domingo, 8 de fevereiro de 2026

Gestão de Riscos Ambientais em Cervejarias

 

Paralisação da Fábrica da Heineken no Paraná por Dano Ambiental: Entenda o Caso e seus Impactos

A Heineken anunciou, em 5 de fevereiro de 2026, a suspensão por tempo indeterminado das operações de sua fábrica em Ponta Grossa (PR) após um grave acidente ambiental envolvendo o vazamento de uma substância perigosa em um afluente ligado ao Rio Tibagi, fonte crucial de captação de água para a unidade industrial. A decisão, tomada como medida preventiva, gerou repercussão nacional e levantou debates sobre riscos ambientais, responsabilidade corporativa e impactos econômicos regionais.

O evento teve início em 3 de fevereiro de 2026, quando duas carretas colidiram no km 509 da BR-376, derramando lisogoma — um derivado de óleo vegetal classificado como resíduo perigoso quando descartado de maneira inadequada. Parte do material vazou para um córrego às margens da rodovia, potencialmente conectado a uma nascente do Rio Tibagi. A lisogoma apresenta alta carga orgânica, além de conter fósforo, cálcio, magnésio, metais e pigmentos. Ao entrar em contato com a água, consome o oxigênio dissolvido.

Como a planta de Ponta Grossa depende diretamente do Rio Tibagi para captação de água, qualquer possibilidade de contaminação tornou-se um risco operacional crítico. Diante disso, a Heineken suspendeu totalmente a produção até que laudos ambientais emitidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e autoridades municipais garantissem segurança hídrica para o funcionamento.

O IAT confirmou a existência de danos ambientais na área contaminada e segue monitorando a extensão do impacto no ecossistema. O órgão também destacou o risco de comprometimento do curso d’água que abastece a fábrica, reforçando a necessidade de cautela antes de autorizar a retomada das operações. Heineken classificou a interrupção como medida preventiva, afirmando que só retomará a produção após a apresentação de laudos conclusivos que atestem a segurança da água utilizada.

O episódio expõe de forma contundente como o risco ambiental pode paralisar totalmente uma operação industrial, mesmo quando o acidente não ocorre dentro da planta, mas em sua cadeia logística.

Em termos de gestão de riscos, o evento reforça a necessidade de efetuar um maior rigor na circulação de cargas perigosas, planos de contingência mais robustos, monitoramento constante de recursos hídricos e políticas de prevenção e resposta rápida a emergências ambientais (gestão de crises.)

Saiba mais: Heineken surpreende e paralisa as operações por tempo indeterminado em fábrica no Sul do Brasil

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