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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cervejas da Rússia

 

São Petersburgo e as Incríveis Cervejas da Rússia

São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia e sua indiscutível capital cultural, vive um fascinante contraste moderno. Às margens do Rio Neva, a opulência barroca e neoclássica dos imperadores do passado divide as atenções com uma efervescente e contemporânea cena de microcervejarias artesanais. Se por um lado a cidade atrai milhões de viajantes com seus palácios imperiais e igrejas de cúpulas reluzentes, por outro, os distritos industriais e os subsolos do centro histórico transformaram-se no berço de uma revolução cervejeira na Europa Oriental.

A chamada "Veneza do Norte", erguida sobre dezenas de ilhas e canais conectados por centenas de pontes, preserva intacta a grandiosidade de quando era o centro do Império Russo. O ponto de partida de qualquer imersão histórica é o Museu Hermitage, o terceiro maior museu do mundo. Seu complexo de edifícios históricos engloba o imponente Palácio de Inverno, antiga residência oficial dos czares. Caminhar por seus salões reais é testemunhar o ápice da extravagância russa, cercado por um acervo artístico incomparável que guarda de relíquias egípcias a obras-primas de Leonardo da Vinci e Rembrandt. Um luxo exclusivo à parte.

A silhueta urbana de São Petersburgo é desenhada por suas monumentais estruturas religiosas. A Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado, com suas icônicas cúpulas em formato de mosaico e arquitetura tipicamente russa, ergue-se exatamente no local onde o Czar Alexandre II foi assassinado. Não menos impressionante é a Catedral de Santo Isaac, cuja imensa cúpula dourada domina o horizonte e oferece, de seu mirante, uma visão panorâmica e inesquecível da artéria principal da cidade, a Nevsky Prospekt.

Apesar de a Rússia ser historicamente associada à vodka, São Petersburgo converteu-se na capital da cerveja artesanal do país. O movimento, fortemente influenciado pelas escolas belga e alemã, expandiu-se com vigor. Hoje, pioneiras locais como a Vasileostrovskaya Brewery e a Bakunin Brewery dividem os holofotes com microcervejarias focadas em produções de altíssimo nível técnico. O grande destaque dessa vanguarda é a Cervejaria Khoffner (escrita localmente como Khoffner Brewery). Situada em São Petersburgo, a marca carrega no sangue o lema "Beer is in our blood" (A cerveja está em nosso sangue). 

A Khoffner conquistou respeito internacional ao criar rótulos com energia e alma, transitando com maestria entre Lagers tradicionais extremamente limpas e ales experimentais complexas. A marca expandiu sua influência global mantendo viva a essência criativa de sua planta original na antiga capital russa.

Como a minha passagem na cidade foi rápida, conheci a cervejaria chamada Hoffmann (Гофманъ), produzida de acordo com a Reinheitsgebot e de forma exclusiva para a famosa mega estufa e restaurante Shchelqunchik (Щелкунчик), localizado no coração de São Petersburgo, bem em frente à Estação Ferroviária Moskovsky (Foto abaixo). Ao experimentar, essas me lembraram os estilos das cervejas medievais do Báltico. Uma experiência gastronômica incrível! 


O logotipo estampado na madeira traz o retrato estilizado do célebre escritor romântico alemão E. T. A. Hoffmann, autor do conto original "O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos" (que inspirou o nome do restaurante e o famoso balé de Tchaikovsky). Fiz uma reprodução da logomarca com ajuda da Inteligência Artificial (IA).

Embora exista uma fábrica de grande porte com o nome Hoffmann na região de Oremburgo, essa identidade visual específica faz parte da microcervejaria própria do restaurante em São Petersburgo, muito conhecida localmente pelas suas tradicionais receitas artesanais de cerveja de trigo (Weizen) e Lagers clássicas produzidas no próprio local.

Há muitas outras microcervejarias para serem conhecidas na cidade. Se você planeja visitar São Petersburgo mencione no Blog a cervejaria ou a cerveja que você mais gostou! Boa Viagem! 

Ave César!

sexta-feira, 6 de março de 2026

Ravintola Saslik

A Inesquecível Gastronomia de Ravintola Saslik

Quando trabalhei há mais de 20 anos na cidade de Mogi das Cruzes-SP, na Valmet Tratores (Valtra), tive como mentor o Diretor Financeiro Riku Mäkinen. Esse jovem e brilhante CFO, é natural da Finlândia. 

A Valtion Metallitehtaat (Valmet), foi empresa estatal finlandesa que, após Segunda Guerra Mundial, assumiu várias fábricas e oficinas do estado que foram utilizadas na produção e manutenção de armamentos bélicos. A empresa atua em diversos segmentos, incluindo a celulose. O setor de tratores foi vendido em 2005, para a AGCO, proprietária do tratores Massey-Ferguson. Conhecer a Finlândia, para mim, significava participar de uma imersão turística e profissional.

Em algumas conversas que tivemos, Riku cuidadosamente me indicou para visitar à cidade de Helsink, capital da Finlândia. Ele havia me indicado dois passeios, que eu não deveria abrir mão. O primeiro se tratava em conhecer a Fortaleza Soumenlinna, no Golfo da Finlândia. Trata-se de uma forte marítimo composto por 8 ilhas, das quais 6 são fortificadas militarmente. Naquele ambiente, é possível conhecer parte da história daquele país. Dentro da Fortaleza há diversos museus, canhões, tanques e caminhões, salas com vestimentas e acessórios militares, além de fotografias de época e, por incrível que pareça, há também uma microcervejaria chamada Soumenllinna Panimo. O local é interessante e vale a pena experimentar as suas cervejas.

Curiosamente, no inverno, é possível transitar de carro sob o mar congelante do Golfo da Finlândia (Mar Báltico) para chegar ao complexo militar, pois no verão, o acesso às ilhas é, exclusivamente,
realizado por ferry boat, uma vez que não há pontes ou estradas construídas, por uma questão de estratégia.

O segundo passeio envolvia conhecer o centro da cidade e, ao fim do dia, jantar no Ravintola Saslik. É um restaurante discreto, com mais de 50 anos de história, e é frequentado por diversos dignitários, políticos, celebridades e empresários finlandeses e internacionais.

Naquele tradicional espaço em Helsink, a gastronomia russa simplesmente nos encanta. As suas salas privativas propiciam conforto e intimidade aos visitantes que, simultaneamente, contam por meio de decorações, móveis, gravuras e pinturas um pouco da história daquele mundo oriental que foi cercado por Czares e Imperadores. Para intensificar a atmosfera do jantar (sugiro conhecer a sala presidencial), a música sutilmente tocada, abastece os ouvidos com óperas clássicas, o que inclui Tchaikovsky e Nikolai Rimsky-Korsakov, além de tenores como Andrei Danilov.


O melhor está por vir quando você seleciona no menu a especialidade da casa: o filé de urso grelhado na brasa, com bacon defumado e molho de conhaque. É surreal. A carne é suculenta e de sabor muito agradável e bem temperada. É algo histórico, memorável, para se guardar por toda a vida. E, naturalmente, para acompanhar nessa façanha clássica e cheia de nobreza, toma-se duas cervejas: uma de entrada, a cerveja que homenageia indiretamente as tradições da Corte Imperial Russa, a Kalinkin, de 1795, fabricada em São Petersburgo. A cervejaria russa foi uma das principais fornecedoras da Casa Imperial, servindo satisfatoriamente os Czares, em seus banquetes e recepções. (O rótulo da garrafa dessa cerveja da Rússia que tomei, guardei com muito carinho e que está anexo.)

A segunda cerveja, a ser ingerida durante o processo de apreciação do exótico prato, é a Lahden Erokois NEIPA, produzida pela cervejaria Hartwall, do grupo Royal Unibrew, e que está localizada na cidade de Lahti. Refere-se a uma autêntica cerveja finlandesa muito intensa e saborosa. (Ambas cervejas que tomei, eu não as vi no Brasil.) Para finalizar: as sobremesas. Essas já demonstram sabor só pelo olhar. Sorve-las é um pecado que deve ser perdoado pelos deuses.

Um detalhe importante: não se pode deixar de tomar  durante a estada no Ravintola Saslik uma dose de vodka especial para abrir o apetite. O time de garçons irá lhe oferecer. Esse ato é uma tradição, um ritual que te incentivará a voltar mais uma vez ao restaurante.

Se tiver a oportunidade de ir algum dia, não se questione: simplesmente vá. Cheers! Em russso: Toct!







Sobre a cervejaria Soumenllinna Panimo: https://www.panimoravintola.fi/en/  

Saiba mais sobre cervejas russas: https://cervejaavecesar.blogspot.com/2026/08/cervejarias-da-russia.html

Russian Brewers: Tradition, Revival, and the Global Challenge - All About Beer

Sobre o Saslik: Restaurant Saslik – A Legendary Restaurant in Finland

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Mercado Russo de Cervejas


Cerveja procura seu espaço no país da vodka

Os gigantes da cerveja viram uma queda de 10% nas vendas internas nos primeiros nove meses deste ano

“Por alguma razão desconhecida, a cerveja estrangeira na Rússia está se tornando rapidamente parecida com a nacional”, diz, em tom de brincadeira, Ígor Arnautov, analista da Investkafe.

Mas tal metamorfose não deve surpreender. Os maiores produtores estrangeiros há muito compraram as principais fábricas de cerveja da Rússia e produzem nessas instalações as marcas estrangeiras mais populares na Rússia. A parcela do mercado das importadas é de apenas 2,5% (cerca de 250 milhões de litros por ano).

Os gigantes da cerveja viram uma queda de 10% nas vendas internas nos primeiros nove meses deste ano. A União dos Cervejeiros Russos prevê que a contração do mercado continue, pelo menos, até o final de 2014.

Isso porque eles planejam deixar de comercializar cerveja em embalagens de plástico com mais de 2,5 litros, comuns na Rússia, assim como cervejas fortes, com mais de 6 graus de teor alcoólico, em garrafas com mais de dois litros, a partir do dia 1° de janeiro de 2014.

Os cervejeiros deram esse passo voluntariamente para mostrar boa vontade com a política de redução do abuso de álcool no país, segundo comunicado da união. De acordo com Arnautov, até o final de 2014 o mercado sofrerá uma redução de 25% a 30%, comparado ao de 2008.

Consolidação

Hoje, a Rússia ocupa o 29º lugar no ranking mundial de consumo de cerveja, segundo dados da união, com um consumo anual de 65 litros por pessoa. Para o diretor do Centro de Pesquisa dos Mercados Regional e Federativo do Álcool, Vadim Drobiz, porém, o número chega a mais de 70 litros.

Em 2007, quando foi registrado o pico de consumo de cerveja na Rússia, o aumento foi de 5,5 vezes em relação a meados da década de 1990. Nesse ano, cada russo consumiu 81 litros.

“Ao entrar no mercado nacional, as marcas estrangeiras o consolidaram e, obtendo direitos ilimitados de acesso à publicidade, conseguiram excelentes resultados. Em 2007, eles já controlavam 92% do mercado”, diz. O primeiro alerta aos fabricantes eufóricos veio da demografia. De 1992 a 1999 a Rússia viu diminuir significativamente sua taxa de natalidade. Como resultado, em 2007, havia quase três vezes menos jovens do que o habitual consumindo cerveja, e as vendas começaram a cair. A crise de 2008-2009 só veio agravar ainda mais a situação.

“Um antidepressivo clássico são as bebidas alcoólicas fortes”, afirma Drobiz. E quando a economia começou a ter problemas, o consumo mundial de bebidas alcoólicas fracas diminuiu em favor de bebidas fortes, inicialmente mais baratas. Como resultado, em 2010 o consumo da cerveja caiu para 72 litros por pessoa ao ano.

Nesse mesmo ano, o governo russo, cansado de essa indústria imensa não contribuir praticamente com nada para o Tesouro, interveio no mercado e aumentou o imposto sobre o consumo. Antes disso, o orçamento recebia apenas 30 bilhões de rublos (cerca de R$ 2,1 bilhões) pelos 10 a 11 bilhões de litros que os russos bebiam anualmente.

O aumento do imposto não influenciou fortemente o volume da produção, que cresceu entre 2011 e 2012. Além disso, o mercado ficou inundado de cerveja ilegal – que, segundo Drobiz, passou a compor mais de 8% do mercado (cerca de 800 milhões de litros). Por outro lado, pequenas e médias empresas russas passaram a receber apoio do governo, e também novas grandes fábricas continuaram a crescer (por exemplo, a MPK).

Mais quedas
Neste ano, o catalisador da queda nas vendas foi a proibição da venda de cerveja em quiosques (desde 1° de janeiro de 2013). Assim, a cerveja perdeu cerca de 200 mil pontos de venda em todo o país.

De acordo com Andrêi Altúnin, diretor-geral da “Pivnáia Kompania” (do russo, “Companhia Cervejeira”), as grandes empresas reduziram sua produção e vendas, em média, em 20%.  “O Serviço Federal de Regularização do Mercado Alcoólico quer reduzir o consumo de álcool na Rússia em até 50% até 2020. Isso significa que haverá mais restrições nas vendas de cerveja”, diz.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Combate ao Alcoolismo


Rússia restringe venda de cerveja para combater alcoolismo

Lei proíbe comércio da bebida entre as 23h e as 8h. País também elevou preço mínimo da vodka e baniu publicidade de bebidas.

por Reuters

A Rússia restringiu a venda de cerveja a partir de 1º de janeiro, em uma tentativa para combater o alcoolismo no país, noticiou a agência de notícias "Interfax".

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já admitiu que o alcoolismo é um sério no país, que tem uma das maiores taxas de consumo de álcool segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O ex-presidente Dmitry Medvedev havia assinado emendas a leis sobre álcool em julho de 2011 a fim de reclassificar cerveja como bebida de alto teor alcoólico.

A nova lei restringe a quantidade de cerveja que pontos de venda e quiosques podem vender e proíbe o comércio dessas bebidas entre 11 da noite e 8 da manhã, segundo a Interfax.

Em 2012, os impostos russos sobre a cerveja cresceram em 20% e, segundo um planejamento do Ministério das Finanças aprovado em 2011, crescerão em mais 25% em 2013, e 20% em 2014.

A Rússia também elevou o preço mínimo para a vodka e baniu publicidade de bebidas alcoólicas, inclusive na Internet.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/russia-restringe-venda-de-cerveja-para-combater-alcoolismo-agencia.html

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher: Um Brinde Àquelas que Fazem um Mundo Melhor

Elas merecem! E nós também! Na semana da mulher fica aqui o nosso brinde com muito louvor daquelas que nos alegram, nos dão conselhos e nos apoiam para seguirmos em frente, com as bençãos de Nossa Senhora, a maior mulher, mãe de Jesus.

Cito aqui três mulheres de fibra: Flavinha, minha esposa, por me suportar, Carol minha filha por existir, e Neuma que trabalha com a gente segurando o batente lá em casa.

Sobre o Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto, a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.

Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária. Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher 
Fotos: arquivo pessoal. Marcos Michellin.
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