segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Catarina Beer Festival 2026

 

ACervA Catarinense Confirma Edição no Haensch Bar com Grande Premiação de Cervejas Caseiras

O Catarina Beer Festival 2026 será realizado no tradicional Haensch Bar, consolidando-se como o grande ponto de encontro da cultura cervejeira do estado. A organização oficial do evento fica por conta da ACervA Catarinense (Associação de Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina), instituição fundamental para o fomento e a valorização da produção independente na região.

Além de reunir os melhores rótulos e entusiastas do setor no dia 14 de novembro de 2026, o festival reserva um momento de grande expectativa para a comunidade: uma cerimônia exclusiva de premiação do concurso de cervejas artesanais. O painel destaca o talento, a inovação e o rigor técnico dos produtores caseiros locais, consagrando as melhores criações da temporada.

Elaborado pela ACervA Catarinense, trata-se de um evento feito por especialistas, com foco total na qualidade técnica e na diversidade de estilos. O local escolhido, será o Haensch Bar, um espaço com excelente infraestrutura e atmosfera perfeitamente alinhada à cultura dos chopes artesanais. Aproveitando o momento haverá uma Cerimônia de Premiação, ao qual celebrará os grandes vencedores do aclamado concurso de cervejas caseiras do estado.

Sindicerv Presidência 2026

 

Indústria cervejeira tem primeira mulher na presidência-executiva do Sindicerv

Pela primeira vez em sua história, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) passa a ter uma mulher à frente de sua presidência-executiva. Helena Romeiro de Araújo assume o comando da entidade, que representa empresas responsáveis por mais de 85% da produção de cerveja no Brasil. Sua chegada marca um novo capítulo para o setor e amplia o espaço para o protagonismo feminino no universo cervejeiro, que tem se tornado cada vez mais múltiplo e aberto a novos hábitos e comportamentos.

Reconhecida por três anos consecutivos como uma das profissionais mais admiradas de Relações Institucionais e Governamentais do Brasil pelo Anuário Origem, Helena assume o cargo em um momento de transformação da indústria, que acompanha novos hábitos de consumo e amplia seu portfólio com diferentes estilos, sabores e opções, como cervejas sem álcool e sem glúten. A executiva terá a missão de representar uma das cadeias produtivas mais relevantes da economia nacional, responsável por cerca de 2% do PIB brasileiro e mais de 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos.

 “Quero que cada vez mais mulheres se reconheçam nessa indústria, encontrem oportunidades para crescer e sintam orgulho de fazer parte dela. A cerveja tem uma presença enorme na cultura brasileira, e acredito que sua indústria tem muito a ganhar com a diversidade de talentos e perspectivas”, afirma Helena.

Com mais de 15 anos de experiência em Relações Institucionais e Governamentais, a executiva liderou a área na MBRF entre 2019 e 2025. É mestre em Direito Político e Econômico, possui formação executiva pela George Washington University, leciona nos MBAs da FGV-SP e da ESPM e integra o Conselho de Advocacy do Grupo Mulheres do Brasil.

Fonte: https://sindicerv.com.br/noticias/industria-cervejeira-tem-primeira-mulher-na-presidencia-executiva-do-sindicerv/

domingo, 25 de outubro de 2026

Aperol Spritz RTD

 

Do Balcão para a Garrafa: Aperol Spritz Lança Versão Pronta para Beber no Brasil

Subtítulo: Clássico do verão europeu e queridinho dos rooftops brasileiros ganha versão ready-to-drink de 275ml para levar o ritual do aperitivo para qualquer lugar.

O clássico tom alaranjado que dominou os finais de tarde nos últimos anos acaba de ganhar um novo formato. A Campari do Brasil oficializou o lançamento do Aperol Spritz Ready to Drink, trazendo o coquetel mais famoso da Itália em uma versão pronta para beber em garrafas individuais de 275ml.

A novidade mira na tendência global de bebidas ready-to-drink (RTD), que explodiu ao redor do mundo pela conveniência. Se antes o ritual exigia abrir uma garrafa de Aperol, uma de Prosecco, dosar a água com gás e cortar as laranjas, agora a marca promete entregar a mesma experiência equilibrada — com o clássico amargor e frescor — a um estalo de tampinha de distância.

A Receita na Garrafa


Diferente de outras bebidas que usam aromas artificiais para simular coquetéis, a versão envasada do Aperol Spritz foi desenvolvida para ser fiel à receita original dos balcões. Com teor alcoólico de 5% vol (um pouco mais leve que o drink preparado na hora), a composição traz a base de vinho branco combinada ao Aperol® original e uma carbonatação sob medida. O resultado é uma bebida leve, refrescante e ideal para o calor, mantendo as notas de laranja, ruibarbo e ervas aromáticas que consagraram a marca.

Saiba mais em: https://www.aperol.com/pt-br/

sábado, 24 de outubro de 2026

Vededi: Whisky do Vietnan



 O Despertar do Single Malt no Sudeste Asiático: A Revolução da Về Để Đi (Vededi) em Hanói

A Về Để Đi (Vededi) consolidou-se como a pioneira absoluta no mercado de destilados finos do Vietnã, operando como a primeira destilaria independente de Single Malt Whisky do país e de todo o Sudeste Asiático. Fundada em Hanói no ano de 2020 pelo Dr. Michael Rosen, Marco Breu e Quân Hùng Nguyễn, o nome da marca carrega uma essência poética: traduzido livremente como "Retornar para Avançar" ou "Retornar para ir mais longe", uma alusão à valorização das raízes locais para criar algo extraordinário para o mundo.

Com uma equipe técnica de peso liderada pelo Master Distiller Edward Tiedge e pela Head Brewer Nguyễn Thị Lan Anh, a fábrica une o rigor técnico internacional à riqueza agrícola do território vietnamita.

Embora o foco central e a grande ambição da destilaria residam no envelhecimento de seus whiskies, o processo começa no mosto cervejeiro produzido internamente, o que reflete a forte cultura de brewing da equipe técnica. O catálogo comercial da Về Để Đi expandiu-se e hoje engloba uma refinada linha de bebidas, que envolvem licores, gins e whiskies.

Por que o Vietnã? Os Motivos Estratégicos

Diferente da tradição escocesa ou japonesa de climas frios, a Vededi escolheu Hanói por motivos técnicos e geográficos muito claros. 1. Maturação Tropical Acelerada: O clima tropical úmido do norte do Vietnã faz com que a interação entre o destilado e a madeira dos barris ocorra de forma muito mais rápida e intensa. O whisky ganha cor, corpo e complexidade em uma fração do tempo exigido na Europa. 2. A Riqueza dos Insumos Locais: A destilaria utiliza a biodiversidade do Vietnã como diferencial sensorial. O gin incorpora Mão de Buda, flores raras de chá branco e folhas de pandan. Já a linha High Ridge utiliza milho crioulo (heirloom) cultivado pela etnia H'mong nas montanhas do Vietnã.

A recepção do mercado foi imediata e o engajamento pode ser acompanhado de perto no perfil oficial do Instagram @vededi.whisky. Há o orgulho do consumidor local, ou seja, a classe urbana e jovem do Vietnã abraçou a marca não apenas pela qualidade, mas pelo fator de identidade cultural. A Vededi faz colaborações exclusivas com marcas de luxo locais e hotéis de alto padrão na capital, como o refinado Fairmont Hanoi, criando rótulos que homenageiam o Lago Hoan Kiem e as paisagens locais.

Adicionalmente, a marca se tornou um atrativo turístico e internacional. Para quem visita Hanói, a destilaria converteu-se em um ponto de parada obrigatório. Eles promovem experiências imersivas de tasting e os disputados Distillery Tours (Visitas Guiadas à Fábrica), onde viajantes e entusiastas entendem a fusão da engenharia ocidental com a botânica asiática. Vale ressaltar que a empresa lançou um programa de Barris Privados, que acaba atraindo investidores globais e apreciadores de alto poder aquisitivo. Nesse sentido, a destilaria lançou o Private Cask Program, permitindo que pessoas físicas comprem barris inteiros de 200 litros para envelhecer e engarrafar com rótulos personalizados.

A Vededi rompeu o paradigma de que o Sudeste Asiático é apenas um polo consumidor de whisky, transformando o Vietnã em um produtor de elite que hoje já exporta para mercados exigentes como Estados Unidos, Japão, Cingapura e Hong Kong.



quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Any Tequila


O Fenômeno de "Any Tequila": Como uma Bebida Fictícia Sacudiu o Mercado Publicitário

"Any Tequila" não é uma nova bebida que você encontrará nas prateleiras dos supermercados, mas sim uma das campanhas publicitárias mais geniais e satíricas dos últimos tempos. Lançada pela famosa marca de licor de laranja Cointreau, em parceria com a agência DAVID New York, a ação usou o humor ácido para ironizar a recente obsessão de Hollywood: a proliferação desenfreada de marcas de tequila de celebridades.

100% Apoiada por Celebridades, 0% Real

Protagonizada pela atriz Aubrey Plaza, conhecida por seu estilo sarcástico e atuações em produções de prestígio, a campanha introduziu ao público a "Any Tequila" — um produto destilado promovido como "100% endossado por celebridades e 0% real". No comercial de TV e plataformas digitais, Plaza adota uma postura caricata no deserto para zombar da estética pretensiosa adotada por astros da música, do cinema e dos esportes que lançaram suas próprias destilarias nos últimos anos.

A piada, no entanto, carrega uma estratégia de mercado muito clara. A comunicação da Cointreau visa lembrar os consumidores de que a verdadeira "estrela" por trás de uma Margarita perfeita não é o rótulo da tequila, mas sim o icônico licor francês. O slogan brinca que o drinkclássico combina perfeitamente com, literalmente, "qualquer tequila" (any tequila, em inglês).

A Resposta ao "Efeito Clooney"


A provocação da marca atinge diretamente o que especialistas do setor chamam de "efeito Clooney". Desde que George Clooney vendeu sua marca de tequila, a Casamigos, por um acordo bilionário, dezenas de outras personalidades — como Dwayne "The Rock" Johnson, Kendall Jenner e Kevin Hart — entraram de cabeça nesse segmento de destilados.

Com o mercado saturado de discursos sobre "agave selecionado" e "processos artesanais exclusivos" assinados por rostos famosos, a Cointreau apostou no desbunde dessa tendência para se destacar. A estratégia provou-se um sucesso massivo de engajamento, acumulando mais de 270 milhões de visualizações em seus vídeos nas redes sociais e conquistando prêmios prestigiados da indústria, como o cobiçado Wood Pencil no D&AD Awards.

Profissionais de marketing apontam que o grande trunfo da ação foi a escolha de Aubrey Plaza. Sua persona de humor apático e irônico deu credibilidade imediata à paródia, transformando o que poderia ser apenas um anúncio comum em um meme viral de grande impacto cultural. No fim das contas, a mensagem que fica para os entusiastas da coquetelaria é simples e prática: gaste menos tempo escolhendo o selo de grife da sua garrafa de tequila e certifique-se apenas de ter os ingredientes certos para a receita original.

Moët Serve

 

O Ritual na Lata: Como a Moët Hennessy Hackeou a Memória Sensorial do Tênis para Enfrentar um Titã de US$ 17 Milhões

Quem frequenta grandes torneios de tênis conhece bem os rituais que cercam o esporte: o silêncio que antecede o saque, o impacto seco da raquete na bola e, talvez o mais satisfatório deles, o som do “pfft” pressurizado ao abrir um tubo de bolinhas novas. Foi exatamente de olho nessa memória afetiva e sensorial que a Moët & Chandon desenhou sua principal arma de marketing: o Moët Serve.

O coquetel combina o icônico Moët Ice Impérial — o primeiro champanhe da história criado especificamente para ser bebido com gelo — com três cubos de gelo e três rodelas de limão. A genialidade, porém, está no visual: as rodelas de limão são perfeitamente posicionadas dentro de uma lata cilíndrica e transparente, mimetizando a estética exata de três bolas de tênis lacradas.


 O Desafio: Destronar o "Honey Deuce"

A estratégia da Moët não nasceu no vácuo; ela foi uma resposta direta a um fenômeno de faturamento sem precedentes no esporte mundial. Há anos, o US Open é dominado pelo Honey Deuce, o drink oficial do torneio feito à base de vodca premium Grey Goose e decorado com espetos de melão em formato de bolinhas.

O Honey Deuce vendeu impressionantes 738.459 unidades, gerando mais de US$ 17 milhões de faturamento em apenas duas semanas. O volume é tão colossal que o faturamento do drink superou a premiação em dinheiro dada aos próprios tenistas campeões.

Percebendo que tentar competir por volume de vendas contra um copo de vodca de US$ 23 seria inútil, a Moët optou pela diferenciação radical pelo design, elevando o preço para US$ 32 e focando na exclusividade e na experiência do cliente.

 Os Três Pilares da Estratégia de Marketing

 1. A Teoria do "Consumption as Costume" (Consumo como Fantasia): Segundo relatórios de tendências como o Liquid Intentions, o consumidor moderno de eventos esportivos utiliza o que bebe como uma extensão de sua própria identidade e vestimenta. Carregar o tubo transparente da Moët pelos corredores do Arthur Ashe Stadium funciona como um símbolo de status instantâneo — é um acessório de moda altamente "instagramável".

2. Teatralidade no Ponto de Venda: O drink não vem pronto de uma fábrica. O cliente vai até o Club de Tennis Bar e assiste ao processo. O champanhe, o gelo e os limões são montados na hora e a lata é selada e pressurizada por uma máquina na frente do comprador. Isso transforma a compra em um show particular.

3. Fidelidade ao Gesto do Jogo: Ao puxar o lacre de metal da embalagem, o consumidor replica exatamente o mesmo movimento mecânico que os atletas fazem em quadra. A marca conseguiu engarrafar o "luxo audível" do tênis.

Apesar do sucesso estrondoso de engajamento e relações públicas, a estratégia enfrentou críticas severas de designers e ambientalistas. 

Diferente dos copos de acrílico do Honey Deuce, que os fãs colecionam e levam para casa como recordação, a lata do Moët Serve é feita de uma fusão híbrida de plástico e metal (conhecida na indústria como franken-can).

Essa composição mista impede que o material seja facilmente separado e reciclado em instalações comuns de tratamento de resíduos, gerando discussões sobre o compromisso ambiental das marcas de luxo em plataformas como o TikTok.

Ainda assim, como ferramenta de posicionamento de mercado, a Moët Hennessy provou que o luxo não precisa ficar preso à tradicional taça de vidro: ele pode ser enlatado, desde que carregue a genialidade do design e a mística do esporte.

Fotos: Instagram (Moët).

Heineken Lager Beer Ice Pop

 

O Caso do Picolé da Heineken: Como um "Doce de Cerveja" Enganou as Redes Sociais

 Por Redação — O desejo de se refrescar no calor com uma cerveja gelada ganhou contornos inusitados na internet. Nas últimas semanas, imagens e vídeos do suposto "Heineken Lager Beer Ice Pop" — um picolé oficial que replicaria o sabor da famosa cerveja premium — viralizaram nas redes sociais, deixando milhares de consumidores em dúvida se o produto era real ou apenas mais uma ilusão digital. A resposta curta é: trata-se de uma pegadinha.

A fabricante oficial nunca produziu ou planejou lançar um picolé de cerveja. O fenômeno que tomou conta das redes se divide em dois formatos principais: artes conceituais ultra-realistas criadas por ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e vídeos de criadores de conteúdo ensinando receitas caseiras de "sorvete de cerveja" misturando a bebida com leite condensado.

O picolé da Heineken está longe de ser um caso isolado. O fenômeno faz parte de uma onda de paródias e designs conceituais altamente convincentes que frequentemente enganam os internautas. Entre os exemplos mais famosos de produtos que nunca existiram, mas que ganharam enorme tração digital, estão o Relógio Omega Beermaster, a Corona Gigante de 19 litros e o Energético Monster WD40, todos publicados no Blog Ave Cesar.

 Por que tantas pessoas acreditam? O sucesso dessas pegadinhas se apoia em três pilares do comportamento digital atual:

• Realismo Visual: As ferramentas de edição e IA alcançaram um nível de acabamento plástico que simula com perfeição reflexos, texturas e embalagens de produtos reais em gôndolas e vitrines.

• Inovações Reais do Mercado: Como as grandes marcas têm apostado em formatos inovadores de verdade — a exemplo da própria Heineken, que lançou a Lager Spritz (cerveja com infusão de botânicos feita para tomar com gelo) —, o público passou a achar que qualquer ideia inusitada pode ser real. (Recentemente, a Heineken criou uma Inteligência Artificial capaz de personalizar o chope de acordo com o gosto e preferência de seus clientes, on-line, chamada de .)

• Apelo Sensorial e Humor: A mistura de marcas consagradas com conceitos inusitados gera curiosidade e identificação imediata, o que serve como um gatilho perfeito para o compartilhamento em massa em aplicativos de mensagens e redes sociais.

Embora esses produtos não passem de mitos da internet, as brincadeiras frequentemente inspiram o mercado real. No caso do picolé, diversas sorveterias artesanais aproveitaram o engajamento para criar suas próprias receitas temporárias do doce alcoólico, provando que, mesmo sendo uma mentira, a ideia tinha um enorme potencial comercial. 

E se a moda pega, como seria? Nos diga! Um brinde!

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