sexta-feira, 6 de março de 2026

Salicaipi Salinas

 
Destilaria Salinas lança bebidas prontas a base de cachaça

A Destilaria Salinas, da Família Medrado, lançou três versões da Sali de RTD (Ready To Drink) a base de cachaça. Os sabores são: Tradicional (a famosa caipirinha com limão), Tangerina e Banana sensação Jambu. O lançamento mostra a movimentação do mercado de cachaças para as bebidas mistas gaseificadas, como alternativa adicional ao consumo de cachaças de alambique. O público consumidor tem apreciado bebidas prontas, com menor teor alcóolico ou até sem álcool. Essa tendência de perfil tem colocado empresas especializadas em destilados a trabalharem seus produtos com inovação.

Sobre a Destilaria Salinas

A Salinas foi fundada há mais de trinta anos e fabrica suas cachaças de forma artesanal. O negócio começou com uma boutique da roça, pequena loja que vendia queijos, farinhas, doces e cachaça da região de Salinas, norte de Minas Gerais.

Heleno Medrado, proprietário do empório, fazia questão de trazer todas as mercadorias que gostava, de sua terra para o povo da capital mineira. Certo dia sua loja fora assaltada e, quis assim o destino, os únicos produtos que restaram intactos foram as cachaças. Com determinação e empenho de quem precisava criar alternativas para se manter de pé, Heleno começou a vender, de porta em porta, de bar em bar, as garrafas que haviam restado.


Neto de um antigo produtor do destilado e percebendo a boa aceitação de seus produtos no mercado, o fundador da Cachaça Salinas não pensou duas vezes e desenvolveu sua própria marca, cujo nome seria uma homenagem a sua cidade natal, hoje conhecida como a “capital mundial da cachaça”.

Atualmente a Família Medrado mantém o legado já há três gerações, com a mesma dedicação, zelo e paixão com produtos fornecidos em todo o Brasil. (Clique no link do vídeo "assistir no Youtube" e conheça mais).



Fotos: Mapa da Cachaça.

Brigas de Bar no Cinema

 Barroom Brawl: as melhores brigas de bar do Velho Oeste

Ave Cesar Movies: estava passando pelas matérias relacionada a whisky, no Ave Cesar Co, e identifiquei alguns artigos que tinham John Wayne em destaque. Para não perder o pique, procurei por alguns duelos que eram realizados dentro dos Saloons, os bares do Velho Oeste, com muito cowboy participando, tomando cerveja, ao som de um piano e dançarinas de kan-kan. Gente batendo e apanhando ao mesmo tempo! Um verdadeiro Bang-bang. Coisas de cinema. Essas cenas típicas são conhecidas como "Barroom Brawl" ou Brigas de Bar.

De forma mais específica, Barroom Brawl refere-se tipicamente a uma briga generalizada entre clientes dentro de um bar. Abaixo, selecionamos alguns clássicos do Faroeste onde o pau quebrava para valer.

Dodge City (1936); the war wagon (1967) e o Top 10, selecionados pela internet. Tem Jack Chain, Clint Eastwood, Trinity e até os brinquedos Lego! 

Você se lembra de algum filme com essa cena típica de confrontos dentro de um bar? Comente nos comentários! Quero assistir a sua sugestão!  









Ravintola Saslik

A Inesquecível Gastronomia de Ravintola Saslik

Quando trabalhei há mais de 20 anos na cidade de Mogi das Cruzes-SP, na Valmet Tratores (Valtra), tive como mentor o Diretor Financeiro Riku Mäkinen. Esse jovem e brilhante CFO, é natural da Finlândia

A Valtion Metallitehtaat (Valmet), foi empresa estatal finlandesa que, após Segunda Guerra Mundial, assumiu várias fábricas e oficinas do estado que foram utilizadas na produção e manutenção de armamentos bélicos. A empresa atua em diversos segmentos, incluindo a celulose. O setor de tratores foi vendido em 2005, para a AGCO, proprietária do tratores Massey-Ferguson. Conhecer a Finlândia, para mim, significava participar de uma imersão turística e profissional.

Em algumas conversas que tivemos, Riku cuidadosamente me indicou para visitar à cidade de Helsink, capital da Finlândia. Ele havia me indicado dois passeios, que eu não deveria abrir mão. O primeiro se tratava em conhecer a Fortaleza Soumenlinna, no Golfo da Finlândia. Trata-se de uma forte marítimo composto por 8 ilhas, das quais 6 são fortificadas militarmente. Naquele ambiente, é possível conhecer parte da história daquele país. Dentro da Fortaleza há canhões, tanques e caminhões, salas com vestimentas e acessórios militares, além de fotografias de época e, por incrível que pareça, há também uma microcervejaria chamada Soumenllinna Panimo. O local é interessante e vale a pena experimentar as suas cervejas.

Curiosamente, no inverno, é possível transitar de carro sob o mar congelante do Golfo da Finlândia (Mar Báltico) para chegar ao complexo militar, pois no verão, o acesso às ilhas é, exclusivamente, realizado por ferry boat, uma vez que não há pontes ou estradas construídas, por uma questão de estratégia.


O segundo passeio envolvia conhecer o centro da cidade e, ao fim do dia, jantar no Ravintola Saslik. É um restaurante discreto, com mais de 50 anos de história, e é frequentado por diversos dignitários, políticos, celebridades e empresários finlandeses e internacionais.

Naquele tradicional espaço em Helsink, a gastronomia russa simplesmente nos encanta. As suas salas privativas propiciam conforto e intimidade aos visitantes que, simultaneamente, contam por meio de decorações, móveis, gravuras e pinturas um pouco da história daquele mundo oriental que foi cercado por Cezares e Imperadores. Para intensificar a atmosfera do jantar (sugiro conhecer a sala presidencial), a música sutilmente tocada, abastece os ouvidos com óperas clássicas, o que inclui Tchaikovsky e Nikolai Rimsky-Korsakov, além de tenores como Andrei Danilov.

O melhor está por vir quando você seleciona no menu a especialidade da casa: o filé de urso grelhado na brasa, com bacon defumado e molho de conhaque. É surreal. A carne é suculenta e de sabor muito agradável e bem temperada. É algo histórico, memorável, para se guardar por toda a vida. E, naturalmente, para acompanhar nessa façanha clássica e cheia de nobreza, toma-se duas cervejas: uma de entrada, a cerveja que homenageia indiretamente as tradições da Corte Imperial Russa, a Kalinkin, de 1795, fabricada em São Peterburgo. A cervejaria russa foi uma das principais fornecedoras da Casa Imperial, servindo satisfatoriamente os Czares, em seus banquetes e recepções.

A segunda cerveja, a ser ingerida durante o processo de apreciação do exótico prato, é a Lahden Erokois NEIPA, produzida pela cervejaria Hartwall, do grupo Royal Unibrew, e que está localizada na cidade de Lahti. Refere-se a uma autêntica cerveja finlandesa muito intensa e saborosa. (Ambas cervejas que tomei, eu não as vi no Brasil.) Para finalizar: as sobremesas. Essas já demonstram sabor só pelo olhar. Sorve-las é um pecado que deve ser perdoado pelos deuses.

Um detalhe importante: não se pode sair do Ravintola Saslik, sem tomar uma dose de vodka especial para abrir o apetite. O time de garçons irá lhe oferecer. Esse ato é uma tradição, um ritual que te incentivará a voltar mais uma vez ao restaurante.

Se tiver a oportunidade de ir algum dia, não se questione: simplesmente vá. Cheers!







Sobre a cervejaria Soumenllinna Panimo: https://www.panimoravintola.fi/en/  

Saiba mais sobre cervejas russas: Russian Brewers: Tradition, Revival, and the Global Challenge - All About Beer

Sobre o Saslik: Restaurant Saslik – A Legendary Restaurant in Finland

quarta-feira, 4 de março de 2026

Dupla Perigosa: Ave Cesar Movies

 

Dupla Perigosa: novo filme de Jason Momoa em sua terra natal, regado a boas cervejas

Dupla Perigosa acompanha dois meiosirmãos afastados, Jonny (Jason Momoa) e James (Dave Bautista), que se reencontram após a morte misteriosa do pai. Enquanto investigam o que realmente aconteceu, eles descobrem segredos ocultos e uma conspiração capaz de destruir sua família. A história mistura ação intensa, humor e a química entre os protagonistas, com cenários interessantes no Havaí e uma pegada de “buddy cop” moderna.


O filme é uma Sessão da Tarde. Boa parte do filme, Jason Momoa que é havaiano toma diversas cervejas artesanais (aparentemente a Cerveja Kona e outras marcas americanas) e bastante cerveja Guinness. A sua parceira no filme é a atriz brasileira Morena Baccarin. Ela a chama no filme de “Chuchuzinho”. Hilário!

Com boa vontade! Veja o trailer a seguir e boa diversão! Disponível no Prime Video.



Tap Handles no Brasil


Jovem brasileiro aposta na fabricação de Tap Handles e acessórios personalizados para bares e cervejarias

Nesse início de mês estive em contato com Marcos Miranda, o Marquinhos, gerente de manutenção de equipamentos externos da Krug Bier, fábrica tradicional de Minas Gerais, mais precisamente localizado em Nova Lima, onde em um determinado momento, ele me confidenciou que havia um designer no Brasil quem estava desenvolvendo Tap Handles, para a Cervejaria Krug.

Como gosto do tema solicitei ao Marquinhos o seu contato. Conversei com o jovem Evandro, proprietário da empresa Martelo da Ira. Fundada em 2021, trata-se de uma empresa especializada em personalização de equipamentos cervejeiros como chopeiras, tap handles e acessórios. Evandro oferece uma variedade de opções de designs personalizados e exclusivos com a logo de cervejarias, bebidas o que inclui destilados e fermentados. Para tanto, a empresa utiliza materiais de alta qualidade e técnicas de fabricação avançadas, para garantir que os produtos fiquem extremamente finos e com aparência atraente, sem perder o toque artístico e artesanal do produtor. 

Atualmente a Martelo da Ira, vem atendendo, associações de cervejeiros, microcervejarias, cervejarias e até grandes fábricas, assim como bares, tap rooms, growlerias e pubs. A seguir, apresento alguns modelos que achei superinteressantes.


Curiosamente, o nome “Martelo da Ira” foi retirado das obras de JRR Tolkien (o autor de O Senhor dos Anéis - Lord of the Rings), mais precisamente do conto “A Queda de Gondolin”, onde a casa do martelo da ira era uma das doze casas da cidade. Essa casa, especificamente, era composta por valorosos guerreiros e exímios artesões. 

No universo dos tap handles e manoplas criados por Evandro, há uma linha exclusiva que reflete a saga do O Senhor dos Anéis e outros temas como Star Wars, Rock, Caverna do Dragão e animes. Isso me faz lembrar das torneiras que vi em diversas tavernas medievais na Europa e em bares temáticos em Orlando.

Quem desejar entrar em contato com o Evandro basta ligar no telefone (21) 986846108 ou ainda pelo Instagram @martelo_da_ira. 

O QR pode facilitar o seu contato. 

Código QR

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terça-feira, 3 de março de 2026

Mulheres em cervejarias e cervejas

 Foto editada de grupo de pessoas posando para foto

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 A presença feminina no setor de cervejas

por Henrique Oliveira*

Após escrever o livro Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, decidi que era hora descrever um segundo livro, dessa vez voltado às cervejarias de Minas Gerais. O trabalho de pesquisa, que durou aproximadamente 8 anos, demonstrou claramente que famílias empresárias no final do Século XIX e início do Século XX dedicavam integralmente aos seus negócios, face a limitação de recursos, a existência de pouco profissionais especializados e o bairrismo, ainda que velado. Dessa forma, os pais passavam o ofício para os filhos, incluindo os segredos de produção ou "segredos de família", o que incluía fórmulas, ingredientes e receitas, que eram guardados a sete chaves.

Imigrantes e brasileiros, tinham como foco atender o cliente com cortesia e atenção. Mesmo com empregados inicialmente capacitados, o olhar do dono sobressaía em toda operação. Era perceptível o zelo e a união de pai com os filhos e entre irmãos. Essa proximidade era comumente refletida em placas publicitárias, nos rótulos de garrafas e na razão social das cervejarias, com os dizeres: “Carlo Fornaciari & Filhos”; “Gino & Irmão”, “Irmãos Menecucci”, entre outros. O que se observava, era um retrato nítido de que tradição e legado caminharam juntos, buscando perpetuar a presença da família empresária no seu setor de atuação.

Por incrível que pareça, as diversas entrevistas que fiz para o livro mineiro de cervejas, com descendentes de produtores e industriários teve como destaque, as mulheres. Por um fato muito simples: a expectativa de vida das mulheres é maior do que a dos homens. Nesse sentido, a maioria dos descendentes, acima dos 70 anos eram, predominantemente, do sexo feminino. Ao entrevistá-las, percebia que as histórias estavam rasas ou fragmentadas, porque o patriarca da família conversava mais com os filhos homens do que as filhas, em termos de negócios. Muitas filhas foram tolhidas de participar das atividades da empresa, seja em reuniões, na liderança ou na decisão de negócios, ou ainda assumir alguma função dentro das instalações. 

Ao longo da jornada, a presença da mulher em cervejarias, se fundamentou com as Viúvas. Ser viúva naquela época era quase que um "título de nobreza", pois a sociedade interpretava que aquela era a esposa do “tal notório empresário” e que essa era digna de respeito e admiração, pois assumia as rédeas do negócio, logo após a morte do cônjuge. Destaca-se por exemplo do famoso champagne Veuve Clicquot. O aclamado espumante da "Viúva do senhor Clicquot". Cita-se a Madame Bollinger, do champagne de mesmo nome ou ainda, a Viúva Kremer de Castro, da Imparcial Fábrica de Cervejas de Juiz de Fora, que assumiu o negócio, após a morte do esposo, Augusto Kremer. (Irmão de Henrique Kremer, da Cia. Cervejaria Bohemia, de Petrópolis.)


Acredito que as viúvas empreendedoras possam ter aberto um caminho para as mulheres entrarem definitivamente no ambiente cervejeiro, no Brasil. Ao longo do tempo, as cervejarias foram agraciadas com a presença de profissionais de destaque. Menciona-se Cilene Saorin, a saudosa Kátia Jorge, Marina Pascholatti, Fernanda Ueno, Kathia Zanatta, Amanda Reitenbach, Patrícia Mercês, Gabriela Montandon, Fabiana Arreguy, as meninas da Confraria Feminina de Cervejas (Ludmilla Fonttainha, Clarissa Mendes, Lígia de Matos, Watylla Vargas, Viviane Bastos, Juliana Pimenta e Jaqueline Oliveira EMS), Graziela Sarreiro, Ingrid Paulsen, Luisane Vieira, Stela Patrocínio, Fabiana Bontempo, Ana Paula Lebbos, Ustane Serafina Pedras, Cindra Gomes, Úrsula Schumacher Schroeder e tantas outras notoriedades do setor.

Procurando incrementar essa evolução e gerar um pouco de consciência sobre o trabalho, levo comigo minhas descendentes à convivência do universo cervejeiro, mesmo sabendo que sua geração está prestes a não se interessar por bebidas alcóolicas, haja vista que essa já não possui sequer o hábito de beber refrigerantes (o que é salutar). A sua geração é havida aos chás, aos isotônicos, aos sucos e a água. Ao introduzi-las naquele ambiente, o que importa é entender que todo trabalho é duro, digno e, quando feito com seriedade e dedicação, o resultado positivo virá naturalmente. Isso é buscar a satisfação profissional.

Dito isso, acredito que a presença delas fazem toda a diferença no setor de bebidas, seja destilado ou fermentado, o que inclui a cerveja. O capricho no desenvolvimento de produtos naturalmente aumenta, como as nuances de cor, aromas, tato e sabores. Há uma dose generosa de empreendimento, criatividade e inovação, tornando o setor de cervejas e bebidas cada vez melhor. No mês da mulher, que será comemorado no dia 08 de março, o brinde é destinado à elas! Vida longa e sucesso pleno, mulheres cervejeiras.

Cheers! Saúde!

(*) - Henrique Oliveira, é Executivo de Estratégia, Governança, Riscos e Compliance e escritor de livros e artigos sobre bebidas e cervejas.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Coca-Cola Triple Z

 

CocaCola Triple Z: a nova aposta “três vezes zero” da marca

A CocaCola iniciou 2026 apresentando ao mercado europeu sua mais nova inovação em refrigerantes: a CocaCola Triple Z, uma versão que combina zero açúcar, zero cafeína e zero calorias, ampliando a linha de produtos ultraleves da marca. A proposta do refrigerante é oferecer uma alternativa ainda mais alinhada às tendências de consumo focadas em saúde, bem-estar e atenção aos rótulos características que têm guiado as escolhas de muitos consumidores nos últimos anos.

O refrigerante Triple Z mantém a busca pelo sabor clássico, mas com uma formulação que elimina tanto o açúcar quanto a cafeína, diferenciando-se das versões Zero e Zero Açúcar  já conhecidas. A retirada da cafeína, em especial, atende a quem evita estimulantes por questões de sono, sensibilidade ou recomendações médicas.

Visualmente, a bebida aposta em um design minimalista (lembrou o YoYo Russell da marca), seguindo a estética premium que a CocaCola vem adotando em lançamentos especiais. Ela começou a circular em mercados selecionados da Europa, e sua expansão global dependerá da aceitação do público nesses mercados iniciais estratégia comum da companhia em testes regionais. Até o momento, não há previsão oficial para chegada ao Brasil, embora o interesse dos consumidores sugira potencial futura expansão.

Em síntese, o refrigerante CocaCola Triple Z representa o esforço contínuo da marca em se adaptar às novas demandas do mercado, oferecendo uma opção com o mínimo impacto calórico possível, sem abrir mão do ritual de consumo que acompanha o refrigerante há décadas. É uma resposta clara ao movimento global por produtos mais leves, funcionais e adequados a rotinas contemporâneas.

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