terça-feira, 18 de agosto de 2026

ACervA Mineira Cervejas Extremas

 

Flávio Andrade Produz Workchopp Online Sobre Cervejas Extremas

Depois do sucesso em sua aula presencial na Casa Olec, em Belo Horizonte, ACerviano mineiro e cervejeiro Flávio Andrade, em parceria com a ACervA Mineira, fará um Workshop on line para o produtores caseiros de cervejas, os Homebrewers, bem como entusiastas que queiram saber um pouco mais sobre a produção de cervejas extremas, aquelas carregadas de aromas, tato e paladar, ou seja, uma revolução cervejeira na prática.

O Workchopp "Produzindo Cervejas Extremas", como é chamado, é gratuito. As inscrições estão no Instagram da Associação (https://www.instagram.com/acervamg/). 

Aproveite, hoje, às 19:30hs.



Cerveja Artesanal no Brasil por Wener Emmel

 

Cerveja Artesanal no Brasil Escrito por Quem Entende de Cerveja

Com uma trajetória repleta de realizações significativas, Werner Emmel se consolidou como um dos expoentes do mercado da cerveja artesanal brasileira graças a seu temperamento destemido, sua obstinação por resultados excepcionais, sua honestidade, pioneirismo e empreendedorismo. Afinal, "Quantas pessoas tiveram o privilégio e a oportunidade de, aos 47 anos, depois de quase 25 deles trabalhando como mestre-cervejeiro em uma das principais companhias de bebidas do planeta, reinventar-se como empreendedor, e passar a ser uma das testemunhas - e também protagonista - da revolução das microcervejarias e cervejas artesanais no Brasil?"

Em Cerveja Artesanal no Brasil: A História Que Todo Cervejeiro Deve Conhecer, o Mestre Cervejeiro Werner Emmel conta suas memórias desde sua infância em Pomerode/SC, até a fundação da WE Consultoria, empresa de Porto Alegre/RS, que elevou o status do segmento cervejeiro nacional. 

Através de uma narrativa leve, repleta de detalhes e pinceladas de bom humor, Werner Emmel nos apresenta sua família humilde, sua relação com os estudos, os eventos que o destino reservou para seu ingresso no mundo da cerveja, os desafios que enfrentou na Alemanha e os amigos que o acompanham até hoje.

Título:  Cerveja Artesanal no Brasil

Edição 1ª edição (dezembro de 2021)

Idioma Português; Capa comum  152 páginas

Dimensões     17 x 23 cm

Onde comprar: https://www.webrewshop.com.br/outros/livro-cerveja-artesanal-no-brasil?srsltid=AfmBOorHwLaapBjPT8mdw5v6u7PM7OReBrmr3RMf2uIS-SROKwtggGu6


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Mills 10 anos

 

Uma Década de Identidade e Rigor Técnico na Grande BH

Fundada a partir do sonho dos cervejeiros caseiros Alexandre Pimenta e José Monteiro Jr., a Cervejaria Mills iniciou suas atividades comerciais em Belo Horizonte com o propósito ousado de criar "cervejas com identidade".

Sediada no bairro São Francisco, na Capital, a microcervejaria transformou o hobby de seus fundadores em um negócio altamente premiado e respeitado no mercado nacional. Entre as principais conquistas de sua história, destacam-se o seu registro na Top 50 do Brasil. A Mills foi eleita consecutivamente entre as 50 melhores cervejarias do país nos rankings setoriais.

A cervejaria mineira faturou a melhor IPA do País, por meio do seu rótulo Bedrock, uma American IPA potente, que conquistou medalha de ouro no Brasil Beer Cup. Há ainda o título no Campeonato Brasileiro de Cervejas. Adicionalmente, a fábrica de cervejas produz o seu toque de inovação cultural através da linha do estilo Sour. Esse portfólio homenageia o Cordel Mineiro, utilizando frutas e ingredientes tropicais como caju, goiaba e cajá. Todas essas cervejas podem ser experimentadas na loja da Cervejaria Mills, localizada no Mercado Novo, bem no centro da Capital mineira.

Para celebrar a primeira década de história, a marca preparou uma grande comemoração diretamente em sua fábrica, oferecendo gastronomia local, shows ao vivo e visitas guiadas ao seu complexo de produção. Detalhes sobre a trajetória e portfólio completo de produtos podem ser conferidos no Instagram Oficial da Mills Brewery ou pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/mills-10-anos/3532175)

Fotos: Instagram/IA.

domingo, 16 de agosto de 2026

Guarapan Refrigerante

 

Alquimia Clandestina e o Trono de Vidro: A Lendária Trajetória do Guarapan nos Balcões de Minas

por Henrique Oliveira

Belo Horizonte– Para quem frequenta as estufas de salgados e tradicionais lanchonetes da Grande BH, o ritual é sagrado: um pastel frito na hora acompanhado de um  refrigerante Guarapan trincando de gelado. Mas o que hoje é consolidado como o maior símbolo do bairrismo líquido de Minas Gerais passou por uma origem rebelde e uma crise de identidade nos bastidores industriais. A história desse clássico — fundado oficialmente no ano de 1940 — é fruto de uma lenda de insubordinação operária que só se emancipou de fato quando conquistou o seu primeiro casco de vidro próprio.

A certidão de nascimento do Guarapan não foi assinada em uma sala de reuniões executivas, mas sim no chão de fábrica da antiga Refrigerantes Minas Gerais (Remil), produtora da Coca-Cola, sob a admnistração do empresário mineiro Luiz Otávio Possas Gonçalves. Reza a lenda urbana que, em 1940, um funcionário anônimo da linha de montagem decidiu, por conta própria e sem qualquer autorização dos superiores, brincar de alquimista.


Aproveitando o maquinário e os insumos da fábrica de bebidas, ele combinou a base do guaraná da empresa com essências concentradas de maçã e outros extratos aromáticos secretos, criando um refri artesanal. O experimento clandestino logo foi descoberto pelo supervisor da planta. Chamado às pressas para a temida sala da gerência, o operário tinha certeza de sua demissão imediata por justa causa. Para a surpresa de todos, o chefe preferiu testar o líquido antes de aplicar a punição. Ao dar o primeiro gole, o supervisor ficou impressionado com o paladar exótico. Em vez do bilhete de demissão, o funcionário recebeu elogios do novo refrigerante e o direcionamento para que a fórmula inédita fosse patenteada e lançada comercialmente naquele mesmo ano.

Apesar do sucesso imediato da receita que misturava o aroma de maçã com um icônico sabor de tutti-frutti, o Guarapan enfrentou um grande desafio logístico inicial. Por ser uma bebida puramente regional e de produção controlada, a Remil não via viabilidade financeira para encomendar lotes exclusivos de garrafas personalizadas junto às vidrarias.

Durante suas primeiras décadas de vida, o Guarapan funcionou como um "hóspede" em cascos alheios. O líquido era envasado em "garrafas genéricas" ou vasilhames emprestados de outras marcas de refrigerantes da empresa. O consumidor de Belo Horizonte precisava caçar a bebida nas geladeiras pelas tampinhas de metal específicas ou por rótulos de papel que se descolavam facilmente na água e no gelo dos balcões. No mercado da época, o produto corria o risco constante de ser visto apenas como uma linha secundária. Com o passar do tempo, o refrigerante ganhou uma garrafa própria para chamar de seu. Virou o companheiro dos salgados tradicionais nas lanchonetes da Capital Belo Horizonte. Coxinhas, pastéis, empadas, quibes são as melhores combinações. Além da garrafa de 290ml, havia também o refrigerante servidos por meio de post-mix, em copos descartáveis.

As tradicionais garrafas de vidro de 290ml e 600ml marcaram épocas até os anos 1990. Hoje, elas são consideradas itens raros de coleção, enquanto a bebida é comercializada principalmente em PET ou latas. Se você vier para Minas Gerais, sobretudo na Capital, não deixe de tomar um refrigerante Guarapan.

Você irá se surpreender.



Fotos do refrigerante antigo: IA. Demais fotos: Internet e rede social Garapan

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Sim! Cerveja Sem Álcool

 

A Sim! Cerveja Sem Álcool Conquista Seu 3º Título Mundial

Retransmitimos a mensagem de David Figueira, Co-fundador da Cerveja

"Acabamos de receber uma notícia sensacional diretamente da Inglaterra: nossa Sim! Cerveja Sem Álcool - Coffee Dry Stout acaba de ganhar mais um título mundial, a medalha de ouro no World Beers Awards, a maior competição de bebidas do Mundo.

Este campeonato tem várias seletivas em dezenas de países. E as melhores cervejas dessa seletiva vão para a grande final na Inglaterra. Ao todo, ganhamos 11 medalhas nesse campeonato, sendo 6 de Ouro e o grande prêmio de melhor Cerveja Sem Álcool (na categoria Stout’s e Porters). E com isso chegamos a marca de 51 premiações internacionais.  É um baita orgulho ser uma marca local e independente levando o nome do Brasil para o mundo todo."

David Figueira é de Campinas. É um físico formado pela Unicamp, empreendedor e cofundador da "Sim! Cerveja Sem Álcool". Eu o conheço há muitos anos, por volta de 2007, quando ele era um dos cabeças da ACervA Paulista

David sempre empreendeu no ramo cervejeiro. Foi Co-fundador da Lamas Brew Shop, uma loja especializada na venda de insumos e equipamentos cervejeiros para homebrewers e da Cervejaria Cogumelo, uma incubadora de cervejas ciganas. O sucesso foi tanto, que em Minas, o ACerviano Mineiro, José Bento Valia Vargas abriu uma loja Lamas Brew expandido a cultura cervejeiras artesanal, por um bom período na Capital Belo Horizonte.

Fazer cervejas zero álcool, além da tradicional Pilsen, é um ato de ousadia, que quebra paradigmas, redistribui os nichos deste mercado e fomenta os fatores substitutos, esses que tem como pilares, o zelo à saúde, ao exercício físico e ao sono.

Desejo ao David Figueira sucesso pleno em sua jornada de cervejas sem álcool, que está em franco crescimento, face as novas tendências de consumo

Parabéns David! Um brinde!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Terroir Cervejeiro

O Berço da Cerveja com Selo de Origem: Como Guarapuava Conquistou o Primeiro Terroir Cervejeiro do Brasil

O selo de Indicação Geográfica (IG) transformou Guarapuava na Capital Nacional da Cevada e do Malte, consolidando o município paranaense como a primeira região do Brasil a obter o registro oficial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) exclusivamente para cervejas artesanais. O reconhecimento na modalidade Indicação de Procedência (IP) valida um terroir único, caracterizado pela união entre o clima ideal para o cultivo, a tradição cultural e uma cadeia produtiva totalmente integrada.

A força cervejeira de Guarapuava está profundamente ligada à sua identidade agrícola e cultural. O distrito de Entre Rios destaca-se globalmente pelo cultivo em larga escala de cevada de altíssima qualidade e pela industrialização por meio de grandes maltarias regionais, o que inclui a tradicional Cooperativa Agrária Agroindustrial.

Essa vocação agrícola foi impulsionada pela imigração de suábios do Danúbio, alemães e suíços, que trouxeram técnicas seculares de produção de cerveja da Europa Central. Hoje, o município fecha o ciclo completo da bebida — do campo ao copo —, garantindo frescor e rastreabilidade que diferenciam o produto no mercado nacional.

A concessão do selo de IP gerou transformações profundas na matriz econômica do município e do estado do Paraná destacando:

Agregação de Valor: O selo funciona como um certificado de excelência, permitindo que as microcervejarias locais pratiquem preços competitivos e ampliem suas margens de lucro.

Atração de Investimentos: A chancela oficial atrai indústrias correlatas, fornecedores de insumos e novas maltarias interessadas em se instalar no polo produtivo de maior relevância do país.

Fortalecimento da Cadeia Local: Estimula o comércio de proximidade e a agricultura familiar, fixando a riqueza e os tributos gerados pela cadeia da cerveja na própria região de Guarapuava.

Expansão de Mercado: Abre portas para o comércio internacional e facilita a inserção das marcas em grandes redes de distribuição nacionais devido ao prestígio do selo de origem.

Há ainda impactos turísticos e culturais. O turismo de experiência tornou-se um dos maiores motores de desenvolvimento após o reconhecimento territorial, proporcionando Rotas de Turismo Cervejeiro, com a criação de roteiros integrados que levam visitantes aos campos de cevada, às grandes maltarias e às salas de brassagem das microcervejarias locais. Há ainda a consolidação de Eventos e Festivais, por meio festas tradicionais que celebram o malte e a colheita, atraindo turistas de várias regiões e movimentando a hotelaria e a gastronomia locais e por fim, a valorização da IdentidadeRegional que visa resgatar a história das colônias europeias com foco na culinária típica harmonizada com as cervejas do terroir.

Representadas pela Associação das Cervejarias de Guarapuava (Guaracerva), as nove cervejarias artesanais que carregam a identidade desse território histórico são: Água do Monge, Donau Bier (cervejaria que visitamos e é a pioneira na região, fundada em 2004), Hank Bier, Heimdall, Irmandade, Jordana Bier, Metger bier, Over Beer e Suábia.


Fotos: IA, Internet/Divulgação das Cervejarias (Facebook/Instagram)


Visita em Cervejarias

Você Sabe Como Visitar Uma Cervejaria? A Gente Explica!

Durante a escrita de um artigo para o Blog Ave César Co., encontrei nos meus Alfarrábios, da terceira edição do livro Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, dicas de visitação a uma cervejaria.

Visitar uma fábrica de cervejas é bastante interessante, sobretudo por aquele que nunca entrou neste ambiente. Apesar de ser uma indústria, há diversas fábricas que apresentam arquitetura peculiar e atraente. Muitas vezes apresentam ambientes de encantar os olhos, imponentes e que merecem um registro por meio de uma bela foto. Para que você possa aproveitar o máximo de um passeio em um ambiente que fabrica cervejas, aqui vão as dicas que deixo para você. Faça uma boa visita.

Dicas importantes

Roupas, calçados e acessórios

Use roupas leves. O Brasil é um país tropical e o calor prevalece boa parte do ano. Atenção deve ser dada ao uso de calçados. Algumas cervejarias não permitem acesso às instalações usando chinelos, sandálias ou sapatos de salto alto. Certifique-se qual calçado utilizar e se há outras restrições. Tênis, sapatos em couro são, normalmente, bem-vindos. A mesma restrição vale para bermudas, camisetas sem mangas e bonés. Pulseiras, cordões, relógios e anéis devem ser evitados quando se caminha pela cervejaria.

Câmeras fotográficas e smartphones

Certifique-se sobre a permissão do uso de câmeras fotográficas, smartphones e postagens em redes sociais. Algumas cervejarias não permitem fotografar o interior de suas instalações, devido a práticas de confidencialidade e a políticas quanto a segredo industrial.

Visitas guiadas

É comum a cobrança de ingresso para tours e/ou visitas guiadas. Certifique-se dos horários de atendimento à visitação. O valor varia entre cervejarias, bem como o tempo de duração de cada visita. Em determinados municípios, há empresas especializadas em promover tours e excursões. 

Ao marcar uma visita, procure chegar, pelo menos, com 15 minutos de antecedência. Leve consigo um documento de identidade com foto. Durante a excursão, evite andar sozinho pela fábrica. Esteja, preferencialmente, acompanhado de um guia, funcionário ou representante da empresa, a fim de evitar riscos e imprevistos. Obedeça ao uso de Equipamentos de Proteção Industrial (EPI’s) e às placas de sinalização, faixas de restrição de acessos e avisos. 

Observe se há o uso de crachás. Caso demandado, este deverá estar visível, na altura do peito. Lembre-se de que uma cervejaria é, acima de tudo, uma planta industrial e há regras de segurança a serem seguidas.

Companhias aéreas

Para os voos domésticos é requerido aos passageiros chegar ao aeroporto pelo menos 1 (uma) hora antes do voo marcado. Entretanto, devido ao aumento das exigências internacionais de inspeções físicas de passageiros e seus pertences (incluindo bagagens), a recomendação é que se chegue ao aeroporto pelo menos com 2 (duas) horas de antecedência. Para voos internacionais o prazo estimado é o mínimo de 3 horas. As principais companhias nacionais são as seguintes:

 LATAM

www.latamailines.com

tel.:4002 5700/ 0300 570 5700

GOL

www.voegol.com.br

Tel.: 0800 704 0465/ 0300 115 2121

Azul

www.voeazul.com.br

Tel.: 0800 880 1141/ 4003 1118/ What's App 4004 2985


Não menos importante, se beber, não dirija.

Foto: IA.


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Motos, Bikes e Cervejas

 

Duas Rodas e Um Copo: A Alquimia Perfeita entre Motos Custom e Cerveja

A estrada e o copo sempre falaram a mesma língua. Para quem vive a cultura das motocicletas customizadas, a viagem nunca termina quando o motor desliga; ela continua na mesa de um pub, com um copo de cerveja na mão. Mais do que hobbies, o motociclismo de estilo e a cultura cervejeira compartilham o mesmo DNA: a busca pela liberdade, o respeito à tradição e a valorização do que é feito de forma artesanal.

O Legado de Ferro: Moto Clubes Harley-Davidson e as Pale Ales

Os motoclubes dedicados à Harley-Davidson carregam o peso da tradição americana. O som icônico dos motores V-Twin pede um ambiente de camaradagem e lealdade. A Conexão Cervejeira: essa irmandade combina perfeitamente com as American Pale Ales (APA) ou as clássicas Amber Lagers. São cervejas com o amargor presente do lúpulo americano, mas fáceis de beber após longas horas na estrada, refletindo o espírito bruto e autêntico da marca de Milwaukee.

A própria Harley-Davidson já licenciou latas históricas em parceria com gigantes como a Miller Brewing Co. para grandes eventos como a Daytona Bike Week. 

No cenário nacional, a conexão mais emblemática está no coração de Minas Gerais, com a clássica Capitão Senra, idealizada pela Cervejaria Backer. Esta Amber Lager foi feita em homenagem ao icônico Capitão Senra, lendário batedor do exército e uma das maiores referências do motociclismo Harley-Davidson no Brasil. É uma cerveja de cor âmbar, com sabor equilibrado de malte e lúpulo, ideal para brindar após horas engolindo asfalto. Há também as versões Pilsen e Session IPA. Ainda em Minas Gerais, a Cervejaria Krug Bier é patrocinadora de um dos maiores encontros de motocicletas do país, o Bike Fest, da cidade de Tiradentes. No Centro-Oeste brasileiro há também a Biela Bier, uma cerveja que leva em sua alma a vida sobre duas rodas.

A Elegância Britânica: Os Hogs da Triumph e as Cervejas de Pub

A Triumph traz para as estradas uma mistura única de sofisticação britânica e espírito rebelde, muito viva nos clubes de modelos clássicos e modernos. A Conexão Cervejeira – o par ideal para uma Triumph é uma legítima English IPA, uma Brown Ale ou uma boa Stout com Nitrogênio. São estilos maltados, ricos e complexos, que remetem aos pubs tradicionais de Londres. É a escolha de quem valoriza a engenharia refinada, a história e o estilo "gentleman" sem perder a atitude. No Brasil, a Triumph Motors tem como referência, Edna Falcone, a maior vendedora da marca.

Nos Estados Unidos, mais precisamente em Princetown há a Cervejaria Triumph. Tive a oportunidade de conhecer essa marca que, apesar de não pertencer à tradicional fabricante de motocicletas, possui cervejas que qualquer legionário da Triumph gostaria de experimentar.

Customização Extrema: As Choppers e as Cervejas Artesanais Extremas

As choppers — com seus garfos longos, quadros rígidos e pinturas psicodélicas feitas à mão — representam a contracultura pura. Não existem duas choppers iguais. Cada uma é uma obra de arte única moldada pelo próprio dono ou por oficinas especializadas. Há tantas criações inusitadas que tem gente que inventou até Chopper movida a cerveja, conhecida por Bike Beer.

A Conexão Cervejeira: O mundo chopper exige cervejas que também desafiem as regras. Estamos falando das Imperial IPAs (potentes e amargas), das Sour Beers (complexas e ácidas) ou de cervejas envelhecidas em barris de uísque. Assim como uma chopper barulhenta e radical, essas cervejas não foram feitas para agradar a todo mundo, mas sim para quem busca personalidade extrema.

O Ponto de Encontro: Onde a Cultura se Funde

Hoje, o ápice dessa união acontece nos chamados "Moto Pubs" e garagens conceituais. Locais onde oficinas de customização dividem o espaço com torneiras de chope artesanal. O cheiro de graxa, couro e gasolina combina perfeitamente com o aroma de malte e lúpulo, criando um refúgio para quem entende que o destino final é apenas uma desculpa para celebrar a jornada entre amigos.


Fotos: Internet/Cervejaria Backer,Triumph Brewing Co (https://www.triumphbrewing.com/)




terça-feira, 11 de agosto de 2026

Vespasiano tem História

 

Memória Viva: Casa da Cultura lança livreto que resgata os 75 anos de história de Vespasiano

Obra "Espaços e Memórias" refaz os caminhos do antigo Arraial do Capão, destacando os monumentos, os personagens pioneiros e as tradições que moldaram a identidade da cidade.

Da Redação

Em celebração aos 75 anos de emancipação político-administrativa de Vespasiano, a Casa da Cultura Aluízio Barbosa Martins publicou o livreto digital "Espaços e Memórias – Vespasiano Tem História". A obra, disponível na plataforma FlipHTML5, reúne fotografias raras, registros genealógicos e crônicas afetivas que guiam o leitor por um passeio minucioso pelo passado do município, transformando a paisagem urbana em páginas de um livro aberto.

Idealizado por uma equipe técnica liderada pela diretora Márcia Fonseca Lisboa Kayser e pela museóloga Aline Melo da Silva, sob a chancela da Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer, o projeto nasceu originalmente nas redes sociais. O objetivo principal é combater o esquecimento e fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade. "A memória é construída coletivamente", destaca a equipe na introdução, reforçando a necessidade de rememorar em uma época de rápidas transformações.

A narrativa histórica do livreto recua até as origens rurais da região, destacando a antiga Fazenda de Maçaricos. O imponente sobrado colonial de três floors, pintado de azul e branco, testemunhou o nascimento de famílias tradicionais da política e cultura locais, mas acabou demolido em 1960. Outro marco essencial do início da urbanização é a Igreja de Santo Antônio de Pádua, erguida no final do século XVIII em terras doadas pelo português Bernardo de Souza Vianna, cujo entorno deu vida ao tradicional bairro Bernardo de Souza. O grande salto econômico e populacional da cidade, no entanto, veio sobre trilhos. A inauguração da Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil, em dezembro de 1894, conectou o antigo Arraial do Capão ao resto do país. A importância da ferrovia foi tão expressiva que, em 1915, o arraial foi elevado a distrito com o nome de Vespasiano, uma homenagem direta ao Coronel Vespasiano Gonçalves de Albuquerque, então diretor da ferrovia.

O salto industrial e a pesquisa histórica

A industrialização de Vespasiano ganhou um capítulo de destaque no livreto graças ao resgate histórico da inovadora Companhia Alterosa de Cervejas, cuja trajetória de sucesso e pioneirismo no mercado de bebidas nacional — como o lançamento do primeiro guaraná em embalagem "tamanho família" de um litro — foi minuciosamente documentada. Para reconstruir essa saga econômica com precisão, a equipe da Casa da Cultura utilizou como uma de suas principais referências bibliográficas o Blog Ave Cesar Co., que serviu de alicerce para resgatar os passos do fundador Hermógenes Ladeira e a posterior venda da fábrica para a Cia Cervejaria Antarctica na década de 1980.

A obra também resgata a efervescência cultural dos antigos cinemas, relembrando as noites de gala no Cine Rex (fundado em 1948 por Ubaldo de Oliveira Lima) e no Cine Oásis. O livreto ainda joga luz sobre o patrimônio ambiental da cidade, contando a história do Parque Ecológico Municipal Oswaldo Magalhães Carvalho, no bairro Caieiras. Antigamente conhecido apenas como "A Nascente" ou "Mina d'água", o terreno particular era rigorosamente preservado por seu proprietário.

Ao cruzar dados históricos com memórias afetivas, "Espaços e Memórias" cumpre com louvor o seu papel. Mais do que um registro burocrático de datas, o livreto da Casa da Cultura devolve aos cidadãos de Vespasiano o orgulho de sua própria trajetória, provando que o futuro da cidade se constrói respeitando as pegadas deixadas no passado.

Fonte: https://fliphtml5.com/ybcks/pruk/Espa%C3%A7os_e_Mem%C3%B3rias_-_Vespasiano_75_anos/#google_vignette 



VI Seminário de Cachaças do Brasil

VI Seminário de Cahaças do Brasil: Como o Nosso Destilado Está Desenhando o Futuro do Mercado Técnico e de Luxo

Se você ainda pensa em cachaça apenas como o ingrediente da caipirinha do fim de semana, está na hora de atualizar seus conceitos. O mercado do destilado mais brasileiro de todos está passando por uma revolução silenciosa, onde o ingrediente principal não está apenas na cana, mas na consciência ambiental.

Depois do sucesso indíscutível da 35a. Expocachaça, em Belo Horizonte, esse movimento ganha os holofotes no dia 28 de outubro, em João Pessoa, durante o VI Seminário de Cachaças do Brasil. O evento vai reunir o setor para debater o rumo da bebida. E o veredito antecipado é claro: o futuro da cachaça é verde. Descubra como os alambiques estão se transformando para conquistar o copo do consumidor moderno.

Do Resíduo à Energia: O Ciclo Fechado do Alambique

A produção moderna de cachaça de alambique é um dos maiores exemplos práticos de economia circular que temos no país. Nada se perde. O bagaço da cana, que antes era descartado, hoje vira biomassa e alimenta as caldeiras da destilaria, gerando energia limpa. Já a vinhaça (o líquido que resta após a destilação) retorna ao campo como um fertilizante potente para a própria lavoura de cana. É a terra devolvendo o que a terra gerou, reduzindo o impacto ambiental a quase zero.

O Desafio das Madeiras Nativas e o Consumo Consciente

O grande charme da cachaça premium está no envelhecimento em madeiras brasileiras. Amburana, jequitibá-rosa, ipê e bálsamo dão cores, aromas e sabores únicos que nenhum outro destilado no mundo consegue replicar com tamanha maestria. Mas como fazer isso sem desmatar? O setor entendeu que a sobrevivência do negócio depende do manejo sustentável e do reflorestamento. Consumidores de alta coquetelaria exigem, cada vez mais, rastreabilidade. Saber que a madeira do seu barril tem origem legal e certificada agrega um valor absurdo ao produto final.

O "Passaporte Verde" para o Mercado Internacional

O mercado global de bebidas de luxo está obcecado por práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Europa e Estados Unidos não querem apenas um líquido saboroso; eles compram a história por trás da garrafa. Alambiques que investem em certificações orgânicas, neutralização de carbono e práticas de comércio justo com seus trabalhadores ganham um verdadeiro passaporte para exportação. A sustentabilidade virou o passaporte definitivo para a cachaça entrar pela porta da frente nos melhores bares do mundo, competindo de igual para igual com uísques e runs renomados.

Como ser um Consumidor Consciente: 3 Dicas para Identificar uma Cachaça Sustentável

Nem toda cachaça estampa sua história na frente da garrafa. Se você quer apoiar produtores que respeitam o meio ambiente, preste atenção a estes três detalhes antes de comprar.

Selo de Certificação Orgânica: Procure pelo selo do SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica) no contrarrótulo. Ele garante que a cana foi cultivada sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos e que a colheita foi feita sem queimadas.

Transparência sobre as Madeiras: Marcas sustentáveis têm orgulho de sua cadeia de suprimentos. Verifique se o produtor menciona o uso de barris de áreas de manejo sustentável ou cooperativas de reflorestamento em seu site ou redes sociais. Fugir de marcas que não explicam a origem de madeiras raras (como o Bálsamo ou o Amburana) é uma boa prática.

Histórico do Alambique (Práticas ESG): Dê um Google rápido ou visite o site oficial do selo. Produtores engajados costumam divulgar suas ações de economia circular — como o uso do bagaço para energia ou projetos de apoio social à comunidade local onde a cachaça é produzida.

O encontro de outubro em João Pessoa deixa uma mensagem nítida para os amantes e profissionais do setor: proteger o meio ambiente virou sinônimo de valorizar o produto. A cachaça do futuro honra a sua tradição de séculos, mas com os olhos e a tecnologia voltados para a preservação do nosso ecossistema.

Na próxima vez que você escolher uma garrafa, repare no rótulo. A sustentabilidade também tem um sabor surpreendente.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Corona Gigante

 

Alerta De Gatilho (e de Sede): Corona 19 Litros, Monster de WD-40 e o Relógio Heineken que nos Fizeram de Bobos

Se você passou mais de cinco minutos rodando o feed do Instagram ou do TikTok nos últimos tempos, você provavelmente foi impactado por uma trindade de produtos que desafiam as leis da física, do bom senso e do Procon.

O mais recente surto coletivo envolve a influenciadora ketrin.klimenko (e o criador de conteúdo da Rússia Blatoslaw), que apareceu ostentando um glorioso galão de 19 litros da Cerveja Corona. Sim, aquele mesmo galão azul de água mineral de firma, mas cheio de um líquido dourado e com o logo da marca mexicana. O vídeo viralizou e a internet imediatamente se dividiu entre "onde compra?" e "meu fígado chorou". (Detalhe: a 3 Rublos o Litro.)

Mas antes que você tente enfiar uma bomba de água manual numa Corona gigante, nós viemos estragar o seu sonho: é tudo brincadeira. E ela faz parte de uma santíssima trindade de fakes que a internet abraçou com força.

Para entender como fomos tapeados (de novo), precisamos olhar o histórico recente de produtos que uniram marcas que nunca deveriam ter se cruzado na história da humanidade.

Por que nós caímos (e compartilhamos) tanto? A resposta é simples: o brasileiro é movido pela criatividade e pela audácia. A internet descobriu que o design de produto é um playground sem regras. 

Quando criadores de conteúdo da Rússia posta um galão de 19 Litros de cerveja, nosso cérebro não pensa na logística de como aquela bebida ficaria choca em 20 minutos. Nós pensamos: "Isso ficaria maravilhoso na minha churrasqueira". O mesmo vale para o Monster de WD-40. O cansaço da rotina moderna é tão grande que um energético com sabor de lubrificante industrial pareceu, por alguns segundos, a única coisa capaz de dar energia para a semana.


Se você viu o vídeo da Ketrin e já estava separando o PIX para comprar o "Coronão", pode guardar o dinheiro. O máximo que você vai conseguir juntando Corona e 19 litros é uma bela dor de cabeça e muitas garrafas vazias para reciclar. Nem o ator Van Diesel daria conta. Esses produtos não existem no mundo real, mas no mundo dos memes, eles já são líderes de vendas. 

Na dúvida, continue bebendo sua cerveja na long neck tradicional e use o WD-40 apenas na dobradiça da porta. Seu estômago agradece.

Capapreta Melon Collie IPA

 

Capapreta Lança Melon Collie IPA em Barril

A Cervejaria Capapreta anunciou o relançamento da sua icônica Melon Collie IPA em formato de Mini Keg de 5 litros, trazendo o clássico chope fresco da marca diretamente para a casa dos consumidores. O produto chega ao mercado em uma edição altamente limitada de apenas 500 unidades, focada em atender aos entusiastas de cervejas artesanais que buscam praticidade para eventos e churrascos.

A Melon Collie IPA é um dos rótulos mais tradicionais da Cervejaria Capapreta. Trata-se de uma India Pale Ale mineira, brasileira formulada com uma combinação de lúpulos americanos e o lúpulo alemão Hüll Melon.

A cerveja apresenta teor alcoólico de 6,5% e amargor (IBU) de 50. Quem toma identifica em suas notas sensoriais a presença marcante de frutas tropicais e melão, motivo que deu nome à cerveja. É praticamente um IPA Day para chamar de seu.

Praticidade do Mini Keg

O grande diferencial do lançamento Capapreta é a embalagem Keg de 5litros. Os barris contam com um sistema interno de pressurização por contrapressão, permitindo que o chope mantenha o frescor ideal. Basta girar a válvula e abrir a torneira integrada para servir, eliminando a necessidade de chopeiras externas ou cilindros de gás adicionais.


Para esta tiragem exclusiva de 500 unidades, a Capapreta adotou uma estratégia de vendas fechada. As condições especiais de preço e os brindes de lançamento serão liberados exclusivamente para os clientes que estiverem inseridos no grupo oficial de WhatsApp da marca, divulgado no perfil da @cervejariacapapreta no Instagram.

Trata-se de uma cerveja ícone da marca. Como é dito no Instagram da Cervejaria: “Quando acabar, acabou”. 

Aproveite, ainda há tempo.

domingo, 9 de agosto de 2026

Baden Baden Língua de Gato

 

Baden Baden e Kopenhagen se Unem em Um só Copo

A Baden Baden uniu-se à Kopenhagen para lançar a cerveja Língua de Gato, uma Chocolate Beer cremosa com 6% de teor alcoólico e 10 de IBU. O produto resgata o legado do famoso chocolate ao leite em formato de língua de gato, atende a pedidos antigos dos fãs e coroa a força das parcerias comerciais no mercado global.


A ideia da parceria nasceu para atender a uma demanda antiga dos consumidores por uma cerveja com sabor de chocolate da marca. A Baden Baden já havia investido em um rótulo similar em 2013, mas a nova versão com a Kopenhagen refinou a receita e reforçou o legado do chocolate, pois o formato de língua de gato é um dos maiores símbolos da confeitaria fina no Brasil desde o século passado.

Aproveitei o Dia dos Pais para experimentar essa experiência. (Me lembrou a Backer Brown, uma cerveja sazonal da Cervejaria Backer de Minas Gerais). A nova edição especial traz notas marcantes de chocolate ao leite, cacau e um toque de baunilha. Com 6% de álcool, a bebida foi idealizada para harmonizar perfeitamente com o próprio chocolate Língua de Gato ou sobremesas como petit gâteau e brownies.

A Força das Parcerias entre Marcas (Collabs)

Unir duas grandes marcas em um único produto cria um atalho poderoso para o coração do consumidor. Essa estratégia reduz riscos de inovação e gera curiosidade imediata, permitindo que cada empresa "fure a sua própria bolha" e acesse novos públicos. O mercado global de consumo está repleto de provas de que a união faz a força. Por exemplo, a Coca-Cola e Jack Daniel's uniram o refrigerante mais famoso do mundo ao clássico uísque americano em uma lata pronta para beber (Ready to Drink). Coca-Cola e Absolut Vodka repetiram a dose de sucesso ao transformar a mistura de vodka com o refrigerante Sprite em um drink oficial de lata.

Já a Absolut também se uniu com a Tabasco, criando uma vodka premium saborizada com essência natural de pimenta, a Absolut Tabasco. O lançamento global marcou um feito inédito: em mais de 1.600 colaborações históricas da Absolut, esta foi a primeira vez que um novo sabor foi totalmente co-desenvolvido com outra marca. Não posso deixar de mencionar outras Colabs famosas como o  Milk Shake do Bob’s com Ovomaltine.

Em suma: Baden Baden e Kopenhagen provam que o mercado artesanal e o de doces finos podem cruzar fronteiras sensoriais, transformando um doce tradicional em brinde alcoólico. Práticas Colaborativas faz bem.

Foto: Divulgação/Kopenhagen; do Autor

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cervejas da Rússia

 

São Petersburgo e as Incríveis Cervejas da Rússia

São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia e sua indiscutível capital cultural, vive um fascinante contraste moderno. Às margens do Rio Neva, a opulência barroca e neoclássica dos imperadores do passado divide as atenções com uma efervescente e contemporânea cena de microcervejarias artesanais. Se por um lado a cidade atrai milhões de viajantes com seus palácios imperiais e igrejas de cúpulas reluzentes, por outro, os distritos industriais e os subsolos do centro histórico transformaram-se no berço de uma revolução cervejeira na Europa Oriental.

A chamada "Veneza do Norte", erguida sobre dezenas de ilhas e canais conectados por centenas de pontes, preserva intacta a grandiosidade de quando era o centro do Império Russo. O ponto de partida de qualquer imersão histórica é o Museu Hermitage, o terceiro maior museu do mundo. Seu complexo de edifícios históricos engloba o imponente Palácio de Inverno, antiga residência oficial dos czares. Caminhar por seus salões reais é testemunhar o ápice da extravagância russa, cercado por um acervo artístico incomparável que guarda de relíquias egípcias a obras-primas de Leonardo da Vinci e Rembrandt. Um luxo exclusivo à parte.

A silhueta urbana de São Petersburgo é desenhada por suas monumentais estruturas religiosas. A Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado, com suas icônicas cúpulas em formato de mosaico e arquitetura tipicamente russa, ergue-se exatamente no local onde o Czar Alexandre II foi assassinado. Não menos impressionante é a Catedral de Santo Isaac, cuja imensa cúpula dourada domina o horizonte e oferece, de seu mirante, uma visão panorâmica e inesquecível da artéria principal da cidade, a Nevsky Prospekt.

Apesar de a Rússia ser historicamente associada à vodka, São Petersburgo converteu-se na capital da cerveja artesanal do país. O movimento, fortemente influenciado pelas escolas belga e alemã, expandiu-se com vigor. Hoje, pioneiras locais como a Vasileostrovskaya Brewery e a Bakunin Brewery dividem os holofotes com microcervejarias focadas em produções de altíssimo nível técnico. O grande destaque dessa vanguarda é a Cervejaria Khoffner (escrita localmente como Khoffner Brewery). Situada em São Petersburgo, a marca carrega no sangue o lema "Beer is in our blood" (A cerveja está em nosso sangue). 

A Khoffner conquistou respeito internacional ao criar rótulos com energia e alma, transitando com maestria entre Lagers tradicionais extremamente limpas e ales experimentais complexas. A marca expandiu sua influência global mantendo viva a essência criativa de sua planta original na antiga capital russa.

Como a minha passagem na cidade foi rápida, conheci a cervejaria chamada Hoffmann (Гофманъ), produzida de acordo com a Reinheitsgebot e de forma exclusiva para a famosa mega estufa e restaurante Shchelqunchik (Щелкунчик), localizado no coração de São Petersburgo, bem em frente à Estação Ferroviária Moskovsky (Foto abaixo). Ao experimentar, essas me lembraram os estilos das cervejas medievais do Báltico. Uma experiência gastronômica incrível! 


O logotipo estampado na madeira traz o retrato estilizado do célebre escritor romântico alemão E. T. A. Hoffmann, autor do conto original "O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos" (que inspirou o nome do restaurante e o famoso balé de Tchaikovsky). Fiz uma reprodução da logomarca com ajuda da Inteligência Artificial (IA).

Embora exista uma fábrica de grande porte com o nome Hoffmann na região de Oremburgo, essa identidade visual específica faz parte da microcervejaria própria do restaurante em São Petersburgo, muito conhecida localmente pelas suas tradicionais receitas artesanais de cerveja de trigo (Weizen) e Lagers clássicas produzidas no próprio local.

Há muitas outras microcervejarias para serem conhecidas na cidade. Se você planeja visitar São Petersburgo mencione no Blog a cervejaria ou a cerveja que você mais gostou! Boa Viagem! 

Ave César!

Krug German Pils

Despertar de uma Lenda Líquida: Krug Bier Transforma Receita Ancestral em Império Mineiro de 1 Milhão de Litros

A Cervejaria Krug Bier lançou um vídeo institucional épico no YouTube que reconta a trajetória cinematográfica da marca. Com uma narrativa repleta de referências mitológicas, a produção audiovisual assinada pela @guerrilha.co detalha como a receita da aclamada German Pils atravessou o Atlântico para coroar Minas Gerais como o verdadeiro reino da cerveja artesanal.

Do Fogo da Cozinha Austríaca ao Solo de Minas Gerais

Longe de ser uma produção comum, o roteiro do vídeo brinca que a lenda da marca "não foi forjada em fogo de dragão, mas em uma pequena cozinha na Áustria". O guardião original dessa história é Herwig Gangl, mestre cervejeiro cuja família carrega séculos de tradição no continente europeu, o que inclui a Reinheitsgebot.

A joia da coroa da marca é a fórmula de sua German Pilsen, criada em 1958. Para que essa herança familiar se espalhasse, Herwig cruzou o oceano rumo ao Brasil. O vídeo relata em tom bem-humorado que ele enfrentou "monstros marinhos, tempestades e o pior de todos os perigos: paladares não preparados" de uma época em que o mercado nacional era dominado apenas por marcas comerciais de massa.

O Despertar da Lenda e o Sucesso da German Pils

Quando a receita da German Pilsen foi finalmente "despertada" em grande escala na fábrica, o mercado respondeu com premiações consecutivas. Sommeliers e entusiastas do setor destacam as qualidades técnicas que justificam a lenda descrita no canal:

Identidade Visual e Aroma: Um líquido de coloração amarelo-palha dourada, perfeitamente translúcido, coroado por uma espuma branca de excelente retenção. O aroma traz notas florais e herbais marcantes que remetem aos tradicionais lúpulos alemães.

Paladar Excepcional: Uma cerveja de corpo leve e alta drinkability. Apresenta um amargor limpo, seco e persistente com 30 IBU (Unidades de Amargor) e graduação alcoólica de 5,2% ABV.

Hoje, a Krug Bier consolidou-se como a maior referência histórica do ecossistema de cervejas especiais em Minas Gerais, provando que sua trajetória de resiliência e paixão da família empresária se reflete, de fato, em cada gole.

Assista o vídeo! Ficou incrível!

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