Cerverjaria Brouwerij Bosteels Troca DeuS e apostando em Cristo
BRUXELAS — Como já é conhecido, o mercado global de cervejas especiais se despediu de um de seus maiores símbolos de sofisticação, enquanto saúda uma nova estrela
ascendente. A prestigiada cervejaria belga Brouwerij Bosteels anunciou
oficialmente o encerramento definitivo da produção da DeuS Brut des Flandres. O
rótulo ficou mundialmente conhecido por consolidar o conceito de Bière Brut,
funcionando como o elo perfeito entre a complexidade do malte e o requinte dos espumantes franceses.
No entanto, no mesmo compasso em que a lendária DeuS sai de
cena, a cervejaria foca suas atenções na Monte Cristo, uma ambiciosa adição ao seu portfólio. A nova criação já se tornou a verdadeira
vedete da empresa, arrebatando elogios da crítica e dos entusiastas por sua
proposta sensorial ousada.
Criada na virada do século XXI em Buggenhout, a DeuS passava
por um método de fabricação extremamente rigoroso e caro.
Fase Belga: A brassagem inicial ocorria na Bélgica utilizando água, leveduras exclusivas, lúpulo e malte de cevada.
Fase Francesa: O líquido era transportado até Reims, na icônica região de Champagne, na França.
Método Champenoise: Em caves francesas, a cerveja brut refermentava na garrafa, descansava por um ano e passava pelos processos de
remuage e dégorgement. Um artigo de luxo. Com uma produção limitada, a logística complexa e
transfronteiriça tornou-se insustentável para a atual administração sob o
ecossistema da gigante AB InBev, que adquiriu a Bosteels.
Enquanto o ciclo da DeuS se fecha, a Monte Cristo assume o
protagonismo na cervejaria. O rótulo foi desenvolvido meticulosamente ao longo
de cinco anos e representa o ápice da inovação da marca em misturar o universo
cervejeiro com o mundo dos vinhos fortificados.
O nome foi inspirado no clássico romance de Alexandre Dumas,
"O Conde de Monte Cristo". Assim como o protagonista da obra
literária, que passa anos confinado em uma prisão escura antes de emergir
transformado, misterioso, imponente e cheio de riqueza, a cerveja passa por um
longo e misterioso processo de confinamento e maturação no escuro das caves
antes de revelar sua opulência ao mundo.
Classificada como uma Belgian Strong Dark Ale, a Monte Cristo possui 11,5% de teor alcoólico e apresenta uma complexidade arrebatadora. No campo visual, a coloração castanha escura acobreada, com belos reflexos em tons de rubi. Já nos aromas, há uma explosão que mal remete a uma cerveja tradicional; destacam-se notas amadeiradas, de carvalho, baunilha, caramelo e o marcante perfil vínico dos vinhos fortificados. No paladar a cerveja traz um corpo denso e aveludado. O blend apresenta toques sutis de chocolate, amêndoas, especiarias quentes e frutas secas (como figos e tâmaras). O perfil traz uma leve camada defumada e de tosta proveniente dos barris de carvalho.
E ai? Qual das duas garrafas você ainda mantém em sua casa
ou adega? Cite nos comentários.
Saiba mais em: https://www.bosteelsbrewery.com/
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