Flávio Andrade Produz Workchopp Online Sobre Cervejas Extremas
Depois do sucesso em sua aula presencial na Casa Olec, em Belo Horizonte, ACerviano mineiro e cervejeiro Flávio Andrade, em parceria com a ACervA Mineira, fará um Workshop on line para o produtores caseiros de cervejas, os Homebrewers, bem como entusiastas que queiram saber um pouco mais sobre a produção de cervejas extremas, aquelas carregadas de aromas, tato e paladar, ou seja, uma revolução cervejeira na prática.
O Workchopp "Produzindo Cervejas Extremas", como é chamado, é gratuito. As inscrições estão no Instagram da Associação (https://www.instagram.com/acervamg/).
Cerveja Artesanal no Brasil Escrito por Quem Entende de Cerveja
Com uma trajetória repleta de realizações significativas,
Werner Emmel se consolidou como um dos expoentes do mercado da cerveja
artesanal brasileira graças a seu temperamento destemido, sua obstinação por
resultados excepcionais, sua honestidade, pioneirismo e empreendedorismo.
Afinal, "Quantas pessoas tiveram o privilégio e a oportunidade de, aos 47
anos, depois de quase 25 deles trabalhando como mestre-cervejeiro em uma das
principais companhias de bebidas do planeta, reinventar-se como empreendedor, e
passar a ser uma das testemunhas - e também protagonista - da revolução das microcervejarias e cervejas artesanais no Brasil?"
Em Cerveja Artesanal no Brasil: A História Que Todo Cervejeiro
Deve Conhecer, o Mestre Cervejeiro Werner Emmel conta suas memórias desde sua
infância em Pomerode/SC, até a fundação da WE Consultoria, empresa de Porto
Alegre/RS, que elevou o status do segmento cervejeiro nacional.
Através de uma
narrativa leve, repleta de detalhes e pinceladas de bom humor, Werner Emmel nos
apresenta sua família humilde, sua relação com os estudos, os eventos que o
destino reservou para seu ingresso no mundo da cerveja, os desafios que
enfrentou na Alemanha e os amigos que o acompanham até hoje.
Título:Cerveja
Artesanal no Brasil
Edição1ª edição
(dezembro de 2021)
IdiomaPortuguês; Capa comum152 páginas
Dimensões17 x 23
cm
Onde comprar: https://www.webrewshop.com.br/outros/livro-cerveja-artesanal-no-brasil?srsltid=AfmBOorHwLaapBjPT8mdw5v6u7PM7OReBrmr3RMf2uIS-SROKwtggGu6
Uma Década de Identidade e Rigor Técnico na Grande BH
Fundada a partir do sonho dos cervejeiros caseiros Alexandre
Pimenta e José Monteiro Jr., a Cervejaria Mills iniciou suas atividades
comerciais em Belo Horizonte com o propósito ousado de criar "cervejas com
identidade".
Sediada no bairro São Francisco, na Capital, a
microcervejaria transformou o hobby de seus fundadores em um negócio altamente
premiado e respeitado no mercado nacional. Entre as principais conquistas de
sua história, destacam-se o seu registro na Top 50 do Brasil. A Mills foi eleita
consecutivamente entre as 50 melhores cervejarias do país nos rankings
setoriais.
A cervejaria mineira faturou a melhor IPA do
País, por meio do seu rótulo Bedrock, uma American IPA potente, que conquistou
medalha de ouro no Brasil Beer Cup. Há ainda o título no Campeonato Brasileiro de Cervejas. Adicionalmente, a fábrica de cervejas produz o seu toque de inovação cultural através da
linha do estilo Sour. Esse portfólio homenageia o Cordel Mineiro,
utilizando frutas e ingredientes tropicais como caju, goiaba e cajá. Todas essas
cervejas podem ser experimentadas na loja da Cervejaria Mills, localizada no
Mercado Novo, bem no centro da Capital mineira.
Para celebrar a primeira década de história, a marca
preparou uma grande comemoração diretamente em sua fábrica, oferecendo
gastronomia local, shows ao vivo e visitas guiadas ao seu complexo de produção.
Detalhes sobre a trajetória e portfólio completo de produtos podem ser
conferidos no Instagram Oficial da Mills Brewery ou pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/mills-10-anos/3532175)
Alquimia Clandestina e o Trono de Vidro: A Lendária
Trajetória do Guarapan nos Balcões de Minas
por Henrique Oliveira
Belo Horizonte– Para quem frequenta as estufas de salgados
e tradicionais lanchonetes da Grande BH, o ritual é sagrado: um pastel frito na
hora acompanhado de um refrigerante Guarapan trincando de gelado. Mas o que hoje é
consolidado como o maior símbolo do bairrismo líquido de Minas Gerais passou
por uma origem rebelde e uma crise de identidade nos bastidores industriais. A
história desse clássico — fundado oficialmente no ano de 1940 — é fruto de uma
lenda de insubordinação operária que só se emancipou de fato quando conquistou
o seu primeiro casco de vidro próprio.
A certidão de nascimento do Guarapan não foi assinada em uma
sala de reuniões executivas, mas sim no chão de fábrica da antiga Refrigerantes
Minas Gerais (Remil), produtora da Coca-Cola, sob a admnistração do empresário mineiro Luiz Otávio Possas Gonçalves. Reza a lenda urbana que, em 1940, um funcionário anônimo
da linha de montagem decidiu, por conta própria e sem qualquer autorização dos
superiores, brincar de alquimista.
Aproveitando o maquinário e os insumos da fábrica de bebidas, ele
combinou a base do guaraná da empresa com essências concentradas de maçã e
outros extratos aromáticos secretos, criando um refri artesanal. O experimento clandestino logo foi
descoberto pelo supervisor da planta. Chamado às pressas para a temida sala da
gerência, o operário tinha certeza de sua demissão imediata por justa causa. Para
a surpresa de todos, o chefe preferiu testar o líquido antes de aplicar a
punição. Ao dar o primeiro gole, o supervisor ficou impressionado com o paladar
exótico. Em vez do bilhete de demissão, o funcionário recebeu elogios do novo refrigerante e o
direcionamento para que a fórmula inédita fosse patenteada e lançada
comercialmente naquele mesmo ano.
Apesar do sucesso imediato da receita que misturava o aroma de maçã com um icônico sabor de tutti-frutti, o Guarapan enfrentou um grande
desafio logístico inicial. Por ser uma bebida puramente regional e de produção
controlada, a Remil não via viabilidade financeira para encomendar lotes
exclusivos de garrafas personalizadas junto às vidrarias.
Durante suas primeiras décadas de vida, o Guarapan funcionou
como um "hóspede" em cascos alheios. O líquido era envasado em
"garrafas genéricas" ou vasilhames emprestados de outras marcas de refrigerantes da
empresa. O consumidor de Belo Horizonte precisava caçar a bebida nas geladeiras
pelas tampinhas de metal específicas ou por rótulos de papel que se descolavam
facilmente na água e no gelo dos balcões. No mercado da época, o produto corria
o risco constante de ser visto apenas como uma linha secundária. Com o passar
do tempo, o refrigerante ganhou uma garrafa própria para chamar de seu. Virou o
companheiro dos salgados tradicionais nas lanchonetes da Capital Belo Horizonte.
Coxinhas, pastéis, empadas, quibes são as melhores combinações. Além da garrafa
de 290ml, havia também o refrigerante servidos por meio de post-mix, em copos
descartáveis.
As tradicionais garrafas de vidro de 290ml e 600ml marcaram
épocas até os anos 1990. Hoje, elas são consideradas itens raros de coleção,
enquanto a bebida é comercializada principalmente em PET ou latas. Se você vier para Minas Gerais, sobretudo na Capital, não deixe de tomar um refrigerante Guarapan.
Você irá se surpreender.
Fotos do refrigerante antigo: IA. Demais fotos: Internet e rede social Garapan
A Sim! Cerveja Sem Álcool Conquista Seu 3º Título Mundial
Retransmitimos a mensagem de David Figueira, Co-fundador da Cerveja
"Acabamos de receber uma notícia
sensacional diretamente da Inglaterra: nossa Sim! Cerveja Sem Álcool - Coffee
Dry Stout acaba de ganhar mais um título mundial, a medalha de ouro no World
Beers Awards, a maior competição de bebidas do Mundo.
Este campeonato tem várias seletivas em dezenas de países. E
as melhores cervejas dessa seletiva vão para a grande final na Inglaterra. Ao
todo, ganhamos 11 medalhas nesse campeonato, sendo 6 de Ouro e o grande prêmio
de melhor Cerveja Sem Álcool (na categoria Stout’s e Porters). E com isso
chegamos a marca de 51 premiações internacionais. É um baita orgulho ser uma marca local e independente
levando o nome do Brasil para o mundo todo."
David Figueira é de Campinas. É um físico formado pela
Unicamp, empreendedor e cofundador da "Sim! Cerveja Sem Álcool". Eu o conheço há
muitos anos, por volta de 2007, quando ele era um dos cabeças da ACervA Paulista.
David sempre empreendeu no ramo cervejeiro. Foi Co-fundador da Lamas Brew Shop,
uma loja especializada na venda de insumos e equipamentos cervejeiros para
homebrewers e da Cervejaria Cogumelo, uma incubadora de cervejas ciganas. O
sucesso foi tanto, que em Minas, o ACerviano Mineiro, José Bento Valia Vargas
abriu uma loja Lamas Brew expandido a cultura cervejeiras artesanal, por um bom período na Capital Belo Horizonte.
Fazer cervejas zero álcool, além da tradicional Pilsen, é um ato de ousadia, que quebra paradigmas, redistribui os nichos deste mercado e fomenta os fatores substitutos, esses que tem como pilares, o zelo à saúde, ao exercício físico e ao sono.
Desejo ao David Figueira sucesso pleno em sua jornada de
cervejas sem álcool, que está em franco crescimento, face as novas tendências de consumo.
O Berço da Cerveja com Selo de Origem: Como Guarapuava
Conquistou o Primeiro Terroir Cervejeiro do Brasil
O selo de Indicação Geográfica (IG) transformou Guarapuava
na Capital Nacional da Cevada e do Malte, consolidando o município paranaense
como a primeira região do Brasil a obter o registro oficial do Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI) exclusivamente para cervejas
artesanais. O reconhecimento na modalidade Indicação de Procedência (IP) valida
um terroir único, caracterizado pela união entre o clima ideal para o cultivo,
a tradição cultural e uma cadeia produtiva totalmente integrada.
A força cervejeira de Guarapuava está profundamente ligada à
sua identidade agrícola e cultural. O distrito de Entre Rios destaca-se
globalmente pelo cultivo em larga escala de cevada de altíssima qualidade e
pela industrialização por meio de grandes maltarias regionais, o que inclui a
tradicional Cooperativa Agrária Agroindustrial.
Essa vocação agrícola foi impulsionada pela imigração de
suábios do Danúbio, alemães e suíços, que trouxeram técnicas seculares de
produção de cerveja da Europa Central. Hoje, o município fecha o ciclo completo
da bebida — do campo ao copo —, garantindo frescor e rastreabilidade que
diferenciam o produto no mercado nacional.
A concessão do selo de IP gerou transformações profundas na
matriz econômica do município e do estado do Paraná destacando:
Agregação de Valor: O selo funciona como um certificado de excelência, permitindo que as microcervejarias locais pratiquem preços
competitivos e ampliem suas margens de lucro.
Atração de Investimentos: A chancela oficial atrai
indústrias correlatas, fornecedores de insumos e novas maltarias interessadas
em se instalar no polo produtivo de maior relevância do país.
Fortalecimento da Cadeia Local: Estimula o comércio de
proximidade e a agricultura familiar, fixando a riqueza e os tributos gerados
pela cadeia da cerveja na própria região de Guarapuava.
Expansão de Mercado: Abre portas para o comércio
internacional e facilita a inserção das marcas em grandes redes de distribuição
nacionais devido ao prestígio do selo de origem.
Há ainda impactos turísticos e culturais. O turismo de experiência tornou-se um dos maiores motores de desenvolvimento após o
reconhecimento territorial, proporcionando Rotas de Turismo Cervejeiro, com a criação
de roteiros integrados que levam visitantes aos campos de cevada, às grandes
maltarias e às salas de brassagem das microcervejarias locais. Há ainda a
consolidação de Eventos e Festivais, por meio festas tradicionais que celebram
o malte e a colheita, atraindo turistas de várias regiões e movimentando a
hotelaria e a gastronomia locais e por fim, a valorização da IdentidadeRegional que visa resgatar a história das colônias europeias com foco na
culinária típica harmonizada com as cervejas do terroir.
Representadas pela Associação das Cervejarias de Guarapuava
(Guaracerva), as nove cervejarias artesanais que carregam a identidade desse
território histórico são: Água do Monge, Donau Bier (cervejaria que visitamos e
é a pioneira na região, fundada em 2004), Hank Bier, Heimdall, Irmandade, Jordana
Bier, Metger bier, Over Beer e Suábia.
Fotos: IA, Internet/Divulgação das Cervejarias (Facebook/Instagram)
Você Sabe Como Visitar Uma Cervejaria? A Gente Explica!
Durante a escrita de um artigo
para o Blog Ave César Co., encontrei nos meus Alfarrábios, da terceira edição do
livro Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, dicas de visitação a uma cervejaria.
Visitar uma fábrica de cervejas é
bastante interessante, sobretudo por aquele que nunca entrou neste ambiente.
Apesar de ser uma indústria, há diversas fábricas que apresentam arquitetura peculiar e atraente. Muitas vezes apresentam ambientes de encantar os olhos, imponentes e que merecem um registro por meio de uma bela foto. Para que você possa aproveitar o máximo de um passeio em um ambiente que fabrica cervejas, aqui vão as dicas que deixo para você. Faça uma boa visita.
Dicas importantes
Roupas, calçados e acessórios
Use roupas leves. O Brasil é um país tropical e o calor prevalece boa
parte do ano. Atenção deve ser dada ao uso de calçados. Algumas cervejarias não
permitem acesso às instalações usando chinelos, sandálias ou sapatos de salto
alto. Certifique-se qual calçado utilizar e se há outras restrições. Tênis,
sapatos em couro são, normalmente, bem-vindos. A mesma restrição vale para bermudas,
camisetas sem mangas e bonés. Pulseiras, cordões, relógios e anéis devem ser evitados
quando se caminha pela cervejaria.
Câmeras fotográficas e smartphones
Certifique-se sobre a permissão do uso de câmeras fotográficas, smartphones e postagens em redes sociais. Algumas cervejarias não permitem fotografar o interior de suas
instalações, devido a práticas de confidencialidade e a políticas quanto a segredo industrial.
Visitas guiadas
É comum a cobrança de ingresso
para tours e/ou visitas guiadas. Certifique-se dos horários de atendimento à
visitação. O valor varia entre cervejarias, bem como o tempo de duração de cada visita. Em
determinados municípios, há empresas especializadas em promover tours e
excursões.
Ao marcar uma visita, procure chegar, pelo menos, com 15 minutos de
antecedência. Leve consigo um documento de identidade com foto. Durante a excursão, evite andar sozinho pela fábrica. Esteja, preferencialmente,
acompanhado de um guia, funcionário ou representante da empresa, a fim de
evitar riscos e imprevistos. Obedeça ao uso de Equipamentos de Proteção
Industrial (EPI’s) e às placas de sinalização, faixas de restrição de acessos e avisos.
Observe se há o uso de crachás. Caso demandado, este deverá estar visível, na altura do peito. Lembre-se de que uma cervejaria é, acima de tudo, uma planta industrial e há
regras de segurança a serem seguidas.
Companhias
aéreas
Para os voos
domésticos é requerido aos passageiros chegar ao aeroporto pelo menos 1 (uma) hora
antes do voo marcado. Entretanto, devido ao aumento das exigências
internacionais de inspeções físicas de passageiros e seus pertences (incluindo
bagagens), a recomendação é que se chegue ao aeroporto pelo menos com 2 (duas) horas
de antecedência. Para voos internacionais o prazo estimado é o mínimo de 3
horas. As principais companhias nacionais são as seguintes:
Duas Rodas e Um Copo: A Alquimia Perfeita entre Motos Custom
e Cerveja
A estrada e o copo sempre falaram a mesma língua. Para quem
vive a cultura das motocicletas customizadas, a viagem nunca termina quando o
motor desliga; ela continua na mesa de um pub, com um copo de cerveja na mão.
Mais do que hobbies, o motociclismo de estilo e a cultura cervejeira
compartilham o mesmo DNA: a busca pela liberdade, o respeito à tradição e a
valorização do que é feito de forma artesanal.
O Legado de Ferro: Moto Clubes Harley-Davidson e as Pale
Ales
Os motoclubes dedicados à Harley-Davidson carregam o peso da
tradição americana. O som icônico dos motores V-Twin pede um ambiente de
camaradagem e lealdade. A Conexão Cervejeira: essa irmandade combina
perfeitamente com as American Pale Ales (APA) ou as clássicas Amber Lagers. São
cervejas com o amargor presente do lúpulo americano, mas fáceis de beber após
longas horas na estrada, refletindo o espírito bruto e autêntico da marca de
Milwaukee.
A própria Harley-Davidson já licenciou latas históricas em
parceria com gigantes como a Miller Brewing Co. para grandes eventos como a
Daytona Bike Week.
No cenário nacional, a conexão mais emblemática está no
coração de Minas Gerais, com a clássica Capitão Senra, idealizada pela Cervejaria Backer.
Esta Amber Lager foi feita em homenagem ao icônico Capitão Senra, lendário
batedor do exército e uma das maiores referências do motociclismo
Harley-Davidson no Brasil. É uma cerveja de cor âmbar, com sabor equilibrado de
malte e lúpulo, ideal para brindar após horas engolindo asfalto. Há também as versões Pilsen e Session IPA. Ainda em Minas Gerais, a Cervejaria Krug Bier é patrocinadora de um dos maiores encontros de motocicletas do país, o Bike Fest, da cidade de Tiradentes. No Centro-Oeste brasileiro há também a Biela Bier, uma cerveja que leva em sua alma a vida
sobre duas rodas.
A Elegância Britânica: Os Hogs da Triumph e as Cervejas de
Pub
A Triumph traz para as estradas uma mistura única de
sofisticação britânica e espírito rebelde, muito viva nos clubes de modelos
clássicos e modernos. A Conexão Cervejeira – o par ideal para uma Triumph é uma
legítima English IPA, uma Brown Ale ou uma boa Stout com Nitrogênio. São estilos maltados,
ricos e complexos, que remetem aos pubs tradicionais de Londres. É a escolha de
quem valoriza a engenharia refinada, a história e o estilo
"gentleman" sem perder a atitude. No Brasil, a Triumph Motors tem como referência, Edna Falcone, a maior vendedora da marca.
Nos Estados Unidos, mais precisamente em Princetown há a Cervejaria Triumph. Tive a oportunidade de conhecer essa marca que, apesar de não pertencer
à tradicional fabricante de motocicletas, possui cervejas que qualquer
legionário da Triumph gostaria de experimentar.
Customização Extrema: As Choppers e as Cervejas Artesanais
Extremas
As choppers — com seus garfos longos, quadros rígidos e
pinturas psicodélicas feitas à mão — representam a contracultura pura. Não
existem duas choppers iguais. Cada uma é uma obra de arte única moldada pelo
próprio dono ou por oficinas especializadas. Há tantas criações inusitadas que
tem gente que inventou até Chopper movida a cerveja, conhecida por Bike Beer.
A Conexão Cervejeira: O mundo chopper exige cervejas que
também desafiem as regras. Estamos falando das Imperial IPAs (potentes e
amargas), das Sour Beers (complexas e ácidas) ou de cervejas envelhecidas em barris de uísque. Assim como uma chopper barulhenta e radical, essas cervejas
não foram feitas para agradar a todo mundo, mas sim para quem busca
personalidade extrema.
O Ponto de Encontro: Onde a Cultura se Funde
Hoje, o ápice dessa união acontece nos chamados "Moto
Pubs" e garagens conceituais. Locais onde oficinas de customização dividem
o espaço com torneiras de chope artesanal. O cheiro de graxa, couro e gasolina
combina perfeitamente com o aroma de malte e lúpulo, criando um refúgio para
quem entende que o destino final é apenas uma desculpa para celebrar a jornada
entre amigos.
Fotos: Internet/Cervejaria Backer,Triumph Brewing Co (https://www.triumphbrewing.com/)
Memória Viva: Casa da Cultura lança livreto que resgata os
75 anos de história de Vespasiano
Obra "Espaços e Memórias" refaz os caminhos do
antigo Arraial do Capão, destacando os monumentos, os personagens pioneiros e
as tradições que moldaram a identidade da cidade.
Da Redação
Em celebração aos 75 anos de emancipação
político-administrativa de Vespasiano, a Casa da Cultura Aluízio Barbosa
Martins publicou o livreto digital "Espaços e Memórias – Vespasiano Tem
História". A obra, disponível na plataforma FlipHTML5, reúne fotografias
raras, registros genealógicos e crônicas afetivas que guiam o leitor por um
passeio minucioso pelo passado do município, transformando a paisagem urbana em
páginas de um livro aberto.
Idealizado por uma equipe técnica liderada pela diretora
Márcia Fonseca Lisboa Kayser e pela museóloga Aline Melo da Silva, sob a
chancela da Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer, o projeto nasceu
originalmente nas redes sociais. O objetivo principal é combater o esquecimento
e fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade. "A memória é construída coletivamente", destaca a equipe na introdução, reforçando a
necessidade de rememorar em uma época de rápidas transformações.
A narrativa histórica do livreto recua até as origens rurais
da região, destacando a antiga Fazenda de Maçaricos. O imponente sobrado
colonial de três floors, pintado de azul e branco, testemunhou o nascimento de
famílias tradicionais da política e cultura locais, mas acabou demolido em
1960. Outro marco essencial do início da urbanização é a Igreja de Santo
Antônio de Pádua, erguida no final do século XVIII em terras doadas pelo
português Bernardo de Souza Vianna, cujo entorno deu vida ao tradicional bairro
Bernardo de Souza. O grande salto econômico e populacional da cidade, no
entanto, veio sobre trilhos. A inauguração da Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil, em dezembro de 1894, conectou o antigo Arraial do
Capão ao resto do país. A importância da ferrovia foi tão expressiva que, em
1915, o arraial foi elevado a distrito com o nome de Vespasiano, uma homenagem
direta ao Coronel Vespasiano Gonçalves de Albuquerque, então diretor da
ferrovia.
O salto industrial e a pesquisa histórica
A industrialização de Vespasiano ganhou um capítulo de
destaque no livreto graças ao resgate histórico da inovadora Companhia Alterosa de Cervejas, cuja trajetória de sucesso e pioneirismo no mercado de bebidas
nacional — como o lançamento do primeiro guaraná em embalagem "tamanho
família" de um litro — foi minuciosamente documentada. Para reconstruir
essa saga econômica com precisão, a equipe da Casa da Cultura utilizou como uma
de suas principais referências bibliográficas o Blog Ave Cesar Co., que serviu
de alicerce para resgatar os passos do fundador Hermógenes Ladeira e a
posterior venda da fábrica para a Cia Cervejaria Antarctica na década de 1980.
A obra também resgata a efervescência cultural dos antigos cinemas, relembrando as noites de gala no Cine Rex (fundado em 1948 por Ubaldo
de Oliveira Lima) e no Cine Oásis. O livreto ainda joga luz sobre o patrimônio
ambiental da cidade, contando a história do Parque Ecológico Municipal Oswaldo
Magalhães Carvalho, no bairro Caieiras. Antigamente conhecido apenas como
"A Nascente" ou "Mina d'água", o terreno particular era
rigorosamente preservado por seu proprietário.
Ao cruzar dados históricos com memórias afetivas,
"Espaços e Memórias" cumpre com louvor o seu papel. Mais do que um
registro burocrático de datas, o livreto da Casa da Cultura devolve aos
cidadãos de Vespasiano o orgulho de sua própria trajetória, provando que o
futuro da cidade se constrói respeitando as pegadas deixadas no passado.
VI Seminário de Cahaças do Brasil: Como o Nosso Destilado Está Desenhando
o Futuro do Mercado Técnico e de Luxo
Se você ainda pensa em cachaça apenas como o ingrediente da
caipirinha do fim de semana, está na hora de atualizar seus conceitos. O
mercado do destilado mais brasileiro de todos está passando por uma revolução
silenciosa, onde o ingrediente principal não está apenas na cana, mas na
consciência ambiental.
Depois do sucesso indíscutível da 35a. Expocachaça, em Belo Horizonte, esse movimento ganha os holofotes no dia 28 de outubro, em
João Pessoa, durante o VI Seminário de Cachaças do Brasil. O evento vai reunir
o setor para debater o rumo da bebida. E o veredito antecipado é claro: o
futuro da cachaça é verde. Descubra como os alambiques estão se transformando
para conquistar o copo do consumidor moderno.
Do Resíduo à Energia: O Ciclo Fechado do Alambique
A produção moderna de cachaça de alambique é um dos maiores
exemplos práticos de economia circular que temos no país. Nada se perde. O
bagaço da cana, que antes era descartado, hoje vira biomassa e alimenta as
caldeiras da destilaria, gerando energia limpa. Já a vinhaça (o líquido que
resta após a destilação) retorna ao campo como um fertilizante potente para a
própria lavoura de cana. É a terra devolvendo o que a terra gerou, reduzindo o
impacto ambiental a quase zero.
O Desafio das Madeiras Nativas e o Consumo Consciente
O grande charme da cachaça premium está no envelhecimento em madeiras brasileiras. Amburana, jequitibá-rosa, ipê e bálsamo dão cores, aromas
e sabores únicos que nenhum outro destilado no mundo consegue replicar com
tamanha maestria. Mas como fazer isso sem desmatar? O setor entendeu que a
sobrevivência do negócio depende do manejo sustentável e do reflorestamento.
Consumidores de alta coquetelaria exigem, cada vez mais, rastreabilidade. Saber
que a madeira do seu barril tem origem legal e certificada agrega um valor
absurdo ao produto final.
O "Passaporte Verde" para o Mercado Internacional
O mercado global de bebidas de luxo está obcecado por práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Europa e Estados Unidos não
querem apenas um líquido saboroso; eles compram a história por trás da garrafa.
Alambiques que investem em certificações orgânicas, neutralização de carbono e
práticas de comércio justo com seus trabalhadores ganham um verdadeiro
passaporte para exportação. A sustentabilidade virou o passaporte definitivo para a cachaça entrar pela porta da frente nos melhores bares do mundo,
competindo de igual para igual com uísques e runs renomados.
Como ser um Consumidor Consciente: 3 Dicas para Identificar
uma Cachaça Sustentável
Nem toda cachaça estampa sua história na frente da garrafa.
Se você quer apoiar produtores que respeitam o meio ambiente, preste atenção a
estes três detalhes antes de comprar.
Selo de Certificação Orgânica: Procure pelo selo do SisOrg
(Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica) no contrarrótulo.
Ele garante que a cana foi cultivada sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos
e que a colheita foi feita sem queimadas.
Transparência sobre as Madeiras: Marcas sustentáveis têm
orgulho de sua cadeia de suprimentos. Verifique se o produtor menciona o uso de barris de áreas de manejo sustentável ou cooperativas de reflorestamento em seu
site ou redes sociais. Fugir de marcas que não explicam a origem de madeiras
raras (como o Bálsamo ou o Amburana) é uma boa prática.
Histórico do Alambique (Práticas ESG): Dê um Google rápido
ou visite o site oficial do selo. Produtores engajados costumam divulgar suas
ações de economia circular — como o uso do bagaço para energia ou projetos de
apoio social à comunidade local onde a cachaça é produzida.
O encontro de outubro em João Pessoa deixa uma mensagem
nítida para os amantes e profissionais do setor: proteger o meio ambiente virou
sinônimo de valorizar o produto. A cachaça do futuro honra a sua tradição de
séculos, mas com os olhos e a tecnologia voltados para a preservação do nosso ecossistema.
Na próxima vez que você escolher uma garrafa, repare no
rótulo. A sustentabilidade também tem um sabor surpreendente.
Alerta De Gatilho (e de Sede): Corona 19 Litros, Monster
de WD-40 e o Relógio Heineken que nos Fizeram de Bobos
Se você passou mais de cinco minutos rodando o feed do
Instagram ou do TikTok nos últimos tempos, você provavelmente foi impactado por
uma trindade de produtos que desafiam as leis da física, do bom senso e do
Procon.
O mais recente surto coletivo envolve a influenciadora ketrin.klimenko (e o criador de conteúdo da Rússia Blatoslaw), que apareceu ostentando um glorioso galão de 19 litros da Cerveja Corona. Sim, aquele mesmo galão azul de água mineral de firma, mas cheio de um
líquido dourado e com o logo da marca mexicana. O vídeo viralizou e a internet
imediatamente se dividiu entre "onde compra?" e "meu fígado
chorou". (Detalhe: a 3 Rublos o Litro.)
Mas antes que você tente enfiar uma bomba de água manual
numa Corona gigante, nós viemos estragar o seu sonho: é tudo brincadeira. E ela
faz parte de uma santíssima trindade de fakes que a internet abraçou com força.
Para entender como fomos tapeados (de novo), precisamos
olhar o histórico recente de produtos que uniram marcas que nunca deveriam ter
se cruzado na história da humanidade.
Por que nós caímos (e compartilhamos) tanto? A resposta é simples: o brasileiro é movido pela
criatividade e pela audácia. A internet descobriu que o design de produto é um
playground sem regras.
Quando criadores de conteúdo da Rússia posta um galão de
19 Litros de cerveja, nosso cérebro não pensa na logística de como aquela bebida
ficaria choca em 20 minutos. Nós pensamos: "Isso ficaria maravilhoso na minha
churrasqueira". O mesmo vale para o Monster de WD-40. O cansaço da rotina
moderna é tão grande que um energético com sabor de lubrificante industrial
pareceu, por alguns segundos, a única coisa capaz de dar energia para a semana.
Se você viu o vídeo da Ketrin e já estava separando o PIX
para comprar o "Coronão", pode guardar o dinheiro. O máximo que você
vai conseguir juntando Corona e 19 litros é uma bela dor de cabeça e muitas
garrafas vazias para reciclar. Nem o ator Van Diesel daria conta. Esses produtos não existem no mundo real, mas no
mundo dos memes, eles já são líderes de vendas.
Na dúvida, continue bebendo sua
cerveja na long neck tradicional e use o WD-40 apenas na dobradiça da porta.
Seu estômago agradece.
A Cervejaria Capapreta anunciou o relançamento da sua
icônica Melon Collie IPA em formato de Mini Keg de 5 litros, trazendo o
clássico chope fresco da marca diretamente para a casa dos consumidores. O
produto chega ao mercado em uma edição altamente limitada de apenas 500
unidades, focada em atender aos entusiastas de cervejas artesanais que buscam
praticidade para eventos e churrascos.
A cerveja apresenta teor alcoólico de 6,5% e amargor (IBU)
de 50. Quem toma identifica em suas notas sensoriais a presença marcante de
frutas tropicais e melão, motivo que deu nome à cerveja. É praticamente um IPA Day para chamar de seu.
Praticidade do Mini Keg
O grande diferencial do lançamento Capapreta é a embalagem Keg de 5litros. Os barris contam com um sistema interno de pressurização por
contrapressão, permitindo que o chope mantenha o frescor ideal. Basta girar a
válvula e abrir a torneira integrada para servir, eliminando a necessidade de
chopeiras externas ou cilindros de gás adicionais.
Para esta tiragem exclusiva de 500 unidades, a Capapreta
adotou uma estratégia de vendas fechada. As condições especiais de preço e os
brindes de lançamento serão liberados exclusivamente para os clientes que
estiverem inseridos no grupo oficial de WhatsApp da marca, divulgado no perfil
da @cervejariacapapreta no Instagram.
Trata-se de uma cerveja ícone da marca. Como é dito no Instagram
da Cervejaria: “Quando acabar, acabou”.
A Baden Baden uniu-se à Kopenhagen para lançar a cerveja
Língua de Gato, uma Chocolate Beer cremosa com 6% de teor alcoólico e 10 de
IBU. O produto resgata o legado do famoso chocolate ao leite em formato de
língua de gato, atende a pedidos antigos dos fãs e coroa a força das parcerias
comerciais no mercado global.
A ideia da parceria nasceu para atender a uma demanda antiga
dos consumidores por uma cerveja com sabor de chocolate da marca. A Baden Baden
já havia investido em um rótulo similar em 2013, mas a nova versão com a
Kopenhagen refinou a receita e reforçou o legado do chocolate, pois o formato de língua de gato é um dos
maiores símbolos da confeitaria fina no Brasil desde o século passado.
Aproveitei o Dia dos Pais para experimentar essa experiência. (Me lembrou a Backer Brown, uma cerveja sazonal da Cervejaria Backer de Minas Gerais). A nova edição especial traz notas marcantes de chocolate ao leite, cacau e um
toque de baunilha. Com 6% de álcool, a bebida foi idealizada para harmonizar
perfeitamente com o próprio chocolate Língua de Gato ou sobremesas como petit
gâteau e brownies.
A Força das Parcerias entre Marcas (Collabs)
Unir duas grandes marcas em um único produto cria um atalho
poderoso para o coração do consumidor. Essa estratégia reduz riscos de inovação
e gera curiosidade imediata, permitindo que cada empresa "fure a sua
própria bolha" e acesse novos públicos. O mercado global de consumo está
repleto de provas de que a união faz a força. Por exemplo, a Coca-Cola e Jack
Daniel's uniram o refrigerante mais famoso do mundo ao clássico uísque
americano em uma lata pronta para beber (Ready to Drink). Coca-Cola e Absolut
Vodka repetiram a dose de sucesso ao transformar a mistura de vodka com o
refrigerante Sprite em um drink oficial de lata.
Já a Absolut também se uniu com a Tabasco, criando uma vodka
premium saborizada com essência natural de pimenta, a Absolut Tabasco. O lançamento global marcou
um feito inédito: em mais de 1.600 colaborações históricas da Absolut, esta foi
a primeira vez que um novo sabor foi totalmente co-desenvolvido com outra
marca. Não posso deixar de mencionar outras Colabs famosas como o Milk Shake do Bob’s com Ovomaltine.
Em suma: Baden Baden e Kopenhagen provam que o mercado
artesanal e o de doces finos podem cruzar fronteiras sensoriais, transformando
um doce tradicional em brinde alcoólico. Práticas Colaborativas faz bem.
São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia e sua
indiscutível capital cultural, vive um fascinante contraste moderno. Às margens
do Rio Neva, a opulência barroca e neoclássica dos imperadores do passado
divide as atenções com uma efervescente e contemporânea cena de
microcervejarias artesanais. Se por um lado a cidade atrai milhões de viajantes
com seus palácios imperiais e igrejas de cúpulas reluzentes, por outro, os
distritos industriais e os subsolos do centro histórico transformaram-se no berço
de uma revolução cervejeira na Europa Oriental.
A chamada "Veneza do Norte", erguida sobre dezenas
de ilhas e canais conectados por centenas de pontes, preserva intacta a
grandiosidade de quando era o centro do Império Russo. O ponto de partida de
qualquer imersão histórica é o Museu Hermitage, o terceiro maior museu do
mundo. Seu complexo de edifícios históricos engloba o imponente Palácio de
Inverno, antiga residência oficial dos czares. Caminhar por seus salões reais é
testemunhar o ápice da extravagância russa, cercado por um acervo artístico
incomparável que guarda de relíquias egípcias a obras-primas de Leonardo da
Vinci e Rembrandt. Um luxo exclusivo à parte.
A silhueta urbana de São Petersburgo é desenhada por suas
monumentais estruturas religiosas. A Igreja do Salvador sobre o Sangue
Derramado, com suas icônicas cúpulas em formato de mosaico e arquitetura
tipicamente russa, ergue-se exatamente no local onde o Czar Alexandre II foi
assassinado. Não menos impressionante é a Catedral de Santo Isaac, cuja imensa
cúpula dourada domina o horizonte e oferece, de seu mirante, uma visão
panorâmica e inesquecível da artéria principal da cidade, a Nevsky Prospekt.
Apesar de a Rússia ser historicamente associada à vodka, São
Petersburgo converteu-se na capital da cerveja artesanal do país. O movimento,
fortemente influenciado pelas escolas belga e alemã, expandiu-se com vigor.
Hoje, pioneiras locais como a Vasileostrovskaya Brewery e a Bakunin Brewery
dividem os holofotes com microcervejarias focadas em produções de altíssimo
nível técnico. O grande destaque dessa vanguarda é a Cervejaria Khoffner
(escrita localmente como Khoffner Brewery). Situada em São Petersburgo, a marca
carrega no sangue o lema "Beer is in our blood" (A cerveja está em
nosso sangue).
A Khoffner conquistou respeito internacional ao criar rótulos
com energia e alma, transitando com maestria entre Lagers tradicionais
extremamente limpas e ales experimentais complexas. A marca expandiu sua
influência global mantendo viva a essência criativa de sua planta original na
antiga capital russa.
Como a minha passagem na cidade foi rápida, conheci a cervejaria chamada Hoffmann (Гофманъ), produzida de acordo com a Reinheitsgebot e de
forma exclusiva para a famosa mega estufa e restaurante Shchelqunchik
(Щелкунчик), localizado no coração de São Petersburgo, bem em frente à Estação Ferroviária Moskovsky (Foto abaixo). Ao experimentar, essas me lembraram os estilos das cervejas medievais do Báltico. Uma experiência gastronômica incrível!
O logotipo estampado na madeira traz o retrato estilizado do
célebre escritor romântico alemão E. T. A. Hoffmann, autor do conto original
"O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos" (que inspirou o nome do
restaurante e o famoso balé de Tchaikovsky). Fiz uma reprodução da logomarca com ajuda da Inteligência Artificial (IA).
Embora exista uma fábrica de
grande porte com o nome Hoffmann na região de Oremburgo, essa identidade visual
específica faz parte da microcervejaria própria do restaurante em São
Petersburgo, muito conhecida localmente pelas suas tradicionais receitas
artesanais de cerveja de trigo (Weizen) e Lagers clássicas produzidas no próprio
local.
Há muitas outras microcervejarias para serem conhecidas na
cidade. Se você planeja visitar São Petersburgo mencione no Blog a cervejaria ou a cerveja que você mais gostou! Boa Viagem!
Despertar de uma Lenda Líquida: Krug Bier Transforma Receita
Ancestral em Império Mineiro de 1 Milhão de Litros
A Cervejaria Krug Bier lançou um vídeo institucional épico
no YouTube que reconta a trajetória cinematográfica da marca. Com uma narrativa
repleta de referências mitológicas, a produção audiovisual assinada pela
@guerrilha.co detalha como a receita da aclamada German Pils atravessou o
Atlântico para coroar Minas Gerais como o verdadeiro reino da cerveja artesanal.
Do Fogo da Cozinha Austríaca ao Solo de Minas Gerais
Longe de ser uma produção comum, o roteiro do vídeo brinca
que a lenda da marca "não foi forjada em fogo de dragão, mas em uma
pequena cozinha na Áustria". O guardião original dessa história é Herwig Gangl, mestre cervejeiro cuja família carrega séculos de tradição no continente
europeu, o que inclui a Reinheitsgebot.
A joia da coroa da marca é a fórmula de sua German Pilsen,
criada em 1958. Para que essa herança familiar se espalhasse, Herwig cruzou o
oceano rumo ao Brasil. O vídeo relata em tom bem-humorado que ele enfrentou
"monstros marinhos, tempestades e o pior de todos os perigos: paladares
não preparados" de uma época em que o mercado nacional era dominado apenas
por marcas comerciais de massa.
O Despertar da Lenda e o Sucesso da German Pils
Quando a receita da German Pilsen foi finalmente
"despertada" em grande escala na fábrica, o mercado respondeu com premiações
consecutivas. Sommeliers e entusiastas do setor destacam as qualidades técnicas
que justificam a lenda descrita no canal:
Identidade Visual e Aroma: Um líquido de coloração
amarelo-palha dourada, perfeitamente translúcido, coroado por uma espuma branca
de excelente retenção. O aroma traz notas florais e herbais marcantes que
remetem aos tradicionais lúpulos alemães.
Paladar Excepcional: Uma cerveja de corpo leve e alta
drinkability. Apresenta um amargor limpo, seco e persistente com 30 IBU
(Unidades de Amargor) e graduação alcoólica de 5,2% ABV.
Hoje, a Krug Bier consolidou-se como a maior referência
histórica do ecossistema de cervejas especiais em Minas Gerais, provando que
sua trajetória de resiliência e paixão da família empresária se reflete, de fato, em cada
gole.