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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Festa Junina e Monin

 

O que a Festa Junina e a França tem em comum? Monin.

A Festa Junina no Brasil possui uma forte ligação histórica com a França, especialmente por meio da quadrilha, a dança mais tradicional da festividade. Embora a base religiosa e estrutural da festa tenha sido trazida pelos colonizadores portugueses, a nossa celebração absorveu elementos marcantes da cultura francesa que persistem até hoje.

A dança da quadrilha nasceu nos salões da aristocracia francesa nos séculos XVIII e XIX com o nome de “quadrille”. Era uma dança sofisticada, executada por quatro casais da nobreza. Essa chegou ao Brasil em 1808, trazida pela corte portuguesa e virou febre entre a elite do Rio deJaneiro. Com o tempo, o povo se apropriou da dança, trocou os salões nobres pelo chão de terra batida e a adaptou com músicas e encenações caipira.

A maior prova dessa herança são os comandos falados pelo marcador da quadrilha. Como detalhado em artigos sobre o tema na Revista Quero Bolsa, vários termos são adaptações fonéticas da língua francesa, como “Anarrié”, “Balance” e “Alavantú”.

Nessa pegada, a empresa francesa de xaropes de alta qualidade Monin, que possui a sua fábrica no Brasil, no Estado de São Paulo, promoveu uma fusão entre a alta coquetelaria francesa e a tradição brasileira ao lançar a coleção “Doces Brasileiros”. Essa linha de xaropes premium foi criada especificamente para as Festas Juninas no Brasil, unindo a expertise da marca com os sabores mais emblemáticos do nosso São João: Brigadeiro, Doce de Leite e Pé de Moleque. A estratégia representa uma conexão perfeita entre a sofisticação europeia e a cultura popular nordestina e caipira.


Thiago Zanon, Diretor Comercial e de Marketing da Monin, destacou que a coleção "Doces Brasileiros" visa conectar a marca à cultura local, explorando a memória afetiva com sabores de festa junina que também possuem versatilidade para uso o ano todo. O executivo ressaltou que os novos xaropes de Brigadeiro, Doce de Leite e Pé de Moleque, disponíveis no e-commerce da marca, buscam celebrar a gastronomia brasileira e democratizar o acesso aos produtos.

Saiba mais em: https://monin.com.br/




sexta-feira, 22 de maio de 2026

Bar em Casa

 

O Boom do Bar em Casa: Como a Alta Coquetelaria Conquistou a Nossa Sala

Preparar um drink em casa mudou muito nos últimos tempos. Esqueça aquela mistura simples de destilado com refrigerante. O consumidor brasileiro agora quer criar experiências premium sem precisar sair da sala de estar. Essa transformação foi detalhada em uma reportagem recente da Forbes Brasil. O texto mostra como o ritual de receber amigos e preparar bebidas ganhou status de alta coquetelaria doméstica. Segundo a Forbes, o consumidor virou bartender.

Marcas gigantes e produtores artesanais estão de olho nesse novo comportamento. A francesa Monin, famosa por seus xaropes, acabou de lançar um e-commerce focado no consumidor final, segundo informou o seu Diretor Comercial para o Brasil, Thiago Zanon. 

Ao mesmo tempo, marcas nacionais como a Easy Drinks crescem vendendo bases prontas de frutas e espumas para Moscow Mule. Isso facilita o preparo e mantém o padrão de balcão.

Os Pilares do Bar Doméstico

Para quem quer acompanhar essa tendência e montar uma estrutura prática, o mercado se dividiu em três pilares essenciais:

Xaropes Premium: Sabores cítricos e frutados adicionam complexidade rápida aos drinks.

Bases Semi-Prontas: Purês de frutas e espumas artesanais reduzem as etapas de preparo.

Ingredientes Autorais: Bitters e cordiais trazem o toque final dos bartenders profissionais.

Essa facilidade impulsiona também o universo dos mocktails — os coquetéis sem álcool. Eles valorizam o sabor, o visual e a experiência do brinde, atendendo ao público que busca sofisticação de forma leve.

O mercado global de xaropes para coquetéis projeta movimentar US$ 7,21 bilhões até 2030. Esse dado comprova que o consumidor prefere beber menos em quantidade e investir mais na qualidade do que coloca no copo.

O papel do anfitrião mudou. Hoje, preparar o drink perfeito faz parte do entretenimento da noite. Se você quer começar a explorar esse universo, basta garantir um bom dosador, gelo de qualidade e ingredientes selecionados para transformar qualquer reunião casual em um evento memorável.

A propósito, você possui um bar em casa ou sabe fazer um drinque especial? Diga nos comentários!

Fonte e saiba mais: https://forbes.com.br/forbes-wsb/2026/05/consumidor-virou-bartender-o-boom-das-marcas-que-faturam-com-o-seu-bar-em-casa/

Fotos: do autor/divulgação.


terça-feira, 28 de abril de 2026

The Cointreau Margarita Challenge 2026

 

A Busca pela Margarita Perfeita: The Cointreau Margarita Challenge 2026

Se existe um coquetel que define o equilíbrio entre o frescor e a intensidade, é a Margarita. E para elevar esse ícone ao status de arte, o The Cointreau Margarita Challenge retorna em 2026, desafiando os melhores bartenders do mundo a reinventarem o clássico usando o ingrediente que está no coração da receita original: o licor Cointreau.

O concurso é uma celebração global da mixologia que busca a "Margarita do Amanhã". O objetivo não é apenas misturar ingredientes, mas contar uma história através de uma receita autoral que respeite a base clássica (Cointreau, Tequila e suco de limão), mas que mostre uma assinatura única, técnica impecável e uma apresentação memorável.

O caminho até o título de melhor Margarita do mundo é dividido em etapas rigorosas:

Inscrição e Seleção Digital: Bartenders submetem suas receitas exclusivas, fotos e o conceito por trás da criação através da plataforma oficial da marca.

Finais Nacionais: Os selecionados de cada país competem presencialmente, sendo avaliados por um júri técnico em quesitos como sabor, originalidade, técnica e a "alma" da bebida.

A Grande Final Global: Os vencedores de cada nação viajam para a França (geralmente para a histórica Angers ou Paris), onde enfrentam o desafio final diante de jurados experts, mestres destiladores e ícones da coquetelaria mundial.

Por que o Cointreau?

Como diz a famosa frase de Margaret Sames, a criadora da receita em 1948: "Uma Margarita sem Cointreau não vale nem o sal". O desafio reforça que a qualidade dos óleos essenciais da casca de laranja do Cointreau é o que dá estrutura e sofisticação ao drink.

Para a Ave Cesar Co, acompanhar competições deste nível é essencial para entender as tendências que ditam o que será servido nos melhores balcões do mundo. Em 2026, a expectativa gira em torno de ingredientes sustentáveis, técnicas de clarificação e perfis de sabores regionais integrados ao clássico.


Sobre a Família Cointreau

A história do Cointreau remonta a 1849, na cidade de Angers, na França, onde os irmãos Adolphe e Edouard-Jean Cointreau fundaram sua destilaria original. No entanto, foi apenas em 1875 que o filho de Edouard-Jean, Édouard Cointreau, revolucionou o mercado ao criar um licor de laranja perfeitamente cristalino e equilibrado. Ele buscava uma bebida que fosse mais elegante e menos doce do que os licores de curaçau da época, resultando no que hoje conhecemos como o padrão ouro do "Triple Sec", apresentado em sua icônica garrafa quadrada de cor âmbar.

Atualmente, a marca é um dos pilares do grupo Rémy Cointreau, um dos maiores conglomerados de bebidas de luxo do mundo. O grupo surgiu em 1990 a partir da fusão entre a empresa da família Cointreau e a E. Rémy Martin & Cie SA. Apesar de ser uma gigante global listada na bolsa de valores, a gestão permanece profundamente ligada às suas raízes, sendo controlada pelas lideranças das famílias fundadoras, que preservam o processo de produção artesanal e o segredo da receita que atravessa gerações.



Fonte: IA e https://www.cointreau.com/int/en/ 

sábado, 25 de abril de 2026

O Melhor Bar de Nova York 2026

 

Sip & Guzzle é eleito o melhor bar de Nova York em 2026

O bar Sip & Guzzle (traduzido em português como “Tome & Bebe”) alcançou o topo da lista apenas dois anos após sua inauguração em janeiro de 2024, saltando da 5ª posição em 2025 para o 1º lugar em 2026, ou seja, o melhor. Este reconhecimento consolida a parceria entre dois ícones da coquetelaria mundial: Shingo Gokan (do SG Group em Tóquio) e Steve Schneider (veterano do lendário Employees Only).

O Sip & Guzzle destaca-se por oferecer dois ambientes distintos em um único endereço na icônica Cornelia Street. o bar é divido em dois pavimentos:

Guzzle (Andar Superior): Um espaço vibrante que celebra a cultura de bares americana. Foca em releituras criativas de coquetéis clássicos e pratos reconfortantes, proporcionando uma atmosfera de pub sofisticado e descontraído.

Sip (Andar Inferior): Um speakeasy intimista inspirado na precisão e hospitalidade da coquetelaria japonesa. Aqui, a experiência é centrada em coquetéis sob medida (bespoke), executados com técnica magistral e ingredientes de alta qualidade.

Especialistas e juízes do 50 Best elogiaram a capacidade do bar em unir a "energia de um ponto de encontro nova-iorquino" com a "precisão técnica japonesa". O local é descrito como uma força definidora da cultura de coquetéis da região, oferecendo um programa de bebidas executado com perfeição que agrada tanto entusiastas quanto profissionais do setor.

Conheça três coquetéis preferidos do público:

Doctor Green:  Servido no Sip, é composto por carbonação de tequila, tomatillo, maçã verde, shiso e raiz-forte.

Miami Vice Negroni: Uma das criações notáveis, que utiliza óleo de coco fat-washed e morangos sazonais, dando um twist tropical ao clássico italiano.

Negroni in the Shade: Considerado um favorito do público, é uma versão elegante feita com White Negroni, melão, kiwi e chá gyokuro.


Sip & Guzzle

Endereço: 29 Cornelia St, New York, NY

Telefone: +1 917-259-6974

Fonte: Rolling Stone, Travel + Leisure 

Foto: Robert Simonson, Instragram do Bar.


quarta-feira, 8 de abril de 2026

Monin Cup 2026

  

Monin Cup 2026 promete agitar o mundo da coquetelaria

Paris se prepara para receber, em dezembro de 2026, a final mundial da Monin Cup, uma das mais prestigiadas competições de coquetelaria voltada para jovens bartenders. O evento, que já se consolidou como vitrine internacional de talentos, terá como tema “Timeless Twists”, desafiando os participantes a reinventar clássicos da mixologia com arte própria, técnicas modernas e foco em sustentabilidade.

No Brasil, as seletivas regionais da Monin acontecem entre junho e julho, passando por Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Os vencedores se encontram em setembro, na fábrica da Monin Brasil, em Itu (SP), para a grande final nacional. O campeão brasileiro garante vaga na disputa mundial, marcada para os dias 8 e 9 de dezembro, em Paris.

Mais do que uma competição, a Monin Cup é considerada um movimento cultural. Os participantes são incentivados a resgatar sabores esquecidos, reinterpretar receitas tradicionais e criar narrativas que conectem passado e futuro. “Queremos mostrar que a coquetelaria é arte viva, que se reinventa sem perder suas raízes”, destacou a organização em comunicado oficial.

O vencedor da etapa mundial receberá um prêmio de €5.000 (Cinco Mil Euros), além de reconhecimento internacional e oportunidades de carreira em bares e restaurantes de referência. Para os bartenders brasileiros, a competição representa não apenas a chance de mostrar talento, mas também de inserir o país no mapa global da inovação em drinques.

Com expectativa de público recorde e cobertura internacional, o Monin Cup 2026 promete ser um marco na história da coquetelaria, celebrando criatividade, técnica e paixão pela arte de misturar sabores.

Saiba mais e fonte: https://monin.com.br/ 




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Monin Workshop Rick the Mix

 
Monin conduz workshop para bartenders com mixologista Rick The Mix

O mixologista e Beverage expert Rick The Mix, conduziu um workshop para bartenders, promovido pela Monin, voltado para a linha de cordiais especiais Paragon by Monin. Trata-se de uma linha que vai além do sabor, explorando extrações botânicas, especiarias raras e construções aromáticas pensadas para elevar a coquetelaria autoral.

Os cordiais, diferente de um xarope tradicional, com camadas mais complexas de aroma, sobretudo acidez e estrutura, permitindo criar drinques com maior profundidade, criatividade e assinatura própria.


Para bartenders, dominar este universo é um diferencial competitivo, especialmente para aqueles profissionais que desejam se destacar em competições como o Monin Cup, onde técnica criatividade e conhecimento fazem toda a diferença. Explorar ingredientes complexos, significa evoluir como profissional do ramo. Quem se prepara, cria tendências e alcança voos maiores.

Sobre Rick The Mix

Rick the Mix (Rick Sousa) é um renomado mixologista, bartender e especialista em bebidas, conhecido por sua atuação como gerente de bar e alimentos e bebidas (Food and Beverage Manager) a bordo de navios de cruzeiro, especificamente na Princess Cruises. Ele é especialista em coquetéis, com experiência internacional, e compartilha conteúdo prático sobre coquetelaria e destilados em suas redes. Instragram @rickthemix

Fonte: Instragram Monin Brasil

sábado, 31 de janeiro de 2026

Absolut Tabasco

 


Uma novidade quente, pegando foto: Absolut lança vodka picante em parceria com a Tabasco

ABSOLUT® x TABASCO™ apresentou, no fim desse mês, uma nova vodka picante, cheia de personalidade, pronta para esquentar os drinks dos brasileiros e do mundo. 

A ousadia reuniu dois gigantes globais do sabor, ABSOLUT® TABASCO™, as empresas combinaram o conceito com o calor e o aroma do molho de pimenta mais famoso do mundo com a vodka que é premium e uma líder global consciente. Ambas criaram uma vodka destilada com 38% de teor alcóolico, que alcança o equilíbrio perfeito entre um calor instigante e o apelo irresistível do sabor da pimenta Tabasco.


No site, da campanha, ABSOLUT® TABASCO™ – Chili Pepper Flavored Vodka, há alguns drinks elaborados com a nova garrafa. 

Adicionalmente,  a dupla desenvolveu um comercial de marketing sensacional em torno de um vulcão ativo. Veja a seguir e divirta-se!




terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Tendências em bares e restaurantes

 


Tendências de bares que precisamos deixar para trás em 2026

Espaços pensados para viralização, “guest bartenders” sem propósito definido e discursos genéricos de sustentabilidade não convencem mais o público

Por Márcio Silva, colaboração para o Viagem & Gastronomia da CNN 23/01/26

Depois de quase três décadas atuando na indústria global debares, percebo que vivemos hoje um paradoxo curioso. Nunca se falou tanto em experiência, propósito e identidade. Ao mesmo tempo, nunca se produziu tanto excesso, ruído e repetição.

Por isso, mais do que apontar novas tendências, resolvi olhar para aquilo que já soa obsoleto, amplamente discutido por grandes profissionais em grandes eventos de bares ao redor do mundo. Em 2026, mais do que correr atrás da próxima novidade, o verdadeiro sinal de maturidade está em saber o que deixar para trás.

Começo pelos bares que existem apenas como cenário. Espaços pensados prioritariamente para foto, vídeo e viralização, mas que ignoram o conforto, a acústica, a iluminação e o tempo de permanência. Isso cansa. O público mudou. As pessoas querem se sentir acolhidas, conversar, permanecer e criar memórias. Hospitalidade não se mede apenas em likes, mas, sobretudo, no desejo de voltar.

Os menus sem álcool entram nessa mesma reflexão. Quando tratados como apêndice ou como versões “menores” da coquetelaria clássica, perdem força e relevância. Em 2026, é fundamental que as bebidas não alcoólicas tenham identidade própria, linguagem sensorial clara e valor percebido. Não se trata de simplesmente retirar o álcool, mas de construir uma categoria sólida, criativa e completa.

Vejo também uma fadiga crescente em relação aos “guest bartenders" sem propósito definido. Intercâmbios sempre foram essenciais para a evolução da coquetelaria, mas sua essência está na troca real de conhecimento, no diálogo entre culturas, técnicas, valores e visões de mundo. Quando isso não existe, o encontro se resume a festas desorganizadas, excesso de barulho e pouca entrega técnica ou conceitual, e se perde a oportunidade de oferecer algo verdadeiramente especial.

Outro movimento que começa a perder fôlego é a mixologia excessivamente intelectualizada. Cartas que parecem teses acadêmicas, discursos técnicos intermináveis e ingredientes apresentados como códigos secretos criam distância emocional. Técnica só faz sentido quando serve ao essencial. Em 2026, ela precisa ser traduzida com clareza, de forma acessível, integrando-se à experiência completa do bar.

Fonte e saiba mais em: Tendências de bares que precisamos deixar para trás em 2026 | CNN Brasil V&G

Foto: Monin/Costi Bebidas.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Mercado de Cachaças

 


Mundo descobre a cachaça. Desafio é levar pequenos produtores a bares e hotéis

Exportações avançam e refletem interesse maior pela bebida, que pode dar um salto maior com campanhas de promoção e presença global, segundo a empresária Raquel Lopes, da Casa Cachaça, que vende cerca de 30 marcas do país no exterior

Texto base de Daniel Buarque da Bloomberg Línea

O New York Times destacou: “O Brasil tem uma cachaça para cada estação do ano”, em uma reportagem publicada em dezembro, apresentando uma lista de drinks preparados com destilados brasileiros. Esse reconhecimento internacional em um dos jornais mais prestigiados do mundo reforça uma percepção que muitos na indústria já tinham desde o início da década: a cachaça vive um ponto de inflexão no mercado global.

“A cachaça entrou em uma fase de descoberta no mundo”, afirma a empresária Raquel Lopes, radicada em Portugal e conhecida como uma embaixadora informal da bebida. À frente da Casa da Cachaça, braço da importadora BR Select, ela representa cerca de 30 marcas brasileiras de pequenos alambiques familiares, incluindo rótulos premiados. Raquel atua na articulação de negócios, festivais e degustações que garantem espaço para a cachaça nas cartas de bares e restaurantes europeus.

Os dados oficiais confirmam essa tendência. Depois de anos de exportações modestas, a bebida começou a ganhar presença no exterior. Em 2021, as vendas para outros países cresceram 38%. Em 2022, último dado disponível, chegaram a US$ 20 milhões, um aumento de 53% em relação a 2021. Em volume, o crescimento foi de 29,3%, totalizando 9,3 milhões de litros, segundo estudo da ApexBrasil, que promove produtos e serviços brasileiros no exterior. Embora esses números ainda sejam pequenos quando comparados à tequila — bebida latino-americana que conquistou projeção global —, eles revelam um avanço consistente.

“O momento é agora. Se fizermos o trabalho bem feito, vamos alcançar o patamar da tequila e colocar a cachaça em qualquer prateleira de bar ou hotel sofisticado no mundo”, afirma Lopes. O crescimento, porém, não elimina barreiras estruturais: a cachaça continua classificada no código tarifário internacional como rum, o que reforça a confusão enfrentada pela empresária em suas apresentações mundo afora. “O maior desafio é explicar que cachaça não é rum. Muita gente pergunta: ‘É rum?’ Eu respondo com orgulho: ‘Não, é cachaça’. Ela é uma das bebidas mais antigas das Américas”, diz.

Raquel também insiste na importância de mostrar a amplitude técnica da bebida, pouco conhecida fora do Brasil. “A cachaça nasce virgem, como a cachaça prata, mas pode ser envelhecida em mais de 40 tipos de madeira. Isso surpreende as pessoas, porque elas não têm ideia desse repertório”, explica. Essa diversidade é decisiva para desassociar a imagem da cachaça da caipirinhadrink que abriu portas, mas também limitou a percepção da categoria. “A caipirinha é fantástica, mas precisamos mostrar que a cachaça é muito mais versátil”, conclui.

Fonte e saiba mais em: Mundo descobre a cachaça. Desafio é levar pequenos produtores a bares e hotéis

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Monin Brasil

 

Em comemoração aos 10 anos de chegada ao Brasil e a inauguração e sua primeira fábrica na América Latina, Monin pública o livro “Entre Sabores e Histórias”

A obra narra a história da Monin, desde a sua criação até a sua chegada ao país.

O presente me foi enviado pelo Diretor Comercial da Monin Brasil, Thiago Zanon. O kit veio composto por agenda, passaporte para conhecer drinques e bares, contos e receitas a serem elaborados com Soda Stream, além de adesivos decorativos da marca.

Alexandre Boyer, CEO, assinou uma breve carta que está anexa ao livro, cujo conteúdo, reproduzimos a seguir: 

"Há mais de 100 anos amonia nasceu na França com um propósito inovador e delicioso transformar sabores em experiências únicas. Desde então, conquistamos bartenders, mixologistas, chefs e entusiastas da coquetelaria e gastronomia em 160 países ao redor do mundo.

Agora temos mais um motivo para brindar a inauguração da primeira fábrica da Monin no Brasil e na América Latina. São 10 anos de Brasil e em setembro é de 2025, esse marco reforça o nosso compromisso em estarmos ainda mais próximos de quem cria, experimenta e reinventa todos os dias em um mercado estratégico com grande potencial de crescimento.

Reproduzir localmente significa oferecer mais agilidade, mais inovação e ainda mais possibilidades para levar a criatividade na produção de bebidas e receitas de todo tipo para o próximo nível. É sobre encurtar a distância sem perder a essência francesa, mas com toques 100% brasileiro.

Para celebrar esse momento especial, convidamos o artista Guilherme Kramer para criar as ilustrações exclusivas do livro de receitas, e também um grande mural que colore a área externa da fábrica, traduzindo através de cores e formas toda arte e paixão que colocamos em nossos produtos.


O livro é dedicado a todos que por sua presença inspiração enriqueceram a jornada da Monin, tornando-a mais criativa e significativa. Ao olhar para tudo o que construímos é impossível não reconhecer o valor das pessoas que caminharam conosco a elas todo nosso reconhecimento e gratidão".

A obra é dividida em capítulos curtos, com a breve história da empresa, sua cronologia, receitas de drinques incríveis (conhecidas por "Notas de Inspiração"), sobretudo uma carta de drinques desenvolvidas por bartenders e mixologistas renomados, descritos em um capitulo especial, chamado de "Drink Partners".

Um registro caprichoso e que merece leitura, apreciação e busca na reprodução de um drink, para fazer em casa ou ainda para ser degustado em um bar especial. O site da empresa desenvolveu um drinkbook para o público interessado. Saiba mais em: Drinkbook.

#comcriatividade #ousadia #muitosabor

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Refrigerante Artesanal

 


Mercado de refrigerantes artesanais

Neofeed mencinou em um recente artigo que diz o seguinte: “sucesso nas redes sociais o refrigerante da casa é a nova cerveja artesanal”.

Conhecida como soda italiana, a bebida a base de xarope água com gás ganha os restaurantes brasileiros não demora muito a dor de soda fenômeno nos Estados Unidos também chega ao Brasil.

Antes do jovem editor deste pequeno blog citar a reportagem, fiquei agraciado com o seu conteúdo, pois retrata muito bem o consumo do jovem brasileiro que se é um pouco diferente do consumidor adulto acima dos 40 anos. 

Essa geração teve, em sua infância, o refrigerante visto como um "prêmio a ser consumido", somente nos fins de semana. Se tratava de uma iguaria da criançada. Talvez essa dificuldade de poder tomar um refresco gasoso, fez com que o brasileiro pós-40 anos tenha apegado ao um refrigerante, sobretudo (e curiosamente) os regionais.

Apesar das grandes engarrafadoras como Coca-cola e Ambev, pequenos fabricantes de refrescos mantêm a tradição ou ainda marcaram época. Quem é de Minas Gerais por exemplo, não abre mão do refrigerante Mate Couro, do Artemis, do Guaranita, do Abacatinho, do Mineirinho, do Guarapan, etc, em uma festa de aniversário ou ainda tem saudosismo dos refrigerantes Gato Preto, Alterosa, Cacique; do Crush, do Baré, do Del Rey, do Guaraná Rádio e tantos outros que marcaram a memória.

Reproduzindo o artigo, é dito neste que, o brasileiro é louco por refrigerante. A bebida responde por 79% dos produtos em álcool produzidos no país, o que inclui toda sorte de sucos industrializados, água de coco e até kombucha, segundo levantamento do Ministério da Agricultura.

Assim como houve uma onda de produção de cerveja artesanal, que ainda não acabou, refrigerantes sem garrafa, rótulo, ou tampinha, tem conquistado espaço nas mesas dos restaurantes lanchonetes e bares de grandes centros brasileiros, especialmente do Rio de Janeiro e em São Paulo.

Borbulhantes como seus primos mais famosos, são produzidos de forma artesanal, a partir da mistura de xarope e água com gás que aparecem com sabores mais inusitados.

A onda é global no relatório de tendências Pinterest Predicts2025, divulgado no começo do ano, A Rede Social Pinterest prevê que os millennials e a geração z farão os refrigerantes saírem das latinhas, um movimento nostálgico, escorada e receitas caseiras. O termo “refrigerante de frutas”, atesta o estudo, registrou um aumento de 185%, nas buscas, enquanto termo “refrigerante caseiro” cresceu 40%. (...)



Receitas próprias


Xaropes prontos como os das marcas Monin e Fabbri, muito usados pelos bartenders, oferece uma vasta gama de sabores. Mas os chefes de restaurantes gastronômicos, aqueles que se destacam pela cozinha criativa, não desperdiçam a chance de produzir a própria receita. E não importa de que país vem a inspiração.

Meus comentários: Já produzi diversos refrigerantes com a linha de xaropes Monin, cuja loja em Belo Horizonte, fui convidado a conhecê-la. Dos mixes efetuados usei água gasosa, em três formas: a água em garrafas pet tradicionais, adquiridas em supermercados; a água fabricada sob pressão em container específico, como o Soda Stream; ou ainda, sob envase direto em barril, passando por chopeira e bombeamento em gás carbono em cilindro a dois (2) bar de pressão. Esse último, tirar o refrigerante diretamente do barril inox, (semelhante a um post-mix) ficou surpreendente. Gelado a 0grau Célsius, pronto para consumo, na dose certa. A experiência tem sido positiva também para bebidas com adição de álcool, como gin, vodka ou ainda a nossa tradicional cachaça. Algo bem no estilo RTD - Ready to Drink.



Saiba mais em: Sucesso nas redes sociais, o refrigerante da casa é a nova "cerveja artesanal" - NeoFeed

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Monin Cup 2024

 

Copa Mundial de Drinques tem sua versão no Brasil

 Há um concurso de bartenders super interessante que tem passado no Brasil e que merece a devida atenção. Me refiro ao MONIN Cup 2024, um campeonato de drinques exóticos e especiais.


O CAMPEONATO

​O MONIN Cup é uma empolgante competição que reúne jovens bartenders profissionais, todos prontos para mostrar seu talento na criação das melhores receitas utilizando os produtos MONIN.

O tema da MONIN Cup 2024, "Low is More", serve como um chamado para os bartenders abraçarem a era da mixologia de baixo ou nenhum teor alcoólico com criatividade, paixão e um compromisso em oferecer experiências de consumo excepcionais.

É uma jornada que celebra a inovação, a sustentabilidade e o consumo responsável, enquanto ultrapassa os limites do que é possível atrás do balcão. 

A grande final está prevista em Bourges, na França. 


Saiba mais em: https://www.monin.com.br/monincup 


terça-feira, 4 de junho de 2024

Whisky Escocês


Mercado de whiskies tradicionais aumentam o marketing no Brasil

Sou da época que um whisky escocês era algo muito restrito, sofisticado. Quando visitava a casa de um parente ou amigo mais próximo de meus pais, ter uma bebida desta era sinônimo de status, espanto e admiração. Tratava-se de uma bebida de executivos, chefes, artistas e bem-sucedidos. 

Porém isso me parece coisa do passado. O mercado de bebidas é realmente bastante dinâmico. De tempos em tempos, alguns tipos de bebidas vão sendo substituídas por outras. Há pouco tempo, havia uma moda em torno da cachaça, passando pela vodka e nesse momento pelo gin.  Nesse meio tempo, empresas com a Digeo e a Pernod Ricard fazem um grande marketing e promoção em torno de suas bebidas, envolvendo criações de receitas, misturas e drinks incríveis, usando frutas da época e não alcóolicos (como a linha de xaropes Monin). Mixologistas e sommeliers capricham com seus trabalhos diferenciados.

Para 2024, tenho percebido um boom em torno do whisky tradicional. Para tanto, o número de versões de um mesmo brand tem aumentado nas prateleiras brasileiras. E o marketing também, incluindo harmonizações com pratos simples, como um hambúrguer, por exemplo. Muitos tem destacado os barris em que são maturados (e.g.: single cask, triple cask), os estilos das madeiras como cerejeira, carvalho americano, escocês. (Recentemente, pude conhecer uma fábrica de barris no Chile que trata sobre esse assunto.) Mais enfim: eis alguns estilos vindos dos mais populares no Brasil:

Família Johnnie Walker - Johnnie Walker, marca de whisky escocês, de 1820, número um do mundo e pertencente ao portfólio da Diageo, está completando 200 anos. Criado pela primeira vez em uma humilde mercearia, Johnnie Walker levou o whisky escocês aos quatro cantos do mundo, sendo apreciado atualmente em mais de 180 países, visando um futuro mais bem traduzido no conceito “Keep Walking”.


Entre os rótulos da Johnnie Walker estão Red Label, Black Label, Double Black, Green Label, Gold Label e Blue Label. Juntos, são responsáveis por mais de 18 milhões de caixas vendidas anualmente, tornando Johnnie Walker a marca de whisky escocês mais popular do planeta. Para celebrar essa trajetória de sucesso inquestionável, a marca anuncia o lançamento de sete rótulos comemorativos em edições limitadas. Além das garrafas tradicionais, as novidades contemplam três whiskies recém-criados – em versões exclusivas – que representam uma celebração da jornada.


Familia Buchanan’s  - O Buchanan's leva o nome do falecido James Buchanan, um empreendedor de uísque que criou um uísque escocês que redefiniu a grandeza. Em vez de criar um uísque para ser reverenciado, ele criou uma mistura suave e única que poderia ser compartilhada e apreciada por todos. Na verdade, o design original da garrafa de Buchanan foi inspirado no ato altruísta de compartilhar cantis de água entre soldados britânicos em tempos de conflito.

Buchanan lançou sua empresa de uísque em 1884 e rapidamente a compartilhou com o mundo, viajando da Escócia a Londres e à América Latina. Hoje, o brasão do Red Lion da garrafa ostenta orgulhosamente sua origem, “Buchanan’s Scotland”, mas continua a espalhar sua suavidade por todo o mundo, de Bogotá a Los Angeles e à Cidade do México. No site há, além do whisky 12, 18, Master e Red Seal 21 anos, há um denominado Pineapple ("Abacaxi") com notas dessa fruta, tipicamente tropical.


Familia Ballantines - A história da marca começou em 1827 quando o filho de fazendeiro George Ballantine, então com apenas 19 anos, abriu uma pequena loja de mantimentos na cidade de Edimburgo na Escócia. Ele também fornecia uma escala seleta de uísques a uma clientela distinta. Em 1869, quando abriu um estabelecimento maior na cidade de Glasgow, George passou o comando da primeira loja a seu filho mais velho, Archibald. Ele concentrou-se no comércio de vinhos e uísques, especialmente o Old Glenlivet e Talisker Fine Malt, tendo entre seus muitos clientes a família real inglesa. Ao mesmo tempo, também começou a criar e aperfeiçoar suas próprias misturas de uísques, provenientes de diferentes grãos e destilarias, que se tornariam lendárias. Surgia assim a George Ballantine & Son Ltd., uma grande exportadora de uísque. Com preparo especial e algumas produções seletas, o uísque foi então ganhando fama e mercado por toda a Escócia. Ele se aposentou em 1881, passando o comando ao seu segundo filho George Junior, morrendo uma década depois.

O negócio continuou a prosperar sob o comando de Junior, que passou então a exportar para outros países seus vários tipos de bebidas. A marca Ballantine’s ganhou reconhecimento em 1895 quando a rainha Vitória concedeu aos seus uísques o Certificado Real de Qualidade Suprema. Em 1910 a empresa introduziu no mercado o Ballantines Finest (8 anos) com sua tradicional garrafa quadrada, que se tornaria extremamente popular no mundo inteiro. A família capitalizou o sucesso em 1919, aceitando uma oferta de compra da empresa Barclay & McKinlay. Com a força do nome Ballantines, os novos proprietários começaram a desenvolver a marca que haviam comprado nos mercados exteriores. Em 1930 foram introduzidos os uísques 17 e 30 anos, este último um uísque raro e exclusivo, único em sua categoria na época. Outros lançamentos foram desenvolvidos e apresentados, por meio da proprietária da marca Pernod Ricard.

O Whisky Nacional também não tem ficado para trás. Veja o que a turma brasileira está fazendo de interessante. Saiba mais no link https://cervejaavecesar.blogspot.com/2024/02/whisky-nacional.html

Cheers!

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quinta-feira, 1 de junho de 2023

Xaropes e não-alcoólicos Monin


Monin lança pedra fundamental na cidade de Itu, interior de São Paulo e promete um investimento na ordem de R$350 milhões


Você gosta de um belo coquetel? Eu também. E para celebramos de perto a empresa francesa Monin acaba de investir R$350 milhões na cidade de Itu. 

Primeiro empreendimento na América do Sul, a fábrica especializada na produção e comercialização de xaropes e essências decidiu vir para o Brasil para ficar. A pedra fundamental foi lançada essa semana e contou nada menos que seu CEO, Olivier Monin.

A empresa foi fundada em 1912, por seu avô, GeorgesMonin. Na década de 1980, Olivier, que estava trabalhando no Crédit Agricole nos Estados Unidos, foi convocado para tocar os negócios da família empresária. Focada em soluções de drinks não-alcoólicos, Olivier virou a própria mesa. Ajustou a gestão e expandiu a marca para o mundo, com a criação de um leque de produtos a base de insumos naturais.

Essa será a oitava fábrica e irá expandir os negócios na América Latina, num empreendimento que será instalado num terreno de 132 mil metros quadrados. A Monin está próximo à fábrica da Heineken, e não está por lá à toa: a água na região é de boa qualidade, fundamental para a fabricação de produtos, segundo narrou Alexandre Boyer, Diretor Geral da Monin no Brasil.


As parte comercial está a cargo do profissional e Diretor Thiago Zanon. Esse é responsável em fazer acontecer em bares, restaurantes, delicatessens e pontos de vendas especializados, bem como treinar e apresentar para quem entende do assunto, como bartenders e mixologistas. Para o público em geral, essa é mais uma opção para experimentar drinks incríveis.

Apesar dos produtos Monin já serem servidos no Brasil, por meio de importação, a fábrica ficará pronta em 18 meses, de forma a dizer "Monin, made-in-Brazil".

Seja bem vinda Monin e sucesso pleno em sua jornada.

Saiba mais em https://neofeed.com.br/negocios/empresa-francesa-de-xarope-investe-r-350-milhoes-no-brasil-e-ela-quer-brindar/


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