Cerveja em risco, oportunidade em proteínas: Goldman calcula
“efeito GLP-1” na Bolsa
Patente da semaglutida está prevista para expirar em
março deste ano; segmento de alimentos com proteína animal pode crescer
Por Erick Souza
O prazo para a expiração da patente da semaglutida, o
princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, está se aproximando e os
impactos, que antes pareciam distantes, estão se tornando cada vez mais reais.
Experiências mais maduras em outros países, mostram que o mercado de bebidas
alcoólicas está entre os mais impactados pela entrada dos medicamentos.
De acordo com o Goldman Sachs, em mercados mais
desenvolvidos pelo mundo, a queda no consumo de bebidas alcóolicas entre
usuários de GLP-1 caiu, em média, 23% (podendo chegar a até 55%). Em análises
de sensibilidade, o banco avalia que o risco de queda para Ambev (ABEV3) é de
8% até 2027, a depender da adoção desse tratamento. No cenário base, os
analistas estimam um impacto negativo de 50 pontos-base (ou 0,5 ponto
percentual) para a marca.
Em canais de checagem promovidos pelo Goldman Sachs, o uso
de GLP-1 tem pressionado o segmento de cervejas nos últimos 1 a 2 anos,
especialmente entre consumidores mais jovens. Como resposta, algumas companhias
têm investido na expansão de portfólio, oferecendo opções não-alcoólicas e bebidas funcionais.
Impacto em outros mercados
Enquanto umas perdem, outras ganham e esse é o caso dos
produtos com alto teor proteico. De acordo com o banco, a expansão de hábitos
de saúde e bem-estar agregam uma camada adicional no potencial de alta.
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