segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Kloster Andechs

 

Minha visita à Andechs: um dos Mosteiros Beneditinos Mais Antigos da Alemanha

Há alguns anos atrás, tive oportunidade de me despedir de Munique com destino ao povoado de Andechs. Quando cheguei na região, me lembro que não havia conseguido hospedagem (na época não havia internet para fazermos reservas on-line). Um recepcionista de um hotel local me deu a dica em dormir no Chevrolet Astra que havia alugado, no estacionamento do Mosteiro de Andechs, mais conhecido por Kloster Andechs, um dos mosteiros mais antigos da Alemanha.

No dia seguinte, tão cedo bateram os raios de sol, o calor tomou conta do interior do veículo. Com um pouco de água mineral, consegui lavar meu rosto e escovar os dentes. Desci do carro, ajustei a roupa, e resolvi tirar algumas fotos do lado externo daquele mosteiro da Ordem de São Bento. Um monge passou pela calçada e me indicou o caminho da entrada.


A Abadia de Andechs é um dos centros espirituais e gastronômicos mais fascinantes da Alemanha. Erguido no topo de uma colina a leste do lago Ammersee, o complexo atrai tanto peregrinos religiosos em busca de suas relíquias medievais quanto entusiastas da cultura cervejeira mundial.

A tradição cervejeira oficial do mosteiro beneditino teve início no ano de 1455, data em que os monges beneditinos vindos de Tegernsee se estabeleceram no local, a convite do Duque Alberto III. O direito oficial de produzir e servir cerveja constava diretamente no documento de fundação do mosteiro.

A Igreja é imponente e estava parcialmente em reforma. Do alto, se observava um vale imenso, bonito que merecia tirar uma bela foto. Realizei as minhas preces agradecendo pelo momento em que me encontrava. Tive o privilégio em ser o único visitante naquele início da manhã. Havia um segundo monge, que ajustava uma peça sacra na igreja. Fui até ele para perguntar sobre a cervejaria. O sacerdote apontou-me para uma pequena escadaria, localizada dentro da Igreja, que me levou para a parte debaixo do templo.

Ao chegar na cervejaria da monastério, (fui o primeiro visitante) vi um monge mais sênior carregando uma bandeja imensa de joelhos de porco totalmente fritos. Pasme! Havia pelo menos 60 peças. Até esse ponto tudo bem, algo normal para uma cervejaria típica que oferece alimentos para seus consumidores. O que realmente me chamou a atenção, foi quando um cidadão alemão entrou na cervejaria. Vestido a caráter, usando traje Lederhosen – a tradicional bermuda de couro bávara, meiões brancos, sapatos em couro, além de suspensórios e utilizando chapéu tirolez, aquele senhor de, aparentemente uns 50 anos, abriu por meio de um molho de chaves, um armário de krugs ("caneco", em alemão). Ele retirou a sua caneca personalizada, pediu ao monge para lavá-la. Na sequência, solicitou que a enchesse de cerveja. Isso, às 9:00 da manhã! O senhor cervejeiro veio a minha direção. Sentou-se ao meu lado, olhou para mim, de cima a baixo, e resmungou: “E você? Está fazendo o quê por aqui? Não vai tomar uma comigo não?! Cadê meu companheiro?” 


Com tamanha ordem, tive que atender a solicitação de quem era, certamente, um fiel cliente da casa. Não se passaram 40 minutos, o salão estava tomado de vizinhos e confrades. Não havia turistas até aquele momento, o que para mim foi um privilégio e um luxo, em termos de exclusividade e experiência gastronômica. Jamais pensaria em tomar uma cerveja de abadia e comer comidas típicas com cidadãos de Andechs em pleno horário do café da manhã! Foi algo memorável.

Lembro-me de ter tomado uma cerveja alemã pilsen e finalizado com uma Andechser Doppelbock Dunkel, com 7,1% de teor alcóolico. Todas aquelas maravilhas elaboradas de acordo com a Reinheitsgebot de 1516. Historicamente, essa Doppelbock cerveja era o "pão líquido" consumido pelos monges durante os rigorosos períodos de jejum da Quaresma. Em Andechs, essa variedade icônica de cerveja escura e encorpada é fabricada e distribuída ao longo do ano inteiro, uma cerveja de terroir autêntico. Da loja de souvenires, trouxe alguns porta-copos e uma caneca que a tenho com bastante apreço. É a marca da lembrança deste meu passeio cervejeiro cultural na Europa.

Desde aquela época até os dias de hoje, a cervejaria do mosteiro de Andechs é um negócio essencial para manter a autossuficiência da comunidade. Todo o lucro gerado pela venda das bebidas é revertido na manutenção do mosteiro e em projetos sociais, como o auxílio a pessoas em situação de rua em Munique. A propósito, a fábrica de cervejas é moderna. Não se trata de uma cervejaria medieval ou rudimentar.

A seguir, deixo os comentários que fiz no guia Fodor's Econômico Alemanha (1995), que também o utilizei em outras viagens que fiz por aquele país. Esse guia era o único disponível na época. (O Guia da Folha de São Paulo foi lançado anos mais tarde.)


Se você estiver ou for na Baviera, não deixe de conhecer esse lugar ícone. Tomar cerveja em um mosteiro alemão será algo realmente marcante na sua viagem. Eu garanto!

Prosit!

Mais informações: https://www.andechs.de/en/monastery-brewery.html

domingo, 23 de agosto de 2026

Snickers Beer

Encontramos uma Receita Cervejeira Para a Sua Snickers Beer

Em um post recente apresentamos uma Pastry Imperial Stout Pão de Mel da Cervejaria Astúcia, Seguindo esse caminho, descobrimos uma receita cervejeira que tem como sabor Chocolate Snickers. Nesse sentido, e para todo cervejeiro caseiros, como seria capturar as características desse famoso chocolate: chocolate, amendoim, caramelo e nougat.

No site Homebrewacademy.com, encontramos algumas diretrizes gerais para produzir uma cerveja com sabor de Snickers, tendo você como homebrew protagonista.

Ingredientes

Maltes: Escolha maltes que confiram sabores de chocolate, caramelo e biscoito. Considere usar uma combinação de malte Pale, malte Chocolate, malte Caramelo e, talvez, um pouco de malte Biscuit.

Lúpulos: Escolha lúpulos com nível de amargor baixo a moderado, pois o foco aqui são os sabores do malte e dos adjuntos. Lúpulos como East Kent Goldings ou Fuggle podem funcionar bem.

Levedura: É preferível usar uma levedura tipo Ale de fermentação limpa, como a American Ale Yeast.

Adjuntos: Nibs ou pó de cacau, para obter as notas dechocolate; pó de pasta de amendoim ou amendoim. (Caso deseje, use aromatizante de amendoim livre de alérgenos, se disponível, para evitar possíveis reações alérgicas.) Lactose, para adicionar doçura e corpo (sensação na boca), simulando o nougat e um pouco de xarope de caramelo, para obter leve doçura do caramelo.

Processo de Produção

Realize a mostura (Brassagem) dos grãos a uma temperatura que favoreça um corpo mais denso — geralmente entre 68 e 69 °C (154-156 °F) — para criar uma cerveja com mais doçura residual e sensação de preenchimento na boca, alinhando-se à proposta do Snickers.

Fervura: Adicione o lúpulo no início da fervura para conferir amargor. Caso utilize pasta de amendoim em pó, ela pode ser adicionada ao final da fervura. Tenha cuidado com óleos provenientes de amendoim natural, pois podem prejudicar a retenção de espuma.

Fermentação: Após a fervura, resfrie o mosto e transfira-o para o fermentador, inoculando a levedura assim que a temperatura estiver adequada. Fermente na temperatura recomendada para a cepa de levedura utilizada.

Adição de Sabores

Cacau e Caramelo: Adicione nibs de cacau (ou cacau em pó) e calda de caramelo durante a fermentação secundária. Essa abordagem minimiza o risco de perda de sabor associada ao processo de fermentação.

Sabor de Amendoim: Introduza o sabor de amendoim ao final da fervura ou durante a fermentação secundária. Atente-se à higienização e ao risco de presença de óleos caso utilize amendoim in natura.

Após a conclusão da fermentação, deixe a cerveja maturar. Isso ajudará os sabores a se harmonizarem. Engarrafe a cerveja com a quantidade adequada de açúcar (priming) para a carbonatação. Deixe-a carbonatar por algumas semanas.

Algumas considerações importantes

Alérgenos: Esteja atento a possíveis alérgenos, especialmente ao utilizar amendoim.

Equilíbrio: O segredo para uma cerveja estilo Snickers bem-sucedida é equilibrar os sabores de doce, amendoim e chocolate sem sobrecarregar a cerveja base.

Pode ser necessário experimentar diferentes quantidades de adjuntos para obter o equilíbrio ideal de sabores.

Criar uma cerveja com sabor de Snickers é um processo experimental, e pode levar algumas tentativas para aperfeiçoar a receita. A técnica de combinar elementos que remetem aos sabores de uma barra Snickers em uma base de cerveja pode ser aplicada também a outras receitas. Dois tipos de receita que valem a pena explorar por serem bastante semelhantes são a Milk Stout e esta receita de Porter com Chocolate e Pasta de Amendoim.

Ingredientes Fermentáveis (Grain Bill)

Quantidade

Ingrediente

PPG (Potencial)

°L (Cor Lovibond)

% da Receita

2 lb (907g)

Malte Base Canadense - Pale 2-Row

36

1.75

70.6%

4 oz (113g)

Malte Alemão - CaraFoam

37

1.8

8.8%

3.50 oz (99g)

Malte Americano - Caramel / Crystal 60L

34

60

7.7%

2.80 oz (79g)

Malte Americano - Chocolate

29

350

6.2%

1.50 oz (42.5g)

Malte Americano - Black Malt (Malte Negro)

28

500

3.3%

1.50 oz (42.5g)

Aveia em Flocos Americana (Flaked Oats)

33

2.2

3.3%

Perfil de Lúpulos (Hops)

Quantidade

Variedade

Custo

Tipo

AA (% Alfa Ácidos)

Uso

Tempo

IBU

% da Carga

0.20 oz (5.7g)

Northern Brewer

Pellet

7.8%

Fervura

60 min

30.14

50%

0.20 oz (5.7g)

Willamette

Pellet

4.5%

Fervura

20 min

10.53

50%

Nota: As conversões para gramas foram calculadas e arredondadas para facilitar a pesagem de precisão.

Not a Snickers Imperial Stout”, da Vocation Brewery


No universo em constante expansão das cervejas artesanais, um rótulo singular se destaca pelo seu perfil de sabor diferenciado, inspirado em uma barra de chocolate famosa: a “Not a Snickers Imperial Stout”, da Vocation Brewery.

Esta cerveja faz parte da seleção “Naughty and Nice” (Travessura e Bondade) da Vocation e representa uma incursão ousada no mundo das cervejas inspiradas em sobremesas. 


Fonte: https://homebrewacademy.com/snickers-beer/

Fotos: IA/Pinterest

sábado, 22 de agosto de 2026

Crush Laranja no Brasil

 

O Gosto da Saudade: A Fascinante História do Refrigerante Crush e Seu Legado no Brasil

Observar o apresentador Ratinho surpreso ao pegar em uma garrafa do Refrigerante Crush, para mim foi motivo de alegria, pois me trouxe um momento de nostalgia. Ao ver seus comentários em sua rede social, resolvi escrever esse breve artigo, transmitindo sua satisfação ao lembrar seus tempos de criança.

Se você viveu a infância ou a juventude no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980, certamente se lembra da sensação de segurar uma garrafa de vidro pesada, canelada, e dar uma leve chacoalhada antes de abri-la. Esse ritual pertencia aos consumidores do Crush, um dos refrigerantes mais icônicos do século XX. Embora tenha desaparecido das gôndolas brasileiras, o Crush deixou uma marca profunda na memória afetiva do país. Conheça a trajetória completa dessa bebida, desde sua criação nos Estados Unidos até o sumiço dos supermercados nacionais.

A jornada do Crush começou 1906 por JM Thompson em Chicago, nos Estado Unidos. Em 1911, na cidade de Los Angeles, Califórnia, a fórmula original foi aprimorada o químico de bebidas e extratos Neil C. Ward. A receita inovava ao utilizar o óleo extraído diretamente da casca da laranja para conferir o sabor e o aroma característicos, adicionando o suco da própria fruta anos depois, em 1921. O refrigerante ganhou escala comercial em 1916, quando Ward uniu forças com o empresário Clayton J. Howell para fundar a Orange Crush Company. O sucesso foi imediato e o refrigerante rapidamente cruzou fronteiras.

A Chegada ao Brasil e o Modelo de Franquias

O refrigerante desembarcou em solo brasileiro na década de 1930. Para se expandir pelo território nacional, a detentora internacional dos direitos — que mais tarde passou a ser a multinacional Cadbury Schweppes — adotou um modelo de negócios baseado em franquias e licenciamentos regionais. A matriz fornecia o extrato concentrado da bebida, enquanto indústrias de refrigerantes regionais brasileiras ficavam encarregadas do engarrafamento e da distribuição regional. Entre as fábricas mais famosas que operaram a marca no Brasil, destacam-se a Indústria de Refrigerantes Pakera (no Rio de Janeiro), a Indústria de Refrigerantes Golé (em Uberaba, Minas Gerais) e a Refrigerantes Zago (que produziu a bebida em Uberlândia entre 1969 e 1976).

No mercado brasileiro, o Crush Laranja era visto por muitos como o melhor refri de sua categoria, superando os concorrentes diretos em intensidade. O público o idolatrava por sua cor laranja-avermelhada muito vibrante, textura marcante e um sabor cítrico mais encorpado e doce do que o da Fanta. Embora a laranja fosse o carro-chefe absoluto, a marca explorou outras frentes como o sabor Uva que foi lançado no mercado nacional na década de 1970 para competir no segmento de frutas escuras. O sabor Caju, uma versão regionalizada e limitada chamada Crush Cajuína chegou a ser lançada no Nordeste brasileiro em 2011, fruto de uma parceria com a Norsa (franqueada Coca-Cola).

No exterior, a linha se estendeu por sabores como limão (Lemon e Lime), cereja, pêssego, morango e abacaxi.

"Mexa, Mexa!": A Identidade nos Comerciais e no Vidro

Diferente da concorrente Grapette, que imortalizou o jingle "Quem pede Grapette, repete", o Crush apostava em destacar a qualidade de sua fórmula. Na década de 1970, o slogan mais marcante das campanhas de TV e impressas foi: "Crush: Mexa, Mexa!". O anúncio era um aviso funcional: o consumidor precisava agitar levemente a garrafa antes de abrir para misturar o legítimo extrato e os gomos da fruta que se acumulavam no fundo do casco.

A identidade visual também era um espetáculo à parte, bebendo diretamente da fonte do movimento Art Déco das décadas de 1920 e 1930. As primeiras garrafas produzidas no Brasil pela Cisper eram de cor âmbar (escura), mudando para o vidro incolor em 1963. Ambas traziam linhas geométricas verticais e horizontais rígidas e simétricas moldadas em alto relevo no próprio vidro. A logomarca apresentava uma caligrafia marcante, com letras grossas, arredondadas e levemente inclinadas, inicialmente aplicadas em serigrafia pintada e, depois, texturizadas no próprio vidro.

Por que o Crush Desapareceu do Brasil? Eis a pergunta de um milhão de dólares. O declínio e o consequente sumiço do Crush das gôndolas brasileiras ocorreram ao longo da década de 1990, motivados por dois grandes fatores de mercado. Houve o fim dos Contratos de Franquia. A Cadbury Schweppes optou por descontinuar e não renovar as licenças de engarrafamento com as fábricas regionais independentes (como Pakera e Golé), fragmentando a distribuição. Adicionalmente, os direitos da marca Crush foram adquiridos pela The Coca-Cola Company em diversos mercados internacionais na virada dos anos 1980 para os 1990. Como a Coca-Cola já tinha a Fanta Laranja consolidada como sua principal força no segmento, a empresa optou por retirar o Crush de circulação no Brasil para evitar a concorrência interna (canibalização de vendas) e focar os investimentos em um único produto.

Apesar da ausência no Brasil, o Crush está longe de estar extinto. Ele continua sendo comercializado com enorme força em países como os Estados Unidos (onde os direitos pertencem à Keurig Dr. Pepper e a distribuição é feita pela PepsiCo), além de Canadá, México, Reino Unido e diversas nações da América Latina. Em solo brasileiro, ao Soft Drink restou aos entusiastas recorrer a lojas físicas e virtuais especializadas em produtos importados para garantir uma lata da bebida.

Relembrar o Crush é fazer uma viagem no tempo direto para os anos 60, 70 e 80, uma época em que os dias pareciam passar mais devagar. O estalo inconfundível da tampinha de metal sendo removida pelo abridor era o prenúncio de uma felicidade simples, sinônimo de festas de aniversário no quintal, almoços de domingo com a família reunida e tardes quentes jogando conversa fora na calçada. Segurar aquela garrafa pesada de vidro canelado, dar uma leve mexida para misturar o gominho da fruta e sentir o primeiro gole gelado e efervescente do refrigerante era a tradução perfeita da infância. O Crush pode ter deixado as prateleiras dos nossos supermercados, mas o seu sabor cítrico e inconfundível permanece para sempre guardado no paladar da nossa memória.



A Evolução da Marca.


Foto: Rede Sociais/ (IA)/Facebook do Ratinho
Fontes: https://www.propagandashistoricas.com.br/2019/01/propaganda-refrigerante-crush.html
https://logos-world.net/crush-logo/
Saiba mais sobre o Crush de hoje em: https://www.crushsoda.com/


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Cerveja Astúcia Pão de Mel

Cervejaria Astúcia Lança Cerveja no Estilo Pastry Imperial Stout com Ênfase no Pão de Mel

A Cervejaria Astúcia, fundada em Belo Horizonte em 2018, lança hoje 21.08, sua nova Pastry Imperial Stout inspirada no tradicional pão de mel. Leonardo Dinardi, o cervejeiro da Astúcia (o mesmo criador da famosa Dry Stout Fala Zezé) e seu parceiro Marcelo Maciel, destacam nessa novidade a intensidade do estilo Stout com notas de mel, chocolate, especiarias e um toque final adocicado, em um teor de 13% de álcool. Uma potência em todos os sentidos.

As receitas cervejeiras inspiradas no clássico doce pão de mel formam uma atração à parte no universo das artesanais. Elas buscam "liquidificar" a experiência gustativa da sobremesa, misturando notas intensas de cacau, mel e especiarias com a robustez maltada de uma boa Stout.

O estilo, normalmente sazonal e associado às baixas temperaturas de inverno, tem conquistado admiradores em todo o país através de interpretações marcantes de grandes marcas do setor. Algumas cervejarias se destacam com criações em torno do tema.

Basta pesquisar um pouco na internet que algumas beldades aparecem. No sul do país, a Cervejaria Bodebrown do estado do Paraná, tem a sua icônica cerveja Atomga Pão de Mel no estilo Imperial Stout com especiarias. Teve sua receita inicialmente elaborada em uma parceria com os cervejeiros norte-americanos Chris Kirk e Tyler Joyce, reconhecidos pelo trabalho elaborado na cervejaria Great Divide. Combinação dos maltes torrados e tostados, especiarias, cacau com levedura inglesa e 11% de grau alcoólico eleva o espírito desta cerveja a uma viagem espacial.

 A Cervejaria Trilha, de São Paulo produz uma aclamada versão de Pastry Stout com mel, cacau e especiarias na mesma linha, envolta em 12% de teor alcóolico, o que lhe concede uma textura cremosa e licorosa. Já a paulistana Cervejaria Capitão Colmeia, destaca-se no cenário com a sua tradicional e encorpada Stout. Com uma Stout de base, leva gengibre, canela, cravo e pimenta-da-jamaica, criando um perfil aromático aconchegante. Seu dulçor é equilibrado e o final levemente condimentado. Um verdadeiro pão de mel no copo.

Para quem deseja conhecer a Pasty Imperial Stout Pão de Mel da Cervejaria Astúcia, essa estará disponível em versão chope diretamente nas tap handles da casa, na Rua Viçosa 121. Na Savassi. Caso queira levar algumas amostras para casa, a cerveja está disponível também em garrafas de 300 ml.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Branding Evolution na Heineken

Eficiência e ROI: Os Desafios Financeiros de Rafael Golfe na Nova Diretoria da Heineken Brasil

Em uma movimentação estratégica para otimizar seus investimentos em ativos intangíveis de marca, o Grupo Heineken Brasil anunciou Rafael Golfe como o novo Diretor de Brand Experience & Sponsorship Promoview. O executivo sucede Guilherme Bailão e assume o comando de um dos orçamentos de marketing mais robustos do país.

A promoção de Golfe reflete uma tendência corporativa global: a busca por lideranças com visão integrada de reputação, governança e finanças. Em seu último ano como Head de Comunicação Corporativa, o executivo blindou o valor de mercado e o brand equity da companhia. Agora, ele terá a missão de garantir que cada real investido em grandes eventos se converta em volume de vendas e ganho de market share.

O mercado de cervejas premium no Brasil enfrenta um cenário de concorrência acirrada e transição nos hábitos de consumo. A gestão de Golfe será avaliada sob métricas financeiras rigorosas. Os principais desafios econômicos nos próximos anos são:

Transição de Ativos e Perda da Champions League: a partir de 2027, a UEFA Champions League, historicamente um dos ativos de marketing mais rentáveis da Heineken no Brasil — passará para o portfólio da concorrente Ambev. Golfe precisará recalibrar a alocação desse capital liberado. O desafio financeiro é encontrar novos projetos de patrocínio que ofereçam o mesmo custo por milhar (CPM) e a mesma conversão em canais de trade (bares e supermercados) que o torneio europeu garantia.

Consolidação do Modelo de Agências Fixas. A Heineken Brasil abandonou o modelo tradicional de contratações por demanda (job a job) para concentrar sua operação de live marketing em apenas três agências parceiras fixas, com contratos de longo prazo (três anos). Sob a liderança de Golfe, esse ecossistema centralizado precisará gerar ganhos de escala e reduzir custos operacionais em uma esteira que movimenta mais de 400 projetos anuais. A meta é cortar o desperdício de orçamento e aumentar a produtividade das entregas.

Diversificação de Portfólio e Margens de Lucro. O mercado global enfrenta uma desaceleração no consumo de cervejas tradicionais entre os jovens (Geração Z). Para proteger as margens de lucro do grupo, a diretoria de Golfe terá que financiar a expansão de categorias de maior valor agregado e produtos de maior margem, como a Heineken 0.0 e o portfólio de não alcoólicos. O foco econômico muda da "venda por volume bruto" para a "venda por rentabilidade unitária".

Defesa do Market Share Premium contra a Concorrência: o segmento de cervejas premium, antes dominado amplamente pela marca, hoje sofre ataques agressivos de grandes concorrentes globais e locais. Golfe terá que auditar o retorno sobre o investimento (ROI) de grandes propriedades como o Rock in Rio e a Fórmula 1. O objetivo é transformar patrocínios passivos em ecossistemas de negócios proprietários (como a plataforma Green Your City), gerando novas linhas de receita direta e fidelização de clientes de alta renda.

O desafio está na mesa.

Soft Drinks Tech 2026

O Futuro no Copo: Soft Drinks Tech 2026 Mostrará a Revolução das Bebidas Funcionais e da Saudabilidade

O mercado de bebidas não alcoólicas na América Latina está prestes a ganhar um novo norte. Nos dias 15 e 16 de outubro, o Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, se transformará no epicentro da inovação industrial com a realização da Soft Drinks Tech 2026. Em sua 5ª edição — fruto de uma co-realização entre a AFABBRA (Associação dos Fabricantes de Bebidas do Brasil) e a TRIO XP —, o encontro se consolidará como o único e mais importante ecossistema de negócios 100% dedicado ao setor na América do Sul. O Blog Ave César acompanhará de perto os dois dias de imersão, rodadas de negócios e painéis de tendências.

O diagnóstico antecipado do setor é claro: a indústria de soft drinks não está apenas mudando suas receitas; ela caminha para redefinir completamente o seu propósito na vida do consumidor moderno.

A Era do "Better-for-You" e o Impacto GLP-1

Se em edições anteriores a grande discussão girava em torno da simples redução de açúcar e sódio, em outubro o sarrafo subirá de nível. O conceito de bebidas funcionais (better-for-you) promete dominar os pavilhões. Impulsionada pela popularização global dos medicamentos da classe do GLP-1 (utilizados para controle de peso) e por uma busca implacável por longevidade, a demanda por bebidas densas em nutrientes deve ditar o ritmo dos lançamentos.

Especialistas convidados para a 5ª Conferência da Indústria de Bebidas Não Alcoólicas debaterão como o consumidor atual busca benefícios sistêmicos a cada gole. Refrigerantes naturais enriquecidos com fibras prebióticas para a saúde intestinal, águas vitaminadas com nootrópicos para foco mental e chás com compostos adaptógenos — como cogumelos funcionais — deixarão de ser nicho para ocupar o centro das estratégias das grandes marcas.

Outro destaque que promete movimentar o evento é a consolidação dos mocktails (coquetéis zero álcool) e dos fermentados. Paralelamente ao encontro principal, a 5ª Conferência Nacional de Produtores de Kombucha (Conakom) mostrará que o mercado de bebidas vivas e artesanais alcançou maturidade industrial. Novas linhas de envase de alta precisão e tecnologias inéditas de estabilização térmica serão apresentadas para garantir que essas bebidas cheguem ao grande varejo sem perder suas propriedades probióticas.

Tecnologia de Ponta: Da Automação à Rastreabilidade

No Salão de Tecnologia e Exposição, gigantes do maquinário industrial e startups de biotecnologia dividirão o espaço. O grande foco técnico desta edição será a eficiência energética e a robótica aplicada. Tecnologias avançadas de sopro de garrafas PET de alta precisão prometem atrair a atenção de diretores industriais focados em reduzir drasticamente a pegada decarbono e o desperdício de matéria-prima. Além disso, sistemas baseados em inteligência artificial e blockchain serão apresentados como ferramentas cruciais para a rastreabilidade verde, permitindo que o consumidor final saiba exatamente a origem de cada ingrediente do seu suco ou chá funcional com um simples escaneamento de QR Code.

Mais do que discutir tendências, a Soft Drinks Tech 2026 funcionará como uma poderosa máquina de vendas. A Rodada Oficial de Negócios conectará diretamente os fabricantes expositores com os maiores players de supermercados, atacarejos e distribuidores do país.

A feira será encerrada com a entrega do tradicional prêmio Top Marcas, chancelado pela AFABBRA, que homenageará as empresas que melhor souberam equilibrar sabor, tecnologia de produção e saudabilidade ao longo do último ano. 

Para nós da Ave Cesar Co., o evento trará uma mensagem comercial nítida: o futuro pertencerá às marcas que conseguirem entregar conveniência e prazer, sem abrir mão da transparência e do respeito à saúde do consumidor. O mercado está mudando e as gôndolas também.

Saiba mais: https://euvou.events/SOFTDRINKSTECH2026 - https://softdrinks.com.br/

terça-feira, 18 de agosto de 2026

ACervA Mineira Cervejas Extremas

 

Flávio Andrade Produz Workchopp Online Sobre Cervejas Extremas

Depois do sucesso em sua aula presencial na Casa Olec, em Belo Horizonte, ACerviano mineiro e cervejeiro Flávio Andrade, em parceria com a ACervA Mineira, fará um Workshop on line para o produtores caseiros de cervejas, os Homebrewers, bem como entusiastas que queiram saber um pouco mais sobre a produção de cervejas extremas, aquelas carregadas de aromas, tato e paladar, ou seja, uma revolução cervejeira na prática.

O Workchopp "Produzindo Cervejas Extremas", como é chamado, é gratuito. As inscrições estão no Instagram da Associação (https://www.instagram.com/acervamg/). 

Aproveite, hoje, às 19:30hs.



Cerveja Artesanal no Brasil por Wener Emmel

 

Cerveja Artesanal no Brasil Escrito por Quem Entende de Cerveja

Com uma trajetória repleta de realizações significativas, Werner Emmel se consolidou como um dos expoentes do mercado da cerveja artesanal brasileira graças a seu temperamento destemido, sua obstinação por resultados excepcionais, sua honestidade, pioneirismo e empreendedorismo. Afinal, "Quantas pessoas tiveram o privilégio e a oportunidade de, aos 47 anos, depois de quase 25 deles trabalhando como mestre-cervejeiro em uma das principais companhias de bebidas do planeta, reinventar-se como empreendedor, e passar a ser uma das testemunhas - e também protagonista - da revolução das microcervejarias e cervejas artesanais no Brasil?"

Em Cerveja Artesanal no Brasil: A História Que Todo Cervejeiro Deve Conhecer, o Mestre Cervejeiro Werner Emmel conta suas memórias desde sua infância em Pomerode/SC, até a fundação da WE Consultoria, empresa de Porto Alegre/RS, que elevou o status do segmento cervejeiro nacional. 

Através de uma narrativa leve, repleta de detalhes e pinceladas de bom humor, Werner Emmel nos apresenta sua família humilde, sua relação com os estudos, os eventos que o destino reservou para seu ingresso no mundo da cerveja, os desafios que enfrentou na Alemanha e os amigos que o acompanham até hoje.

Título:  Cerveja Artesanal no Brasil

Edição 1ª edição (dezembro de 2021)

Idioma Português; Capa comum  152 páginas

Dimensões     17 x 23 cm

Onde comprar: https://www.webrewshop.com.br/outros/livro-cerveja-artesanal-no-brasil?srsltid=AfmBOorHwLaapBjPT8mdw5v6u7PM7OReBrmr3RMf2uIS-SROKwtggGu6


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Mills 10 anos

 

Uma Década de Identidade e Rigor Técnico na Grande BH

Fundada a partir do sonho dos cervejeiros caseiros Alexandre Pimenta e José Monteiro Jr., a Cervejaria Mills iniciou suas atividades comerciais em Belo Horizonte com o propósito ousado de criar "cervejas com identidade".

Sediada no bairro São Francisco, na Capital, a microcervejaria transformou o hobby de seus fundadores em um negócio altamente premiado e respeitado no mercado nacional. Entre as principais conquistas de sua história, destacam-se o seu registro na Top 50 do Brasil. A Mills foi eleita consecutivamente entre as 50 melhores cervejarias do país nos rankings setoriais.

A cervejaria mineira faturou a melhor IPA do País, por meio do seu rótulo Bedrock, uma American IPA potente, que conquistou medalha de ouro no Brasil Beer Cup. Há ainda o título no Campeonato Brasileiro de Cervejas. Adicionalmente, a fábrica de cervejas produz o seu toque de inovação cultural através da linha do estilo Sour. Esse portfólio homenageia o Cordel Mineiro, utilizando frutas e ingredientes tropicais como caju, goiaba e cajá. Todas essas cervejas podem ser experimentadas na loja da Cervejaria Mills, localizada no Mercado Novo, bem no centro da Capital mineira.

Para celebrar a primeira década de história, a marca preparou uma grande comemoração diretamente em sua fábrica, oferecendo gastronomia local, shows ao vivo e visitas guiadas ao seu complexo de produção. Detalhes sobre a trajetória e portfólio completo de produtos podem ser conferidos no Instagram Oficial da Mills Brewery ou pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/mills-10-anos/3532175)

Fotos: Instagram/IA.

domingo, 16 de agosto de 2026

Guarapan Refrigerante

 

Alquimia Clandestina e o Trono de Vidro: A Lendária Trajetória do Guarapan nos Balcões de Minas

por Henrique Oliveira

Belo Horizonte– Para quem frequenta as estufas de salgados e tradicionais lanchonetes da Grande BH, o ritual é sagrado: um pastel frito na hora acompanhado de um  refrigerante Guarapan trincando de gelado. Mas o que hoje é consolidado como o maior símbolo do bairrismo líquido de Minas Gerais passou por uma origem rebelde e uma crise de identidade nos bastidores industriais. A história desse clássico — fundado oficialmente no ano de 1940 — é fruto de uma lenda de insubordinação operária que só se emancipou de fato quando conquistou o seu primeiro casco de vidro próprio.

A certidão de nascimento do Guarapan não foi assinada em uma sala de reuniões executivas, mas sim no chão de fábrica da antiga Refrigerantes Minas Gerais (Remil), produtora da Coca-Cola, sob a admnistração do empresário mineiro Luiz Otávio Possas Gonçalves. Reza a lenda urbana que, em 1940, um funcionário anônimo da linha de montagem decidiu, por conta própria e sem qualquer autorização dos superiores, brincar de alquimista.


Aproveitando o maquinário e os insumos da fábrica de bebidas, ele combinou a base do guaraná da empresa com essências concentradas de maçã e outros extratos aromáticos secretos, criando um refri artesanal. O experimento clandestino logo foi descoberto pelo supervisor da planta. Chamado às pressas para a temida sala da gerência, o operário tinha certeza de sua demissão imediata por justa causa. Para a surpresa de todos, o chefe preferiu testar o líquido antes de aplicar a punição. Ao dar o primeiro gole, o supervisor ficou impressionado com o paladar exótico. Em vez do bilhete de demissão, o funcionário recebeu elogios do novo refrigerante e o direcionamento para que a fórmula inédita fosse patenteada e lançada comercialmente naquele mesmo ano.

Apesar do sucesso imediato da receita que misturava o aroma de maçã com um icônico sabor de tutti-frutti, o Guarapan enfrentou um grande desafio logístico inicial. Por ser uma bebida puramente regional e de produção controlada, a Remil não via viabilidade financeira para encomendar lotes exclusivos de garrafas personalizadas junto às vidrarias.

Durante suas primeiras décadas de vida, o Guarapan funcionou como um "hóspede" em cascos alheios. O líquido era envasado em "garrafas genéricas" ou vasilhames emprestados de outras marcas de refrigerantes da empresa. O consumidor de Belo Horizonte precisava caçar a bebida nas geladeiras pelas tampinhas de metal específicas ou por rótulos de papel que se descolavam facilmente na água e no gelo dos balcões. No mercado da época, o produto corria o risco constante de ser visto apenas como uma linha secundária. Com o passar do tempo, o refrigerante ganhou uma garrafa própria para chamar de seu. Virou o companheiro dos salgados tradicionais nas lanchonetes da Capital Belo Horizonte. Coxinhas, pastéis, empadas, quibes são as melhores combinações. Além da garrafa de 290ml, havia também o refrigerante servidos por meio de post-mix, em copos descartáveis.

As tradicionais garrafas de vidro de 290ml e 600ml marcaram épocas até os anos 1990. Hoje, elas são consideradas itens raros de coleção, enquanto a bebida é comercializada principalmente em PET ou latas. Se você vier para Minas Gerais, sobretudo na Capital, não deixe de tomar um refrigerante Guarapan.

Você irá se surpreender.



Fotos do refrigerante antigo: IA. Demais fotos: Internet e rede social Garapan

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Sim! Cerveja Sem Álcool

 

A Sim! Cerveja Sem Álcool Conquista Seu 3º Título Mundial

Retransmitimos a mensagem de David Figueira, Co-fundador da Cerveja

"Acabamos de receber uma notícia sensacional diretamente da Inglaterra: nossa Sim! Cerveja Sem Álcool - Coffee Dry Stout acaba de ganhar mais um título mundial, a medalha de ouro no World Beers Awards, a maior competição de bebidas do Mundo.

Este campeonato tem várias seletivas em dezenas de países. E as melhores cervejas dessa seletiva vão para a grande final na Inglaterra. Ao todo, ganhamos 11 medalhas nesse campeonato, sendo 6 de Ouro e o grande prêmio de melhor Cerveja Sem Álcool (na categoria Stout’s e Porters). E com isso chegamos a marca de 51 premiações internacionais.  É um baita orgulho ser uma marca local e independente levando o nome do Brasil para o mundo todo."

David Figueira é de Campinas. É um físico formado pela Unicamp, empreendedor e cofundador da "Sim! Cerveja Sem Álcool". Eu o conheço há muitos anos, por volta de 2007, quando ele era um dos cabeças da ACervA Paulista

David sempre empreendeu no ramo cervejeiro. Foi Co-fundador da Lamas Brew Shop, uma loja especializada na venda de insumos e equipamentos cervejeiros para homebrewers e da Cervejaria Cogumelo, uma incubadora de cervejas ciganas. O sucesso foi tanto, que em Minas, o ACerviano Mineiro, José Bento Valia Vargas abriu uma loja Lamas Brew expandido a cultura cervejeiras artesanal, por um bom período na Capital Belo Horizonte.

Fazer cervejas zero álcool, além da tradicional Pilsen, é um ato de ousadia, que quebra paradigmas, redistribui os nichos deste mercado e fomenta os fatores substitutos, esses que tem como pilares, o zelo à saúde, ao exercício físico e ao sono.

Desejo ao David Figueira sucesso pleno em sua jornada de cervejas sem álcool, que está em franco crescimento, face as novas tendências de consumo

Parabéns David! Um brinde!

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