ACervA Catarinense Confirma
Edição no Haensch Bar com Grande Premiação de Cervejas Caseiras
O Catarina Beer Festival 2026 será realizado no tradicional
Haensch Bar, consolidando-se como o grande ponto de encontro da cultura
cervejeira do estado. A organização oficial do evento fica por conta da ACervA
Catarinense (Associação de Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina),
instituição fundamental para o fomento e a valorização da produção independente
na região.
Além de reunir os melhores rótulos e entusiastas do setor no
dia 14 de novembro de 2026, o festival reserva um momento de grande expectativa
para a comunidade: uma cerimônia exclusiva de premiação do concurso de cervejas artesanais. O painel destaca o talento, a inovação e o rigor técnico dos
produtores caseiros locais, consagrando as melhores criações da temporada.
Elaborado pela ACervA Catarinense, trata-se de um evento
feito por especialistas, com foco total na qualidade técnica e na diversidade
de estilos. O local escolhido, será o Haensch Bar, um espaço com excelente
infraestrutura e atmosfera perfeitamente alinhada à cultura dos chopes artesanais. Aproveitando o momento haverá uma Cerimônia de Premiação, ao qual
celebrará os grandes vencedores do aclamado concurso de cervejas caseiras do
estado.
Indústria cervejeira tem primeira mulher na
presidência-executiva do Sindicerv
Pela primeira vez em sua história, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) passa a ter uma mulher à frente de sua
presidência-executiva. Helena Romeiro de Araújo assume o comando da entidade,
que representa empresas responsáveis por mais de 85% da produção de cerveja no
Brasil. Sua chegada marca um novo capítulo para o setor e amplia o espaço para
o protagonismo feminino no universo cervejeiro, que tem se tornado cada vez
mais múltiplo e aberto a novos hábitos e comportamentos.
Reconhecida por três anos consecutivos como uma das
profissionais mais admiradas de Relações Institucionais e Governamentais do
Brasil pelo Anuário Origem, Helena assume o cargo em um momento de
transformação da indústria, que acompanha novos hábitos de consumo e amplia seu
portfólio com diferentes estilos, sabores e opções, como cervejas sem álcool e
sem glúten. A executiva terá a missão de representar uma das cadeias produtivas
mais relevantes da economia nacional, responsável por cerca de 2% do PIB brasileiro
e mais de 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos.
“Quero que cada vez mais mulheres se reconheçam nessa
indústria, encontrem oportunidades para crescer e sintam orgulho de fazer parte
dela. A cerveja tem uma presença enorme na cultura brasileira, e acredito que
sua indústria tem muito a ganhar com a diversidade de talentos e perspectivas”,
afirma Helena.
Com mais de 15 anos de experiência em Relações
Institucionais e Governamentais, a executiva liderou a área na MBRF entre 2019
e 2025. É mestre em Direito Político e Econômico, possui formação executiva
pela George Washington University, leciona nos MBAs da FGV-SP e da ESPM e
integra o Conselho de Advocacy do Grupo Mulheres do Brasil.
Do Balcão para a Garrafa: Aperol Spritz Lança Versão Pronta
para Beber no Brasil
Subtítulo: Clássico do verão europeu e queridinho dos
rooftops brasileiros ganha versão ready-to-drink de 275ml para levar o ritual
do aperitivo para qualquer lugar.
O clássico tom alaranjado que dominou os finais de tarde nos
últimos anos acaba de ganhar um novo formato. A Campari do Brasil oficializou o
lançamento do Aperol Spritz Ready to Drink, trazendo o coquetel mais famoso da
Itália em uma versão pronta para beber em garrafas individuais de 275ml.
A novidade mira na tendência global de bebidas
ready-to-drink (RTD), que explodiu ao redor do mundo pela conveniência. Se
antes o ritual exigia abrir uma garrafa de Aperol, uma de Prosecco, dosar a
água com gás e cortar as laranjas, agora a marca promete entregar a mesma
experiência equilibrada — com o clássico amargor e frescor — a um estalo de
tampinha de distância.
A Receita na Garrafa
Diferente de outras bebidas que usam aromas artificiais para
simular coquetéis, a versão envasada do Aperol Spritz foi desenvolvida para ser
fiel à receita original dos balcões. Com teor alcoólico de 5% vol (um pouco
mais leve que o drink preparado na hora), a composição traz a base de vinho
branco combinada ao Aperol® original e uma carbonatação sob medida. O resultado é uma bebida leve, refrescante e ideal para o calor, mantendo as notas de laranja, ruibarbo e ervas aromáticas que consagraram a marca.
O Despertar do Single Malt no Sudeste Asiático: A Revolução
da Về Để Đi (Vededi) em Hanói
A Về Để Đi (Vededi) consolidou-se como a pioneira absoluta
no mercado de destilados finos do Vietnã, operando como a primeira destilaria
independente de Single Malt Whisky do país e de todo o Sudeste Asiático.
Fundada em Hanói no ano de 2020 pelo Dr. Michael Rosen, Marco Breu e Quân Hùng
Nguyễn, o nome da marca carrega uma essência poética: traduzido livremente como
"Retornar para Avançar" ou "Retornar para ir mais longe",
uma alusão à valorização das raízes locais para criar algo extraordinário para
o mundo.
Com uma equipe técnica de peso liderada pelo Master
Distiller Edward Tiedge e pela Head Brewer Nguyễn Thị Lan Anh, a fábrica une o
rigor técnico internacional à riqueza agrícola do território vietnamita.
Embora o foco central e a grande ambição da destilaria
residam no envelhecimento de seus whiskies, o processo começa no mosto
cervejeiro produzido internamente, o que reflete a forte cultura de brewing da
equipe técnica. O catálogo comercial da Về Để Đi expandiu-se e hoje engloba uma
refinada linha de bebidas, que envolvem licores, gins e whiskies.
Por que o Vietnã? Os Motivos Estratégicos
Diferente da tradição escocesa ou japonesa de climas frios,
a Vededi escolheu Hanói por motivos técnicos e geográficos muito claros. 1. Maturação Tropical Acelerada: O clima tropical úmido do
norte do Vietnã faz com que a interação entre o destilado e a madeira dos
barris ocorra de forma muito mais rápida e intensa. O whisky ganha cor, corpo e
complexidade em uma fração do tempo exigido na Europa. 2. A Riqueza dos Insumos Locais: A destilaria utiliza a
biodiversidade do Vietnã como diferencial sensorial. O gin incorpora Mão de
Buda, flores raras de chá branco e folhas de pandan. Já a linha High Ridge
utiliza milho crioulo (heirloom) cultivado pela etnia H'mong nas montanhas do
Vietnã.
A recepção do mercado foi imediata e o engajamento pode ser
acompanhado de perto no perfil oficial do Instagram @vededi.whisky. Há o orgulho
do consumidor local, ou seja, a classe urbana e jovem do Vietnã abraçou a marca
não apenas pela qualidade, mas pelo fator de identidade cultural. A Vededi faz
colaborações exclusivas com marcas de luxo locais e hotéis de alto padrão na
capital, como o refinado Fairmont Hanoi, criando rótulos que homenageiam o Lago
Hoan Kiem e as paisagens locais.
Adicionalmente, a marca se tornou um atrativo turístico e internacional.
Para quem visita Hanói, a destilaria converteu-se em um ponto de parada
obrigatório. Eles promovem experiências imersivas de tasting e os disputados
Distillery Tours (Visitas Guiadas à Fábrica), onde viajantes e entusiastas
entendem a fusão da engenharia ocidental com a botânica asiática. Vale
ressaltar que a empresa lançou um programa de Barris Privados, que acaba atraindo
investidores globais e apreciadores de alto poder aquisitivo. Nesse sentido, a
destilaria lançou o Private Cask Program, permitindo que pessoas físicas
comprem barris inteiros de 200 litros para envelhecer e engarrafar com rótulos
personalizados.
A Vededi rompeu o paradigma de que o Sudeste Asiático é
apenas um polo consumidor de whisky, transformando o Vietnã em um produtor de
elite que hoje já exporta para mercados exigentes como Estados Unidos, Japão,
Cingapura e Hong Kong.
O Fenômeno de "Any Tequila": Como uma Bebida
Fictícia Sacudiu o Mercado Publicitário
"Any Tequila" não é uma nova bebida que você
encontrará nas prateleiras dos supermercados, mas sim uma das campanhas
publicitárias mais geniais e satíricas dos últimos tempos. Lançada pela famosa
marca de licor de laranja Cointreau, em parceria com a agência DAVID New York,
a ação usou o humor ácido para ironizar a recente obsessão de Hollywood: a
proliferação desenfreada de marcas de tequila de celebridades.
100% Apoiada por Celebridades, 0% Real
Protagonizada pela atriz Aubrey Plaza, conhecida por seu
estilo sarcástico e atuações em produções de prestígio, a campanha introduziu
ao público a "Any Tequila" — um produto destilado promovido como "100%
endossado por celebridades e 0% real". No comercial de TV e plataformas
digitais, Plaza adota uma postura caricata no deserto para zombar da estética
pretensiosa adotada por astros da música, do cinema e dos esportes que lançaram
suas próprias destilarias nos últimos anos.
A piada, no entanto, carrega uma estratégia de mercado muito
clara. A comunicação da Cointreau visa lembrar os consumidores de que a
verdadeira "estrela" por trás de uma Margarita perfeita não é o
rótulo da tequila, mas sim o icônico licor francês. O slogan brinca que o drinkclássico combina perfeitamente com, literalmente, "qualquer tequila"
(any tequila, em inglês).
A Resposta ao "Efeito Clooney"
A provocação da marca atinge diretamente o que especialistas
do setor chamam de "efeito Clooney". Desde que George Clooney vendeu
sua marca de tequila, a Casamigos, por um acordo bilionário, dezenas de outras
personalidades — como Dwayne "The Rock" Johnson, Kendall Jenner e
Kevin Hart — entraram de cabeça nesse segmento de destilados.
Com o mercado saturado de discursos sobre "agave
selecionado" e "processos artesanais exclusivos" assinados por rostos famosos, a Cointreau apostou no desbunde dessa tendência para se
destacar. A estratégia provou-se um sucesso massivo de engajamento, acumulando
mais de 270 milhões de visualizações em seus vídeos nas redes sociais e
conquistando prêmios prestigiados da indústria, como o cobiçado Wood Pencil no
D&AD Awards.
Profissionais de marketing apontam que o grande trunfo da
ação foi a escolha de Aubrey Plaza. Sua persona de humor apático e irônico deu
credibilidade imediata à paródia, transformando o que poderia ser apenas um
anúncio comum em um meme viral de grande impacto cultural. No fim das contas, a
mensagem que fica para os entusiastas da coquetelaria é simples e prática:
gaste menos tempo escolhendo o selo de grife da sua garrafa de tequila e
certifique-se apenas de ter os ingredientes certos para a receita original.
O Ritual na Lata: Como a Moët Hennessy Hackeou a Memória
Sensorial do Tênis para Enfrentar um Titã de US$ 17 Milhões
Quem frequenta grandes torneios de tênis conhece bem os
rituais que cercam o esporte: o silêncio que antecede o saque, o impacto seco
da raquete na bola e, talvez o mais satisfatório deles, o som do “pfft”
pressurizado ao abrir um tubo de bolinhas novas. Foi exatamente de olho nessa
memória afetiva e sensorial que a Moët & Chandon desenhou sua principal
arma de marketing: o Moët Serve.
O coquetel combina o icônico Moët Ice Impérial — o primeiro
champanhe da história criado especificamente para ser bebido com gelo — com
três cubos de gelo e três rodelas de limão. A genialidade, porém, está no
visual: as rodelas de limão são perfeitamente posicionadas dentro de uma lata
cilíndrica e transparente, mimetizando a estética exata de três bolas de tênis
lacradas.
O Desafio: Destronar o "Honey Deuce"
A estratégia da Moët não nasceu no vácuo; ela foi uma
resposta direta a um fenômeno de faturamento sem precedentes no esporte
mundial. Há anos, o US Open é dominado pelo Honey Deuce, o drink oficial do
torneio feito à base de vodca premium Grey Goose e decorado com espetos de melão em
formato de bolinhas.
O Honey Deuce vendeu impressionantes 738.459 unidades,
gerando mais de US$ 17 milhões de faturamento em apenas duas semanas. O volume
é tão colossal que o faturamento do drink superou a premiação em dinheiro dada
aos próprios tenistas campeões.
Percebendo que tentar competir por volume de vendas contra
um copo de vodca de US$ 23 seria inútil, a Moët optou pela diferenciação
radical pelo design, elevando o preço para US$ 32 e focando na exclusividade e
na experiência do cliente.
Os Três Pilares da Estratégia de Marketing
1. A Teoria do "Consumption as Costume" (Consumo
como Fantasia): Segundo relatórios de tendências como o Liquid Intentions, o
consumidor moderno de eventos esportivos utiliza o que bebe como uma extensão
de sua própria identidade e vestimenta. Carregar o tubo transparente da Moët pelos corredores do Arthur Ashe Stadium funciona como um símbolo de status
instantâneo — é um acessório de moda altamente "instagramável".
2. Teatralidade no Ponto de Venda: O drink não vem pronto de
uma fábrica. O cliente vai até o Club de Tennis Bar e assiste ao processo. O
champanhe, o gelo e os limões são montados na hora e a lata é selada e
pressurizada por uma máquina na frente do comprador. Isso transforma a compra
em um show particular.
3. Fidelidade ao Gesto do Jogo: Ao puxar o lacre de metal da
embalagem, o consumidor replica exatamente o mesmo movimento mecânico que os
atletas fazem em quadra. A marca conseguiu engarrafar o "luxo audível" do tênis.
Apesar do sucesso estrondoso de engajamento e relações
públicas, a estratégia enfrentou críticas severas de designers e
ambientalistas.
Diferente dos copos de acrílico do Honey Deuce, que os fãs
colecionam e levam para casa como recordação, a lata do Moët Serve é feita de
uma fusão híbrida de plástico e metal (conhecida na indústria como
franken-can).
Essa composição mista impede que o material seja facilmente
separado e reciclado em instalações comuns de tratamento de resíduos, gerando
discussões sobre o compromisso ambiental das marcas de luxo em plataformas como
o TikTok.
Ainda assim, como ferramenta de posicionamento de mercado, a
Moët Hennessy provou que o luxo não precisa ficar preso à tradicional taça de
vidro: ele pode ser enlatado, desde que carregue a genialidade do design e a
mística do esporte.
O Caso do Picolé da Heineken: Como um "Doce de
Cerveja" Enganou as Redes Sociais
Por Redação — O desejo de se refrescar no calor com uma
cerveja gelada ganhou contornos inusitados na internet. Nas últimas semanas,
imagens e vídeos do suposto "Heineken Lager Beer Ice Pop" — um picolé
oficial que replicaria o sabor da famosa cerveja premium — viralizaram nas
redes sociais, deixando milhares de consumidores em dúvida se o produto era
real ou apenas mais uma ilusão digital. A resposta curta é: trata-se de uma
pegadinha.
A fabricante oficial nunca produziu ou planejou lançar um picolé de cerveja. O fenômeno que tomou conta das redes se divide em dois
formatos principais: artes conceituais ultra-realistas criadas por ferramentas
de Inteligência Artificial (IA) e vídeos de criadores de conteúdo ensinando
receitas caseiras de "sorvete de cerveja" misturando a bebida com
leite condensado.
O picolé da Heineken está longe de ser um caso isolado. O
fenômeno faz parte de uma onda de paródias e designs conceituais altamente
convincentes que frequentemente enganam os internautas. Entre os exemplos mais
famosos de produtos que nunca existiram, mas que ganharam enorme tração
digital, estão o Relógio Omega Beermaster, a Corona Gigante de 19 litros e o Energético
Monster WD40, todos publicados no Blog Ave Cesar.
Por que tantas pessoas acreditam? O sucesso dessas pegadinhas se apoia em três pilares do
comportamento digital atual:
• Realismo Visual: As ferramentas de edição e IA alcançaram
um nível de acabamento plástico que simula com perfeição reflexos, texturas e
embalagens de produtos reais em gôndolas e vitrines.
• Inovações Reais do Mercado: Como as grandes marcas têm
apostado em formatos inovadores de verdade — a exemplo da própria Heineken, que
lançou a Lager Spritz (cerveja com infusão de botânicos feita para tomar com
gelo) —, o público passou a achar que qualquer ideia inusitada pode ser real. (Recentemente, a Heineken criou uma Inteligência Artificial capaz de personalizar o chope de acordo com o gosto e preferência de seus clientes, on-line, chamada de .)
• Apelo Sensorial e Humor: A mistura de marcas consagradas
com conceitos inusitados gera curiosidade e identificação imediata, o que serve
como um gatilho perfeito para o compartilhamento em massa em aplicativos de
mensagens e redes sociais.
Embora esses produtos não passem de mitos da internet, as
brincadeiras frequentemente inspiram o mercado real. No caso do picolé,
diversas sorveterias artesanais aproveitaram o engajamento para criar suas
próprias receitas temporárias do doce alcoólico, provando que, mesmo sendo uma
mentira, a ideia tinha um enorme potencial comercial.
E se a moda pega, como seria? Nos diga! Um brinde!