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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Heineken +Equilíbrio

 

Giro de Mercado: A Revolução do +Equilíbrio no Portfólio da Heineken

O mercado de bebidas no Brasil vive uma de suas transformações mais profundas, impulsionado por um novo perfil de consumidor que não aceita mais escolher entre o prazer da celebração e o compromisso com o bem-estar. Atento a esse movimento de consumo consciente, o Grupo Heineken estruturou de forma inédita a plataforma +Equilíbrio. Trata-se de uma estratégia robusta para centralizar, organizar e dar protagonismo ao seu portfólio de produtos com teor alcoólico reduzido ou zero, menos calorias, ausência de glúten e até mesmo atributos funcionais.

Os Objetivos Estratégicos da Plataforma

Muito além de lançar novos rótulos, a Heineken redesenhou a experiência no ponto de venda para educar o mercado e simplificar a jornada de compra, concorrendo diretamente com grandes players nas gôndolas dos supermercados. Os pilares centrais da iniciativa incluem, Simplificar a Decisão, que visa unificar a identidade visual para que o consumidor encontre facilmente opções saudáveis. Expandir Ocasiões, conectando bebidas leves a novos momentos do cotidiano, como dias úteis ou o pós-treino e Estimular a Moderação, alinhando o negócio às metas globais de responsabilidade social e saudabilidade da companhia.

O Novo Perfil de Consumo: A Era da Moderação Flutuante

Os dados mostram que os produtos de bem-estar deixaram de ser um nicho restrito. Hoje, a chamada "moderação flutuante" dita o ritmo: cerca de 30% dos consumidores que bebem as marcas tradicionais da Heineken também compram as versões não alcoólicas, alternando o consumo conforme a conveniência do dia ou horário. Essa mudança é acelerada também por novos hábitos de saúde globais e pelo avanço de tratamentos clínicos modernos (como os inibidores de GLP-1), que reduzem o desejo por álcool e alimentos calóricos.

As projeções da Euromonitor apontam que o mercado brasileiro atingirá o consumo de 885 milhões de litros de cerveja sem álcool — um volume impressionante, sete vezes maior do que o registrado em 2019. No varejo físico, dados da Varejo360 comprovam a consolidação, mostrando que a categoria saltou de 3,41% para 4,73% de todas as unidades de cervejas comercializadas.

O Futuro do Mercado: Dois Dígitos de Crescimento

Com um portfólio que abrange desde a cerveja de entrada até inovações fora do segmento cervejeiro (como o Mamba Protein e o Baer Mate), a Heineken registrou um crescimento de dois dígitos altos nas vendas desses produtos focados em saudabilidade. A plataforma +Equilíbrio não é apenas uma resposta passageira às tendências e o futuro; ela redefine as regras do jogo no mercado de bebidas, provando que o verdadeiro equilíbrio veio para ficar nas mesas e rotinas dos brasileiros.


Infográfico Técnico: O Portfólio +Equilíbrio sob a Lupa

Para ajudar o leitor do Ave César Co. a entender exatamente o que está consumindo, estruturamos a tabela comparativa abaixo com os principais dados de calorias, teor alcoólico e diferenciais funcionais de cada produto que integra a plataforma:

Produto

Teor Alcoólico

Calorias (por 350ml)

Diferencial / Atributo

Heineken Ultimate

3,5%

73 kcal

Sem glúten, 30% menos calorias que a original

Heineken 0.0

0,0%

69 kcal

Zero álcool, sabor idêntico ao tradicional

Amstel Ultra

4,0%

71 kcal

Sem glúten, baixa caloria (low carb)

Sol Zero

0,0%

63 kcal

Zero álcool, leve e refrescante para o verão

Lagunitas DayTime

4,0%

98 kcal

Session IPA, baixíssimo teor de carboidratos

Baer Mate

0,0%

50 kcal

Chá mate gaseificado com cafeína natural

Mamba Protein

0,0%

85 kcal

Água proteica com 20g de proteína, zero açúcar

#avecesarco, #consumoconsciente, #grupoheineken, #mercadocevejeiro, #tendencias2026, #cervejazero

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Spaten Pro

 

O dilema da inovação: Como a nova Spaten Pro com whey desafia a tradição e mira o futuro do consumo de bebidas no Brasil

Por dentro da estratégia bilionária que pretende transformar a cultura de boteco em um nicho de suplementação esportiva, driblando os riscos à pureza da escola alemã.

A Ambev lançou oficialmente, pela marca Spaten, a Spaten Pro no Brasil, a primeira cerveja enriquecida com proteína do ecossistema global da AB InBev. O produto chega ao mercado como uma Munich Dunkel zero álcool, contendo 10 gramas de proteína (75% whey protein e 25% colágeno) e menos de 100 calorias por lata de 350 ml. O preço sugerido varia entre R$ 10 e R$ 13, marcando uma forte incursão da companhia no mercado de bebidas funcionais.

O lançamento da Spaten Pro é liderado pelo Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev no Rio de Janeiro. Foram 5 anos de pesquisa e mais de 100 protótipos até se chegar à fórmula atual de seis ingredientes, sem açúcar.

As intenções da Cervejaria visaram em criar e liderar uma nova categoria que une a indulgência e o sabor da cerveja tradicional ao mercado de bem-estar. O Brasil funciona como a região piloto global da marca para essa tendência de mercado com alta disrupção. Consumidores entusiastas do universo fitness, frequentadores de academias e pessoas que já adotam dietas com ingestão monitorada de proteínas, mas buscam alternativas de consumo social. (O fato não é uma novidade, pois algumas microcervejarias artesanais já tinham desenvolvido cervejas com colágeno, que foram proibidas de produzir por parte das autoridades no Brasil, mais precisamente o MAPA.)

Nesse cenário, a Ambev mapeou o forte crescimento dos alimentos proteicos funcionais (como beer protein, iogurtes e shakes) e a disparada no consumo de cervejas sem álcool. A categoria de "escolhas equilibradas" da empresa (e.g.: Corona Cero, Stella Pure Gold e MichelobUltra) cresceu mais de 70% no primeiro trimestre de 2026. Há também uma forte influência global da moderação gerada pela nova geração de medicamentos de controle de peso (Efeito GLP-1).

A Ambev vive um momento de forte recuperação financeira, ancorada na eficiência de precificação e inteligência de dados pelo ecossistema Zé Delivery e BEES.

A Lucratividade Global da Companhia, no primeiro trimestre de 2026, a receita líquida fechou estável em R$ 22,46 bilhões. O Lucro Líquido atingiu R$ 3,88 bilhões (alta de 2,1%). O EBITDA Ajustado bateu R$ 7,55 bilhões com margem operacional de 33,6%. O fluxo de caixa cresceu 162,5%, totalizando R$ 3,1 bilhões. No consolidado anterior (2025), o lucro anual foi de R$ 15,9 bilhões.

 Mitigar os Riscos da Descaracterização de Marca (Heritage & Legacy)

Ao escolher a tradicional marca Spaten (criada em Munique em 1397) para batizar um produto com whey protein e colágeno, a Ambev corre riscos significativos de marketing e marca no ambiente premium. O risco de perda de Identidade Histórica (Heritage) pode ser considerado de moderado para alto. A Spaten consolidou seu sucesso recente no mercado brasileiro ancorada no conceito de força, pureza e tradição da clássica escola alemã de puro malte. Transformar o nome em uma marca funcional e fitness pode alienar o consumidor tradicionalista (purista), gerando confusão de posicionamento na mente do público básico. (Versões fora do padrão já foram feitos. Por exemplo, lançaram uma edição limitada da Bud Amber, chamada de Budweiser Black Crown.)

O cenário apresenta um risco de percepção "artificial", pois cervejas funcionais suplementadas flertam com o risco de rejeição sensorial e quebra de liturgia (o brinde, o bar, a descontração). A associação imediata com "produtos de academia" pode enfraquecer o apelo emocional e de autenticidade histórica da marca (o seu legacy de mais de 600 anos). Para buscar mitigar esse risco, a cervejaria adotou o estilo Munich Dunkel (escuro, com notas maltadas de caramelo e cacau) em vez de mexer na consagrada receita clara Munich Helles. Além disso, a comunicação, que começará após o evento Spaten Fight Night 3, continuará explorando o pilar de "força e artes marciais", envelopando a proteína como uma extensão de estilo de vida sem abandonar o visual rústico e tradicional da marca mãe.

É ver para crer. Apesar do risco, algo deve ficar claro no mercado. Inovação é um ativo fundamental em uma organização. E não adianta ser idealista sem colocar o ideal em prática. Tem que testar; e nisso a Ambev é craque. Saber dizer "não" para o que não deu certo e voltar atrás se necessário, rever e retestar e melhorar a inovação, ao invés de deixar o chope entornar.

Diga-nos depois o que você achou da cerveja. Matou a fome? A proteína substituiu o seu churrasco ou tira-gosto? Deixe nos comentários! Um brinde. 





quarta-feira, 27 de maio de 2026

AEB Brewing Brasil Brau 2026

 


Biotecnologia e Tradição: Como a AEB Brewing se Tornou Pilar de Inovação no Mercado Cervejeiro Nacional

Da Redação Ave Cesar Co. – O mercado de cervejas artesanais e industriais no Brasil movimenta bilhões de litros anualmente, mas o verdadeiro segredo de muitas receitas premiadas não está apenas no malte ou no lúpulo, e sim nos bastidores da biotecnologia. No centro dessa engrenagem está a AEB Brewing, uma divisão do gigante italiano AEB Group. A companhia consolidou sua posição no país como uma das principais provedoras de soluções completas para cervejarias, unindo insumos de alta performance a maquinários de ponta. Sempre que vou à Brasil Brau, não deixo de visitar e frequentar o estande da AEB para dar um abraço em seu representante comercial no Brasil, Mário Bitencourt.

A história do grupo começou em 1963, na Itália, inicialmente voltada para o refino e evolução do setor de vinhos. Com o acúmulo de décadas de know-how em fermentação, estabilização e microbiologia, a expansão para o setor cervejeiro foi um passo natural.

No Brasil, a operação é comandada pela filial AEB Bioquímica Latinoamericana, estrategicamente instalada no polo industrial de São José dos Pinhais, no Paraná.

Societariamente, a empresa reflete a robustez de uma multinacional capitalizada. O controle global da holding AEB Group passou por ciclos de investimentos de grandes fundos de private equity europeus, como o Euroazeo e a Apax Partners, o que garantiu fôlego financeiro para aquisições globais e modernização de laboratórios. Localmente, a gestão é liderada por diretores técnicos e executivos que adaptam as inovações europeias às exigências e ao clima do mercado da América Latina.

Para aqueles que irão na Brasil Brau, recomendo a visita para conhecer os produtos e serviços cervejeiros que a AEB Brewery oferece no mercado nacional e na América Latina, variando da biotecnologia e ingredientes à equipamentos e higienização, serviços técnicos e conhecimento, esse por meio da sua universidade de técnicas, tendências, estudos e inovação, a AEB Academy.

A Brasil Brau ocorre de 09 a 11 de junho em São Paulo, no São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5. O estande da AEB será o A09.

Conheça mais sobre a AEB no site: https://www.aeb-group.com/br/cerveja 

 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Anuário da Cerveja 2026

Raio-X do Mercado Cervejeiro: O que o Anuário da Cerveja 2026 Revela Sobre o Nosso Futuro

Na última semana, Brasília foi o palco do lançamento do aguardado Anuário da Cerveja 2026 (ano-base 2025). O documento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) foi apresentado em um evento promovido pelo SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), reunindo autoridades e grandes especialistas do setor. Para quem vive o mercado, esse relatório é o termômetro de tendências definitivo. Ele nos força a olhar os dados, recalcular rotas, estudar e, acima de tudo, reinventar a forma como pensamos a cerveja. E a edição deste ano trouxe insights poderosos que merecem nossa atenção.

Sem Glúten Voando Alto e o Espaço do Puro Malte

Entre os dados mais impactantes, a saudabilidade e ocomportamento de consumo ditaram o ritmo. O volume de cervejas sem glúten registrou um salto impressionante de 417,6%. Paralelamente, as cervejas puro malte consolidaram sua presença definitiva no coração e no copo dos brasileiros, respondendo por 30% de toda a produção nacional.

O Raio-X Inédito dos Ciganos

Pela primeira vez na história, o anuário trouxe dados oficiais sobre o universo das cervejarias ciganas. Graças a uma articulação liderada pela Diretoria Jurídica da ABRACERVA (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal), agora sabe-se que o país conta com 280 marcas ciganas ativas. Juntas, elas são responsáveis por produzir 37 milhões de litros espalhados por 17 estados brasileiros.

Crescimento em Ritmo de Consolidação (E Suas Dores)

Embora o Brasil tenha atingido o recorde histórico de 1.954 fábricas registradas, o ritmo mudou. Após anos de uma expansão acelerada, o mercado dá claros sinais de consolidação. A abertura de novos CNPJs desacelerou e o relatório apontou 158 cancelamentos de registros de estabelecimentos. Essa alta expressiva nos fechamentos mostra que a maturidade do setor traz consigo dores reais de mercado, exigindo mais eficiência, gestão e resiliência das marcas que desejam prosperar. 

O mercado mudou de marcha. E a sua cervejaria, está pronta para esse novo cenário?

Para ter acesso ao anuário da cerveja clique no link: https://sindicerv.com.br/anuario-da-cerveja-2026/



terça-feira, 5 de maio de 2026

Colorado e Patagonia: Fim?

O Fim de uma Era, ou Fake News?

Soltou na internet que a Ambev havia comunicado que deixará de comercializar os rótulos das cervejarias Patagonia e Colorado, no mercado brasileiro. Esse movimento poderia ser associado por ações anteriores, como o fechamento de espaços de experiência da marca, como a hibernação do bar Toca do Urso e o encerramento de rótulos específicos como a Indica IPA. O comunicado, que viralizou, gerou um movimento em busca por ambos rótulos, por parte de clientes, visando tomar o último gole.

O relatório do Primeiro Trimestre da Ambev apresentou uma estratégia de expandir a categoria, ou seja o segmento de cervejas.


O documento enfatiza que a gestão atual vem sendo pautadas com "escolhas equilibradas", priorizando marcas que oferecem maior escalabilidade e atendem à demanda atual, seja por produtos sem álcool (um crescimento de 15%), ou aqueles do segmento premium (aumento de 15%) que remetem a eventos relevantes e  internacionais, como shows com artistas estrangeiros, festivais globais ou ainda a Copa do Mundo. Nesse sentido, tirar a Patagonia e a Colorado do portfólio, isso seria verdade? Faria sentido ou é mero Fake News?

A Cervejaria Colorado foi fundada em 1996 em Ribeirão Preto por Marcelo Carneiro da Rocha, a Colorado tornou-se um ícone das cervejas artesanais brasileiras. Foi pioneira em misturar estilos tradicionais com ingredientes nacionais, como café, rapadura, mandioca e castanha do Pará. Em 2015, a Ambev adquiriu a marca para fortalecer seu portfólio premium. 

Marcelo Carneiro foi, junto com a Cervejaria Dado Bier, na década de 90, um dos prepulsores do movimento "Craft Beer Renaissance", no Brasil. Conheceu figuras como Randy Morsher, (quem criou os rótulos permanentes da marca), bem como Michael Jackson, o beer hunter mundial.

A Cerveza Patagonia foi criada em 2006 em uma garagem em Buenos Aires, a marca rapidamente evoluiu, estabelecendo sua famosa microcervejaria em Bariloche em 2016. Conhecida por utilizar lúpulos cultivados na própria região patagônica, a marca foi introduzida no Brasil pela Ambev em 2013, focando em rótulos como Amber Lager e Weisse. Em um tempo recente, a Patagonia produziu uma cerveja colaborativa (uma Red Ale com lúpulos patagônicos) com a Cervejaria Campos do Jordão, tendo o mestre cervejeiro Evandro Zanini frente ao projeto. Na época, tomei com enorme prazer essa boa cerveja.

Ao ler todo o relatório da Ambev, não há nada que confirme a extinção das marcas ou a retirada dessas portfólio. (Entretanto, não foi visto essas nas gondolas recentemente, nos principais supermercados e delicatessens. O mesmo vale para o Hoegaarden, não se tem visto à venda também.) 

A mudança estratégica, qualquer que seja, levanta questões sobre o futuro do mercado artesanal dentro das grandes corporações, com a Ambev, agora focada em plataformas digitais (e.g.: Zé Delivery) e marcas de estilo de vida. Seria uma perda lamentável, porém como qualquer grande corporação, o foco atual está na gestão do fluxo de caixa, em um momento em que a inflação da cerveja está em alta. (O que me lembra de um artigo que escrevi, onde para o atual cenário das cervejas especiais e artesanais: afinal, menos é mais?).

É certo que a Patagonia congelou e o Urso, hibernou. Me diga nos comentários. Aguardo a sua opinião.

Saiba mais em: https://ri.ambev.com.br/relatorios-publicacoes/divulgacao-de-resultados/

segunda-feira, 23 de março de 2026

Kombeer 10 anos

Kombeer: Uma Década de História da Primeira Cervejaria de Laranjeiras

A Kombeer Cervejas Especiais chega aos seus 10 anos celebrando uma trajetória marcada por pioneirismo, resistência e paixão pela cultura cervejeira capixaba. Fundada em 2015, a marca nasceu na Serra–ES pelas mãos dos cervejeiros Jean Soares e Anderson Soares, que rapidamente se tornaram referência no cenário artesanal do município. Desde os primeiros rótulos, a proposta sempre foi unir criatividade, identidade local e qualidade — uma fórmula que conquistou fiéis apreciadores ao longo dos anos.

Além de produzir seus chopes e cervejas diretamente em Laranjeiras, a Kombeer ficou conhecida pela primeira Kombi cervejeira do Espírito Santo, presença constante em eventos, festivais e feiras culturais do Estado. A marca também ajudou a impulsionar o movimento cervejeiro da Serra, participando de festivais e contribuindo com o crescimento do setor que hoje reúne diversas microcervejarias. Segundo a Prefeitura da Serra, iniciativas como essa ajudaram a fortalecer a cena artesanal local, que movimenta milhões por mês e emprega dezenas de pessoas, com uma dose de sustentabilidade.

Outro marco na história da Kombeer foi a abertura de novos pontos de presença, como o primeiro quiosque de cerveja artesanal em shopping da Serra, inaugurado em 2021, no MontSerrat. Ali, a marca ampliou sua oferta e aproximou o público do consumo direto de estilos como IPA, Pilsen e Red — reforçando ainda mais seu papel no desenvolvimento da cultura cervejeiraregional.

Hoje, ao completar uma década, a Kombeer celebra não apenas sua história, mas a comunidade que caminhou junto. Entre obstáculos, conquistas e muitos brindes, a marca comemora seu aniversário no dia 28 de março, com uma festa especial no Garage Pub — local que abraça a cena rock da Serra e que também faz parte dessa trajetória compartilhada.

A noite promete muito rock’n’roll, chope gelado e uma programação que inclui DJ, promoção especial do chopp Lemon Rose que está nas tap handles das chopeiras do bar, show da banda Calibre de Rosas e o tradicional karaokê mais rock da cidade. Um encontro que resume o espírito da Kombeer: música, amizade, cultura local e boas cervejas.

Depois de 10 anos de estrada, a Kombeer reafirma seu orgulho em ser a primeira cervejaria de Laranjeiras e agradece a cada pessoa que fez parte dessa jornada. E como eles mesmos dizem: “É um orgulho imenso ter você nessa história”!

Kombeer 10 anos


🔥 Sábado – 28 de março, a partir das 18h. DJ da casa e bandas incríveis.

🍺 Promoção de chope Lemon Rose a tradicional Witbier com limão siciliano, hibisco e coentro. Beba 500ml e pague 300ml até 20h.


quarta-feira, 18 de março de 2026

Inflação da Cerveja

 


A inflação da cerveja no mercado nacional

A inflação da cerveja no Brasil acumulou alta de 6,07% em 12 meses até fevereiro de 2026, com foco no consumo em domicílio, superando o índice geral de inflação (IPCA) de 3,81%. 

Em fevereiro de 2026, a alta mensal foi de 0,36%, mostrando recomposição de preços pós-Carnaval, com destaque para a cerveja em casa mais cara que a comida. Os efeitos da alta se deram tanto para as cervejas adquiridas em autosserviço, como supermercados, delicatessens e lojas de conveniência, como também fora do domicílio, em bares, pubs e restaurantes. O aumento é reflexo do repasse dos custos industriais o que inclui a aquisição de embalagens (latas e acessórios de alumínio) e insumos a destacar adjuntos, como o milho.


A inflação da bebida tem ficado, em diversos momentos, acima da inflação oficial do país (IPCA), indicando um aumento no custo para o consumidor. Nesse sentido, o que se observa é uma busca constante por produto em oferta ou ainda próximo do vencimento, ou ainda por garrafas e latas menores, ou seja, "beber menos quantidade, sem perder a qualidade". Há uma queda natural em termos de volumes vendidos no período, face as práticas da quaresma (muitos consumidores deixam de beber durante o período religioso, entre o Carnaval e a Páscoa.)

A alta inflacionária não atinge somente o setor de bebidas, o que provoca um efeito generalizado. Além desta, as cervejarias terão que fazer as suas análises de riscos e cenários de sustentabilidade, pois essas já vêm sofrendo com os avanços do consumo responsável e da saúde, (e.g.: uso de canetas emagrecedoras; aquisição de produtos mais saudáveis) além das mudanças de hábitos, como por exemplo, aversão ou apatia da Geração Z em consumir bebidas alcóolicas em demasiado.

Entende-se que a briga por espaço em gôndolas (venda do produto em si) será amplamente substituída por experiências (aplicação do mesmo produto em eventos específicos, como festivais, partidas de futebol, torneios, shows, espetáculos, encontros gastronômicos), cujo valor agregado sobre a cerveja é exponencialmente maior se comparado à sua aquisição na vida cotidiana. Ainda a criação de versões diferentes do produto, como cervejas saborizadas, low carb ou zero álcool reforça a oportunidade de sair da mesmice. 

É remar com eficiência contra a maré da inflação, com uma dose de resiliência, pivotagem e estratégia.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Relatório de Sustentabilidade Sindicerv

 

Relatório inédito mostra compromisso da indústria cervejeira com a sustentabilidade

Documento lançado pelo Sindicerv traz dados e ações que comprovam atuação com responsabilidade ambiental, preocupação social e boas práticas de governança; promoção do consumo responsável também é destaque.

A indústria da cerveja brasileira acaba de dar um passo histórico. Com índices expressivos de reciclagem e de reuso de embalagens, avanços significativos em transição energética, redução robusta no uso de água na produção e impacto social ampliado, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) lançou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade. O documento consolida a liderança consciente, com práticas ambientais, sociais e de governança de suas doze associadas, que representam 85% da produção nacional.

Os números impressionam: mais de 80% do portfólio de vidro é retornável, cerca de 400 caminhões elétricos são usados nas operações de transporte, houve uma redução de 40% no uso de água em 15 anos e milhares de pessoas são beneficiadas pelas iniciativas sociais das empresas, que atuam baseadas em princípios de governança pautados pela responsabilidade social, ética e integridade. É a fotografia de um setor que cresce e se reinventa com responsabilidade.

O consumo consciente também é destaque no documento, que ressalta o aumento dos portfólios de bebidas com menor teor alcoólico e sem álcool, o crescimento expressivo do volume de produção desses produtos e ações visando promover a moderação e combater o uso nocivo de bebidas alcoólicas. O Relatório nasce de uma construção coletiva que envolveu empresas de diferentes portes, regiões e perfis, todas unidas por uma agenda comum de impacto positivo. Essa união tem peso econômico e social significativo. O setor cervejeiro movimenta uma das maiores cadeias produtivas do país, gerando 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos, respondendo por 2% do PIB brasileiro e contribuindo com mais de 50 bilhões de reais em impostos anuais. Ao reunir doze associadas em um mesmo documento, o Sindicerv demonstra a maturidade de um ecossistema capaz de influenciar comportamentos, acelerar soluções e ampliar resultados sustentáveis em escala.

Entre os destaques, está o desempenho excepcional da reciclagem de latas de alumínio no país, que alcançou 97,3% em 2024, mantendo o Brasil entre os líderes globais. Mais de 33,5 bilhões de unidades retornaram ao ciclo produtivo e podem voltar às prateleiras em apenas 60 dias, em média, sendo que a indústria cervejeira representa mais da metade do mercado brasileiro de latas. A reciclagem de vidro também avançou, impulsionada pela “Circula Vidro”, iniciativa que reúne indústria, entidades e fabricantes para transformar um dos materiais mais desafiadores da cadeia. Uma mesma garrafa de cerveja é reutilizada, em média, 25 vezes.

No campo da inovação, o Relatório evidencia o avanço da indústria na transição energética, uma das pautas ambientais mais urgentes do mundo. Praticamente 100% da energia elétrica utilizada pelas associadas já vem de fontes renováveis, seja por autogeração – como parques solares e eólicos –, seja por contratos de compra de energia limpa. A frota elétrica em expansão reforça esse compromisso e reduz emissões diretas, aproximando o setor das metas de descarbonização. E mais: a indústria se destaca por um conjunto de ações de cunho ambiental: cerca de 3 milhões de árvores plantadas, 2.780 hectares de matas nativas restauradas, 11 mil hectares de áreas de conservação mantidas.

Mas a sustentabilidade que move o setor vai além da técnica. O Relatório destaca o papel essencial dos catadores e das cooperativas na economia circular. Ao reconhecer, apoiar e fortalecer esse trabalho, o setor demonstra que resultados ambientais expressivos dependem, sobretudo, de pessoas. É a combinação entre tecnologia e humanidade que torna possível transformar resíduos em recursos e inclusão social em impacto permanente.

Ao apresentar seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, o Sindicerv formaliza o compromisso de ampliar impactos positivos e fortalecer uma agenda que une crescimento econômico, preservação ambiental e inclusãosocial. Mais do que um documento, é um pacto de futuro e um convite para que toda a sociedade participe dessa construção.

Fonte e saiba mais em: sustentabilidade.pdf

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Heineken no mundo

 

Vendas de cerveja caem, e Heineken demite 6 mil funcionários no mundo

Cortes, principalmente na Europa, representam cerca de 7% de um total de 87 mil funcionários da fabricante também da Amstel. CEO foi cauteloso em relação ao Brasil, onde vendas também caíram

A Heineken vai cortar entre 5 mil e 6 mil postos de trabalho, o que representa cerca de 7% de um total global de 87.000 funcionários, para enfrentar uma queda generalizada na demanda por cerveja, provocada pelo aumento dos preços e pela moderação do consumo de álcool por parte dos consumidores. No Brasil, a Heineken registrou uma queda do volume de cerveja vendido em 2025 na comparação com o ano anterior, devido à queda na renda real disponível, segundo a empresa.

A cervejaria holandesa, que também produz as marcas Tecate e Amstel, informou nesta quarta-feira que os cortes serão principalmente na Europa. A empresa também informou que o volume de vendas de cerveja caíram em 2025, embora a retração de 2,4% tenha sido ligeiramente menor do que os analistas previam.

As ações da Heineken subiram até 5,5% em Amsterdã, a maior alta intradiária em 12 meses. No acumulado do ano até o fechamento de terça-feira, os papéis avançavam 7%.

Os cortes de empregos são o mais recente sinal de um setor que enfrenta dificuldades para superar a retração no consumo de cerveja no período pós-pandemia em mercados-chave como Estados Unidos e Europa.

Isso já levou a uma mudança na liderança da Heineken, que surpreendeu os investidores no mês passado ao anunciar que o diretor-presidente (CEO), Dolf van den Brink, deixará o cargo em maio, após seis anos à frente da empresa.

Fonte e saiba mais em: Vendas de cerveja caem, e Heineken demite 6 mil funcionários no mundo

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Mercado de Cervejas

 


Cerveja em risco, oportunidade em proteínas: Goldman calcula “efeito GLP-1” na Bolsa

Patente da semaglutida está prevista para expirar em março deste ano; segmento de alimentos com proteína animal pode crescer

Por Erick Souza

O prazo para a expiração da patente da semaglutida, o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, está se aproximando e os impactos, que antes pareciam distantes, estão se tornando cada vez mais reais. Experiências mais maduras em outros países, mostram que o mercado de bebidas alcoólicas está entre os mais impactados pela entrada dos medicamentos.

De acordo com o Goldman Sachs, em mercados mais desenvolvidos pelo mundo, a queda no consumo de bebidas alcóolicas entre usuários de GLP-1 caiu, em média, 23% (podendo chegar a até 55%). Em análises de sensibilidade, o banco avalia que o risco de queda para Ambev (ABEV3) é de 8% até 2027, a depender da adoção desse tratamento. No cenário base, os analistas estimam um impacto negativo de 50 pontos-base (ou 0,5 ponto percentual) para a marca.

Em canais de checagem promovidos pelo Goldman Sachs, o uso de GLP-1 tem pressionado o segmento de cervejas nos últimos 1 a 2 anos, especialmente entre consumidores mais jovens. Como resposta, algumas companhias têm investido na expansão de portfólio, oferecendo opções não-alcoólicas e bebidas funcionais.

Impacto em outros mercados

Enquanto umas perdem, outras ganham e esse é o caso dos produtos com alto teor proteico. De acordo com o banco, a expansão de hábitos de saúde e bem-estar agregam uma camada adicional no potencial de alta.

Saiba mais em: Cerveja em risco, oportunidade em proteínas: Goldman calcula “efeito GLP-1” na Bolsa


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Gelopar

 WhiteCast entrevista um acelerador da Gelopar

Conhece as geladeiras e cervejeiras da Gelopar? O apelido "Gelopar" faz referência à marca de equipamentos de refrigeração (Gelopar Refrigeração Paranaense), que é uma das principais fabricantes do segmento no Brasil, fundada por Gerci Volpato em 1972.


O empresário Paulo Alves de Oliveira, mais conhecido como Paulinho Gelopar é uma lenda viva do setor de refrigeração. Referência, Paulinho compartilhou a sua trajetória no mercado, iniciando com a venda de balanças Filizola. Desde os desafios do início até a consolidação de seu nome e sua marca, contribuiu diretamente para o crescimento de milhares de empreendedores do segmento de bebidas, por meio da Vitoryan Equipamentos.

Veja que bacana o vídeo. Vale a pena assistir.


quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Resultados Financeiros Heineken 3T 2025

 

Heineken Reveals Non-Alcoholic Beer in James Bond ad - MarketingWorld  Magazine

Heineken anuncia venda menor de cerveja em 2025; Brasil cai acima de dois dígitos

Por Reuters 22 out 2025, 8:12

Quatro meses após dizer que vendas ficariam estáveis no ano, Heineken piora cenário.

A cervejaria holandesa Heineken alertou nesta quarta-feira (22) que suas vendas de cerveja em 2025 irão cair, à medida que os desafios macroeconômicos se agravam, rebaixando ainda mais suas projeções de volume em relação ao trimestre anterior, uma revisão pela qual já havia sido penalizada.

A segunda maior cervejaria do mundo, junto com suas concorrentes, vem enfrentando dificuldades há anos para restaurar o crescimento fraco de volumes. Embora as cervejarias tenham conseguido em grande parte compensar as quedas com aumentos de preços, os investidores estão cada vez mais focados na quantidade de cerveja vendida.

As ações da Heineken caíram mais de 8% em julho quando a empresa alertou que os volumes anuais ficariam estáveis, ao invés de crescer. Nesta quarta-feira, afirmou que espera que o volume “caia modestamente” em 2025.

O lucro operacional orgânico anual também ficará na extremidade inferior da faixa prevista anteriormente, de 4% a 8%, informou a cervejaria.

O CEO da Heineken, Dolf van den Brink, afirmou que a volatilidade macroeconômica se tornou mais acentuada no terceiro trimestre. “Esperamos que a demanda se recupere quando as condições se normalizarem”, disse o CEO em comunicado.

Analistas já esperavam que o lucro anual subisse 3,9%, com os volumes caindo 1,8%, de acordo com um consenso compilado pela própria empresa.




Fonte: Heineken anuncia venda menor de cerveja em 2025; Brasil cai acima de dois dígitos – Money Times

Heineken N.V. reports on 2025 third quarter trading

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Coroa Beer


Cerveja capixaba: Fábrica de refrigerantes das montanhas lança a Coroa Beer

A Coroa Beer é uma cerveja puro malte e só chega ao mercado em novembro. O calendário foi pensado para marcar a chegada do verão. Ainda não há definição de preços, mas os valores devem girar entre R$ 8 e R$ 10 a garrafa de 600 ml

Uma das principais indústrias de bebidas do Estado finalmente realizou o desejo de ter uma marca própria de cerveja. O sonho era de Roberto Kautsky Júnior, o “Alemão”, filho do fundador da Refrigerantes Coroa. No entanto em 2016 ele morreu, vítima de um câncer. Mas o sonho se renovou e agora a cerveja virou realidade pelas mãos do filho, Roberto Simon Kaytsky. A Coroa Beer já está no gelo e em pré-lançamento da Acaps Trade Show, maior feira do varejo capixaba.



A bebida puro malte só chega ao mercado em novembro. O calendário foi pensado para marcar a chegada do verão. Porém, o público da feira da Acaps terá acesso antecipado à Coroa Beer.

Foto: Edu Kopernik. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Cervejarias em Minas Gerais

 

Cervejaria Império anuncia investimento milionário em cidade mineira

Jornal o Tempo

Recursos serão aplicados no Triângulo Mineiro para expandir portfólio de produtos da marca

A cervejaria Cidade Imperial anunciou um investimento de R$ 130 milhões em Frutal, no Triângulo Mineiro. O aporte foi comunicado nesta sexta-feira (1/08) e será revestido na expansão do portfólio de produtos da marca responsável pela cerveja Império, dentre outras bebidas. 



O governador Romeu Zema (Novo) visitou as instalações da unidade da empresa em Frutal. O investimento deverá resultar em 67 empregos diretos. A planta da empresa no Triângulo Mineiro é a segunda da cervejaria, que também produz energético, licor, ice, água mineral e pó de café.

Também na cidade, a Beverage Pack Company S/A confirmou o investimento de R$ 700 milhões – referente à construção da unidade e de outra em Governador Valadares. Especialista na fabricação de latas e tampas de alumínio, a Beverage tem entre seus principais clientes a Cervejaria Cidade Imperial, e ambas empresas têm aportes do mesmo fundo de investimentos.

Saiba mais: Cervejaria anuncia investimento milionário em cidade mineira | O TEMPO 

#pelosatelite #avecesarco

domingo, 27 de julho de 2025

Crise no mercado de cervejas alemão

 


Fábrica de cerveja Oettinger encerra atividades e surpreende “papudinhos”

Da Redação

Movimento é uma consequência direta da redução no consumo de cerveja na Alemanha, dos crescentes custos de produção e das instalações obsoletas.

No cenário da produção de cervejas na Alemanha tem enfrentado desafios consideráveis. A Oettinger-Brauerei, uma das maiores cervejarias do país, anunciou o fechamento de uma de suas instalações em Braunschweig até a primavera de 2026.

O mercado cervejeiro alemão tem sentido os efeitos de uma série de fatores adversos. Nos últimos anos, o consumo nacional de cerveja diminuiu, e esse declínio tem sido especialmente desafiador para cervejarias de pequeno e médio porte.

Este movimento é uma consequência direta da redução no consumo de cerveja no país, dos crescentes custos de produção e das instalações obsoletas. Aproximadamente 150 postos de trabalho serão afetados, mas há planos para realocar esses trabalhadores, dependendo da aprovação do conselho de trabalho.


Os custos de produção têm aumentado consideravelmente, particularmente devido ao aumento de 90% nos preços do malte de cevada e do gás carbônico. Essa elevação nos custos torna a operação das fábricas ainda mais desafiadora, especialmente para aquelas que já enfrentam dificuldades financeiras.

O mercado cervejeiro alemão tem sentido os efeitos de uma série de fatores adversos. Nos últimos anos, o consumo nacional de cerveja diminuiu, e esse declínio tem sido especialmente desafiador para cervejarias de pequeno e médio porte.

A pandemia de COVID-19 e a crise dos preços da energia exacerbam ainda mais esse cenário, impactando severamente as finanças dessas empresas. Dados do Deutscher Brauer-Bund mostram uma redução no número total de cervejarias desde 2020, com 93 estabelecimentos fechando suas portas.

Quais são os principais desafios enfrentados pelas cervejarias?

A redução do consumo de cerveja na Alemanha não é o único obstáculo. Muitas cervejarias enfrentam desafios significativos ao tentar se adaptar às demandas de um mundo que busca a sustentabilidade e a redução do impacto ambiental.

Isso se traduz em altos investimentos necessários para alcançar a neutralidade climática, especialmente em relação à transição do uso de gás para fontes de energia elétrica mais limpas. Esses investimentos pesados colocam muitas empresas em situações financeiras vulneráveis.

Além disso, a mudança de hábitos nos consumidores, que agora buscam estilos de vida mais saudáveis, e regulamentos mais rígidos sobre o consumo de álcool no trânsito têm prejudicado ainda mais as vendas.

Embora cervejarias como a Oettinger tenham tomado medidas para enfrentar as dificuldades, como o fechamento de locais menos rentáveis, a pressão permanece alta.

Fonte: Fábrica de cerveja encerra atividades e surpreende "papudinhos"

terça-feira, 22 de julho de 2025

Krug Bier German Pils

 Vale a pena ver de novo: Com toque austríaco e prêmio do ‘Paladar’, German Pils da Krug conquista o público brasileiro

Eleita pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo’ como a melhor pilsen do Brasil, cervejaria nascida em MG investe em sabores tradicionais da Áustria e Alemanha

Com a German Pils eleita pelo caderno Paladar, do jornal O Estado de S. Paulo, como a melhor pilsen do Brasil, a Krug Bier celebra o reconhecimento como mais do que um prêmio: é a confirmação de uma longa aposta no paladar seco e amargo característico das cervejas tradicionais da Alemanha e da Áustria. Trata-se de uma revolução no mundo das pilsens, com a inserção de um amargor equilibrado na alta drinkability do estilo.

“É um sinal de que esse tipo de cerveja que promovemos há tantos anos finalmente está sendo reconhecido aqui no Brasil”, afirmou o CEO e fundador da Krug Bier, Herwig Gangl. Além de ser reconhecida pelo Paladar, a bebida também foi vencedora em outras premiações, como a Brasil Beer Cup 2022, medalha de ouro na categoria Melhor Pilsen do Brasil; e o Concurso Mineiro de Cervejas, também com a medalha de ouro no estilo German-Style Pilsener.

“Quando começamos, em 1997, eu queria lançar essa cerveja, mas todos diziam que era loucura, porque era muito amarga e ninguém iria querer beber.” Na época, Herwig decidiu adaptar a receita, lançando uma versão mais suave, que fez sucesso em Minas Gerais. A German Pils que hoje recebe destaque — e também sua cerveja predileta — teve de esperar mais de duas décadas para conquistar seu espaço.

“Depois de 23 anos, com a mudança no paladar do brasileiro, impulsionada pelo movimento das cervejas artesanais e das cervejas mais amargas, finalmente lançamos a minha cerveja predileta, a German Pils.” A inspiração, segundo ele, vem de casa: “Meu pai foi o primeiro a lançar a German Pils na Áustria, em 1958, e ela rapidamente se tornou a principal cerveja da nossa cervejaria lá”.

Herwig destacou o caráter da conquista como um diferencial por se tratar de um teste às cegas, conduzido por um júri de especialistas renomados — incluindo sommeliers e mestres cervejeiros — e envolvendo grandes marcas. “Gostei muito desse prêmio porque ele não é um concurso comum. É uma avaliação a partir da compra das cervejas nas prateleiras, com julgamento baseado na forma como são vendidas de verdade.” Para ele, esse tipo de reconhecimento traz visibilidade autêntica à marca e fortalece a confiança do público. “Acho que é um reconhecimento genuíno”, completou.


Plano de expansão

Fundada em 1997, a Krug Bier surgiu após uma reviravolta profissional de Herwig Gangl, que chegou a atuar no setor de granito em Minas Gerais antes de retornar ao mundo cervejeiro. “Em uma visita do meu pai ao Brasil, identificamos uma demanda por chope e, junto com os sócios Theo e Rodrigo, fundamos a Krug.”

A cervejaria começou com foco em bares, tendo criado o primeiro brewpub de Minas Gerais, mas logo migrou para a produção industrial. “Começamos no Belvedere, que na época era fora da cidade. Em 2005, mudamos a fábrica para o Jardim Canadá e, em 2009, saímos do ramo de bares para focar na produção.”

Atualmente, a Krug tem capacidade de produção de pouco mais de um milhão de litros por mês e presença consolidada em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Apesar do alcance, Herwig reforça a essência local da marca.

Saiba mais em: Com toque austríaco e prêmio do ‘Paladar’, German Pils da Krug conquista o público brasileiro - Estadão

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