sexta-feira, 12 de junho de 2026

Panini e Coca-Cola Copa do Mundo 2026

 


Febre da Copa 2026: Como Conseguir as Figurinhas da Coca-Cola e Acessar o Álbum Digital Panini

A febre dos colecionadores tomou conta do Brasil com o lançamento do álbum da Copa do Mundo FIFA 2026™. Mas, além do tradicional livro físico, a grande novidade que vem movimentando as redes sociais e o varejo é a experiência totalmente interativa criada pela Panini em parceria com a Coca-Cola.  Se você quer garantir as figurinhas exclusivas da Coca-Cola, criar um cromo personalizado com o seu rosto e completar a seção secreta no aplicativo, preparamos este guia completo para o Blog Ave Cesar Co. com tudo o que você precisa saber.

O Álbum Digital Panini FIFA 2026™ é a versão virtual e gratuita do livro de cromos oficial da Copa. Acessível pelo aplicativo oficial da FIFA, a plataforma permite abrir pacotes diários de graça, fazer trocas globais com colecionadores do mundo inteiro e desbloquear conteúdos exclusivos através de códigos promocionais.


Como Encontrar as Figurinhas Especiais da Coca-Cola

A Coca-Cola possui uma seção exclusiva com 14 jogadores mundiais em destaque (como o brasileiro Gabriel Magalhães e o espanhol Lamine Yamal). Esses cromos não fazem parte da numeração regular do álbum físico. Para consegui-los, existem duas formas principais:

1.      Debaixo do Rótulo (Figurinhas Físicas)

Onde achar: Nas garrafas de Coca-Cola Sabor Original ou Zero Açúcar de 600 ml (e de 2,5L em algumas regiões). Basta destacar cuidadosamente o rótulo da embalagem. A figurinha exclusiva vem colada diretamente na parte interna dele. A promoção oficial de distribuição vai até o dia 15 de junho de 2026.

2.      Escaneando o QR Code (Vantagens Digitais)

As embalagens trazem um QR Code impresso no rótulo. Ao apontar a câmera do celular para o código, o usuário é direcionado para a plataforma da promoção. Lá, o colecionador pode resgatar códigos diários para receber pacotes de figurinhas digitais grátis no aplicativo.

Crie Sua Própria Figurinha Oficial da Copa

Uma das ferramentas mais populares da campanha é a possibilidade de se transformar em um jogador oficial do álbum. Você pode acessar diretamente a página do Crie sua Figurinha Panini Custom e seguir os passos:

Faça o seu cadastro rápido na plataforma da Coca-Cola. Em seguida, selecione o país ou seleção que você deseja representar na moldura. Abra a câmera do seu celular e tire uma selfie ou faça o upload de uma foto. 

A seguir, baixe a sua figurinha personalizada para compartilhar nas redes sociais. (A cervejaria Krug Bier, de Minas Gerais fez algo parecido, e que é também divertido). Ao concluir o processo, você ainda ganha um código promocional de pacote digital gratuito para usar no app. 

Clique no link para entrar na Plataforma: https://www.coca-cola.com/br/pt/offerings/copa-do-mundo-da-fifa-2026/panini/figurinhas

Para acessar fazer a sua figurinha Krug Bier: https://torcida.krug.com.br 





Cerveja DeuS e Monte Cristo

 


Cerverjaria Brouwerij Bosteels Troca DeuS e apostando em Cristo

BRUXELAS — Como já é conhecido, o mercado global de cervejas especiais se despediu de um de seus maiores símbolos de sofisticação, enquanto saúda uma nova estrela ascendente. A prestigiada cervejaria belga Brouwerij Bosteels anunciou oficialmente o encerramento definitivo da produção da DeuS Brut des Flandres. O rótulo ficou mundialmente conhecido por consolidar o conceito de Bière Brut, funcionando como o elo perfeito entre a complexidade do malte e o requinte dos espumantes franceses.

No entanto, no mesmo compasso em que a lendária DeuS sai de cena, a cervejaria foca suas atenções na Monte Cristo, uma ambiciosa adição ao seu portfólio. A nova criação já se tornou a verdadeira vedete da empresa, arrebatando elogios da crítica e dos entusiastas por sua proposta sensorial ousada.

Criada na virada do século XXI em Buggenhout, a DeuS passava por um método de fabricação extremamente rigoroso e caro.

Fase Belga: A brassagem inicial ocorria na Bélgica utilizando água, leveduras exclusivas, lúpulo e malte de cevada. 

Fase Francesa: O líquido era transportado até Reims, na icônica região de Champagne, na França.

Método Champenoise: Em caves francesas, a cerveja brut refermentava na garrafa, descansava por um ano e passava pelos processos de remuage e dégorgement. Um artigo de luxo. Com uma produção limitada, a logística complexa e transfronteiriça tornou-se insustentável para a atual administração sob o ecossistema da gigante AB InBev, que adquiriu a Bosteels.

Enquanto o ciclo da DeuS se fecha, a Monte Cristo assume o protagonismo na cervejaria. O rótulo foi desenvolvido meticulosamente ao longo de cinco anos e representa o ápice da inovação da marca em misturar o universo cervejeiro com o mundo dos vinhos fortificados.

O nome foi inspirado no clássico romance de Alexandre Dumas, "O Conde de Monte Cristo". Assim como o protagonista da obra literária, que passa anos confinado em uma prisão escura antes de emergir transformado, misterioso, imponente e cheio de riqueza, a cerveja passa por um longo e misterioso processo de confinamento e maturação no escuro das caves antes de revelar sua opulência ao mundo.

Classificada como uma Belgian Strong Dark Ale, a Monte Cristo possui 11,5% de teor alcoólico e apresenta uma complexidade arrebatadora. No campo visual, a coloração castanha escura acobreada, com belos reflexos em tons de rubi. Já nos aromas, há uma explosão que mal remete a uma cerveja tradicional; destacam-se notas amadeiradas, de carvalho, baunilha, caramelo e o marcante perfil vínico dos vinhos fortificados. No paladar a cerveja traz um corpo denso e aveludado. O blend apresenta toques sutis de chocolate, amêndoas, especiarias quentes e frutas secas (como figos e tâmaras). O perfil traz uma leve camada defumada e de tosta proveniente dos barris de carvalho.

E ai? Qual das duas garrafas você ainda mantém em sua casa ou adega? Cite nos comentários.



Saiba mais em: https://www.bosteelsbrewery.com/

Cultura Cervejeira na Brasil Brau 2026

 

Cultura Cervejeira No Maior Evento Técnico da América Latina

Estar na Brasil Brau é como fazer uma visita à Meca dos estudos técnicos em Cervejaria e outras bebidas, na América Latina. Ao transitar em seus corredores, é possível conhecer um número significativo de empresas e profissionais que apresentam, além de produtos e serviços, palestras, treinamentos, novidades, inovações e tendências que buscam aprimorar os mais variados ramos de negócios relacionados a esse mercado.

 Meu objetivo em estar presente nesse evento, foi buscar apoiadores para o meu segundo projeto de livro, este vinculado à cultura cervejeira de Minas Gerais, formalizado em mais de 500 páginas que reuniu, aproximadamente, 8 anos de pesquisas. Me refiro ao “Cervejarias Mineiras: Da Imigração ao Copo”. De quebra, apresentamos para um canal de mídia da China.


 Nesse sentido, agradeço imensamente à Cilene Saorin pelo convite. Sou grato também, por ter sido ouvido ao apresentar o projeto, às empresas Cooperativa Agrária Agroindustrial, Ruvolo Glass Company, AEB Group, WE Consultoria, Prozyn BioSolutions e Chopeiras Memo.

 Se você possui relação direta com o setor ou participa deste de alguma forma, recomendo que vá para conhecer a Brasil Brau. Essa ocorre a cada dois anos.

#cultura #projetolivro #mobileholding #brasilbrau


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Cachaça Trade Fair


O Destino da Cachaça Brasileira no Expo Center Norte

O universo dos destilados está em festa na capital paulista. Entre os dias 9 e 11 de junho, o Expo Center Norte (Pavilhão Branco) recebe a 10ª edição da Cachaça Trade Fair, a principal feira de negócios da cadeia produtiva da cachaça e outras bebidas adultas da América Latina. Realizada em conjunto com a Expo Wine São Paulo, a feira promete sacudir o setor de hospitalidade e mixologia.

Para você, profissional do segmento, preparamos um resumo rápido do que vai acontecer nos corredores do evento. Se você é distribuidor, proprietário de bar, sommelier, bartender ou comprador da área de alimentos e bebidas, este é o momento de movimentar a agenda. O evento reúne mais de 120 expositores e cerca de 300 marcas, atraindo mais de 15 mil compradores para criar novas parcerias comerciais.

Dentre os pilares da edição de 2026, destacam-se:

Foco em Sustentabilidade: Mesas redondas e masterclasses vão discutir como conciliar o forte crescimento da produção de destilados com a preservação ambiental.

Enoturismo e Destilaturismo: A celebração de uma década do evento traz debates sobre a transformação das destilarias em polos de educação, renda e experiências turísticas.

Lançamento literário: O mercado ganha reforço com o lançamento do livro Mulheres da Cachaça.

A Cachaça Trade Fair Cocktail Competition

A grande novidade deste ano que vai agitar os profissionais de coquetelaria é a competição de coquetéis. Mestres das coqueteleiras se reunirão para criar drinques exclusivos utilizando os rótulos das marcas expositoras, elevando a cachaça a um novo patamar de sofisticação internacional.

 Cachaça Trade Fair 2026 Quando: 9 a 11 de junho, das 14h às 20hOnde: Pavilhão Branco – Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo - SP)

Saiba mais em: https://www.cachacatradefair.com.br/

  

Brasil Brau e CBCTEC 2026

 

O Futuro Da Cerveja Começa Amanhã: 
Tudo Sobre a Brasil Brau 2026

A Brasil Brau 2026, maior feira profissional da indústria cervejeira da América Latina, começa amanhã, 09 de junho, no São Paulo Expo, trazendo as principais inovações tecnológicas de fabricação, envase e logística do mercado. O evento acontece em paralelo ao XIX CBCTEC (Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira), consolidando-se como o ecossistema mais relevante para toda a cadeia produtiva, do campo ao copo.

  

Para o público profissional, o credenciamento gratuito e a venda de ingressos continuam disponíveis pelos canais oficiais da organização.

O Ponto de Encontro da Inovação e da Ciência

A feira reúne mais de 170 marcas expositoras nacionais e internacionais. O pavilhão ocupará 5 mil m² de área comercializável, um crescimento de 22% sobre a edição anterior, com a expectativa de gerar mais de R$ 190 milhões em negócios. Enquanto a feira foca em soluções industriais de classe mundial, o XIX CBCTEC — cuja curadoria é realizada pela Abracerva — promove mais de 24 horas de conteúdos altamente técnicos e painéis sobre novos modelos de gestão, sustentabilidade e tendências.

Para enriquecer a cobertura do Blog Ave Cesar Co., citamos a renomada mestre-cervejeira, engenheira de alimentos e sommelier de cervejas Cilene Saorin. Com mais de 30 anos de atuação e histórico na curadoria do próprio evento, ela ressalta o papel estratégico da feira:

"A Brasil Brau e o CBCTEC funcionam como verdadeiros catalisadores da nossa comunidade. Mais do que apresentar maquinários ou debater processos bioquímicos, o evento é o espaço onde a ciência encontra o mercado real. É fundamental vermos o fortalecimento de discussões sobre diversidade, inclusão e novas tecnologias comerciais. É essa troca de experiências que dita o ritmo de crescimento e a maturidade do setor cervejeiro nacional." — ressalta Cilene.

Ave Cesar Co. estará no evento para rever e prestigiar parceiros e empresas do setor que irão expor seus produtos e serviços e conhecer novos entrantes do Brasil e do exterior.

Data: 09 a 11 de junho de 2026.

Local: Pavilhão 5 do São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5). Horários: Congresso das 09h às 17h30 | Feira de Negócios das 13h às 20h.

Credenciamento: O acesso à feira é gratuito para profissionais que comprovarem vínculo com o setor (via CNPJ, crachá ou carteira de trabalho) e pode ser feito na página de vendas oficial do Sympla Brasil Brau. (Para acessar, clique na figura abaixo.)

Público Geral: Para quem não trabalha diretamente na área, os ingressos comerciais podem ser adquiridos diretamente na bilheteria do local durante os três dias de evento. A entrada é proibida para menores de 18 anos.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Festa Junina e Monin

 

O que a Festa Junina e a França tem em comum? Monin.

A Festa Junina no Brasil possui uma forte ligação histórica com a França, especialmente por meio da quadrilha, a dança mais tradicional da festividade. Embora a base religiosa e estrutural da festa tenha sido trazida pelos colonizadores portugueses, a nossa celebração absorveu elementos marcantes da cultura francesa que persistem até hoje.

A dança da quadrilha nasceu nos salões da aristocracia francesa nos séculos XVIII e XIX com o nome de “quadrille”. Era uma dança sofisticada, executada por quatro casais da nobreza. Essa chegou ao Brasil em 1808, trazida pela corte portuguesa e virou febre entre a elite do Rio deJaneiro. Com o tempo, o povo se apropriou da dança, trocou os salões nobres pelo chão de terra batida e a adaptou com músicas e encenações caipira.

A maior prova dessa herança são os comandos falados pelo marcador da quadrilha. Como detalhado em artigos sobre o tema na Revista Quero Bolsa, vários termos são adaptações fonéticas da língua francesa, como “Anarrié”, “Balance” e “Alavantú”.

Nessa pegada, a empresa francesa de xaropes de alta qualidade Monin, que possui a sua fábrica no Brasil, no Estado de São Paulo, promoveu uma fusão entre a alta coquetelaria francesa e a tradição brasileira ao lançar a coleção “Doces Brasileiros”. Essa linha de xaropes premium foi criada especificamente para as Festas Juninas no Brasil, unindo a expertise da marca com os sabores mais emblemáticos do nosso São João: Brigadeiro, Doce de Leite e Pé de Moleque. A estratégia representa uma conexão perfeita entre a sofisticação europeia e a cultura popular nordestina e caipira.


Thiago Zanon, Diretor Comercial e de Marketing da Monin, destacou que a coleção "Doces Brasileiros" visa conectar a marca à cultura local, explorando a memória afetiva com sabores de festa junina que também possuem versatilidade para uso o ano todo. O executivo ressaltou que os novos xaropes de Brigadeiro, Doce de Leite e Pé de Moleque, disponíveis no e-commerce da marca, buscam celebrar a gastronomia brasileira e democratizar o acesso aos produtos.

Saiba mais em: https://monin.com.br/




terça-feira, 2 de junho de 2026

Tecnologia em Bebidas: Garrafas

 


Adeus ao Peso Morto: Como as Garrafas Mais Leves Estão Mudando o Mercado e o Seu Bolso

Se você tem o hábito de reparar nas embalagens das gôndolas, já deve ter notado que as garrafas estão diferentes. Elas parecem mais maleáveis, têm novos formatos e, acima de tudo, estão muito mais leves. Não se trata de uma simples mudança estética. A indústria global de bebidas está passando por uma revolução invisível chamada lightweighting (redução de peso). Essa transformação equilibra tendências, tecnologia de ponta, metas urgentes de sustentabilidade e novas estratégias para enfrentar a inflação. O Blog Ave Cesar Co. investigou os bastidores dessa mudança e mostra como ela afeta o planeta, o mercado de luxo e o seu bolso.

É percebido que ficou mais fácil amassar uma garrafa pet. A engenharia de embalagens transformou o plástico que você segura no dia a dia. No passado, uma garrafa pet tradicional de água mineral de 500 ml pesava cerca de 30 gramas. Hoje, graças ao avanço dos polímeros e do design estrutural, existem garrafas ultra-leves no mercado brasileiro que pesam apenas 8 gramas. Até as tampas encolheram, caindo de 5 para cerca de 2,4 gramas.

Para que a garrafa não mude de formato ou desabe ao ser empilhada, as fábricas adotaram uma tecnologia inovadora: a injeção de nitrogênio líquido logo antes do fechamento. O gás se expande dentro da garrafa e cria uma pressão interna que mantém a embalagem rígida, mesmo com paredes de plástico extremamente finas.

No mercado de vinhos, o peso da garrafa de vidro sempre foi associado ao luxo e à qualidade do produto. Garrafas vazias de grandes tintos costumavam passar facilmente de 1 kg. No entanto, o cenário mudou drasticamente com a urgência climática. O vidro é o maior responsável pela pegada de carbono no setor vinícola, tanto pela energia gasta nos fornos de fabricação quanto pelo peso extra gerado no transporte global. Vinícolas renomadas, como a argentina Catena Wines, lideram um movimento global para substituir garrafas de 700g por modelos ecoeficientes de 380g. A qualidade do vinho dentro da garrafa permanece exatamente a mesma, mas as emissões de gases poluentes no transporte despencam. (Curiosamente, a garrafa mais leve do setor pesa 260g ,da Vidrala, Esporão (Foto).

O Lado Comercial: Inflação e o Fenômeno do Encolhimento

Nem toda redução de peso visa apenas o meio ambiente; a economia também dita as regras. Para lidar com o avanço da inflação e manter os produtos acessíveis ao poder de compra da população, grandes marcas de bebidas adotaram a estratégia de redução de portfólio e embalagem.Gigantes como a Coca-Cola expandiram a oferta de garrafas menores (como as versões de 1,25L e 1,75L) e de minilatas (269 ml). Essa tática comercial permite que o preço final na etiqueta continue atrativo para o consumidor no balcão. O alerta dos especialistas fica para o custo-benefício: muitas vezes, o preço por litro acaba sendo proporcionalmente mais caro nessas embalagens reduzidas.

A mudança no peso das garrafas veio para ficar. Essa une a engenharia moderna à necessidade de um consumo mais consciente e inteligente. Da próxima vez que você abrir uma bebida, lembre-se de que há muita tecnologia envolvida para deixar aquele produto mais leve na sua mão e no planeta.

Fonte: https://forbes.com.br/forbes-agro/2024/03/fique-atento-pegada-de-carbono-do-vinho-esta-concentrada-no-peso-da-garrafa/

https://www.vidrala.com/en/press-room/news/vidrala-showcases-260g-probably-the-worlds-lightest-75cl-bottle-at-expo-2025-osaka.html

domingo, 31 de maio de 2026

Cerveja na Banca

 

Uma nova era de leitura: conheça a banca de chopp da Prudente de Morais

A tradicional banca de jornal ganhou uma nova utilidade em Belo Horizonte. Localizada na movimentada Avenida Prudente de Morais, bem em frente ao conhecido Espetinho DoChef, uma estrutura que antes abrigava revistas e jornais foi completamente transformada. Agora, o espaço funciona como pequeno depósito de barris e choperia, trocando o papel pelo colarinho cremoso. Feito parecido ocorreu com a Cervejaria Vinil, quando um grupo de produtores da marca tocavam discos de vinil em frente a uma banca de jornais, na região da Savassi, vendendo seus chopes gelados.


A grande novidade do local é a parceria com a Krug Bier, pioneira na transição da cultura cervejeira artesanal em Minas Gerais. Os clientes podem desfrutar do chope pilsen diretamente no balcão da banca. A proposta une a nostalgia das antigas bancas de rua com a praticidade de um bom espetinho logo do outro lado da via.

Com tanta banca, abandonada, não exercendo mais a sua função essencial, (muitas se tornaram ponto de outdoors eletrônicos), quem sabe a moda pega?

E você? Banca uma cerveja?!

Local: Avenida Prudente de Morais 920. Belo Horizonte.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

AEB Brewing Brasil Brau 2026

 


Biotecnologia e Tradição: Como a AEB Brewing se Tornou Pilar de Inovação no Mercado Cervejeiro Nacional

Da Redação Ave Cesar Co. – O mercado de cervejas artesanais e industriais no Brasil movimenta bilhões de litros anualmente, mas o verdadeiro segredo de muitas receitas premiadas não está apenas no malte ou no lúpulo, e sim nos bastidores da biotecnologia. No centro dessa engrenagem está a AEB Brewing, uma divisão do gigante italiano AEB Group. A companhia consolidou sua posição no país como uma das principais provedoras de soluções completas para cervejarias, unindo insumos de alta performance a maquinários de ponta. Sempre que vou à Brasil Brau, não deixo de visitar e frequentar o estande da AEB para dar um abraço em seu representante comercial no Brasil, Mário Bitencourt.

A história do grupo começou em 1963, na Itália, inicialmente voltada para o refino e evolução do setor de vinhos. Com o acúmulo de décadas de know-how em fermentação, estabilização e microbiologia, a expansão para o setor cervejeiro foi um passo natural.

No Brasil, a operação é comandada pela filial AEB Bioquímica Latinoamericana, estrategicamente instalada no polo industrial de São José dos Pinhais, no Paraná.

Societariamente, a empresa reflete a robustez de uma multinacional capitalizada. O controle global da holding AEB Group passou por ciclos de investimentos de grandes fundos de private equity europeus, como o Euroazeo e a Apax Partners, o que garantiu fôlego financeiro para aquisições globais e modernização de laboratórios. Localmente, a gestão é liderada por diretores técnicos e executivos que adaptam as inovações europeias às exigências e ao clima do mercado da América Latina.

Para aqueles que irão na Brasil Brau, recomendo a visita para conhecer os produtos e serviços cervejeiros que a AEB Brewery oferece no mercado nacional e na América Latina, variando da biotecnologia e ingredientes à equipamentos e higienização, serviços técnicos e conhecimento, esse por meio da sua universidade de técnicas, tendências, estudos e inovação, a AEB Academy.

A Brasil Brau ocorre de 09 a 11 de junho em São Paulo, no São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5. O estande da AEB será o A09.

Conheça mais sobre a AEB no site: https://www.aeb-group.com/br/cerveja 

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

HOPEN 2026 Portugal

 

HOPEN 2026: Braga acolhe a maior edição de sempre do festival que dita as tendências da cerveja artesanal em Portugal

Da Redação Ave Cesar Co.

BRAGA – O Jardim do Campo das Hortas, junto ao emblemático Arco da Porta Nova, volta a transformar-se no epicentro da cultura cervejeira independente em Portugal. Entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, a cidade acolhe a 6ª edição do HOPEN – Braga Beer Festival, consolidado como o maior evento nacional dedicado exclusivamente a marcas 100% artesanais. Organizado pela Beautiful Alphabet em parceria com a Associação Empresarial de Braga e o Município de Braga, o festival espera atrair cerca de 40 mil visitantes. Semelhante ao Porto Beer Fest, o evento reúne 28 cervejeiras nacionais com fábrica própria, que juntas vão apresentar um catálogo recorde de mais de 200 cervejas diferentes.

Alta Gastronomia: Showcooking com Estrela Michelin e Cozinha de Autor

A edição de 2026 eleva a excelência gastronómica ao introduzir a cozinha de autor no local. O grande destaque vai para o Chef António Loureiro, do restaurante "A Cozinha" (distinguido com uma Estrela Michelin), que vai protagonizar um showcooking gratuito para o público. A programação na cozinha inclui ainda demonstrações dos chefs João Santos (Cervelogia) e Miguel Barbosa (El Olivo), este último em parceria com a Cerveja LETRA, focadas no potencial de harmonização entre pratos refinados e cerveja artesanal. Para refeições casuais, o festival montou uma das suas maiores áreas de street food até à data, com 14 operadores gastronómicos confirmados.

A inovação tecnológica é uma das marcas do HOPEN 2026. O festival disponibiliza uma aplicação móvel própria que, além de permitir consultar o cardápio e participar em sorteios, conta com um sommelier virtual com inteligência artificial. A ferramenta é capaz de sugerir marcas e estilos de cerveja personalizados de acordo com o perfil de gosto de cada utilizador.

Acompanhando as novas tendências de mercado e restrições alimentares, o recinto ganha também um espaço inédito para bebidas alternativas. Os visitantes vão encontrar cocktails de sidra e kombuchas, opções de cerveja sem glúten e variedades de cerveja sem álcool.


Sustentabilidade, Inclusão e Esporte

Classificado como um Eco-Evento, o HOPEN eliminou totalmente os plásticos de uso único, adotando exclusivamente copos de vidro reutilizáveis. O festival também aposta na economia circular com workshops dedicados ao reaproveitamento de subprodutos da produção de cerveja. No campo do conforto e acessibilidade, o recinto teve um aumento de 30% no número de lugares sentados e inaugurou o Lounge Nova Arcada, uma área planeada exclusivamente para pessoas com mobilidade reduzida.

O programa de entretenimento estende-se para além dos copos, integrando concertos ao vivo, sunsets e DJ sets focados em discos de vinil; atividades físicas como o treino BrewFit e o passeio ciclista Cycle Chic, além da transmissão ao vivo da final de futebol da UEFA Champions League (30 de maio) num ecrã (tela) LED gigante instalado no jardim.

Guia Prático do Festival

Local: Jardim do Campo das Hortas, Braga (junto ao Arco da Porta Nova). 

Datas: 29, 30 e 31 de maio.

Preço: Entrada gratuita (o consumo é condicionado à compra do copo oficial do evento). 

Horários de Funcionamento: Sexta-feira (29/05): 16h00 às 02h00 Sábado (30/05): 15h00 às 02h00 Domingo (31/05): 15h00 às 24h00.

Fonte: https://aebraga.pt/mc-events/hopen-braga-beer-festival-2/

Foto: IA.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Prêmio Conexão Sommelier Brasil 2026 – Edição MG

 

Prêmio Conexão Sommelier Brasil 2026 – Edição Minas Gerais Abre Para Votação Pública

O Prêmio é um dos maiores reconhecimentos dedicado exclusivamente a colocar o profissional sommelier no centro das decisões estratégicas do mercado de bebidas mineiro.

Idealizado pelo sommelier e consultor de mercado Ricardo Sá, o evento celebra o ofício em suas múltiplas vertentes — incluindo vinhos, cervejas, cachaças, cafés e destilados —, conectando profissionais que influenciam diretamente o consumo a marcas e produtores locais.

Categorias Concorrentes

O prêmio destaca diferentes perfis de atuação técnica e mercadológica através do voto popular. Entre as principais categorias em disputa pelos candidatos estão:

Sommelier do Ano (Território / Produto Local): Focado na valorização do terroir mineiro e da cultura gastronômica regional.

Trajetória Inspiradora: Destinado a profissionais que servem de exemplo e mentoria no setor de bebidas.

Melhor Sommelier Educador: Categoria voltada para quem atua no ensino, formação e desmistificação do conhecimento técnico.

Sommelière Revelação: Dedicado aos novos talentos que estão inovando e ampliando o alcance do mercado de forma acessível.

Sommelier de Gôndola: Reconhecimento voltado aos profissionais que se destacam no varejo, como em supermercados e lojas especializadas.

As votações públicas e ilimitadas para a edição de 2026 estão abertas e ocorrem de forma digital por meio de formulários oficiais compartilhados pelos organizadores e candidatos nas redes sociais, como o perfil do Conexão Sommelier Brasil. O encerramento da apuração antecede a realização do grande encontro corporativo do setor.

A programação do evento é estruturada em torno do papel do sommelier como articulador da cadeia de suprimentos, da identidade do produto nacional e das principais tendências de consumo.  Ao contrário de feiras tradicionais voltadas apenas para o consumidor final, o foco está na capacitação, relacionamento B2B e decisões comerciais que impactam restaurantes, hotéis e distribuidores de Minas Gerais.

Para votar no seu sommelier favorito, use o link a seguir: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdK6xbxNiBIJI9zslJTnHZB9icHQ5xWTIoSxQCI-xnYVRAaxw/viewform


Anuário da Cerveja 2026

Raio-X do Mercado Cervejeiro: O que o Anuário da Cerveja 2026 Revela Sobre o Nosso Futuro

Na última semana, Brasília foi o palco do lançamento do aguardado Anuário da Cerveja 2026 (ano-base 2025). O documento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) foi apresentado em um evento promovido pelo SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), reunindo autoridades e grandes especialistas do setor. Para quem vive o mercado, esse relatório é o termômetro de tendências definitivo. Ele nos força a olhar os dados, recalcular rotas, estudar e, acima de tudo, reinventar a forma como pensamos a cerveja. E a edição deste ano trouxe insights poderosos que merecem nossa atenção.

Sem Glúten Voando Alto e o Espaço do Puro Malte

Entre os dados mais impactantes, a saudabilidade e ocomportamento de consumo ditaram o ritmo. O volume de cervejas sem glúten registrou um salto impressionante de 417,6%. Paralelamente, as cervejas puro malte consolidaram sua presença definitiva no coração e no copo dos brasileiros, respondendo por 30% de toda a produção nacional.

O Raio-X Inédito dos Ciganos

Pela primeira vez na história, o anuário trouxe dados oficiais sobre o universo das cervejarias ciganas. Graças a uma articulação liderada pela Diretoria Jurídica da ABRACERVA (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal), agora sabe-se que o país conta com 280 marcas ciganas ativas. Juntas, elas são responsáveis por produzir 37 milhões de litros espalhados por 17 estados brasileiros.

Crescimento em Ritmo de Consolidação (E Suas Dores)

Embora o Brasil tenha atingido o recorde histórico de 1.954 fábricas registradas, o ritmo mudou. Após anos de uma expansão acelerada, o mercado dá claros sinais de consolidação. A abertura de novos CNPJs desacelerou e o relatório apontou 158 cancelamentos de registros de estabelecimentos. Essa alta expressiva nos fechamentos mostra que a maturidade do setor traz consigo dores reais de mercado, exigindo mais eficiência, gestão e resiliência das marcas que desejam prosperar. 

O mercado mudou de marcha. E a sua cervejaria, está pronta para esse novo cenário?

Para ter acesso ao anuário da cerveja clique no link: https://sindicerv.com.br/anuario-da-cerveja-2026/



domingo, 24 de maio de 2026

TremBier 2026

 


O TremBier 2026 Agita Tiradentes com Cultura Cervejeira e Gastronomia

A histórica cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, foi o cenário de mais uma edição histórica do TremBier, um dos maiores festivais de cerveja artesanal do estado. Entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, o evento transformou as ruas coloniais em um verdadeiro polo de cultura, gastronomia e entretenimento.

Cerveja de Qualidade e Gastronomia Mineira

Durante os três dias de festa, moradores e turistas lotaram o Largo das Forras e o Largo da Rodoviária. O público pôde saborear centenas de rótulos de dezenas de cervejarias artesanais renomadas. Para acompanhar as bebidas, um circuito gastronômico especial trouxe o melhor da culinária mineira com toques contemporâneos.

O festival se destacou pela diversidade de atrações para todos os gostos, com Shows Gratuitos, Apresentações musicais agitaram dois palcos principais com muito rock, blues e MPB. A entrada na praça e o acesso aos shows foram totalmente gratuitos.

O evento também teve o seu toque de formação. Apaixonados por cerveja participaram de cursos, palestras e degustações guiadas conduzidas por sommeliers.

A Tradicional Corrida Alcoológica

O ponto alto da descontração aconteceu no sábado, 23 de maio. A famosa Corrida Alcoológica teve sua largada às 10h, reunindo atletas e entusiastas em um percurso divertido que uniu esporte e paradas estratégicas para degustação.

O TremBier 2026 se consolidou, mais uma vez, como um evento essencial para o turismo sustentável e para a economia da Região das Vertentes.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Bar em Casa

 

O Boom do Bar em Casa: Como a Alta Coquetelaria Conquistou a Nossa Sala

Preparar um drink em casa mudou muito nos últimos tempos. Esqueça aquela mistura simples de destilado com refrigerante. O consumidor brasileiro agora quer criar experiências premium sem precisar sair da sala de estar. Essa transformação foi detalhada em uma reportagem recente da Forbes Brasil. O texto mostra como o ritual de receber amigos e preparar bebidas ganhou status de alta coquetelaria doméstica. Segundo a Forbes, o consumidor virou bartender.

Marcas gigantes e produtores artesanais estão de olho nesse novo comportamento. A francesa Monin, famosa por seus xaropes, acabou de lançar um e-commerce focado no consumidor final, segundo informou o seu Diretor Comercial para o Brasil, Thiago Zanon. 

Ao mesmo tempo, marcas nacionais como a Easy Drinks crescem vendendo bases prontas de frutas e espumas para Moscow Mule. Isso facilita o preparo e mantém o padrão de balcão.

Os Pilares do Bar Doméstico

Para quem quer acompanhar essa tendência e montar uma estrutura prática, o mercado se dividiu em três pilares essenciais:

Xaropes Premium: Sabores cítricos e frutados adicionam complexidade rápida aos drinks.

Bases Semi-Prontas: Purês de frutas e espumas artesanais reduzem as etapas de preparo.

Ingredientes Autorais: Bitters e cordiais trazem o toque final dos bartenders profissionais.

Essa facilidade impulsiona também o universo dos mocktails — os coquetéis sem álcool. Eles valorizam o sabor, o visual e a experiência do brinde, atendendo ao público que busca sofisticação de forma leve.

O mercado global de xaropes para coquetéis projeta movimentar US$ 7,21 bilhões até 2030. Esse dado comprova que o consumidor prefere beber menos em quantidade e investir mais na qualidade do que coloca no copo.

O papel do anfitrião mudou. Hoje, preparar o drink perfeito faz parte do entretenimento da noite. Se você quer começar a explorar esse universo, basta garantir um bom dosador, gelo de qualidade e ingredientes selecionados para transformar qualquer reunião casual em um evento memorável.

A propósito, você possui um bar em casa ou sabe fazer um drinque especial? Diga nos comentários!

Fonte e saiba mais: https://forbes.com.br/forbes-wsb/2026/05/consumidor-virou-bartender-o-boom-das-marcas-que-faturam-com-o-seu-bar-em-casa/

Fotos: do autor/divulgação.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Dia da Cachaça Mineira

 


21 de maio: o Dia da Cachaça Mineira

A data é um marco fundamental para a valorização do destilado mais brasileiro de todos. Oficializada para coincidir com o início da safra da cana-de-açúcar, a data difere do Dia Nacional da Cachaça (comemorado em 13 de setembro), mas carrega o mesmo orgulho de exaltar um patrimônio cultural e econômico que movimenta bilhões e define a identidade do país.

O Brinde da Tradição: Confrarias, Ciência e Grupos de Estudo

Muito além da produção industrial, a cachaça sobrevive, se sofistica e ganha novos patamares por meio da paixão popular e da pesquisa científica. Movimentos dedicados ao destilado organizam encontros e redes de cooperação fundamentais para o setor:

Essas reuniões e núcleos de estudo transformam feiras, alambiques e salas de aula em espaços de intercâmbio técnico. Nesses ambientes, o hábito de apreciar o destilado ganha contornos de preservação histórica e rigor científico. Eles são os grandes responsáveis por mitigar o mercado informal e fortalecer a segurança da bebida.

A cachaça é a terceira bebida destilada mais consumida no mundo. O estado de Minas Gerais desponta isolado como o maior polo de cachaça artesanal de alambique do país. O impacto financeiro do setor é massivo:

  • Geração de empregos: A cadeia produtiva sustenta milhares de famílias no campo e na cidade, abrangendo desde o corte da cana até o turismo gastronômico nos alambiques.
  • Potência de exportação: O mercado internacional absorve volumes históricos do produto envelhecido em madeiras nativas como o bálsamo, a amburana e o ipê, gerando divisas em exportações.
  • Arrecadação interna: A formalização e o registro de marcas geram receitas vitais ao Estado, revertidas em incentivos ao agronegócio.

Historicamente ligada à resistência do povo brasileiro desde o período colonial, a cachaça superou antigos preconceitos. Hoje, o destilado mineiro é legalmente reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural do estado.

Ela é a base da caipirinha — o coquetel brasileiro mais famoso do planeta — e está intrinsecamente conectada à música, à literatura e à culinária de raiz. Celebrar o 21 de maio significa aplaudir o trabalhador rural, a ciência por trás da destilação perfeita e o direito de festejar a nossa própria identidade. Onde encontrar tudo isso? Visite o Expocachaça que será em breve. Saiba mais!

domingo, 17 de maio de 2026

A História do Pisco Chileno

 


O Orgulho do Norte Chico: O Legado do Pisco Chileno e sua Identidade

O Pisco Chileno é um sofisticado destilado produzido exclusivamente a partir da fermentação e destilação do mosto de uvas aromáticas (Vitis vinifera). Diferente de outras bebidas, ele é feito de variedades específicas de uvas pisqueras, com destaque absoluto para a família das Moscatéis (como Moscatel de Alexandria e Moscatel Rosada), além das uvas Pedro Jiménez e Torontel. Cultivadas sob o sol radiante dos vales áridos e férteis das regiões de Coquimbo e Atacama, essas frutas garantem um perfil intensamente aromático à bebida. No país, o destilado é celebrado oficialmente no dia 15 de maio, data que homenageia a criação da sua Denominação de Origem em 1931 — a mais antiga de todas as Américas.

A Controvérsia com o Peru: Um Nome, Dois Mundos

A produção do pisco carrega uma das maiores rivalidades culturais e comerciais da América do Sul. O Peru reivindica a propriedade exclusiva do termo "Pisco", argumentando que a bebida nasceu em sua região geográfica homônima (a cidade e o vale de Pisco), proibindo legalmente a importação do produto chileno sob esse nome. O Chile, por sua vez, defende o direito de uso amparado em sua longa tradição histórica e legislação centenária.

Além da disputa geopolítica, os dois métodos de fabricação criam bebidas completamente distintas:

Pisco Chileno: Possui regras mais flexíveis. Permite múltiplas destilações, adição de água purificada para ajustar a graduação alcoólica e, crucialmente, o envelhecimento em barris de carvalho americano ou francês. Esse descanso em madeira confere aos piscos chilenos tons dourados, notas amareladas e aromas complexos de baunilha e especiarias.

Pisco Peruano: Segue uma linha rigidamente purista. É destilado apenas uma vez, não leva água e jamais passa por madeira, resultando sempre em um líquido totalmente transparente, encorpado e focado na pureza da fruta.

O mercado do pisco no Chile equilibra grandes cooperativas pioneiras que abastecem o mundo e refinadas destilarias boutique. Entre os nomes mais icônicos do país, destacam-se:Alto del Carmen: Batizado em homenagem a uma localidade do Vale do Huasco, é um dos líderes de mercado mais populares do país.

Mistral: Localizada no coração do histórico Vale do Elqui, a marca é famosa por seus piscos premium envelhecidos em carvalho, como a renomada linha Mistral Nobel.

Capel: Uma das cooperativas mais tradicionais e antigas do país, internacionalmente famosa por engarrafar o seu pisco em uma embalagem com o formato das estátuas Moai da Ilha de Páscoa.

Waqar: Um produtor ultra-premium de Tulahuén (Vale do Limarí), focado em um estilo transparente, elaborado por uma família com cinco gerações de tradição artesanal.

Fundo Los Nichos: Considerada a destilaria ativa mais antiga de todo o Chile, operando de forma histórica e tradicional no Vale do Elqui.

Ao celebrar o 15 de maio, o Chile não apenas festeja um coquetel, mas reverencia uma herança agrícola fascinante que segue conquistando novos paladares ao redor do globo.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Cajuína São Geraldo

 


O Sabor Sagrado do Nordeste: A Trajetória da Cajuína São Geraldo

O refrigerante regional São Geraldo foi oficialmente fundado em 1976, com a criação da razão social Cajuína São Geraldo Ltda., em Juazeiro do Norte, no Ceará. A marca que comemora seus 50 anos agora em 2026, teve suas origens na década de 1950 sob o comando de José Amâncio de Souza, transformando uma pequena produção de bebidas artesanais no maior fenômeno de fidelidade de consumo da região. Hoje, a bebida é considerada uma verdadeira lovemark nacional, transportando a essência da cultura nordestina para o Brasil.

A Origem e o Fundador: Da Vaselina ao Suco de Caju

Na década de 1950, Juazeiro do Norte abrigava uma pequena fábrica voltada à manipulação de produtos diversos, como perfumaria, vaselina e vinhos alcoólicos à base de frutas locais (como jenipapo e jurubeba). O estabelecimento pertencia ao comerciante Luciano Teófilo de Melo. O rumo do negócio mudou quando José Amâncio de Souza ingressou na firma como funcionário. Demonstrando forte tino comercial e conquistando a confiança do proprietário, José Amâncio adquiriu o empreendimento apenas dois anos depois. O nome "São Geraldo" foi escolhido em homenagem ao santo italiano, fruto da profunda devoção religiosa da mãe do novo proprietário.

A Criação da Fórmula: O Segredo do Fruto

Originalmente, o caju era utilizado na fábrica apenas para dar sabor aos vinhos e licores artesanais. Na década de 1960, José Amâncio identificou o potencial desperdiçado da fruta abundante no Cariri cearense. Ele iniciou testes para desenvolver uma bebida não alcoólica, gasosa erefrescante.Matéria-prima Direta: Diferente dos refrigerantes tradicionais de uva ou laranja que utilizam apenas aromas artificiais, a fórmula da São Geraldo incluiu o suco natural da fruta.

Foram necessários vários anos de ajustes na proporção de açúcar, gaseificação e extrato para chegar ao balanço perfeito: uma bebida doce, encorpada, levemente ácida e com a cor dourada característica da cajuína tradicional. Para expandir a receita e industrializar o processo, o fundador trouxe seus irmãos, Francisco de Souza e Tarcila Sousa, para a sociedade, oficializando a marca em 1976.


O refrigerante São Geraldo conquistou o público inicialmente pelo forte vínculo com a comunidade local. Durante décadas, os próprios moradores da região colhiam os cajus e os transportavam em carroças ou balaios na cabeça até as portas da fábrica, criando uma cadeia produtiva totalmente integrada ao Cariri. A bebida deixou de ser apenas um produto comercial para se transformar em um símbolo de identidade e nostalgia. O consumidor nordestino passou a associar o refrigerante local ao almoço de domingo, às festas juninas e ao sentimento de pertencimento à sua terra natal.

A fábrica da Cajuína São Geraldo modernizou sua distribuição para além das fronteiras do Ceará. A marca oferece a versão do refrigerante tradicional, embalagens em lata personalizadas e a versão Zero Açúcar, desenvolvida após cinco anos de testes sensoriais para manter o mesmo gosto marcante do fruto. Com a introdução de novos canais de distribuição, o refrigerante é exportado espontaneamente por turistas e distribuído formalmente para grandes capitais fora do Nordeste, impulsionado por um público fiel que faz propaganda voluntária da marca.

Parabéns pelos 50 anos de fundação e sucesso pleno em sua jornada.





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