19 de setembro de 2026, a cidade de Contagem se transformará no ponto de encontro oficial para os amantes de uma boa bebida, culinária de raiz e muito rock and roll.

A Festa da Cerveja de Contagem promete agitar a região metropolitana em um evento ao ar livre que acontece das 12:00 às 22:00. O palco da celebração será a movimentada Praça Presidente Tancredo Neves, localizada no bairro Camilo Alves, bem em frente à sede da Prefeitura Municipal. Com uma proposta que une o melhor da tradição mineira de reunir amigos em volta da mesa, o tradicional evento oferece 10 horas consecutivas de programação para toda a família com mais de 50 tipos de comidas típicas. Haverá cervejas especiais produzidas por cervejarias artesanais.

Os ingressos para a festividade são gratuitos e podem ser retirados de forma antecipada pela plataforma oficial da Sympla.

Mais informações: https://www.sympla.com.br/evento/festa-da-cerveja-de-contagem/3540847?share_id=copiarlink

Nova Roda Sensorial do Lúpulo

 
A Revolução no Copo: Nova Roda Sensorial do Lúpulo une Ciência e Bares sob a Liderança de Amanda Reitenbach

Ferramenta que traduz a complexidade química do lúpulo em aromas práticos ganha formato de "jogo americano" e promete profissionalizar desde a produção no campo até a experiência no balcão.

O mercado de cervejas artesanais e produtos lupulados acaba de ganhar um aliado definitivo para decifrar a "alma" da cerveja: o lúpulo. Fruto de um esforço conjunto entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade de Brasília (UnB) e a Cervejaria Kairós, a nova Roda Sensorial do Lúpulo foi chancelada e disponibilizada gratuitamente para o público. À frente desse projeto inovador está a renomada cientista de alimentos e sommelier de cervejas Amanda Felipe Reitenbach, que liderou a pesquisa aplicada responsável por transformar dados moleculares complexos em uma ferramenta visual e acessível.

O projeto, que levou dois anos de estudos intensos, atualiza a clássica roda de aromas criada nos anos 1970 pelo cientista dinamarquês Morten Meilgaard. A grande inovação liderada por Amanda foi conectar, de forma direta e visual, os compostos químicos da planta com os aromas percebidos na taça, eliminando a necessidade imediata de laboratórios complexos para análises de rotina nas cervejarias.

Doutora com foco em neurociência sensorial aplicada à cerveja pela UFSC (em parceria com a prestigiada Versuchs- und Lehranstalt für Brauerei - VLB, na Alemanha), Amanda Reitenbach tem dedicado sua carreira a desmistificar a avaliação sensorial. Fundadora do Science of Beer Institute, ela é uma das principais vozes da América Latina na formação de profissionais do setor e na pesquisa sobre inteligência artificial e biotecnologia voltadas ao paladar. Com a nova Roda Sensorial, Amanda e a equipe de pesquisadores do Instituto de Química da UnB conseguiram mapear as substâncias orgânicas do lúpulo — como mirceno, linalol e geraniol — que dão origem a perfis cítricos, florais, herbais e frutados. O material organiza esses descritores em seis níveis de informação. Um aroma herbal, por exemplo, é rastreado na roda até sua origem química e associado a notas cotidianas de alecrim, hortelã ou chá verde.

Ciência que Ocupa o Balcão e Educa o Mercado

Para que o conhecimento não ficasse restrito aos laboratórios acadêmicos, Amanda Reitenbach e os desenvolvedores registraram o desenho industrial da ferramenta e a transformaram em um formato inusitado: um jogo americano impresso. Segundo Amanda, o principal objetivo da iniciativa é levar a ciência exatamente para onde a experiência de fato acontece. Bares, taprooms, escolas de gastronomia e cervejarias podem baixar o arquivo gratuitamente para treinar brigadas, realizar degustações guiadas ou educar o consumidor final. A ferramenta atua de forma estratégica em diferentes frentes.

No Campo, o documento ajuda produtores nacionais a identificar o terroir das fazendas brasileiras e a avaliar o perfil sensorial das colheitas. Na Fábrica, é uma ferramenta que facilita aos cervejeiros a padronização de receitas, o controle de qualidade e o refinamento de técnicas como o dry hopping (lupulagem a frio). Já em concursos cervejeiros servirá como guia técnico unificado para sommeliers e juízes em avaliações profissionais. No balcão dos bares, será capaz de  traduzir o jargão técnico em referências reais para o consumidor, permitindo escolhas mais intuitivas.

Mercado em Mutação e Acesso Gratuito

A chegada da ferramenta sobre esse insumo cervejeiro coincide com uma mudança clara no comportamento do consumidor, que hoje busca cervejas com perfis extremamente aromáticos, tropicais e de alta "drinkability" (fáceis de beber) — como as populares Hazy IPAs. Além disso, o lúpulo ganhou espaço fora das cervejas, compondo receitas inovadoras de chás e kombuchas.

Como parte do compromisso de Amanda Reitenbach com a democratização do conhecimento cervejeiro, a Roda Sensorial do Lúpulo e o e-book complementar “Cervejas Lupuladas: Perfil Sensorial, Compostos Aromáticos e Inovações Tecnológicas” foram disponibilizados de forma 100% gratuita nos portais oficiais das universidades parceiras. O trabalho consolida o papel da pesquisadora como uma ponte essencial entre a ciência de ponta e o fortalecimento do mercado nacional de cervejas.

Saiba mais em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/52403/1/LIVRO_CervejasLupuladasPerfil.pdf

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Cervejarias do Amazonas na Oktoberfest

 

A História da Cerveja no Amazonas: Da Belle Époque à Oktoberfest e ao Movimento Artesanal

por Henrique Oliveira*

A relação do Amazonas com a produção de cerveja começou há mais de um século, durante o auge do ciclo da borracha. A primeira indústria cervejeira da Região Norte surgiu em 10 de outubro de 1912, com a fundação da histórica Cervejaria Amazonense, criada pelos irmãos Miranda Corrêa, no bairro de Aparecida. O imponente prédio histórico à beira do Rio Negro operava com maquinário trazido diretamente da Alemanha. A fábrica ficou famosa nacionalmente por abrigar o primeiro elevador elétrico instalado no Brasil.

Muitas décadas após o encerramento da icônica marca pioneira, o conceito de produção mudou. Publiquei no livro Brasil Beer: O Guia das Cervejas Brasileiras, a primeira microcervejaria artesanal legítima do Amazonas, que nasceu em 10 de junho de 2002. Me refiro à Cervejaria Fellice. Instalada no complexo do Studio 5 Shopping, a Fellice funcionou até 2015 e abriu as portas para o mercado de cervejas especiais na capital manauara. Um capítulo de grande relevância nessa evolução foi a chegada da Haus Bier, marca que faz parte da rede idealizada pelo empresário Hermes Balcon, e que se instalou em Manaus através de um sistema de franquias. Junto com essas duas fábricas, há ainda Cervejaria Battuta que ficou conhecida pelo chopp de grande circulação em eventos populares e festas regionais, sediada na Cachoeirinha.

O cenário contemporâneo de Manaus conta com marcas locais consolidadas e taprooms que adaptam receitas clássicas europeias aos sabores e frutos da floresta, como a Porto de Lenha - Tasca Amazônica, que tem como destaque a produção de cervejas artesanais autorais feitas na própria casa,

com coquetelaria integrada. Há ainda a Manaus Brew Shop: um ponto de encontro tradicional da cultura local que reúne dezenas de torneiras de chopes artesanais regionais e promove festivais como o IPA Day. Uma terceira empresa é a Cervejaria Louvada de Manaus. Originalmente de Cuiabá, amplamente premiada no cenário nacional que mantém forte distribuição e preferência na capital através de seu taproom. Por fim, a Cervejaria Rio Negro: uma das marcas pioneiras no fornecimento e distribuição de chopp em larga escala para bares e eventos no Amazonas, desde 2014.

Oktoberfest na Amazônia? Sim Existe!

A cultura cervejeira alemã ganha sotaque amazônico na cobertura especial da temporada de festivais que agita Manaus. Entre os dias 18 e 19 de setembro de 2026, o bairro da Cachoeirinha recebe a 7ª Edição da Oktoberfest Chopp Battuta. O festival de rua oferece entrada gratuita, shows de rock e o tradicional chopp artesanal produzido localmente.

O grande ápice da temporada germânica no estado acontece no dia 30 de outubro de 2026, com a inédita 1ª edição oficial da Manaus Oktoberfest. O evento ocupa o Nova Era Hall (Studio 5) trazendo a autêntica gastronomia bávara, trajes tradicionais, danças folclóricas e a vinda especial da tradicional Dauerlauf Band.

Saiba mais em: https://www.sympla.com.br/evento/manaus-oktoberfest/3506931?share_id=copiarlink

Fonte: MENDONÇA, Rosanna Lime de et al. Patrimônio Industrial e Memória: A Cervejaria Miranda Corrêa, 2020.

Foto: Amazonense (IA) Demais fotos: Divulgação/Instagram das Cervejarias.

(*) Henrique Oliveira é executivo de Governança, Riscos e Compliance

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Gratidão a você

 

OBRIGADO, COMUNIDADE AVE CESAR!

O Blog Ave Cesar Co acaba de atingir uma marca histórica! De acordo com as nossas estatísticas recentes, fechamos este mês com mais de 160 mil acessos — um crescimento incrível de mais 55 mil visualizações em relação ao mês passado (161.013 – Agosto; 105.772 – Julho).

Esse recorde ganha um significado ainda mais especial quando olhamos para a nossa trajetória. São 15 anos de existência, dedicados a trazer informação de qualidade de forma independente. Cada clique de vocês valida o nosso propósito e esforço por trás de nossas mais de 2 mil notas, reportagens, artigos, notícias e histórias publicadas, além da indicação de livros, músicas, viagens, turismo, eventos culturais, cursos, concursos, seminários, encontros, curiosidades e muito mais.

Alcançar a marca de mais de 2,2 milhões de views nos enche de orgulho. Mais do que números, esses dados mostram que nos tornamos um verdadeiro ponto de encontro para o fomento de conhecimento e informação no setor de bebidas, associada ao mercado, a arte, ao esporte, ao hobby, a produção caseira e artesanal, as experiências gastronômicasaos profissionais e suas profissões. Nosso maior objetivo sempre foi, e continuará sendo, servir ao público que busca compreender o fascinante mercado de cervejas e bebidas em geral. Apreciar a bebida com sapiência, saber, estudo e moderação.


Nada disso seria possível sem você, internauta, que nos acompanha, lê e compartilha o nosso conteúdo que desenvolvemos e produzimos com esforço e esmero. Sua atitude nos motiva seguirmos em frente. Para continuarmos crescendo, conto com você! Esse espaço também é seu. Celebre sempre, comente e compartilhe.

Somos eternamente gratos! O nosso muito obrigado por acreditarem no nosso trabalho. 

Um brinde e Ave César!


Real Time Web Analytics