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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Asia Beer Championship 2026

Além do Óbvio: Como o Asia Beer Championship Está Moldando o Futuro da Cerveja Artesanal

Quando pensamos na vanguarda da cerveja artesanal, as escolas alemã, belga e americana costumam dominar as conversas. No entanto, háum gigante acordando no Oriente. Se você quer saber o que vai ditar as próximas tendências do mercado global, precisa acompanhar de perto o Asia Beer Championship (ABC).

 

Criado para dar suporte e referendar a crescente cultura de cervejas premium na Ásia, o campeonato chega à sua 9ª edição em 2026 consolidado como a competição técnica mais respeitada do continente. Mais do que uma simples entrega de medalhas, o Beer Cup tornou-se a bússola de um mercado vibrante que projeta movimentar bilhões de dólares nos próximos anos.

Diferente de festivais focados apenas no voto popular, o Asia Beer Championship opera sob os mais estritos padrões internacionais de arbitragem. Centenas de amostras enviadas de dezenas de países asiáticos são avaliadas às cegas por um painel de mais de 40 juízes, sommeliers e cervejeiros profissionais gabaritados. A pontuação é dividida em critérios detalhados: Aparência (Máximo de 3 pontos) Aroma (Máximo de 12 pontos) Sabor e Paladar (Máximo de 20 pontos). 

As cervejas competem em 32 categorias de estilos adaptados à popularidade da região. Os melhores de cada estilo levam Ouro, Prata e Bronze, mas há também a prestigiada chancela “Chairman’s Selection” para os rótulos que atingem um patamar técnico excelente, servindo como um guia de compras definitivo para os consumidores asiáticos.

O Calendário de 2026: Rumo a Cingapura e ao Vietnã

O cronograma deste ano movimentou os bastidores da indústria. Após o encerramento das inscrições no final de agosto, o painel de juízes se reunirá em Cingapura nos dias 30 de setembro e 1º de outubro de 2026 para as sessões de análise sensorial às cegas. Entretanto, o verdadeiro clímax acontece semanas depois. Os vencedores dos cobiçados troféus de Champion Beer, Champion Brewery e Champion Brewpub da Ásia serão anunciados em uma cerimônia ao vivo no dia 29 de outubro de 2026. O anúncio fechará com chave de ouro a Brew Asia 2026 no The Adora Centre, em Ho Chi Minh, no Vietnã — a maior conferência e feira de negócios cervejeiros da região.

O mercado asiático de cervejas artesanais destaca-se pela inovação radical e uso de ingredientes locais (como arroz, jasmim, pimentas, chás e frutas tropicais nativas) para adaptar estilos clássicos ocidentais ao paladar local. É um polo criativo que ganhou tanta relevância global que grandes competições europeias e as Américas começaram a firmar parcerias de intercâmbio técnico com as entidades asiáticas. Para quem escreve, produz ou simplesmente ama cerveja, o Asia Beer Championship não é apenas uma disputa regional: é a janela para o futuro de uma indústria que sabe se reinventar de forma única. 

Um brinde.


Para saber mais: https://asiabrewersnetwork.com/ e https://www.asiabeerchampionship.com/

Para inscrições: https://beerawardsplatform.com/asia-beer-championship-2026

Fotos: Asia Brewers Network

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Stone Brewing Fecha Escondido

O Fim de uma Era no Craft Beer: Sapporo Encerra as Atividades da Sede Histórica da Stone Brewing em Escondido

por Henrique Oliveira*

A indústria global de cervejas artesanais testemunha o fechamento de um de seus templos mais icônicos. A Sapporo USA anunciou o encerramento definitivo das operações do complexo de produção e do aclamado restaurante Stone Brewing World Bistro & Gardens em Escondido, Califórnia. O encerramento da histórica sede, emblemática para a revolução do movimento craft na Costa Oeste americana, resultará na demissão progressiva de cerca de 220 funcionários a partir de outubro de 2026.

O desmantelamento da sede de Escondido é o resultado direto de uma complexa reestruturação corporativa. Em 2022, a gigante japonesa Sapporo adquiriu a Stone Brewing por aproximadamente US$ 165 milhões com o intuito de expandir sua capacidade fabril em solo americano. No entanto, em abril de 2026, a Sapporo fatiou o negócio e vendeu a marca de cervejas Stone, seu portfólio e quatro unidades de hospitalidade em San Diego para a Firestone Walker Brewing Company e para a cervejaria belga Duvel Moortgat USA.

A megaestrutura de Escondido (que inclui a fábrica de 5.300 metros quadrados) não foi incluída no acordo de venda de ativos. Como a Sapporo decidiu concentrar sua produção contratada de marcas próprias em sua unidade expandida em Richmond (Virgínia), e a Firestone Walker absorveu a fabricação dos rótulos da Stone em suas plantas de Paso Robles e Kansas City, a icônica sede tornou-se redundante. Após tentativas frustradas de encontrar um comprador de longo prazo para manter o complexo operando na mesma escala, o encerramento tornou-se inevitável.

Impacto Econômico e Demissões em Fases

De acordo com as notificações oficiais emitidas sob a lei de proteção ao trabalhador (WARN Act) do estado da Califórnia, o processo de desligamentos ocorrerá em fases. Em 19 de outubro de 2026, será o início da primeira rodada com o desligamento de 58 colaboradores. Os cortes atingirão diretamente os setores operacionais de brassagem, envase, controle de qualidade, logística e armazenamento.

Em contrapartida, a nova administração da marca pela Firestone Walker já absorveu mais de 200 antigos colaboradores da divisão de hospitalidade e de marca da Stone em outras regiões da Califórnia, amenizando parcialmente o impacto regional.

O Significado Histórico de Escondido para a Revolução Cervejeira

Fundada originalmente em 1996 por Greg Koch e Steve Wagner na vizinha San Marcos, a Stone Brewing mudou-se para o megalítico campus de Escondido em 2006. Foi ali que rótulos agressivos e altamente lupulados, como a Stone IPA e a Arrogant Bastard Ale, ganharam volume de distribuição mundial. O local transformou-se rapidamente em um santuário turístico para os amantes de cerveja. Seu bistrô integrado a jardins imponentes ditou tendências de arquitetura comercial no segmento de bebidas. 


Greg Koch é o cervejeiro que conduziu o apelo do pequeno produtor de cervejas americano por meio de um manifesto chamado "I Am A Craft Brewer", (em português "Eu Sou um Cervejeiro Artesanal - Veja o vídeo abaixo). Quando Greg Koch e seu sócio Steve Wagner venderam a Stone Brewing Co. para o conglomerado cervejeiro japonês Sapporo USA, em junho de 2022, por aproximadamente US$ 165 milhões, a reação da comunidade de microcervejarias e cervejas artesanais americanas foi uma mistura de forte rejeição, acusações de hipocrisia e uma "resignação agridoce", ou seja, aceitar uma realidade difícil ou ainda decepcionante, com uma mistura de tristeza e uma aceitação serena e passada.

 O fechamento da fábrica simboliza a consolidação severa e o esfriamento do mercado de cervejas artesanais nos Estados Unidos, que tem obrigado marcas pioneiras a reduzirem custos operacionais fixos para sobreviver comercialmente. (O mesmo ocorre de forma recente na Alemanha, no Uruguai com a Cervejaria Patricia, e  Brasil. Por exemplo, a Ambev encerrou as atividades do Atelier Wäls, a Toca do Urso, da Cervejaria Colorado e o Brewpub da Cervejaria Goose Island, todos esses estavam abertos ao público.) Foi como dito em um artigo que escrevi para a Revista Engarrafador Moderno, onde "Fazer Menos é Mais".

Apesar do encerramento das atividades físicas no endereço histórico de Citracado Parkway, as novas proprietárias garantem que a essência e as receitas da marca continuarão ativas no mercado internacional. O gárgula da Stone, agora, voa em direção a novos tanques.

Fontes: (https://www.thedrinksbusiness.com/2026/08/stone-brewing-closes-site-and-cuts-220-jobs/), (https://beeralien.com/stone-brewing-escondido-closing/), (https://www.cbs8.com/article/news/local/stone-brewing-sold-to-new-owners-as-workers-face-layoffs/509-19660b39-7e61-4d18-803a-a343d5463600), (https://www.latimes.com/business/story/2026-08-21/stone-brewing-bumble-bee-foods-layoffs)

Fotos: Stone Brewing (Divulgação)

(*) - Henrique Oliveira é Escritor e Executivo Sênior de Governança, Riscos e Compliance.

sábado, 29 de agosto de 2026

Cerveja Patricia Uruguai

 
O Fim de Uma Era: FNC Fecha a Hístórica Fábrica da Cerveja Patricia em Minas

Montevidéo / Minas – Em uma decisão que marca o fim de quase nove décadas de tradição industrial, a diretoria da Fábricas Nacionales de Cerveza (FNC) oficializou o fechamento de sua emblemática planta na cidade de Minas. O anúncio foi realizado após intensas negociações mediadas pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social (MTSS) do Uruguai, envolvendo o governo e o sindicato dos trabalhadores. A medida afetará diretamente os funcionários remanescentes que já operavam em regime de seguro-desemprego. Em contrapartida, a companhia estuda injetar US$ 14 milhões para modernizar e concentrar toda a sua produção na unidade de Montevidéu.

O Peso da Concorrência e a Perda de Competitividade

De acordo com os relatórios da FNC, manter a operação em Lavalleja tornou-se economicamente inviável devido aos altos custos operacionais e à forte perda de competitividade no mercado local. O principal vilão apontado pela indústria e pela Federação de Operários e Empleados da Bebida (FOEB) é a invasão de cervejas em lata de baixo custo importadas de países vizinhos. Estima-se que milhões de litros vindos do Brasil e daArgentina entrem mensalmente no mercado uruguaio a preços muito competitivos, sufocando a produção nacional.

Fundada originalmente pela Companhia Salus S.A., a marca Patricia nasceu sob o nome de Cerveja Serrana, ganhando mais tarde a identidade que a consagrou internacionalmente. O grande diferencial do rótulo sempre foi a pureza de seus ingredientes, utilizando a água mineral das fontes naturais das Serras de Minas, o que garantia um perfil leve, refrescante e de amargor fino. Além da tradicional Lager, a cervejaria ainda produz os estilos Porter, Dunkel, Weiss e uma segunda Lager com dois maltes. Embora a marca Patricia continue existindo e sendo comercializada, o encerramento da produção em sua terra natal rompe o vínculo geográfico e histórico que moldou a identidade do produto.


O encerramento é visto como um duro golpe para a economia do departamento de Lavalleja, que já havia enfrentado ameaças de fechamento da mesma planta anteriormente. Representantes sindicais e líderes políticos locais buscaram alternativas junto aos Ministérios da Indústria e da Economia para tentar viabilizar incentivos fiscais e reduções nos custos de energia, sem sucesso em reverter a decisão de fechamento. 

As negociações entre a FNC e o sindicato continuam para definir os termos de rescisão e possíveis planos de recolocação ou transferência de operários para a capital. Enquanto isso, a histórica fábrica de Minas desliga seus maquinários, deixando para trás um capítulo de orgulho para o operariado uruguaio.

Para mais detalhes sobre as atualizações econômicas da região e desdobramentos industriais na América do Sul, acompanhe os informativos de negócios do El País Uruguay e as análises econômicas regionais do Infobae.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Heineken no mundo

 

Vendas de cerveja caem, e Heineken demite 6 mil funcionários no mundo

Cortes, principalmente na Europa, representam cerca de 7% de um total de 87 mil funcionários da fabricante também da Amstel. CEO foi cauteloso em relação ao Brasil, onde vendas também caíram

A Heineken vai cortar entre 5 mil e 6 mil postos de trabalho, o que representa cerca de 7% de um total global de 87.000 funcionários, para enfrentar uma queda generalizada na demanda por cerveja, provocada pelo aumento dos preços e pela moderação do consumo de álcool por parte dos consumidores. No Brasil, a Heineken registrou uma queda do volume de cerveja vendido em 2025 na comparação com o ano anterior, devido à queda na renda real disponível, segundo a empresa.

A cervejaria holandesa, que também produz as marcas Tecate e Amstel, informou nesta quarta-feira que os cortes serão principalmente na Europa. A empresa também informou que o volume de vendas de cerveja caíram em 2025, embora a retração de 2,4% tenha sido ligeiramente menor do que os analistas previam.

As ações da Heineken subiram até 5,5% em Amsterdã, a maior alta intradiária em 12 meses. No acumulado do ano até o fechamento de terça-feira, os papéis avançavam 7%.

Os cortes de empregos são o mais recente sinal de um setor que enfrenta dificuldades para superar a retração no consumo de cerveja no período pós-pandemia em mercados-chave como Estados Unidos e Europa.

Isso já levou a uma mudança na liderança da Heineken, que surpreendeu os investidores no mês passado ao anunciar que o diretor-presidente (CEO), Dolf van den Brink, deixará o cargo em maio, após seis anos à frente da empresa.

Fonte e saiba mais em: Vendas de cerveja caem, e Heineken demite 6 mil funcionários no mundo

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Weltenburger e o mercado de cervejas alemão

 

Cervejaria monástica mais antiga será vendida; vendas de cerveja na Alemanha caem

Weltenburger, a mais antiga cervejaria monástica do mundo, será vendida à Schneider Weisse, diante da queda de vendas na Alemanha e preservando empregos na região

Por Time de Jornalismo Portal Tela e The Gardian

A cervejaria monástica mais antiga do mundo, Weltenburger, localizada na Abadia de Weltenburg, na Baviera, será vendida à Schneider Weisse, de Munique. A operação faz parte de uma consolidação setor diante de vendas em queda. A transação visa manter a produção histórica sem interromper a tradição de ~1000 anos.

A abadia ainda pertence à Igreja Católica, mas a produção do lager premiado e das cervejas escuras já era feita por funcionários da Bischofshof há décadas. A venda envolve também a Bischofshof, que será encerrada, com as marcas migrando para Schneider.

O acordo foi fechado entre a diocese de Regensburg e a Schneider Weisse. O fechamento está previsto para janeiro de 2027, mantendo 21 empregos ligados a Weltenburger. A diocese destaca a preservação da tradição e a manutenção de parte da atividade na região e da abadia.

Venda de Weltenburger


Till Hedrich, diretor-gerente de Weltenburger e Bischofshof, afirmou que a solução bávara pode evitar o fechamento completo ou a divisão entre investidores sem vínculos com a região, preservando a tradição da cervearia a longo prazo.

Os detalhes financeiros da operação não foram tornados públicos. A Bischofshof, fundada em 1649 e com 56 funcionários, encerrará a produção ao fim deste ano; a marca de cerveja migrará para Schneider, enquanto Weltenburger continuará sendo produzida na abadia histórica.

Regensburg indica que irá buscar opções de recolocação para os trabalhadores da Bischofshof que ficarem desempregados. A fábrica de Weltenburger recebeu, segundo a instituição, cerca de meio milhão de visitantes por ano. No Brasil, a marca é produzida pela Cervejaria Petrópolis.

Contexto do mercado



As vendas de cerveja na Alemanha vêm caindo, com a queda de consumo registrada nos últimos anos em várias nações ocidentais. O setor sofreu retração de cerca de um quarto nos últimos 15 anos e, em 2025, houve queda de 5 milhões de hectolitros.

O mercado alemão preserva forte tradição de marcas regionais, convivendo com dezenas de pequenas e médias cervejarias. A tendência de consolidação acompanha o declínio de volumes em grandes marcas, enquanto breweries locais resistem com produtos artesanais.

Fonte: Cervejaria monástica mais antiga será vendida; vendas de cerveja na Alemanha caem - Portal Tela

Saiba mais: World’s oldest monastic brewery to be sold as German beer sales slide | Germany | The Guardian

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Concorrência Desleal no Mercado de Cervejas


Cerveja belga Duvel consegue comprovar concorrência desleal da brasileira Deuce
TJ/RJ considerou que houve usurpação da identidade visual no caso.

A 11ª câmara Cível do TJ/RJ manteve a condenação da empresa que fabrica a cerveja Deuce por trade dress e imitação da marca da cerveja belga Duvel.

O juízo de 1º grau determinou que a ré promova a alteração da representação visual de seu produto "Deuce", desvinculando-a das características visuais da cerveja "Duvel", além de cessar a divulgação ou promoção da cerveja "Deuce" e todos os produtos anexos, alterando também a divulgação em mídias como Facebook e Instagram.

Além das modificações no rótulo, a cervejaria brasileira deve também alterar o estilo gótico e da cor vermelha na formatação gráfica do nome "Deuce". A Duvel conseguiu também indenização por danos materiais por ela sofridos, bem como R$20 mil de danos morais.

Ao analisar a apelação da ré, os desembargadores da 11ª câmara Cível verificaram se há ou não similaridade entre as marcas, identidade visual da ré e a da autora, ao ponto de incutir nos consumidores confusão, aproveitando-se a ré do prestígio e renome da marca da autora, já que ambas atuam no comércio de cervejas.

Logo de início, o desembargador Luiz Henrique Oliveira Marques, relator, asseverou que a prova documental aponta para a “usurpação da identidade visual”.

“Ainda que não se possa vislumbrar uma confusão direta, percebe-se a possibilidade de confusão por associação, por interesse inicial e no pós-venda, ante a similaridade dos elementos visuais e trade dress (conjunto-imagem) quando vistos em seu conjunto, mormente ao serem analisados o tipo de letra, o layout do rótulo, mesmas cores (branca e vermelha), mesmo significado do nome quando traduzido ao português – diabo, o formato da garrafa, ambas são do tipo “golden ale” e de origem belga. Certo é que a análise do conjuto-imagem das duas embalagens é capaz de causar associação das marcas em disputa. Mesmo após a modificação do rótulo, a semelhança persiste, não sendo suficiente a afastar a confusão. Isso porque daria a entender ser uma variação de uma mesma cerveja.”

De acordo com o desembargador, os rótulos das cervejas são quase idênticos, de modo que a “Deuce” é muito semelhante à “Duvel”, sendo certo que são produtos da mesma natureza e espécie, no mesmo ramo de atividade, de forma que a utilização do rótulo em questão “possibilitou o desvio de clientela, gerando confusão entre as empresas e consequentemente, prejuízo à recorrida, sendo devida a reparação por danos materiais”.


Banalização da marca

No caso, considerou o desembargador, o dano moral configura-se in "re ipsa", uma vez que a concorrência desleal atinge a marca indevidamente utilizada, assestando sua reputação junto à clientela que, crendo comprar produtos da marca original, compra a versão parecida. “A banalização da marca causa sua desvalorização, atingindo, portanto, o bom nome de que a pessoa jurídica desfruta perante o mercado.”

Dessa forma, foi negado provimento ao recurso da ré, em decisão unânime do colegiado. A ação de trade dress foi ajuizada em 2014 pelo escritório Daniel Legal & IP Strategy. “A aparência substancialmente idêntica tem evidente intenção de obter vantagem indevida sobre os esforços da Duvel, cervejaria com quase um século de atuação no exterior e que vem construindo um fiel mercado no Brasil, especialmente entre os consumidores de produtos artesanais. Isso configura concorrência desleal por parte da Deuce e justificou a condenação inclusive por dano moral, o que não é comum neste tipo de caso”, aponta a sócia do escritório Roberta Arantes.


Processo: 0254911-82.2014.8.19.0001 

terça-feira, 14 de abril de 2015

NOVO Brazil Brewing Co.

Novo BraZil Brewing Co. será inaugurado nos Estados Unidos






Foram anos de batalha e sonhos. Esses dois amigos de muitos anos merecem esse momento ao qual compartilho com muita alegria e desejo de sucesso pleno. E com certeza já é um verdadeiro sucesso.

Dessa forma, transmito as palavras de Ustane Pedras: "Convidamos a todos, para inauguração da Cervejaria NOVO Brazil Brewing Co. Dia 25 de abril de 2015, a partir de 11 às 18 horas na 901,Lane Avenue, Chula Vista em San Diego(Califórnia).

Aberto todos os dias da semana de 11 as 21 horas!



Venha provar uma bela cerveja artesanal!"

Um brinde!

terça-feira, 25 de março de 2014

Mercado de Cerveja na Rússia

AB Inbev fecha terceira fábrica de cerveja na Rússia

Anheuser-Busch Inbev (AB Inbev): o mercado recuou mais de 25 por cento desde 2008

Moscou - A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, irá fechar sua terceira fábrica russa em menos de dois anos, com o aumento da regulamentação prejudicando as vendas.

A Rússia tem endurecido a regulamentação das vendas de álcool a fim de refrear o consumo. Nos últimos dois anos, o mercado de cerveja foi atingido com aumentos de impostos, além de proibição de publicidade e das vendas em quiosques.

O mercado recuou mais de 25 por cento desde 2008, criando um excesso de capacidade para a maioria dos agentes do mercado, forçando-os a fechar fábricas e repensar estratégias.

A fabricante da Budweiser, Stella Artois e Corona disse nesta terça-feira que vai fechar uma de suas sete fábricas de cerveja na Rússia, em Perm. A investida segue o encerramento de uma fábrica em Kursk, em 2012, e de outra em Novocheboksarsk, em 2013.

"No contexto de um declínio geral no mercado devido ao aumento da carga fiscal e administrativa e fortalecimento da regulamentação legislativa, a empresa deve agir e tomar as medidas necessárias para manter seus negócios na Rússia", disse a InBev em um comunicado.

As vendas russas da InBev caíram 13,6 por cento no ano passado, em meio a um declínio mais amplo do mercado, com a empresa dando maior foco a marcas premium - uma categoria menos impactada com a proibição de vendas em quiosques, anteriormente um grande canal de distribuição.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ab-inbev-fecha-terceira-fabrica-de-cerveja-na-russia

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cerveja Importada

Volume de cervejas importadas pelo Brasil tem queda em 2013

A importação brasileira de cervejas apresenta tendência de queda em 2013 em comparação com o ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Até outubro deste ano, o Brasil importou aproximadamente 28 mil toneladas da bebida (medida utilizada pelo ministério), um total de US$ 33,1 milhões (cerca de R$ 77 milhões). Já nos 12 meses de 2012, foram trazidas ao país 43,4 mil toneladas, que custaram US$ 45 milhões (cerca de R$ 104,9 milhões).

Segundo especialistas e representantes do mercado consultados pelo G1, apesar da queda do total importado, o mercado de cervejas premium e super premium permanece em alta no país. As premium são aquelas de 600 ml que custam até R$ 7 em mercados; já o valor das super premium ultrapassa R$ 9 a unidade.

A Holanda, país líder na venda de cervejas para o Brasil desde 2011, permanece como maior exportador nos primeiros dez meses de 2013, mas sofreu uma queda acentuada na comparação com 2012. Foram 17,7 mil toneladas vendidas para o mercado brasileiro no ano passado, contra 8,5 mil toneladas neste ano. Isso representa uma diminuição de US$ 8,5 milhões (R$ 19,8 milhões) no valor pago.

Os Estados Unidos, o México e a Argentina também se destacam na queda. O primeiro país exportou para o Brasil 1,8 mil toneladas no ano passado, contra aproximadamente 1 mil até outubro de 2013. Já o México caiu de 4,9 mil toneladas de cervejas exportadas para 534,9 toneladas. A Argentina, por sua vez, passou de 5,2 mil para 4 mil toneladas.

Para Marcelo Stein, diretor-executivo da Bier & Wein Importadora, a situação econômica que o país enfrentou neste ano pode ser culpada por estas quedas. “Quanto tem retração de crédito, há uma diminuição no consumo de cervejas populares. Então em um ano em que as empresas estão lutando para diminuir a queda nas suas vendas, não tem como focar nas cervejas importadas, mas sim em suas marcas líderes nacionais”, diz.

Mais informações e fonte:  http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/volume-de-cervejas-importadas-pelo-brasil-tem-queda-em-2013.html


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Mercado Russo de Cervejas


Cerveja procura seu espaço no país da vodka

Os gigantes da cerveja viram uma queda de 10% nas vendas internas nos primeiros nove meses deste ano

“Por alguma razão desconhecida, a cerveja estrangeira na Rússia está se tornando rapidamente parecida com a nacional”, diz, em tom de brincadeira, Ígor Arnautov, analista da Investkafe.

Mas tal metamorfose não deve surpreender. Os maiores produtores estrangeiros há muito compraram as principais fábricas de cerveja da Rússia e produzem nessas instalações as marcas estrangeiras mais populares na Rússia. A parcela do mercado das importadas é de apenas 2,5% (cerca de 250 milhões de litros por ano).

Os gigantes da cerveja viram uma queda de 10% nas vendas internas nos primeiros nove meses deste ano. A União dos Cervejeiros Russos prevê que a contração do mercado continue, pelo menos, até o final de 2014.

Isso porque eles planejam deixar de comercializar cerveja em embalagens de plástico com mais de 2,5 litros, comuns na Rússia, assim como cervejas fortes, com mais de 6 graus de teor alcoólico, em garrafas com mais de dois litros, a partir do dia 1° de janeiro de 2014.

Os cervejeiros deram esse passo voluntariamente para mostrar boa vontade com a política de redução do abuso de álcool no país, segundo comunicado da união. De acordo com Arnautov, até o final de 2014 o mercado sofrerá uma redução de 25% a 30%, comparado ao de 2008.

Consolidação

Hoje, a Rússia ocupa o 29º lugar no ranking mundial de consumo de cerveja, segundo dados da união, com um consumo anual de 65 litros por pessoa. Para o diretor do Centro de Pesquisa dos Mercados Regional e Federativo do Álcool, Vadim Drobiz, porém, o número chega a mais de 70 litros.

Em 2007, quando foi registrado o pico de consumo de cerveja na Rússia, o aumento foi de 5,5 vezes em relação a meados da década de 1990. Nesse ano, cada russo consumiu 81 litros.

“Ao entrar no mercado nacional, as marcas estrangeiras o consolidaram e, obtendo direitos ilimitados de acesso à publicidade, conseguiram excelentes resultados. Em 2007, eles já controlavam 92% do mercado”, diz. O primeiro alerta aos fabricantes eufóricos veio da demografia. De 1992 a 1999 a Rússia viu diminuir significativamente sua taxa de natalidade. Como resultado, em 2007, havia quase três vezes menos jovens do que o habitual consumindo cerveja, e as vendas começaram a cair. A crise de 2008-2009 só veio agravar ainda mais a situação.

“Um antidepressivo clássico são as bebidas alcoólicas fortes”, afirma Drobiz. E quando a economia começou a ter problemas, o consumo mundial de bebidas alcoólicas fracas diminuiu em favor de bebidas fortes, inicialmente mais baratas. Como resultado, em 2010 o consumo da cerveja caiu para 72 litros por pessoa ao ano.

Nesse mesmo ano, o governo russo, cansado de essa indústria imensa não contribuir praticamente com nada para o Tesouro, interveio no mercado e aumentou o imposto sobre o consumo. Antes disso, o orçamento recebia apenas 30 bilhões de rublos (cerca de R$ 2,1 bilhões) pelos 10 a 11 bilhões de litros que os russos bebiam anualmente.

O aumento do imposto não influenciou fortemente o volume da produção, que cresceu entre 2011 e 2012. Além disso, o mercado ficou inundado de cerveja ilegal que, segundo Drobiz, passou a compor mais de 8% do mercado (cerca de 800 milhões de litros). Por outro lado, pequenas e médias empresas russas passaram a receber apoio do governo, e também novas grandes fábricas continuaram a crescer (por exemplo, a MPK).

Mais quedas
Neste ano, o catalisador da queda nas vendas foi a proibição da venda de cerveja em quiosques (desde 1° de janeiro de 2013). Assim, a cerveja perdeu cerca de 200 mil pontos de venda em todo o país.

De acordo com Andrêi Altúnin, diretor-geral da “Pivnáia Kompania” (do russo, “Companhia Cervejeira”), as grandes empresas reduziram sua produção e vendas, em média, em 20%.  “O Serviço Federal de Regularização do Mercado Alcoólico quer reduzir o consumo de álcool na Rússia em até 50% até 2020. Isso significa que haverá mais restrições nas vendas de cerveja”, diz.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Heineken 2012

"Continuarei a apoiar a Central de Cervejas” O presidente da empresa que produz a Sagres está de partida para a Holanda onde vai assumir um cargo na Heineken internacional.
Dírcia Lopes e Helena Cristina Coelho  
12/01/12 00:05


A pouco mais de três meses de trocar a presidência executiva da Sociedade Central de Cervejas (SCC) por novas funções no grupo Heineken, Alberto da Ponte fala com grande à vontade do futuro da cervejeira portuguesa. Isto porque, explica, "tenho a certeza que a empresa continuará com a estratégia clara seguida até agora e super-aprovada pelos accionistas". Um plano que o vai levar a Angola a partir de amanhã, integrado na comitiva do ministro Miguel Relvas, para contactar clientes e discutir o projecto de uma nova fábrica no país. A importância dos mercados externos foi, aliás, um dos temas centrais na conversa com o Diário Económico, na sede da SCC, em Vialonga.

Que herança deixa ao seu sucessor em período de crise e com o consumo em queda?
Posso avançar que a SCC manteve a quota e a liderança no mercado interno, mesmo tendo decrescido. Já no mercado externo ficou igual ao ano passado em termos de volume vendido. Foi um ano muito difícil, muito afectado por vários factores, como a queda de confiança do consumidor, a quebra real de consumo em que o último indicador aponta para uma queda de cerca de 7%. O mercado de cervejas terá decrescido entre 7% a 8% em Portugal em 2011.


E o que esperar de 2012?
Vai ser muito difícil também pela falta de capacidade de financiamento da economia. Tanto a montante como a jusante temos muitos fornecedores com problemas de crédito, o que leva a uma gestão mais seleccionada. Acredito que a SCC continuará a crescer, mas muito por via da actividade exportadora.

Qual o peso das exportações?
À volta dos 20%. Comparando com o nosso concorrente, que tem um peso de 40%, vejo isso como uma
oportunidade: podemos crescer o dobro.

Como vai conjugar a intenção da SCC de ter uma fábrica em Angola com os planos da Heineken de também ter uma presença industrial no país?
Trabalhamos sempre em conjunto, sendo na África de língua portuguesa avançamos nós, na de língua não-portuguesa avança a Heineken. Procuramos sinergias úteis para ambos, mas as duas marcas em Angola têm um posicionamento diferente: a marca Sagres tem um posicionamento de ‘premium' mitigado e a Heineken de ‘premium' muito forte.

Angola é a principal aposta nos mercados internacionais?
É a principal aposta em termos de volume, porque é o grande mercado exportador. Mas a Europa é muito importante. Dividimos o mercado de exportação para Sagres e Luso em dois grandes conjuntos: um é o mercado dos portugueses e influenciados pelos portugueses na Europa, Estados Unidos, Canadá, África do Sul, entre outros. E depois o mercado que, não sendo português, é de língua portuguesa e onde há ainda uma certa afeição pelas marcas nacionais. Neste, o maior país é Angola, a outra aposta é Cabo Verde e, em menor escala, Guiné e Moçambique. Quando o mercado nacional está em profunda contracção, o único caminho é a exportação se queremos continuar a crescer.

Mantém o plano de aproveitar uma das fábricas da Heineken no Brasil para produzir Sagres?Esse projecto continua de pé. Depende agora da oportunidade da companhia brasileira que tem as suas prioridades. O mercado brasileiro é difícil onde há um domínio completo da Ambev e nós temos de o fazer com todo o cuidado para não falhar. Mas é um projecto que espero que veja a luz do dia, se não em 2012, pelo menos em 2013.

Como é que o abrandamento do consumo afectou a produção?
Não afectou. O volume ficou igual ao do ano passado. Temos uma ocupação quase a 100% das nossas linhas de produção e essa parte tem de continuar a produzir o mesmo volume do ano passado.

Ainda recorrem a outros operadores para embalar cerveja?
Sim. Mas, para as necessidades actuais, temos embalado na fábrica da Font Salem, em Santarém, porque não temos capacidade, o que é uma boa notícia. Mas, mais cedo ou mais tarde, teremos de ampliar a nossa capacidade se a actividade exportadora continuar a correr tão bem. Entre 2013 e 2014 essa ampliação terá de acontecer.

No duelo das cervejas, a Sagres mantém a liderança?
Sim, continua com dois pontos acima da sua concorrência, 46-44%. E vai ser difícil criar uma distância muito superior, daí termos enveredado por uma política de duas marcas: ao mesmo tempo que consolidamos a Sagres, estamos a pensar promover a Heineken como a nossa segunda marca em Portugal, com um ‘mix' diferente.

Como avalia o impacto das marcas próprias?
É uma preocupação. Tem-se registado uma subida e temos de ter uma estratégia, porque entendo que o distribuidor pode ter as suas marcas de distribuição, desde que não copiem o que o fabricante faz. Mas há muitas maneiras de lutar. Podemos colocar marcas no segmento de preços mais baixos e o que vai acontecer em Portugal, sobretudo no canal alimentar moderno, é que há dois segmentos que vão crescer: o das marcas baratas e o de cervejas ‘premium', tipo a Heineken.

Pensam lançar produtos no segmento de produtos mais baixos?
Já temos um produto que combate nesse segmento, a Imperial. Podemos revisitar o ‘marketing mix' do produto ou fazer outro lançamento. Nas marcas de distribuição não vamos entrar, mas se há um segmento de cerveja com preço mais baixo, devemos estar presentes. Mas a Sagres não se vai lançar a baixo preço.

E nas águas?
Aí não nos interessa ocupar o espaço das marcas de distribuição. Sei que o nosso concorrente faz isso, que há marcas de distribuição que são cheias com Água do Caramulo, mas nós não vamos fazer isso. Se encher uma marca de distribuição com Luso, estou de alguma forma a enganar o consumidor.

O sucessor: Da área financeira para a gestão
Ronald den Elzen, de nacionalidade holandesa, assume em Abril o cargo de ‘managing director' da Sociedade Central de Cervejas (SCC). O novo homem forte da cervejeira portuguesa integrou os quadros da Heineken, principal accionista da SCC, em 1998, desempenhando diversas funções nas áreas financeira, vendas e distribuição. O gestor deixa o cargo de CFO da Heineken na Inglaterra, onde ajudou o grupo a ganhar rentabilidade e quota de mercado. Em 2008 foi um dos responsáveis pela integração do negócio da Scottish & Newcastle na Heineken, neste mercado.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/continuarei-a-apoiar-a-central-de-cervejas_135710.html
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