Do Vale das Fadas para o Copo: O Sucesso da Brasserie
d'Achouffe
A história da Brasserie d'Achouffe começou como um hobby em
1982, na garagem de uma fazenda familiar no vilarejo de Achouffe, nas Ardenas belgas. Criada pelos cunhados Pierre Gobron e Christian Bauweraerts, a marca
rapidamente conquistou o mundo com a qualidade de suas cervejas artesanais e
sua identidade lúdica ligada a lendas regionais medievais e sobre gnomos e elfos. Hoje parte
do grupo cervejeiro Duvel Moortgat, a cervejaria mantém sua essência inovadora
e irreverente. Suas principais marcas e produtos de linha incluem:
La Chouffe (Blond): A clássica e premiada Belgian Strong
Golden Ale de 8% ABV. Apresenta coloração dourada turva, espuma densa e ricas
notas frutadas e condimentadas com toques de coentro.
Mc Chouffe: Uma potente cerveja escura do estilo Belgian
Dubbel / Scotch Ale (8% ABV), marcada por sabores complexos que remetem a
frutas secas e caramelo.
Houblon Chouffe: Uma inovadora fusão que une o amargor
pronunciado e o aroma de uma IPA americana com o corpo e a complexidade de uma
Tripel belga (9% ABV).
La Chouffe Blanche: Uma refrescante Witbier feita com trigo,
casca de laranja, sementes de coentro e raspas de limão, ideal para os dias
quentes.
A dedicação da marca vai além do líquido. Em parceria com
produtores locais belgas, a cervejaria fabrica o Patachouffe, um queijo belga
artesanal maturado na própria cerveja La Chouffe, além de licores cremosos
destilados como o Chouffe Cream.
Picolé de La Chouffe? Entenda a Imagem Viral da Internet
Uma imagem que circula em redes sociais Bierglazen
Verzameling mostra um suposto picolé industrializado que imita a cor e a espuma
da tradicional cerveja belga. No entanto, esse produto não existe no catálogo
oficial da Brasserie d'Achouffe.
Apesar de o picolé de cerveja em embalagem plástica ser fictício, o conceito
gerou grande engajamento entre os fãs de cerveja artesanal belga nas redes, que
aprovaram a criatividade da brincadeira.
Cerverjaria Brouwerij Bosteels Troca DeuS e apostando em Cristo
BRUXELAS — Como já é conhecido, o mercado global de cervejas especiais se despediu de um de seus maiores símbolos de sofisticação, enquanto saúda uma nova estrela
ascendente. A prestigiada cervejaria belga Brouwerij Bosteels anunciou
oficialmente o encerramento definitivo da produção da DeuS Brut des Flandres. O
rótulo ficou mundialmente conhecido por consolidar o conceito de Bière Brut,
funcionando como o elo perfeito entre a complexidade do malte e o requinte dos espumantes franceses.
No entanto, no mesmo compasso em que a lendária DeuS sai de
cena, a cervejaria foca suas atenções na Monte Cristo, uma ambiciosa adição ao seu portfólio. A nova criação já se tornou a verdadeira
vedete da empresa, arrebatando elogios da crítica e dos entusiastas por sua
proposta sensorial ousada.
Criada na virada do século XXI em Buggenhout, a DeuS passava
por um método de fabricação extremamente rigoroso e caro.
Fase Belga: A brassagem inicial ocorria na Bélgica
utilizando água, leveduras exclusivas, lúpulo e malte de cevada.
Método Champenoise: Em caves francesas, a cerveja brut refermentava na garrafa, descansava por um ano e passava pelos processos de
remuage e dégorgement. Um artigo de luxo. Com uma produção limitada, a logística complexa e
transfronteiriça tornou-se insustentável para a atual administração sob o
ecossistema da gigante AB InBev, que adquiriu a Bosteels.
Enquanto o ciclo da DeuS se fecha, a Monte Cristo assume o
protagonismo na cervejaria. O rótulo foi desenvolvido meticulosamente ao longo
de cinco anos e representa o ápice da inovação da marca em misturar o universo
cervejeiro com o mundo dos vinhos fortificados.
O nome foi inspirado no clássico romance de Alexandre Dumas,
"O Conde de Monte Cristo". Assim como o protagonista da obra
literária, que passa anos confinado em uma prisão escura antes de emergir
transformado, misterioso, imponente e cheio de riqueza, a cerveja passa por um
longo e misterioso processo de confinamento e maturação no escuro das caves
antes de revelar sua opulência ao mundo.
Classificada como uma Belgian Strong Dark Ale, a Monte
Cristo possui 11,5% de teor alcoólico e apresenta uma complexidade arrebatadora.
No campo visual, a coloração castanha escura acobreada, com belos reflexos em
tons de rubi. Já nos aromas, há uma explosão que mal remete a uma cerveja tradicional; destacam-se notas amadeiradas, de carvalho, baunilha, caramelo e o
marcante perfil vínico dos vinhos fortificados. No paladar a cerveja traz um corpo
denso e aveludado. O blend apresenta toques sutis de chocolate, amêndoas,
especiarias quentes e frutas secas (como figos e tâmaras). O perfil traz uma
leve camada defumada e de tosta proveniente dos barris de carvalho.
E ai? Qual das duas garrafas você ainda mantém em sua casa
ou adega? Cite nos comentários.
Globo Repórter apresenta a cultura e a gastronomia da Bélgica
Globo Repórter sobre a Bélgica, sede da União Europeia. O documentário destaca a boa cultura e a gastronomia regional o que inclui chocolates, waffes e naturalmente, cervejas belgas. Aproveite a gravação abaixo, pois vale a pena assistir de novo. Abra uma cerveja especial e aprecie!
Orval pode perder o selo de autenticidade trapista
por Fabian Ponzi
Uma das cervejas trapistas mais apreciadas e admiradas está
prestes a perder o selo de autenticidade. Chorem, fãs da Orval! Por falta de
monges na Abadia de Notre Dame d’Orval, para manter a produção o mosteiro está
tendo que, cada vez mais, contratar trabalhadores de fora, o que vai de
encontro aos requisitos da International Trappist Association, que reza que a
cerveja deve ser feita dentro de uma abadia e sob a supervisão de monges
trapistas.
Oficialmente uma cervejaria desde 1931, a Orval foi a
primeira cerveja trapista a ser vendida a nível nacional na Bélgica e,
posteriormente, a nível internacional. Sua produção anual é de 70.000
hectolitros e não existe a intenção de aumentar a produção, que já atingiu seu
limite. O problema é que o número de monges na abadia está caindo a cada
década. Para se ter uma ideia, na década de 80, o mosteiro contava com 35
monges. Já, atualmente, o número caiu para 12.
“Obviamente, nós queremos ver novas pessoas vindo até nós,
mas monges não são encontrados através de headhunters”, diz irmão Bernard,
monge de Orval há mais de 40 anos. A escassez de pessoas dispostas a entrar
para a vida religiosa é uma realidade atual e vem acarretando o fechamento de
vários mosteiros na Europa.
“Tudo o que podemos fazer é esperar que as pessoas que
queiram seguir esse caminho de vida apresentem-se à abadia”, conclui irmão
Bernard. E nós do Bebendo Bem apelamos aos que tem Jesus no coração que sigam
esse caminho de fé e amor. Deus e a Orval precisam de vocês!
Cerveja e sacanagem, parece que as duas palavras tem uma conexão entre si. Pensando nisso, a cerveja Saison à Trois, criada por integrantes da nova geração de cervejarias artesanais do país, será lançada em meio a um projeto inusitado. Fruto de uma relação à três, a cerveja que tem edição limitada surge como a parceria das cervejarias 2Cabeças (Rio de Janeiro) e Invicta (Ribeirão Preto).
Para te ajudar a soltar a imaginação antes de provar, as cervejarias lançam o "Ménage Literário". Três escritores, sendo duas mulheres e um homem, escreveram contos com histórias diferentes em um mesmo cenário: um ménage à tróis dentro de uma cervejaria. Os autores também fazem parte da nova geração de escritores que têm se destacado em publicações por todo o país.
A receita da cerveja foi inspirada pelas Farmhouse Ales do sul da Bélgica. Tem cor amarelo palha e leve turbidez, pois não é filtrada, além de muito aromática, tem corpo e teor alcoólico leves, final seco e um bom toque de acidez, característico do estilo. A Saison à Trois tem 5,8% de teor alcoólico e será comercializada em garrafas de 500ml.
Quem deseja provar a novidade em primeira mão basta comparecer ao lançamento durante a Degusta Beer, feira de degustação de cervejas que acontece dos dias 25 a 27 de junho em São Paulo. O projeto pode ser acompanhado no site.
Cerveja produzida por monges acelera economia de pequena cidade da Bélgica
Bebidas foram exportadas uma vez aos EUA; embalagem com seis unidades custa US$ 27
The New York Times| - Atualizada às
À primeira vista, esta singular cidade belga tem poucas atrações –uma charmosa igreja paroquial de tijolos e um alto moinho de vento de madeira no principal cruzamento da cidade. Porém, ela tem a melhor cerveja do mundo.
Nos últimos anos, vários sites que pedem a tomadores de cerveja para avaliar as bebidas favoritas concederam tal honra a um forte fermentado escuro conhecido como Westvleteren 12. Na verdade, o entusiasmado site norte-americano RateBeer.com deu o bicampeonato à cerveja, destronando a Narke Kaggen Stormaktsporter, cerveja escura sueca.
Mesmo assim, os moradores de Vleteren, com população de 3.700 habitantes, têm sentimentos ambíguos. A cerveja é produzida há um século e meio pelos monges trapistas da abadia local, São Sisto, aninhada em terras cultiváveis no limite da cidade. Claramente, a fama recente deu uma melhorada na economia local, beneficiando restaurantes, pensões e lojas locais que atendem peregrinos e turistas atraídos à abadia pela cerveja saborosa e de tom escuro.
"É muito bom para nós", afirmou Stephan Mourisse, 46 anos, tabelião que é o prefeito da cidade em meio expediente. "Não precisamos anunciar, nossas pensões vivem cheias, por causa da cerveja." Segundo ele, doze anos atrás, se você quisesse uma Westvleteren 12, bastava ir a São Sisto e comprar uma. Hoje, explica o prefeito, num dia de tempo bom a fila de carros à espera para comprar a bebida pode se estender por cinco quilômetros.
Crise europeia
O tônico para a economia local não poderia ter vindo em melhor hora, com a Bélgica sentindo a recessão que aflige a Europa inteira. Em Liége, porção leste do país, uma importante fundição de aço anunciou em janeiro a dispensa de 1.300 pessoas. Um mês antes, a Ford divulgou o fechamento de uma fábrica de automóveis na vizinha Genk, afetando aproximadamente dez mil empregos. Já a cerveja, por ora, mantém a pequena Vleteren a salvo.
Nos últimos anos, nasceu uma segunda microcervejaria, talvez inspirada nos monges. Em 2005, várias pessoas que administravam uma fazenda de avestruzes começaram a produzir uma cerveja escura do tipo forte, com 12%de teor alcoólico, similar à fabricada pelos monges.
Agora, a demanda por suas vigorosas "ales" e "stouts" escuras, cuja marca é De Struise (avestruz em holandês) – é tão grande que a empresa está se expandindo para um prédio escolar abandonado.
Urbain Coutteau, 51 anos, mestre cervejeiro da nova cervejaria, conduz o visitante por um depósito de barris de carvalho usados; alguns, vindos do Estado norte-americano do Kentucky e que antes armazenavam Bourbon, e outros, vindos de regiões vinícolas francesas, agora são empregados para envelhecer cerveja.
De acordo com ele, os monges de São Sisto não são concorrentes. "Eu os vejo como colegas santificados, é essa mesma a palavra. Se desejo visitá-los, simplesmente vou lá. Nós temos um bom relacionamento, nos respeitamos."
Segundo Coutteau, a cerveja está estimulando a vida econômica de todo mundo. "Muitos peregrinos vêm aqui. Eles precisam comer, dormir, as pessoas não voltam no mesmo dia." Eles visitam outras cervejarias, como a vizinha Saint Bernardus ou os túmulos de guerra tão frequentes nesta região, os campos de Flandres, onde foram travadas grandes batalhas da I Guerra Mundial.
Contudo, se a De Struise está crescendo, o que aumenta a atratividade da Westvleteren 12 dos monges é a recusa em aumentar a produção além dos aproximadamente 500 mil litros mantidos há mais de 60 anos ou abastecer lojas e bares da região. Esqueça a exportação.
Somente uma vez, ano passado, eles venderam para o exterior, despachando a cerveja para os Estados Unidos, uma embalagem de seis unidades custava US$ 85. Porém, isso foi apenas para financiar a reconstrução dos prédios da abadia, concluída no ano passado, a qual estava em péssimo estado de conservação.
A popularidade da Westvleteren criou empregos, ainda que em número modesto. Seis leigos trabalham na abadia, incluindo cinco na cervejaria e mais cerca de uma dúzia num restaurante e na loja de presentes nas proximidades dos portões da abadia. Já os monges, todos os 21, insistem que em primeiro lugar são homens de Deus, não vendedores de cerveja.
"Muitas pessoas pegaram carona" no sucesso da Westvleteren, disse Mark Bode, leigo que trabalhou para os monges por dez anos e agora atua como uma espécie de porta-voz. "É a cerveja que dá ao vilarejo sua visibilidade."
"Porém, esse não é o objetivo principal", ele acrescentou, bebericando chá no restaurante, enquanto os visitantes transportavam as embalagens de meia dúzia – máximo de duas por freguês – a US$ 27 cada, agarrando-as como se fossem lingotes de ouro. "Os monges são ambíguos. Eles se orgulham do produto, mas não querem estar associados unicamente com a cerveja. No presente momento, eles adotaram essa linha."
"Uma das maiores coisas que eles dão à região é o silêncio", Bode declarou, aludindo à prática trapista de preferir não falar sempre que possível. Cervejas como Westvleteren e De Struise ajudam a transformar a Bélgica numa potência cervejeira. A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, tem a matriz em Louvain, a leste da capital, Bruxelas. Embora muitas das 200 marcas da empresa, como Bud Light ou Beck, sejam qualificadas como valiosas, poucas entram nos rankings das melhores nos sites populares. Mesmo assim, não existe inveja.
"A ampla variedade, estilo e o número de cervejas belgas coloca a Bélgica no mapa como um país de referência para cervejas de qualidade", Natacha Schepkens, porta-voz da empresa, escreveu em e-mail. "Existe espaço para todos os protagonistas."
Tirando os benefícios econômicos, as pessoas de Vleteren simplesmente desfrutam sua cerveja. "Durante o dia, eu bebo Fanta", disse Hanne Versaevel, 32 anos, policial e mãe de duas crianças. "À noite, eu tomo uma Westvleteren porque ela é forte." "Nós temos muito orgulho dela", ela concluiu.
Contudo, Marianne Soutaer-Boutten, que toca o Cafe De Sterre nas proximidades do centro da cidade, não concorda com o júbilo geral, lamentando o fato de que os restaurantes e bares locais não consigam comprar cerveja dos monges. Na vizinha Bruges, é possível encontrar uma garrafa de Westvleteren por quase US$ 35. Provavelmente, a cerveja está sendo revendida, um problema enfrentado pelos monges.
Entretanto, não dá para comprá-la em Vleteren, tirando o mosteiro. Ela denuncia o bochicho que cerca a Westvleteren ao argumentar que a "ale" Saint Bernardus vendida em seu café é tão deliciosa quanto. "Dá para comprar uma camiseta com a marca Lacoste ou uma camiseta no supermercado, mas, no fim das contas, é a mesma camiseta."
Um recente estudo realizado na Bélgica acaba de nos trazer uma notícia de importância crucial para nossas vidas.
O doutor Manuel Castillo, da universidade de Granada chegou à conclusão que a cerveja (quando tomada com moderação) após exercícios físicos, ajuda a hidratar o seu corpo tanto quanto a água.
O estudo foi realizado com homens jovens e saudáveis que praticam exercícios físicos semanalmente.
Agora, quando você sair pra jogar futebol com os amigos e chegar tarde e bêbado em casa, diga a sua mulher que correu tanto durante a partida e o desgaste foi tão grande, que você precisou beber muita cerveja pra reidratar o seu corpo.