Armazém Gonzalez mantem a tradição de um bom boteco na
capital dos bares
O bairro Renascença, localizado na região Nordeste de Belo Horizonte, surgiu na década de 1930 a partir da instalação da Cia. Renascença Industrial (uma fábrica de panos e tecidos de capital alemão) em 1936, atuando
originalmente como vila operária. O bairro desenvolveu-se ao redor da fábrica,
que funcionou até 1996, tornando-se um local de tradição operária, casas
simples e com forte identidade comunitária.
Do pequeno bairro surgiram a Igreja Santo Afonso e sua conhecida paróquia, bem como a antiga “Quadra do Sheik”, de futebol de salão, além do Bar da Neuza, situado na rua Itu, quase esquina com Catanduvas e o Deles Bar, que iniciou suas atividades na rua Jacuí, esquina com Rua Caconde e que opera até os dias de hoje na mesma rua, porém nas imediações do Bairro Ipiranga. O Renascença foi também a morada de artistas como a intérprete e cantora Clara Nunes e a escritora e poetisa Ana Elisa Ribeiro. Vivi a minha infância no Bairro Renascença, onde tenho grata lembrança e parte de minha família paterna ainda reside lá.
Com tanta arte e gastronomia, o Renascença vem passando por
uma evolução econômica e cultural. Antigas casas vem se transformando em pequenas
edificações verticais e tradicionais bares vem sendo restaurados, visando preservar seus legados com comida de boteco raiz, porém com uma dose de sofisticação e maior conforto.
Nessa esteira, está o Armazém Gonzalez, situado na Rua Itú,
1069. Inaugurado, em 2023, pelas mãos de Fernando Zanforlin, ex-proprietário do Empório
Hiper Frios, o jovem empreendedor restaurou e repaginou um casarão com mais de 50 anos de construção. Tempos mais tarde, Fernando passou o ponto para Miguel Carneiro e Ustane Pedras, o "Casal 20" da Cervejaria Stadt Jever e de outros empreendimentos, para continuar a toada.
Naquele ambiente descontraído de pessoas de bem, além de destilados e cervejas de garrafa, há torneiras de chopes especiais da Stadt Jever gelados para atender o público que deseja um bom copo em mãos. São Pilsens, IPAs e Pale Ales cremosíssimos, servidos por um time de garçons atenciosos. No cardápio, porções a base de frango, tilápia, carne de sereno e filés, além de pastéis e bolinhos crocantes. Aos sábados, o Armazém oferece pratos de feijoada e de "trupico", ao som de um samba de roda tradicional.
E como disse Tia Ustane: “Riquinho, vá lá e me prestigie”!
Eu fui, conforme demando, vi, apreciei e gostei. Recomendo, sem sombras de dúvidas.
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