sexta-feira, 22 de maio de 2026

Bar em Casa

 

O Boom do Bar em Casa: Como a Alta Coquetelaria Conquistou a Nossa Sala

Preparar um drink em casa mudou muito nos últimos tempos. Esqueça aquela mistura simples de destilado com refrigerante. O consumidor brasileiro agora quer criar experiências premium sem precisar sair da sala de estar. Essa transformação foi detalhada em uma reportagem recente da Forbes Brasil. O texto mostra como o ritual de receber amigos e preparar bebidas ganhou status de alta coquetelaria doméstica. Segundo a Forbes, o consumidor virou bartender.

Marcas gigantes e produtores artesanais estão de olho nesse novo comportamento. A francesa Monin, famosa por seus xaropes, acabou de lançar um e-commerce focado no consumidor final, segundo informou o seu Diretor Comercial para o Brasil, Thiago Zanon. 

Ao mesmo tempo, marcas nacionais como a Easy Drinks crescem vendendo bases prontas de frutas e espumas para Moscow Mule. Isso facilita o preparo e mantém o padrão de balcão.

Os Pilares do Bar Doméstico

Para quem quer acompanhar essa tendência e montar uma estrutura prática, o mercado se dividiu em três pilares essenciais:

Xaropes Premium: Sabores cítricos e frutados adicionam complexidade rápida aos drinks.

Bases Semi-Prontas: Purês de frutas e espumas artesanais reduzem as etapas de preparo.

Ingredientes Autorais: Bitters e cordiais trazem o toque final dos bartenders profissionais.

Essa facilidade impulsiona também o universo dos mocktails — os coquetéis sem álcool. Eles valorizam o sabor, o visual e a experiência do brinde, atendendo ao público que busca sofisticação de forma leve.

O mercado global de xaropes para coquetéis projeta movimentar US$ 7,21 bilhões até 2030. Esse dado comprova que o consumidor prefere beber menos em quantidade e investir mais na qualidade do que coloca no copo.

O papel do anfitrião mudou. Hoje, preparar o drink perfeito faz parte do entretenimento da noite. Se você quer começar a explorar esse universo, basta garantir um bom dosador, gelo de qualidade e ingredientes selecionados para transformar qualquer reunião casual em um evento memorável.

A propósito, você possui um bar em casa ou sabe fazer um drinque especial? Diga nos comentários!

Fonte e saiba mais: https://forbes.com.br/forbes-wsb/2026/05/consumidor-virou-bartender-o-boom-das-marcas-que-faturam-com-o-seu-bar-em-casa/

Fotos: do autor/divulgação.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Dia da Cachaça Mineira

 


21 de maio: o Dia da Cachaça Mineira

A data é um marco fundamental para a valorização do destilado mais brasileiro de todos. Oficializada para coincidir com o início da safra da cana-de-açúcar, a data difere do Dia Nacional da Cachaça (comemorado em 13 de setembro), mas carrega o mesmo orgulho de exaltar um patrimônio cultural e econômico que movimenta bilhões e define a identidade do país.

O Brinde da Tradição: Confrarias, Ciência e Grupos de Estudo

Muito além da produção industrial, a cachaça sobrevive, se sofistica e ganha novos patamares por meio da paixão popular e da pesquisa científica. Movimentos dedicados ao destilado organizam encontros e redes de cooperação fundamentais para o setor:

Essas reuniões e núcleos de estudo transformam feiras, alambiques e salas de aula em espaços de intercâmbio técnico. Nesses ambientes, o hábito de apreciar o destilado ganha contornos de preservação histórica e rigor científico. Eles são os grandes responsáveis por mitigar o mercado informal e fortalecer a segurança da bebida.

A cachaça é a terceira bebida destilada mais consumida no mundo. O estado de Minas Gerais desponta isolado como o maior polo de cachaça artesanal de alambique do país. O impacto financeiro do setor é massivo:

  • Geração de empregos: A cadeia produtiva sustenta milhares de famílias no campo e na cidade, abrangendo desde o corte da cana até o turismo gastronômico nos alambiques.
  • Potência de exportação: O mercado internacional absorve volumes históricos do produto envelhecido em madeiras nativas como o bálsamo, a amburana e o ipê, gerando divisas em exportações.
  • Arrecadação interna: A formalização e o registro de marcas geram receitas vitais ao Estado, revertidas em incentivos ao agronegócio.

Historicamente ligada à resistência do povo brasileiro desde o período colonial, a cachaça superou antigos preconceitos. Hoje, o destilado mineiro é legalmente reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural do estado.

Ela é a base da caipirinha — o coquetel brasileiro mais famoso do planeta — e está intrinsecamente conectada à música, à literatura e à culinária de raiz. Celebrar o 21 de maio significa aplaudir o trabalhador rural, a ciência por trás da destilação perfeita e o direito de festejar a nossa própria identidade. Onde encontrar tudo isso? Visite o Expocachaça que será em breve. Saiba mais!

domingo, 17 de maio de 2026

A História do Pisco Chileno

 


O Orgulho do Norte Chico: O Legado do Pisco Chileno e sua Identidade

O Pisco Chileno é um sofisticado destilado produzido exclusivamente a partir da fermentação e destilação do mosto de uvas aromáticas (Vitis vinifera). Diferente de outras bebidas, ele é feito de variedades específicas de uvas pisqueras, com destaque absoluto para a família das Moscatéis (como Moscatel de Alexandria e Moscatel Rosada), além das uvas Pedro Jiménez e Torontel. Cultivadas sob o sol radiante dos vales áridos e férteis das regiões de Coquimbo e Atacama, essas frutas garantem um perfil intensamente aromático à bebida. No país, o destilado é celebrado oficialmente no dia 15 de maio, data que homenageia a criação da sua Denominação de Origem em 1931 — a mais antiga de todas as Américas.

A Controvérsia com o Peru: Um Nome, Dois Mundos

A produção do pisco carrega uma das maiores rivalidades culturais e comerciais da América do Sul. O Peru reivindica a propriedade exclusiva do termo "Pisco", argumentando que a bebida nasceu em sua região geográfica homônima (a cidade e o vale de Pisco), proibindo legalmente a importação do produto chileno sob esse nome. O Chile, por sua vez, defende o direito de uso amparado em sua longa tradição histórica e legislação centenária.

Além da disputa geopolítica, os dois métodos de fabricação criam bebidas completamente distintas:

Pisco Chileno: Possui regras mais flexíveis. Permite múltiplas destilações, adição de água purificada para ajustar a graduação alcoólica e, crucialmente, o envelhecimento em barris de carvalho americano ou francês. Esse descanso em madeira confere aos piscos chilenos tons dourados, notas amareladas e aromas complexos de baunilha e especiarias.

Pisco Peruano: Segue uma linha rigidamente purista. É destilado apenas uma vez, não leva água e jamais passa por madeira, resultando sempre em um líquido totalmente transparente, encorpado e focado na pureza da fruta.

O mercado do pisco no Chile equilibra grandes cooperativas pioneiras que abastecem o mundo e refinadas destilarias boutique. Entre os nomes mais icônicos do país, destacam-se:Alto del Carmen: Batizado em homenagem a uma localidade do Vale do Huasco, é um dos líderes de mercado mais populares do país.

Mistral: Localizada no coração do histórico Vale do Elqui, a marca é famosa por seus piscos premium envelhecidos em carvalho, como a renomada linha Mistral Nobel.

Capel: Uma das cooperativas mais tradicionais e antigas do país, internacionalmente famosa por engarrafar o seu pisco em uma embalagem com o formato das estátuas Moai da Ilha de Páscoa.

Waqar: Um produtor ultra-premium de Tulahuén (Vale do Limarí), focado em um estilo transparente, elaborado por uma família com cinco gerações de tradição artesanal.

Fundo Los Nichos: Considerada a destilaria ativa mais antiga de todo o Chile, operando de forma histórica e tradicional no Vale do Elqui.

Ao celebrar o 15 de maio, o Chile não apenas festeja um coquetel, mas reverencia uma herança agrícola fascinante que segue conquistando novos paladares ao redor do globo.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Cajuína São Geraldo

 


O Sabor Sagrado do Nordeste: A Trajetória da Cajuína São Geraldo

O refrigerante regional São Geraldo foi oficialmente fundado em 1976, com a criação da razão social Cajuína São Geraldo Ltda., em Juazeiro do Norte, no Ceará. A marca que comemora seus 50 anos agora em 2026, teve suas origens na década de 1950 sob o comando de José Amâncio de Souza, transformando uma pequena produção de bebidas artesanais no maior fenômeno de fidelidade de consumo da região. Hoje, a bebida é considerada uma verdadeira lovemark nacional, transportando a essência da cultura nordestina para o Brasil.

A Origem e o Fundador: Da Vaselina ao Suco de Caju

Na década de 1950, Juazeiro do Norte abrigava uma pequena fábrica voltada à manipulação de produtos diversos, como perfumaria, vaselina e vinhos alcoólicos à base de frutas locais (como jenipapo e jurubeba). O estabelecimento pertencia ao comerciante Luciano Teófilo de Melo. O rumo do negócio mudou quando José Amâncio de Souza ingressou na firma como funcionário. Demonstrando forte tino comercial e conquistando a confiança do proprietário, José Amâncio adquiriu o empreendimento apenas dois anos depois. O nome "São Geraldo" foi escolhido em homenagem ao santo italiano, fruto da profunda devoção religiosa da mãe do novo proprietário.

A Criação da Fórmula: O Segredo do Fruto

Originalmente, o caju era utilizado na fábrica apenas para dar sabor aos vinhos e licores artesanais. Na década de 1960, José Amâncio identificou o potencial desperdiçado da fruta abundante no Cariri cearense. Ele iniciou testes para desenvolver uma bebida não alcoólica, gasosa erefrescante.Matéria-prima Direta: Diferente dos refrigerantes tradicionais de uva ou laranja que utilizam apenas aromas artificiais, a fórmula da São Geraldo incluiu o suco natural da fruta.

Foram necessários vários anos de ajustes na proporção de açúcar, gaseificação e extrato para chegar ao balanço perfeito: uma bebida doce, encorpada, levemente ácida e com a cor dourada característica da cajuína tradicional. Para expandir a receita e industrializar o processo, o fundador trouxe seus irmãos, Francisco de Souza e Tarcila Sousa, para a sociedade, oficializando a marca em 1976.


O refrigerante São Geraldo conquistou o público inicialmente pelo forte vínculo com a comunidade local. Durante décadas, os próprios moradores da região colhiam os cajus e os transportavam em carroças ou balaios na cabeça até as portas da fábrica, criando uma cadeia produtiva totalmente integrada ao Cariri. A bebida deixou de ser apenas um produto comercial para se transformar em um símbolo de identidade e nostalgia. O consumidor nordestino passou a associar o refrigerante local ao almoço de domingo, às festas juninas e ao sentimento de pertencimento à sua terra natal.

A fábrica da Cajuína São Geraldo modernizou sua distribuição para além das fronteiras do Ceará. A marca oferece a versão do refrigerante tradicional, embalagens em lata personalizadas e a versão Zero Açúcar, desenvolvida após cinco anos de testes sensoriais para manter o mesmo gosto marcante do fruto. Com a introdução de novos canais de distribuição, o refrigerante é exportado espontaneamente por turistas e distribuído formalmente para grandes capitais fora do Nordeste, impulsionado por um público fiel que faz propaganda voluntária da marca.

Parabéns pelos 50 anos de fundação e sucesso pleno em sua jornada.





Heineken 0.0% e Serena Williams

 

Além do Lúpulo: Heineken Inova no Mercado Sem Álcool com Toque de Nectarina e Zimbro

Por Redação Ave Cesar Co.

A Heineken surpreendeu o mercado ao anunciar o lançamento da Heineken 0.0 Nectarine Juniper. A nova variante combina sumo de limão com notas aromáticas de nectarina e zimbro. A novidade reflete o amadurecimento do mercado de bebidas não alcoólicas. O setor busca perfis de sabores sofisticados para atender um consumidor consciente. É uma tendência que solidifica cada vez mais com o tempo.

A introdução do novo rótulo seguiu um cronograma estratégico por diferentes continentes. O primeiro mercado do mundo a receber o produto foi os Estados Unidos, em fevereiro, via Heineken USA. Na sequência o no produto, passou a ser comercializado no Reino Unido, a bebida, com estreia em abril. Ainda na Europa, Portugal foi o terceiro país a nível mundial e pioneiro na Europa Continental, anunciado pela Central de Cervejas.

O Boom dos Mocktails e a Nova Coquetelaria Zero

O lançamento da Heineken não acontece por acaso. Ele surfando na crista da onda do crescimento explosivo dos mocktails (coquetéissem álcool) e do movimento global Sober Curious (curiosos pela sobriedade). O consumidor moderno substituiu o refrigerante por misturas complexas, artesanais e com ingredientes botânicos de alta qualidade. Nesse sentido, bares e restaurantes agora dedicam menus inteiros aos mocktails, garantindo que quem não bebe álcool tenha uma experiência gastronômica premium idêntica à dos coquetéis tradicionais.

Para amplificar a categoria, a Heineken anunciou a lenda do tênis Serena Williams como embaixadora global. (Veja o vídeo acima.) A parceria conecta a bebida com a prática do padel — esporte de forte apelo social. A estratégia consolida o consumo pós-treino e o estilo de vida ativo, provando que a coquetelaria zero e o esporte caminham juntos.

Fonte: IA e Saiba mais em: https://www.broadcast.com.br/releases/serena-williams-returns-to-the-court-as-new-heineken-0-0-global-ambassador-celebrating-the-social-spirit-of-padel/

Foto Créditos: https://www.globenewswire.com/NewsRoom/AttachmentNg/34faf389-12c5-4fd2-8573-5a1b0b0f1fd2

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Brahma Watch Party Cup

 

Ambev promove o Watch Party em capitais para assistir os jogos do Brasil na Copa 2026

A Ambev, por meio da Cerveja Brahma, confirmaram o lançamento oficial da Arena Nº1, o hub oficial de experiências que promete reunir mais de 600 mil pessoas durante o Mundial de 2026.  O projeto de marketing é inovador e ocupará simultaneamente cinco capitais brasileiras, trazendo mega painéis de LED para a transmissão dos jogos com os craques da Seleção Brasileira, ativações tecnológicas exclusivas e grandes shows nacionais com entrada totalmente gratuita.

Para os torcedores que planejam acompanhar o Brasil na Arena Nº1, a FIFA já oficializou o calendário completo dos confrontos da primeira fase. Saiba as datas a seguir:

1ª Rodada — 13 de junho (Sábado), às 19h: Brasil x Marrocos (MetLife Stadium, Nova York/Nova Jersey).

2ª Rodada — 19 de junho (Sexta-feira), às 21h30: Brasil x Haiti (Lincoln Financial Field, Filadélfia).

3ª Rodada — 24 de junho (Quarta-feira), às 19h: Escócia x Brasil (Hard Rock Stadium, Miami).

Desenhado em parceria com a Agência California, o circuito nacional funcionará como uma arena proprietária e independente. A estrutura personalizada estará montada nos seguintes locais:

Belo Horizonte (MG): Concentração no tradicional Estádio Mineirinho.

Salvador (BA): O ponto de encontro baiano será na Praça Maria Felipa, no Comércio.

Goiânia (GO): Transmissões na esplanada do Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Porto Alegre (RS): Estrutura montada na área da ADVB/RS.

Recife (PE): O público pernambucano se reúne no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem.


O encerramento de cada partida da Seleção Brasileira marcará o início de um festival multicultural dentro dos polos. O line-up oficial conta com artistas de peso para celebrar a cultura nacional, com as apresentações confirmadas da cantora Ludmilla, Shows de Bell Marques, Banda Eva, Ferrugem e Dilsinho, além das performances de Marcos & Belutti, Mari Fernandez e Gustavo Mioto.

Saiba mais no Sympla: 

https://www.sympla.com.br/evento/arena-n1-em-belo-horizonte/3411864?share_id=copiarlink


 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Stadt Jever 43 anos

 


Resistência Germânica na Savassi: Stadt Jever Celebra 43 Anos Como Guardião da Cultura Alemã em BH

Por Redação Ave Cesar Co.

Belo Horizonte é mundialmente reconhecida como a capital dos botecos, mas quem caminha pelas ruas da cidade percebe que os tradicionais redutos de colônia estrangeira estão se tornando joias raras. Entre as poucas e bravas resistências que mantêm acesa a chama da cultura alemã nas Alterosas, o Stadt Jever destaca-se como um verdadeiro patrimônio. Localizado na icônica Avenida do Contorno, o pub prepara-se para comemorar seus 43 anos de história no dia 17 de maio, domingo, a partir das 12h.

A celebração promete parar a Savassi. Para os primeiros clientes que cruzarem as portas de madeira da casa, o bar disponibilizará uma cota de 100 litros de chopp totalmente por conta da casa. Além disso, o tradicional chopp Pilsen de 500ml sairá pelo valor promocional de R$ 15 durante todo o dia, acompanhado por uma trilha sonora de peso com três shows de rock ao vivo (bandas Open Bar, Usina e Geoharri) e o clássico almoço germânico servido até as 14h. 

A Saudade que Fundou um Império de Madeira e Malte


A trajetória do Stadt Jever começou a ser desenhada em 5 de maio de 1983. O responsável foi o imigrante alemão Hans Joachin, que buscava em Belo Horizonte uma forma de mitigar a saudade de sua terra natal. Hans projetou um espaço aconchegante, revestido de madeira escura, focado em duas grandes paixões: a autêntica culinária alemã e cervejas de alta qualidade.

Com o passar das décadas, o controle da casa mudou de mãos, mas nunca perdeu o DNA cervejeiro. Em 2011, a família Pedras Carneiro — fundadora da renomada Cervejaria Wäls — assumiu o comando do Stadt Jever. Miguel Carneiro, Ustane Pedras e seus filhos, José Felipe e Tiago Pedras Carneiro, modernizaram o portfólio de bebidas sem descaracterizar a atmosfera clássica do ambiente. Mais recentemente, o pub expandiu seus horizontes de mercado ao realizar uma fusão comercial  em e-commerce, com as marcas mineiras Prussia Bier e Fürst, consolidando-se como um polo de forças artesanais no estado.

Um dos Últimos dos Moicanos Alemães em Belo Horizonte?

A longevidade do Stadt Jever é um feito ainda maior quando analisamos o cenário gastronômico histórico de Belo Horizonte. A cidade, que já abrigou grandes e memoráveis instituições germânicas, viu quase todas desaparecerem com o tempo. A caminhada do Jever evoca a memória de gigantes do passado que deixaram saudades nos belo-horizontinos:

O Restaurante Alpino: Inaugurado em 1961, na Rua Tupinambás, pelas famílias austríacas Aichinger e Benesch, marcou época sob o comando do icônico Hans Aichinger. Era o ponto de encontro da boemia e da intelectualidade dos anos 1960.

O Haus München: Outro gigante da culinária alemã tradicional que funcionou por anos na capital mineira, famoso por seus salsichões e atmosfera europeia, fundado na década de 1960 pelo casal de alemães Anttonieta Voight e Gerhad Voight. A casa, que foi vendida para o empresário Rodrigo Ferraz, funcionou até 2018, na Rua Juiz de Fora, no Bairro Santo Agostinho. O local se transformou em um edifício que leva o nome do bar “Haus”.

O Botequim Alemão: Reduto que também encerrou suas atividades, deixando órfãos os amantes de joelho de porco (Eisbein) e chucrute. Atualmente, com o Stadt Jever, permanece a HB – Hofbräuhaus, uma franquia vinda de Munique, na Alemanha, esse aberto em 2015, por Bruno Vinhas.

Em uma cidade onde os negócios fecham as portas rapidamente, alcançar 43 anos mantendo a mesma proposta do fundador Hans Joachin é um marco que merece ser brindado. O aniversário do Stadt Jever não é apenas a festa de um bar; é a celebração da sobrevivência de um pedaço da Europa que escolheu Belo Horizonte como lar.

Se você gostou deste resgate histórico, continue acompanhando o Ave Cesar Co. para mais crônicas e novidades sobre a vida urbana e gastronômica.

Deixe nos comentários: Qual a sua melhor lembrança do Stadt Jever ou dos antigos bares alemães de BH? Prosit!

Stadt Jever - Avenida do Contorno, 5771,  Savassi - BH/MG.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Taxa de Rolha e Couvert

 


Taxa de Rolha e Couvert: Onde o Serviço Encontra a Estrutura

Por Redação Ave Cesar Co.

No universo da gastronomia, poucos temas dividem tanto as opiniões entre clientes e restaurateurs quanto a famosa taxa de rolha. O que para alguns parece uma cobrança excessiva, para o mercado é a garantia da sustentabilidade do serviço. Recentemente, o assunto ganhou as manchetes nacionais após um episódio explosivo envolvendo o músico Ed Motta em um restaurante carioca, trazendo à tona a discussão sobre etiqueta, legalidade e os custos "invisíveis" de uma mesa posta.

O Caso Ed Motta: Quando a Cortesia Vira Conflito

O debate reacendeu em maio de 2026, quando o cantor Ed Motta se envolveu em uma confusão no restaurante Grado, no Rio de Janeiro. O músico, conhecido por seu paladar refinado e vasta coleção de vinhos nobres, revoltou-se ao ser cobrado pela taxa de rolha (R$ 100), algo que ele alegava ser isento em visitas anteriores. A reação exaltada — que envolveu desde insultos até o arremesso de objetos — terminou em delegacia, mas deixou um alerta importante para os apreciadores de vinho: a isenção da taxa é sempre uma liberalidade do estabelecimento, e nunca um direito adquirido do cliente.

A Filosofia do "Coperto": A Visão de Gero Fasano

Para compreender a lógica por trás dessas taxas, é preciso olhar para a tradição europeia, defendida por ícones da hospitalidade brasileira como Gero Fasano. Ele é um dos grandes defensores do conceito de "Coperto" (ou cover), um termo italiano que vai muito além de um simples couvert. O Coperto justifica que o cliente não está pagando apenas pelo que come ou bebe, mas pelo "lugar àmesa". Essa taxa engloba custos operacionais que muitas vezes ignoramos ao abrir uma garrafa trazida de casa:

A Cristalleria: O uso de taças específicas e adequadas para cada tipo de vinho.

Manutenção: A lavagem e engomagem de toalhas e guardanapos de pano.

Logística: O gelo, o decanter e o serviço técnico do sommelier.

Desgaste: O uso de talheres, pratos, velas e o próprio aluguel do espaço físico ocupado.

O Equilíbrio entre a Experiência e o Negócio


A taxa de rolha existe para compensar o lucro que o restaurante deixa de ter ao não vender uma garrafa de sua própria carta, mantendo o equilíbrio financeiro da operação. De acordo com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a prática é legítima, desde que o valor seja informado previamente ao consumidor.

Para o cliente, levar uma garrafa especial de sua adega pessoal pode tornar o jantar memorável. Para o restaurante, cobrar pelo serviço prestado em torno dessa garrafa é o que garante a continuidade da excelência. No fim das contas, a boa gastronomia é sobre o respeito mútuo: o estabelecimento entrega a infraestrutura perfeita, e o cliente reconhece o valor desse cenário que muitas das vezes é de luxo ou elevado padrão.

Você acredita que a transparência no cardápio é o segredo para evitar conflitos, ou o restaurante deveria sempre oferecer uma rolha livre na primeira garrafa?

Foto: Fasano

Fonte: Do autor/IA.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Pepsi Football Nation

 

Pepsi Football Nation: Como dominar o campo sem ser o dono da bola

Por Redação Ave Cesar Co.

No mundo do marketing esportivo, nem sempre é preciso ser o patrocinador oficial de um torneio para ser o protagonista da conversa. A Pepsi acaba de provar isso com o lançamento da "Pepsi Football Nation", uma plataforma global que escala ninguém menos que David Beckham para liderar uma "revolução" no modo como vivemos o futebol.

Estrelando Beckham ao lado de ícones como Vini Jr., Mohamed Salah e a campeã mundial Alexia Putellas, (faltou Ronaldinho Gaúcho?) a campanha utiliza o humor para celebrar a cultura que pulsa fora das quatro linhas. O conceito central é o "Manual do Torcedor", onde os fãs são convidados a criar as leis de uma nova nação. Entre as "regras" que já viralizaram, destaca-se a Regra nº 1, que decreta: é "Football", não "Soccer". Para garantir que a lei seja cumprida, a marca lançou até uma extensão de navegador que substitui automaticamente o termo americano em qualquer site.

Estratégia de Guerrilha: O Drible na FIFA

A criação da "Pepsi Football Nation" não é apenas um exercício de criatividade, mas uma manobra estratégica de mestre (correndo por fora do campo). Como a fábrica de refrigerantes não detém os direitos de patrocínio da Copa do Mundo FIFA — território ocupado por sua principal rival, a Coca-Cola, a marca aposta no marketing de guerrilha no ambiente do futebol. A estratégia busca dominar a conversa cultural focando no comportamento do torcedor.

Sem poder citar o nome oficial do evento, a Pepsi utiliza o peso de suas celebridades para garantir alcance global, conectando-se à paixão que persiste nos fóruns do Reddit, nas redes sociais e nos rituais de dia de jogo, onde a marca de entretenimento se sente em casa.

Para garantir que a campanha não fique apenas nos comerciais de TV, a Pepsi desenhou uma série de ativações digitais focadas em interatividade e personalização: Customização no Reddit, nesse sentido, a marca criou espaços exclusivos em comunidades de futebol para que os fãs votem e sugiram novas regras para o "Manual", transformando a campanha em um documento vivo.


Filtros de Realidade Aumentada (AR): No Instagram e TikTok, torcedores podem usar filtros interativos para simular o "clima de estádio" em qualquer lugar, compartilhando suas próprias superstições e rituais.

Conteúdo "Behind the Scenes": Através de QR codes nas latas, o público ganha acesso a vídeos exclusivos de Beckham e Salah discutindo suas próprias manias de jogo, humanizando os astros e gerando dados valiosos de consumo. O tom é leve e irreverente, reforçando o posicionamento da Pepsi como uma marca que não apenas assiste ao jogo, mas vive a cultura pop do esporte junto com o fã.

Será que outras marcas farão o mesmo? A Heineken, por exemplo, jogará por fora da linha contra a Budweiser? É algo a se pensar.


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Como fazer cerveja caseira

 

Reportagem 2000: Como fazer cerveja em casa

Em 2007, José Augusto Silveira, um jovem cervejeiro caseiro, membro da ACervA Mineira, dava uma entrevista para a Revista Sexy, em um artigo escrito pela Jornalista Patrícia Lapertosa. Nessa matéria, citada na coluna "Manual" teve a manchete: "Cerveja: Faça Você Mesmo".

Sem segredos, José Augusto apresentou passos simples, porém que carecem de cuidados para praticar o Homebrewing, ou seja fazer a sua cerveja favorita de forma artesanal. Essa nota de registro em nosso blog Ave Cesar Co, completamos, hoje, o universo de 2000 artigos, reportagens e matérias sobre o que tanto gostamos e apreciamos: o mundo da cerveja e das bebidas espirituosas em geral, o que inclui o café brasileiro, a nossa autêntica cachaça, os vinhos tradicionais e as novas repaginações de outros destilados que estão em voga no país, como o Gin, o Rum, o Whisky e a Tequila. Há também os líquidos não alcoólicos, os considerados mais saudáveis e até os exóticos.

O blog Ave Cesar Co., ao longo dos seus 15 anos, tem criado uma fonte orgânica de informação atual e de pesquisa. É comum observarmos leituras de matérias antigas sendo relidas, com uma frequência muito acima das expectativas. Para o blog, isso significa geração e transmissão de valor, além de perpetuidade histórica, o que faz do site uma referência na busca de dados nas três linhas do tempo: Passado, Presente e Futuro, esse moldado por meio de matérias que invocam tendências, previsões, além de artigos atemporais. É também fonte que une trabalho, nostalgia, prazer e entretenimento, pois citamos notas de mercado, oportunidades de emprego, eventos regionais e globais, filmes & arte, fatos e acontecimentos que marcaram época, análises e estudos, sempre com dados fidedignos, fotos e vídeos interessantes, sejam de autoria própria ou de terceiros profissionais, divulgados com ética, integridade e lisura.

Nesse sentido, agradeço a você, leitor, que mantêm esse humilde meio de comunicação ativo, ao qual acompanho diariamente a sua evolução. São mais de 1,8 milhão de views registrados, vindos de diversas partes do mundo. Uma média de 3 mil visualizações diárias em um simples blog. Sem a audiência de vocês, não haveria propósito para seguirmos em frente. 

Muito obrigado! 

Aproveito e peço, gentilmente que nos siga, basta clicar no botão do blog em "Seguidores". Isso irá nos ajudar e muito. Em breve, estudaremos uma forma de irmos para outras platadformas, como o Instagram e o Youtube.

Bom, a seguir, deixo o registro das páginas da Revista Sexy para seu conhecimento, pesquisa e aprimoramento na fabricação de sua primeira ou próxima cerveja. 

(Aliás, a receita do José levou 4,5kg de malte pilsen, 20 litros de água, 500g de malte torrado, 50 g de lúpulo, 1 sachê de levedura S-04). Boa leitura.




Um brinde! Vamos em frente!








quarta-feira, 6 de maio de 2026

Copa do Mundo Brahma 2026

 


Copa do Mundo Brahma: Está Liberado Acreditar

A Ambev, por meio de seu Vice-Presidente de Marketing, Daniel Wakswaser, apresentou na plataforma profissional LinkedIn a nova campanha de marketing da Cerveja Brahma, para a Copa do Mundo FIFA 2026.

O projeto de marketing chamado "Está Liberado Acreditar", foca em resgatar o otimismo do torcedor brasileiro em relação ao hexacampeonato. Criada pela agência Africa Creative, a peça central é protagonizada por dois grandes nomes do futebol mundial: o ídolo Ronaldo Fenômeno, parceiro histórico da marca, e o técnico Carlo Ancelotti. No comercial, Ancelotti atua como um "embaixador da esperança", lembrando que a história da Seleção Brasileira é feita de superação contra as probabilidades, enquanto Ronaldo traz a conexão emocional com as conquistas passadas. É a Brahma buacando seu espaço em eventos globais, como a sua presença no Carnaval carioca.


Um elemento visual marcante da campanha é a evolução do icônico gesto do "Nº 1" (eternizado pelo Fenômeno em 1998) para os "dedos cruzados", simbolizando a torcida e a fé renovada na equipe.

Assista! Gostei muito do que vi. Recomendo.

 



Copa do Mundo Diageo 2026


Diageo estreia na Copa do Mundo de 2026 e mira audiência global de até 5 bilhões de pessoas

A Diageo vai entrar em campo na Copa do Mundo FIFA 2026 com um movimento inédito: será a apoiadora oficial de destilados nas Américas, marcando sua primeira participação direta no maior evento esportivo do planeta.

A competição, que será realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, deve alcançar uma audiência estimada em até 5 bilhões de pessoas, número que ajuda a explicar o peso estratégico da operação para a gigante global de bebidas.

O acordo com a FIFA garante à Diageo uma atuação abrangente em toda a região das Américas. Na prática, isso significa presença nas 16 cidades-sede do torneio, além de uma forte agenda de ativações fora dos estádios. A estratégia inclui experiências imersivas para torcedores, campanhas em pontos de venda e ações integradas de marketing que dialogam com diferentes perfis de público. O objetivo é claro: transformar a Copa em uma plataforma de conexão cultural — e não apenas publicitária. Outro pilar importante será o incentivo ao consumo responsável, tema que a empresa vem reforçando em suas parcerias globais.

Para a Copa de 2026, a Diageo pretende ativar um portfólio robusto de marcas globais, explorando diferentes ocasiões de consumo e identidades culturais. Entre os rótulos confirmados estão Johnnie Walker, Vodka Smirnoff, Tequila Don Julio, Casamigos e Buchanan's. A escolha reflete uma estratégia clara: combinar marcas consolidadas globalmente com forte apelo regional — especialmente no mercado latino-americano, onde rótulos como Buchanan’s têm grande relevância cultural.

A entrada da Diageo na Copa do Mundo não é apenas uma ação de branding. Trata-se de um movimento alinhado à transformação do consumo e à busca por experiências mais sofisticadas e conectadas ao lifestyle.

Com bilhões de espectadores ao redor do mundo, a empresa aposta na Copa como uma vitrine para reforçar seu posicionamento premium, expandir presença em mercados estratégicos, bem como associar suas marcas a momentos de celebração global.

Leitura do mercado

Para o mercado cervejeiro e de bebidas como um todo — incluindo players artesanais acompanhados de perto pela Ave Cesar Co. — o movimento da Diageo reforça uma tendência clara: a disputa por relevância durante grandes eventos globais está cada vez mais diversa e sofisticada. Se antes a cerveja dominava esse território quase sozinha, hoje o espaço é compartilhado com destilados premium, drinks prontos e novas experiências de consumo.

A Copa do Mundo de 2026 promete ser não apenas um espetáculo esportivo, mas também um campo estratégico para as grandes marcas globais. Com uma audiência estimada em até 5 bilhões de pessoas, a estreia da Diageo nesse cenário sinaliza uma nova fase na relação entre bebidas e entretenimento — mais ampla, mais segmentada e, sobretudo, mais disputada.

Para quem acompanha o setor, o recado é direto: o jogo da atenção do consumidor nunca foi tão global.

Saiba mais: https://www.instagram.com/p/DXhouggk9sP/ (Forbes).

terça-feira, 5 de maio de 2026

Three Cents Soda

Three Cents: A Revolução Grega que Elevou o Nível da Coquetelaria Mundial

Se você frequenta os melhores bares de coquetelaria ou gosta de preparar seus próprios drinks em casa, provavelmente já se deparou com uma garrafa de design retrô e cores vibrantes chamada Three Cents. Mas o que faz dessa marca grega a nova "queridinha" de bartenders ao redor do globo?

Nascida em 2014, a Three Cents não surgiu em uma sala de reuniões corporativa, mas sim atrás do balcão. Quatro bartenders gregos — George Bagos, Dimitris Dafopoulos, George Tsirikos e Vassilis Kalantzis — sentiam falta de mixers que não perdessem a carbonatação rapidamente e que tivessem sabores naturais e autênticos. O resultado foi uma linha de sodas premium que mudou a forma como encaramos bebidas mistas.

O Resgate dos "Três Centavos"

O nome é uma aula de história líquida. Durante a Grande Depressão nos EUA, as famosas soda fountains (refrigerantes) vendiam água com gás pura por dois centavos (Two Cents Plain). Quem podia gastar um pouco mais — exatos três centavos — recebia a água com a adição de um xarope saborizado.

Afinal, por que ela é diferente? Enquanto refrigerantes comuns focam no açúcar, a Three Cents foca na ciência das bolhas. As bebidas são engarrafadas com uma carbonatação muito superior à média, garantindo que o drink permaneça efervescente até o último gole, com ingredientes reais, ou seja, nada de aromas artificiais. Na Pink Grapefruit Soda, por exemplo, você sente o óleo essencial da casca da toranja fresca, isso com zero conservantes, de forma a traduzir em um produto limpo, feito para respeitar o destilado com o qual será misturado.

O Fenômeno da Paloma


Se hoje a Paloma (tequila, limão e soda de grapefruit) é um dos drinks mais pedidos do mundo, muito se deve à Three Cents. Sua Pink Grapefruit Soda foi eleita por especialistas como o mixer definitivo para este clássico, equilibrando o amargor cítrico com a doçura exata. Além dela, a marca oferece joias como a Aegean Tonic (com toques de pepino e ervas do Mediterrâneo) e a Ginger Beer, que traz o picante natural do gengibre fermentado, ideal para um Moscow Mule de respeito.


Veredito Ave Cesar: para nós, que valorizamos a excelência em cada gole — seja na cerveja ou nos destilados — a chegada e consolidação da Three Cents prova que os detalhes fazem toda a diferença e movem tendências. Se o objetivo é um drink com frescor intenso e sabor de verdade, o investimento nesses "três centavos" vale cada gota. Imagino esse refrigerante com os insumos especiais da Monin. Devem ficar excelentes e curiosos de se tormar. Atualmente a marca pertence a Coca-Cola.

Cheers!

Foto: Coca-Cola (https://ch.coca-colahellenic.com/en/media/news-and-stories/brands-and-products/2024-the-year-of-three-cents#carousel-76aa62c246-item-939fcfd88f-tabpanel)


ACervA Mineira Norte de Minas

 

ACervA Mineira Norte de Minas Promove Encontro de Cervejeiros

O encontro de cervejeiros da ACervA Mineira - Regional Norte de Minas, marcado para o dia 30 de maio, promete ser um marco para a cultura cervejeira artesanal de Montes Claros e região.

Estes eventos, organizados por regionais como a do Norte de Minas, focam na união e no aperfeiçoamento técnico dos produtores caseiros e a região conta com cervejeiros de primeira. 

Trata-se de um momento oportuno para os cervejeiros compartilharem suas criações e receberem feedbacks construtivos, num ambiente de networking e troca de experiências. Mais que degustar tecnicamente, há uma diálogo franco e aberto entre iniciantes e veteranos sobre técnicas de produção, estilos, insumos e tendências do mercado mineiro. Participar do evento é fomentar a cultura cervejeira local, fortalecendo da identidade cervejeira regional, utilizando muitas vezes ingredientes típicos do Cerrado e do sertão mineiro.

A Regional Norte tem se destacado no cenário estadual com a organização de concursos e parcerias com cervejarias locais de Montes Claros, como as cervejarias Mut, Empírica e Casa Nobre.

 Recentemente, a associação também apoiou exposições históricas sobre a bebida no Museu Regional do Norte de Minas. Para participar, os interessados devem estar atentos ao Portal do Associado da ACervA Mineira, onde são disponibilizadas as inscrições e detalhes sobre o evento. 

Em tempo: nos dias 15 e 16 de maio, a mesma Associação de Cervejeiros Artesanais promove o curso de produção caseira de cervejas. Veja mais detalhes no instagram da ACervA Mineira Norte de Minas.






XIX Encontro Nacional das ACervAs

 

Encontro Nacional das ACervAs chega ao Mato Grosso do Sul e reforça a força da cultura cervejeira artesanal

Entre os dias 04 e 07 de junho de 2026, o estado de Mato Grosso do Sul será palco de um dos mais importantes eventos do calendário cervejeiro nacional: o XIX Encontro Nacional das ACervAs. Com sede em Campo Grande, o encontro reúne homebrewing, cervejeiros caseiros, especialistas e entusiastas de todo o país em torno da valorização da produção artesanal e do compartilhamento de conhecimento.

Organizado pela ACervA Brasil, o evento consolida-se como um espaço de integração entre as associações estaduais (ACervAs), fortalecendo o papel do associativismo no desenvolvimento técnico e cultural da cerveja artesanal no Brasil.

Programação técnica e troca de experiências

Ao longo de quatro dias, os participantes terão acesso a uma programação que inclui palestras técnicas, workshops, degustações orientadas e atividades de networking. A proposta é promover o intercâmbio de experiências entre cervejeiros de diferentes níveis, incentivando a evolução da produção caseira e a disseminação de boas práticas.

A diversidade de temas abordados reflete a maturidade do movimento craft beer no país, com discussões que vão desde processos produtivos até tendências de mercado e inovação.

Concurso nacional destaca qualidade e criatividade

Um dos pontos altos do encontro é o tradicional Concurso Nacional das ACervAs, realizado paralelamente ao evento. A competição reúne amostras de todo o Brasil e premia as melhores cervejas produzidas por associados, evidenciando o nível técnico e a criatividade que marcam a cena cervejeira artesanal brasileira.

A realização do encontro no Centro-Oeste reforça uma tendência importante: a descentralização do cenário cervejeiro nacional. Ao levar o evento para Mato Grosso do Sul, a organização amplia o alcance do movimento e fortalece novas regiões produtoras, estimulando o crescimento da cultura cervejeira fora dos grandes polos cervejeiros tradicionais.

Um encontro que vai além da cerveja

Mais do que um evento técnico, o Encontro Nacional das ACervAs representa um espaço de construção coletiva e motivação. É onde conhecimento, paixão e colaboração se encontram para impulsionar o futuro da cervejaartesanal no Brasil.

Para iniciativas como a Ave Cesar Co, que acompanham de perto a evolução do setor, encontros como esse são fundamentais para manter viva a essência do movimento: inovação com identidade, qualidade e conexão com a comunidade; formação da cultura cervejeira.

Colorado e Patagonia: Fim?

O Fim de uma Era, ou Fake News?

Soltou na internet que a Ambev havia comunicado que deixará de comercializar os rótulos das cervejarias Patagonia e Colorado, no mercado brasileiro. Esse movimento poderia ser associado por ações anteriores, como o fechamento de espaços de experiência da marca, como a hibernação do bar Toca do Urso e o encerramento de rótulos específicos como a Indica IPA. O comunicado, que viralizou, gerou um movimento em busca por ambos rótulos, por parte de clientes, visando tomar o último gole.

O relatório do Primeiro Trimestre da Ambev apresentou uma estratégia de expandir a categoria, ou seja o segmento de cervejas.


O documento enfatiza que a gestão atual vem sendo pautadas com "escolhas equilibradas", priorizando marcas que oferecem maior escalabilidade e atendem à demanda atual, seja por produtos sem álcool (um crescimento de 15%), ou aqueles do segmento premium (aumento de 15%) que remetem a eventos relevantes e  internacionais, como shows com artistas estrangeiros, festivais globais ou ainda a Copa do Mundo. Nesse sentido, tirar a Patagonia e a Colorado do portfólio, isso seria verdade? Faria sentido ou é mero Fake News?

A Cervejaria Colorado foi fundada em 1996 em Ribeirão Preto por Marcelo Carneiro da Rocha, a Colorado tornou-se um ícone das cervejas artesanais brasileiras. Foi pioneira em misturar estilos tradicionais com ingredientes nacionais, como café, rapadura, mandioca e castanha do Pará. Em 2015, a Ambev adquiriu a marca para fortalecer seu portfólio premium. 

Marcelo Carneiro foi, junto com a Cervejaria Dado Bier, na década de 90, um dos prepulsores do movimento "Craft Beer Renaissance", no Brasil. Conheceu figuras como Randy Morsher, (quem criou os rótulos permanentes da marca), bem como Michael Jackson, o beer hunter mundial.

A Cerveza Patagonia foi criada em 2006 em uma garagem em Buenos Aires, a marca rapidamente evoluiu, estabelecendo sua famosa microcervejaria em Bariloche em 2016. Conhecida por utilizar lúpulos cultivados na própria região patagônica, a marca foi introduzida no Brasil pela Ambev em 2013, focando em rótulos como Amber Lager e Weisse. Em um tempo recente, a Patagonia produziu uma cerveja colaborativa (uma Red Ale com lúpulos patagônicos) com a Cervejaria Campos do Jordão, tendo o mestre cervejeiro Evandro Zanini frente ao projeto. Na época, tomei com enorme prazer essa boa cerveja.

Ao ler todo o relatório da Ambev, não há nada que confirme a extinção das marcas ou a retirada dessas portfólio. (Entretanto, não foi visto essas nas gondolas recentemente, nos principais supermercados e delicatessens. O mesmo vale para o Hoegaarden, não se tem visto à venda também.) 

A mudança estratégica, qualquer que seja, levanta questões sobre o futuro do mercado artesanal dentro das grandes corporações, com a Ambev, agora focada em plataformas digitais (e.g.: Zé Delivery) e marcas de estilo de vida. Seria uma perda lamentável, porém como qualquer grande corporação, o foco atual está na gestão do fluxo de caixa, em um momento em que a inflação da cerveja está em alta. (O que me lembra de um artigo que escrevi, onde para o atual cenário das cervejas especiais e artesanais: afinal, menos é mais?).

É certo que a Patagonia congelou e o Urso, hibernou. Me diga nos comentários. Aguardo a sua opinião.

Saiba mais em: https://ri.ambev.com.br/relatorios-publicacoes/divulgacao-de-resultados/

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