Mostrando postagens com marcador Mercado de Refrigerantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercado de Refrigerantes. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de agosto de 2026

Crush Refrigerante

 

O Gosto da Saudade: A Fascinante História do Refrigerante Crush e Seu Legado no Brasil

Observar o apresentador Ratinho surpreso ao pegar em uma garrafa do Refrigerante Crush, para mim foi motivo de alegria, pois me trouxe um momento de nostalgia. Ao ver seus comentários em sua rede social, resolvi escrever esse breve artigo, transmitindo sua satisfação ao lembrar seus tempos de criança.

Se você viveu a infância ou a juventude no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980, certamente se lembra da sensação de segurar uma garrafa de vidro pesada, canelada, e dar uma leve chacoalhada antes de abri-la. Esse ritual pertencia aos consumidores do Crush, um dos refrigerantes mais icônicos do século XX. Embora tenha desaparecido das gôndolas brasileiras, o Crush deixou uma marca profunda na memória afetiva do país. Conheça a trajetória completa dessa bebida, desde sua criação nos Estados Unidos até o sumiço dos supermercados nacionais.

A jornada do Crush começou 1906 por JM Thompson em Chicago, nos Estado Unidos. Em 1911, na cidade de Los Angeles, Califórnia, a fórmula original foi aprimorada o químico de bebidas e extratos Neil C. Ward. A receita inovava ao utilizar o óleo extraído diretamente da casca da laranja para conferir o sabor e o aroma característicos, adicionando o suco da própria fruta anos depois, em 1921. O refrigerante ganhou escala comercial em 1916, quando Ward uniu forças com o empresário Clayton J. Howell para fundar a Orange Crush Company. O sucesso foi imediato e o refrigerante rapidamente cruzou fronteiras.

A Chegada ao Brasil e o Modelo de Franquias

O refrigerante desembarcou em solo brasileiro na década de 1930. Para se expandir pelo território nacional, a detentora internacional dos direitos — que mais tarde passou a ser a multinacional Cadbury Schweppes — adotou um modelo de negócios baseado em franquias e licenciamentos regionais. A matriz fornecia o extrato concentrado da bebida, enquanto indústrias de refrigerantes regionais brasileiras ficavam encarregadas do engarrafamento e da distribuição regional. Entre as fábricas mais famosas que operaram a marca no Brasil, destacam-se a Indústria de Refrigerantes Pakera (no Rio de Janeiro), a Indústria de Refrigerantes Golé (em Uberaba, Minas Gerais) e a Refrigerantes Zago (que produziu a bebida em Uberlândia entre 1969 e 1976).

No mercado brasileiro, o Crush Laranja era visto por muitos como o melhor refri de sua categoria, superando os concorrentes diretos em intensidade. O público o idolatrava por sua cor laranja-avermelhada muito vibrante, textura marcante e um sabor cítrico mais encorpado e doce do que o da Fanta. Embora a laranja fosse o carro-chefe absoluto, a marca explorou outras frentes como o sabor Uva que foi lançado no mercado nacional na década de 1970 para competir no segmento de frutas escuras. O sabor Caju, uma versão regionalizada e limitada chamada Crush Cajuína chegou a ser lançada no Nordeste brasileiro em 2011, fruto de uma parceria com a Norsa (franqueada Coca-Cola).

No exterior, a linha se estendeu por sabores como limão (Lemon e Lime), cereja, pêssego, morango e abacaxi.

"Mexa, Mexa!": A Identidade nos Comerciais e no Vidro

Diferente da concorrente Grapette, que imortalizou o jingle "Quem pede Grapette, repete", o Crush apostava em destacar a qualidade de sua fórmula. Na década de 1970, o slogan mais marcante das campanhas de TV e impressas foi: "Crush: Mexa, Mexa!". O anúncio era um aviso funcional: o consumidor precisava agitar levemente a garrafa antes de abrir para misturar o legítimo extrato e os gomos da fruta que se acumulavam no fundo do casco.

A identidade visual também era um espetáculo à parte, bebendo diretamente da fonte do movimento Art Déco das décadas de 1920 e 1930. As primeiras garrafas produzidas no Brasil pela Cisper eram de cor âmbar (escura), mudando para o vidro incolor em 1963. Ambas traziam linhas geométricas verticais e horizontais rígidas e simétricas moldadas em alto relevo no próprio vidro. A logomarca apresentava uma caligrafia marcante, com letras grossas, arredondadas e levemente inclinadas, inicialmente aplicadas em serigrafia pintada e, depois, texturizadas no próprio vidro.

Por que o Crush Desapareceu do Brasil? Eis a pergunta de um milhão de dólares. O declínio e o consequente sumiço do Crush das gôndolas brasileiras ocorreram ao longo da década de 1990, motivados por dois grandes fatores de mercado. Houve o fim dos Contratos de Franquia. A Cadbury Schweppes optou por descontinuar e não renovar as licenças de engarrafamento com as fábricas regionais independentes (como Pakera e Golé), fragmentando a distribuição. Adicionalmente, os direitos da marca Crush foram adquiridos pela The Coca-Cola Company em diversos mercados internacionais na virada dos anos 1980 para os 1990. Como a Coca-Cola já tinha a Fanta Laranja consolidada como sua principal força no segmento, a empresa optou por retirar o Crush de circulação no Brasil para evitar a concorrência interna (canibalização de vendas) e focar os investimentos em um único produto.

Apesar da ausência no Brasil, o Crush está longe de estar extinto. Ele continua sendo comercializado com enorme força em países como os Estados Unidos (onde os direitos pertencem à Keurig Dr. Pepper e a distribuição é feita pela PepsiCo), além de Canadá, México, Reino Unido e diversas nações da América Latina. Em solo brasileiro, ao Soft Drink restou aos entusiastas recorrer a lojas físicas e virtuais especializadas em produtos importados para garantir uma lata da bebida.

Relembrar o Crush é fazer uma viagem no tempo direto para os anos 60, 70 e 80, uma época em que os dias pareciam passar mais devagar. O estalo inconfundível da tampinha de metal sendo removida pelo abridor era o prenúncio de uma felicidade simples, sinônimo de festas de aniversário no quintal, almoços de domingo com a família reunida e tardes quentes jogando conversa fora na calçada. Segurar aquela garrafa pesada de vidro canelado, dar uma leve mexida para misturar o gominho da fruta e sentir o primeiro gole gelado e efervescente do refrigerante era a tradução perfeita da infância. O Crush pode ter deixado as prateleiras dos nossos supermercados, mas o seu sabor cítrico e inconfundível permanece para sempre guardado no paladar da nossa memória.



A Evolução da Marca.


Foto: Rede Sociais/ (IA)/Facebook do Ratinho
Fontes: https://www.propagandashistoricas.com.br/2019/01/propaganda-refrigerante-crush.html
https://logos-world.net/crush-logo/
Saiba mais sobre o Crush de hoje em: https://www.crushsoda.com/


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Bamba Refri de Fibra

 
Arturo Isola Entra No Mundo dos Refrigerantes Com Proposta Ousada

O empresário italiano Arturo Isola, amplamente conhecido por fundar o premiado gin premium Amázzoni (Lê-se também Pernod Ricard), está liderando uma nova e ambiciosa empreitada. Ele acaba de lançar a Bamba, uma marca inovadora de refrigerantes funcionais e saudáveis projetada para transformar o mercado brasileiro de bebidas.

Apoiam a iniciativa investidores experientes do setor de alimentação e bebidas, com destaque para Edoardo Tonolli, o criador da conceituada rede de sorveterias Bacio di Latte.

A proposta inicial da Bamba é preencher uma lacuna entre o prazer dos refrigerantes tradicionais e os benefícios nutricionais das bebidas funcionais. O portfólio de estreia da marca traz três sabores sofisticados em lata. O primeiro, sabor Guaraná, possui uma versão adaptada para o consumidor moderno, com uma fórmula que traz baixo teor de açúcar se comparada às marcas tradicionais do mercado. O segundo, tradicional sabor Cola, trata-se de uma releitura inovadora do sabor mais famoso do mundo, elaborada de forma totalmente natural a partir de capim-limão e gengibre, sendo 100% livre de cafeína. Por fim, o Açaí, sabor tipicamente brasileiro, focado em entregar propriedades energéticas e antioxidantes de maneira leve e refrescante.

Para furar a bolha das grandes corporações de bebidas, Isola e seu time desenharam uma estratégia mercadológica que mistura marketing analógico "retrô" com tecnologia de ponta:        

 [Marketing Analógico] ── Uso de carros de som, panfletos e aviões com faixa.

 [Processo Seletivo]   ── IA interage e entrevista candidatos a embaixadores.

 [Logística Híbrida]   ── Vendas diretas por e-commerce e PDVs selecionados.

A marca chamou a atenção ao utilizar táticas clássicas de rua para o seu lançamento, como carros de som, anúncios classificados e aviões puxando faixas em praias. A ação de marketing "Contrata-se Bambas" reuniu campanhas de ativação enviaram kits sem rótulo para influenciadores digitais e formadores de opinião no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

O processo seletivo para escolher os embaixadores da marca de refrigerantes é conduzido de forma inovadora por um chatbot de Inteligência Artificial personalizado. A distribuição do produto será híbrida: com vendas diretas pelo e-commerce da empresa e no varejo físico, com o foco inicial que se concentrará na região Sudeste. As latas são posicionadas em canais focados em bem-estar e estilo de vida moderno, como cafeterias, hotéis boutique, universidades e academias de alto padrão.

Afinal, o Que Arturo Isola pretende com isso? Após revolucionar o setor de destilados com o gin Amázzoni, Isola busca atingir objetivos claros com a criação da Bamba: alcançar 1 milhão de unidades vendidas. A meta explícita para o primeiro ano de operação é romper a barreira de 1 milhão de latas comercializadas, no Brasil. Ainda, o empresário busca atrair o público jovem e adulto que gosta de refrigerante, mas que busca reduzir drasticamente o consumo de açúcares, sódio e componentes artificiais nocivos à saúde. 

Por acreditar  que é possível redefinir a categoria, caberá ao empresário provar que o refrigerante não precisa ser o vilão da dieta, criando uma subcategoria viável e lucrativa de "refrigerantes limpos" no ecossistema de bebidas nacional.

 Foto: Valor/Divulgação.


terça-feira, 30 de junho de 2026

Coca-Cola Blue

 


O Dia em que o Vermelho Cedeu Espaço ao Azul: Os Bastidores da Embalagem Mais Rara do Mundo no Festival de Parintins

Por Redação Ave Cesar Co.

Imagine uma marca global, avaliada em bilhões de dólares, abrir mão de sua identidade visual mais sagrada — o vermelho icônico — para adotar a cor de seu principal concorrente histórico. Parece um suicídio de marketing, certo? Mas no coração da Amazônia, essa foi a maior jogada de mestre da história do branding brasileiro. Para tanto, o blog da Ave Cesar Co. mergulha no fascinante case da Coca-Cola Azul, uma exclusividade mundial nascida no Brasil para reverenciar o Festival Folclórico de Parintins.

Para entender a mudança da lata, é preciso compreender a magnitude do Festival de Parintins, que acontece anualmente no final de junho na Ilha Tupinambarana, no Amazonas. Esta festa é o pilar mais importante da identidade e do turismo cultural amazonense. A cidade se divide de forma absoluta entre dois blocos folclóricos, Boi Garantido: Representado pela cor vermelha e pelo coração e Boi Caprichoso: Representado pela cor azul e pela estrela.


Essa rivalidade ultrapassa os limites do bumbódromo. Ela dita a pintura das casas, a decoração das ruas e até os hábitos de consumo. Um torcedor roxo do Caprichoso simplesmente se recusa a vestir, usar ou consumir qualquer coisa que carregue a cor do rival.

Nesse sentido, surgiu um desafio de marketing, pois havia um boicote silencioso. A Coca-Cola tornou-se patrocinadora oficial do festival, em 1995. No entanto, a equipe de marketing logo se deparou com um obstáculo cultural sem precedentes. Metade da população da ilha — a torcida do Boi Caprichoso — evitava comprar o refrigerante por causa da icônica lata vermelha, associada instantaneamente ao rival Garantido. Em vez de tentar forçar a barra com o padrão global, a marca entendeu que precisava respeitar o solo sagrado da cultura amazonense. Se Parintins não mudaria pela Coca-Cola, a Coca-Cola mudaria por Parintins.

A partir dessa concepção foi realizada a criação do Design Azul, quebrando literalmente as regras globais da marca. Mudar a cor da embalagem do tradicional refrigerante com diretrizes globais tão rígidas exigiu meses de negociações e aprovações complexas junto à matriz da companhia em Atlanta, nos Estados Unidos. O argumento dos executivos brasileiros foi certeiro: não se tratava de mudar a identidade da marca, mas de abraçar uma manifestação cultural única. A solução visual foi cirúrgica e genial: o vermelho sumiu: A tradicional lata de alumínio recebeu um banho de azul royal intenso. A tipografia foi mantida: o famoso logotipo escrito em cursivo continuou intocado, mantendo o reconhecimento imediato da marca. As embalagens comemorativas passaram a estampar as artes oficiais do Caprichoso e do Garantido lado a lado. 

A estratégia funcionou perfeitamente. O design azul quebrou a barreira do consumo e transformou a lata em um item de colecionador altamente cobiçado, em todo o país.

O que torna essa história ainda mais fascinante é o seu caráter de exclusividade absoluta. O Brasil é o único lugar do planeta Terra onde a Coca-Cola altera oficialmente a cor de sua embalagem por motivos culturais e regionais. A "Coca-Cola Azul" não é vendida em supermercados comuns ao redor do país. Ela é produzida em lotes estritamente limitados e comercializada apenas no estado do Amazonas durante o período do festival. Quem visita Parintins nessa época testemunha os bares e barracas exibindo orgulhosamente as latas azuis e vermelhas dividindo as prateleiras em perfeita harmonia comercial. Outras empresas entram nessa mesma estratégia a Azul Linhas Aéreas mescla a sua marca com cor vermelha, o Bradesco mescla na cor azul. (O Guaraná Tuchaua, regional, produzido também pela Coca, se transformou nas cores das agremiações.)


Aqui fica um aprendizado para as Marcas. Para os apaixonados por cultura pop, gastronomia e mercado de bebidas o que inclui refrigerantes, o case da Coca-Cola em Parintins deixa uma lição valiosa: o respeito à cultura local pode vencer a rigidez corporativa, sem perder o seu legado e herança da marca. Ao abrir mão do vermelho, a marca ganhou o coração, o respeito e a fidelidade de todo o povo amazonense.

E você, já teve a oportunidade de ver ou colecionar uma dessas latas azuis? Se você gerência uma marca, como adaptaria seu produto para dialogar com o público regional? Se você curtiu esse mergulho nos bastidores do marketing de bebidas, compartilhe este post nas suas redes e continue acompanhando o Blog Ave Cesar Co. para mais histórias surpreendentes.

Imagem: Aceleraí. Publicitários Criativos/Divulgação.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Pepsi Football Nation

 

Pepsi Football Nation: Como dominar o campo sem ser o dono da bola

Por Redação Ave Cesar Co.

No mundo do marketing esportivo, nem sempre é preciso ser o patrocinador oficial de um torneio para ser o protagonista da conversa. A Pepsi acaba de provar isso com o lançamento da "Pepsi Football Nation", uma plataforma global que escala ninguém menos que David Beckham para liderar uma "revolução" no modo como vivemos o futebol.

Estrelando Beckham ao lado de ícones como Vini Jr., Mohamed Salah e a campeã mundial Alexia Putellas, (faltou Ronaldinho Gaúcho?) a campanha utiliza o humor para celebrar a cultura que pulsa fora das quatro linhas. O conceito central é o "Manual do Torcedor", onde os fãs são convidados a criar as leis de uma nova nação. Entre as "regras" que já viralizaram, destaca-se a Regra nº 1, que decreta: é "Football", não "Soccer". Para garantir que a lei seja cumprida, a marca lançou até uma extensão de navegador que substitui automaticamente o termo americano em qualquer site.

Estratégia de Guerrilha: O Drible na FIFA

A criação da "Pepsi Football Nation" não é apenas um exercício de criatividade, mas uma manobra estratégica de mestre (correndo por fora do campo). Como a fábrica de refrigerantes não detém os direitos de patrocínio da Copa do Mundo FIFA — território ocupado por sua principal rival, a Coca-Cola, a marca aposta no marketing de guerrilha no ambiente do futebol. A estratégia busca dominar a conversa cultural focando no comportamento do torcedor.

Sem poder citar o nome oficial do evento, a Pepsi utiliza o peso de suas celebridades para garantir alcance global, conectando-se à paixão que persiste nos fóruns do Reddit, nas redes sociais e nos rituais de dia de jogo, onde a marca de entretenimento se sente em casa.

Para garantir que a campanha não fique apenas nos comerciais de TV, a Pepsi desenhou uma série de ativações digitais focadas em interatividade e personalização: Customização no Reddit, nesse sentido, a marca criou espaços exclusivos em comunidades de futebol para que os fãs votem e sugiram novas regras para o "Manual", transformando a campanha em um documento vivo.


Filtros de Realidade Aumentada (AR): No Instagram e TikTok, torcedores podem usar filtros interativos para simular o "clima de estádio" em qualquer lugar, compartilhando suas próprias superstições e rituais.

Conteúdo "Behind the Scenes": Através de QR codes nas latas, o público ganha acesso a vídeos exclusivos de Beckham e Salah discutindo suas próprias manias de jogo, humanizando os astros e gerando dados valiosos de consumo. O tom é leve e irreverente, reforçando o posicionamento da Pepsi como uma marca que não apenas assiste ao jogo, mas vive a cultura pop do esporte junto com o fã.

Será que outras marcas farão o mesmo? A Heineken, por exemplo, jogará por fora da linha contra a Budweiser? É algo a se pensar.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Guaraná Pon Chic

 

Pon Chic: um sabor que virou identidade de Divinópolis

Semana passada estive na cidade de Divinópolis há, aproximadamente, 120 quilômetros de Belo Horizonte. Nessas rápidas viagens na Região Metropolitana não deixo de comprar bebidas locais que merecem ser reconhecidas e divulgadas. Uma dessas bebidas que comprei é o famoso Guaraná Pon Chic. Como não me lembro de o ter degustado, resolvi trazê-lo para casa.

O Refrigerante Pon Chic é mais do que uma bebida tradicional: tornou-se um dos símbolos afetivos e culturais de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A história da marca se confunde com o espírito empreendedor da cidade e com a memória de gerações que cresceram saboreando seu clássico guaraná.

A origem do Pon Chic remonta ao fim da década de 1940, quando o empreendedor José Lopes Ferreira fundou, no bairro Niterói, a Distribuidora de Bebidas Naná. Inicialmente, a empresa produzia bebidas alcoólicas tradicionais, como cachaça, jurubeba e quentão, além do então chamado Guaraná Divinópolis, que rapidamente se destacou pela aceitação popular. Com o crescimento da produção e da demanda, tornou-se evidente a necessidade de criar uma identidade própria para o refrigerante mineiro, separando-o dos demais produtos da distribuidora.

Na década de 1960, em um momento de expansão e modernização, o refrigerante guaraná recebeu um novo nome. Inspirado na bebida “ponche”, símbolo de sofisticação da época, e no adjetivo “chique”, surgiu o Pon Chic — uma combinação que traduzia elegância, modernidade e ambição de crescimento.

Em 1968, José Lopes transferiu a fábrica para o bairro Interlagos, onde foi oficialmente inaugurada a Empresa Refrigerantes Pon Chic, consolidando a marca como um empreendimento genuinamente divinopolitano.

Ao longo das décadas, o Pon Chic diversificou sua linha de produtos, passando a oferecer, além do tradicional guaraná, sabores como laranja, abacaxi, uva e cola, (como o refrigerante Mate Couro) mantendo forte presença no comércio local e regional.

A marca também se destacou por seu vínculo com a comunidade, apoiando eventos populares, festas religiosas e ações sociais. José Lopes Ferreira ficou conhecido não apenas como empresário, mas como liderança comunitária, profundamente envolvida com o desenvolvimento do bairro Interlagos e da cidade como um todo.

Atualmente, o Pon Chic permanece em operação em Divinópolis, sob gestão familiar, com produção moderna e automatizada. A empresa atende um raio aproximado de 140 quilômetros, mantendo cerca de 14 funcionários e uma capacidade produtiva que ultrapassa 100 mil litros por mês.

Mesmo com avanços tecnológicos, a marca preserva características que reforçam sua identidade tradicional, como o uso de açúcar de cana em vez de adoçantes artificiais — um diferencial frequentemente destacado por seus gestores. Além disso, o refrigerante Pon Chic segue ativo na vida cultural da cidade, promovendo ações como carreatas natalinas, eventos simbólicos e iniciativas ambientais, reafirmando seu papel como patrimônio imaterial de Divinópolis.


Pon Chic: fabricado e engarrafado por Taty Indústria e Comércio de Bebidas Ltda. Avenida Antônio Fonseca Filho, 887, Galpão A, Bairro Interlagos, Divinópolis/MG. Telefone (37)3222-0559.

Fonte dos Rótulos: Pon Chic (Facebook).

segunda-feira, 2 de março de 2026

Coca-Cola Triple Z

 

CocaCola Triple Z: a nova aposta “três vezes zero” da marca

A CocaCola iniciou 2026 apresentando ao mercado europeu sua mais nova inovação em refrigerantes: a CocaCola Triple Z, uma versão que combina zero açúcar, zero cafeína e zero calorias, ampliando a linha de produtos ultraleves da marca. A proposta do refrigerante é oferecer uma alternativa ainda mais alinhada às tendências de consumo focadas em saúde, bem-estar e atenção aos rótulos características que têm guiado as escolhas de muitos consumidores nos últimos anos.

O refrigerante Triple Z mantém a busca pelo sabor clássico, mas com uma formulação que elimina tanto o açúcar quanto a cafeína, diferenciando-se das versões Zero e Zero Açúcar  já conhecidas. A retirada da cafeína, em especial, atende a quem evita estimulantes por questões de sono, sensibilidade ou recomendações médicas.

Visualmente, a bebida aposta em um design minimalista (lembrou o YoYo Russell da marca), seguindo a estética premium que a CocaCola vem adotando em lançamentos especiais. Ela começou a circular em mercados selecionados da Europa, e sua expansão global dependerá da aceitação do público nesses mercados iniciais estratégia comum da companhia em testes regionais. Até o momento, não há previsão oficial para chegada ao Brasil, embora o interesse dos consumidores sugira potencial futura expansão.

Em síntese, o refrigerante CocaCola Triple Z representa o esforço contínuo da marca em se adaptar às novas demandas do mercado, oferecendo uma opção com o mínimo impacto calórico possível, sem abrir mão do ritual de consumo que acompanha o refrigerante há décadas. É uma resposta clara ao movimento global por produtos mais leves, funcionais e adequados a rotinas contemporâneas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Coca-Cola Tour da Taça 2026

 


A Coca-Cola, a maior produtora mundial de refrigerantes, apresenta nesse mês, o Tour da Taça da Copa doMundo da FIFA 26™ que dá a oportunidade de ter a chance de conhecer pessoalmente o troféu original da Copa do Mundo.




Em fábrica de refrigerantes, levará o troféu mais icônico do futebol em uma viagem pelo mundo, e você pode ser um dos sortudos a vê-lo de perto. Na América do Sul, a taça estará, além do Brasil (Rio e São Paulo), estará na Argentina, no Uruguai, no Equador e na Colômbia.

Entre no site: Trophy Tour e cadastre-se. O resultado sai na hora! Quem sabe você não presencia esse momento especial? O que você faria se fosse um felizardo Coca-Cola? Cite nos comentários abaixo!

Boa Copa!


Foto Cafú: ESPN (Djama Vassão/Gazeta Press)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

FEMSA Brasil em Minas Gerais

 


Otávio Mesquista conhece a fábrica da Coca-Cola de Minas Gerais

O jornalista Otávio Mesquita foi a Minas Gerais, mais precisamente no município de Itabirito, para conhecer e apresentar as instalações da Coca-Cola FEMSA.

A região é cercada por mineradoras e é muito rico em água mineral. Perto daquele local há ainda as instalações da fábrica de água mineral Indaiá!

Saiba como foi e conheça uma fabrica e engarrafadora da Coca-Cola. Um brinde!

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Refrigerante Mate Couro

 Pode ser uma imagem de texto que diz "Onde tudo começou... FABRICA MateCuro Couro AVENIDA DO CONTORNO AVENIDADOCONTORN010655 10655• አለሎቅ Mate Couro"

Mate Couro: o refrigerante da Capital de Minas

Não existe festinhas de aniversário ou até comemorações da firma, sem o refrigerante Mate-Couro. A bebida é orgulho dos mineiros, sobretudo aqueles que moram na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na minha juventude, os refrigerantes eram envasados em uma garrafa verde, KS (King Size), em 290 ml e tamanho família em 1 litro. As garrafas anteriores eram transparentes, com um design próprio e modernista para a época.

O refrigerante Mate Couro é um verdadeiro ícone da cultura e do sabor mineiro, com uma história que remonta a meados do século XX. Sua trajetória é marcada pela tradição, pelo desenvolvimento da indústria de bebidas no estado de Minas Gerais e por parcerias estratégicas com gigantes do setor. Sua marca evoluiu ao longo dos anos, seguindo como outros refrigerantes mineiros que ainda atuam no mercado, como o Mineirinho, o Guaranita e o Guaraná Artemis.


Logotipo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.


A história do Mate Couro começa em 12 de setembro de 1947, na antiga sede da Coca-Cola, na Avenida do Contorno 10.731 (depois 10.655), no Barro Preto, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A região do Barro Preto se tratava de uma pequena área industrial com fabrica têxtil, confecções e outras fábricas de bebidas se encontravam lá, como a fábrica de Bebidas Paraguay. A ideia de criar uma bebida com um sabor original e diferente das existentes no mercado surgiu da iniciativa de seis amigos mineiros, entre eles um farmacêutico. O objetivo era desenvolver um refrigerante saboroso a partir de extratos vegetais.

O nome "Mate Couro" é derivado dos seus ingredientes principais: a erva-mate e a folha de chapéu-de-couro, com a adição de semente de guaraná, resultando em um sabor inconfundível que rapidamente conquistou os consumidores.

Os Fundadores e a Trajetória Empresarial

Embora o início tenha sido com um grupo de seis amigos, o controle da Mate Couro S/A passou, ao longo das décadas, por diferentes gestões familiares que impulsionaram seu crescimento.

PackShot retrô Mate Couro | Blog do Fred Vianna – Fotógrafo em bh –

Duas figuras ligadas à história da empresa são Arthur Eduardo Savassi Biagioni e Rodrigo Savassi Biagioni, que esteve associado aos Refrigerantes Mate Couro, ajudando a consolidar a marca no mercado mineiro. (A família Savassi teve uma padaria de mesmo nome, que logo se transformou no Bairro Savassi, em uma região nobre da Capital mineira.) 

Atualmente, a gestão da marca é frequentemente associada à família Savassi, que tem sido responsável por manter a tradição do refrigerante e expandir a linha de produtos, garantindo que o clássico sabor de 1947 permaneça firme no mercado.

Crescimento e Parcerias Estratégicas

Com a consolidação da marca no mercado, a empresa Mate Couro S/A buscou expandir sua atuação e credibilidade através de importantes parcerias no cenário nacional e internacional. Entre os anos de 1955 e 1979 a empresa assinou um contrato de franquia com a Pepsico, passando a produzir e distribuir, além do seu refrigerante tradicional, as bebidas Pepsi-Cola e o refrigerante Mirinda.

Durante essa jornada a fábrica teve que expandir as suas operações. Para tanto, em 1972, o crescimento contínuo do negócio exigiu um novo investimento: a construção da atual fábrica da empresa, em uma área de 52 mil metros quadrados, na Rua Nínive, 640, no bairro São Salvador (também conhecido por bairro Glória). Há uma entrada pela Rua Jerusalém. A empresa é cercada por uma área bastante arborizoda.

De 1979 a 2003, a credibilidade da empresa possibilitou a assinatura de um contrato de franquia com a Companhia Antarctica Paulista. Nesse período, além do Mate Couro, a empresa engarrafou a linha completa de refrigerantes Antarctica. Lembro-me claramente de escutar que o famoso Guaraná Antarctica era feito na sede do Mate Couro, o que para os mineiros demonstravam uma certa “imponência” e orgulho de que a empresa fabricava bons produtos.

Na década de 1990, a Mate Couro introduziu a garrafa PET em seu processo de engarrafamento, adaptando-se às tendências do setor. Nos mesmos moldes de parceria, com outras empresas do setor, a Mate Couro efetuou, em 2008 a inclusão da produção e distribuição da RC Cola (Royal Crown Cola) para o mercado mineiro. A Royal é uma marca clássica de refrigerante de cola, criada nos EUA em 1905 por Claud A. Hatcher.

 O Mate Couro Hoje: Um Clássico de Minas

A Mate Couro S/A continua sediada em Belo Horizonte e dedica grande parte de sua produção ao mercado de Minas Gerais, mantendo-se como uma das mais tradicionais indústrias de bebidas não alcoólicas do estado. Além do seu refrigerante carro-chefe, a empresa diversificou sua linha de produtos, oferecendo outros sabores de refrigerantes, incluindo refrigerante zero, e a água mineral Mate Couro.

O refrigerante perdura como um símbolo de Minas Gerais, um sabor que resistiu ao tempo e às mudanças de mercado, graças à sua fórmula original e à dedicação das famílias que conduziram seu legado. Atualmente, a fábrica está com seus 75 anos, mantendo a sua tradição e juventude.

Nenhuma descrição de foto disponível.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Coca-Cola Cursos

 


Coca-Cola  dá um gás no seu negócio

A Coca-Cola criou uma plataforma de cursos de formação, um Hub de capacitação gratuita, online e presencial, para micro e pequenos negócios de alimentos e bebidas. Há diversas parcerias estratégicas com Sebrae, Aliança Empreendedora, Abrasel e Ministério do Desenvolvimento Social, com investimentos de até R$ 200 milhões no apoio a mais de 300 mil empreendedores.

Podem participar Garçons, ambulantes, donos de bares, food trucks, delivery, restaurantes e pessoas que atuam em atividades similares.


Os cursos promovem certificados em parceria com a Coca-Cola e entidades envolvidas. Há também outras oportunidades como a seleção para aceleração de negócios: mentoria, consultoria e ajuda financeira. Há o prêmio “Um Gás Para Seu Negócio” que oferece capital semente e imersão presencial.  Há ainda a exibição de histórias inspiradoras, conteúdos motivacionais e suporte virtual via WhatsApp.

Participar é algo interessante e pode ser um diferencial competitivo, pois tratam-se de cursos rápidos, com conteúdos práticos para atendimento, vendas, marketing, finanças, sustentabilidade e ESG. Os certificados são reconhecidos, o que  propicia o aumento de credibilidade além de gerar oportunidade de networking. As mentorias e o apoio financeiro, inclusive presencial, para atrair e acelerar negócios locais.

Para se inscrever acesse cocacoladaumgasnoseunegocio.com, escolha o curso compatível com seu perfil e necessidade. A seguir, preencha o formulário (alguns programas exigem inscrição até uma data específica.) Faça o curso online ou presencial, receba seu certificado e participe de mentorias/mentoria coletivas.

Bom curso!

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Kombucha

 

 Kombucha: o novo refrigerante do futuro?

Nos últimos anos, a kombucha deixou de ser um nicho restrito a consumidores “naturebas” para se firmar como uma bebida mainstream e funcional, (seria um refrigerante?) — especialmente entre Millennials e a Geração Z. O mercado brasileiro tem se destacado por seu crescimento acelerado: Veja os dados a seguir:

  • Expansão de até 923% na produção nacional entre 2019 e 2025, com 249 fabricantes registrados no MAPA até setembro de 2025;
  • Aumento de cerca de 900% na demanda nos últimos anos, com o setor avaliado em US $ 100 milhões em 2024 e projeção de alcançar US$ 182 milhões até 2030, com CAGR de ~10,6%;
  • Em 2025, o mercado global já atingia US $ 3,25 bilhões, sendo que o Brasil representa cerca de 2,3% — a América Latina começa a se consolidar como força significativa;
  • Hoje, cerca de 270 marcas atuam no país, com presença firme em supermercados, e-commerce e lojas de produtos naturais.

Esse boom se deve à mudança de perfil dos consumidores brasileiros, cada vez mais exigentes com saúde e bem-estar, buscando bebidas funcionais que ofereçam sabor, praticidade e apelo sustentável. Embalagens modernas como latas e Tetra Pak, além de regulamentações mais claras (IN nº 41/2019 do MAPA), aceleraram a profissionalização do setor a partir de 2023.

A kombucha, originalmente associada a chás fermentados probióticos, tem se reinventado com versões artesanais e industrializadas — ganhando espaço em supermercados, bares e academias. Essa transição reforça o seu poder de se tornar a “refrigerante saudável” do futuro — leve, saborosa e funcional. 

Conheci o Kombucha, por meio de José Felipe Pedras Carneiro, um dos fundadores da K-Happy. Ele foi pioneiro em trazer a bebida ao mercado mineiro, por meio de experiências que ele e sua família tiveram com essa bebida, nos Estados Unidos. Atualmente, fabricam sabores incríveis em versões com ou sem álcool.

Abaixo algumas fábricas e produtos encontrados em Minas Gerais, que vem participando ativamente da expansão deste mercado:



  O que é o Kombucha

Trata-se de um chá adoçado fermentado com uma cultura simbiótica de bactérias e leveduras (SCOBY), originário da Manchúria, na China, por volta de 220 a.C.

Benefícios nutricionais

Produz ácidos orgânicos (lático, acético, glucurônico, málico), vitaminas (especialmente B e C), enzimas, probióticos (Lactobacillus, Bifidobacterium) e polifenóis. 

Estudos sugerem efeitos antioxidantes, hepatoprotetores, antimicrobianos, anticâncer, anticolesterolêmicos, antidiabéticos e gastroprotetores. Pode auxiliar na imunidade, equilíbrio da microbiota, desintoxicação hepática e proteção contra radicais livres. Nota-se, porém, que grande parte das evidências vem de estudos em animais e in vitro.


Conheça mais sobre a história do José Felipe, da LowKa, sobre investir no mercado de Kombuchas.




Foto: site Lowka.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Refrigerantes Zero

Uma imagem contendo no interior, mesa, comida, metal

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Refrigerantes “zero” estão associados a maior risco de gordura no fígado, aponta estudo

Uma pesquisa realizada com mais de 123 mil participantes revelou que o consumo de refrigerantes em versões diet ou “zero” pode aumentar significativamente o risco de desenvolver doença hepática gordurosa — mais até do que as bebidas adoçadas com açúcar.

O estudo, conduzido ao longo de aproximadamente 10 anos com dados do UK Biobank, acompanhou pessoas sem histórico de doenças hepáticas. Os pesquisadores analisaram o consumo de dois tipos de bebidas: aquelas adoçadas com açúcar e as adoçadas artificialmente.

Os resultados foram contundentes: indivíduos que consumiam mais de 250 gramas de adoçantes artificiais por dia — o equivalente a uma lata de refrigerante — apresentaram um risco 60% maior de desenvolver doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica. Essa condição pode evoluir para quadros graves, como cirrose e câncer de fígado.

Já entre os consumidores de bebidas açucaradas, o aumento no risco foi de cerca de 50%. Ao longo do estudo, 1.178 participantes desenvolveram a doença e 108 morreram por causas relacionadas ao fígado.

Um dado que chamou atenção foi que apenas as bebidas diet mostraram associação com mortes por doenças hepáticas, surpreendendo os pesquisadores. As análises também indicaram que ambos os tipos de bebida contribuíram para o acúmulo de gordura no fígado.

Simulações realizadas pelos cientistas mostraram que substituir refrigerantes por água reduziu o risco de desenvolver a doença hepática em 12,8% no caso das bebidas açucaradas e em 15,2% no caso das versões diet. No entanto, trocar uma pela outra não apresentou nenhum benefício significativo.

 Os autores do estudo destacam que os adoçantes artificiais podem afetar mecanismos metabólicos e alterar o equilíbrio da microbiota intestinal, o que ajuda a explicar seus potenciais efeitos nocivos, mesmo na ausência de açúcar.

“Esses achados desafiam a percepção de que as versões ‘sem açúcar’ são automaticamente mais seguras. É necessário cautela e mais estudos para compreender os efeitos metabólicos dos adoçantes artificiais”, concluem os pesquisadores. O mercado deve ficar atento aos estudos.

Fonte: Refrigerantes "zero" aumentam risco de gordura no fígado, diz estudo

Diet and sugary drinks raise risk of common liver disease by up to 60%, study finds | CNN


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Refrigerante Artesanal

 


Mercado de refrigerantes artesanais

Neofeed mencinou em um recente artigo que diz o seguinte: “sucesso nas redes sociais o refrigerante da casa é a nova cerveja artesanal”.

Conhecida como soda italiana, a bebida a base de xarope água com gás ganha os restaurantes brasileiros não demora muito a dor de soda fenômeno nos Estados Unidos também chega ao Brasil.

Antes do jovem editor deste pequeno blog citar a reportagem, fiquei agraciado com o seu conteúdo, pois retrata muito bem o consumo do jovem brasileiro que se é um pouco diferente do consumidor adulto acima dos 40 anos. 

Essa geração teve, em sua infância, o refrigerante visto como um "prêmio a ser consumido", somente nos fins de semana. Se tratava de uma iguaria da criançada. Talvez essa dificuldade de poder tomar um refresco gasoso, fez com que o brasileiro pós-40 anos tenha apegado ao um refrigerante, sobretudo (e curiosamente) os regionais.

Apesar das grandes engarrafadoras como Coca-cola e Ambev, pequenos fabricantes de refrescos mantêm a tradição ou ainda marcaram época. Quem é de Minas Gerais por exemplo, não abre mão do refrigerante Mate Couro, do Artemis, do Guaranita, do Abacatinho, do Mineirinho, do Guarapan, etc, em uma festa de aniversário ou ainda tem saudosismo dos refrigerantes Gato Preto, Alterosa, Cacique; do Crush, do Baré, do Del Rey, do Guaraná Rádio e tantos outros que marcaram a memória.

Reproduzindo o artigo, é dito neste que, o brasileiro é louco por refrigerante. A bebida responde por 79% dos produtos em álcool produzidos no país, o que inclui toda sorte de sucos industrializados, água de coco e até kombucha, segundo levantamento do Ministério da Agricultura.

Assim como houve uma onda de produção de cerveja artesanal, que ainda não acabou, refrigerantes sem garrafa, rótulo, ou tampinha, tem conquistado espaço nas mesas dos restaurantes lanchonetes e bares de grandes centros brasileiros, especialmente do Rio de Janeiro e em São Paulo.

Borbulhantes como seus primos mais famosos, são produzidos de forma artesanal, a partir da mistura de xarope e água com gás que aparecem com sabores mais inusitados.

A onda é global no relatório de tendências Pinterest Predicts2025, divulgado no começo do ano, A Rede Social Pinterest prevê que os millennials e a geração z farão os refrigerantes saírem das latinhas, um movimento nostálgico, escorada e receitas caseiras. O termo “refrigerante de frutas”, atesta o estudo, registrou um aumento de 185%, nas buscas, enquanto termo “refrigerante caseiro” cresceu 40%. (...)



Receitas próprias


Xaropes prontos como os das marcas Monin e Fabbri, muito usados pelos bartenders, oferece uma vasta gama de sabores. Mas os chefes de restaurantes gastronômicos, aqueles que se destacam pela cozinha criativa, não desperdiçam a chance de produzir a própria receita. E não importa de que país vem a inspiração.

Meus comentários: Já produzi diversos refrigerantes com a linha de xaropes Monin, cuja loja em Belo Horizonte, fui convidado a conhecê-la. Dos mixes efetuados usei água gasosa, em três formas: a água em garrafas pet tradicionais, adquiridas em supermercados; a água fabricada sob pressão em container específico, como o Soda Stream; ou ainda, sob envase direto em barril, passando por chopeira e bombeamento em gás carbono em cilindro a dois (2) bar de pressão. Esse último, tirar o refrigerante diretamente do barril inox, (semelhante a um post-mix) ficou surpreendente. Gelado a 0grau Célsius, pronto para consumo, na dose certa. A experiência tem sido positiva também para bebidas com adição de álcool, como gin, vodka ou ainda a nossa tradicional cachaça. Algo bem no estilo RTD - Ready to Drink.



Saiba mais em: Sucesso nas redes sociais, o refrigerante da casa é a nova "cerveja artesanal" - NeoFeed

Real Time Web Analytics