Paralisação da Fábrica da Heineken no Paraná por Dano
Ambiental: Entenda o Caso e seus Impactos
A Heineken anunciou, em 5 de fevereiro de 2026, a suspensão
por tempo indeterminado das operações de sua fábrica em Ponta Grossa (PR) após
um grave acidente ambiental envolvendo o vazamento de uma substância perigosa
em um afluente ligado ao Rio Tibagi, fonte crucial de captação de água para a
unidade industrial. A decisão, tomada como medida preventiva, gerou repercussão
nacional e levantou debates sobre riscos ambientais, responsabilidade corporativa e impactos econômicos regionais.
O evento teve início em 3 de fevereiro de 2026, quando duas
carretas colidiram no km 509 da BR-376, derramando lisogoma — um derivado de
óleo vegetal classificado como resíduo perigoso quando descartado de maneira
inadequada. Parte do material vazou para um córrego às margens da rodovia,
potencialmente conectado a uma nascente do Rio Tibagi. A lisogoma apresenta
alta carga orgânica, além de conter fósforo, cálcio, magnésio, metais e
pigmentos. Ao entrar em contato com a água, consome o oxigênio dissolvido.
Como a planta de Ponta Grossa depende diretamente do Rio
Tibagi para captação de água, qualquer possibilidade de contaminação tornou-se
um risco operacional crítico. Diante disso, a Heineken suspendeu totalmente a
produção até que laudos ambientais emitidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e
autoridades municipais garantissem segurança hídrica para o funcionamento.
O IAT confirmou a existência de danos ambientais na área
contaminada e segue monitorando a extensão do impacto no ecossistema. O órgão
também destacou o risco de comprometimento do curso d’água que abastece a
fábrica, reforçando a necessidade de cautela antes de autorizar a retomada das
operações. Heineken classificou a interrupção como medida preventiva, afirmando
que só retomará a produção após a apresentação de laudos conclusivos que
atestem a segurança da água utilizada.
O episódio expõe de forma contundente como o risco ambiental
pode paralisar totalmente uma operação industrial, mesmo quando o acidente não
ocorre dentro da planta, mas em sua cadeia logística.
Em termos de gestão de riscos, o evento reforça a
necessidade de efetuar um maior rigor na circulação de cargas perigosas, planos
de contingência mais robustos, monitoramento constante de recursos hídricos e políticas de prevenção e resposta rápida a emergências ambientais (gestão de crises.)
Saiba mais: Heineken surpreende e paralisa as operações por tempo indeterminado em fábrica no Sul do Brasil
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