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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Yayoi Kusama Veuve Clicquot

 

Yayoi Kusama: Morre a Artista que Colocou “Bolinhas” na Veuve Clicquot

A icônica artista japonesa Yayoi Kusama, mundialmente reconhecida por suas vibrantes "bolinhas" (polka dots) e suas imersões psicodélicas, deixou gravada na história do design uma das colaborações mais elegantes do mercado de luxo internacional. Em uma parceria de destaque com a LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), Kusama foi convidada pela maison francesa Veuve Clicquot para ilustrar a edição especial da prestigiosa safra La Grande Dame 2012.

O projeto, que uniu o legado histórico da marca à visão artística contemporânea, transformou a tradicional garrafa e sua embalagem em verdadeiras obras de arte
colecionáveis. Os famosos pontos da artista foram ressignificados como se fossem as próprias bolhas efervescentes do champanhe, acompanhados por uma flor opulenta e colorida que simboliza a vida, o amor e a paz. A colaboração de Kusama com a marca teve início em 2006, quando ela reinterpretou o retrato original da própria fundadora, Madame Clicquot, para um leilão beneficente em Tóquio. Para o lançamento de 2020, o trabalho expandiu-se com a criação da escultura exclusiva “Meu Coração que Floresce na Escuridão da Noite”, uma peça de tiragem limitadíssima que envolveu as garrafas magnum do rótulo.

Uma Trajetória Marcada pelo Infinito

A assinatura visual de Kusama — construída por padrões geométricos infinitos e acumulações obsessivas — nasceu de uma necessidade de expressar e externalizar as alucinações e ataques de pânico que ela sofria desde a infância no Japão. Nascida em 1929 na cidade de Matsumoto, ela desafiou a rigidez de sua família burguesa para estudar arte. Na década de 1950, mudou-se para os Estados Unidos, tornando-se uma figura central na vanguarda artística de Nova York ao transitar pelo minimalismo, pop art e happenings conceituais. Sua busca incessante pela "auto-obliteração" — o conceito de diluir a própria existência para se fundir ao universo infinito — fez com que gerasse um impacto profundo tanto em galerias de prestígio quanto na cultura de massas, colaborando com marcas globais da LVMH, como a Louis Vuitton. A artista faleceu em agosto de 2026, aos 97 anos, em Tóquio, mantendo uma rotina de pintura ativa até os seus últimos dias de vida.

Para os admiradores brasileiros que desejam experienciar o fascinante e vertiginoso universo da artista, o país abriga um dos acervos mais importantes de suas criações. O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho (Minas Gerais), mantém uma mostra permanente dedicada inteiramente ao trabalho de Yayoi Kusama.

Inaugurada em 2023, a galeria exclusiva dedicada à artista permite que o público se conecte de perto com suas instalações imersivas mais celebradas. O Blog Ave César esteve em Inhotim e recomenda que você leitor vá ao Instituto e conheça, pelo menos um dos seus dois ambientes.

Narcissus Garden: O mais conhecido, trata-se de uma imponente instalação instalada sobre o espelho d'água do Centro de Educação e Cultura Burle Marx, composta por 750 esferas de aço inoxidável que se movem ao sabor do vento. Outro espaço é o “I'm Here, But Nothing” (2000): Uma sala que recria um ambiente doméstico comum, completamente tomado por pequenos pontos fluorescentes sob o efeito de luz negra.

A renomada artista japonesa Yayoi Kusama faleceu em um hospital de Tóquio, tendo sua morte anunciada oficialmente na quinta-feira dia 27.08. Conhecida mundialmente por suas icônicas bolinhas e instalações imersivas, ela continuou com suas pinturas até os seus últimos dias de vida. 

Leia o anúncio oficial em yayoi-kusama.jp

Fotos: LVMH/Redes Sociais

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Tattoo e Cerveja

 

Sangue, Tinta e Malte: O Ritual Secreto Entre a Tatuagem e a Cerveja Gelada

por Henrique Oliveira*

Inspirei-me nessa matéria em minha sobrinha Paulinha Mendes, que é cantora e tatuadora profissional, e Jean Felipe, um cunhado-afim, que possui uma Tattoo Shop nos Estados Unidos.

A agulha dita o ritmo na pele por duas, três ou quatro horas. O barulho da máquina funciona como um teste de resiliência. Marcar o corpo é um processo que exige energia, dor e paciência. Mas, para todo bom entusiasta da cultura urbana, a verdadeira recompensa não termina quando o tatuador limpa o excesso de tinta e cola o plástico protetor. O ritual só fica completo no balcão do bar mais próximo, celebrando o traço novo com o primeiro gole de uma cerveja trincando, muitas vezes ao som de uma banda ou de um bom disco de vinil.

Essa relação vai além do mero alívio pós-dor. Tatuagem e cerveja compartilham a mesma essência: são manifestações de arte contracultura, personalidade e, acima de tudo, celebração da liberdade individual.

A Ciência do Relaxamento: Por que a Cerveja Pós-Sessão é Sagrada?

Durante uma sessão de tatuagem, o corpo descarrega uma quantidade massiva de adrenalina e endorfina para lidar com a dor. Quando a máquina desliga, ocorre o famoso "choque pós-tattoo": o corpo relaxa abruptamente, a glicose baixa e você sente um cansaço físico real. É aí que o copo americano (em Minas Copo Lagoinha) entra em ação, como uma descompressão mental: O primeiro gole sinaliza para o cérebro que a "batalha do grafite no corpo" acabou.

Trata-se de uma socialização instantânea. Tatuar-se com amigos e esticar para o boteco transforma a dor em uma boa história, porém deve-se seguir a regra de ouro: nunca beba antes da sessão, pois o álcool afina o sangue e atrapalha a fixação da tinta. Mas depois? É praticamente um dever cívico.

Do Copo para a Pele: A Cerveja como Protagonista da Arte

Para o universo masculino, a paixão pelo universo cervejeiro é tão intensa que transborda do paladar direto para a pele. Para as mulheres cervejeiras, é comum tatuar elementos do malte e do lúpulo, pois virou uma tendência forte entre quem aprecia o estilo de vida clássico e artesanal. Os estilos mais procurados nos estúdios ao redor do mundo variam entre o visual retrô e o minimalismo.

Há Old School Clássico: Canecos transbordando espuma, ramos de cevada e designs tradicionais que remetem aos marinheiros e à velha guarda.

Há também o Minimalismo Urbano: O icônico design do copo americano ou silhuetas simples que carregam um significado gigante de boemia. Alguns registram o Boteco Raiz, com desenhos bem-humorados que celebram a cultura cervejeira brasileira, como a clássica cadeira de plástico amarela acompanhada de uma garrafa. É um trabalho de arte.

Se você está planejando o seu próximo risco na pele, que tal se inspirar no seu próprio brinde? Afinal, se a vida é curta demais para beber cerveja ruim, ela também é curta demais para ter a pele em branco.

Recomendo os trabalhos de Tattoo, no Brasil: Paula Mendes (https://www.instagram.com/paulamendes.art/) 

Nos Estados Unidos: Jean Felipe (https://www.youtube.com/channel/UC6BpK2WAkVQvE5mYWrAnixQ)


Fotos: pinterest/internet/estúdios de tattoo/divulgação.
(*) - Executivo e Beersommelier nas horas vagas.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Arte com cilindros

Qualquer Fagulha

Em novembro, Belo Horizonte foi agraciada pela exposição "A Qualquer Fagulha", do escultor e artista plástico mineiro José Bento, com curadoria dos artistas Rafael Perpétuo e Clarice Steinmüller.

Curiosamente, para quem trabalha com cervejas, principalmente em barril, sabe que o cilindro é peça chave no processo. Nesse caso, a obra do artista nos alerta sobre as queimadas e que os cilindros (no caso de oxigênio) em sua exposição representadas em madeiras de lei do Brasil serão a única alternativa para respirarmos um bom ar. Aliás sem oxigênio, não há fogo. É um dueto contraditório. Talvez seja melhor tomarmos uma atitude agora.

Antes de encerrar a apresentação de suas obras, um livro relacionado a amostra foi publicado e narra um pouco sobre a trajetória de incrível artista que, além da habilidade com as mãos, possui em sua mente a sensibilidade de transferir sentimentos em cada peça de arte. A exposição se encerra esse fim de semana de janeiro de 2024, na sede do Minas Tênis Clube, na Rua da Bahia e a entrada é gratuita. 

Por falar em arte, acredito que Belo Horizonte, deve e precisa ser mais ornamentada, com trabalhos de magnitude. Precisamos de bustos, estátuas, monumentos, de mostras internas e externas que possam chamar a atenção e cativar as pessoas. Uma cidade ornamentada é mais feliz, mais aprazível de se viver e atrai mais turistas. Que venha mais arte. 

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