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sábado, 15 de novembro de 2025

Refrigerante Mineirinho

 


Guaraná Mineirinho: A História do Sabor de Ubá que se transformou em uma lenda

Ubá recebeu diversos imigrantes no final século XIX, sobretudo famílias italianas para trabalhar na lavoura. Entre os pioneiros que iniciaram como agricultores e se tornaram empresários de destaque, está a família Fusaro. Luigi (Luiz) Fusaro, nascido em 1843 em Treviso, Veneto, desembarcou em Ubá em 1888, acompanhado da esposa Maria Piziolo Fusaro (1848) e dos sete filhos: Ângela, Sebastiano, Antonio, Ângelo, Giusepina, Giuseppe e Antonia.

Luigi começou como meeiro em fazendas de café. Com esforço e economia, acumulou recursos e migrou para a cidade, onde abriu uma padaria. O negócio prosperou e, logo, foi ampliado com um armazém de mantimentos. Em 1901, Luigi passou a administração ao filho Antônio, nascido em 1873 e casado com Maria Aspasia Cavaliere Fusaro, originária de Torre Orsaia, Campania.

Em 1907, já ostentando o título de Major — prática comum na época —, Antônio associou-se a Joseph Codo e transformou o armazém em uma empresa de atacado e varejo: Sociedade Antônio Fusaro & Cia. O empreendimento cresceu rapidamente, tornando-se o maior estabelecimento comercial de Ubá. Localizado ao lado da Praça Guido Marlièr, ocupava todo um quarteirão da Rua XV de Novembro, entre a Rua São José e a Avenida Cristiano Roças, com frente também para esta última.

A empresa vendia produtos de quase todos os gêneros e expandiu suas atividades para a indústria: fábrica de massas de nome Macarrão Santa Isabel, confecção de roupas, posto de gasolina e até uma casa bancária, que impulsionou o comércio e a indústria locais. Paralelamente, surgiram outras iniciativas: moinhos, torrefação de café, beneficiamento de cereais e uma fábrica de bebidas, que além de produzir aguardentes, Anis, Genebra, Xaropes e refrescos, continha a famosa Cervejaria Econômica. Esse conjunto de empreendimentos marcou uma era de prosperidade e inovação para Ubá.

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Na década de 1940, o químico Eugenio Auvray, foi o responsável em desenvolver a fórmula de um refrigerante sob a tutela da firma Antônio Fusaro & Cia. Criado com um toque único de chapéu-de-couro — uma erva tipicamente brasileira —, ele rapidamente conquistou os paladares locais, com o nome de Mineiro, que popularmente ficou conhecido por Mineirinho. (Há um segundo refrigerante em Ubá, de nome Abacatinho.) 


Em 1946, a empresa mudou-se para o Ponto Cem Réis, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. A Sociedade de Refrigerantes Fusaro funcionava à Rua Padre Augusto Lamego, 70, no Bairro São Lourenço. Em 1949, a Empresa alterou a sua Razão social, passando a ser reconhecido como Sociedade Industrial de Refrigerantes Flexa.

Na década de 1970, o empresário Hermógenes Ladeira tentou colocar o refrigerante na capital de Minas Gerais, por meio da Cia. Alterosa de Cervejas, porém sem sucesso. Seu refrigerante, o Guaraná Alterosa firmou-se, com uma embalagem de 1 litro, na cor ambar, silkada, sendo considerada o primeiro refrigerante "família" do Brasil.

Em 1978, devido à grande sensação do produto no mercado Fluminense, tornou-se necessária a expansão da fábrica. O parque industrial foi transferido para uma área de 24000 m², em São Gonçalo, a rua Clóvis Beviláqua, 285, Em Santa Catarina. Atualmente é dominada indústria de bebidas Flexa Limitada.

Dentro do mercado de bebidas mais especificamente de refrescos, o Mineirinho foi um dos primeiros refrigerantes vendidos em embalagem PET, em 1989 — antes mesmo da Coca-Cola, que só adotou o modelo em 1991. E, apesar das propriedades medicinais da erva, a marca nunca se vendeu como remédio: é refrigerante, puro e simples, sem sódio e feito de forma tradicional.

Em 2024, os refrigerantes da marca Mineirinho, apareceram em Belo Horizonte, mais precisamente na rede de supermercados Villefort, em garrafas pet e em latas, nas versões tradicional e refrigerantes zero. Espero que venha outras marcas lendárias de refrescos gasosos de Minas para BH, o Guaranita, o Artemis, o Mate Couro e o saudoso Gato Preto.

Texto, Carta

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Fontes: Cédula propaganda do Brasil - Antonio Fusaro e Cia - Bebam Mineirinho - Bebida Ideal - Com valor de 200 no reverso

Página Inicial | Mineirinho

Cervisia Filia: A História das Antigas Cervejarias: Antonio Fusaro & Cia / Cervejaria Econômica

Fotos: Redes Sociais.



quarta-feira, 16 de abril de 2025

Refrigerante Artesanal

 


Mercado de refrigerantes artesanais

Neofeed mencinou em um recente artigo que diz o seguinte: “sucesso nas redes sociais o refrigerante da casa é a nova cerveja artesanal”.

Conhecida como soda italiana, a bebida a base de xarope água com gás ganha os restaurantes brasileiros não demora muito a dor de soda fenômeno nos Estados Unidos também chega ao Brasil.

Antes do jovem editor deste pequeno blog citar a reportagem, fiquei agraciado com o seu conteúdo, pois retrata muito bem o consumo do jovem brasileiro que se é um pouco diferente do consumidor adulto acima dos 40 anos. 

Essa geração teve, em sua infância, o refrigerante visto como um "prêmio a ser consumido", somente nos fins de semana. Se tratava de uma iguaria da criançada. Talvez essa dificuldade de poder tomar um refresco gasoso, fez com que o brasileiro pós-40 anos tenha apegado ao um refrigerante, sobretudo (e curiosamente) os regionais.

Apesar das grandes engarrafadoras como Coca-cola e Ambev, pequenos fabricantes de refrescos mantêm a tradição ou ainda marcaram época. Quem é de Minas Gerais por exemplo, não abre mão do refrigerante Mate Couro, do Artemis, do Guaranita, do Abacatinho, do Mineirinho, do Guarapan, etc, em uma festa de aniversário ou ainda tem saudosismo dos refrigerantes Gato Preto, Alterosa, Cacique; do Crush, do Baré, do Del Rey, do Guaraná Rádio e tantos outros que marcaram a memória.

Reproduzindo o artigo, é dito neste que, o brasileiro é louco por refrigerante. A bebida responde por 79% dos produtos em álcool produzidos no país, o que inclui toda sorte de sucos industrializados, água de coco e até kombucha, segundo levantamento do Ministério da Agricultura.

Assim como houve uma onda de produção de cerveja artesanal, que ainda não acabou, refrigerantes sem garrafa, rótulo, ou tampinha, tem conquistado espaço nas mesas dos restaurantes lanchonetes e bares de grandes centros brasileiros, especialmente do Rio de Janeiro e em São Paulo.

Borbulhantes como seus primos mais famosos, são produzidos de forma artesanal, a partir da mistura de xarope e água com gás que aparecem com sabores mais inusitados.

A onda é global no relatório de tendências Pinterest Predicts2025, divulgado no começo do ano, A Rede Social Pinterest prevê que os millennials e a geração z farão os refrigerantes saírem das latinhas, um movimento nostálgico, escorada e receitas caseiras. O termo “refrigerante de frutas”, atesta o estudo, registrou um aumento de 185%, nas buscas, enquanto termo “refrigerante caseiro” cresceu 40%. (...)



Receitas próprias


Xaropes prontos como os das marcas Monin e Fabbri, muito usados pelos bartenders, oferece uma vasta gama de sabores. Mas os chefes de restaurantes gastronômicos, aqueles que se destacam pela cozinha criativa, não desperdiçam a chance de produzir a própria receita. E não importa de que país vem a inspiração.

Meus comentários: Já produzi diversos refrigerantes com a linha de xaropes Monin, cuja loja em Belo Horizonte, fui convidado a conhecê-la. Dos mixes efetuados usei água gasosa, em três formas: a água em garrafas pet tradicionais, adquiridas em supermercados; a água fabricada sob pressão em container específico, como o Soda Stream; ou ainda, sob envase direto em barril, passando por chopeira e bombeamento em gás carbono em cilindro a dois (2) bar de pressão. Esse último, tirar o refrigerante diretamente do barril inox, (semelhante a um post-mix) ficou surpreendente. Gelado a 0grau Célsius, pronto para consumo, na dose certa. A experiência tem sido positiva também para bebidas com adição de álcool, como gin, vodka ou ainda a nossa tradicional cachaça. Algo bem no estilo RTD - Ready to Drink.



Saiba mais em: Sucesso nas redes sociais, o refrigerante da casa é a nova "cerveja artesanal" - NeoFeed

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Refrigerante Guaranita Cibal


A história do refrigerante Guaranita, 

de Passa Quatro 

O italiano Mauro Saullo chegou ao Brasil em 1930, um ano após a quebra da Bolsa de Nova Iorque, que iniciou a crise econômica de escala mundial, esmagando todas as economias com alguma participação nos mercados internacionais, caso do Brasil e suas exportações de café. Persistência e determinação fizeram o jovem, na época com 15 anos, seguir firme com o seu plano de empreender em nossas terras.

 Em 1962, aos 47 anos, Mauro Saullo comprou a Cibal (Comércio Indústria de Bebidas Ltda.), que, possui, aproximadamente 6 décadas com a atual família administradora e que produz duas tradicionais bebidas regionais: o refrigerante Guaranita e a água mineral Sul de Minas. A empresa existe desde 1939. Antes de adquirir o grande negócio de sua vida, em sociedade com sua mulher, Dulce Pereira Saullo, o imigrante italiano tinha uma loja de materiais diversos. Ele morreu em 1984, aos 69 anos. Ela, em 2015, aos 102 anos.

 A Cibal é associada da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil). Localizada em Passa Quatro, no Sul de Minas Gerais e a cerca de 440 quilômetros de Belo Horizonte, a indústria hoje é dirigida e administrada por três dos seis filhos do casal: Rafael Antônio Saullo, de 74 anos, Mauro José e Elidia Maria Saullo. O negócio, no entanto, já está na terceira geração da família, já que quatro netos do imigrante italiano e da mulher dele também se tornaram sócios da empresa. São os dois filhos de Rafael – Rafael Patrick Saullo e Patrícia Maria Saullo Gonçalves – e os dois filhos de Mauro – Daniel Saullo e Elisa Saullo Pinto.

 ECONOMIA

 A empresa fortalece a sua relevância para a economia de Passa Quatro, que já chegou a ter seis indústrias de refrigerantes, como a Indústria de Bebidas Açoreana. Hoje, após conseguir se manter no mercado mesmo com as frequentes crises econômicas no país, a Cibal é a única do ramo em atividade no município e tem 65 funcionários diretos, além de centenas indiretamente, de acordo com o sócio proprietário Rafael Antônio. “Sempre atuamos com o pé no chão e pautamos a nossa administração nas coisas corretas”, afirma Rafael Antônio. “Nunca tivemos uma ação trabalhista”, destaca, reforçando o compromisso de sempre tratar da melhor forma possível e com honestidade todos os funcionários da indústria. Para ter uma ideia, 85% dos colaboradores da Cibal têm casa própria, o que, de acordo com os sócios, também comprova a responsabilidade social da empresa.

 Assim como ensinou Mauro Saullo, os filhos e netos continuam à frente do negócio observando e mantendo valores que, de acordo com os sócios, são fundamentais para o sucesso da Cibal. “Pautamos a nossa fábrica em três pilares: a qualidade do produto, a qualidade de vida dos nossos funcionários e a qualidade da empresa, da estrutura dela”, explica Rafael Antônio. “Meu pai sempre nos ensinou a ter honestidade e qualidade e nunca dar um passo maior que conseguíssemos dar. Ele era um homem sério, sempre tratou todo mundo com amizade e respeito”, acrescenta.

 PÚBLICO ATENDIDO E RECONHECIMENTO

Além de ser uma grande protagonista da economia de Passa Quatro, a Cibal atende ao mercado do Vale do Paraíba, de São Paulo, Vale do Paraíba do Sul, do Rio de Janeiro, e do Sul de Minas Gerais. Todo o trabalho com seriedade tem gerado bons frutos. Em 2017, por exemplo, o refrigerante Guaranita foi eleito pelo público como o melhor guaraná do país, durante o Confrebras (Congresso Brasileiro de Bebidas), realizado pela Afrebras, em São Paulo.

A história e a tradição da família no mercado de bebidas também podem ser conhecidas, em detalhes, pelo grande público. Um dos netos do imigrante italiano, Eldes Saullo lançou o livro “A Vida é Doce”, que, inicialmente, está à venda pelo Amazon.



 Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa da Afrebras

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