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quarta-feira, 18 de março de 2026

The Basement English Pub Blumenau

 

Um pub inglês escondido em Blumenau: The Basement English Pub

Quando eu estive em um dos primeiros festivais da Cerveja Brasileira de Blumenau, há mais de uma década atrás, estava com um grupo de cervejeiros de Minas Gerais que resolveram tomar a saideira, logo após a saída do Parque Vila Germânica. 

Entre os locais sugeridos de Blumenau, fomos convidados pelo cervejeiro e empresário Bruno Mendes, para conhecer um pub que ele havia lançado naquela época. Eu me refiro ao The Basement English Pub, localizado em um porão de um prédio histórico tombado, ao lado do Hotel Ibis. 



Ao chegar lá, o ambiente realmente é de chamar bastante atenção. O subsolo é temático, inspirado nos autênticos pubs ingleses, oferecendo uma sensação de estar em um local fora do país. A música varia entre o rock n' roll, passando por sessões de blues e jazz, com clássicos da música americana e inglesa. O volume do som é mantido em numa altura que te coloca o cliente em sintonia com as diversas cervejas da casa produzidas pela Eisenbahn, Baden-Baden e Devassa (marcas pertencentes ao Grupo Heineken). Há ainda uma carta de vinhos, drinques autorais e destilados, para aqueles que querem sair da tradicional cerveja. A gastronomia apresenta em seu cardápio, cortes de carnes especiais, petiscos e hamburgueres saborosos.

Sai de lá satisfeito com o bom momento que passei. É um reduto cervejeiro bem bacana. Guardo, com carinho, um folder bem bacana que me foi entregue para gerência do Pub. Se você estiver em Blumenau, reserve um tempo para conhecer essa casa. Eles irão comemorar o Saint Patrick's no próximo dia 20.03. 

Recomendo.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Gestão de Riscos e Crises em Marketing

Hering lança camisa polêmica em site e retira logo em seguida.


Em curtíssimo espaço de tempo a indústria textil Hering lançou uma camisa com os seguintes dizeres: "Que se Dane a Cerveja Artesanal". Imediatamente o público amante deste tipo de nicho de mercado (o da cerveja artesanal e especial) teceu inúmeras críticas ao Departamento de Marketing e Criação daquela indústria, que é apreciada nacionalmente.




Em nota, na rede mundial de comunicações, a Hering publicou um pedido de desculpas:

"Recentemente, a Hering pôs a venda uma camiseta que contém uma mensagem negativa sobre as cervejas artesanais. A Hering errou e quer pedir desculpas. Não fomos felizes neste produto e decidimos retirá-lo do ar. Agradecemos o público cervejeiro, que atento, nos alertou sobre a questão. Também nos comprometemos a revisar nossos processos para que possamos evitar que algo semelhante venha acontecer outras vezes".

Apesar da agilidade em lidar com uma possível crise em sua imagem e reputação, a Hering não calculou corretamente as consequências e seus impactos. Nessas circunstâncias, torna-se importante avaliar os riscos previamente, quando se publica imagens ou mensagens que podem ser questionadas em diferentes graus de percepção, daqueles que a leem ou que ainda pretendem adquirir seus produtos.

Quem sabe este acontecimento isolado não seja uma oportunidade de dar a volta por cima, criando uma camiseta bacana sobre o tema cervejeiro ou ainda patrocinar um evento do gênero, na sua cidade sede, Blumenau, que ostenta o título de "A Capital Brasileira da Cerveja"?

Seria o risco se transformando em oportunidade. Hering, take a look! Desculpas aceitas.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Concurso Brasileiro de Cervejas 2019 - Resultados

Conheça as Cervejarias Premiadas do 7º Concurso Brasileiro de Cervejas

Na noite desta terça-feira, 12, o Bela Vista Country Club recebeu a premiação do Concurso Brasileiro de Cervejas, evento considerado o Oscar da cerveja brasileira.

Ao todo, foram distribuídas 73 medalhas de ouro, 93 prata e 90 bronze no total de 255 medalhas, o que corresponde a 8,18% do número de cervejas inscritas premiadas, em 154 categorias. 

O destaque ficou por conta da premiação das The Best of Show nas categorias Comercial, que reuniu produtos já disponíveis no mercado, e Experimental, que avaliou rótulos ainda não lançados para o público.

Dentro das categorias foram definidos outros três grupos: pequeno, médio e grande portes, medidos por volume de produção mensal. Pequeno porte: até 10 mil litros; Médio porte: de 10 mil e um a 100 mil litros; e grande Porte: a partir de 100 mil litros.

Confira abaixo a relação das vencedoras.

Vencedores da categoria The Best of Show Experimental

Médio Porte

Cervejaria: Salva Craft Beer (RS)

Cerveja: Export Salva – Estilo Pilsener

Pequeno Porte

Cervejaria: Donner Craft Brew (RS)

Cerveja: Cerveja Forte Clara Puro Malte – Strong Pale Ale

Vencedores do The Best of Show Comercial

Grande Porte

Cervejaria: Tupiniquim (RS)

Cerveja: Tupiniquim Funky Sour – Estilo Culture Brett Beer

Médio Porte

Cervejaria: Unika (SC)

Cerveja: Unika Catharina Sour Ameixa e Laranja – Estilo Catharina Sour

Pequeno Porte

Cervejaria: Salvador Brewing Co. (RS)

Cerveja: Ardenas Sour Pepino – Field Beer

As cervejarias do ano também foram separadas em grande, médio e pequeno porte

Cervejaria do Ano – Grande porte

Cervejaria Backer (MG)

Cervejaria do Ano – Médio porte

Cervejaria Cathedral (PR)

Cervejaria do Ano – Pequeno porte

Suricato Ales (RS)

Fonte: Redação do O Município de Blumenau

 fonte: https://omunicipioblumenau.com.br/conhecidas-cervejarias-premiadas-7o-concurso-brasileiro-de-cervejas/

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

IPA Day Joinville

Festival de cervejas IPA acontece em agosto em Joinville

Para celebrar o estilo de cervejas India Pale Ale (IPA), que atualmente é o mais consumido no mercado das cervejas artesanais, a praça do Mercado Público será palco do Joinville IPA Day no dia 19 de agosto.
As 12 cervejarias de Santa Catarina participantes vão oferecer diversas opções para agradar todos os gostos de quem curte o estilo IPA e seus subestilos como a Brut IPA, Session IPA, Black IPA, English IPA, Double IPA, Witipa, New England IPA, Milkshake IPA, Smoked IPA, entre outras.
O IPA Day é um evento para a família toda. Terá ampla área infantil com monitores, praça de alimentação e várias atrações musicais.
— Tudo foi planejado para agradar aos amantes de cerveja que não abrem mão de passar um domingo agradável com os familiares e amigos — revela Kleiton Hames, organizador do Joinville IPA Day.
Para quem curte tomar chopes e cervejas, mas ainda não está adaptado ao sabor mais amargo e aroma da IPA, Keiton destaca que haverá a opção de outros estilos como Witbier, Stout e as tradicionais Pilsen. Haverá chopes sendo comercializados a partir de R$ 7.
O que é IPA Day?
O IPA Day foi criado para celebrar a cerveja preferida de quem aprecia a presença marcante do lúpulo, ingrediente que confere o amargor na composição da cerveja. A primeira quinta-feira de agosto é o dia oficial da IPA, mas os fãs deste estilo passam o mês todo celebrando o seu estilo predileto.
Atualmente, as IPAs correspondem a 30% das vendas no mercado, levando em consideração que existem mais de 100 estilos de cervejas. A primeira IPA foi criada pelos ingleses que, durante o século 18, precisavam transportar este líquido precioso por longas distâncias marítimas até as colônias britânicas. Então, criou-se uma receita com elevado teor de lúpulo (um conservante natural) e álcool.
Assim, surgiu esta bebida com muito aroma e amargor e teor alcoólico mais elevado. Elas levam este nome porque, na época, o principal destino destas cervejas era a Índia, que passou a compor o nome do estilo. Antes, era conhecido apenas como “Pale Ale as prepared for India”. 
Cervejarias confirmadas:
  • Cerveja Blumenau – Blumenau; • Cervejaria Cosmopolita - Joinville; • Cervejaria Dom Haus – Araquari; • Flanders Cervejaria - Joinville; • Gutes Bier – Joinville; • Haenschebier Cerveja Artesanal – Joinville; • Lay Back Beer – Florianópolis; • Opa Bier – Joinville

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Expositores de Festival Brasileiro da Cerveja 2015


Festival Brasileiro de Cerveja Promete Encontro de Cervejarias Especiais

O Festival Brasileiro da Cerveja de 2015, realizado em Blumenau (SC), conta com  mais de 100 espaços de estandes ocupados por mais de 120 expositores (entre cervejarias nacionais/internacionais e operações gastronômicas), capazes de apresentar mais de 600 rótulos ao Parque Vila Germânica.

Como o evento de 2015 reúne mais de cem marcas. Destacam-se algumas das principais cervejarias de destaque e premiadas daquela edição: Cervejaria Tupiniquim e Cervejaria Seasons Craft Brewery (RS); Bastards Brewery e Araucária (PR). Outras tradicionais produtoras artesanais e cervejarias regionais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais que integraram os Setores 1 e 2 do Parque Vila Germânica.


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Eisenbahn Saison

 

Cerveja Eisenbahn Saison – 500ml | São Rafael

Eisenbahn lança cerveja em estilo da Escola Belga de cervejas

A Cervejaria Eisenbahn, por meio da família Mendes, acaba de lançar a sua cerveja no estilo Saison, em sua indústria localizada na cidade de Blumenau, Santa Catarina. 

Trata-se de uma edição limitada, de estilo belga, que combina frutas vermelhas (framboesa, morango e amora) e notas de pimenta rosa. A cerveja é perfeita para você mergulhar no universo cervejeiro e gostar da estação mais quente do ano de um jeito Premium, leve e saboroso.

Ao longo dos meses de Dezembro e Janeiro, ela chegará às principais redes de varejo, bares e empórios especializados, com 4.8% de teor alcoólico.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Bierwagen

Bierwagen distribui cerveja em ruas de Blumenau durante a Oktoberfest

Programação do 'Carro da Cerveja' vai até dia 25 de outubro.
Aos sábados a distribuição da bebida sem álcool ocorre a partir das 10h.


Bierwagen distribui cerveja até dia 25 de outubro em Blumenau (Foto: Mariângela Hoffmann/Divulgação)

O  tradicional Bierwagen, o 'carro da cerveja', começou a distribuição gratuita de bebida pelas ruas de Blumenau, no Vale do Itajaí, dois dias antes do início da 31ª Oktoberfest. As primeiras apresentações de retretas, bandas que tocam músicas germânicas em áreas públicas do município, também iniciaram na segunda-feira (6).
O carro de divulgação da maior festa alemã brasileira distribui cerveja 0% álcool ao público. O trajeto parte da Alameda Duque de Caxias e segue em direção à rua XV de Novembro. A ação acontece todos os dias de semana a partir das 16h até o fim da festa. Aos sábados a distribuição da cerveja ocorre a partir das 10h. Não há programação aos domingos.
Retretas
A programação das retretas ocorre na Praça Dr. Blumenau, na praça em frente à Prefeitura e no Parque Vila Germânica com a participação de diversas bandas.

Faculdade de Cerveja no Brasil

Blumenau tem a primeira faculdade de cerveja e malte da América Latina

Apaixonados por cerveja procuram a cidade da Oktoberfest para estudar.
Eles podem se especializar no assunto por algumas horas ou até por anos.


Gabriela MachadoBlumenau, SC
Além de sediar a mais famosa festa da cerveja brasileira, Blumenau tem agora também a primeira faculdade de cerveja e malte da América Latina.
Um copo de cerveja combina com descontração para a maioria dos brasileiros. Mas, para os estudantes da faculdade de cerveja, isso é coisa séria. Apaixonados por cerveja de todo o país estão procurando a cidade da Oktoberfest para se especializar na única escola superior de cerveja e malte da América Latina.
Rodrigo faz parte da primeira turma e encara 400 km de estrada toda semana para estudar lá. "Unir o útil ao agradável", diz o hoteleiro Rodrigo Daros. Ele e outros 600 colegas conseguem a  nota com uma prova, mas o resultado de um trabalho em grupo é a bebida.
Grandes conhecedores de cerveja ou, simplesmente, apreciadores de final de semana. Na escola superior, se reúnem alunos de vários níveis. Eles podem estudar por algumas horas ou até por anos. E, no final, só querem a mesma coisa: beber uma cerveja com a cara deles.
Alunos da pós-graduação, como Fernando, buscam também o diploma de técnico cervejeiro. "Eu já estava estudando cervejas e chegou uma hora que eu tinha que decidir, e resolvi optar pela cerveja". conta ele.
A formação equivale à de mestre cervejeiro concedida em escolas no exterior. Um professor se formou em uma delas, na Alemanha. Ele virou um dos grandes nomes brasileiros quando o assunto é malte. 
"O que agregaria para você fazer lá fora é para você ver outras formas de fazer cerveja. Formas diferentes de pensar e fazer cerveja. Mas a formação básica para se fazer uma cerveja de excelente qualidade eu não tenho dúvida que você consegue aqui", diz Otto Zschoerper, professor especialista em malte.
A hora é boa para apostar em microcervejarias no Brasil. O mercado cresce 21% ao ano e conquista uma fatia cada vez maior na produção de cerveja. A cada um milhão de litros produzidos, as grandes empresas admitem um trabalhador. Já as pequenas, 15 profissionais.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

30a Oktoberfest



Conheça as cervejas e chopes oferecidos na 
30ª Oktoberfest

Cinco cervejarias irão disputar a preferência dos oktober festeiros nesta 30ª edição. A oficial é a Brahma, que traz uma bebida exclusiva para a festa: o chope de trigo Brahma Weiss.

A variedade de sabores fica por conta das cervejarias artesanais da região: Bierland, Das Bier, Wunder Bier e Eisenbahn. A gasparense Das Bier traz a edição especial e limitada — apenas mil litros — da Oktoberbierfest, também chamada de Märzen Bier, tradicionalmente produzida para a Oktoberfest alemã em Munique. Da Alemanha, virá a cerveja da família Lager, a Spaten, a mais antiga da capital bávara.

Nas noites de festa, haverá ainda um Passaporte do Chope Oficial, da Brahma. Custará R$ 55 com direito a 10 copos de chopes Pilsen ou Black.

Chopes e cervejas

Brahma
- Pilsen: chope 400 ml R$ 6 - Black: chope 400 ml R$ 6 - Brahma Weiss (edição limitada): chope 400 ml R$ 6 - Bohemia Imperial: chope 400 ml R$ 6 - Spaten: cerveja 500 ml R$ 6 - Brahma 0,0% - sem álcool: cerveja 350 ml R$ 6

Das Bier
- Pilsen: chope 400 ml R$ 6 - Braunes Ale: chope 400 ml R$ 6 - Pale Ale: chope 400 ml R$ 6 - Weizen: chope 400 ml R$ 6 - Stark Bier: chope 400 ml R$ 12 - Wein Bier: chope 400 ml R$ 8 - Oktoberbierfest Märzen: chope (edição limitada) 400 ml R$ 12 - Tripel Hop: chope (edição limitada) 400 ml R$ 12

Bierland
- Pilsen: chope 400 ml R$ 6 - Weizen: chope 400 ml R$ 6 - Pale Ale: chope 400 ml R$ 6 - Chope de Vinho: chope 400 ml R$ 8 - Vienna: chope 400 ml R$ 6 - Bock : cerveja 600 ml R$ 12 - Blumenau: cerveja 600 ml R$ 12  - Imperial Stout: cerveja 600 ml R$ 12 - American Red Ale: cerveja 600 ml R$ 12

Wunder Bier
- Pilsen: chope 400 ml R$ 6 - Hefe-Weizen: chope 400 ml R$ 6 - Weinbier: chope 400 ml R$ 8

Eisenbahn
- Pilsen: chope 400 ml R$ 6 - Pale Ale: chope 400 ml R$ 6 - Weizen: chope 400 ml R$ 6 - Dunkel: chope 400 ml R$ 6 - Kölsch: cerveja 355 ml R$ 10 - Weizenbock: cerveja 355 ml R$ 10 - Rauchbier: cerveja 355 ml R$ 10 - Strong Golden Ale: cerveja 355 ml R$ 10 - Eisenbahn 5: cerveja 355 ml R$ 10

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Oktoberfest: cultura, folclore e cerveja



O festival das tradições alemãs aborda muito além de sua estrela principal, o chope

Por: Jornal A Cidade - Valeska Mateus

Apreciar cervejas do mundo inteiro, saborear pratos típicos da gastronomia alemã e conhecer um pouco da cultura e do folclore do país germânico é o que propicia ao visitante a Oktoberfest, festival de cervejas realizado todo outubro em Blumenau (SC). Há 30 anos a cidade recebe turistas do mundo todo para a festa que se tornou uma das mais populares do País e reproduz a tradição da realizada em Munique (Alemanha) desde 1810.

A segunda maior Oktoberfest do mundo ocorre em pavilhões temáticos do Parque Vila Germânica, que em 2012 reuniu cerca de 600 mil pessoas, que consumiram 652 mil litros de chope. Este ano devem passar cerca de 40 mil visitantes por dia na festa, que vai até o dia 20 de outubro.

Se os sulistas são o maior público da Oktoberfest, os paulistas aparecem logo em segundo lugar no ranking. “Surpreendi-me com a Oktoberfest. Achei muito organizada e derrubou a minha ideia de que era um ambiente de algazarra. Frequentada por grupos de amigos, famílias e jovens, é uma festa muito democrática quanto ao público que recebe”, diz a jornalista Anna Regina Tomicioli, que vai curtir o evento pelo segundo ano consecutivo em 2013.

A segunda maior Oktoberfest do mundo ocorre em pavilhões temáticos
Clima europeu

Quem anda pelas ruas da cidade já sente o clima europeu nas fachadas e construções típicas da Alemanha. Mas os traços da cultura alemã ganham ainda mais intensidade nesta época do ano, quando os desfiles de grupos folclóricos tomam a Avenida 15 de Novembro e moradores e visitantes exibem trajes característicos.

Fanfarras, bandas, carruagens, dançarinos e representantes dos tradicionais Clubes de Caça se apresentam ao ar livre, acompanhando os 12 carros alegóricos, que surpreendem os turistas ao distribuir chope ao público. No parque ocorre uma vasta programação, com apresentações de bandas nacionais e internacionais e grupos de dança.

“As várias atividades que acontecem pela cidade durante a festa e a gastronomia acabam atraindo todo tipo de perfil. Deixam a cidade bem temática”, detalha a jornalista. Para Anna e o marido, o jornalista Daniel Navarro, a inserção de cervejas artesanais nos últimos anos passou a atrair outro público.

“A oportunidade de experimentar diferentes cervejas artesanais em um mesmo lugar e num ambiente de festa temático é o grande atrativo da Oktoberfest. Chama a atenção às pessoas realmente se envolverem no clima, “abraçarem” a festa, seja nos trajes ou nas músicas” opina Navarro. (...)

Museu da Cerveja revela a história da bebida

Quem visita a Oktoberfest não precisa se limitar à festa. Vale a pena tirar alguns momentos para conhecer os principais pontos turísticos de Blumenau.

A turismóloga e gerente de planejamento Vânia Gayo sugere começar a visita pelo Circuito Centro Histórico, ideal para fazer a pé. “Anda-se cerca de 1,5 km ao longo da avenida 15 de Novembro, com 36 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico, dez delas com fachada rebatida (sombra projetada no chão), um castelinho que é, na verdade, uma réplica de uma prefeitura da Alemanha, e o teatro Carlos Gomes”, detalha.

Não se pode deixar de conhecer o Museu da Cerveja, que retrata a história da bebida, parte integrante do município desde a colonização. “Pode -se saber como era produzida. Revela a antiga tradição de as mulheres fazerem os pães e doces em casa, assim como os homens produzirem a sua cerveja”, comenta Vânia.

Segundo a turismóloga, o Circuito Industrial é outra boa pedida, pois permite visitar fábricas de malha e conhecer todo o processo de fabricação do tecido. “Nele está outro museu que vale a visita, o da Hering, que é interativo. As crianças podem manusear uma manivela do antigo tear”, diz ela.
Na área rural, o distrito Vale do Itajaí é imperdível para quem deseja ter contato com a genuína cultura alemã. “Vivem pessoas com traços alemães, pele e olhos claros, arquitetura bem típica, com as casas de tijolinhos, e onde até mesmo nas escolas fala-se o idioma alemão. Tem um restaurante típico, fábrica de chocolate caseiro e fabrica do único licor de cerveja do Brasil”, descreve Vânia.


Durante a semana é possível visitar também e acompanhar o processo de fabricação de cristais na fábrica localizada a cerca de 10 km do Centro. Vânia ressalta que o circuito das cervejarias artesanais é outro grande atrativo em Blumenau. “Elas abrem as portas para o visitante conhecer os ingredientes que dão sabor a cada uma das cervejas”, conta.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Bier Hoff

 



 A Microcervejaria Bier Hoff, de Curitiba, está preparando o lançamento de sua nova cerveja Pumpkin Ale, estilo da Escola Americana ainda pouco difundido no Brasil. Produzida com 5 variedades de maltes importados e com uma quantidade generosa de abóbora caramelizada e especiarias, a cerveja já foi premiada com medalha de bronze no I Concurso Brasileiro da Cerveja, que aconteceu em Março deste ano, em Blumenau.

Buscando estreitar o relacionamento com seus consumidores, a Bier Hoff lança um concurso aberto ao público para escolher o nome da cerveja, no qual as sugestões dos participantes serão avaliadas por uma banca de especialistas do mundo cervejeiro e do design: Amanda Reitenbach, Daniel Wolff, Edu Passarelli, e Marcos Minini. Os três melhores nomes serão premiados, e a pessoa que enviar a sugestão escolhida terá seu nome estampado no rótulo da cerveja.

O concurso teve início no dia 22/04/2013, e vai até o dia 12/05/2013. Para participar, basta entrar no site www.pumpkin.bierhoff.com.br e fazer a inscrição. A cerimônia de lançamento será realizada em Julho, no Restaurante Bier Hoff do Shopping Estação.

Fonte: divulgação cervejaria e edurecomenda.blogspot.com

domingo, 26 de maio de 2013

Cerveja Artesanal em Curitiba

Em um bar de Curitiba, clientes podem fazer e tomar a própria cerveja

Processo de produção não é complexo, mas exige tempo e dedicação. Micro cervejarias aumentam produção e acumulam prêmios em concursos.

por Fernando Castro Do G1 PR
 
Seja em uma micro cervejaria, ou mesmo em uma cozinha, o processo de produção da cerveja artesanal é uma espécie de rito religioso para os cervejeiros. É o momento em que o produtor irá definir o tipo, os aromas, o amargor, a graduação alcoólica, a textura, enfim, a alma da cerveja. Em Curitiba, o aumento no número de interessados em produzir a própria cerveja levou à criação de iniciativas pioneiras no Brasil, como uma cervejaria-escola e um bar onde o cliente faz a própria cerveja.

Desde a abertura, em dezembro de 2011, o bar Hop’n Roll estima já ter produzido mais de 400 receitas de cerveja na pequena cervejaria montada nos fundos do bar. De acordo com Dênis Galvão, um dos sócios do estabelecimento, a ideia já havia surgido em 2007, mas ele e os três irmãos entenderam que mercado ainda não comportava uma iniciativa deste tipo. “Esse formato de a pessoa fazer a própria cerveja surgiu nos Estados Unidos, na época da Lei Seca, e se popularizou, mas aqui no Brasil ainda não existia essa cultura cervejeira”, lembra.

Clientes escolhem rótulos e recebem a cerveja engarrafada (Foto: Fernando Castro/G1)
 
Com o passar dos anos, veio a popularização da cerveja artesanal e a possibilidade de colocar a iniciativa em prática. “Foi então que pensamos: vamos montar um bar na frente, e fazer uma cervejaria atrás, mas a cervejaria a gente constrói nesse formato onde a pessoa pode fazer a própria cerveja. Aí então o cara vai ao bar, vai conhecer uma cerveja especial, porque até então o mercado era muito pequeno, e depois a gente traz o pessoal para cá para produzir”, conta. A ideia funcionou, e atualmente o bar está em processo de estudos para abertura de franquias em São Paulo e Santa Catarina.
 
 
Para o sócio, o diferencial do negócio está justamente no aspecto lúdico da produção. Em quatro horas de trabalho, os grupos de até cinco amigos recebem orientação dos funcionários do bar e podem usar os equipamentos para a bebida escolhida, que após um mês de fermentação será engarrafada pelos próprios clientes, com a logomarca desejada. O serviço custa R$ 450, mais R$ 2,50 por garrafa com rótulo, e o bar estima que cada leva renda cerca de 60 garrafas de 600ml. O público que procura o bar é variado, e entre as receitas foram produzidas cervejas para casamentos, despedidas de solteiro, chás de panela, nascimento de filhos e aniversários.
Clientes enviam a imagem e o bar providencia o engarrafamento (Foto: Fernando Castro/G1)“Você vai fazer um churrasco e apresenta a tua cerveja, com o teu rótulo, para os teus amigos, pô, você é o cara mais macho do churrasco, pode dizer: sou dono da minha cerveja, eu fiz a minha cerveja”, brinca Dênis.  Das produções feitas no Hop’n Roll, já saíram cervejas vencedoras de concursos e até mesmo testes de grandes cervejarias. “Em outros locais você não tem a capacidade de inovar que nós temos aqui. Praticamente todos os dias nós produzimos uma cerveja diferente”, diz.

Sucuri Stout
O G1 acompanhou a jornada de quatro amigos programadores de informática que utilizaram o serviço do Hop’n Roll para produzir uma cerveja coletiva - a Sucuri Stout. Capitaneados por Ramiro da Luz, eles tiveram o auxílio do mestre cervejeiro Alberto Basso para acertar os ingredientes e colocar a mão no malte, no lúpulo, e cozinhar a terceira cerveja do grupo, denominado “Free Brewers”. “Nós nos conhecemos através de uma linguagem de programação chamada Python, e por isso decidimos dar nomes de cobras para as nossas cervejas. Antes da Sucuri, já fizemos a Anaconda e a Coral”, contou Ramiro.
Do computador à panela, processo é supervisionado por funcionários do bar (Foto: Fernando Castro/G1)
Do computador à panela, processo é supervisionado por funcionários do bar (Foto: Fernando Castro G1)

O processo começou às 18h30, quando Ramiro e o amigo Wiliam começaram a pesagem dos maltes que foram selecionados. Após a medição, os ingredientes foram moídos e levados para a panela, onde cozinharam por duas horas. Neste período, entre cervejas e petiscos, os aprendizes se revezavam para mexer a mistura de tempos em tempos e adicionar outros ingredientes, como o lúpulo e outros maltes mais torrados, como o de café e o de chocolate.

A dica do malte chocolate, aliás, foi dada por Alberto, que é cervejeiro autodidata e já teve uma cerveja premiada em um concurso de bebidas locais. Ele explica que o malte é produzido a partir da cevada, cujo amido é transformado em açúcar por enzimas através do processo de malteação. “Na hora em que o fermento consome esses açúcares, transforma em álcool e gás carbônico”, detalha.
 
Na cerveja escolhida pelos “Free Brewers”, a combinação de maltes será a responsável pela cor escura, e também pelos aromas características do tipo Stout. “Nesta cerveja, o lúpulo não aparece, ele fica ali só para dar um amargor na cerveja. No malte nós usamos o chocolate belga e a cevada torrada, além do pilsen brasileiro básico”, diz Alberto.

Depois da panela, a cerveja passa ainda por um filtro, por resfriamento, até que é armazenada em um recipiente plástico na qual irá fermentar por dez dias. Os últimos passos antes do engarrafamento são a maturação, feita em câmara fria com temperatura de zero grau, e a aplicação de gás carbônico para acrescentar gás ao líquido.

Wiliam, Ramiro, Dogdano e Osvaldo fazem parte dos 'Free Brewers' (Foto: Fernando Castro/G1)

Cervejaria-escola
Iniciativa também pioneira é a da cervejaria Bodebrown, que ao constatar o aumento do público interessado em aprender sobre o tema e produzir a própria cerveja, inaugurou a primeira escola brasileira sobre o assunto. “O processo não é complexo, existem detalhes para se atentar e conseguir um resultado com alto nível de qualidade, mas não quer dizer que seja difícil – apenas trabalhoso”, classifica um dos professores da escola, André Junqueira.

O curso é ministrado em dois dias, em etapas diferentes. “A primeira delas fala sobre as matérias-primas, como funcionam e como se complementam. Já no segundo dia nós começamos falando do equipamento, e a partir daí produzimos uma leva de 20 litros de um estilo escolhido pela classe”, explica Junqueira. Os mesmos insumos utilizados para a produção assistida são dados para os alunos tentarem a primeira experiência em casa, com os próprios equipamentos.

A escola também dispõe de uma vasta biblioteca com livros sobre o assunto, que são disponibilizados para o estudo necessário. Para Junqueira, um dos principais focos do curso é fazer com que o aluno não fique apenas nas receitas prontas, mas que entenda o processo e passe a fazer as próprias tentativas. “É uma ciência que envolve muitas disciplinas – você pode passar anos estudando em detalhes todos os aspectos do processo, mas pode levar como hobby. A parte principal de tudo que a gente faz é abrir portas para a criatividade dos alunos”, conclui.

Foi após um curso de produção que o engenheiro Edi Wilson começou a fabricar, na cozinha de casa, as variadas versões da "Sangrenta" - sua própria cerveja artesanal. Em 2010, a oferta de equipamentos para fabricação caseira ainda era restrita a poucos locais de venda, o que não impediu o recém-cervejeiro a acertar a mão logo na primeira tentativa. "Depois que você acerta a primeira, não dá mais para parar", confessa.

Após três anos de produções, Edi Wilson estima que já tenha gasto cerca de R$ 3 mil em equipamentos, mas diz que o investimento básico para os iniciantes sai, em média por cerca de R$ 1 mil. No período, ele apostou em diversos tipos de cervejas, mas foi com uma India Pale Ale (IPA) que ele obteve medalha de prata em um concurso estadual. Para o concurso do Encontro Nacional das Associações dos Cervejeiros Artesanais (Acervas), que será realizado entre os dias 30 de maio e 1º de junho, em Curitiba, ele preparou uma leva de cerveja tipo Porter, e outra Amber Ale.

A reportagem acompanhou o processo de engarrafamento das duas cervejas, que o cervejeiro também faz na própria cozinha. Como mora sozinho, a preocupação com a sujeira que o processo manual demanda é secundário nas preocupações de Edi Wilson. "Essa é um reclamação frequente dos cervejeiros caseiros, que as mulheres reclamam da bagunça que faz", brinca.
Apesar do sucesso das produções artesanais, Edi não pensa em transformar o hobby em profissão. Ele aponta a burocracia como um dos principais entraves para os caseiros se profissionalizarem, já que a venda da bebida feita em casa é proibida, e o registro do Ministério da Agricultura só é possível para quem possui uma fábrica. Entre as soluções encontradas pelos pequenos produtores está a pareceria com as cervejarias, como a feita pela cervejaria curitbana DUM com a cervejaria mineira Wäls, para o lançamento da também premiada cerveja Petroleum. "Eu não penso em vender, gosto de levar para churrascos, de chamar os amigos para tomar comigo", finaliza.
 
O cervejeiro engarrafou dois tipos de cerveja para o Concurso Nacional (Foto: Fernando Castro/G1)
Crescimento do mercado e premiações
O envolvimento cada vez maior do público e a proliferação de produtores têm rendido frutos para quem decidiu viver da cerveja. Em 2013, expectativa da Associação das Micro cervejarias do Paraná (Procerva) é de que as empresas do setor aumentem em 70% a capacidade produtiva, em relação à produção de 2012. O levantamento foi feito com base nas estimativas de dez das 19 micro cervejarias constituídas no estado.

O otimismo dos produtores é baseado na possibilidade de redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as micro cervejarias, por parte do Governo Estadual. Atualmente, estes empreendedores, que podem produzir no máximo 200 mil litros por mês, pagam a mesma alíquota que as grandes cervejarias – 29%. “Eles se defendem bem melhor do que a gente, e recebem muitos benefícios. Se esse imposto cair para 12%, vai ampliar a capacidade produtiva, que hoje está ociosa”, aposta o presidente da Procerva, Ronaldo Flor.

De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), o Governo Estadual realiza estudos em fase de conclusão sobre de que maneira a redução do ICMS pode ser feita. Ainda não é possível falar em números, mas a intenção é equalizar com o imposto pago em estados vizinhos, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul – os 12% propostos pela Procerva. Esse incentivo pode colocar no mercado muitos cervejeiros que fabricam em suas casas. Muitos deles têm intenção de se profissionalizar, mas a cadeia é muito cara e eles não conseguem" diz Ronaldo Flor, presidente da Procerva.

As pequenas cervejarias do Paraná ainda estão longe do patamar máximo de produção estabelecido. Já com a perspectiva de crescimento, a produção da bebida especial deve chegar a 200 mil litros no ano, somando todas as empresas. “Esse incentivo pode colocar no mercado muitos cervejeiros que fabricam em suas casas. Muitos deles têm intenção de se profissionalizar, mas a cadeia é muito cara e eles não conseguem”, afirma Ronaldo, que é dono da micro cervejaria Gauden Bier.

Se este cenário se configurar, a participação do Paraná no mercado das cervejas especiais pode atingir patamar ainda mais expressivo. Atualmente, o estado possui 8% das 230 micro cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, e perde apenas para São Paulo e Rio de Janeiro no número de rótulos locais – que chegam a 10% do mercado. Para Ronaldo, a regionalização da produção é importante para o fortalecimento da cultura cervejeira. “Isso aconteceu em vários países do mundo – assim como o alimento, a cerveja especial é de vizinhança. É importante você ser forte na sua região, porque quanto mais próximo do consumidor, melhor e mais fresco é o produto, além de garantir características da região no sabor”. E as cervejarias locais têm levado á sério o fortalecimento.

No I Concurso Brasileiro de Cerveja, realizado em março em Blumenau (SC), o Paraná foi o segundo estado a faturar mais prêmios. Com 45 cervejas inscritas, contra 67 de São Paulo, o estado teve 26 cervejas premiadas, garantindo o segundo lugar, apenas sete prêmio atrás do estado vizinho. Além disso, a Bodebrown foi eleita a cervejaria brasileira do ano, após garantir cinco medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze.

Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/05/em-bar-de-curitiba-clientes-podem-fazer-e-tomar-propria-cerveja.html
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