Pepsi Football Nation: Como dominar o campo sem ser o dono
da bola
Por Redação Ave Cesar Co.
No mundo do marketing esportivo, nem sempre é preciso ser o
patrocinador oficial de um torneio para ser o protagonista da conversa. A Pepsi acaba de provar isso com o lançamento da "Pepsi Football Nation", uma
plataforma global que escala ninguém menos que David Beckham para liderar uma
"revolução" no modo como vivemos o futebol.
Estrelando Beckham ao lado de ícones como Vini Jr., Mohamed
Salah e a campeã mundial Alexia Putellas, (faltou Ronaldinho Gaúcho?) a campanha utiliza o humor para
celebrar a cultura que pulsa fora das quatro linhas. O conceito central é o
"Manual do Torcedor", onde os fãs são convidados a criar as leis de
uma nova nação. Entre as "regras" que já viralizaram, destaca-se a
Regra nº 1, que decreta: é "Football", não "Soccer". Para
garantir que a lei seja cumprida, a marca lançou até uma extensão de navegador
que substitui automaticamente o termo americano em qualquer site.
Estratégia de Guerrilha: O Drible na FIFA
Sem poder citar o nome oficial do evento, a Pepsi utiliza o
peso de suas celebridades para garantir alcance global, conectando-se à paixão
que persiste nos fóruns do Reddit, nas redes sociais e nos rituais de dia de
jogo, onde a marca de entretenimento se sente em casa.
Para garantir que a campanha não fique apenas nos comerciais de TV, a Pepsi desenhou uma série de ativações digitais focadas em interatividade e personalização: Customização no Reddit, nesse sentido, a marca criou espaços exclusivos em comunidades de futebol para que os fãs votem e sugiram novas regras para o "Manual", transformando a campanha em um documento vivo.
Filtros de Realidade Aumentada (AR): No Instagram e TikTok, torcedores podem usar filtros interativos para simular o "clima de estádio" em qualquer lugar, compartilhando suas próprias superstições e rituais.
Conteúdo "Behind the Scenes": Através de QR codes
nas latas, o público ganha acesso a vídeos exclusivos de Beckham e Salah
discutindo suas próprias manias de jogo, humanizando os astros e gerando dados
valiosos de consumo. O tom é leve e irreverente, reforçando o posicionamento da
Pepsi como uma marca que não apenas assiste ao jogo, mas vive a cultura pop do
esporte junto com o fã.
Será que outras marcas farão o mesmo? A Heineken, por
exemplo, jogará por fora da linha contra a Budweiser? É algo a se pensar.
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