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sábado, 29 de agosto de 2026

Cerveja Patricia Uruguai

 
O Fim de Uma Era: FNC Fecha a Hístórica Fábrica da Cerveja Patricia em Minas

Montevidéo / Minas – Em uma decisão que marca o fim de quase nove décadas de tradição industrial, a diretoria da Fábricas Nacionales de Cerveza (FNC) oficializou o fechamento de sua emblemática planta na cidade de Minas. O anúncio foi realizado após intensas negociações mediadas pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social (MTSS) do Uruguai, envolvendo o governo e o sindicato dos trabalhadores. A medida afetará diretamente os funcionários remanescentes que já operavam em regime de seguro-desemprego. Em contrapartida, a companhia estuda injetar US$ 14 milhões para modernizar e concentrar toda a sua produção na unidade de Montevidéu.

O Peso da Concorrência e a Perda de Competitividade

De acordo com os relatórios da FNC, manter a operação em Lavalleja tornou-se economicamente inviável devido aos altos custos operacionais e à forte perda de competitividade no mercado local. O principal vilão apontado pela indústria e pela Federação de Operários e Empleados da Bebida (FOEB) é a invasão de cervejas em lata de baixo custo importadas de países vizinhos. Estima-se que milhões de litros vindos do Brasil e daArgentina entrem mensalmente no mercado uruguaio a preços muito competitivos, sufocando a produção nacional.

Fundada originalmente pela Companhia Salus S.A., a marca Patricia nasceu sob o nome de Cerveja Serrana, ganhando mais tarde a identidade que a consagrou internacionalmente. O grande diferencial do rótulo sempre foi a pureza de seus ingredientes, utilizando a água mineral das fontes naturais das Serras de Minas, o que garantia um perfil leve, refrescante e de amargor fino. Além da tradicional Lager, a cervejaria ainda produz os estilos Porter, Dunkel, Weiss e uma segunda Lager com dois maltes. Embora a marca Patricia continue existindo e sendo comercializada, o encerramento da produção em sua terra natal rompe o vínculo geográfico e histórico que moldou a identidade do produto.


O encerramento é visto como um duro golpe para a economia do departamento de Lavalleja, que já havia enfrentado ameaças de fechamento da mesma planta anteriormente. Representantes sindicais e líderes políticos locais buscaram alternativas junto aos Ministérios da Indústria e da Economia para tentar viabilizar incentivos fiscais e reduções nos custos de energia, sem sucesso em reverter a decisão de fechamento. 

As negociações entre a FNC e o sindicato continuam para definir os termos de rescisão e possíveis planos de recolocação ou transferência de operários para a capital. Enquanto isso, a histórica fábrica de Minas desliga seus maquinários, deixando para trás um capítulo de orgulho para o operariado uruguaio.

Para mais detalhes sobre as atualizações econômicas da região e desdobramentos industriais na América do Sul, acompanhe os informativos de negócios do El País Uruguay e as análises econômicas regionais do Infobae.


domingo, 21 de junho de 2026

Velho Barreiro Rave

 


De Olho no Rolê: Velho Barreiro Lança 'Rave' e Aposta no Boom dos Drinks Prontos

O mercado de bebidas alcoólicas no Brasil passa por uma de suas maiores transformações históricas, impulsionado por uma mudança radical no comportamento do consumidor. Se antes o topo da preferência jovem era dominado por cervejas ou destilados em doses pesadas, hoje a palavra de ordem é conveniência. De olho nesse cenário, a icônica Cachaça Velho Barreiro expandiu seu portfólio e colocou no mercado a VB Refresca Rave, uma bebida mista gaseificada com o autêntico sabor do guaraná.

Com baixo teor alcoólico de apenas 5% e envasada em garrafas de vidro de 275 ml, a novidade chega para coroar uma linha de sete sabores que inclui desde Maçã Verde até Frutas Vermelhas. O movimento não é por acaso: o lançamento une a tradição da marca da cachaça à urgência das pistas, dos festivais e dos encontros casuais. (A empresa já havia lançado uma versão tradicional do ICE Refresca no início do ano.)

Conforme já mencionamos em outros artigos no blog, as bebidas Ready-To-Drink (Prontas para Beber) deixaram de ser uma moda passageira para virar uma potência econômica. Segundo dados recentes divulgados pela consultoria Grand View Research, a categoria RTD movimentou cerca de US$ 128,5 milhões no Brasil em 2024.O futuro é ainda mais promissor. A projeção aponta que este mercado deve atingir a impressionante marca de US$ 277,3 milhões até 2030, registrando uma taxa de crescimento anual estimada em 14%. O avanço acelerado reflete a sede do varejo e das indústrias por produtos que eliminem a necessidade de misturar insumos na hora do consumo.

De acordo com pesquisas setoriais compiladas por plataformas de análise como a Mind Miners, a Geração Z e os Millennials lideram uma busca por experiências alcoólicas mais leves e saborosas. O comportamento do consumidor moderno se apoia em três pilares principais:

Saborização: Preferência por notas frutadas e doces que camuflam a agressividade do álcool tradicional.

Wellness e Moderação: O desejo de curtir a noite sem os excessos do dia seguinte, optando por graduações alcoólicas menores.

Identidade Visual: Garrafas coloridas, dinâmicas e instagramáveis, feitas sob medida para o ambiente digital e festivais de música.Ao apostar no guaraná — um ingrediente que carrega o DNA da brasilidade —, a Velho Barreiro se posiciona não apenas como uma opção acessível, mas como um elemento de estilo de vida para o jovem adulto que valoriza a praticidade de abrir uma garrafa e já sair bebendo.

Saiba mais em: https://engarrafadormoderno.com.br/materia-principal/rave-e-o-novo-sabor-da-linha-de-rtd-da-velho-barreiro


terça-feira, 2 de junho de 2026

Tecnologia em Bebidas: Garrafas

 


Adeus ao Peso Morto: Como as Garrafas Mais Leves Estão Mudando o Mercado e o Seu Bolso

Se você tem o hábito de reparar nas embalagens das gôndolas, já deve ter notado que as garrafas estão diferentes. Elas parecem mais maleáveis, têm novos formatos e, acima de tudo, estão muito mais leves. Não se trata de uma simples mudança estética. A indústria global de bebidas está passando por uma revolução invisível chamada lightweighting (redução de peso). Essa transformação equilibra tendências, tecnologia de ponta, metas urgentes de sustentabilidade e novas estratégias para enfrentar a inflação. O Blog Ave Cesar Co. investigou os bastidores dessa mudança e mostra como ela afeta o planeta, o mercado de luxo e o seu bolso.

É percebido que ficou mais fácil amassar uma garrafa pet. A engenharia de embalagens transformou o plástico que você segura no dia a dia. No passado, uma garrafa pet tradicional de água mineral de 500 ml pesava cerca de 30 gramas. Hoje, graças ao avanço dos polímeros e do design estrutural, existem garrafas ultra-leves no mercado brasileiro que pesam apenas 8 gramas. Até as tampas encolheram, caindo de 5 para cerca de 2,4 gramas.

Para que a garrafa não mude de formato ou desabe ao ser empilhada, as fábricas adotaram uma tecnologia inovadora: a injeção de nitrogênio líquido logo antes do fechamento. O gás se expande dentro da garrafa e cria uma pressão interna que mantém a embalagem rígida, mesmo com paredes de plástico extremamente finas.

No mercado de vinhos, o peso da garrafa de vidro sempre foi associado ao luxo e à qualidade do produto. Garrafas vazias de grandes tintos costumavam passar facilmente de 1 kg. No entanto, o cenário mudou drasticamente com a urgência climática. O vidro é o maior responsável pela pegada de carbono no setor vinícola, tanto pela energia gasta nos fornos de fabricação quanto pelo peso extra gerado no transporte global. Vinícolas renomadas, como a argentina Catena Wines, lideram um movimento global para substituir garrafas de 700g por modelos ecoeficientes de 380g. A qualidade do vinho dentro da garrafa permanece exatamente a mesma, mas as emissões de gases poluentes no transporte despencam. (Curiosamente, a garrafa mais leve do setor pesa 260g ,da Vidrala, Esporão (Foto).

O Lado Comercial: Inflação e o Fenômeno do Encolhimento

Nem toda redução de peso visa apenas o meio ambiente; a economia também dita as regras. Para lidar com o avanço da inflação e manter os produtos acessíveis ao poder de compra da população, grandes marcas de bebidas adotaram a estratégia de redução de portfólio e embalagem.Gigantes como a Coca-Cola expandiram a oferta de garrafas menores (como as versões de 1,25L e 1,75L) e de minilatas (269 ml). Essa tática comercial permite que o preço final na etiqueta continue atrativo para o consumidor no balcão. O alerta dos especialistas fica para o custo-benefício: muitas vezes, o preço por litro acaba sendo proporcionalmente mais caro nessas embalagens reduzidas.

A mudança no peso das garrafas veio para ficar. Essa une a engenharia moderna à necessidade de um consumo mais consciente e inteligente. Da próxima vez que você abrir uma bebida, lembre-se de que há muita tecnologia envolvida para deixar aquele produto mais leve na sua mão e no planeta.

Fonte: https://forbes.com.br/forbes-agro/2024/03/fique-atento-pegada-de-carbono-do-vinho-esta-concentrada-no-peso-da-garrafa/

https://www.vidrala.com/en/press-room/news/vidrala-showcases-260g-probably-the-worlds-lightest-75cl-bottle-at-expo-2025-osaka.html

segunda-feira, 27 de abril de 2026

F1 2026 e o mercado de bebidas

F1 2026: A Nova Era de Marcas, Motores e o Fator Cadillac

A temporada de 2026 marca o início de um dos capítulos mais transformadores da história da Fórmula 1. Além de uma revolução técnica, o Grid verá um realinhamento de forças comerciais e a chegada de um gigante norte-americano.

O "Boom" das Bebidas e Patrocínios

O setor de bebidas domina o cenário de parcerias e patrocínios para 2026. A PepsiCo assume protagonismo com a Mercedes, utilizando a Gatorade e a Sting para conectar performance e entretenimento. Enquanto isso, a Ferrari e a Audi (que estreia oficialmente) reforçam o mercado europeu com a Chivas, Peroni 0.0% e a Cervejaria Paulaner, respectivamente. A Williams recupera a Estrella Galicia 0,0, consolidando a tendência de cervejas sem álcool como pilares de visibilidade global. A brasileiríssima Oakberry continua firma com a escuderia Haas na temporada, com o seu Açaí e bebidas funcionais, visando a sua expansão global.

A grande novidade no asfalto é a confirmação da Cadillac como a 11ª equipe. A marca da General Motors não chega apenas como nome; ela traz consigo o apoio da Jim Beam e um projeto de expansão no mercado americano, (haja vista que o Bourbon daquele país, vem sofrendo quedas de venda, no mercado geral). Sua entrada é vista como o passo final para a "americanização" definitiva da F1, unindo o prestígio europeu ao poderio industrial de Detroit.

A temporada de 2026 marca também uma nova era de prestígio nas pistas: a Moët Hennessy assume o protagonismo da hospitalidade na Fórmula 1 através da megaparceria de dez anos com o Grupo LVMH. 

O movimento vai muito além do tradicional estouro da Moët & Chandon no pódio; ele estabelece um ecossistema de luxo completo, introduzindo a Belvedere como a primeira vodka oficial da categoria e a French Bloom como o expoente da tendência alcohol-free, no Paddock Club. Ao alinhar suas marcas ao dinamismo global da F1, a Moët Hennessy deixa de ser mera patrocinadora para se tornar o padrão ouro de celebração e estilo de vida que define a elite do automobilismo mundial.


Sustentabilidade e Potência Elétrica dos Motores

Toda essa movimentação é impulsionada pelas novas regras de motores. Em 2026, as unidades de potência sofrerão três mudanças críticas: Combustível 100% Sustentável: a F1 abandona os combustíveis fósseis tradicionais; aumento da Potência Elétrica: O sistema híbrido agora entregará quase 50% da potência total (cerca de 350kW), triplicando a recuperação de energia atual e o fim do MGU-H: Para reduzir custos e atrair novas montadoras (como Audi e Ford), o complexo sistema que recuperava energia do calor dos gases de escape foi removido.

Até o momento, a temporada de 2026 da Fórmula 1 tem sido dominada pela Mercedes, que se adaptou melhor ao novo regulamento técnico. O jovem italiano Andrea Kimi Antonelli lidera o campeonato de pilotos após três etapas, seguido de perto por seu companheiro de equipe, George Russell.

Abaixo, apresentamos o quadro das escuderias e empresas de bebidas patrocinadoras em 2026:


 Mais informações: https://www.formula1.com/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Comércio de Bebidas no Carnaval

 Homem de terno e gravata ao lado de placa

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Prefeitura de Belo Horizonte libera o comércio de bebidas em lojas físicas que não atuam no ramo de bebidas

A Prefeitura de Belo Horizonte liberou o comércio de bebidas por lojas e comércios que estão próximos aos blocos, neste Carnaval.

É importante que a loja ou comércio tenha alvará de funcionamento ativo e que tenha banheiros disponíveis gratuito ou pagos para que os clientes possam ter mais uma opção para uso e consumo e que esse esteja até 500 metros do evento.

O período de liberação irá até o dia 22 de fevereiro. O comércio poderá iniciar até duas horas antes da concentração dos blocos e até duas horas depois do término, da dispersão popular. São permitidas a venda de bebidas alcóolicas e não-alcóolicas, além de adereços. Não são permitidas comidas e refeições. Para os comerciantes, uma renda extra. Para os foliões uma opção adicional e uma oportunidade para comprar produtos a um melhor preço, sem complicações e tumultos.

Saiba mais sobre os blocos: Blocos de Carnaval de Rua BH 2026 – Blocos de Rua.com

Fonte: Bom Dia Minas | Venda de bebidas no comércio é liberada no Carnaval de BH | Globoplay


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Red Bull Maçã Carnaval

 



Red Bull estará presente no Carnaval com o novo Red Bull Maçã Edition Sugarfree

Celebrando os diferentes ritmos do Carnaval pelo país, novo lançamento fixo e sem açúcar da Red Bull tem distribuição nacional e lata inédita em tons degradê

O Carnaval de 2026 contará com Red Bull Maçã Edition Sugarfree, novo lançamento fixo e sem açúcar da marca. O energético chega ao mercado nacional acompanhado de uma ampla programação de ativações culturais e musicais em algumas das principais praças carnavalescas do país, como Belo Horizonte, Recife, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, ao longo de todo o mês de fevereiro, como o companheiro oficial para os diferentes carnavais brasileiros.

Ao longo do mês, o Red Bull Maçã Edition Sugarfree acompanha a pluralidade do Carnaval brasileiro, com experiências que vão de blocos de rua a festas e celebrações. Em Pernambuco, a marca reforça sua presença em Olinda com ativações em blocos universitários e eventos musicais, incluindo o showcase de Brega Funk do Red Bull Rochedo, que acontece no dia 15 de fevereiro, valorizando um dos movimentos culturais mais pulsantes do estado. A programação na região também inclui presença como patrocinador e bar em eventos tradicionais do Carnaval, como a Carvalheira na Ladeira, ampliando o contato do público com o novo sabor ao longo da folia.

Em Minas Gerais, Belo Horizonte recebe a energia da Red Bull no tradicional Bloco da Bicicletinha, com ativações itinerantes que acompanham o ritmo da cidade durante a folia. Já no Rio de Janeiro, o lançamento do Red Bull Maçã Edition Sugarfree ganha um momento especial com a The Fucking Party, ação de lançamento do novo sabor, que combina música, experiência e uma bateria de escola de samba temática para apresentar o produto ao público, além da presença da marca em festas, blocos de rua, eventos culturais e no Sambódromo da Sapucaí, incluindo ativações como patrocinador e bar em alguns dos principais camarotes da avenida, como Allegria, Nosso Camarote, Aura, Alma, Camarote N1 e Camarote Rio.

Fonte e saiba mais em: Red Bull estará presente no Carnaval com o novo Red Bull Maçã Edition Sugarfree – Engarrafador Moderno


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Bebidas com THC Willie’s Remedy+

 


Willie Nelson e o Sucesso de Seu Empreendimento de THC

Aos 92 anos, Willie Nelson continua surpreendendo o mundo — desta vez, não apenas pela música, mas pelo impacto impressionante no mercado de bebidas com THC. Seu mais novo projeto, Willie’s Remedy+, transformou-se rapidamente em um fenômeno comercial e cultural, consolidando Nelson como um dos empreendedores mais relevantes do setor canábico nos EUA.

Lançada há menos de um ano, a linha de bebidas Willie’s Remedy+ já ultrapassou 400 mil garrafas vendidas, tornando-se o produto de THC mais vendido online. Esse crescimento explosivo chamou a atenção de grandes investidores, resultando em uma rodada Série A de US$ 15 milhões, liderada pela Left Lane Capital, para acelerar a expansão nacional da marca.

O sucesso da bebida vai além do marketing: Willie’s Remedy+ entrega uma proposta clara — uma alternativa moderna ao álcool, combinando equilíbrio, leveza e uma experiência consciente. Produzidas com THC derivado de cânhamo dos EUA e enriquecidas com CBD, CBG e L‑teanina, as bebidas oferecem efeitos rápidos e de curta duração, tornando-as acessíveis tanto para consumidores iniciantes quanto para os “canna-curious”.

O impacto financeiro também impressiona. Segundo dados recentes, a marca já alcançou um run rate de US$ 80 milhões, um feito extraordinário para um empreendimento tão jovem. Willie credita o sucesso à sua relação histórica com a cannabis e à busca por alternativas saudáveis ao álcool — algo que acompanha sua trajetória pessoal desde que abandonou o consumo de álcool e tabaco há anos.

Mesmo diante de desafios regulatórios — incluindo uma possível proibição federal sobre produtos de THC derivado do cânhamo — Nelson permanece firme como defensor de uma regulamentação inteligente. Para ele, a solução não é banir, mas criar regras responsáveis que protejam os consumidores e permitam inovação.

Com novos sabores, seltzers, shots e até alternativas a destilados prontos para chegar às prateleiras de grandes redes, Willie Nelson mostra mais uma vez que sabe transformar paixão em legado — desta vez, elevando a cannabis ao centro de uma revolução cultural e econômica.

Saiba mais em: Willie Nelson-branded hemp THC beverage to go national

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Lambe Lambe Carnaval

 


Lambe Lambe investe R$ 1,5 milhão para o Carnaval e inaugura primeiro bar no Rio de Janeiro

A Lambe Lambe, marca mineira de bebidas prontas mistas reconhecida por unir frutas de verdade, frescor e identidade brasileira, anuncia um dos maiores movimentos de expansão de sua trajetória. Para o Carnaval de 2026, a empresa investiu mais de R$ 1,5 milhão na produção e distribuição de seus produtos, além de inaugurar seu primeiro bar no Rio de Janeiro, marcando presença em uma das principais capitais do consumo e da vida noturna do país.

O aporte financeiro permitiu à marca produzir 1,2 milhão de latas, número destinado principalmente aos mercados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, regiões estratégicas devido à alta demanda durante o verão e a temporada de festas.

O investimento também viabilizou o lançamento de dois novos produtos que chegam para fortalecer o portfólio da Lambe Lambe que são Manga & Maracujá, versão alcoólica que aposta em um perfil tropical, refrescante e equilibrado, ideal para acompanhar o calor intenso e a energia da folia e Zen, primeiro drink sem álcool da marca, desenvolvido com frutas, especiarias e ingredientes fermentados, seguindo tendências de bem‑estar e consumo moderado, sem abrir mão da experiência sensorial.



Rio de Janeiro

Outro marco importante para a marca é a inauguração de seu primeiro bar fora de Minas Gerais, localizado na tradicional Rua Morais e Vale (ao lado do Hotel Passeio), na Lapa, um dos bairros mais emblemáticos da boemia carioca. 

Sobre a Lambe Lambe

Fundada em 2020, na cidade de Belo Horizonte, a Lambe Lambe é uma marca de bebidas prontas (RTD), mistas, produzidas com frutas de verdade, baixo teor de açúcar e forte identidade brasileira. Com sabores já consagrados como Tangerina, Limão e Sal e Limonada Rosa, a empresa se destaca por inovação, proximidade com o público e propostas que conectam sabor, estilo de vida e autenticidade.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Mexerico Bebida Pronta

 

Bebidas RTDs da mineira Mexerico.

Mineira Mexerico aposta no Carnaval para se consolidar no mercado de bebidas RTDs

Marca mineira de ready to drink (RTD) projeta comercializar 100 mil latas na folia e investir R$ 500 mil na produção em 2026

Por Leonardo Leão, do Diário do Comércio

A marca mineira Mexerico planeja utilizar o Carnaval de Belo Horizonte deste ano para se consolidar no segmento de bebidas prontas para consumo, ou ready to drink (RTDs). A empresa projeta a comercialização de 100 mil latas ao longo do período de folia. Além disso, a empresa deverá investir cerca de R$ 500 mil na ampliação da produção em 2026.

A co-fundadora e sócia da Mexerico, Maíra Colares, destaca que o foco da fabricante está no desenvolvimento da marca e na criação de um público consumidor fidelizado. Ela ainda garante que todos os recursos obtidos com as vendas das bebidas serão reinvestidos no planejamento de consolidação da marca no mercado.

Até o momento, a empresa possui apenas um sabor de drinque pronto, feito de suco natural de mexerica e de maçã, destilado de cachaça branca mineira com um toque de limão capeta e uma pitada de hortelã, e sem adição de açúcar. A bebida teve um pré-lançamento realizado em novembro do ano passado, com a participação de especialistas da área e demais convidados.

Após o evento, foi realizada uma pesquisa com os participantes, que demonstrou que 93% dos entrevistados recomendariam a nova bebida para outras pessoas. Além disso, 85% dos respondentes avaliam que a ausência de açúcar adicionado é um grande diferencial de mercado.

(...) Quanto à produção, a sócia fundadora da empresa explica que a bebida é feita em plantas terceirizadas e especializadas localizadas em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e na Capital. Além disso, ela ressalta que um dos quatro sócios possui vasta experiência em controle de qualidade no segmento de bebidas.

A empresa contratou a Universidade de Brasília (UnB) para realizar uma pesquisa de mercado, com o objetivo de descobrir mais detalhes sobre o que os consumidores buscam no segmento de bebidas prontas. A empresária relata que esse estudo contribuiu para o desenvolvimento da receita e a definição do processo de produção.

“Nós também contamos com uma consultoria especializada para o desenvolvimento da receita”, acrescenta.

Fonte e sabia mais: Mexerico aposta no Carnaval de BH para ganhar espaço no mercado de bebidas RTD - FoodBiz

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Mansão Maromba Whisky Combo

 



A Polêmica do Mansão Maromba Whisky Combo e a Ascensão das Bebidas RTD no Brasil

Nos últimos meses, o Mansão Maromba Whisky Combo — uma linha de coquetéis alcoólicos gaseificados da marca Mansão Maromba — entrou no centro de uma polêmica devido à forma como seus sabores são apresentados ao consumidor. A discussão surgiu quando consumidores perceberam que muitos rótulos e anúncios destacam o produto como tendo “sabor energético”, o que levou parte do público a acreditar que se tratava de um misto real entre whisky e bebida energética.

No entanto, materiais oficiais de venda deixam claro que o produto não contém energético, sendo apenas um drink alcoólico pronto com sabor inspirado nesses perfis. Em uma das descrições mais citadas, a própria listagem afirma explicitamente: Não contém energético.

Outras páginas de venda reforçam que se trata de um coquetel alcoólico gaseificado, com whisky, cafeína, taurina e água gaseificada, mas não energético industrializado. Em lojas online, o item é descrito como um drink onde “o sabor clássico do whisky se combina com um toque sabor energético refrescante” — novamente apontando que o sabor é apenas aromatizado, não uma mistura com energéticos reais. Essa diferença gerou confusão em parte do público e debates nas redes sociais sobre rotulagem, clareza na comunicação e os limites do marketing sensorial ao usar termos que podem induzir à interpretação equivocada.

A tendência das RTDs no mercado brasileiro

A polêmica ocorre em um momento em que o mercado brasileiro de bebidas vive uma forte expansão no segmento de RTDs (ready‑to‑drink) — bebidas alcoólicas prontas para consumo, como o Mate Loco e a Kombucha. Trata-se de uma tendência de mercado para 2026. Produtos como os da linha Mansão Maromba se encaixam exatamente nessa categoria, sendo comercializados como bebidas já preparadas, sem necessidade de misturas adicionais.

Nos anúncios do próprio produto, ele é descrito explicitamente como uma “bebida alcoólica pronta para consumo” e como um “coquetel alcoólico gaseificado”, refrigerante, indicando seu alinhamento com o movimento RTD.

A preferência dos consumidores brasileiros por praticidade, variedade de sabores e bebidas fáceis de consumir em eventos ou encontros sociais está impulsionando esse crescimento. A Mansão Maromba, ao oferecer kits com múltiplos sabores e preços competitivos, como os combos listados em lojas online, se posiciona dentro dessa tendência de forma estratégica.

Recentemente, apresentamos o Bang Bang, conjunto de bebidas mistas que tem também o seu estilo aromatizado de Whisky + Energy, com 5.5% de teor alcóolico.

Foto: Mansão Maromba (Instagram: @mansaomaromba_)

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Tendências em bares e restaurantes

 


Tendências de bares que precisamos deixar para trás em 2026

Espaços pensados para viralização, “guest bartenders” sem propósito definido e discursos genéricos de sustentabilidade não convencem mais o público

Por Márcio Silva, colaboração para o Viagem & Gastronomia da CNN 23/01/26

Depois de quase três décadas atuando na indústria global debares, percebo que vivemos hoje um paradoxo curioso. Nunca se falou tanto em experiência, propósito e identidade. Ao mesmo tempo, nunca se produziu tanto excesso, ruído e repetição.

Por isso, mais do que apontar novas tendências, resolvi olhar para aquilo que já soa obsoleto, amplamente discutido por grandes profissionais em grandes eventos de bares ao redor do mundo. Em 2026, mais do que correr atrás da próxima novidade, o verdadeiro sinal de maturidade está em saber o que deixar para trás.

Começo pelos bares que existem apenas como cenário. Espaços pensados prioritariamente para foto, vídeo e viralização, mas que ignoram o conforto, a acústica, a iluminação e o tempo de permanência. Isso cansa. O público mudou. As pessoas querem se sentir acolhidas, conversar, permanecer e criar memórias. Hospitalidade não se mede apenas em likes, mas, sobretudo, no desejo de voltar.

Os menus sem álcool entram nessa mesma reflexão. Quando tratados como apêndice ou como versões “menores” da coquetelaria clássica, perdem força e relevância. Em 2026, é fundamental que as bebidas não alcoólicas tenham identidade própria, linguagem sensorial clara e valor percebido. Não se trata de simplesmente retirar o álcool, mas de construir uma categoria sólida, criativa e completa.

Vejo também uma fadiga crescente em relação aos “guest bartenders" sem propósito definido. Intercâmbios sempre foram essenciais para a evolução da coquetelaria, mas sua essência está na troca real de conhecimento, no diálogo entre culturas, técnicas, valores e visões de mundo. Quando isso não existe, o encontro se resume a festas desorganizadas, excesso de barulho e pouca entrega técnica ou conceitual, e se perde a oportunidade de oferecer algo verdadeiramente especial.

Outro movimento que começa a perder fôlego é a mixologia excessivamente intelectualizada. Cartas que parecem teses acadêmicas, discursos técnicos intermináveis e ingredientes apresentados como códigos secretos criam distância emocional. Técnica só faz sentido quando serve ao essencial. Em 2026, ela precisa ser traduzida com clareza, de forma acessível, integrando-se à experiência completa do bar.

Fonte e saiba mais em: Tendências de bares que precisamos deixar para trás em 2026 | CNN Brasil V&G

Foto: Monin/Costi Bebidas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Mercado de Bebidas Prontas RTD's

Mercado de bebidas alcoólicas: RTD pode alcançar R$ 1,2 tri em pouco mais de 5 anos

por Reportagem S/A

O mercado de bebidas alcoólicas deve atravessar 2026 influenciado por mudanças no comportamento do consumidor e por um calendário favorável a ocasiões de consumo social, como a realização da Copa do Mundo e a concentração de feriados prolongados. Especialistas apontam a convergência entre consumo moderado, inovação e conveniência como vetores centrais do período.

Uma das tendências observadas é o chamado “zebra striping”, conceito utilizado pela Euromonitor International para descrever a alternância entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas em uma mesma ocasião ou ao longo do tempo. A prática está associada à busca por moderação e maior consciência no consumo.

Nesse contexto, dados da Mordor Intelligence indicam que o mercado global de bebidas consideradas saudáveis deve crescer a uma taxa média anual de 3,49% entre 2025 e 2030, impulsionado pela demanda por produtos de menor teor calórico e alinhados a hábitos de bem-estar.

Além do produto, o setor também observa mudanças no processo de compra. Estudo da Two Sides Brasil aponta que as embalagens influenciam decisões de compra em 99% dos casos, com impacto frequente ou constante para mais de 70% dos consumidores.

“Além de envolver, armazenar e proteger o produto, garantindo sua vida útil e facilitando distribuição e consumo, o visual precisa encantar. Quando o design conversa com o consumidor, ele deixa de ser apenas funcional e passa a construir significado”, afirma João Paulo Modulo, Head de Marketing da Missiato Indústria e Comércio Ltda.

Outro movimento relevante é a expansão dos drinks prontospara beber (RTDs). De acordo com projeção da Fortune Business Insights, o mercado global da categoria, estimado em US$ 732,49 bilhões em 2023, pode alcançar US$ 1,227 trilhão até 2032.

Para Modulo, a categoria atende à demanda por praticidade e padronização da experiência de consumo. O avanço da inovação também envolve odesenvolvimento de produtos com atributos funcionais, novos sabores e maior personalização, além do uso de tecnologia nos canais de venda e distribuição.

Fonte: Mercado de bebidas alcoólicas: RTD pode alcançar R$ 1,2 tri em pouco mais de 5 anos

Saiba mais: Rtds in Brazil | Market Research Report | Euromonitor

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Bang Bang

 



Empresa mineira lança bebidas mistas com sabores de drinques populares


A Bang Bang, empresa mineira de bebidas prontas RTD, lançou a sua linha de latas com sabores de drinques tradicionais. Produzida em parceria com o time da Prússia Bier, em São Gonçalo do Rio Abaixo, a Bang Bang Boom apresentou para o blog a sua versão Caipivodka com 3 limões, (compostos por limão Taiti, Cravo e Siciliano); a versão Moscow Mule, que na fórmula é adicionado gengibre e açúcar mascavo e; a versão Whisky + Energy, com notas de carvalho e framboesa.

Todas as bebidas são gaseificadas e possuem teor alcóolico em torno de 5,5%. Os rótulos tem uma pegada velho oeste, alá John Wayne, Cowboys, deserto e vida western (faroeste). Experimentei os três estilos, com um pouco do Monin, logo na virada ano e posso dizer que são um bom complemento para quem deseja sair do trivial.

Há um outro sabor (que não conheci) chamado de "40 + 3 Spritz" que tem uma pegada cítrica com um toque de baunilha. Diga nos comentários a sua experiência! 

Feliz 2026!

 










segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Concurso New Spirits 2025

 


Concurso New Spirits 2025, fecha com chave de ouro, com mais de 600 rótulos inscritos

Retransmitimos a mensagem da Diretoria de um dos mais tradicionais concursos de bebidas espirituosas do Brasil.


"Aos encerrarmos as Inscrições da 14a. Edição do Concurso New Spirits - 2025, superando o limite record de 600 inscrições, com a presença de muitos produtores que estão entrando no mercado, o sentimento é de que o setor, com todas as dificuldades inerentes aos custos de produção, continua investindo na qualidade de seus produtos.

É importante salientar que o resultado de um Concurso como o New Spirits, com 9 categorias (e.g.: cachaças, gins, whisky e outros destilados), e de sua premiação, é uma forma de reconhecimento do setor, um instrumento valioso de promoção para os mercados interno e externo, um controle independente da qualidade do produto, um motivo de orgulho dos colaboradores que trabalharam para colocar o produto no mercado, um argumento comercial indiscutível para os produtores, distribuidores, atacadistas e varejistas, apresentarem para seus clientes, ou seja, uma premiação deve dar visibilidade para os produtos, criar um diferencial e ajudar a alavancar as vendas e fomentar o mercado com novos aromas e sabores, trazendo ganhos para toda a cadeia de consumo.

O Concurso New Spirits, pela sua estrutura, é o espelho da realidade da produção e das prateleiras dos pontos de venda do mercado de bebidas alcoólicas.

Obrigado a todos os participantes!"  Cordialmente, José Lúcio Mendes e Denise Lunelli.


Foto: Arquivo CNS Ligia Paula Alves.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Gusto Vinhos

 

Gusto Vinhos celebra 17 anos no setor de bebidas com louvor

Sob a tutela de Lícia Vieira, a empresa representa e fornece produtos distintos, originais e a preços justos

Uma das pessoas mais altos-astrais que conheço no setor de bebidas: me refiro a Lícia Vieira. Não tem como não gostar de sua pessoa. Simpática, de um sorriso largo e bastante extrovertida. Em um cenário massacrado por bebidas adulteradas, Lícia é ética e segue firme em fornecer o que é íntegro e certo aos seus clientes.

Sua representação comercial que existe a quase duas décadas é referência em servir bem, com produtos de destaque, de origem. São marcas e rótulos festivos, autênticos e com rastreabilidade de quem os produziu. Adquirir da Gusto Vinhos é sorver atendimento ímpar, qualidade, zelo e confiança.

Escrevo, logo após ver o release em destaque acima, em uma revista distinta de Belo Horizonte. Cito meu depoimento de forma gratuita e legítima, pois faço questão de indicar aqueles amigos e parceiros em que confiamos e apreciamos. 


Lícia sucesso, sempre! Em comemoração, vou tomar um vinho. Um brinde!

domingo, 30 de novembro de 2025

Mercado de Cervejas Artesanais 2025


Cervejas artesanais fora da geladeira: um reflexo da queda do poder aquisitivo e da mudança no consumo

Nos últimos anos, as cervejas artesanais conquistaram espaço nas prateleiras dos supermercados, atraindo consumidores em busca de qualidade, sabor diferenciado e experiência. No entanto, um fenômeno recente chama atenção: enquanto permanecem nas gôndolas, as geladeiras — espaço premium para bebidas prontas para consumo — são dominadas por marcas produzidas em larga escala. Esse cenário revela muito mais do que uma simples preferência: é um retrato da conjuntura econômica brasileira.

O espaço na geladeira: símbolo de consumo imediato

As geladeiras dos supermercados representam conveniência e desejo imediato. Estar ali significa maior visibilidade e maior chance de venda por impulso. Quando as cervejas artesanais não ocupam esse espaço, indica que o consumidor médio está priorizando preço e praticidade, deixando de lado produtos premium.

Fatores econômicos que explicam a mudança são a inflação persistente: o aumento contínuo dos preços dos alimentos e bebidas pressiona o orçamento familiar. Produtos considerados especiais, como cervejas artesanais, são os primeiros a sair da lista. A queda do poder aquisitivo é outro fator. Os salários não acompanham a inflação, e o consumidor busca otimizar gastos. Atualmente, há o agravante da inadimplência elevada. Com mais famílias endividadas, há menos margem para consumo aspiracional. O preço das bebidas também é outro fator: enquanto uma cerveja artesanal pode custar 3 a 5 vezes mais que uma cerveja industrial, a diferença pesa no bolso. A briga entre as marcas premium de larga escala, como Heineken, Spaten, para a manutenção do market share, cria uma luta por espaço nas geladeiras, deixando as artesanais sem lugar no freezer.

Mudança no comportamento do consumidor

O consumidor brasileiro, que antes buscava experiências diferenciadas, hoje tem priorizado o custo-benefício. As marcas tradicionais oferecem preços competitivos, promoções e embalagens econômicas, tornando-se a escolha dominante. Há ainda uma mudança no perfil do consumidor quanto ao uso de bebidas alcóolicas. Há uma procura para produtos não-alcóolicos, de baixa caloria, ou ainda substitutos das cerveja, como bebidas prontas, conhecidas por RTD - Ready to Drink.

Impacto para o mercado de cervejas artesanais

Há uma certa redução de vendas em supermercados, observada por um menor giro nas gôndolas e ausência nas geladeiras. O setor ainda sobrevive com a migração para nichos específicos, como lojas especializadas, bares temáticos e e-commerce podem se tornar os principais canais. Nesse sentido, o mercado vem apresentando uma demanda constante de adaptação, tendo como estratégias o uso de embalagens menores, preços e promoções que aumentem a acessibilidade e parcerias, como logística e compras conjuntas e serviços compartilhados entre parceiros cervejeiros, fusões e aquisições no setor. Uma séria ações visado manter a sustentabilidade do negócio, evitando riscos de falência ou concordata.

Para mitigar os riscos de mercado enfrentados pelos produtores de cervejas artesanais, diante da queda do poder aquisitivo e da concorrência com marcas industriais, é essencial adotar estratégias que combinem redução de custos, inovação e diversificação de canais.

 A seguir estão algumas soluções práticas:


Cheers!



sábado, 19 de julho de 2025

Mercado de Bebidas 2025

O Futuro das Bebidas pós 2025, segundo os CEOs do Setor

por Alexander Puutio, da Forbes Agro

Crescimento, reposicionamento e disputas por espaço indicam uma reconfiguração profunda do mercado global

Você pode levar um homem até a água, mas não pode obrigá-lo a bebê-la, a menos que ela tenha a marca certa, os nutrientes ativos adequados, nootrópicos e, claro, que seja sem glúten, ao que tudo indica.

A indústria de bebidas passou por uma verdadeira revolução na última década, deixando de ser um espaço dominado por gigantes tradicionais como Coca-Cola e Pepsi para se tornar um setor onde novos entrantes estão redesenhando o que os consumidores esperam em termos de sabor e refrescância.

Antes, bastava adicionar essência industrial de cereja a uma bebida ou criar uma versão de pepino gelado para o público japonês para isso ser considerado inovação. Com o passar dos anos, no entanto, cada novo SKU parecia menos uma inovação transformadora de categoria e mais uma obrigação ou artifício de marketing para manter a atenção dos consumidores presa na única esteira disponível no mercado. Hoje, o cenário não poderia ser mais diferente.

Marcas como Liquid Death, Olipop e Poppi trouxeram cor às prateleiras e provaram que os consumidores estão dispostos a experimentar algo diferente das variações tradicionais do refrigerante, criando marcas bilionárias nesse processo. O resultado é um corredor de bebidas quase irreconhecível em comparação com uma década atrás.

Marcas consolidadas agora disputam espaço nas gôndolas com bebidas funcionais, alternativas ao álcool e formulações voltadas ao bem-estar — categorias que não existiam há poucos anos e outras para as quais sequer temos um nome atualmente.

Por que as bebidas não alcoólicas estão dominando as tendências de 2025

Durante anos, o segmento não alcoólico foi visto como secundário — quando não como um incômodo completo — para os bartenders ao redor do mundo.

 Se você não bebia álcool, suas opções no bar se limitavam a água, refrigerante ou algo ainda mais sem graça — uma versão inferior do “produto real”, aquele que tinha coragem de vir com um sinal de porcentagem no rótulo.

 Isso mudou. E mudou muito. Sejam cervejas artesanais sem álcool ou águas gaseificadas com lúpulo, a categoria não apenas chegou como também prospera de forma que muitos não teriam previsto há uma década — época em que ainda debatíamos se as cervejas light iriam ou não vingar.

Jordan Bass, CEO e cofundador da HOPWTR, acompanhou essa evolução de perto e teve papel ativo no crescimento da categoria até o patamar atual. Sua empresa vende água com gás infusionada com lúpulo que reproduz a refrescância da cerveja, mas sem o álcool. “80% dos consumidores querem funcionalidade em suas bebidas do dia a dia, e um número crescente quer o sabor sem se sentir pesado”, explica Bass.

Ele certamente não está errado sobre a direção do mercado. Segundo a Grand View Research, o setor deve crescer a uma taxa composta de 7,4% ao ano até 2030 — perto dos 9,3% projetados para as bebidas alcoólicas.

Tendências das gerações A e Z, como o movimento “sober curious” (curioso pela sobriedade), estão transformando o antigo “Janeiro seco” dos mais velhos em um estilo de vida — com alguns defendendo que estamos próximos de um ponto de virada que levará as bebidas alcoólicas ao mesmo destino do tabaco.

A visão de Bass pode ser influenciada por sua experiência direta, mas o fato de a empresa ter crescido com taxas de três dígitos nos últimos anos indica algo mais profundo. “Isso não é uma moda passageira. As pessoas querem variedade, e querem bebidas que façam algo por elas”, afirma Bass. A ascensão das bebidas não alcoólicas se deve a diversos fatores que ocorrem simultaneamente.

Embora os consumidores mais jovens estejam bebendo menos álcool, ainda valorizam as experiências sociais que as bebidas tradicionais proporcionam. O ritual de segurar um copo, os sabores complexos e a sensação de ocasião continuam essenciais — mesmo sem o álcool. A marca Liquid Death soube capitalizar isso com maestria em seu branding e posicionamento.

Ao mesmo tempo, tendências de bem-estar continuam impulsionando os consumidores em direção a produtos com benefícios funcionais, como adaptógenos, eletrólitos, botânicos e nootrópicos voltados à cognição, saúde intestinal e outros objetivos.

A demanda não é apenas por substitutos aos refrigerantes tradicionais, mas por algo completamente diferente — algo melhor. Os consumidores estão buscando bebidas que promovam foco, relaxamento e bem-estar geral, sem abrir mão do clima e da sofisticação típicos das bebidas alcoólicas.

 “Não estamos vendo as pessoas apenas trocarem cerveja ou coquetéis por alternativas genéricas”, diz Bass. “Elas estão buscando bebidas que se encaixem no seu estilo de vida — seja para relaxar depois de um longo dia, melhorar a hidratação ou oferecer energia sem o efeito rebote.”

Essa mudança criou uma nova categoria de bebidas não alcoólicas, que inclui desde águas gaseificadas com lúpulo até destilados artesanais sem álcool. Também estão surgindo lojas especializadas em bebidas não alcoólicas, como a Minus Moonshine no bairro de Williamsburg, em Nova York.

A força com que essas tendências se impuseram obrigou as marcas tradicionais de bebidas alcoólicas a reverem suas estratégias — muitas já lançam versões sem álcool de cervejas, vinhos e coquetéis para acompanhar as novas preferências. O desafio, nesse cenário, é se destacar em um mercado cada vez mais saturado para as marcas consolidadas e para as que estão começando agora.

“O mercado de bebidas é extremamente competitivo”, diz Bass. “Você não compra espaço na prateleira, você conquista. Todos os dias, é preciso provar que você merece estar ali”, destacando a importância de performance e posicionamento. Bass acredita que o segmento não alcoólico pode representar entre 10% e 20% do mercado total de cerveja num futuro próximo. Seja nos próximos cinco anos ou um pouco mais adiante, a tendência é clara: o movimento da moderação está longe de desacelerar. E com isso vem uma mudança fundamental na forma como as pessoas se relacionam com as bebidas.

O futuro do vinho: inovação, vendas diretas e novos desafios

O crescimento rápido das bebidas não alcoólicas não significa que as categorias tradicionais de álcool estejam desaparecendo. O vinho, em particular, continua sendo uma força cultural e econômica, mas enfrenta desafios específicos — que vão de tarifas à queda na demanda.

Especialistas estimam que o mercado de vinhos teve queda de até 5% em volume em 2024, após um recuo de 3% em 2023. Há expectativa de estabilização, mas a pressão para que o setor se adapte e inove nunca foi tão intensa.

Roger Nabedian, ex-vice-presidente executivo e gerente-geral da E&J Gallo Winery, dedicou décadas à inovação no setor. Atualmente no conselho da DRINKS — fornecedora de soluções de e-commerce para produtores e varejistas de bebidas alcoólicas —, ele vê a indústria evoluindo conforme os comportamentos do consumidor mudam.

“Muita gente diz que é disruptiva, mas poucos realmente são”, afirma Nabedian. Um dos fatores que mais estão transformando o setor vinícola é a distribuição. Modelos de venda direta ao consumidor (DTC) estão ganhando força, especialmente com a perda de relevância dos canais de varejo tradicionais.

O modelo de distribuição em três camadas nos EUA — separando produtores, distribuidores e varejistas — é tradicional, mas apresenta obstáculos, sobretudo para pequenas vinícolas que querem ampliar o alcance. As regulamentações estaduais impõem barreiras, tornando o processo caro e burocrático.

Mesmo que haja demanda, nem sempre é claro como fazer o produto chegar ao cliente. “Se você não tem uma estratégia omnichannel, vai ser atropelado por quem tem”, afirma Zac Brandenberg, CEO da DRINKS.

Inovações tecnológicas também estão modernizando a viticultura. O uso de inteligência artificial (IA), por exemplo, tem possibilitado técnicas de agricultura de precisão que aumentam a eficiência e a sustentabilidade. Tratores autônomos com IA mapeiam vinhedos, processam dados e ajudam na tomada de decisões — reduzindo o consumo de combustível e o impacto ambiental. A tecnologia também está mudando a forma como o vinho é comercializado.

Empresas como a DRINKS usam IA para otimizar o modelo DTC, conectando consumidores a rótulos compatíveis com seus perfis e garantindo conformidade com regulamentações estaduais.

“A IA está ajudando as vinícolas a se tornarem mais inteligentes na forma de se comunicar com seus clientes”, diz Nabedian. “Estamos vendo mais personalização, preços dinâmicos e soluções automatizadas de compliance que eliminam as incertezas de vender em múltiplos estados.” Outro desafio importante é conquistar os consumidores mais jovens, que são menos fiéis às marcas que as gerações anteriores. É aí que os dados fazem a diferença.

“Dados estão revolucionando como conectamos pessoas aos vinhos que vão gostar. Dados são o novo sommelier”, diz Brandenberg. “Se você não os usa para entender seu cliente — o que ele quer, como compra, quais faixas de preço prefere — já está atrasado.”

E há ainda pressões externas. Novas tarifas sobre vinhos europeus, implementadas durante o governo Trump, trouxeram incertezas para importadores. Além disso, a ascensão da cannabis e de medicamentos para perda de peso com GLP-1 estão alterando os hábitos de consumo, com parte do público reduzindo a ingestão de álcool. 

Apesar (ou por causa) desses desafios, a inovação no setor do vinho está viva. Mais vinícolas estão testando viticultura sustentável, blends com menor teor alcoólico e formatos alternativos de embalagem, buscando atrair o consumidor moderno. O setor não está desaparecendo, ele está evoluindo em tempo real.

A ascensão das bebidas funcionais e da busca por saúde em 2025

Se há uma tendência que marcou a indústria de bebidas na última década, foi a de consumidores preocupados com saúde exigindo produtos melhores, às vezes, totalmente diferentes. Isso é especialmente visível no mercado de nootrópicos e bebidas funcionais, onde empresas como a Brez estão liderando uma nova onda de bebidas que estimulam a cognição.

Aaron Nosbisch, CEO da BRĒZ, observou uma mudança significativa nas preferências dos consumidores em direção a alternativas alcoólicas mais saudáveis — que entregam efeitos reais sem as consequências negativas do álcool tradicional. Ele enfatiza que uma marca genuína precisa destacar os benefícios concretos para a vida do consumidor. No caso da BRĒZ, isso significa mostrar que é possível “sentir-se incrível hoje sem se sentir mal amanhã”.

Nosbisch também destaca a importância do posicionamento positivo da marca. Segundo ele, não basta ser “anti” alguma coisa — como apenas ser “sem álcool”. É preciso comunicar o que o produto oferece de valor, focando no que ele é, e não no que não é. E o que ele é, segundo Nosbisch, é simples: bebidas funcionais que ampliam experiências sociais sem os efeitos colaterais do álcool.

A acessibilidade também é um fator-chave nessa transformação. Antes restritas a lojas de produtos naturais, essas bebidas agora aparecem em supermercados e até postos de gasolina. Com a expansão da distribuição, a categoria está pronta para crescer ainda mais, oferecendo acesso fácil a essas inovações.

À medida que o setor avança, uma coisa fica clara: as alternativas alcoólicas “melhores para você” estão se tornando o novo padrão. Se 2025 vai ser definido por algo no mundo das bebidas, será pela escolha. A escolha do consumidor e as opções que estarão disponíveis para ele. As escolhas dos produtores em se adaptar a um mercado que não espera por ninguém — e só tem empatia por quem entende o que o consumidor quer.

O velho duopólio dos refrigerantes não está mais no comando. E todos os segmentos da indústria estão evoluindo a passos largos, do não alcoólico ao funcional, passando pelos tradicionais.

Saiba mais em: https://forbes.com.br/escolhas-do-editor/2025/07/o-futuro-das-bebidas-pos-2025-segundo-os-ceos-do-setor/ 

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