sexta-feira, 3 de julho de 2026

Junglebier & Wine Vibes

 

Conexão de Sabores: Festival Junglebier & Wine Vibes Desembarca na Praça da Assembleia em Agosto

Por Redação Ave Cesar Co.

Belo Horizonte já tem data e local marcados para receber um dos encontros mais aguardados da temporada cultural e gastronômica deste ano. No dia 8 de agosto, a Praça da Assembleia (Praça Carlos Chagas), localizada no coração do bairro Santo Agostinho, se transforma no cenário oficial do festival Junglebier & Wine Vibes. O evento promete unir o melhor de dois mundos em uma experiência sensorial ao ar livre: a potência das cervejas artesanais e o frescor descomplicado dos vinhos.

Conhecido nacionalmente como um dos maiores festivais de harmonizações cervejeiras do país, o selo Junglebier traz para esta edição uma novidade especial ao incorporar o conceito Wine Vibes. A proposta é oferecer ao público mineiro uma imersão completa e democrática, ideal tanto para quem não dispensa um bom rótulo de malte e lúpulo quanto para quem prefere celebrar a vida com uma boa taça de vinho.

O festival foi estruturado para ser aproveitado com os cinco sentidos, reunindo gastronomia refinada, curadoria musical e sustentabilidade.

Cervejas e Vinhos: Dezenas de rótulos de cervejarias artesanais locais e convidadas dividirão os holofotes com uma seleção exclusiva de vinhos, perfeitos para a transição de clima que o mês de agosto oferece em BH.

Praça Gastronômica: Stands com grandes nomes da culinária mineira apresentarão pratos criados especialmente para harmonizar com as bebidas do evento.

Trilha Sonora ao Vivo: O público poderá curtir shows de bandas de rock, blues e DJs locais em uma atmosfera descontraída e sofisticada ao mesmo tempo.

Ambiente Familiar e Sustentável: O festival contará com Espaço Kids gratuito para o lazer das crianças, além de seguir políticas sustentáveis rígidas, como o uso obrigatório de eco copos reutilizáveis para evitar o desperdício de plástico.

A Praça da Assembleia — famosa por seus jardins projetados por Burle Marx e suas fontes — oferece a infraestrutura perfeita de lazer, segurança e sombra para receber o público ao longo de todo o dia. É a oportunidade ideal para reunir amigos e família para viver o lado mais afetivo, cultural e gastronômico da capital mineira. 

Acompanhe as atualizações e abertura de ingressos nas redes oficiais deste Festival. Garanta o seu lugar nessa celebração e nos vemos na praça! A praça é nossa!



quinta-feira, 2 de julho de 2026

Whisky na Copa do Mundo

 

Da Escócia para os Gramados: O Whisky dos Campeões

A intensidade de um bom uísque combina perfeitamente com momentos de glória e superação absoluta. Ficou nítido na histórica noite em que o técnico da seleção do México, Javier Aguirre, comandou a vitória de 2 a 0 contra o Equador no Estádio Azteca. A vitória garantiu a classificação do país para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Para o comandante mexicano, que também havia acabado de se tornar avô, a noite foi considerada "perfeita". Descontraído e de excelente humor durante a coletiva de imprensa, ao ser questionado se ainda lhe faltava algo para celebrar o momento mágico, Aguirre não hesitou em pedir um uísque

"Um uísque. Agora mesmo, um uísque. Só uma dose pequena, com gelo. Não tenho no quarto, o meu acabou. Deixa para lá, não conta para ninguém".

Seja para relaxar após enfrentar a pressão de um mata-mata mundial na Copa FIFA, seja para brindar às conquistas pessoais da vida, uma dose com gelo de um legítimo single malt é o prêmio ideal para quem sabe apreciar a vitória. Curiosamente o treinador mencionou o nome do seu Scoth favorito: Lagavulin. Fomos atrás desse artigo de luxo e descobrimos uma história interessante do whisky.


Imagine uma ilha remota na Escócia, castigada por ventos gelados, cercada pelo mar revolto e coberta por uma terra escura e antiga chamada turfa. É exatamente ali, na icônica ilha de Islay, que nasce o Lagavulin, um dos whiskies mais intensos e reverenciados do planeta. Mas a jornada para criar essa lenda líquida não foi simples. Ela é feita de segredos, teimosia, paciência e, claro, momentos históricos de pura comemoração.

Muito antes de se tornar uma marca de Scotch mundialmente famosa, a região da baía de Lagavulin já exalava fumaça. Por volta de 1742, dezenas de destilarias ilegais operavam escondidas nas colinas, desafiando os cobradores de impostos do rei. Aqueles homens sabiam que a água pura que descia dos lagos locais, combinada com a queima da turfa para secar a cevada, criava um destilado com sabor único de fumaça e mar. A destilação oficial e legal só começou em 1816 com John Johnston. No entanto, a alma rebelde e o processo artesanal daquela época nunca abandonaram os alambiques da destilaria.

Uma das partes mais fascinantes da história da marca envolve uma rivalidade intensa. No final do século XIX, um homem chamado Sir Peter Mackie assumiu o controle da Lagavulin. Ele também atuava como agente de vendas da destilaria vizinha, a Laphroaig. Quando Mackie perdeu esse contrato de vendas, ele ficou furioso. Em uma tentativa de revanche, ele decidiu construir uma destilaria idêntica dentro de seu próprio terreno em 1908, chamada Malt Mill. O objetivo? Copiar exatamente o sabor da rival. Ele contratou os mesmos artesãos e tentou replicar cada detalhe. Mas falhou. Embora estivessem a poucos metros de distância, a água e o ecossistema de Lagavulin eram diferentes. O experimento provou que o sabor de Lagavulin é impossível de ser copiado por herança da sua própria terra. A destilaria Malt Mill acabou fechando décadas depois, tornando suas raras garrafas sobreviventes em verdadeiros mitos do mundo do whisky.

O que torna o Lagavulin — especialmente a sua famosa versão de 16 anos — tão aclamado por especialistas? A resposta é o tempo. A destilaria realiza a destilação de forma extremamente lenta. Isso permite que o líquido passe mais tempo em contato com o cobre dos alambiques, arredondando o sabor.

O whisky jovem que sai do alambique é agressivo e fortemente defumado. São necessários 16 longos anos de maturação em barris de carvalho para que a turfa diminua de intensidade, dando espaço a notas ricas de baunilha, frutas secas e um toque salino que remete ao mar.

Você já provou esse artigo de luxo antes? Deixe sua observação nos comentários!

Fotos: IA, Luke Bentley/Piotr J./Brian Walker.

Rotas da Cerveja de São Paulo

 

Do Campo ao Copo: Rotas da Cerveja de São Paulo Impulsionam o Turismo de Experiência no Interior

O estado de São Paulo consolidou-se como o maior ecossistema de cerveja artesanal do Brasil, concentrando cerca de 22% das cervejarias registradas em todo o território nacional. Para estruturar essa potência econômica, gastronômica e cultural, o Governo do Estado lançou oficialmente o programa Rotas da Cerveja de São Paulo.

O projeto mapeia mais de 100 empreendimentos espalhados por 55 municípios paulistas. A iniciativa segue o modelo de sucesso de rotas rurais e roteiros gastronômicos consolidados — como os caminhos do vinho, do café e do queijo —, apostando fortemente no chamado turismo de experiência.

Um Mapa Dividido por Identidades Regionais

Longe de propor um caminho único ou centralizado, o projeto fragmentou o mapa paulista em sete circuitos regionais. Cada roteiro foi desenhado de forma inteligente para refletir o clima, a cultura e a vocação agrícola de seu respectivo território. (Veja o vídeo anexo clicando "Assistir no Youtube").


Mogiana Paulista (O Berço da Tradição): Com Ribeirão Preto como grande protagonista, a rota resgata o título histórico de "Capital do Chope". A região une a robustez industrial a uma efervescente cena de gastronomia de bar e microcervejarias altamente inovadoras.

Circuito das Águas e Frutas: Cidades turísticas como Jundiaí, Serra Negra e Holambra misturam a pureza de suas fontes hidrominerais com a produção de cervejas sazonais e complexas. O frescor local e o uso de frutas locais são traduzidos diretamente em receitas de alta qualidade.

Sorocaba e Região: Destaca-se no cenário estadual como um verdadeiro celeiro de produtores independentes, focados na criação de rótulos experimentais e frequentemente premiados em festivais nacionais.

Serra do Itaqueri, Cuesta e Centro Paulista: Abrangendo municípios como Botucatu e Piracicaba, este roteiro combina o ecossistema de inovação tecnológica e acadêmica à tradição cervejeira do centro do estado.


A Força do Agronegócio e o Avanço do Lúpulo Nacional

O grande diferencial competitiva da rota paulista é a sua forte integração com o campo. O estado vem quebrando paradigmas globais ao investir agressivamente no cultivo de lúpulo nacional — insumo historicamente importado de países de clima frio.

Graças a tecnologias de manejo pioneiras e adaptação de solo, as plantações paulistas destacam-se por permitir mais de uma safra por ano. Polos rurais específicos em Araraquara e na região do Vale do Ribeira foram integrados ao guia para mostrar ao turista a planta viva, aproximando o público da matéria-prima que confere o amargor e o aroma característicos à bebida.

Para os viajantes e entusiastas da cultura craft, o roteiro vai muito além do balcão dos bares. O guia oficial — disponibilizado na plataforma Rotas de SP — incentiva a imersão total no processo de fabricação.

Ao percorrer os circuitos, o visitante pode agendar visitas guiadas às fábricas para entender os processos químicos e de fermentação, participar de brassagens públicas (o ato de fazer a cerveja ao vivo), frequentar brewpubs urbanos com torneiras exclusivas e sazonais, além de desfrutar de jantares com harmonizações completas guiadas por sommeliers.

As Rotas da Cerveja de São Paulo, semelhante ao Mapa Cervejeiro de Minas, não apenas tiram os produtores locais do isolamento geográfico, mas dão ao turista um excelente pretexto para pegar a estrada e brindar à criatividade, tecnologia e resiliência da produção paulista.

Iniciativas como as Rotas da Cerveja mostram que o sucesso de um setor tradicional depende diretamente de inovação, inteligência de dados frente a tendências e cenários, além de forte conexão logística. Das lavouras tecnológicas de lúpulo no interior até a experiência omnichannel dos brewpubs nas grandes cidades, a transformação digital é o combustível que acelera o crescimento desse mercado.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Uaimií 12 anos

 

Cervejaria Uaimií Comemora 12 Anos em sua Sede em Itabirito

A Cervejaria Uaimií celebra uma marca histórica: são 12 anos de paixão pela autêntica cultura cervejeira artesanal mineira. A grande comemoração acontecerá no dia 18 de julho de 2026 (um sábado), embalada pelo aguardado 3º Ato do Festival Uaimií. Em termos de arte, o 1º Ato ocorreu em maio na Cervejaria Acuruí. O 2º Ato será ainda junho, é na Ecopousada Serra Verde. Antecedendo o grande encerramento, o 4º Ato está programado para os meses seguintes.

O palco dessa festa não poderia ser melhor: a charmosa sede da Fazenda Cervejeira, localizada na Estrada de Capanema, no acolhedor distrito de Acuruí, em Itabirito, Minas Gerais. O festival abrirá as portas para o público a partir das 13h e a programação se estenderá até as 20h. Uma excelente oportunidade para aproveitar o dia cercado pelas montanhas da Estrada Real.


O comando do som fica por conta da Little Butter Big Band, trazendo o melhor do jazz, swing e blues, além da banda Veredas. Diversas opções de pratos e comidas regionais típicas da região, com cerveja de verdade. O consagrado e variado Chope Uaimií servido direto da fonte.

O público poderá desfrutar de toda a área verde e da bela paisagem interiorana da fazenda. A entrada é gratuita. Para tornar o aniversário ainda mais especial, o proprietário e idealizador do festival, Normando Siqueira, fará questão de receber a todos de braços abertos. Venha fazer um brinde a essa bela trajetória!

Uaimií 12 anos: 18 de julho (sábado). Veja onde se hospedar:

terça-feira, 30 de junho de 2026

Na Língua Fanzine

 


BeberÚ Lança Fanzine "Na Língua"

Quando visitei a Brasil Brau, passei rapidamente no EAP – Empório Alto dos Pinheiros e encontrei por lá a digníssima Bia Amorim, beer sommelier que conheço há um bom tempo. Ela me entregou um pedaço de papel com um QR Code e me disse: “Henriquinho, acessa lá e me prestigie”!

Vindo de Bia, com certeza, é coisa boa. O código QR me levou para o site da Fanzine “Na Língua”. Trata-se de uma publicação criada pela BeberÚ (uma agência do beber brasileiro) que investiga o Brasil, a partir de suas bebidas. O projeto foi viabilizado por meio do edital “Fermenta 2025”, da Ambev. O projeto propõe um olhar ampliado sobre o beber brasileiro como expressão cultural, histórica e sensorial.

A fanzine que esta na Safra 1, reúne textos autorais, ensaios, crônicas, ilustrações e fotografias que atravessam temas como memória, território, identidade, hospitalidade e descolonização do paladar. O conteúdo articula diferentes vozes, jornalistas, pesquisadores, artistas e profissionais do setor, para refletir sobre o que significa “beber o Brasil” hoje. 

Adorei o que encontrei, pois as matérias são desenvolvidas por um elenco de profissionais que estudam, questionam e aprimoram a arte de beber melhor.  

Para saber mais, acesse o QR Code anexo ou: https://beberu.com.br/na-lingua-zine-beber-brasil.

Na foto: Henrique, Bia Amorim, American Friend e Priscila Colares.


Festival da Cerveja Mineira

Festival da Cerveja Mineira: O Que Esperar Desse Evento Que Move A Cultura Cervejeira

Juiz de Fora se consolidará como a capital mineira do lúpulo e do malte em agosto de 2026 com a chegada do aguardado Festival da Cerveja Mineira, evento ápice inserido na programação oficial da Semana da Cerveja Mineira 2026. Marcado para acontecer entre os dias 24 e 30 de agosto*, o encontro promete movimentar o turismo, fomentar o desenvolvimento econômico e celebrar a rica cultura de produção artesanal do estado.

O festival dá sequência ao sucesso da tradicional Festa da Cerveja de Juiz de Fora (cuja 5ª edição ocorreu em maio no Estádio Municipal) e expande o horizonte para atrair produtores, mestres cervejeiros e entusiastas de todas as regiões de Minas Gerais.

Sabores Premiados e Diversidade de Rótulos

Os visitantes do festival poderão degustar centenas de rótulos que vão desde as tradicionais Pilsen e IPA até receitas sazonais complexas, como Sours e Stouts. A Zona da Mata chega com forte representatividade regional por meio de marcas consagradas nas torneiras pela Unicerva ZM, como Antuérpia, Profana e Mr. Tugas. O evento também se torna uma vitrine para a rica história local. Estão previstas participações de marcas históricas e condecoradas, a exemplo da Hofbauer — cervejaria artesanal mantida há mais de 130 anos por religiosos no porão da Igreja da Glória e recém-premiada com medalha de ouro internacional.

Negócios e Conectividade no Setor

Mais do que uma grande festa de degustação, a semana terá foco estratégico em negócios e desenvolvimento econômico. O setor cervejeiro mineiro se reunirá para painéis técnicos sobre inovação em insumos e tecnologia de resfriamento.

Fóruns de debate focados no crescimento sustentável da cadeia produtiva local, serão uma oportunidade ímpar. Refletindo as demandas atuais do mercado de grandes eventos, o festival adotará um modelo ecológico rígido. Seguindo a iniciativa pioneira da cidade, não haverá a distribuição de copos descartáveis de plástico. O público presente será incentivado a levar seus próprios recipientes de casa ou a adquirir o copo oficial retornável do festival, minimizando drasticamente a produção de resíduos ao longo dos sete dias de programação.

A combinação de fomento comercial, sustentabilidade e paixão pelo copo cheio promete firmar o Festival da Cerveja Mineira como um dos maiores marcos do calendário turístico, festivo e econômico de Juiz de Fora em 2026.

*-certifique-se da programação e a data do evento. Foto: divulgação.

Coca-Cola Blue

 


O Dia em que o Vermelho Cedeu Espaço ao Azul: Os Bastidores da Embalagem Mais Rara do Mundo no Festival de Parintins

Por Redação Ave Cesar Co.

Imagine uma marca global, avaliada em bilhões de dólares, abrir mão de sua identidade visual mais sagrada — o vermelho icônico — para adotar a cor de seu principal concorrente histórico. Parece um suicídio de marketing, certo? Mas no coração da Amazônia, essa foi a maior jogada de mestre da história do branding brasileiro. Para tanto, o blog da Ave Cesar Co. mergulha no fascinante case da Coca-Cola Azul, uma exclusividade mundial nascida no Brasil para reverenciar o Festival Folclórico de Parintins.

Para entender a mudança da lata, é preciso compreender a magnitude do Festival de Parintins, que acontece anualmente no final de junho na Ilha Tupinambarana, no Amazonas. Esta festa é o pilar mais importante da identidade e do turismo cultural amazonense. A cidade se divide de forma absoluta entre dois blocos folclóricos, Boi Garantido: Representado pela cor vermelha e pelo coração e Boi Caprichoso: Representado pela cor azul e pela estrela.


Essa rivalidade ultrapassa os limites do bumbódromo. Ela dita a pintura das casas, a decoração das ruas e até os hábitos de consumo. Um torcedor roxo do Caprichoso simplesmente se recusa a vestir, usar ou consumir qualquer coisa que carregue a cor do rival.

Nesse sentido, surgiu um desafio de marketing, pois havia um boicote silencioso. A Coca-Cola tornou-se patrocinadora oficial do festival, em 1995. No entanto, a equipe de marketing logo se deparou com um obstáculo cultural sem precedentes. Metade da população da ilha — a torcida do Boi Caprichoso — evitava comprar o refrigerante por causa da icônica lata vermelha, associada instantaneamente ao rival Garantido. Em vez de tentar forçar a barra com o padrão global, a marca entendeu que precisava respeitar o solo sagrado da cultura amazonense. Se Parintins não mudaria pela Coca-Cola, a Coca-Cola mudaria por Parintins.

A partir dessa concepção foi realizada a criação do Design Azul, quebrando literalmente as regras globais da marca. Mudar a cor da embalagem do tradicional refrigerante com diretrizes globais tão rígidas exigiu meses de negociações e aprovações complexas junto à matriz da companhia em Atlanta, nos Estados Unidos. O argumento dos executivos brasileiros foi certeiro: não se tratava de mudar a identidade da marca, mas de abraçar uma manifestação cultural única. A solução visual foi cirúrgica e genial: o vermelho sumiu: A tradicional lata de alumínio recebeu um banho de azul royal intenso. A tipografia foi mantida: o famoso logotipo escrito em cursivo continuou intocado, mantendo o reconhecimento imediato da marca. As embalagens comemorativas passaram a estampar as artes oficiais do Caprichoso e do Garantido lado a lado. 

A estratégia funcionou perfeitamente. O design azul quebrou a barreira do consumo e transformou a lata em um item de colecionador altamente cobiçado, em todo o país.

O que torna essa história ainda mais fascinante é o seu caráter de exclusividade absoluta. O Brasil é o único lugar do planeta Terra onde a Coca-Cola altera oficialmente a cor de sua embalagem por motivos culturais e regionais. A "Coca-Cola Azul" não é vendida em supermercados comuns ao redor do país. Ela é produzida em lotes estritamente limitados e comercializada apenas no estado do Amazonas durante o período do festival. Quem visita Parintins nessa época testemunha os bares e barracas exibindo orgulhosamente as latas azuis e vermelhas dividindo as prateleiras em perfeita harmonia comercial. Outras empresas entram nessa mesma estratégia a Azul Linhas Aéreas mescla a sua marca com cor vermelha, o Bradesco mescla na cor azul. (O Guaraná Tuchaua, regional, produzido também pela Coca, se transformou nas cores das agremiações.)


Aqui fica um aprendizado para as Marcas. Para os apaixonados por cultura pop, gastronomia e mercado de bebidas o que inclui refrigerantes, o case da Coca-Cola em Parintins deixa uma lição valiosa: o respeito à cultura local pode vencer a rigidez corporativa, sem perder o seu legado e herança da marca. Ao abrir mão do vermelho, a marca ganhou o coração, o respeito e a fidelidade de todo o povo amazonense.

E você, já teve a oportunidade de ver ou colecionar uma dessas latas azuis? Se você gerência uma marca, como adaptaria seu produto para dialogar com o público regional? Se você curtiu esse mergulho nos bastidores do marketing de bebidas, compartilhe este post nas suas redes e continue acompanhando o Blog Ave Cesar Co. para mais histórias surpreendentes.

Imagem: Aceleraí. Publicitários Criativos/Divulgação.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Japão e Brasil com Boas Cervejas

 Além da Copa: O Contra-ataque do Japão Contra as Lagers Tradicionais

O Japão pode ter tropeçado diante do Brasil nos gramados da Copa do Mundo de 2026, mas fora de campo o país vem batendo um bolão no universo dos copos e contra-atacando com muita criatividade. Se o mercado japonês ficou historicamente conhecido pela forte dominância de suas tradicionais e impecáveis lagers comerciais, uma cervejaria em especial lidera uma verdadeira revolução artesanal ao popularizar estilos de alta fermentação: a Yo-Ho Brewing.

O grande craque desse time atende pelo nome de Yona Yona Ale. A Revolução da Yona Yone, em Português "Noite Após Noite", foi lançada em 1997 na província de Nagano pela Yo-Ho Brewing Company, a Yona Yona nasceu com a missão clara de quebrar a monotonia do mercado local, comandado pelas megacervejarias japonesas. O próprio termo Yona Yona (よなよな) significa "noite após noite" em japonês, uma referência direta ao desejo de que as pessoas pudessem relaxar e desfrutar daquela bebida diariamente ao final do expediente.

Em vez de apostar em mais uma versão de Premium Lager, a cervejaria trouxe o estilo American Pale Ale (APA) para o centro das atenções, garantindo um espaço definitivo nas prateleiras de lojas de conveniência e supermercados por todo o Japão (e por incrível que pareça, saí a procura da cerveja para tomar no jogo entre o Brasil e o Japão e a encontrei em uma loja especializada, em Belo Horizonte.)

Com o teor alcoólico de 5,5% ABV, a coloração âmbar translúcida apresenta espuma de boa retenção. Há o uso nítido do lúpulo americano Cascade. No aroma, as notas cítricas intensas que remetem a toranja e casca de laranja e destaca ao bebe-la um sabor com equilíbrio preciso entre o dulçor do malte caramelo e o amargor do lúpulo. No final, o que se vê é uma cerveja de corpo médio, limpo e refrescante.

A estratégia ousada da Yo-Ho Brewing abriu as portas para uma aceitação muito maior de IPAs, Belgian Whites e Porters em território japonês. Ao democratizar o acesso às cervejas especiais com um preço competitivo e latas de design icônico, a marca provou que a paixão japonesa pela precisão funciona perfeitamente bem quando aplicada aos lúpulos aromáticos americanos. 

O Japão perdeu os pontos no futebol, mas no quesito inovação cervejeira, segue jogando para frente e de forma impecável.

Um brinde aos amigos japoneses!


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Duna Parte 3 - O Messias

 

Ave César Movies: O que esperar de Duna: Parte 3? O futuro do épico de ficção científica

O universo de Arrakis está prestes a retornar aos cinemas. Após o sucesso estrondoso e os bilhões acumulados pelos dois primeiros longas, o diretor Denis Villeneuve já trabalha na conclusão de sua trilogia com Duna: Parte 3. O novo capítulo adaptará o livro O Messias de Duna (1969), de Frank Herbert, e promete desconstruir a figura heroica de Paul Atreides. Se você quer saber o que esperar do filme do ano, confira os principais pontos que preparamos para o blog da Ave Cesar Co.


1. Salto temporal e a Guerra Santa

Haverá anos de diferença. A história dará um salto no tempo de 12 anos após o fim do segundo filme. O Jihad Galáctico, Paul Atreides (Timothée Chalamet) agora é o Imperador do universo conhecido. O cenário é sombrio, pois suas visões se espalharam pelo cosmos, resultando em uma guerra santa que dizimou bilhões de vidas em seu nome.

2. Consequências políticas e novos rostos


Chani (Zendaya) começará o filme afastada e desiludida com os rumos religiosos de Paul. A Princesa herdeira Irulan (Florence Pugh) terá papel central na política interna do império. Anya Taylor-Joy retornará como Alia Atreides, a irmã de Paul com poderes mentais assustadores.

3. A queda do mito

O diretor já adiantou que o foco é mostrar que Paul não é um salvador, mas um aviso contra líderes messiânicos. Seria o fim de um herói? É ver para certificar-se. O tom do filme será mais intimista. Espere por menos batalhas de exércitos no deserto e mais conspirações políticas nos bastidores do palácio.

A Warner Bros. já reservou a data de 18 de dezembro de 2026 no calendário internacional para um "filme de evento de Denis Villeneuve", indicando que este será o grande lançamento do final daquele ano. Certamente Ave Cesar Movies estará presente. 

Enquanto isso veja o Trailer do Filme. Aproveite!

Foto 1: Divulgação. Foto2: IA.

Drinques Incríveis na Air France

 

Alta Coquetelaria nas Nuvens: Air France Lança Nova Carta de Drinques Assinada por Matthias Giroud

A disputa pela preferência dos passageiros de alto padrão e entusiastas do turismo de luxo ganhou um novo capítulo nos céus. Para transformar o tempo de voo em uma verdadeira extensão da sofisticada gastronomia parisiense, a Air France anunciou uma renovação completa em seu serviço de bebidas de longa distância. A novidade traz cinco coquetéis inéditos desenvolvidos em parceria com o chef mixologista Matthias Giroud, conhecido no cenário internacional como "O Alquimista" por sua capacidade de transformar aromas e ingredientes em experiências sensoriais memoráveis.

A parceria expande a presença da alta mixologia na companhia, democratizando o acesso a receitas complexas tanto nas classes econômicas quanto nas cabines premium. Todas as bebidas priorizam insumoslocais tradicionais da França, reforçando a identidade cultural do país a mais de 10 mil metros de altitude.

Cabine de Viagem

Nome do Coquetel

Perfil de Sabor e Ingredientes Principais

La Première (Primeira Classe)

Belle Époque
Parfum de France
L'Éveil (Sem Álcool)

• Releitura cítrica do Negroni com hidrolato de laranja.
• Base de vinhos (Chardonnay e Muscat) com licor de framboesa e verbena.
• Cranberry infusionado com hortelã, limão, ervas e gengibre.

Business (Classe Executiva)

Quintessence

• Releitura do clássico Boulevardier dos anos 1920, misturando conhaque francês, vermute tinto, licor amargo dos Alpes e um toque de figo.

Premium & Economy

L'Instant Cassis

• Interpretação contemporânea do tradicional Kir Cassis, combinando vinho branco Chardonnay, licor de cassis da Borgonha e notas sutis de flor de sabugueiro.

Sofisticação em Cada Detalhe


Nas cabines Economy e Premium, o coquetel L'Instant Cassis passa a ser servido diretamente no carrinho de refeições principal como um sofisticado aperitivo. A única exceção se aplica às rotas com destino ou origem no Caribe e Oceano Índico, locais onde o tradicional punch da companhia permanece mantido no cardápio. Já na Business, o drinque Quintessence foi desenhado para ser versátil, atuando perfeitamente como um aperitivo com gelo ou como um digestivo encorpado para finalizar a refeição.

Para os seletos passageiros da La Première, a experiência atinge o ápice: as três opções da alta coquetelaria são apresentadas aos viajantes dentro de uma caixa de madeira personalizada e desenvolvida sob medida, elevando o ritual do servir.

Com esse movimento estratégico, a Air France consolida a tendência global de que a hospitalidade premium de uma companhia aérea deve ir muito além do conforto das poltronas. Ao levar a assinatura de um dos maiores nomes da mixologia francesa para todas as suas classes de viagem, voar se torna, acima de tudo, um convite para saborear a icônica "arte de viver" da França antes mesmo do pouso em Paris.

foto: Air France Divulgação.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Sucessão em Cervejarias

 

Do Café à Cerveja: O Brasileiro que Vai Comandar o Império Global da Heineken

A indústria global de bebidas acaba de testemunhar uma movimentação histórica. O conselho de supervisão da Heineken anunciou por unanimidade a nomeação do executivo brasileiro Rafael Oliveira, de 51 anos, como seu novo CEO global e presidente do conselho de administração. Com um contrato inicial de quatro anos, Oliveira quebra uma tradição de quase nove décadas da companhia controlada pela família De Carvalho-Heineken, que historicamente priorizava a sucessão interna. A chegada de um líder externo sinaliza uma busca urgente por fôlego novo. O mercado exige respostas rápidas diante de profundas transformações nos hábitos de consumo no setor de bebidas alcoólicas.

Nascido no Brasil, Rafael Oliveira consolidou uma carreira de altíssimo prestígio internacional, transitando com maestria entre o mercado financeiro e gigantes globais de bens de consumo em massa. Suas bases profissionais revelam uma sólida formação técnica combinada com uma agressiva bagagem em reestruturação de negócios. Graduou-se em Economia pela PUC-SP e obteve seu MBA Internacional pela prestigiada University of Chicago, dando seus primeiros passos como analista de equity research (pesquisa de ações) no Brasil, atuando no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt. Trabalhou por 10 anos no Goldman Sachs Group entrando para a Wall Street e o no topo do mercado financeiro. Atuou como diretor executivo da divisão de títulos no Reino Unido e liderou a unidade de mercados emergentes em Hong Kong.

Os anos seguinte, o futuro CEO líder, migrou para a economia real na The Kraft Heinz Company, onde permaneceu por uma década. Alcançou o cargo de Presidente de Mercados Internacionais, gerenciando um portfólio de mais de US$ 7 bilhões em quatro continentes.

Em novembro de 2024, assumiu o posto de CEO da holandesa JDE Peet's (dona de marcas icônicas de cafés no Brasil como o Café Pilão e L'OR). Em apenas 17 meses de gestão, Oliveira redefiniu as estratégias da empresa, fazendo as ações saltarem 61% em 2025. Recentemente, estava cotado para liderar a fusão bilionária da recém-criada Global Coffee Co. antes de aceitar o convite da Heineken.

Sua chegada vem com grande expectativa. Apesar de manter com solidez o posto de segunda maior cervejaria do mundo (atrás apenas da Anheuser-Busch InBev), a Heineken enfrenta um cenário macroeconômico severamente desafiador.

O setor cervejeiro global lida com a retração da demanda provocada pelo aumento do custo de vida, restrições orçamentárias das famílias e novas tendências de comportamento. As gerações mais jovens têm reduzido o consumo de álcool ou migrado para alternativas mais saudáveis. Além disso, a popularização de novos medicamentos para emagrecer surge como um fator de atenção para o volume de vendas da categoria, fatores amplamente divulgados no Canal Ave Cesar Co.

A Heineken fechou o ano anterior com um desempenho resiliente, registrando crescimento orgânico de receita e expansão de margens de lucro, impulsionada pelo forte desempenho de seu portfólio Premium (como a Heineken original, Heineken 0.0% e a Heineken Silver). Contudo, a recuperação dos volumes de venda totais pós-pandemia ainda caminha de forma mais lenta do que a de concorrentes diretas como a AB InBev e a Carlsberg.


Para assegurar o retorno aos investidores e simplificar sua estrutura de custos, a companhia está implementando a estratégia deprodutividade EverGreen 2030. Este plano prevê economias anuais robustas de até € 500 milhões, mas exige medidas duras, incluindo a consolidação de cervejarias na Europa e o corte planejado de 5.000 a 6.000 postos de trabalho (cerca de 7% de sua força global).

Se a Europa e as Américas enfrentam consumo estagnado, o otimismo da companhia reside em mercados emergentes dotados de populações jovens e renda em ascensão, como o Vietnã, a Índia e a África do Sul. Vale ressaltar que o Brasil continua figurando de forma vital como o maior mercado global para a marca Heineken no planeta. 

Foto: Divulgação. fonte: https://investnews.com.br/negocios/rafael-oliveira-novo-ceo-heineken/

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Birrería Macha e o Mercado De Cervejas da Colômbia

 

Revolução Cervejeira na Colômbia: Birrería Macha faz história ao chegar à Bolsa de Valores

A Birrería Macha, cervejaria artesanal de Bogotá, fez história ao formalizar sua entrada na Bolsa de Valores da Colômbia (BVC). O movimento inédito ocorreu por meio da plataforma de financiamento coletivo a2censo da BVC. A marca busca arrecadar $2.000 milhões de pesos colombianos. O foco principal do investimento é a abertura de cinco novas unidades em Bogotá. Os pacotes de ações começam a partir de um milhão de pesos colombianos (aproximadamente R$1.500,00), democratizando o acesso**.

O Legado Familiar da Birrería Macha, trata-se de uma tradição vida. A empresa resgata o legado da antiga Cervecería Andina, uma vez que o cofundador Pablo Bermúdez é bisneto de um dos últimos cervejeiros independentes do país. Pablo e sua esposa, Valentina Facundo, fundaram e lideram a marca com foco nos Millenials, na Geração Z e na sustentabilidade do negócio. A matéria-prima selecionada para produzir cervejas é importada. Utilizam quatro tipos de malte e três de lúpulo trazidos da Alemanha. Num primeiro momento, o foco é a produção de cervejas Lagers artesanais.

A Colômbia consolida-se como o segundo maior mercado de cerveja da América do Sul, atrás apenas do Brasil. O país apresenta um consumo médio expressivo que ultrapassa os 50 litros por pessoa ao ano. Historicamente, o setor é dominado por gigantes industriais, com destaque absoluto para a Bavaria (subsidiária da AB InBev). Essa gigante detém o controle de marcas de grande apelo popular e comercial de massa no país.

Apesar do domínio corporativo tradicional, o ecossistema independente vive sua fase de consolidação no mercado local, uma vez que a demanda se encontra aquecida. Cerca de 40% dos consumidores colombianos afirmam preferir opções artesanais. Essa fidelização demonstra que o consumo migrou da mera experimentação para a compra repetida habitual. A Colômbia conta atualmente com mais de 250 microcervecerías registradas e a Blonde Ale funciona como a principal porta de acesso para novos consumidores.

** - avalie os riscos de investimento, com consultores especialistas.

Johnnie Walker Promoção Copa do Mundo

 

O dia em que o uísque ficou mais barato: Johnnie Walker ressuscita preços de 2002 no iFood

A Johnnie Walker anunciou uma campanha exclusiva que resgata os preços de seus uísques praticados em 2002 para compras feitas via iFood Ads. A ação promocional acontece no dia 24 de junho, coincidindo com o terceiro jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Durante a iniciativa, os consumidores poderão adquirir garrafas de 1 litro do Red Label por R$ 39,90 e do Black Label por R$ 89,90.

A campanha, criada pela agência AlmapBBDO para a Copa do Mundo FIFA, foi minuciosamente desenhada para conectar o atual momento do futebol à história da marca e do país. Como o ano de 2002 marca a última vez que o Brasil foi campeão do mundo, trazer os preços daquela época é um aceno nostálgico à memória afetiva do torcedor e um incentivo ao tão sonhado "Hexa". Nesse sentido, o jogo do dia 24 de junho coloca frente a frente as seleções do Brasil e da Escócia. A partida conecta diretamente o país do futebol à pátria de origem da icônica marca de uísque escocês.

Com o conceito "Tudo que é Grandioso Leva Tempo", a promoção faz parte da plataforma global de comunicação da marca. O objetivo é reforçar a mensagem institucional de que grandes conquistas — tanto no futebol quanto no processo de maturação de um bom uísque — exigem tempo, paciência e persistência. Ao utilizar a ferramenta de publicidade digital do iFood, a marca oferece uma vantagem financeira real para o consumidor. Isso impulsiona as vendas diretas no aplicativo durante o período de maior consumo de bebidas (o pré e o pós-jogo).

Como Vai Funcionar a Promoção

A dinâmica da ação conta com regras específicas para garantir o alcance nacional e o controle de estoque.

Data e Horário: Ocorre exclusivamente no dia 24 de junho, a partir das 12h (horário de Brasília).

Limitação por Cliente: Para evitar a ação de revendedores, a compra é limitada a uma unidade por CPF.

Estoque: As unidades com preços promocionais são limitadas e a ação se encerrará assim que os estoques das lojas parceiras no aplicativo terminarem. 

A promoção é válida em todo o território nacional através dos estabelecimentos participantes do ecossistema. Para saber mais detalhes sobre essa e outras ações criativas do mercado publicitário, continue acompanhando as atualizações do blog Ave Cesar Co. Boa Sorte!

domingo, 21 de junho de 2026

Velho Barreiro Rave

 


De Olho no Rolê: Velho Barreiro Lança 'Rave' e Aposta no Boom dos Drinks Prontos

O mercado de bebidas alcoólicas no Brasil passa por uma de suas maiores transformações históricas, impulsionado por uma mudança radical no comportamento do consumidor. Se antes o topo da preferência jovem era dominado por cervejas ou destilados em doses pesadas, hoje a palavra de ordem é conveniência. De olho nesse cenário, a icônica Cachaça Velho Barreiro expandiu seu portfólio e colocou no mercado a VB Refresca Rave, uma bebida mista gaseificada com o autêntico sabor do guaraná.

Com baixo teor alcoólico de apenas 5% e envasada em garrafas de vidro de 275 ml, a novidade chega para coroar uma linha de sete sabores que inclui desde Maçã Verde até Frutas Vermelhas. O movimento não é por acaso: o lançamento une a tradição da marca da cachaça à urgência das pistas, dos festivais e dos encontros casuais. (A empresa já havia lançado uma versão tradicional do ICE Refresca no início do ano.)

Conforme já mencionamos em outros artigos no blog, as bebidas Ready-To-Drink (Prontas para Beber) deixaram de ser uma moda passageira para virar uma potência econômica. Segundo dados recentes divulgados pela consultoria Grand View Research, a categoria RTD movimentou cerca de US$ 128,5 milhões no Brasil em 2024.O futuro é ainda mais promissor. A projeção aponta que este mercado deve atingir a impressionante marca de US$ 277,3 milhões até 2030, registrando uma taxa de crescimento anual estimada em 14%. O avanço acelerado reflete a sede do varejo e das indústrias por produtos que eliminem a necessidade de misturar insumos na hora do consumo.

De acordo com pesquisas setoriais compiladas por plataformas de análise como a Mind Miners, a Geração Z e os Millennials lideram uma busca por experiências alcoólicas mais leves e saborosas. O comportamento do consumidor moderno se apoia em três pilares principais:

Saborização: Preferência por notas frutadas e doces que camuflam a agressividade do álcool tradicional.

Wellness e Moderação: O desejo de curtir a noite sem os excessos do dia seguinte, optando por graduações alcoólicas menores.

Identidade Visual: Garrafas coloridas, dinâmicas e instagramáveis, feitas sob medida para o ambiente digital e festivais de música.Ao apostar no guaraná — um ingrediente que carrega o DNA da brasilidade —, a Velho Barreiro se posiciona não apenas como uma opção acessível, mas como um elemento de estilo de vida para o jovem adulto que valoriza a praticidade de abrir uma garrafa e já sair bebendo.

Saiba mais em: https://engarrafadormoderno.com.br/materia-principal/rave-e-o-novo-sabor-da-linha-de-rtd-da-velho-barreiro


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Os Riscos de Misturas Entre Medicamentos e Bebidas


O Perigo no Copo: Como o "Purple Drank" vira uma Armadilha Mortal e Silenciosa para os Jovens

Uma mistura colorida, doce e que ganhou fama nas redes sociais e em clipes de música esconde um perigo devastador. O purple drank (também chamado de lean ou dirty sprite) deixou de ser apenas um fenômeno da internet para se tornar uma grave ameaça à saúde pública, atraindo a atenção de adolescentes e jovens em busca de efeitos rápidos de relaxamento.

Por trás da aparência inofensiva de um refresco com balas mastigáveis, esconde-se um coquetel altamente tóxico. A base da bebida utiliza xaropes para tosse controlados, que contêm codeína — um forte derivado do ópio — e prometazina. O consumo recreativo dessa combinação atua diretamente no sistema nervoso central, reduzindo as funções cerebrais e gerando uma falsa sensação de bem-estar que cobra um preço altíssimo.

O Gatilho da Dependência Química Rápida

O maior risco do purple drank reside na velocidade com que ele escraviza o organismo. Por conter codeína, uma substância da família da morfina, o cérebro desenvolve tolerância e dependência de forma extremamente rápida.

Ciclo do vício: O usuário precisa de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito de relaxamento.

Crise de abstinência: A interrupção do uso causa dores no corpo, tremores, insônia, ansiedade crônica e suor frio.

Uso compulsivo: O desejo pela substância passa a controlar as ações diárias do jovem, afetando os estudos, o trabalho e o convívio familiar.

Um Risco Real de Overdose e Morte

Os danos físicos vão muito além do vício. O apelido lean (que significa "inclinar", em inglês) faz referência direta à perda de coordenação motora dos usuários, que mal conseguem parar de pé.À medida que o consumo aumenta, o corpo começa a falhar. A mistura diminui drasticamente os batimentos cardíacos e a frequência respiratória. Em doses elevadas — ou quando combinada com bebidas alcoólicas —, a droga causa depressão respiratória severa. Isso significa que o cérebro simplesmente "esquece" de enviar o comando para o pulmão respirar, levando ao coma e à morte por asfixia.


A facilidade com que a receita é compartilhada na internet exige atenção redobrada de toda a sociedade. A automedicação e o uso recreativo de remédios tarjados são práticas ilegais e letais. O purple drank não é uma brincadeira inofensiva de internet; é uma armadilha química que destrói vidas de forma silenciosa. Fique atento a mudanças bruscas de comportamento, sonolência excessiva e ao sumiço de medicamentos em casa. A prevenção e a informação correta continuam sendo as melhores armas para proteger nossos jovens.


O blog Ave Cesar Co. é veementemente contra misturas que podem causar dano e, em caso maior, fatalidade à vida. Nesse sentido, alertamos aos leitores que tomem cuidado para não incorrerem em acidentes, com bebidas adulteradas ou ainda infundidas com substâncias que possam ser nocivas quando ingeridas com bebidas alcoólicas. Trata-se de saúde publica e caso de polícia.

Fontes: https://www.al.ce.gov.br/noticias/53297-conexao-alece-faz-alerta-sobre-perigos-do-purple-drink-entre-adolescentes 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Bvlgari Xangai, Garrafas e a Sustentabilidade

 

O Novo Brilho de Xangai: Como a Bvlgari Transformou Garrafas Recicladas em Jade

Quando estive em Xangai, na China, me falaram sobre a fachada inesquecível da grife Bvlgari. De fato, a Bvlgari de Xangai reinventou o conceito de luxo sustentável ao inaugurar uma fachada deslumbrante feita inteiramente com garrafas transparentes e verdes de champagne, cervejas e outras bebidas recicladas, que imita perfeitamente a textura e a cor da pedra mais preciosa da China: o jade. 

Desenvolvida pelo renomado escritório holandês de arquitetura MVRDV, a vitrine monumental no shopping Shanghai Plaza 66 combina a alta joalheria italiana com as metas modernas de economia circular, de acordo com o programa da LVMH, Life 360.


O projeto teve o uso de tecnologia alemã. Todo material foi processado na fábrica da MAGNA Glaskeramik, na Alemanha. Em conformidade com o programa de sustentabilidade da LVMH, a iluminação é inteligente: a luz de fundo em LED consome metade da energia de uma vitrine comum e faz a fachada brilhar à noite.

Visualmente, a estrutura equilibra a herança europeia da marca com a identidade local. A Art Déco está presente nas linhas geométricas que homenageiam o movimento histórico que moldou a arquitetura de Xangai nos anos 1930. Há ainda as cornijas romanas, as molduras em latão dourado remetem aos portais da primeira loja histórica da Bulgari na Via dei Condotti, em Roma.


A vitrine não possui janelas. Essa funciona como um grande outdoor artístico focado inteiramente na textura sustentável.

Com este projeto inovador, a grife demonstra que a sustentabilidade não diminui o prestígio do mercado de luxo — pelo contrário, adiciona uma camada de responsabilidade ambiental que enriquece a história da marca.

Fispal Tecnologia 2026

 

Fispal Tecnologia apresenta equipamentos para o setor cervejeiro e de bebidas

A Feira Internacional para Produtos e Serviços para a Alimentação -  Fispal Tecnologia, consolidada como a maior feira para as indústrias de alimentos e bebidas da América Latina, transformou-se no grande epicentro de soluções para o setor cervejeiro e de bebidas em geral. Em suas edições mais recentes, o evento que ocorre no São Paulo Expo, reuniu centenas de expositores focados em elevar a eficiência, automação, tendências e sustentabilidade das linhas de produção.

O evento tem reunido centenas de expositores focados em elevar a eficiência, automação e sustentabilidade das linhas de produção. A modernização das salas de brassagem e adegas ganhou um ritmo acelerado. Um dos grandes destaques do setor são as plantas industriais modulares. Empresas globais apresentam sistemas onde as áreas de processo das cervejarias são divididas em unidades funcionais pré-fabricadas. Esse conceito de engenharia reduz drasticamente o tempo de montagem e o início do envase.

Fornecedores de ponta em bombeamento e moagem, como a alemã Netzsch, trazem tecnologias de alta precisão para o manuseio de fluidos sensíveis, garantindo que o produto não perca suas propriedades sensoriais durante a transferência.


O oxigênio é o maior inimigo da vida útil das cervejas e bebidas prontas. Por isso, a área de envase e acondicionamento da feira atrai grande atenção dos produtores, como dosadores de nitrogênio líquido, formado por equipamentos fundamentais para o setor de bebidas que eliminam o oxigênio residual antes do fechamento, prevenindo a oxidação e estendendo o shelf life. Eles também pressurizam latas e embalagens PET de gramatura reduzida.

Há ainda dosadores de aromas compactos. Ganhando força na produção de águas saborizadas e coquetéis prontos (os Ready-To-Drink – RTDs), esses sistemas eliminam a necessidade de grandes xaroparias, utilizando sistemas de limpeza integrada CIP (Cleaning in Place) muito mais rápidos.

Para evitar gargalos e falhas de mercado, os inspetores de controle de qualidade automatizados viraram um padrão essencial. Trata-se de sistemas de visão artificial de alta velocidade identificam instantaneamente falhas como nível incorreto de preenchimento do líquido. Há ainda sensores detectam problemas em tempo real na aplicação de rótulos e na marcação/codificação dos lotes.

Com a transição de matrizes energéticas nas fábricas, equipamentos que reduzem o consumo de água e luz dominam os debates. Softwares de gerenciamento de risco de carga conseguem otimizar o uso de resistências elétricas nos maquinários, reduzindo o consumo de energia da operação e permitindo que pequenas e grandes cervejarias expandam sua produção sem a necessidade de novos investimentos pesados na rede elétrica local.

A Fispal está no mesmo local onde foi a Brasil Brau e  vai até o dia 19.06, em São Paulo.

Saiba mais em: https://www.fispaltecnologia.com.br/ e https://www.fispaltecnologia.com.br/credenciamento/


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