sexta-feira, 12 de junho de 2026

Cerveja DeuS e Monte Cristo

 


Cerverjaria Brouwerij Bosteels Troca DeuS e apostando em Cristo

BRUXELAS — Como já é conhecido, o mercado global de cervejas especiais se despediu de um de seus maiores símbolos de sofisticação, enquanto saúda uma nova estrela ascendente. A prestigiada cervejaria belga Brouwerij Bosteels anunciou oficialmente o encerramento definitivo da produção da DeuS Brut des Flandres. O rótulo ficou mundialmente conhecido por consolidar o conceito de Bière Brut, funcionando como o elo perfeito entre a complexidade do malte e o requinte dos espumantes franceses.

No entanto, no mesmo compasso em que a lendária DeuS sai de cena, a cervejaria foca suas atenções na Monte Cristo, uma ambiciosa adição ao seu portfólio. A nova criação já se tornou a verdadeira vedete da empresa, arrebatando elogios da crítica e dos entusiastas por sua proposta sensorial ousada.

Criada na virada do século XXI em Buggenhout, a DeuS passava por um método de fabricação extremamente rigoroso e caro.

Fase Belga: A brassagem inicial ocorria na Bélgica utilizando água, leveduras exclusivas, lúpulo e malte de cevada. 

Fase Francesa: O líquido era transportado até Reims, na icônica região de Champagne, na França.

Método Champenoise: Em caves francesas, a cerveja brut refermentava na garrafa, descansava por um ano e passava pelos processos de remuage e dégorgement. Um artigo de luxo. Com uma produção limitada, a logística complexa e transfronteiriça tornou-se insustentável para a atual administração sob o ecossistema da gigante AB InBev, que adquiriu a Bosteels.

Enquanto o ciclo da DeuS se fecha, a Monte Cristo assume o protagonismo na cervejaria. O rótulo foi desenvolvido meticulosamente ao longo de cinco anos e representa o ápice da inovação da marca em misturar o universo cervejeiro com o mundo dos vinhos fortificados.

O nome foi inspirado no clássico romance de Alexandre Dumas, "O Conde de Monte Cristo". Assim como o protagonista da obra literária, que passa anos confinado em uma prisão escura antes de emergir transformado, misterioso, imponente e cheio de riqueza, a cerveja passa por um longo e misterioso processo de confinamento e maturação no escuro das caves antes de revelar sua opulência ao mundo.

Classificada como uma Belgian Strong Dark Ale, a Monte Cristo possui 11,5% de teor alcoólico e apresenta uma complexidade arrebatadora. No campo visual, a coloração castanha escura acobreada, com belos reflexos em tons de rubi. Já nos aromas, há uma explosão que mal remete a uma cerveja tradicional; destacam-se notas amadeiradas, de carvalho, baunilha, caramelo e o marcante perfil vínico dos vinhos fortificados. No paladar a cerveja traz um corpo denso e aveludado. O blend apresenta toques sutis de chocolate, amêndoas, especiarias quentes e frutas secas (como figos e tâmaras). O perfil traz uma leve camada defumada e de tosta proveniente dos barris de carvalho.

E ai? Qual das duas garrafas você ainda mantém em sua casa ou adega? Cite nos comentários.



Saiba mais em: https://www.bosteelsbrewery.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Real Time Web Analytics