segunda-feira, 25 de maio de 2026

Prêmio Conexão Sommelier Brasil 2026 – Edição MG

 

Prêmio Conexão Sommelier Brasil 2026 – Edição Minas Gerais Abre Para Votação Pública

O Prêmio é um dos maiores reconhecimentos dedicado exclusivamente a colocar o profissional sommelier no centro das decisões estratégicas do mercado de bebidas mineiro.

Idealizado pelo sommelier e consultor de mercado Ricardo Sá, o evento celebra o ofício em suas múltiplas vertentes — incluindo vinhos, cervejas, cachaças, cafés e destilados —, conectando profissionais que influenciam diretamente o consumo a marcas e produtores locais.

Categorias Concorrentes

O prêmio destaca diferentes perfis de atuação técnica e mercadológica através do voto popular. Entre as principais categorias em disputa pelos candidatos estão:

Sommelier do Ano (Território / Produto Local): Focado na valorização do terroir mineiro e da cultura gastronômica regional.

Trajetória Inspiradora: Destinado a profissionais que servem de exemplo e mentoria no setor de bebidas.

Melhor Sommelier Educador: Categoria voltada para quem atua no ensino, formação e desmistificação do conhecimento técnico.

Sommelière Revelação: Dedicado aos novos talentos que estão inovando e ampliando o alcance do mercado de forma acessível.

Sommelier de Gôndola: Reconhecimento voltado aos profissionais que se destacam no varejo, como em supermercados e lojas especializadas.

As votações públicas e ilimitadas para a edição de 2026 estão abertas e ocorrem de forma digital por meio de formulários oficiais compartilhados pelos organizadores e candidatos nas redes sociais, como o perfil do Conexão Sommelier Brasil. O encerramento da apuração antecede a realização do grande encontro corporativo do setor.

A programação do evento é estruturada em torno do papel do sommelier como articulador da cadeia de suprimentos, da identidade do produto nacional e das principais tendências de consumo.  Ao contrário de feiras tradicionais voltadas apenas para o consumidor final, o foco está na capacitação, relacionamento B2B e decisões comerciais que impactam restaurantes, hotéis e distribuidores de Minas Gerais.

Para votar no seu sommelier favorito, use o link a seguir: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdK6xbxNiBIJI9zslJTnHZB9icHQ5xWTIoSxQCI-xnYVRAaxw/viewform


Anuário da Cerveja 2026

Raio-X do Mercado Cervejeiro: O que o Anuário da Cerveja 2026 Revela Sobre o Nosso Futuro

Na última semana, Brasília foi o palco do lançamento do aguardado Anuário da Cerveja 2026 (ano-base 2025). O documento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) foi apresentado em um evento promovido pelo SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), reunindo autoridades e grandes especialistas do setor. Para quem vive o mercado, esse relatório é o termômetro de tendências definitivo. Ele nos força a olhar os dados, recalcular rotas, estudar e, acima de tudo, reinventar a forma como pensamos a cerveja. E a edição deste ano trouxe insights poderosos que merecem nossa atenção.

Sem Glúten Voando Alto e o Espaço do Puro Malte

Entre os dados mais impactantes, a saudabilidade e ocomportamento de consumo ditaram o ritmo. O volume de cervejas sem glúten registrou um salto impressionante de 417,6%. Paralelamente, as cervejas puro malte consolidaram sua presença definitiva no coração e no copo dos brasileiros, respondendo por 30% de toda a produção nacional.

O Raio-X Inédito dos Ciganos

Pela primeira vez na história, o anuário trouxe dados oficiais sobre o universo das cervejarias ciganas. Graças a uma articulação liderada pela Diretoria Jurídica da ABRACERVA (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal), agora sabe-se que o país conta com 280 marcas ciganas ativas. Juntas, elas são responsáveis por produzir 37 milhões de litros espalhados por 17 estados brasileiros.

Crescimento em Ritmo de Consolidação (E Suas Dores)

Embora o Brasil tenha atingido o recorde histórico de 1.954 fábricas registradas, o ritmo mudou. Após anos de uma expansão acelerada, o mercado dá claros sinais de consolidação. A abertura de novos CNPJs desacelerou e o relatório apontou 158 cancelamentos de registros de estabelecimentos. Essa alta expressiva nos fechamentos mostra que a maturidade do setor traz consigo dores reais de mercado, exigindo mais eficiência, gestão e resiliência das marcas que desejam prosperar. 

O mercado mudou de marcha. E a sua cervejaria, está pronta para esse novo cenário?

Para ter acesso ao anuário da cerveja clique no link: https://sindicerv.com.br/anuario-da-cerveja-2026/



domingo, 24 de maio de 2026

TremBier 2026

 


O TremBier 2026 Agita Tiradentes com Cultura Cervejeira e Gastronomia

A histórica cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, foi o cenário de mais uma edição histórica do TremBier, um dos maiores festivais de cerveja artesanal do estado. Entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, o evento transformou as ruas coloniais em um verdadeiro polo de cultura, gastronomia e entretenimento.

Cerveja de Qualidade e Gastronomia Mineira

Durante os três dias de festa, moradores e turistas lotaram o Largo das Forras e o Largo da Rodoviária. O público pôde saborear centenas de rótulos de dezenas de cervejarias artesanais renomadas. Para acompanhar as bebidas, um circuito gastronômico especial trouxe o melhor da culinária mineira com toques contemporâneos.

O festival se destacou pela diversidade de atrações para todos os gostos, com Shows Gratuitos, Apresentações musicais agitaram dois palcos principais com muito rock, blues e MPB. A entrada na praça e o acesso aos shows foram totalmente gratuitos.

O evento também teve o seu toque de formação. Apaixonados por cerveja participaram de cursos, palestras e degustações guiadas conduzidas por sommeliers.

A Tradicional Corrida Alcoológica

O ponto alto da descontração aconteceu no sábado, 23 de maio. A famosa Corrida Alcoológica teve sua largada às 10h, reunindo atletas e entusiastas em um percurso divertido que uniu esporte e paradas estratégicas para degustação.

O TremBier 2026 se consolidou, mais uma vez, como um evento essencial para o turismo sustentável e para a economia da Região das Vertentes.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Bar em Casa

 

O Boom do Bar em Casa: Como a Alta Coquetelaria Conquistou a Nossa Sala

Preparar um drink em casa mudou muito nos últimos tempos. Esqueça aquela mistura simples de destilado com refrigerante. O consumidor brasileiro agora quer criar experiências premium sem precisar sair da sala de estar. Essa transformação foi detalhada em uma reportagem recente da Forbes Brasil. O texto mostra como o ritual de receber amigos e preparar bebidas ganhou status de alta coquetelaria doméstica. Segundo a Forbes, o consumidor virou bartender.

Marcas gigantes e produtores artesanais estão de olho nesse novo comportamento. A francesa Monin, famosa por seus xaropes, acabou de lançar um e-commerce focado no consumidor final, segundo informou o seu Diretor Comercial para o Brasil, Thiago Zanon. 

Ao mesmo tempo, marcas nacionais como a Easy Drinks crescem vendendo bases prontas de frutas e espumas para Moscow Mule. Isso facilita o preparo e mantém o padrão de balcão.

Os Pilares do Bar Doméstico

Para quem quer acompanhar essa tendência e montar uma estrutura prática, o mercado se dividiu em três pilares essenciais:

Xaropes Premium: Sabores cítricos e frutados adicionam complexidade rápida aos drinks.

Bases Semi-Prontas: Purês de frutas e espumas artesanais reduzem as etapas de preparo.

Ingredientes Autorais: Bitters e cordiais trazem o toque final dos bartenders profissionais.

Essa facilidade impulsiona também o universo dos mocktails — os coquetéis sem álcool. Eles valorizam o sabor, o visual e a experiência do brinde, atendendo ao público que busca sofisticação de forma leve.

O mercado global de xaropes para coquetéis projeta movimentar US$ 7,21 bilhões até 2030. Esse dado comprova que o consumidor prefere beber menos em quantidade e investir mais na qualidade do que coloca no copo.

O papel do anfitrião mudou. Hoje, preparar o drink perfeito faz parte do entretenimento da noite. Se você quer começar a explorar esse universo, basta garantir um bom dosador, gelo de qualidade e ingredientes selecionados para transformar qualquer reunião casual em um evento memorável.

A propósito, você possui um bar em casa ou sabe fazer um drinque especial? Diga nos comentários!

Fonte e saiba mais: https://forbes.com.br/forbes-wsb/2026/05/consumidor-virou-bartender-o-boom-das-marcas-que-faturam-com-o-seu-bar-em-casa/

Fotos: do autor/divulgação.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Dia da Cachaça Mineira

 


21 de maio: o Dia da Cachaça Mineira

A data é um marco fundamental para a valorização do destilado mais brasileiro de todos. Oficializada para coincidir com o início da safra da cana-de-açúcar, a data difere do Dia Nacional da Cachaça (comemorado em 13 de setembro), mas carrega o mesmo orgulho de exaltar um patrimônio cultural e econômico que movimenta bilhões e define a identidade do país.

O Brinde da Tradição: Confrarias, Ciência e Grupos de Estudo

Muito além da produção industrial, a cachaça sobrevive, se sofistica e ganha novos patamares por meio da paixão popular e da pesquisa científica. Movimentos dedicados ao destilado organizam encontros e redes de cooperação fundamentais para o setor:

Essas reuniões e núcleos de estudo transformam feiras, alambiques e salas de aula em espaços de intercâmbio técnico. Nesses ambientes, o hábito de apreciar o destilado ganha contornos de preservação histórica e rigor científico. Eles são os grandes responsáveis por mitigar o mercado informal e fortalecer a segurança da bebida.

A cachaça é a terceira bebida destilada mais consumida no mundo. O estado de Minas Gerais desponta isolado como o maior polo de cachaça artesanal de alambique do país. O impacto financeiro do setor é massivo:

  • Geração de empregos: A cadeia produtiva sustenta milhares de famílias no campo e na cidade, abrangendo desde o corte da cana até o turismo gastronômico nos alambiques.
  • Potência de exportação: O mercado internacional absorve volumes históricos do produto envelhecido em madeiras nativas como o bálsamo, a amburana e o ipê, gerando divisas em exportações.
  • Arrecadação interna: A formalização e o registro de marcas geram receitas vitais ao Estado, revertidas em incentivos ao agronegócio.

Historicamente ligada à resistência do povo brasileiro desde o período colonial, a cachaça superou antigos preconceitos. Hoje, o destilado mineiro é legalmente reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural do estado.

Ela é a base da caipirinha — o coquetel brasileiro mais famoso do planeta — e está intrinsecamente conectada à música, à literatura e à culinária de raiz. Celebrar o 21 de maio significa aplaudir o trabalhador rural, a ciência por trás da destilação perfeita e o direito de festejar a nossa própria identidade. Onde encontrar tudo isso? Visite o Expocachaça que será em breve. Saiba mais!

domingo, 17 de maio de 2026

A História do Pisco Chileno

 


O Orgulho do Norte Chico: O Legado do Pisco Chileno e sua Identidade

O Pisco Chileno é um sofisticado destilado produzido exclusivamente a partir da fermentação e destilação do mosto de uvas aromáticas (Vitis vinifera). Diferente de outras bebidas, ele é feito de variedades específicas de uvas pisqueras, com destaque absoluto para a família das Moscatéis (como Moscatel de Alexandria e Moscatel Rosada), além das uvas Pedro Jiménez e Torontel. Cultivadas sob o sol radiante dos vales áridos e férteis das regiões de Coquimbo e Atacama, essas frutas garantem um perfil intensamente aromático à bebida. No país, o destilado é celebrado oficialmente no dia 15 de maio, data que homenageia a criação da sua Denominação de Origem em 1931 — a mais antiga de todas as Américas.

A Controvérsia com o Peru: Um Nome, Dois Mundos

A produção do pisco carrega uma das maiores rivalidades culturais e comerciais da América do Sul. O Peru reivindica a propriedade exclusiva do termo "Pisco", argumentando que a bebida nasceu em sua região geográfica homônima (a cidade e o vale de Pisco), proibindo legalmente a importação do produto chileno sob esse nome. O Chile, por sua vez, defende o direito de uso amparado em sua longa tradição histórica e legislação centenária.

Além da disputa geopolítica, os dois métodos de fabricação criam bebidas completamente distintas:

Pisco Chileno: Possui regras mais flexíveis. Permite múltiplas destilações, adição de água purificada para ajustar a graduação alcoólica e, crucialmente, o envelhecimento em barris de carvalho americano ou francês. Esse descanso em madeira confere aos piscos chilenos tons dourados, notas amareladas e aromas complexos de baunilha e especiarias.

Pisco Peruano: Segue uma linha rigidamente purista. É destilado apenas uma vez, não leva água e jamais passa por madeira, resultando sempre em um líquido totalmente transparente, encorpado e focado na pureza da fruta.

O mercado do pisco no Chile equilibra grandes cooperativas pioneiras que abastecem o mundo e refinadas destilarias boutique. Entre os nomes mais icônicos do país, destacam-se:Alto del Carmen: Batizado em homenagem a uma localidade do Vale do Huasco, é um dos líderes de mercado mais populares do país.

Mistral: Localizada no coração do histórico Vale do Elqui, a marca é famosa por seus piscos premium envelhecidos em carvalho, como a renomada linha Mistral Nobel.

Capel: Uma das cooperativas mais tradicionais e antigas do país, internacionalmente famosa por engarrafar o seu pisco em uma embalagem com o formato das estátuas Moai da Ilha de Páscoa.

Waqar: Um produtor ultra-premium de Tulahuén (Vale do Limarí), focado em um estilo transparente, elaborado por uma família com cinco gerações de tradição artesanal.

Fundo Los Nichos: Considerada a destilaria ativa mais antiga de todo o Chile, operando de forma histórica e tradicional no Vale do Elqui.

Ao celebrar o 15 de maio, o Chile não apenas festeja um coquetel, mas reverencia uma herança agrícola fascinante que segue conquistando novos paladares ao redor do globo.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Cajuína São Geraldo

 


O Sabor Sagrado do Nordeste: A Trajetória da Cajuína São Geraldo

O refrigerante regional São Geraldo foi oficialmente fundado em 1976, com a criação da razão social Cajuína São Geraldo Ltda., em Juazeiro do Norte, no Ceará. A marca que comemora seus 50 anos agora em 2026, teve suas origens na década de 1950 sob o comando de José Amâncio de Souza, transformando uma pequena produção de bebidas artesanais no maior fenômeno de fidelidade de consumo da região. Hoje, a bebida é considerada uma verdadeira lovemark nacional, transportando a essência da cultura nordestina para o Brasil.

A Origem e o Fundador: Da Vaselina ao Suco de Caju

Na década de 1950, Juazeiro do Norte abrigava uma pequena fábrica voltada à manipulação de produtos diversos, como perfumaria, vaselina e vinhos alcoólicos à base de frutas locais (como jenipapo e jurubeba). O estabelecimento pertencia ao comerciante Luciano Teófilo de Melo. O rumo do negócio mudou quando José Amâncio de Souza ingressou na firma como funcionário. Demonstrando forte tino comercial e conquistando a confiança do proprietário, José Amâncio adquiriu o empreendimento apenas dois anos depois. O nome "São Geraldo" foi escolhido em homenagem ao santo italiano, fruto da profunda devoção religiosa da mãe do novo proprietário.

A Criação da Fórmula: O Segredo do Fruto

Originalmente, o caju era utilizado na fábrica apenas para dar sabor aos vinhos e licores artesanais. Na década de 1960, José Amâncio identificou o potencial desperdiçado da fruta abundante no Cariri cearense. Ele iniciou testes para desenvolver uma bebida não alcoólica, gasosa erefrescante.Matéria-prima Direta: Diferente dos refrigerantes tradicionais de uva ou laranja que utilizam apenas aromas artificiais, a fórmula da São Geraldo incluiu o suco natural da fruta.

Foram necessários vários anos de ajustes na proporção de açúcar, gaseificação e extrato para chegar ao balanço perfeito: uma bebida doce, encorpada, levemente ácida e com a cor dourada característica da cajuína tradicional. Para expandir a receita e industrializar o processo, o fundador trouxe seus irmãos, Francisco de Souza e Tarcila Sousa, para a sociedade, oficializando a marca em 1976.


O refrigerante São Geraldo conquistou o público inicialmente pelo forte vínculo com a comunidade local. Durante décadas, os próprios moradores da região colhiam os cajus e os transportavam em carroças ou balaios na cabeça até as portas da fábrica, criando uma cadeia produtiva totalmente integrada ao Cariri. A bebida deixou de ser apenas um produto comercial para se transformar em um símbolo de identidade e nostalgia. O consumidor nordestino passou a associar o refrigerante local ao almoço de domingo, às festas juninas e ao sentimento de pertencimento à sua terra natal.

A fábrica da Cajuína São Geraldo modernizou sua distribuição para além das fronteiras do Ceará. A marca oferece a versão do refrigerante tradicional, embalagens em lata personalizadas e a versão Zero Açúcar, desenvolvida após cinco anos de testes sensoriais para manter o mesmo gosto marcante do fruto. Com a introdução de novos canais de distribuição, o refrigerante é exportado espontaneamente por turistas e distribuído formalmente para grandes capitais fora do Nordeste, impulsionado por um público fiel que faz propaganda voluntária da marca.

Parabéns pelos 50 anos de fundação e sucesso pleno em sua jornada.





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