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quarta-feira, 6 de abril de 2016

HB em BH o retorno

Sócios da Hofbräuhaus contam o que deu errado na implantação da cervejaria


“Teve gente falando que fechamos porque acharam um dedo na salsicha. A gente ouve várias coisas. Fechamos porque ficamos sem cerveja. Simples assim”, afirma Bruno Vinhas, de 28 anos. Ele é um dos sócios à frente da filial da cervejaria alemã Hofbräuhaus em Belo Horizonte (a primeira aberta na América Latina), cuja aguardada inauguração, em novembro passado, transformou-se num legítimo pesadelo. Vendeu-se muito mais cerveja do que o esperado e a casa foi fechada apenas dois dias depois da abertura, funcionando por mais 19 dias com capacidade reduzida. Reaberta recentemente, passa por reforma para aumentar a produção da bebida.

Nas redes sociais, ele e seus sócios – Henrique Rocha, de 29, e Francisco Vidigal, de 28, foram massacrados. “Eu chegava triste para trabalhar. Cheguei a parar de olhar o Facebook”, confessa Vinhas. Somado a isso, há o fato de serem jovens sem qualquer experiência na área, tendo levantado o empreendimento de R$ 9 milhões graças ao “paitrocínio” de um deles. Aliás, a reforma necessária para reabrir a cervejaria custou mais R$ 1 milhão ao projeto. “São motivos a mais para as pessoas falarem de imaturidade, amadorismo e tal”, diz Vinhas.

Ele mesmo assume: “Subdimensionamos. Por mais que tenhamos nos baseado em dados, o erro foi nosso. Uma empresa fez análise do mercado atual e com ela alimentamos a matriz, lá em Munique, na Alemanha. Com uma penca de dados na mão, mandaram de lá a estimativa de consumo de cerveja por pessoa, que era de 700ml. Eles não conhecem esse mercado, não iam acertar. Foi melhor recuar e arrumar o que estava errado”. Detalhe: a casa serve a bebida, sua especialidade, em canecas de até 1 litro.

Não seria um número baixo esse de 700ml? “Você vem com alguém que não bebe ou que bebe pouco, por exemplo. Então, é uma média razoável. Além disso, aqui é um restaurante e vamos mudar essa visão centrada na cerveja”, responde Vinhas. Vidigal, seu sócio, completa: “Para a matriz, o chamariz é a atmosfera, não a cerveja”. A média de consumo da bebida, que chegou a ultrapassar 2 litros por pessoa na inauguração (quando a fila de espera chegou a três horas), está em 1,6 l e deverá estacionar em 1,4l.


“Todo dia tinha gente vomitando no banheiro. O clima que temos é de Oktoberfest. A gente gosta dessa animação, todo mundo sai daqui com sorriso no rosto. Só não precisa vomitar”, observa Vinhas. A produção, que fica no mesmo imóvel e é feita diante da freguesia, foi redimensionada para atender à média de consumo de 1,8l por pessoa. Para isso, encomendaram mais tanques de fermentação (que levaram cerca de 45 dias para ficar prontos), ampliando o volume total deles de 12 mil para 26 mil litros.

Processos na fabricação da cerveja também foram aperfeiçoados, encurtando a produção da bebida de 40 para 25 dias – sem descaracterizar o produto final, garantem eles, que precisa ser o mais fiel possível ao que é servido em Munique. O resfriamento dos tanques de fermentação, por exemplo, tornou-se mais eficiente. No momento, trabalha-se na conclusão da laje sobre os tanques novos e do isolamento térmico de tubulações. A casa produz três estilos de cerveja: helles (lager semelhante à pilsen), de trigo e dunkel (lager escura).

TRINCANDO
E não bastou: ainda foi preciso alterar a temperatura de serviço da cerveja. “Tivemos muita reclamação e precisamos adaptar. O padrão era o alemão, entre 7 e 8 graus. Reformulamos todo o sistema de refrigeração e estamos servindo a 1 grau. Tentamos fazer um meio-termo, pois o brasileiro gosta de cerveja quase congelada, a 2 ou 3 graus negativos. Fazemos cerveja como a de Munique e não a serviríamos tão fria a ponto de não ser possível sentir seu sabor. É uma cerveja agradável de beber, mas não vem trincando”, diz Vinhas.

Ele assegura que o incidente não gerou mal-estar entre franqueados e matriz e que, a partir disso, descobriu que não estava só: “Fizemos estudo de mercado, mas o planejamento veio baseado na experiência deles com outras franquias. Depois é que descobrimos que não foi a primeira vez que tiveram de fechar uma franquia. Foi a segunda ou terceira vez”.

Os novos tanques começarão a ser usados nas próximas semanas e a previsão é de que a cervejaria volte a funcionar com horário normal (de terça a domingo) no fim do mês que vem – por enquanto, abre apenas de sexta a domingo. O cardápio permanece inalterado, com clássicos germânicos (joelho de porco, salsichão etc.) e o mesmo pretzel que se come em Munique (ele é trazido de lá congelado). “Errar uma vez o pessoal perdoa. Duas não dá”, resume Vinhas. Sorte ou não, a casa tem ficado constantemente cheia.

Bruno Vinhas conta que ele teve a ideia de trazer a cervejaria para a capital mineira sete anos atrás, quando viajava pela Alemanha. “Comecei a ligar para o restaurante mesmo, pois não tinha os nomes dos diretores”, conta ele. No ano seguinte, voltou ao país europeu para uma viagem de “mochilão”. “De repente, recebi e-mail para marcar reunião. Não tinha roupa nenhuma. Comprei uma blusa social, uma pasta de couro, enchi de papel em branco e fui para a reunião. Um amigo meu também foi para me dar apoio moral”, lembra.

Ele diz que, naquela época, usava cabelo grande e seu visual não causou boa impressão nos alemães. Mesmo assim, as negociações prosseguiram e, seis anos depois, o contrato foi assinado. Os jovens mineiros tornaram-se, então, proprietários da master franquia da Hofbräuhaus no Brasil, o que significa que tudo o que envolva a marca por aqui deverá passar por eles. Não por acaso, o trio planeja abrir mais 10 unidades da cervejaria até 2035.

Originalmente, conta Vinhas, a intenção era abrir a casa antes da Copa do Mundo. “Tive problemas com o alvará na prefeitura. Pedi alvará de reforma e só me deram depois de insistir bastante. Já havia passado a Copa e fiquei um ano parado, pagando aluguel”, lembra. As obras duraram um ano e, antes que terminassem, BH havia ganho a incômoda fama pela derrota do Brasil para a Seleção Alemã por 7 a 1, no Mineirão.

Didatismo de mestre
Nos bastidores, muito se falou sobre a escolha do mestre cervejeiro da Hofbräuhaus, Carlos Henrique Vasconcelos. Ele é formado em biologia, dá aulas sobre cerveja e atua profissionalmente no ramo há apenas dois anos, tendo prestado consultorias para as cervejarias VM Beer e Krug Bier. Inicialmente, ele não havia sido sondado para o cargo e seu currículo só seguiu para análise na Alemanha porque, coincidentemente, esteve no local para tentar parceria como professor. “Eram salários e experiências diferentes. No caso dele, gostamos muito da sua alma didática e de ser proativo”, diz Bruno Vinhas, um dos sócios da casa.

Todo o planejamento de produção da cervejaria já estava definido quando Vasconcelos chegou, tendo participado apenas de sua implantação. “O equipamento que temos aqui é extremamente singular, importado da Alemanha. A fábrica dele, Kaspar Schulz, tem mais de 300 anos. É muito bom, muito experimentado, mas extremamente raro no Brasil. Somos a quinta cervejaria no Brasil a operar com equipamento desse. Ele dá aferição, controle e padronização absurdos no processo”, afirma Vasconcelos. Paralelamente, Paulo Schiaveto, também mestre cervejeiro, foi chamado nesta segunda fase para redimensionar e otimizar a produção.

Palavras minhas: Agora eu vou lá!

Fonte: Estado de Minas

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

HB em BH - Parte 2

HB fecha espaço temporariamente


Muitos amigos apreciadores de cervejas me questionam quanto à abertura frustrada da Hofbrauhaus em Belo Horizonte. Pessoalmente no primeiro dia de abertura ao público fiquei na fila por alguns minutos desistindo logo de cara em ficar por mais tempo, pois diversos amigos se encontravam a pelo menos 1,5 hora em fila de espera. Um dos proprietários estava do lado de fora pedindo desculpas pelo não atendimento, sugerindo que voltasse outro dia para ser atendido.

Até ai tudo bem, é algo natural quando se trata de uma novidade na praça de BH. Logo após o primeiro dia, a casa fechou por motivos administrativos (não cabe aqui mencionar o que aconteceu). Após mais alguns dias em aberto a casa novamente fechou suas portas alegando falta de capacidade de produção para atender a demanda de clientes. O chope acabou!

Já venho escrevendo alguns artigos cervejeiros ao longo dos anos ao qual menciona sempre as questões dos riscos operacionais e estratégicos no segmento de cervejas. A situação agrava e muito quando incluímos nesse setor um pub, bar ou restaurante, pois lidamos diretamente com público e funcionários - ou seja pessoas. O prazo de venda é bem apertado. Um bar possui atividade comercial normalmente medido em horas e não em dias. Um pub, bar, etc, é comum trabalhar de quarta a domingo em horários reduzidos, devido a natureza de suas operações, ao contrário de uma empresa normal que trabalha 8 horas por dia, 5 vezes por semana, no horário comercial de 8:00hs às 18:00hs. A ausência de produtos, funcionários, itens essênciais como luz, gás, água, etc. são outros elementos que perfazem um plano de gerenciamento de riscos e de contingências. Como atuar em uma situação dessas? Pedir desculpas? "Pede para sair"? "Volta depois"?

Dessa forma, atendimento é ponto crucial. Em suma: planejamento é tudo. Como prever um consumo, capacidade de atendimento, (em número de lugares e espaço em metros quadrados e vagas de estacionamento internamente e em ruas ao redor)? Planejar, consultar colegas e especialistas de mercado é algo que não pode deixar de ser avaliado e colocado no papel, pois caso contrário, perde-se dinheiro, tempo, prazer e frusta os clientes, inclusive aqueles prestigiam a marca.

Aumentar a capacidade da Hofbräuhaus - uma cervejaria europeia, secular e de renome significa não só pensar em atender o restaurante e sim, quem sabe, produzir inclusive o engarrafamento de  produtos, substituindo a complicada importação de suas garrafas - por que não? Oportunamente, a empresa vem contratando empregados para a trabalhar na produção. (Veja nota a seguir).

De qualquer forma, estamos ansiosos para prestigiar a casa. Duas chances foram dadas. Será que uma terceira terá que ser concedida? Veremos. Enquanto isso, vou beber em outro lugar.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Franquias de cervejas


Paixão por cerveja inspira franquias a partir de R$ 79 mil


Que a cerveja é uma das paixões nacionais não é novidade alguma. Segundo dados levantados pelo Ibope Inteligência, 64% dos brasileiros escolhem a cerveja para momentos de comemoração. O Dia da Cerveja Brasileira é celebrado no dia 5 de junho, próxima sexta-feira, e o Terra mostra algumas opções para empresários que desejam abrir uma franquia nesse segmento. O investimento inicial pode variar de R$ 79 mil a R$ 300 mil, e o faturamento mensal, de R$ 25 mil a R$ 250 mil.

Normalmente, as marcas presentes no mercado têm como foco as cervejas especiais, também conhecidas como artesanais ou premium , que leva 100% de malte em sua composição. De acordo com o sommelier de cervejas e proprietário da rede de franquia Mestre-Cervejeiro.com, Daniel Wolff, essa vertente não representa nem 1% do mercado de cervejas brasileiro, mas cresce cerca de 40% ao ano. 

Criada em 2004, a Mestre-Cervejeiro.com tem cerca de 600 rótulos de cervejas nacionais e internacionais e está presente em 15 cidades do Brasil. Atualmente, a empresa tem 36 franquias e prevê a abertura de mais 20 nos próximos quatro meses. O investimento inicial para uma franquia da marca varia de R$ 99 mil a R$ 128 mil, e o faturamento médio mensal, de R$ 25 mil a R$ 45 mil, segundo a empresa.

Apaixonado por cerveja, Daniel criou a marca com a intenção de divulgar a cultura da cerveja nacional. "Foi muito mais paixão do que razão. Eu não tinha estudo do mercado, o aprendizado foi consequência da minha paixão. Eu queria falar de cerveja, divulgar essa cultura. Comecei a trabalhar nas redes sociais, sem pensar direito, e meu resultado foi espontâneo", conta.

Mais informações veja: http://economia.terra.com.br/no-dia-da-cerveja-brasileira-veja-franquias-a-partir-de-r-79-mil,e4661cc9498983322ff323e9ecd1c74apxykRCRD.html

domingo, 8 de fevereiro de 2015

HB em BH

Investidores mineiros investem de franquia da Hofbräuhaus

A prefeitura de Munique detêm a propriedade, até os dias de hoje, de uma das cervejarias mais tradicionais da Alemanha, a HB ou simplesmente Hofbräuhaus.

A casa de Munique inaugurada no século XVI era local onde Hittler citava as ideias e apologias do partido nazista, sempre regada a cervejas pilsen, pilsen não filtrado, weiss entre outras. Ainda a casa produz práticos típicos da Alemanha, muito ricos em batata, chucrute, mostarda, e naturalmente salsichas. A música também não falta! 

A franquia mineira está sendo construída na Avenida do Contorno quase esquina com Prudente de Morais, próximo a Zona Boemia do bairro de Lourdes. Tiramos uma foto da construção que pelo visto será bastante imponente!

Que o empreendimento seja um sucesso, pois com certeza, iremos lá prestigiar! Prost!



terça-feira, 20 de maio de 2014

Franquias em cervejaria

Agora é possível tornar-se um franqueado da rede com apenas R$ 65 mil
 
O Mr. Beer Cervejas Especiais participa neste ano pela quarta vez consecutiva da ABF Franchising Expo, apresentando o novo modelo de quiosque que se enquadra na categoria de microfranquia. A novidade exige do franqueado investimento inicial de R$ 65 mil e tem, aproximadamente, quatro metros quadrados. As outras opções da rede são as lojas – ou quiosques - com tamanho mínimo de seis metros quadrados – com investimento inicial de R$ 115 mil - e os espaços gourmets – que custam R$ 250 mil. 
 
“Ter uma franquia do Mr. Beer é o sonho de muitos apaixonados pelo universo de cervejas especiais que estão começando a enveredar pelo caminho do empreendedorismo. E para aumentar o leque de pessoas que conseguem realizar esse desejo, criamos um modelo de negócio um pouco mais acessível. No investimento inicial já estão inclusos estoque, taxa de franquia e mobiliário”, afirma Fabiano Wohlers, diretor geral do Mr. Beer.
 
Além disso, a rede apresenta na feira outras novidades, incluindo as importadas Brains, Flying Monkeys e Tucher. “Aumentamos em 50% o volume de nossas importações. Estamos investindo cada vez mais para que o brasileiro tenha acesso ao melhor da cerveja especial mundial e nossos franqueados tenham cada vez mais atrativos nas lojas”, pontua Wohlers.
 
Outras novidades que serão apresentadas pela rede na ABf Franchising Expo neste ano é o Hop Soul – essência de lúpulo usada para ambientar as unidades da rede, atraindo os clientes por meio do marketing olfativo, e novos rótulos de marca própria, como a Clara Pale Ale e a Bianca Weiss, além das recém lançadas Wild Single Hop e a Outlaw Hop Weiss, dois rótulos da rede criados em parceria com a cervejaria Burgman. 
 
O Mr. Beer é a maior rede especializada em cervejas especiais do país. Completa em 2014 cinco anos de mercado e já com mais de 80 unidades. Durante sua trajetória, acompanhou e participou ativamente do crescimento e do amadurecimento do segmento de cervejas especiais no Brasil. A rápida expansão é resultado do investimento em conceito e informação, apostas da rede desde seu surgimento e quesitos que em pouco tempo consagraram a rede como referência no universo cervejeiro.
 
A empresa surgiu em 2009, com um quiosque em um shopping da capital paulista, modelo que alia criatividade, conveniência, disseminação do conceito e acessibilidade. Em 2011, criou os espaços gourmets, destinados à harmonização de cervejas especiais com iguarias criadas pelo chef da requintada rede de padarias Benjamin Abrahão.
 
Em 2012, a marca tornou-se também importadora, abrindo possibilidades para o aumento do número de rótulos exclusivos da rede. Hoje, está presente em quase todos os estados brasileiros.

Fonte e mais informações: http://www.segs.com.br/demais-noticias/159108-abf-franchising-expo-2014-mr-beer-apresenta-este-ano-na-feira-modelo-de-microfranquia.html 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Haus Bier Petrolina

Começam obras da Franquia da Cervejaria Bier Haus Petrolina


O município de Petrolina, no Sertão, vai ganhar em outubro a primeira franquia do Estado da micro-cervejaria Haus Bier e a segunda do Nordeste. Com investimentos na ordem de R$ 5 milhões, o espaço se trata de uma pequena cervejaria, cujas instalações permitem que a produção da cerveja seja realizada em pequenas quantidades para o consumo no próprio local. As obras iniciaram na última semana.

A micro-cervejaria franqueada ficará instalada no principal ponto turístico da cidade, na orla do rio São Francisco, em uma área de mil metros quadrados, com produção de 60 mil litros de cerveja por mês. A construção do local foi dividida em duas fases: a primeira diz respeito à infraestrutura do espaço, que será feito através de materiais pré-moldados, com duração de dois meses.
 

A segunda fase é em relação à montagem da cervejaria, cujo período será de seis meses. “Toda a mão de obra para a construção da micro-cervejaria será local. A estimativa é de que, nesta fase, sejam gerados mais de 20 empregos. Após a inauguração, de imediato, serão oferecidos 40 empregos diretos”, diz a secretária de Planejamento e Urbanismo de Petrolina, Marlize Mainardes.

A bebida produzida em Petrolina não receberá nenhum aditivo químico e, por isso, todo o resíduo gerado - as sobras da cevada moída - poderá ser utilizado como composto orgânico para adubagem utilizado na agricultura familiar da região. “Sem dúvida, Petrolina passará a receber mais turistas”, avalia Marlize.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Franquia em Cervejas


Grandes cervejarias concorrem entre si com novas franquias
11 de julho de 2012 07h50


A Ambev investe desde 2003 no modelo de franquias, com o Quiosque Chopp Brahma

Uma prática cada vez mais aplicada por grandes indústrias é a criação de franquias para comercializar seus produtos. A ideia é construir um espaço exclusivo e cortar intermediários; isso tudo sem tirar dinheiro do próprio bolso para investir em pontos de venda. A tática também pode ser um bom negócio para o empreendedor, que monta uma franquia nova no mercado, com a vantagem de ter o apoio da estrutura de uma grande empresa.

A batalha entre as grandes cervejarias brasileiras vem se desenrolando agora no formato de franquias. Desde 2003, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) - líder do mercado e quarta maior cervejaria do mundo - trabalha com sua primeira franquia, o Quiosque Chopp Brahma. Com investimento inicial a partir de R$ 80 mil para os quiosques de 9 m², a rede conta hoje com 258 unidades pelo Brasil. Por exigir uma área relativamente pequena, os quiosques são muito populares em shoppings, onde o metro quadrado é caro. Além da variante de 9 m², há também quiosques maiores formatados para funcionar em ambientes tanto abertos quanto fechados, ambos com investimentos na faixa de R$ 300 mil.

Concorrência
Uma concorrente direta é o quiosque Ponto Devassa, focado na marca homônima da cervejaria Schincariol. A Devassa foi criada em 2002 como cerveja premium no Rio de Janeiro antes de ser comprada e massificada pela Schincariol em 2007. Os quiosques do Ponto Devassa têm um custo de implantação médio de R$ 220 mil.

A empresa Sonar Serviços e Franquias é o braço da Schincariol responsável por gerir suas redes, todas ligadas à marca Devassa. Além dos quiosques, a marca tem renovado sua ofensiva com iniciativas como o Boteco da Loura Devassa, lançado na última feira da ABF, de junho de 2012. O investimento inicial da loja é na faixa de R$ 480 mil - fora o ponto, de 90 m². A loja explora o ideal retrô de botecos cariocas, com direito a petiscos e sanduíches, além, claro, das cervejas Devassa pilsen e artesanal.

Enquanto a Schincariol aposta na boêmia carioca, a Ambev se inspira na noite paulistana com a franquia do Seu Boteco. Com investimento inicial de R$ 500 mil, a marca "segue o estilo Vila Madalena, com chopp, mas também cerveja de garrafa", como define o gerente nacional de franquias, Carlos Augusto Vargas.

Simples e rápido
Ambas as empresas têm investido também em modelos mais enxutos. Além do Boteco da Loura, a Schincariol lançou recentemente a Mini-Cervejaria Devassa, com apenas 70 m² e investimento inicial de R$ 480 mil, fora o ponto. O objetivo é crescer em shoppings centers, que têm espaços disputados. A ideia, no entanto, é manter a marca separada de praças de alimentação para atrair um público de maior poder aquisitivo.

Já a Brahma criou o modelo do Chopp Brahma Express. Com custo inicial em torno de R$ 300 mil, a franquia funciona como um serviço de entrega, que permite que o cliente "leve a experiência do chopp Brahma para casa com todo o equipamento de choperia. Os próprios clientes são os chopeiros", explica Carlos.

A Ambev também trabalha com o Carrinho de Chopp Brahma, que tem uma taxa inicial de apenas R$ 2 mil e dá mobilidade ao proprietário. 

Nosso Bar
De olho no crescimento da classe C, a Ambev tem apostado num novo projeto chamado de Nosso Bar. Lançada em 2011 e com um investimento inicial de apenas R$ 28 mil, o foco da marca é nos micro e pequenos empreendedores.

"Fornecemos para mais de um milhão de pontos de venda no Brasil e temos a preocupação de que eles tenham uma longevidade maior e uma relação de longo prazo com a Ambev", explica Carlos.

O foco do empreendimento será a venda de cerveja de garrafa. Além da identidade visual, a Ambev também fornecerá todo o material como baldes, faixas, pintura, ou "tudo que dá a cara do bar", como define Carlos. A empresa oferece consultoria e treinamento por meio de uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).

Além de aceitar investidores dispostos a abrir um novo negócio, a empresa tem o objetivo de trabalhar para que bares estabelecidos mudem para a bandeira do Nosso Bar. Segundo Carlos, o plano é atingir a marca de 800 franquias até o fim de 2012 - os últimos dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontam apenas 93 unidades atualmente.

Carlos Vargas afirma que a franquia busca franqueados "dispostos a seguir uma rotina, aptos a trabalhar com público."
Foto: Divulgação

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Franquia em cervejas


Acordo Sebrae e Ambev dobra número de franquias
Parceria vai aumentar para duas mil a quantidade de franqueados no país em 2012 

O Sebrae e a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) assinaram acordo de cooperação para dobrar o número de franqueados e chegar ao final de 2012 com duas mil micro franquias. A parceria foi firmada nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro (RJ).

O diretor de Novos Negócios da Ambev, Francisco Prisco, explica que o foco da companhia está na microfranquia, modelo que compreende investimentos de até R$ 60 mil. Segundo ele, o segmento será beneficiado com os eventos esportivos que acontecerão no Brasil, como a Copa do Mundo.

Francisco ressalta que a meta não é só aumentar os pontos de venda, por meio de franquias. "O acordo com o Sebrae é importante, pois queremos manter também a durabilidade dos negócios. Conseguimos chegar a cerca de mil franqueados desse porte nos últimos oito anos e, com o pacote de soluções oferecidos pela instituição, temos certeza que dobraremos esse número até o final de 2012”, reforçou.

“O acordo não é uma política social, mas de negócios. A relação é de ganha-ganha, porque a Ambev amplia sua marca para outro tipo de público e o Sebrae entra com portfólio de soluções disponíveis em todo o país”, valorizou o presidente do Sebrae, Luiz Barreto. Jésus Costa, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Rio de Janeiro, destacou que “é uma iniciativa louvável das duas instituições, que vão investir no mesmo cliente”.

O projeto começa em São Paulo, mas terá abrangência nacional. Os interessados em adquirir uma franquia da quarta maior cervejaria do mundo terão acesso a capacitações on line e presenciais, oficinas, palestras e consultorias. Todas as ações serão acompanhadas por um comitê técnico, tanto para avaliar o impacto das atividades, quanto para planejar novas iniciativas.

O diretor-superintendente do Sebrae no Rio de Janeiro, Cezar Vasquez, sugeriu que as instituições também estudassem um modelo que poderia ser replicado nas áreas que já receberam as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). A Ambev se comprometeu a analisar a proposta e anunciou intervenções na orla carioca. Carlos Alberto dos Santos, diretor-técnico do Sebrae, também participou da reunião nesta sexta-feira.


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