quarta-feira, 22 de abril de 2026

Comida Di Buteco 2026


Comida di Buteco 2026 está imperdível e em vários estados do Brasil

O Comida di Buteco não é festival, e sim um concurso, pois é uma competição onde os votos do público e dos jurados definem as notas e um ranking dos participantes. Os 20% últimos colocados perdem o direito de participar no ano subsequente, igual ao futebol ou escolas de samba. E o público tem todo o mês do concurso, que sempre começa em abril, o mês dos butecos, para visitar quantos butecos quiser, comer, votar e ajudar a eleger os melhores butecos do Brasil.

Os butecos que participam do Comida di Buteco são selecionados com um ano de antecedência pela nossa equipe. Consulte a lista de cada cidade aqui no site e nos acompanhe nas nossas redes sociais. Cada buteco cria um petisco especialmente para participar, como uma gastronomia própria. Chame o garçom, peça o petisco participante e aproveite, foi feito com muito carinho!

Público e júri dão nota de 1 a 10 para 4 quesitos: petiscos, higiene, atendimento e temperatura da bebida. O peso do júri e do público é de 50% cada um. Com democracia e muito paladar é eleito o melhor buteco de cada cidade e do país! Os votos físicos são recolhidos e apurados por um instituto de pesquisas independente.

Em Belo Horizonte, visitei o Köbes Bar, da Chef Nair e dos Sommeliers Afonso e Ligia e o Diretor da Abrasel, Gustavo Alves, com direito a degustação dirigida de cachaças, Amstel e chopes artesanais vindos dos Tap Handles da casa e o tira-gosto "Prosa Verde e Roxa". Imperdível.


Boteco ou Botequim

O termo “boteco” é uma forma popular de “botequim”, palavra que tem origem no antigo “botica”, usado em Português para designar pequenas lojas onde se vendiam remédios e outros produtos. Essa palavra, por sua vez, vem do latim apotheca, derivado do Grego antigo apothēkē, que significava “depósito” ou “armazém”. Com o tempo, esses estabelecimentos deixaram de ser apenas pontos comerciais e passaram a funcionar como espaços de convivência, onde também se consumiam bebidas e comidas simples, dando origem ao sentido atual.

No Brasil, o boteco ganhou identidade própria e se tornou um símbolo cultural, especialmente em cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Mais do que um bar, o boteco é um espaço de encontro informal, marcado por mesas na calçada, cerveja gelada e petiscos típicos. Ele representa um estilo de vida descontraído e coletivo, onde amigos se reúnem para conversar, celebrar e compartilhar o cotidiano, consolidando seu lugar como um dos ambientes mais tradicionais e queridos da cultura brasileira.

O Comida di Buteco vai até o dia 10 de maio. Não perca!

Fonte e saiba mais em: https://comidadibuteco.com.br/

terça-feira, 21 de abril de 2026

Restaurant Week BH 2026

 

Restaurant Week estreia em Minas com 46 estabelecimentos participantes

Com a alta inflação no ano de 2026, o preço dos serviços elevou-se de forma relevante, para algumas atividades e setores no Brasil. Nesse sentido, o consumidor ficou mais atento e tem buscado mais oportunidades que apresentam melhor custo-benefício, na hora de adquirir algo para si.

Esse cenário tem colocado vários restaurantes a participar de programas que possam propiciar experiência, conforto, comida boa, dentro de uma faixa de preço justa aos seus clientes. Dessa forma, de 17 abril a 17 de maio, restaurantes selecionados de Belo Horizonte e Nova Lima participam do 29º Restaurant Week

O evento promove, no almoço e no jantar, uma experiência gastronômica com entrada, prato principal e sobremesa há um preço atraente. São, ao todo, 44 estabelecimentos na Capital Mineira e 2 na região da cidade de Nova Lima para serem conhecidos e desvendados.

O Restaurant Week é uma oportunidade para o consumidor conhecer locais especiais que, talvez a conta apertaria o bolso na hora de pagar em um dia normal.  Além do ambiente, o cliente tem a oportunidade de conhecer um serviço especial e uma gastronomia diferenciada, além de reunir pessoas próximas ou ainda quando deseja-se encurtar as boas relações

Aproveite o Restarant Week! Recomendo.

Saiba mais em: https://eventos.restaurantweek.com.br/belohorizonte


segunda-feira, 20 de abril de 2026

História do Whisky

 

Glen: Uma História Sobre o Scotch Whisky

Você já notou que algumas marcas de whisky escocês possuem em comum palavra Glen em seus títulos?

O termo "Glen" é uma palavra de origem gaélica escocesa (gleann) que significa "vale". A abundância desse prefixo no mundo do whisky regional escocês deve-se à geografia da Escócia e a necessidades práticas de produção que remontam principalmente ao século XIX.

Quando surgiu essa tendência?

Embora a destilação na Escócia ocorra há séculos (com registros desde 1494), a popularização do prefixo "Glen" em nomes de marcas comerciais ganhou força no meio para o final do século XIX. Foi nesse período que a produção de whisky deixou de ser puramente artesanal ou ilícita para se tornar uma indústria formal e comercialmente estabelecida.

Por que as destilarias usam o termo "Glen"? O uso do nome está ligado a três fatores principais:

Recursos Naturais: Para produzir whisky, é necessária uma fonte abundante de água pura. Os "glens" (vales) da Escócia abrigam rios e riachos essenciais para as etapas de maceração, fermentação e resfriamento. Além disso, os vales costumam ter terras férteis ideais para o cultivo da cevada.

Logística Histórica: No passado, era mais prático construir destilarias na base de colinas e em vales do que em terrenos elevados, facilitando o transporte e o acesso à água.

Identidade e Marketing: O termo tornou-se um selo de autenticidade e qualidade. Hoje, o nome evoca a herança e a tradição escocesa, sendo tão associado ao país que a Associação do Whisky Escocês (SWA) protege legalmente o uso do termo para evitar que produtores de outros países confundam os consumidores.

Dessa forma, separei 12 Nomes de whiskies escoceses e destilarias que começam com o termo "Glen".


Glenmorangie: Traduzido frequentemente como "Vale da Tranquilidade". Fundada em 1843, por William Matheson. Harrison Ford, foi garoto-propaganda da marca. Glenfiddich: Significa "Vale dos Cervos". A destilaria foi fundada em 1887, por William Grant, em Dufftown, na região de Speyside.

Glen Elgin: Uma destilaria clássica de Speyside, fundada em 1898. Glenkinchie: Conhecido como o "Malte de Edimburgo".Glenfarclas: "Vale da Grama Verde". Fundada em 1836 e continua empresa familiar.

The Glenlivet: "Vale do Rio Livet", fundada por George Smith em Speyside, em 1824. Glen Moray: Localizado na região de Speyside, no Vale Moray, fundada em 1897.

Glen Garioch: Refere-se aos campos férteis de cevada no "Vale do Garioch", nas Highlands Orientais da Escócia.  A destilaria escocesa foi fundada em 1797, por John Manson e seus irmãos em Oldmeldrum. 

Glen Grant: Fundada em 1840, pelos irmãos Grant em Rothes, também de Speyside.


Glen Scotia: Uma das poucas destilarias sobreviventes na região de Campbeltown, fundada em 1832, por James Stewart e pelo provost John Galbraith. Conhecida por estar em uma região altamente marítima. 

Glengoyne: "Vale do Goyne". Localizada exatamente na linha que divide as Highlands das Lowlands, ao norte de Glasgow. Fundada em 1833, por George Connell, embora a produção clandestina no local (Burnfoot Farm) tenha começado por volta de 1820. É famosa por produzir whisky single malt sem o uso de fumo de turfa. 

Glendronach: Significa "Vale das Sarças ou Vale dos Arbustos" (amoras pretas). Foi fundada em 1826, por James Allardice nas Terras Altas (Highlands) da Escócia, especificamente em Forgue, Aberdeenshire. É reconhecida historicamente por ser uma das primeiras destilarias licenciadas e pelo uso tradicional de barris de xerez (sherry casks) para amadurecimento, resultando em whiskies ricos e intensos.

Espero que com essas informações, você tem mais um assunto para conversar quando tomar um Scotch com os amigos, na região do melhor whisky do mundo.

Fonte: LinkedIn, The Dram Team, Master Of Malt, Wikipédia.

Fotos: Redes Sociais, Divulgação.

domingo, 19 de abril de 2026

Vinil e Cerveja


O Vinil e a Cerveja: um Encontro de Dois Clássicos 

Fui DJ na minha juventude, gostava de ir em matinês como da Space e Hippodromo, buscando tendências, antes de estudar um pouco mais sobre a cerveja e outras bebidas espirituosas. A conexão entre o vinil e a cerveja vai além do simples consumo; é um ritual de apreciação sensorial que une a textura do som analógico à complexidade das bebidas artesanais e especiais. Ambos exigem tempo, curadoria e um paladar (ou ouvido) treinado para notar as nuances.

Nesse sentido pesquisei alguns discos, bandas e cervejarias que associaram suas marcas ao mundo da música por meio do bolachão, o consagrado vinil.

Alguns álbuns e lançamentos remetem diretamente ao universo cervejeiro, seja pela estética ou pela própria composição física. Encontrei o Long Play (LP) German Beer Drinking Songs: Um clássico que reúne canções tradicionais alemãs feitas especificamente para acompanhar a atmosfera de uma cervejaria. Achei um disco da cerveja Miller, chamado de Miller High Life - Dive Bar Sounds. Trata-se de um projeto onde a marca lançou um disco de vinil preenchido com a própria cerveja dentro do material, criando um efeito visual super interessante, enquanto toca faixas que capturam o som ambiente de bares americanos.

Algumas Marcas de cervejas têm usado o disco de vinil para reforçar sua identidade cultural e criar experiências colecionáveis para o público. Esse foi o caso da Budweiser que desenvolveu um projeto que transformou porta-copos em pequenos discos de vinil funcionais.

A ação, voltada para o rap nacional, permitia que as "bolachas" de papelão fossem tocadas em picapes, unindo utilitário de bar e música. Um projeto semelhante ocorreu com a Bud e o cantor Will I Am, de nome Great Times Are Comming, onde o vinil foi impresso em material plástico e colocando em uma revista de mercado.


A propósito, o mercado de vinil vive uma renascença histórica, consolidando-se como o formato físico dominante tanto no Brasil quanto no mundo em 2025 e 2026. Mesmo em um cenário de streaming absoluto, o vinil se tornou um item de desejo impulsionado por colecionadores e pela Geração Z.

Em 2024, o vinil foi responsável por 76,7% do faturamento de todos os produtos físicos no país. As vendas de mídias físicas cresceram cerca de 25,6% em 2025, impulsionadas diretamente pelos "bolachões". Somente em 2023, o faturamento com vinil no Brasil cresceu 136%, superando CDs e DVDs pela primeira vez. Atualmente, três grandes nomes sustentam a produção nacional: Polysom (maior da América Latina), Vinil Brasil e Rocinante.

Em Minas Gerais, a Cervejaria Vinil surgiu no movimento musical de quatro amigos, pertencentes à ACervA Mineira, que se reuniam para escutar boas músicas com os amigos ao lado de uma boa
cerveja. Dessa forma, a marca baseia toda sua identidade no mundo dos LPs. Seus rótulos levam nomes como 33 RPM (Bohemian Pilsener), 45 RPM (British IPA) e 78 RPM (Stout), criando uma
"discografia" líquida que homenageia clássicos do rock.

Veja a seguir algumas capas de bandas e discos de vinil que encontrei pela internet. Em breve, posto também o Disc Picture que está relacionado a uma boa cerveja. Desfrute, escute uma música e aprecie uma boa cerveja.

Cheers!


sábado, 18 de abril de 2026

Oscar Schmidt Basquete e Cerveja

 

Oscar Schmidt, o Basquete e a Cerveja

Em homenagem a esse grande player que tivemos em nosso país, busquei nas redes algo que o associasse com a boa cerveja. Por incrível que pareça, encontrei algumas curiosidades interessantes.


Como sabermos, Oscar Schmidt tem uma história peculiar no esporte: é considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos do basquete mesmo sem ter jogado na Liga da NBA, a mais forte liga da modalidade. Nos anos 1980, houve convite, mas o status de profissional do torneio americano o tiraria dos Jogos Olímpicos pela seleção brasileira. E o atleta escolheu defender seu país. Em 2017, essa história virou um comercial da Budweiser. Você se lembra desse comercial? (Veja o vídeo anexo.)

Dois anos mais tarde, a cerveja oficial da NBA, em 2019, mudou de roupagem e adotou um estilo especial para marcar o início das Finais da Liga norte-americana de basquete. A Budweiser criou latas com estampa de uma bola de basquete.

Naquele mesmo ano, em um evento fechado para autoridades, patrocinadores e convidados, o Mogi Basquete lançou, a Jaguá Beer, primeira cerveja pertencente a um time de basquete brasileiro.


Em 2025, o Grupo Petrópolis, da cerveja Itaipava, por meio de seu bebida energética TNT, se tornou patrocinadora oficial da NBA no Brasil, a partir de maio daquele ano. Essa parceria incluiu o lançamento de embalagens exclusivas e temáticas dos sabores Original e Zero, voltadas para a temporada 2025-26, visando conectar a marca ao basquete e ao estilo urbano. Em resumo: cerveja e basquete, acrescido de astros, realmente, combinam e caem bem. Efeito Chuá!


Ele ainda fez um ponto comercial para a Coca-Cola, junto com o Baixinho da Kaiser, José Valien, entre as décadas de 1980 e 1990. O Baixinho fez questão de me enviar a foto para conhecimento de todos!


Para Oscar Schmidt saúdo com o meu brinde e desejo que faça muitos pontos onde é que você esteja.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Uaimií Chico Rei

 


Chico Rei com Ouro: Uma Lenda Líquida da Cervejaria Uaimií

A Cervejaria Uaimií, fundada em 2014 na cidade de Itabirito (MG) região de Ouro Preto, consolidou-se no mercado artesanal ao unir história, terroir e inovação. Seu nome, Uaimií, carrega uma herança ancestral: é o termo indígena (do tupi) para designar o Rio das Velhas, que nasce na região e foi fundamental para o desenvolvimento do Ciclo do Ouro em Minas Gerais.

Dentre suas criações mais emblemáticas, destaca-se a edição especial da Chico Rei, uma Dry Stout que eleva o conceito de homenagem histórica. Inspirada no lendário monarca escravizado que escondia pepitas de ouro em seus cabelos para comprar a liberdade de seus súditos, a cerveja traz em sua composição ouro de verdade. Trata-se de ouro comestível, proveniente de garimpo local na Estrada Real, que reluz suavemente em meio ao líquido negro profundo da Stout.  Uma cerveja para colecionador. Reza a lenda que Chico Rei, um rei africano trazido à força para a região de Ouro Preto, escondia ouro nos cabelos e, com o tempo, usou cada grama para conquistar sua liberdade e a de muitos outros homens e mulheres.

Sobre a cerveja


Fiel ao estilo britânico, a Chico Rei apresenta notas intensas de café e malte torrado, com um final seco e amargor equilibrado. A adição do ouro é um espetáculo visual que reforça a narrativa de resistência e riqueza cultural de Minas.

Para quem deseja ir além do copo, a Uaimií mantém as portas abertas para entusiastas e ao turismo da Estrada Real. A cervejaria oferece oportunidades de visitação à sua fábrica, onde é possível conhecer os processos de produção, os tanques de fermentação e degustar os rótulos diretamente da fonte, em um ambiente que respira a atmosfera histórica da região.

 

#Uaimii #ChicoRei #CervejaArtesanal #MinasGerais #EstradaReal

Copa Sul-Americana de Cerveja IV

 

Sul-Americana de Cerveja consagra vencedores e reforça consolidação da Serra Gaúcha em polo cervejeiro

Melhor Cervejaria da Copa foi a Cervejaria Salva, de Bom Retiro do Sul/RS, e prêmio de Melhor Cerveja da Copa também ficou com a Salva. Com recorde de inscrições e crescimento de 45%, edição 2026 amplia alcance internacional e destaca protagonismo brasileiro no setor.

Ao todo, foram distribuídas 272 medalhas, entre ouro, prata e bronze, contemplando 114 cervejarias. O volume de premiados e a diversidade de origens reforçam o caráter técnico da competição e sua relevância como espaço de reconhecimento e troca entre produtores do continente.

O título de Melhor Cervejaria do Ano ficou com a Cervejaria Salva, de Bom Retiro do Sul (RS), seguida pela Cervejaria Leopoldina, de Garibaldi (RS), e pela Cervejaria Nahualli, de Farroupilha (RS). Entre as cervejas, o primeiro lugar geral foi conquistado pelo rótulo “Tô com Amendoim Cheio”, da Cervejaria Salva, seguido por “Xiuhte”, da Cervejaria Nahualli, e “Kaingang Double Juicy IPA”, da Kaingang Cervejaria, de Santa Catarina.

A edição de 2026 da Copa teve números inéditos. O concurso reuniu 1.212 amostras inscritas por 257 cervejarias de sete países da América do Sul, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior. A diversidade também se reflete nos estilos avaliados: foram 160 ao todo e na capilaridade da participação brasileira, com representantes de 18 estados e 189 cidades.

“O crescimento desta edição confirma que a Copa Sul-Americana de Cerveja vem se consolidando como uma plataforma de referência no continente”, avalia Fabrício Scalco, Diretor do concurso. “Tivemos um aumento expressivo no número de inscrições, mais países participantes e uma diversidade técnica que mostra o amadurecimento do setor. É um resultado que reflete não só a evolução das cervejarias, mas também a força da cultura cervejeira na América do Sul”, afirma. A ampliação do número de países participantes e o crescimento consistente de inscrições indicam não apenas maior adesão, mas um amadurecimento do mercado sul-americano, cada vez mais técnico, diverso e integrado.

A força brasileira se destaca tanto em volume quanto em desempenho. O Rio Grande do Sul liderou o número de amostras inscritas, enquanto Santa Catarina foi o estado com maior número de medalhas, seguido de perto pelos gaúchos. Estilos como American IPA, American Lager e Catharina Sour figuraram entre os mais inscritos, refletindo tendências consolidadas e a valorização de identidades locais.

Principais resultados


Melhores cervejarias do ano (2026):

 1º lugar — Cervejaria Salva (Bom Retiro do Sul – RS)

 2º lugar — Cervejaria Leopoldina (Garibaldi – RS)

 3º lugar — Cervejaria Nahualli (Farroupilha – RS)

 4º lugar — Cervejaria Turatti (Fortaleza – CE)

 5º lugar — Kaingang Cervejaria (Xaxim – SC)

Melhores cervejas do ano (2026):

 1º lugar — Field Beer “Tô com Amendoim Cheio” (Cervejaria Salva)

 2º lugar — German-style Eisbock “Xiuhte” (Cervejaria Nahualli)

 3º lugar — Juicy ou Hazy Strong Pale Ale “Kaingang Double Juicy IPA” (Kaingang Cervejaria)

 

Veja o o resultado geral 2026: https://copasulamericanadecerveja.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Lista-Ganhadores-COPA-2026.pdf

Fonte: Site da Copa Sul-Americana.

Monster WD 40

 

Monster Energy: Do Morango ao Mito do WD-40

O universo dos energéticos foi agitado recentemente pelo lançamento do Monster Ultra Strawberry Dreams. Integrante da linha “Ultra” — conhecida por ser zero açúcar e de baixa caloria — este novo sabor aposta em um perfil de morango leve, equilibrando a doçura da fruta com um toque refrescante de acidez. Ele chega para consolidar a preferência do público por bebidas mais leves, mas que mantêm o "punch" de cafeína característico da marca. (A Red Bull, lançou a sua versão sabor maçã, zero açúcar.)

Paralelamente ao sucesso do Strawberry Dreams, um boato inusitado tomou conta das redes sociais: o Monster sabor WD-40 (uma associação com máquinas e carros de alta velocidade). Embora as imagens de latas azuis e amarelas pareçam reais, trata-se apenas de uma brincadeira da internet e artes criadas por fãs. Não existe uma colaboração oficial entre a Monster e a fabricante de lubrificantes; a "bebida" é um meme visual que viralizou em plataformas como Instagram e TikTok.

O Monster Energy original foi lançado em abril de 2002, pela Hansen Natural Company (hoje Monster Beverage Corporation). A empresa revolucionou o mercado com sua embalagem icônica e marketing voltado a esportes radicais. Atualmente, a marca conta com um reforço de peso em sua distribuição e estratégia global: o Grupo Coca-Cola, que possui uma participação societária relevante na Monster (cerca de 16,7%), fruto de uma parceria estratégica firmada em 2015, que transferiu a linha de energéticos da Coca-Cola para a Monster e vice-versa.

O Mercado de Energéticos em 2026

O mercado de bebidas energéticas vive um momento de franca expansão no Brasil, com projeções de crescimento global contínuo até 2033. Em 2026, o setor é moldado por um consumidor mais informado, seletivo e atento à saudabilidade. A Geração Z (18 a 24 anos) é o principal motor desse crescimento, representando até 60% do público ativo. Esse grupo busca produtos que combinem funcionalidade, sabor autêntico e identidade visual forte.

Com tendência de saudabilidade, há uma migração clara para opções zero açúcar e com benefícios funcionais. O consumidor moderno busca "energia estável" e ingredientes que ofereçam foco e bem-estar, em vez de apenas um pico de cafeína.

Adicionalmente, novos hábitos tomam vigor no mercado, uma tendência já mencionada no final do exercício de 2025. Dados recentes indicam que as bebidas não alcoólicas, como energéticos sem açúcar, ganham espaço frente às alcoólicas, especialmente em eventos sociais e de grande visibilidade, como a Copa do Mundo de 2026.

Fonte: por meio de IA em fontes públicas e artigo vindo do autor.


quarta-feira, 15 de abril de 2026

O melhor whisky do mundo em 2026

O Trunfo de Islay: Bowmore 21 Anos é Eleito o Melhor Whisky do Mundo em 2026

LONDRES – O cenário global do whisky tem um novo e incontestável soberano. Em uma cerimônia marcada pelo reconhecimento da tradição aliada à precisão técnica, o Bowmore 21 Years Old Sherry Oak Cask acaba de ser coroado como o Melhor Single Malt do Mundo pelo World Whiskies Awards 2026.

O título não é apenas uma vitória para a icônica destilaria de Islay, mas um marco que sinaliza o que os especialistas chamam de "a era da maturação disciplinada".

O júri internacional foi unânime ao descrever o rótulo como uma "aula magistral". Envelhecido por duas décadas em uma combinação de barris de carvalho que anteriormente continham Bourbon e Xerez Oloroso, o whisky passa por uma finalização luxuosa em barris de Pedro Ximénez de primeiro uso.

O resultado é uma complexidade que tem fascinado mercados da Ásia à América Latina. No paladar, o clássico caráter defumado e marítimo da Bowmore funde-se a notas densas de mel, toffee e cera de abelha, com um final persistente que remete a tabaco e frutas secas. Há alugns anos atrás o whisky fez uma série especial em parceria com a Aston Martin, o famoso carro do James Bond 007.


O Mundo Além do Malte


Embora o Bowmore tenha levado a honraria máxima entre os maltes, a edição de 2026 do prêmio revelou outras forças que estão moldando o consumo global:

A Ressurreição dos Blends: O Ballantine’s 23 Year Old conquistou o título de Melhor Blended do Mundo, provando que a arte da mistura escocesa recuperou seu prestígio frente aos colecionadores.

O Domínio Asiático tem o seu destaque por meio da destilaria taiwanesa Kavalan que foi nomeada Produtora do Ano, consolidando o Extremo Oriente como o novo centro de gravidade da inovação no setor. (Nosso whisky nacional, tem muito a aprender.)


Adicionalmente, pela primeira vez, um whisky de centeio espanhol, o Siderit PX Cask Rye, desbancou gigantes americanos e canadenses, sendo eleito o melhor de sua categoria.

Tendência de Mercado

Especialistas apontam que o sucesso do Bowmore 21 anos reflete o comportamento do consumidor atual: a busca por garrafas que contem uma história de tempo e paciência. "Não se trata mais apenas de potência alcoólica, mas de equilíbrio entre a madeira e o destilado", afirma um dos jurados.

 Com a demanda global em alta, espera-se que o lote premiado se torne um dos itens mais disputados por investidores e apreciadores nos próximos meses, elevando ainda mais o status de Islay no mapa mundial dos destilados de luxo.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Dia Mundial do Café

 

O Dia Mundial do Café e a Força Mineira

O café é muito mais do que uma bebida; é um pilar cultural e econômico que conecta bilhões de pessoas diariamente. No Brasil, o Dia Mundial do Café é celebrado, hoje, dia 14 de abril. Além desta data, o setor também comemora o Dia Nacional do Café (24 de maio), que marca o início da colheita no país, e o Dia Internacional do Café (1º de outubro), oficializado pela Organização Internacional do Café (OIC) e recentemente reconhecido pelas NaçõesUnidas.

A história do café remonta à Etiópia, na África. A lenda mais famosa narra as observações de um pastor de nome Kaldi, que notou suas cabras ficarem excepcionalmente ariscas após consumirem os frutos de um arbusto. Monges locais começaram a usar os frutos em infusões para se manterem despertos durante longas horas de oração, e a partir do Iêmen, a bebida se espalhou pelo mundo árabe e, posteriormente, pela Europa.


O café entrou no Brasil em 1727, por meio do Sargento-mor Francisco de Melo Palheta. Vindo da Guiana Francesa, Palheta trouxe mudas e sementes que foram inicialmente plantadas em Belém do Pará. Embora tenha começado no Norte, a cultura encontrou solo e clima ideais para expansão comercial quando chegou ao Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Minas Gerais.

Minas se tornou protagonista absoluto da cafeicultura brasileira, sendo responsável por mais de 50% da produção nacional e cerca de 20% da produção global. O estado se destaca pela produção de café arábica, espécie conhecida por sua alta qualidade e sabores complexos. As plantações passam pelas regiões do Sul de Minas, Zona da Mata, Cerrado, Matas Mineiras, Mantiqueira e Campos da Vertentes. É a força mineira no cenário mundial da semente mais consumida no mundo, junto com a Coca-Cola, o chá, a cerveja, o destilado e a cachaça

Ao longo do tempo bebida se tornou versátil, sendo servida de diversas formas e adicionadas em outras bebidas, movimentando a criatividade de baristas, mixologistas e sommeliers.

Parabéns ao Dia Mundial do Café.  Como trabalhei alguns anos no mercado de cafés, vou tomar uma xícara e vou te indicar o livro de John Thorn - O Guia do Café para aumentar o seu conhecimento. Saúde!

https://www.amazon.com.br/Guia-do-Cafe-Jon-Thorn/dp/972841854X 


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Curso de Produção de Cachaças e Aguardentes

 

D&R Alambiques e AV Consultoria Promovem Treinamento para o Setor de Cachaças

Sob a tutela da Engenheira de Alimentos Valdirene Neves, o curso, realizado em 3 dias, é focado na breve história, produção de cachaças de qualidade e seus princípios, desde o plantio (matéria-prima), passando pelo processo produtivo, o que inclui a moagem, decantação, fermentação e destilação da aguardente de cana. Na sequência, é apresentado os cuidados de pontos de atenção pós-destilação da cachaça.

Outros pontos abordados estão as melhores práticas, destacando higiene, assepsia, prevenção da contaminação, agentes tóxicos e controles internos de prevenção e combate a elementos contaminantes. Há ainda manejo de resíduos e outras práticas com foco na legislação pertinente e outros itens de atenção.

Oportunamente, ao longo do curso os alunos tem a oportunidade de fabricar uma pequena quantidade da nossa aguardente nacional, colocando a teoria em prática. (A turma colocando a mão na massa mesmo).


Adicionalmente, devido ao fato do curso ser promovido na sede da D&R Alambiques, é possível conhecer equipamentos industriais de produção e destilação, destacando alambiques em cobre, dornas de aço inox, peças e acessórios. Há também itens de armazenamento e envelhecimento dedestilados, como reservatórios de aço, barris e barricas de madeira em Carvalho, Amburana, Jatobá e outras madeiras.

Saiba mais em: D&R Alambiques https://www.deralambiques.com.br/cursos/ 

domingo, 12 de abril de 2026

Baly Brasil e o mercado de energéticos

 

Baly Brasil Inova o Mercado de Bebidas Energéticas, Incomodando Grandes do Setor

A Baly Brasil foi fundada em 1997, na cidade de Tubarão, estado de Santa Catarina. A empresa é fruto da visão da família empresária Cardoso. Mário Cardoso e seu sobrinho Jânio Nandi Cardoso, iniciaram o negócio focados na comercialização de cachaças e vinhos.

A companhia consolidou-se como um fenômeno de mercado no Brasil, encerrando o ano de 2025 como a líder nacional em volume de vendas deenergéticos, alcançando cerca de 34,9% de market share. A marca catarinense superou gigantes globais como Monster (30,4%) e Red Bull (13%), impulsionada por uma estratégia de democratização que incluiu a inovação de embalagens PET de 2 litros e uma vasta gama de sabores adaptados ao paladar brasileiro, incluindo versões zero, além de preços competitivos.

Atualmente, a segunda geração já lidera as operações, com Dayane Titon Cardoso na diretoria comercial e de marketing, e Mário Júnior Cardoso na diretoria financeira e operacional.

Embora o energético seja o carro-chefe desde a virada estratégica em 2009, a Baly buscou diversificar

seu portfólio para o setor cervejeiro. Em 2017, a empresa lançou a linha Baly Bier, que inclui uma cerveja IPA, Session IPA e uma Pilsen Puro Malte. A investida não foi apenas experimental, mas também premiada, com a marca chegando a receber reconhecimento no World Beer Awards em Londres.

Para sustentar o crescimento, que registrou um avanço de 42% entre 2022 e 2025, a empresa anunciou a aquisição de sua quarta unidade fabril em Araranguá (SC). A meta é dobrar a capacidade produtiva para atingir 1 bilhão de litros anuais até 2027.

A Baly é um caso de que produtos, considerados por um mercado inicialmente formador de opinião de “especiais e exclusivos”, como foi o caso da Red Bull, pode ser popularizados com o passar do tempo. A Baly testou no mercado embalagens diferentes, e fez da exclusividade (lata pequena e individual) em um produto compartilhado (pet 2 litros) que é servido como composto para drinks para mais pessoas, simultaneamente, ou seja, uma garrafa de vodka e 6 Red Buls, para um grupo de amigos, sendo substituídos por uma garrafa 2 litros, deixando a celebração mais em conta no bolso dos consumidores. Em suma: enquanto as marcas globais focavam em nichos específicos — como o público premium (Red Bull) ou o universo gamer (Monster) — a Baly decidiu democratizar o acesso à bebida, que está disponível em mercados comuns, como mercadinhos, padarias e mercearias.

No site, a família empresária menciona orgulhosamente "Somos a marca que democratizou o energético no Brasil". Que venha outros exemplos de outros mercados, pois, em tempos de alta inflação e taxas de juros, democratização em busca do melhor preço é essencial para a empresa e para o consumidor.


A produção nacional, apesar de ser extremamente tributada, teve uma vantagem competitiva contra o produto importado: a variação cambial e o processo de importação em si. Nesse sentido a empresa ganhou tempo, proporcionou maior capilaridade e ofereceu preços mais baratos. 

As margens mais baixas não foi problema para a empresa, pois se trata de uma família empresária que não vive custos adicionais de uma grande corporação, como é o caso da Monster que se encontra no Mercado de Capitais da Nasdaq, tendo a Coca-Cola a sua maior acionista individual (em torno de 20% da empresa) e a Red Bull que divide o chapéu com a familia tailandesa Yoovidhya, quem foi que criou a marca e detém 51% das ações.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Monin Cup 2026

  

Monin Cup 2026 promete agitar o mundo da coquetelaria

Paris se prepara para receber, em dezembro de 2026, a final mundial da Monin Cup, uma das mais prestigiadas competições de coquetelaria voltada para jovens bartenders. O evento, que já se consolidou como vitrine internacional de talentos, terá como tema “Timeless Twists”, desafiando os participantes a reinventar clássicos da mixologia com arte própria, técnicas modernas e foco em sustentabilidade.

No Brasil, as seletivas regionais da Monin acontecem entre junho e julho, passando por Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Os vencedores se encontram em setembro, na fábrica da Monin Brasil, em Itu (SP), para a grande final nacional. O campeão brasileiro garante vaga na disputa mundial, marcada para os dias 8 e 9 de dezembro, em Paris.

Mais do que uma competição, a Monin Cup é considerada um movimento cultural. Os participantes são incentivados a resgatar sabores esquecidos, reinterpretar receitas tradicionais e criar narrativas que conectem passado e futuro. “Queremos mostrar que a coquetelaria é arte viva, que se reinventa sem perder suas raízes”, destacou a organização em comunicado oficial.

O vencedor da etapa mundial receberá um prêmio de €5.000 (Cinco Mil Euros), além de reconhecimento internacional e oportunidades de carreira em bares e restaurantes de referência. Para os bartenders brasileiros, a competição representa não apenas a chance de mostrar talento, mas também de inserir o país no mapa global da inovação em drinques.

Com expectativa de público recorde e cobertura internacional, o Monin Cup 2026 promete ser um marco na história da coquetelaria, celebrando criatividade, técnica e paixão pela arte de misturar sabores.

Saiba mais e fonte: https://monin.com.br/ 




Buchanan's Deluxe x BZRP Speaker Pack

 


#tbt: Buchanan's com embalagem especial que emite som com o uso de celular

Em 2024, a marca de whisky Buchanan's da família Diageo uniu forças com a Bizarrap, aclamada produtora argentina, e lançaram o Buchanan's x BZRP Speaker Pack, um dispositivo único que combina o sabor do whisky com a experiência envolvente da música.

Esta colaboração apostou num artigo colecionável que se insere numa estratégia de marketing que reforça a ligação emocional com as famílias escolhidas, conceito-chave na campanha “Estamos em Família”.

O objetivo desta colaboração foi celebrar a importância das famílias escolhidas, pessoas com quem partilhamos momentos especiais e que, para além dos laços de sangue, são parte fundamental das nossas vidas.

De acordo com Neil Shah, diretor global da marca, a Buchanan's busca “inspirar as pessoas a se reunirem com suas famílias escolhidas, pois acreditamos que quanto mais você faz isso, mais rica a vida se torna”. A parceria com a Bizarrap dá um toque moderno a esta mensagem, fundindo o sabor do whisky com a energia da música.

A campanha foi uma manifestação dos valores da Buchanan’s, marca que está no mercado há mais de 130 anos e foi fundada com a ideia de compartilhar momentos especiais. Esta iniciativa insere-se numa estratégia de marketing que procura promover o consumo responsável e fortalecer os laços pessoais.

A Buchanan's conseguiu mesclar sua identidade tradicional com elementos da cultura pop atual, fazendo deste lançamento uma celebração do orgulho latino, no mercado de whisky. Com o design colorido do Speaker Pack, busca se conectar com osseguidores de Bizarrap e Buchanan em toda a América Latina, que compartilham um profundo senso de comunidade e pertencimento.


Fonte: https://www.merca20.com/buchanans-x-bzrp-la-colaboracion-que-eleva-el-sonido-con-un-exclusivo-speaker-pack/


Expo Wine Belo Horizonte

 


Expo Wine Promove Segundo Encontro do Setor na Capital de Minas

O mercado de vinhos vem apresentado números importantes, destacando os cenários estadual, brasileiro e mundial. Minas Gerais cuja a produção de vinhos é secular, se destaca nacionalmente com a tecnologia dos vinhos de inverno e já conta com mais de 130 vinícolas — crescimento de 160% desde 2020.

A Wine Expo Belo Horizonte está na sua segunda edição e é um grande evento focado no mercado B2B de vinhos, reunindo produtores, importadores e distribuidores no BeFly Minascentro. A 2ª edição ocorrerá em 29 e 30 de julho de 2026, visando impulsionar o mercado mineiro de vinhos com rodadas de negócios, masterclasses e networking. Trata-se de um momento ideal para acompanhar as últimas tendências e mudanças, para maximizar lançamentos, vendas e resultados.

Na primeira edição estiveram mais de 100 marcas de vinhos especiais e rótulos, em torno de 50 expositores divididos em 10 países, além de 1700 visitantes especializados e lideranças no mundo do vinho.

A exposição será no Be Fly Minas Centro, em frente ao Mercado Central de Belo Horizonte.

Saiba mais em: https://wineexpo.com.br/

terça-feira, 7 de abril de 2026

Artemis II, O Tempo e a Cerveja


Artemis II, o Tempo e a Cerveja

Nessa semana agitada e universal, dividindo momentos de guerra com exploração espacial, ficamos atormentados pelos conflitos, mas ao mesmo tempo, esperançosos pelo sucesso da viagem espacial da Artemis II. E independente de quem está proporcionando essa experiência de ir à lua, o feito é algo significativo para todos nós, que rondam ou estão abaixo dos 50 anos, pois não viram esse ato do homem ir até a lua, que esteve sob a incumbência de Neil Armstrong em dar o primeiro passo, em julho de 1969.

 Ao pensar em conflitos e imaginar sobre a busca pela conhecimento do universo, percebo que todo ser humano possui algo precioso em comum que não pode ser ignorado: o tempo. O tempo é implacável. Se você não for produtivo, ele passa e não retorna. Estudar e ter experiências é fundamental para melhor aproveitar o tempo.

Saiba como administrar o seu tempo. E para medi-lo, nada melhor que um bom relógio. Dessa forma, eu vou te indicar três relógios imperdíveis que vi e cervejas que degustei, pertinho deles, cuja experiência você não pode deixar de apreciar, sem tomar pelo menos um gole, quando for visitá-los. Não se trata de relógios de pulso ou fabricados sem larga escala. São marcadores do tempo, exclusivos, feito com arte, algum deles seculares e ricos em história.

Para apreciar o seu tempo com uma boa cerveja, conheça o relógio de Viena, na Áustria. Localizado no bairro judaico, essa região é famosa por ser uma área de bares e casas noturnas, chamado de "Triângulo das Bermudas". Vá até o Hoher Markt, a praça mais antiga de Viena. Na Idade Média, realizavam-se ali mercados de peixe e de roupas, além de execuções. As ruínas subterrâneas, construída pela guarnição romana que foram descobertas, após a Segunda Guerra. No centro da Praça, fica a Fonte Nupcial, construída pelo Imperador Leopoldo I, que prometeu comemorar o retorno do seu filho José do Cerco de Landal e encomendou o projeto deste monumento. Próximo, e ligando dois edifícios de escritórios na praça, fica o relógio esculpido de bronze e cobre conhecido por Anker (Ankeruhr).

 Encomendado pela Companhia de Seguros Anker, e projetado por Franz Matsch, o relógio ficou pronto em 1914. A cada hora, uma procissão de figuras históricas em movimento do imperador Marco Aurélio e do Duque Rodolfo IV e Joseph Haydn, deslizam de um lado a outro do relógio ao som de uma música de órgão. Ao meio-dia, todas as figuras podem ser vistas.

 A cervejaria que indico é a 1516 Brewing Co. (1516 é uma referência à Lei da Pureza da Baviera, a Reiheitsgebot). Fica a 15 minutos de caminhada, aproximadamente 1,1km de distância da Hoher Markt. É um ambiente descontraído e que indico de olhos vendados. Experimente as cervejas Kimberly Ale ou ainda a Victor Hop Devil IPA, saindo direto das Tap Handles do bar. Ambas são muito gostosas.

A segunda cidade que eu indico é Praga, na República Tcheca. Na Cidade Velha, a sua prefeitura ganhou seu primeiro relógio no início do século XV. Conta que em 1490, quando o relógio foi reconstruído pelo relojoeiro mestre Hanus, os conselheiros temiam que ele recreasse sobra prima em outro lugar e o cegaram. Apesar de ter sido consertado muitas vezes o mecanismo atual é o mesmo que foi aperfeiçoado por Jan Táborsky, entre 1552 e 1572. No topo do relógio você vê os Apóstolos se apresentando em duas portinholas. Na parte baixa você vê vai ver a avareza e as figuras da morte e do turco. 

O mais incrível é o relógio astronômico medieval, conhecido por Orloj. Ao imaginar o Universo, o relojoeiro colocou a Terra no centro dos astros a sua volta. Seu objetivo não era criar um relógio que desse a hora exata, mas sim que reproduzisse as supostas órbitas do Sol e da Lua, ao redor da Terra. (A Artemis II está fazendo isso nessa semana, orbitar a Terra e na Lua). O ponteiro com o Sol que aponta as horas, marca na verdade três tipos de tempo: o anel externo com numerais arábicos medievais indica a antiga contagem da Boêmia, em que um dia de 24h00 se concluí com o pôr do sol. O anel com os numerais romanos, segue a contagem igual usada na atualidade. A parte azul do mostrador, por sua vez, representa a área visível do céu, dividido em 12 partes. No chamado templo babilônico o período com a luz só era dividido em 12 horas, cuja duração era diferente no verão e no inverno. O relógio também mostra o movimento do Sol e da Lua pelos 12 signos do zodíaco, que eram muito importantes no século XVI, na cidade de Praga. 

A cervejaria que indico e que fica há 650 metros do relógio, (8 minutos de caminhada), é a U Fleku, a Pivnice mais antiga da cidade Praga e, talvez, a cervejaria independente mais antiga em atividade no mundo. Ela data do ano de 1499. Por incrível que pareça, o antigo relógio da fachada da cervejaria, se tornou seu símbolo (mais uma vez o tal do relógio). Não perca tempo e peça a cerveja escura, conhecida por Flekovské. É um local encantador ambiente rústico, atmosfera de cervejaria medieval, rica em madeira e equipamentos de fabricação em cobre. Todas as cervejas são feitas ali mesmo, na própria casa. Aproveite e coma uma refeição típica da região. Vale a pena!


A terceira cidade que indico é Munique, na Alemanha. O relógio localizado na Marienplatz, centro histórico de Munique, é um dos símbolos mais famosos da Baviera e um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. De fato, ele faz parte do Neues Rathaus (Nova Prefeitura), o grande edifício neogótico com uma torre de 85 metros que domina a praça central. Conhecido por Rathaus-Glockenspiel, esse foi construído entre 1867 e 1908.

O Glockenspiel tem 43 sinos e 32 figuras em tamanho real, distribuídas em dois níveis, encenando episódios importantes da história de Munique. Na parte superior é destacando o Casamento Ducal, realizado em 1568. Trata-se da representação do casamento do Duque Guilherme V da Baviera com Renata de Lorena. Durante a cena, ocorre um torneio de justa entre cavaleiros da Baviera e da Lorena — com a vitória simbólica dos bávaros. A parte inferior refere-se a dança dos tanoeiros (Schäfflertanz). É uma dança folclórica que remete ao período da peste no século XVI. Segundo a tradição, os tanoeiros dançavam pelas ruas para elevar o ânimo da população após a epidemia. Ao final do espetáculo, um galo dourado canta três vezes, marcando o encerramento da apresentação. O relógio toca todos os dias às 11hs e às 12hs. No verão, toca-se também às 17hs.

A cervejaria que indico em Munique é a Hofbräuhaus, há 400 metros do relógio da Nova Prefeitura, ou seja, cinco minutos de caminhada. A Hofbräuhaus am Platzl, fundada em 1589, é uma das cervejarias mais famosas do mundo e provavelmente a mais conhecida da Alemanha. Foi criada a pedido do Duque Guilherme V da Baviera e expandida largamente por seu filho, o Duque Maximiliano I. Tome o chope de pilsen e o Weisse. São as estrelas da casa. Com joelho de porco e um pretzel é ainda melhor.

Outros relógios interessantíssimos são Zytglogge da cidade de Berna, Capital da Suíça. Ele não marca apenas as horas, marca as fases da Lua, dias da semana, meses, signos do zodíaco e posição do Sol. Culturalmente, trata-se de um dos relógios astronômicos mais antigos em funcionamento na Europa. O Zytglogge foi usado como referência horária oficial de tempo por séculos, representando um símbolo da pontualidade suíça. Também há o Relógio Astronômico de Estrasburgo, localizado na Catedral de Notre-Dame de Estrasburgo, no norte da França. Ambos aparelhos não os conheço e pretendo, um dia, tomar uma cerveja nessas localidades.

Não perca tempo! E a propósito: a Artemis II retorna ao Planeta Terra, na sexta-feira, dia 10.04 às 9 da noite.

Fonte: Minhas viagens e Guia da Folha de São Paulo (Europa, Viena e Praga).

Saiba mais em: Beers – 1516 Brewing Company ViennaHome - Hofbräuhaus München




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