O resgate de cultura por meio do compartilhamento de memória
Por Henrique Oliveira
Ao assisitr o filme francês “Lucy” filmado em 2014 e
produzido por Luc Bresson, tendo como principal atriz Scarlet Johanson como o
personagem-título e Morgan Freemam como Professor Norman, uma cena me chamou
atenção que tem muito haver com a preservação de uma cultura.
No filme, Lucy é contaminada por uma droga sintética – CPH4
que propiciou um aumento expressivo da capacidade intelectual. Como resultado,
ela gradativamente começa a adquirir capacidades físicas e mentais cada vez
mais elevadas, como telepatia, telecinese, etrocinese além de absorver
conhecimento instantaneamente. Esses excessos, em contra-partida, iniciam um
processo de degradação celular em todo
seu corpo podendo a levar à morte.
Ao encontrar com professor Norman, Lucy pergunta o que fazer
com tanto conhecimento, uma vez que a morte está por vir. E nesse momento
professor Norman diz a máxima: “- Passe para frente! Compartilhe”! (Veja a cena
abaixo sobre isso.)
Essa cena foi marcante. Não estamos aqui para todo sempre. O
que mais guardamos conosco é conhecimento e comportamento. Nossos pais, nós
mesmos aprendemos com eles ou por meio de outros conhecimento e comportamento e
o conjunto dessas ações, quando tomadas de conjunto, em um grupo coletivo,
forma o que chamamos de cultura.
Para que uma cidade ou mesmo um município não perca a sua cultura (suas artes, gastronomia, etc.), locais de “reunião de cultura” foram e
são formados. Nessas circunstâncias, arquivos públicos, bibliotecas, museus,
institutos culturais e de memória são mantidos pelo governo ou por particulares
com o intuito de preservar a memória individual e coletiva.
Participe! Vasculhe suas antigas gavetas e compartilhe! Pense nisso! Isso é história!
Henrique Oliveira é escritor especialista em cervejas, autor do livro Brasil Beer – O Guia de Cervejas Brasileiras.
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