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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Itaipava Carnaval Pack Responsável

Grupo Petrópolis e a cerveja Itaipava criam o Pack Responsável

O Grupo Petrópolis e a cerveja Itaipava criam o Pack Responsável, iniciativa que incentiva o consumo moderado de bebidas alcoólicas durante o Carnaval. A iniciativa inclui no tradicional pack de latas cerveja Itaipava de 350ml três latas de cerveja sem álcool.

A ação foi inspirada no conceito global de “Zebra Striping”, uma prática que consiste em alternar bebidas alcoólicas e não alcoólicas, reduzindo os efeitos negativos da ingestão excessiva de álcool. A tendência já movimenta hábitos de consumo em países como o Reino Unido, onde um estudo de 2024 apontou que 25% dos consumidores de álcool adotam a técnica, parcela que salta para 78% entre os jovens de 18 a 24 anos.


O insight para o desenvolvimento do Pack Responsável é baseado em pesquisas que indicam que consumir uma bebida sem álcool após três latas com álcool pode reduzir significativamente os riscos de embriaguez e mal-estar. O Pack Responsável surge como um exemplo prático de como uma pequena mudança no produto pode promover um comportamento mais saudável, promovendo um movimento educativo com a própria embalagem.

O Grupo Petrópolis é a terceira maior empresa do ramo no Brasil, com participação de mercado de 11,4%. Esse crescimento é ainda maior no período do Carnaval, que sozinho representa cerca de 10% de todo o volume anual de vendas de cerveja no Brasil, concentrado em aproximadamente uma semana. 

Fonte: Engarrafador Moderno e Exame.

Saiba mais em https://exame.com/marketing/terceiro-maior-do-brasil-grupo-petropolis-quer-ser-sinonimo-de-carnaval/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Mercado de Cervejas

 


Cerveja em risco, oportunidade em proteínas: Goldman calcula “efeito GLP-1” na Bolsa

Patente da semaglutida está prevista para expirar em março deste ano; segmento de alimentos com proteína animal pode crescer

Por Erick Souza

O prazo para a expiração da patente da semaglutida, o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, está se aproximando e os impactos, que antes pareciam distantes, estão se tornando cada vez mais reais. Experiências mais maduras em outros países, mostram que o mercado de bebidas alcoólicas está entre os mais impactados pela entrada dos medicamentos.

De acordo com o Goldman Sachs, em mercados mais desenvolvidos pelo mundo, a queda no consumo de bebidas alcóolicas entre usuários de GLP-1 caiu, em média, 23% (podendo chegar a até 55%). Em análises de sensibilidade, o banco avalia que o risco de queda para Ambev (ABEV3) é de 8% até 2027, a depender da adoção desse tratamento. No cenário base, os analistas estimam um impacto negativo de 50 pontos-base (ou 0,5 ponto percentual) para a marca.

Em canais de checagem promovidos pelo Goldman Sachs, o uso de GLP-1 tem pressionado o segmento de cervejas nos últimos 1 a 2 anos, especialmente entre consumidores mais jovens. Como resposta, algumas companhias têm investido na expansão de portfólio, oferecendo opções não-alcoólicas e bebidas funcionais.

Impacto em outros mercados

Enquanto umas perdem, outras ganham e esse é o caso dos produtos com alto teor proteico. De acordo com o banco, a expansão de hábitos de saúde e bem-estar agregam uma camada adicional no potencial de alta.

Saiba mais em: Cerveja em risco, oportunidade em proteínas: Goldman calcula “efeito GLP-1” na Bolsa


domingo, 25 de janeiro de 2026

Ozempic e as mudanças de hábito de consumo

 

Ozempic calou o estômago e ligou o alerta no varejo

 Eles começaram como medicamentos para controle glicêmico. Viraram febre para emagrecimento. E agora? Estão reescrevendo o roteiro do consumo em escala global. Segundo o Morgan Stanley, o uso de GLP-1 (como Ozempic e Monjauro) já reduz de 20% a 30% a ingestão calórica diária. Mas o que isso significa em dinheiro?

Queda de 3% no consumo de refrigerantes, snacks e produtos de padaria. Restaurantes fast-food projetam retração de 1% a 2% nas vendas. Consumidores em uso de Mounjaro reduziram 2,5% do consumo de fast-food. O Ozempic já derrubou 1,5%. (Com base no artigo de Patrícia Raposo, colunista da Movimento Econômico, esse efeito tem desacelerado o consumo de cerveja, alavancado também com uma inflação persistente e perda de renda disponível. No Brasil, o aperto orçamentário das famílias se soma ao crescimento das apostas esportivas, que tem absorvido parte de gastos com lazer.)

Se antes o problema era comer demais, agora o mercado lida com o oposto: gente que simplesmente não sente mais fome. O impacto já aparece no valuation de gigantes como o 🍔 McDonald’s, a 🍫 Hershey’s e a 🥤 PepsiCo.

As ações dessas empresas vêm sofrendo oscilações, pressionadas por mudanças comportamentais e por uma nova cultura que valoriza performance acima de prazer imediato. E no Brasil? A demanda por medicamentos com GLP-1 explodiu: As vendas de Ozempic cresceram mais de 100% em 2023, segundo dados da IQVIA. O Brasil já é o 2º maior mercado global para medicamentos à base de semaglutida, atrás apenas dos EUA. Segundo a Anfarmag, a busca por GLP-1 manipulado também cresceu mais de 400% em farmácias de manipulação em 2023. Varejistas de ultraprocessados reportam queda de sell-out em SKUs indulgentes em bairros de maior renda.

O setor de alimentos viu um aumento de 13% nas buscas por “proteína” e “funcional”, no Brasil só no último semestre (dados Google Trends). E marcas como Habib’s, Subway e Bob’s já anunciaram reformulações nos cardápios com foco em produtos proteicos, low carb e saudáveis.

Enquanto isso, as academias viram o novo “pub”. Usuários de Mounjaro dobraram a frequência de treino e redes fitness crescem mais de 50% em novos alunos. Estamos diante de um culto à performance, com dopamina limpa e whey no copo. Nas manhãs, o “coffee party” substitui a balada. Smoothies, brunches e cafés agora ditam o networking: mais serotonina, menos ressaca.  O Álcool também entrou na roda. Só 62% da Geração Z abaixo dos 35 anos ainda bebem. 38% trocaram festas por meditação. E a queda no consumo é brutal: Boomers: US$ 25B; Gen X: US$ 23.1B; Millennials: US$ 23.4B; Gen Z: US$ 3.1B (Fonte: Statista).

No pano de fundo, o mercado de wellness já vale US$ 6,3 trilhões. Mas o ativo mais valioso de todos agora é outro: atenção focada, corpo afiado e cérebro calmo. Afinal de contas, quem perde? As marcas que vendiam impulso, prazer e gula. E quem ganha? As que entregam longevidade, clareza mental e autonomia.

Se até McDonald’s, Hershey’s e Pepsi estão sentindo o baque, imagine o que vem por aí. O consumo está mudando rápido. A pergunta é: sua marca vai acompanhar ou vai emagrecer junto?

Fonte: https://www.linkedin.com/posts/robertaterra_ozempic-calou-o-est%C3%B4mago-e-ligou-o-alerta-activity-7334218053930369026-7tRy?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAAQjwpcB3jgdanI4FOWx82vkvvNXe1t7txI 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Mercado de Bebidas Prontas RTD's

Mercado de bebidas alcoólicas: RTD pode alcançar R$ 1,2 tri em pouco mais de 5 anos

por Reportagem S/A

O mercado de bebidas alcoólicas deve atravessar 2026 influenciado por mudanças no comportamento do consumidor e por um calendário favorável a ocasiões de consumo social, como a realização da Copa do Mundo e a concentração de feriados prolongados. Especialistas apontam a convergência entre consumo moderado, inovação e conveniência como vetores centrais do período.

Uma das tendências observadas é o chamado “zebra striping”, conceito utilizado pela Euromonitor International para descrever a alternância entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas em uma mesma ocasião ou ao longo do tempo. A prática está associada à busca por moderação e maior consciência no consumo.

Nesse contexto, dados da Mordor Intelligence indicam que o mercado global de bebidas consideradas saudáveis deve crescer a uma taxa média anual de 3,49% entre 2025 e 2030, impulsionado pela demanda por produtos de menor teor calórico e alinhados a hábitos de bem-estar.

Além do produto, o setor também observa mudanças no processo de compra. Estudo da Two Sides Brasil aponta que as embalagens influenciam decisões de compra em 99% dos casos, com impacto frequente ou constante para mais de 70% dos consumidores.

“Além de envolver, armazenar e proteger o produto, garantindo sua vida útil e facilitando distribuição e consumo, o visual precisa encantar. Quando o design conversa com o consumidor, ele deixa de ser apenas funcional e passa a construir significado”, afirma João Paulo Modulo, Head de Marketing da Missiato Indústria e Comércio Ltda.

Outro movimento relevante é a expansão dos drinks prontospara beber (RTDs). De acordo com projeção da Fortune Business Insights, o mercado global da categoria, estimado em US$ 732,49 bilhões em 2023, pode alcançar US$ 1,227 trilhão até 2032.

Para Modulo, a categoria atende à demanda por praticidade e padronização da experiência de consumo. O avanço da inovação também envolve odesenvolvimento de produtos com atributos funcionais, novos sabores e maior personalização, além do uso de tecnologia nos canais de venda e distribuição.

Fonte: Mercado de bebidas alcoólicas: RTD pode alcançar R$ 1,2 tri em pouco mais de 5 anos

Saiba mais: Rtds in Brazil | Market Research Report | Euromonitor

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Fábrica de Garrafas Ambev

 

Do Grão ao Gole: Ambev investe R$ 1 bilhão em nova fábrica de garrafas de vidro no Paraná

A Ambev (ABEV3) inaugura nesta segunda-feira (15) uma fábrica de garrafas de vidro em Carambeí (PR), dedicada à produção de embalagens para cervejas premium — o segmento que mais cresce no país. Com investimento de R$ 1 bilhão, a unidade marca um passo estratégico: o Paraná se torna o primeiro estado a concentrar todas as etapas da produção cervejeira da companhia.

Inicialmente, a planta produzirá garrafas verdes utilizadas nos rótulos Stella Artois (regular e sem glúten) e Spaten puro malte. Mas a capacidade instalada vai muito além: até 600 milhões de garrafas long neck e 600 ml por ano, incluindo marcas como Corona, Original e versões sem álcool, como Corona Cero e Bud Zero.

O movimento acompanha o avanço do portfólio premium da Ambev, que cresceu 200% desde 2019. No terceiro trimestre de 2025, a companhia consolidou a liderança nesse mercado.

“O Paraná é estratégico para nós. Temos campos de cevada, fábricas, centros de distribuição e milhares de colaboradores que trabalham todos os dias para entregar os melhores produtos e serviços aos paranaenses”, afirma Carlos Lisboa, CEO da Ambev.


Com a nova unidade, o estado passa a reunir maltaria, cervejaria, fábrica de refrigerantes e de latas — um ecossistema completo e sustentável. Além de abastecer o Paraná, a produção atenderá Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro, onde está a outra fábrica de vidros da companhia.

Nos últimos três anos, a Ambev investiu R$ 10 bilhões no Brasil. O aporte no Paraná faz parte de um plano de R$ 2,5 bilhões em 13 anos.

“Esse investimento é um marco na nossa história e reforça nosso compromisso com o setor, a economia e o país, atendendo cada vez melhor nossos consumidores”, completa Lisboa.

Fonte: Ambev investe R$ 1 bilhão em fabrica de garrafas de vidro no Paraná

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Da Origem ao Copo


Da Origem ao Copo: empresas tomam atitude visando coibir  a falsificação de produtos e incentivar seus clientes ao Consumo Responsável

Essa semana notei que grandes players de bebidas destiladas no Brasil, como a Diageo e e Pernod Ricard, estão respondendo ao risco relacionado à produção de bebidas falsificadas, com o uso de substâncias nocivas, como o metanol e o etanol destinado a combustível para uso em veículos automotores, o vulgo, "álcool de posto".

O projeto "Da Origem ao Copo" tem primeira fonte de informação uma nota presa aos gargalos das garrafas com os dizeres "Compromisso Público" ou ainda "Cada um faz a sua parte", onde o supermercado ou distribuidor salientam que esses adquirem produtos legítimos diretamente do produtor.

A Pernod cedeu um QR Code, permite acessar o site da empresa, para entender sobre a logística interna e externa dos produtos além do Consumo Responsável, onde todos da cadeia são responsáveis por sua parte, o que envolve a indústria, os distribuidores, os varejistas e o e-commerce, bares, restaurantes e consumidores. 

Já a Diageo, além do QR Code, fez campanha nas redes sociais, como o Instagram, incentivando acessar o Whatsapp da organização chamado "The Bar" para sanar dúvidas, quanto a fornecedores homologados e outros assuntos.




No processo da cadeia de valor, são destacados a rastreabilidade de produtos, o treinamento de empregados e equipes, a homologação de parceiros comerciais, a venda responsável, a educação e conscientização e até práticas de logística reversa. Em termos de cervejas, a Heineken, por exemplo, salientou em seu site que não há risco de falsificação de cervejas por meio do metanol.



Quanto a campanha das destilarias trata-se de uma primeira atitude no ano de 2025 para coibir o fabrico de bebidas irregulares ou o uso de insumos que facilitem a sua falsificação. Desejo que venha mais ações visando a saúde e segurança do consumidor.


Para mais informações: Da Origem ao Copo | Pernod Ricard



terça-feira, 14 de outubro de 2025

Previsões Globais em Alimentos e Bebidas 2026

 Uma imagem contendo texto, jornal, mesa, comida

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Saiu o Relatório da Consultoria Mintel com perspectivas para 2026 

Presente em mais de 50 países, a firma estuda as tendências de consumo, focada em alimentos e bebidas. O blog Ave Cesar Co., separou alguns pontos desse reporte vinculado à indústria de bebidas. Confira a seguir.

Fortaleça a determinação de suportar a adversidade agora e nos próximos anos

As Previsões Globais de Alimentos e Bebidas da Mintel para 2026 foram desenvolvidas com o objetivo de analisar como marcas empáticas podem ajudar os consumidores que sentem que estão apenas sobrevivendo, em vez de prosperando. A policrise, termo para uma série de choques ou desastres consecutivos e interligados, dos últimos cinco anos, deixou consumidores e empresas necessitados de apoio para se sentirem preparados, flexíveis e até criativos diante dos obstáculos.

Ser resiliente é uma lição duradoura da COVID-19, mas os analistas globais de alimentos e bebidas da Mintel preveem que a perseverança surgirá como um lema para 2026. As marcas construirão relacionamentos duradouros com os consumidores, demonstrando como estão perseverando diante de questões globais que também estão complicando a vida diária dos consumidores, como mudanças climáticas, interrupções na cadeia de suprimentos e os impactos de condições crônicas de saúde.

Com soluções projetadas para incentivar a persistência, os consumidores se sentirão mais capacitados para enfrentar os desafios diários, desde "o que tem para o jantar?" até "beber isso me ajudará no futuro?"

A inovação sensorial potencializará novas ocasiões sociais

Os consumidores (particularmente a Geração Z) continuarão a reinventar antigas ocasiões sociais, como baladas noturnas e celebrações centradas em álcool. Surgirão oportunidades para marcas de alimentos e bebidas usarem elementos multissensoriais, como aroma, áudio ou vídeo, para modernizar ocasiões de consumo que eram icônicas para as gerações anteriores.

Por exemplo, "soft clubbing", ou festas dançantes matinais com DJs, transformam uma ocasião social icônica, que antes duraria até as primeiras horas do dia seguinte e seria abastecida por álcool, em festas diurnas em cafés focadas em café e chá.

As marcas têm a oportunidade não apenas de reimaginar alimentos e bebidas tradicionais, mas também de reimaginar as ocasiões de consumo onde elas podem ser aplicadas, proporcionando uma maneira totalmente nova de permanecer relevante para a Geração Z e a Geração Alfa. A inovação sensorial potencializará novas ocasiões sociais.

O que as marcas deveriam buscar

Garrafa de plástico

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Conexões emocionais mais profundas com alimentos e bebidas estão se tornando mais intencionais e inclusivas. As marcas têm a oportunidade de entender como isso faz os consumidores se sentirem e por que isso importa.

Compreender as expectativas sensoriais dos consumidores, da textura ao aroma e à recompensa emocional, será fundamental para criar produtos que ressoem. As marcas têm a oportunidade de construir conexões emocionais duradouras, respondendo a essas necessidades sensoriais.

Siga o exemplo da APAC (Ásia-Pacífico) em inovações em bebidas multissensoriais que melhoram o humor

Na China, 79% dos consumidores de bebidas com gás concordam que o som das bolhas estourando em bebidas com gás os relaxa. A Ásia, em geral, está vendo bebidas oferecerem melhorias interativas de humor.

As latas de refrigerante da Fruit.B contêm uma fatia de fruta de verdade que flutua para o topo quando a lata é aberta e o aroma liberado é ainda mais acentuado por uma lata com borda mais larga. Na Tailândia, a campanha Rise Up da Est Cola viu latas de edição limitada com palavras de incentivo impressas de cabeça para baixo para inspirar os consumidores.

A tendência é clara

Características sensoriais além do paladar deixarão de ser um elemento performático e caprichoso em alimentos e bebidas para se tornarem algo mais prático e pragmático. O uso criativo, porém, baseado em evidências, de textura, aroma e aparência será fundamental para criar inovações que ofereçam experiências inclusivas para consumidores carentes.

Saiba mais e acesse o reporte em: Mintel_2026_Global_Food_and_Drink_Predictions.pdf e Global Food & Drink Predictions: 2026 & Beyond | Mintel

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Refrigerantes Zero

Uma imagem contendo no interior, mesa, comida, metal

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Refrigerantes “zero” estão associados a maior risco de gordura no fígado, aponta estudo

Uma pesquisa realizada com mais de 123 mil participantes revelou que o consumo de refrigerantes em versões diet ou “zero” pode aumentar significativamente o risco de desenvolver doença hepática gordurosa — mais até do que as bebidas adoçadas com açúcar.

O estudo, conduzido ao longo de aproximadamente 10 anos com dados do UK Biobank, acompanhou pessoas sem histórico de doenças hepáticas. Os pesquisadores analisaram o consumo de dois tipos de bebidas: aquelas adoçadas com açúcar e as adoçadas artificialmente.

Os resultados foram contundentes: indivíduos que consumiam mais de 250 gramas de adoçantes artificiais por dia — o equivalente a uma lata de refrigerante — apresentaram um risco 60% maior de desenvolver doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica. Essa condição pode evoluir para quadros graves, como cirrose e câncer de fígado.

Já entre os consumidores de bebidas açucaradas, o aumento no risco foi de cerca de 50%. Ao longo do estudo, 1.178 participantes desenvolveram a doença e 108 morreram por causas relacionadas ao fígado.

Um dado que chamou atenção foi que apenas as bebidas diet mostraram associação com mortes por doenças hepáticas, surpreendendo os pesquisadores. As análises também indicaram que ambos os tipos de bebida contribuíram para o acúmulo de gordura no fígado.

Simulações realizadas pelos cientistas mostraram que substituir refrigerantes por água reduziu o risco de desenvolver a doença hepática em 12,8% no caso das bebidas açucaradas e em 15,2% no caso das versões diet. No entanto, trocar uma pela outra não apresentou nenhum benefício significativo.

 Os autores do estudo destacam que os adoçantes artificiais podem afetar mecanismos metabólicos e alterar o equilíbrio da microbiota intestinal, o que ajuda a explicar seus potenciais efeitos nocivos, mesmo na ausência de açúcar.

“Esses achados desafiam a percepção de que as versões ‘sem açúcar’ são automaticamente mais seguras. É necessário cautela e mais estudos para compreender os efeitos metabólicos dos adoçantes artificiais”, concluem os pesquisadores. O mercado deve ficar atento aos estudos.

Fonte: Refrigerantes "zero" aumentam risco de gordura no fígado, diz estudo

Diet and sugary drinks raise risk of common liver disease by up to 60%, study finds | CNN


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Johnnie Walker Comercial

Johnnie Walker relembrando o consumo consciente

Esse comercial é simplesmente incrível. JWalker, em um episódio hightech demonstra que mesmo sendo um piloto da Fórmula 1 (F1), beber e dirigir não combinam. Trata-se do consumo responsável. Assista que é bem bacana. O vídeo é curtinho. Aproveite.


Cheers!



 

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Monin Cup 2024

 

Copa Mundial de Drinques tem sua versão no Brasil

 Há um concurso de bartenders super interessante que tem passado no Brasil e que merece a devida atenção. Me refiro ao MONIN Cup 2024, um campeonato de drinques exóticos e especiais.


O CAMPEONATO

​O MONIN Cup é uma empolgante competição que reúne jovens bartenders profissionais, todos prontos para mostrar seu talento na criação das melhores receitas utilizando os produtos MONIN.

O tema da MONIN Cup 2024, "Low is More", serve como um chamado para os bartenders abraçarem a era da mixologia de baixo ou nenhum teor alcoólico com criatividade, paixão e um compromisso em oferecer experiências de consumo excepcionais.

É uma jornada que celebra a inovação, a sustentabilidade e o consumo responsável, enquanto ultrapassa os limites do que é possível atrás do balcão. 

A grande final está prevista em Bourges, na França. 


Saiba mais em: https://www.monin.com.br/monincup 


sexta-feira, 28 de junho de 2024

Cerveja não é pecado


Cervejarias artesanais criam site para promover petição contra o imposto do pecado.

O site oficial da petição contra a Lei do Pecado, https://cervejanaoepecado.com.br/ é uma iniciativa destinada a expressar ao governo a discordância do povo em relação ao aumento de impostos sobre as cervejarias de pequeno porte. Neste espaço, o cidadão terá a oportunidade de adicionar sua voz a milhares de outras pessoas que acreditam que a taxação excessiva é injusta e prejudicial para a indústria cervejeira e para os consumidores no Brasil, o termo “imposto dopecado” se refere à proposta de um imposto seletivo sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como:

* Cigarros: A tributação sobre cigarros já existe no Brasil, mas a proposta visa aumentar a alíquota e abranger também charutos, cigarrilhas e cigarros artesanais.

* Bebidas alcoólicas: O projeto prevê a criação de faixas de tributação de acordo com o teor alcoólico da bebida, com alíquotas mais altas para bebidas com maior teor.

* Bebidas açucaradas: Refrigerantes, sucos artificiais e outras bebidas com alto teor de açúcar também estão no radar do imposto seletivo.

* Veículos poluentes: Carros, motos, caminhões e outros veículos que emitem muitos gases poluentes serão taxados de acordo com o nível de emissão.

* Exploração de recursos minerais: A extração de minério de ferro, petróleo e gás natural também pode ser alvo do imposto seletivo, com alíquota máxima de 1%.

Segundo o site, a proposta de inserir um imposto sobre a cerveja, conhecida como Imposto do Pecado, é uma medida que desperta preocupação e descontentamento entre os apreciadores dessa bebida e os produtores do setor. Neste texto, é discorrido sobre os motivos pelos quais discorda-se veementemente desse imposto, destacando os impactos negativos que ele trará para a indústria cervejeira e para os consumidores.

Valorização da cultura e da diversidade: A cerveja artesanal, produzida em menor escala e feito localmente, é uma expressão cultural e um patrimônio do nosso país. Um em cada sete municípios brasileiros tem uma cervejaria local.

Impacto econômico negativo: A indústria cervejeira artesanal tem experimentado um crescimento significativo nos últimos anos, gerando mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos e movimentando mais de 50 bilhões de arrecadação de impostos e movimentando negócios locais e familiares. Ao impor um imposto sobre a cerveja artesanal, corre-se o risco de sobrecarregar os produtores e dificultar o acesso a esse mercado para novos empreendedores. Isso pode levar ao fechamento de pequenas cervejarias e à perda de postos de trabalho, prejudicando o desenvolvimento econômico de regiões inteiras.

Prejuízo para os consumidores: A cerveja é apreciada por sua qualidade, sabor e variedade. Ao adicionar um imposto sobre essa bebida, o seu preço final ao consumidor será afetado, tornando-a menos acessível para muitos apreciadores. Além disso, essa medida pode desencorajar o consumo responsável, pois o aumento de preço pode levar algumas pessoas a optarem por produtos de menor qualidade ou até mesmo incentivar o consumo clandestino. A cerveja é a bebida da moderação, é a bebida mais apreciada pelo brasileiro, sua variedade de estilos que usam até frutas brasileiras garante qualidade diferenciada mundo afora.

Desincentivo à produção sustentável: Muitas cervejarias, inclusive as pequenas e micro cervejarias, também chamadas de artesanais, tem como princípio a produção sustentável. O aumento de impostos pode colocar em risco essas práticas, uma vez que os custos de produção serão elevados, tornando mais difícil para as cervejarias manterem seus padrões de sustentabilidade. Isso seria um retrocesso para a indústria e para o meio ambiente. 

A imposição de um imposto sobre a cerveja é uma injustiça com um dos mais importantes setores da economia. O setor promove campanhas pelo consumo consciente e responsável. Desenvolve inclusão social com programas de capacitação de garçons de bares e restaurantes. Segundo números oficiais do Ministério da Agricultura, há 1847 cervejarias no Brasil, que vem crescendo anualmente com o importante número de pequenas cervejarias artesanais que promovem a economia com eventos, gastronomia e cultura local.

Caso queiram saber mais sobre o tema: https://cervejanaoepecado.com.br/ 

Meus grifos: não é novidade que cerveja e automóveis são política de governo. O último aumento de tributos dessa natureza foi o famoso 2% adicionais de ICMS para  o "Fundo Estadual de Combate e  erradicação da pobreza". Os resultados desse aumento estão por ai. Quem encontrar, cite nos comentários.

#avecesarco #pelosatelite #consumodecervejas #impostodopecado #erradicacaodapobreza

quinta-feira, 14 de março de 2024

Consumo Responsável


Política de Conteúdo Gerado pelo Usuário: você sabe o que é isso?

Recentemente estava assistindo uma palestra de uma Gerente da Pernod Ricard e conheci um site deles chamado de "Bar Aberto". Durante a exploração do sítio, me deparei com a Política de Cookies e a "Politica UGC". Achei o termo diferente, pois trabalho na área de Governança, Riscos e Compliance e até então desconhecia o termo. Ao ler o conteúdo, fiquei impressionado pela sua importância e o quanto isso vale para nós amantes, curiosos, estudantes e entusiastas de uma boa cerveja. O tema é relevante e deve ser consumido sem moderação. Veja a seguir:

Política de Conteúdo Gerado pelo Usuário

Todas as empresas do Grupo Pernod Ricard Brasil têm um longo compromisso de promover o consumo responsável. Por meio de uma ampla variedade de iniciativas, geralmente em parceria com diversas organizações (incluindo associações industriais, reguladores, autoridades públicas e representantes) a Pernod Ricard Brasil e suas afiliadas estão profundamente comprometidas em promover o consumo responsável e desencorajar o uso indevido de nossos produtos.

 Como consequência do nosso compromisso em promover o consumo responsável de bebidas alcoólicas, contamos com a colaboração dos usuários e esperamos que vocês não postem comentários, fotos, vídeos e outros tipos de conteúdo (“Publicação") que:

  • Inclua qualquer pessoa que seja ou pareça ser menor de idade, incluindo qualquer pessoa que esteja associada ao consumo de álcool, que não tenha ou que pareça não ter idade legal para beber;
  • Seja feita por alguém que não tenha atingido a idade legal mínima permitida para consumo de bebidas alcoólicas;
  • Encoraje a compra ou consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade ou consumo ilegal, irresponsável ou imoderado;
  • Promova o consumo excessivo ou que de qualquer forma condene ou critique qualquer pessoa que opte por não consumir bebidas alcoólicas;
  • Retrate a ingestão irresponsável de bebidas alcoólicas sob uma luz positiva ou que associe o consumo de bebidas alcoólicas com a condução de veículos, operação de qualquer tipo de máquina ou envolvimento em qualquer tipo de atividade perigosa;
  • Implique que as bebidas alcoólicas tenham quaisquer benefícios físicos, psicológicos, intelectuais ou contribuam para o sucesso sexual;
  • Glorifique a força do álcool, o teor de álcool relativamente alto ou o efeito intoxicante de uma bebida;
  • Mencione o consumo de álcool em relação a qualquer tipo de comportamento ilegal, antissocial, perigoso, agressivo ou violento;
  • Apresente logotipos protegidos por direitos autorais, produtos ou personagens que não sejam nossas marcas;
  • Contenha linguagem ou gestos ofensivos ou que possam ser vistos como ofensivos com base no sexo, raça, orientação sexual, religião ou cultura, ou que constituam um ataque pessoal a outro usuário, indivíduo ou empresa.

Caso sua postagem não esteja em conformidade com o acima exposto, nos reservamos o direito de removê-la. Acreditamos que beber com responsabilidade é a chave para a manutenção de um estilo de vida equilibrado e positivo para a maioria dos adultos que optam por beber. Para obter mais informações sobre o consumo responsável, visite https://www.abrabe.org.br/sem-excesso/

Concordo e muito com essa política.  Atentem a esses detalhes, eles são de suma importância, para evitar excessos e atos ilegais ou ainda imorais. É uma questão de humanismo. Amor ao próximo. E, acima de tudo, preserve a sua imagem e reputação. A Pernod Ricard, certamente busca o mesmo.

Saiba mais em: https://www.baraberto.com.br/politica-ugc 

terça-feira, 22 de maio de 2018

Cerveja e saúde


Cerveja não faz bem à saúde, diz tribunal alemão ao contestar anúncio

A cerveja não pode ser vendida como algo que faz bem, determinou um tribunal alemão nesta quinta-feira (17) depois que um grupo de direitos do consumidor processou uma cervejaria por causa de um anúncio que sugere falsamente que a cerveja traz benefícios para a saúde.

A disputa com a Cervejaria Haerle, situada em Leutkirch, cidade do sul da Alemanha, começou quando um grupo de proteção do consumidor protestou contra o uso da palavra "bekömmlich", que tem conotações de saúde e de sabor.

O Tribunal Federal de Justiça alemão manteve um veredicto de uma corte inferior, segundo a qual a palavra não pode ser usada em anúncios de bebidas que contêm mais de 1,2% de álcool.

A corte afirmou que "bekömmlich", que não tem tradução exata, mas pode ser assemelhada a "salutar", descreve mais do que o sabor da cerveja. "O termo 'bekömmlich' é entendido pelo público relevante como 'saudável', 'benéfico' e 'digerível'", disse o tribunal.

Quando usado para descrever alimentos, significa que o produto é absorvido e tolerado facilmente pelo sistema digestivo mesmo se consumido por longo prazo, argumentou a corte, acrescentando que a cerveja às vezes causa problemas de saúde. (Veja o que a Pernod Ricard pensa sobre o tema).

A Alemanha, antes a maior consumidora do mundo deste tipo de bebida e famosa pelo festival anual de cerveja Oktoberfest, testemunhou uma queda de consumo de 17% desde 1993, mas as cervejarias esperam que a Copa do Mundo, que começa no mês que vem, provoque um crescimento nas vendas.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/cerveja-nao-faz-bem-a-saude-diz-tribunal-alemao-ao-contestar-anuncio.ghtml

Foto: Autor/Brauerei Clemens /https://www.google.com/maps/contrib/105764347636658957010

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Gestão de Riscos em Cervejarias


Vazamento de gás amônia em cervejaria desativada afeta cerca de 300 residências em MS
Um vazamento de gás amônia em uma cervejaria desativada de Corumbá, município distante 415 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, afetou cerca de 300 residências na tarde desta quinta-feira (8). As equipes continuavam a trabalhar no início da noite.

A fábrica fica no bairro Cervejaria e, segundo o Corpo de Bombeiros, muitos moradores tiveram de deixar as residências por causa do risco de intoxicação.

O vazamento teria sido causado por um funcionário que estava fazendo a manutenção no local e cortou o cilindro do gás. O dono da cervejaria disse aos bombeiros que estavam fazendo a remoção dos equipamentos para serem levados para Toledo (PR).

Os bombeiros utilizaram uma mangueira de alta pressão para não deixar a amônia se espalhar. De acordo com os bombeiros, o cilindro danificado tem capacidade para 400 litros.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

CONAR Skol Ultra

Conar pede que Skol tire do ar filme de cerveja para 'atletas não oficiais'

por D. Alvarenga

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Skol Ultra é anunciada como a cerveja oficial dos atletas não oficiais (Foto: Divulgação)Skol Ultra é anunciada como 'a cerveja oficial dos
atletas não oficiais (Foto: Divulgação)
A Ambev terá que retirar do ar a propaganda da Skol Ultra, anunciada como "a cerveja oficial dos atletas não oficiais". O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) entendeu que o comercial desrespeitou as recomendações do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária ao fazer associação entre consumo de bebida alcóolica e esporte. Em julgamento realizado na quinta-feira (12), o órgão decidiu, por unanimidade, pela sustação da campanha. Ainda cabe recurso, mas pela decisão o comercial deve sair do ar imediatamente. Procurada pelo G1, a Ambev informou que "não comenta ações em andamento".
O comercial, que anuncia o lançamento da Skol Ultra, começou a ser veiculado em rede nacional em setembro. Embalado pela trilha sonora “Feeling Good”, de Nina Simone, o filme mostra pessoas comuns praticando atividades físicas em diferentes locais. A cerveja é apresentada como uma bebida com 'menos carboidratos, menos calorias'.
Segundo a Ambev, a Skol Ultra tem 4,2% de teor alcoólico o que corresponde a 0,7% a menos do que a Skol Pilsen, além de 22% a menos de calorias. A campanha é assinada pela agência Wieden + Kennedy.
Apesar da decisão do Conar, o vídeo da propaganda continuava disponível na tarde desta sexta-feira (13) o canal da marca no YouTube. O processo foi aberto no Conar após o órgão ter recebido 5 reclamações de consumidores.
O conselho de ética do Conar acatou a denúncia e considerou que a campanha no seu conjunto ultrapassou várias das recomendações do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, como a que veta a associação do consumo de bebida ao desempenho pessoal de quem bebe.
As medidas do Conar não têm força de lei nem poder de determinar multa. Mas, regra regral, as decisões costumam ser sempre atendidas pelos anunciantes e agências de publicidade. O órgão informa, porém, que desde a sua fundação, em 1978, nenhuma de suas recomendações deixou de ser acatada.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cerveja e Saúde


Cerveja Faz Bem à Saúde? Agnes Fenton Pode Ser um Exemplo

Agnes Fenton, uma moradora de Englewood, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, comemorou no último 1º de agosto seus 110 anos de idade.

De acordo com a idosa, todo o fôlego que ainda tem para apagar as velinhas não está relacionada a sua situação conjugal ou por aderir à dietas específicas, mas porque simplesmente ela consome três cervejas por dia.  A moradora de Englewood, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, no entanto, terá que deixar de lado o seu segredo de longevidade.

Por ordens médicas, Agnes deverá encerrar temporariamente o consumo de bebidas alcoólicas por não estar se alimentando bem.

Nada preocupante, pois segundo afirmou o médico de Agnes ao site NorthJersey.com "ela está totalmente maravilhosa".  Quando questionada se seus cuidadores lhe permitiriam ingerir bebida alcoólica em seu aniversário de 111 anos, a idosa apenas retruca: "É melhor que sim".

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/curiosidades/2015/08/04/noticiascuriosidades,3479761/mulher-de-110-anos-atribui-longevidade-a-cerveja.shtml

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Cerveja sem álcool



STJ questiona o termo "sem álcool" para o setor de cervejas
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento de recurso especial das Cervejarias Kaiser Brasil, considerou que a regulamentação da Lei 8.918/94 admite que as cervejas com teor alcoólico igual ou inferior a 0,5% em volume sejam classificadas como “sem álcool” e deixem de apresentar no rótulo a advertência de que o produto contém álcool.
A maioria dos ministros que compõem o colegiado reformou decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e julgou improcedente a ação civil pública ajuizada pela Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor (Saudecon). O tribunal estadual considerou que a Kaiser violou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), “na medida em que existe informação no produto comercializado que não traduz a realidade, o que impede a sua comercialização na forma apresentada”.
O relator do recurso especial, ministro Luis Felipe Salomão, também considerou que “a publicidade deve refletir fielmente a realidade anunciada, em observância às diretrizes do CDC”, e que por isso as informações veiculadas têm caráter vinculativo. Salomão argumentou que os consumidores das denominadas cervejas sem álcool, em regra, optam por esse produto justamente pelo diferencial na sua composição – seja por questão de saúde ou por motivações religiosas ou filosóficas.
Entretanto, ao apresentar voto-vista, o ministro Raul Araújo manifestou entendimento diverso e foi acompanhado pelos demais ministros. Ele disse que a classificação da cerveja como sem álcool não é uma prática exclusiva da Kaiser, já que tem como base a Lei 8.918, regulamentada pelo Decreto 6.871/09, válido em todo o território nacional. Conforme o inciso I do artigo 12 do decreto, as bebidas serão classificadas em não alcoólicas quando tiverem, a 20 graus Celsius, graduação alcoólica até meio por cento em volume de álcool etílico potável.
Para Raul Araújo, a cervejaria seguiu corretamente a Lei 8.918 e as normas que a regulamentam quando fez constar do rótulo de sua “bebida não alcoólica” a expressão “sem álcool”, correspondente à classificação oficial. O ministro afirmou que a Kaiser “não poderia ser condenada individualmente com base em impressões subjetivas da Saudecon de que estaria violando normas gerais do CDC”. Na opinião de Araújo, “Não seria adequado intervir no mercado, substituindo a legislação por decisão judicial subjetiva, de modo a impedir a venda do produto pela fabricante”.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cerveja sem álcool

#cerveja (Foto: Philippe Huguen/AFP)

Cerveja sem álcool aciona área do cérebro ligada ao vício, diz estudo

Pesquisa aponta que o simples gosto é suficiente para ativar sistema. Efeito é maior em pessoas com histórico de alcoolismo na família.

Da France Presse

O sabor da cerveja sozinho, mesmo sem qualquer efeito alcoólico, ativa o sistema de recompensas do cérebro, revela um estudo publicado nesta segunda-feira (15). Neurologistas da Universidade de Indiana pediram a 49 homens que escolhessem beber entre sua cerveja favorita e um isotônico, tipo de bebida utilizada por quem pratica esportes, enquanto seus cérebros eram escaneados por uma tomografia.

O objetivo foi observar a dopamina, elemento químico em uma área do cérebro denominada estriado ventral, que dá a sensação de recompensa. A cerveja foi racionada em minúsculas porções -- apenas 15 mililitros ou uma colher de sopa a cada 15 minutos -- de forma que o cérebro pudesse ser escaneado sem a influência tóxica do álcool.
 
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Apenas sentir o gosto da cerveja ativou os receptores de dopamina e este efeito foi maior do que no caso do isotônico, mesmo que muitos voluntários tenham dito preferir o gosto de refrigerantes, afirmaram os cientistas.

O efeito da dopamina foi significativamente maior entre os voluntários com histórico familiar de alcoolismo, explicaram. "Nós acreditamos que esta é a primeira experiência em humanos a demonstrar que apenas sentir o sabor de uma bebida alcoólica, sem qualquer efeito intoxicante alcoólico, pode trazer à tona a atividade da dopamina nos centros de recompensa do cérebro", afirmou David Kareken, professor de neurologia que chefiou os experimentos.

A dopamina tem sido há muito tempo associada ao forte desejo de uma substância. Em casos isolados, há registros que sugerem que ela pode ser ativada pelo som, pela visão ou pelo cheiro de um bar.
Consequentemente, os cientistas se concentraram em técnicas para evitar ou minimizar estes gatilhos. Enquanto isso, especialistas em farmacologia estudam tratamentos para bloquear a resposta das células à dopamina.

O estudo, publicado no periódico "Neuropsychopharmacology", provocou respostas contraditórias em especialistas externos.

Alguns consideraram o estudo inovador, enquanto outros consideram que foi muito restrito e muitos ficaram intrigados com o fato de uma conexão familiar com o alcoolismo ter sido vinculada com uma resposta maior da dopamina. "Sabemos que a exposição a estas recompensas condicionadas às vezes é o gatilho que induz dependentes químicos em abstinência a sofrer recaída", disse Dai Stephens, professor de psicologia experimental da Universidade britânica de Sussex.

"Entender o mecanismo por trás das diferenças nas consequências deste tipo de condicionamento entre indivíduos com e sem riscos de sofrer de alcoolismo poderia apontar caminhos para reduzir esses riscos", acrescentou.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/04/cerveja-sem-alcool-aciona-area-do-cerebro-ligada-ao-vicio-diz-estudo.html

Cerveja (Foto: Philippe Huguen/AFP)
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