Alemanha em Minas: Oktoberfest BH 2026 une Tradição, 20
Cervejarias e Show do Biquini
A Oktoberfest BH está oficialmente de volta e promete
transformar Belo Horizonte em um verdadeiro reduto bávaro no dia 3 de outubro
de 2026, a partir das 12h.
O festival deste ano traz uma grande novidade na
infraestrutura: a mudança para a Nova Serraria (também conhecida como Gran
Serraria), um novo espaço amplo e estruturado na capital mineira pronto para
receber milhares de apaixonados por cultura alemã, boa música e, claro, chope gelado. O evento, que já se consolidou no calendário festivo de Minas Gerais,
promete sua edição mais histórica, misturando o folclore europeu com o calor do
público mineiro.
Cultura, Jogos e a Força das Cervejas Mineiras
A essência da Oktoberfest original de Munique estará muito
bem representada. Os organizadores do evento cervejeiro confirmaram uma imersão completa
na cultura germânica. O público poderá presenciar danças típicas e se encantar
com os frequentadores vestindo os tradicionais trajes da Baviera como Dirndl e
Lederhosen.
Para os que gostam de interagir, os famosos jogos
cervejeiros vão testar as habilidades e a resistência dos participantes. Na
parte gastronômica, um menu especial germânico com salsichas tradicionais, pretzels e
pratos típicos da culinária alemã estará disponível para harmonizar
perfeitamente com os chopes das mais de 20 cervejarias confirmadas ao som de
bandas de Rock, com detalhe a banda Biquini.
Minha visita à Andechs: um dos Mosteiros Beneditinos Mais Antigos da Alemanha
Há alguns anos atrás, tive oportunidade de me despedir de Munique com destino ao povoado
de Andechs. Quando cheguei na região, me lembro que não havia conseguido
hospedagem (na época não havia internet para fazermos reservas on-line). Um recepcionista de um hotel local me deu a dica em dormir no Chevrolet
Astra que havia alugado, no estacionamento do Mosteiro de Andechs, mais
conhecido por Kloster Andechs, um dos mosteiros mais antigos da Alemanha.
No dia seguinte, tão cedo bateram os raios de sol, o calor tomou conta do interior do veículo. Com um pouco de água mineral, consegui lavar meu rosto e escovar os
dentes. Desci do carro, ajustei a roupa, e resolvi tirar algumas fotos do lado
externo daquele mosteiro da Ordem de São Bento. Um monge passou pela calçada e me
indicou o caminho da entrada.
A Abadia de Andechs é um dos centros espirituais e
gastronômicos mais fascinantes da Alemanha. Erguido no topo de uma colina a
leste do lago Ammersee, o complexo atrai tanto peregrinos religiosos em busca
de suas relíquias medievais quanto entusiastas da cultura cervejeira mundial.
A tradição cervejeira oficial do mosteiro beneditino teve início no ano de 1455, data em que os monges beneditinos vindos de Tegernsee se estabeleceram no local, a convite do Duque Alberto III. O direito oficial de produzir e servir cerveja constava diretamente no documento de fundação do mosteiro.
A Igreja é imponente e estava parcialmente em reforma. Do alto, se observava um vale imenso,
bonito que merecia tirar uma bela foto. Realizei as minhas preces agradecendo
pelo momento em que me encontrava. Tive o privilégio em ser o único visitante
naquele início da manhã. Havia um segundo monge, que ajustava uma peça sacra na igreja.
Fui até ele para perguntar sobre a cervejaria. O sacerdote apontou-me para uma pequena
escadaria, localizada dentro da Igreja, que me levou para a parte debaixo do
templo.
Ao chegar na cervejaria da monastério, (fui o primeiro visitante) vi um monge mais sênior carregando uma bandeja imensa de joelhos de porco totalmente fritos.
Pasme! Havia pelo menos 60 peças. Até esse ponto tudo bem, algo normal para
uma cervejaria típica que oferece alimentos para seus consumidores. O que realmente me
chamou a atenção, foi quando um cidadão alemão entrou na cervejaria. Vestido a
caráter, usando traje Lederhosen – a tradicional bermuda de couro bávara, meiões brancos, sapatos
em couro, além de suspensórios e utilizando chapéu tirolez, aquele senhor de,
aparentemente uns 50 anos, abriu por meio de um molho de chaves, um armário de krugs ("caneco", em alemão). Ele retirou a sua caneca personalizada, pediu ao monge para lavá-la. Na
sequência, solicitou que a enchesse de cerveja. Isso, às 9:00 da manhã! O
senhor cervejeiro veio a minha direção. Sentou-se ao meu lado, olhou para mim,
de cima a baixo, e resmungou: “E você? Está fazendo o quê por aqui? Não vai
tomar uma comigo não?! Cadê meu companheiro?”
Com tamanha ordem, tive que atender a
solicitação de quem era, certamente, um fiel cliente da casa. Não se passaram 40 minutos, o salão
estava tomado de vizinhos e confrades. Não havia turistas até aquele momento, o que para mim foi um privilégio e um luxo, em termos de exclusividade e experiência gastronômica.
Jamais pensaria em tomar uma cerveja de abadia e comer comidas
típicas com cidadãos de Andechs em pleno horário do café da manhã! Foi algo memorável.
Lembro-me de ter tomado uma cerveja alemã pilsen e finalizado com uma Andechser
Doppelbock Dunkel, com 7,1% de teor alcóolico. Todas aquelas maravilhas elaboradas de acordo com a Reinheitsgebot de 1516. Historicamente, essa Doppelbock cerveja era
o "pão líquido" consumido pelos monges durante os rigorosos períodos
de jejum da Quaresma. Em Andechs, essa variedade icônica de cerveja escura e
encorpada é fabricada e distribuída ao longo do ano inteiro, uma cerveja de terroir autêntico. Da loja de
souvenires, trouxe alguns porta-copos e uma caneca que a tenho com bastante apreço. É a marca da lembrança deste meu passeio cervejeiro cultural na Europa.
Desde aquela época até os dias de hoje, a cervejaria do mosteiro
de Andechs é um negócio essencial para manter a autossuficiência da comunidade.
Todo o lucro gerado pela venda das bebidas é revertido na manutenção do
mosteiro e em projetos sociais, como o auxílio a pessoas em situação de rua em
Munique. A propósito, a fábrica de cervejas é moderna. Não se trata de uma cervejaria medieval ou rudimentar.
A seguir, deixo os comentários que fiz no guia Fodor's Econômico Alemanha (1995), que também o utilizei em outras viagens que fiz por aquele país. Esse guia era o único disponível na época. (O Guia da Folha de São Paulo foi lançado anos mais tarde.)
Se você estiver ou for na Baviera, não deixe de conhecer esse lugar
ícone. Tomar cerveja em um mosteiro alemão será algo realmente marcante na sua viagem. Eu garanto!
Fogo e Gelo no Copo: Como o "Beer Poking"
transforma a cerveja artesanal usando metal em brasa
Por Henrique Oliveira
O som sibilante do maçarico corta o ambiente enquanto uma
barra de metal começa a brilhar em um tom vermelho vivo. O cenário evoca uma
antiga oficina de ferreiro, mas o destino final desse ferro incandescente não é
uma bigorna, e sim um copo de cerveja artesanal bem gelada. O ritual, conhecido
historicamente como Bierstacheln e popularizado globalmente como Beer
Poking, está transformando a experiência sensorial de entusiastas da
bebida, unindo física, química e tradição em um espetáculo visual
impressionante.
O Choque Térmico que Altera o Sabor
O que é o Beer Poking? À primeira vista, mergulhar metal em brasa na cerveja pode
parecer uma heresia culinária. No entanto, o efeito químico dura apenas de três
a quatro segundos e altera drasticamente a estrutura da bebida.
Ao tocar o líquido gelado, o calor extremo do ferro
carameliza instantaneamente os açúcares residuais do malte que não foram
transformados em álcool durante a fermentação. Esse processo dispara a famosa
Reação de Maillard — o mesmo princípio científico que dá a cor dourada e o
sabor característico à crosta do pão e aos bifes grelhados. O resultado é uma
inversão térmica perfeita: o topo do copo é coroado por uma espuma densa,
aveludada e levemente morna, com notas aromáticas pronunciadas de marshmallow tostado, toffee e chocolate. Abaixo dessa camada cremosa, o líquido da cerveja
permanece completamente gelado. Além disso, o choque térmico expele parte do
gás carbônico, reduzindo o amargor percebido e deixando o gole incrivelmente
macio.
Das Forjas Medievais aos Bares Modernos
Embora pareça uma invenção da era do Instagram, o
Bierstacheln é uma tradição secular nascida na Alemanha medieval. Nos invernos
rigorosos da Europa Central, a cerveja armazenada em tavernas ou ao relento
frequentemente atingia temperaturas congelantes, tornando o consumo
desagradável. Para resolver o problema sem arruinar a bebida, os ferreiros
locais pegavam pequenas hastes de metal aquecidas diretamente nas forjas e as
mergulhavam rapidamente nos canecos medievais para quebrar o gelo e ativar os aromas
maltados.
Séculos depois, o hábito cruzou o oceano e ganhou força em
regiões de clima extremo na América do Norte. Nos Estados Unidos, a histórica
August Schell Brewing Company, em Minnesota, promove há mais de 35 anos as
"Hot Poker Nights", onde centenas de pessoas enfrentam filas na neve
para terem suas cervejas de inverno ativadas pelo metal quente. O mesmo
fenômeno ocorre em Chicago na Dovetail Brewing e no pátio congelante da
canadense Dominion City Brewing Co., onde o ritual virou sinônimo de celebração
comunitária no frio.
Mesmo em um país de clima predominantemente tropical, o
mercado brasileiro de cervejas artesanais descobriu no Beer Poking uma
excelente ferramenta de ativação e entretenimento para os meses de inverno.
Como o processo exige cervejas encorpadas e alcoólicas para funcionar
corretamente — como as dos estilos Bock, Doppelbock, Stout e Porter —, o ritual
virou uma atração exclusiva de lotes sazonais.
Em Pomerode (SC), cidade que respira cultura germânica, o
Armazém Schornstein adota a prática de forma pontual em seus eventos de
inverno, utilizando a premiada Schornstein Bock para surpreender os clientes.
Já em Belo Horizonte (MG), no Mercado Novo, a Cervejaria Jairo’s reproduz o
ritual em sua pequena loja de cervejas em sua cerveja Bock.
Para os sommeliers, o Beer Poking não é apenas um truque
visual para redes sociais, mas sim uma demonstração de como a temperatura e a
técnica podem ressignificar completamente o paladar de uma receita clássica. Em
um mercado que busca constantemente inovação, o segredo da próxima grande
experiência cervejeira pode estar, ironicamente, guardado no fundo de uma
fogueira medieval.
Fábrica de cerveja Oettinger encerra atividades e surpreende
“papudinhos”
Da Redação
Movimento é uma consequência
direta da redução no consumo de cerveja na Alemanha, dos crescentes custos de
produção e das instalações obsoletas.
No cenário da produção de
cervejas na Alemanha tem enfrentado desafios consideráveis. A
Oettinger-Brauerei, uma das maiores cervejarias do país, anunciou o fechamento
de uma de suas instalações em Braunschweig até a primavera de 2026.
O mercado cervejeiro alemão tem
sentido os efeitos de uma série de fatores adversos. Nos últimos anos, o
consumo nacional de cerveja diminuiu, e esse declínio tem sido especialmente
desafiador para cervejarias de pequeno e médio porte.
Este movimento é uma consequência
direta da redução no consumo de cerveja no país, dos crescentes custos de
produção e das instalações obsoletas. Aproximadamente 150 postos de trabalho
serão afetados, mas há planos para realocar esses trabalhadores, dependendo da
aprovação do conselho de trabalho.
Os custos de produção têm aumentado
consideravelmente, particularmente devido ao aumento de 90% nos preços do malte
de cevada e do gás carbônico. Essa elevação nos custos torna a operação das
fábricas ainda mais desafiadora, especialmente para aquelas que já enfrentam
dificuldades financeiras.
O mercado cervejeiro alemão tem
sentido os efeitos de uma série de fatores adversos. Nos últimos anos, o
consumo nacional de cerveja diminuiu, e esse declínio tem sido especialmente
desafiador para cervejarias de pequeno e médio porte.
A pandemia de COVID-19 e a crise
dos preços da energia exacerbam ainda mais esse cenário, impactando severamente
as finanças dessas empresas. Dados do Deutscher Brauer-Bund
mostram uma redução no número total de cervejarias desde 2020, com 93
estabelecimentos fechando suas portas.
Quais são os principais desafios
enfrentados pelas cervejarias?
A redução do consumo de cerveja
na Alemanha não é o único obstáculo. Muitas cervejarias enfrentam desafios
significativos ao tentar se adaptar às demandas de um mundo que busca a
sustentabilidade e a redução do impacto ambiental.
Isso se traduz em altos
investimentos necessários para alcançar a neutralidade climática, especialmente
em relação à transição do uso de gás para fontes de energia elétrica mais
limpas. Esses investimentos pesados colocam muitas empresas em situações financeiras
vulneráveis.
Além disso, a mudança de hábitos
nos consumidores, que agora buscam estilos de vida mais saudáveis, e
regulamentos mais rígidos sobre o consumo de álcool no trânsito têm prejudicado
ainda mais as vendas.
Embora cervejarias como a
Oettinger tenham tomado medidas para enfrentar as dificuldades, como o
fechamento de locais menos rentáveis, a pressão permanece alta.
Cerveja não faz bem à saúde, diz tribunal alemão ao
contestar anúncio
A cerveja não pode ser vendida como algo que faz bem,
determinou um tribunal alemão nesta quinta-feira (17) depois que um grupo de
direitos do consumidor processou uma cervejaria por causa de um anúncio que
sugere falsamente que a cerveja traz benefícios para a saúde.
A disputa com a Cervejaria Haerle, situada em Leutkirch,
cidade do sul da Alemanha, começou quando um grupo de proteção do consumidor
protestou contra o uso da palavra "bekömmlich", que tem conotações de saúde e de sabor.
O Tribunal Federal de Justiça alemão manteve um veredicto de
uma corte inferior, segundo a qual a palavra não pode ser usada em anúncios de bebidas que contêm mais de 1,2% de álcool.
A corte afirmou que "bekömmlich", que não tem
tradução exata, mas pode ser assemelhada a "salutar", descreve mais
do que o sabor da cerveja. "O termo 'bekömmlich' é entendido pelo público
relevante como 'saudável', 'benéfico' e 'digerível'", disse o tribunal.
Quando usado para descrever alimentos, significa que o
produto é absorvido e tolerado facilmente pelo sistema digestivo mesmo se
consumido por longo prazo, argumentou a corte, acrescentando que a cerveja às
vezes causa problemas de saúde. (Veja o que a Pernod Ricard pensa sobre o tema).
A Alemanha, antes a maior consumidora do mundo deste tipo de
bebida e famosa pelo festival anual de cerveja Oktoberfest, testemunhou uma
queda de consumo de 17% desde 1993, mas as cervejarias esperam que a Copa do Mundo, que começa no mês que vem, provoque um crescimento nas vendas.
Um
dos pioneiros da cerveja artesanal, Marco Falcone tornou-se referência na
produção da bebida
Por Eduardo Tristão Girão
Outro dia, folheando Craft
beer world, livro do especialista em cerveja Mark Dredge, Tiago Falcone
exclamou com espanto: “Que isso, pai?! Você viu isso aqui?”. O jovem de 28
anos, hoje mestre-cervejeiro da Beavertown, na Inglaterra, é filho de Marco
Falcone, um dos pioneiros da cerveja artesanal em Minas Gerais e figura central
deste movimento no país, à frente da Falke Bier. Da sua fábrica, em Ribeirão
das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sai a Monasterium,
cerveja refinada (e premiada) que mereceu estar entre as 350 melhores do mundo,
na opinião do tal autor gringo.
Esse é
apenas um dos vários exemplos que comprovam, no papel, aquilo que pode ser
observado na prática: Marco Falcone se transformou numa espécie de “paizão” dos
cervejeiros brasileiros (dos que fazem e dos que bebem) e sua fama já chegou ao
exterior, graças à forma generosa com que se dedica a difundir conhecimento e a
defesa apaixonada do setor. Ele também é citado em outras obras importantes,
como Mastering homebrew (cujo autor, Randy Mosher, se refere a ele como “xamã”)
e The world atlas of beer, lá fora, e Cervejas, brejas e & birras e Brasil Beer, no Brasil.
Recentemente,
num dos vários eventos cervejeiros de que participa Brasil afora, Falcone foi
ao banheiro e, lá chegando, ouviu: “Pô, tô mijando ao lado do Marco Falcone!”.
Ele acha graça de situações como essa e garante reagir sempre com bom humor e
humildade. Tudo porque ele tem uma missão na cabeça: “Quando começamos, em
2004, não tínhamos a menor chance no mercado, pois as grandes cervejarias
aniquilavam tudo. A partir do momento em que começamos a ensinar cerveja, tudo
mudou. Fundamos confrarias e associações de cervejeiros caseiros aqui e em
outros estados”. Ele conta que duas
gigantes cervejeiras, Ambev e Brasil Kirin, já lhe procuraram para tentar
comprar sua fábrica, propostas que ele assegura ter negado. “Faço o que quero.
Hoje (quinta passada), por exemplo, vou participar de um grupo que vai beber só
cervejas ácidas. Este ano, já viajei para vários lugares e, semana que vem, vou
ao Espírito Santo para falar com o governo de lá, que implementará programa
voltado à cerveja especial. Aliás, estou num projeto do governo mineiro que
pretende transformar BH num polo mundial de cerveja. Estou disponível para
essas coisas”, justifica.
A ordem é
articular. Membro da diretoria do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas
do Estado de Minas Gerais, Falcone também divide o tempo como professor na
Escola Superior de Cerveja e Malte (Blumenau, SC), o Science of Beer Institute
(Florianópolis, SC) e a Academia Sommelier de Cerveja, que fundou com outra
expert do ramo, a jornalista Fabiana Arreguy, na capital mineira. Desde 2011, a
dupla já formou cerca de 350 profissionais em cursos regulares e a décima turma
está prestes a começar. Não raro, aparecem na cidade interessados vindos de
longe para aprender – o último veio do Piauí.
“O
sommelier de cerveja precisa ser, antes de tudo, um contador de história. É
assim que se atrai as pessoas e que elas vão confiar no que você faz. Não estou
aqui só para vender cerveja, mas para difundir cultura e fazer apologia do
ideal ‘beba menos, beba melhor’”, diz. E, antes de qualquer comentário a
respeito, emenda: “A cerveja, além de repor 37% das nossas necessidades
alimentares, é uma bebida saudável, rica em vitaminas do complexo B, com teor
alcoólico baixíssimo, promove alegria, azeita as relações, é o maior
lubrificante social conhecido. Como diria Plutarco na Grécia antiga, ‘ela
aumenta e alimenta as amizades’. Isso é cerveja”.
MEIA
CALÇA - Não havia qualquer tradição na família de Falcone, que completará 53
anos neste sábado, em se tratando de cerveja. Ele sempre apreciou a bebida, mas
resolveu cortá-la quando o primeiro dos três filhos, Tiago, nasceu. “Eu tinha
23 anos, era recém-casado e estava numa dureza danada. Precisava comprar leite
e fralda”, lembra. Entretanto, amigos lhe disseram que havia na cidade um
médico que costumava trazer matérias-primas da Alemanha para fazer cerveja em
casa, o que significava, na prática, beber pela metade do preço. Foi assim que
começou a fazer cerveja, no sítio dos pais, onde hoje está a Falke Bier.
“Todo
mundo que viajava trazia livros ensinando a fazer cerveja para mim. E eu também
inovava, né? Desenvolvi técnica de torrar malte em forma de pizza, dentro do
forno doméstico mesmo, por exemplo. Além disso, reparei que todo fim de semana
minha ex-mulher furava uma meia calça. Passei a usá-las de filtro para separar
o bagaço do malte da parte líquida. Meus amigos apelidaram minha cerveja de
‘Vivarina’”, conta. No fim dos anos 1980, o “médico-fornecedor” se mudou da
cidade e deixou “órfãos”, mas a semente da cultura cervejeira havia sido
plantada.
Em 2000,
quando ainda atuava como representante de empresa de medidores de energia, foi
trabalhar numa feira do setor em Hanover, na Alemanha. Obviamente, foi beber
cerveja na primeira oportunidade. “No primeiro gole, percebi que era igual a
que eu fazia aqui. A gente achava que o que era bom era a Brahma, Skol e
Antarctica. A minha, que ninguém conhecia, era considerada mais ou menos.
Quando vi que a cerveja alemã era como a minha, peguei minha grana de reserva e
passei três meses lá. Fui visitar cervejarias na Alemanha toda e em outros
países da Europa”, lembra.
Retornou
à cidade alemã nos três anos seguintes, sendo que, no último, voltou com o
projeto da sua própria cervejaria na mala. Convenceu os irmãos Ronaldo (que
tinha loja de conserto de moto) e Juliana (que trabalhava como secretária) a
chutar o balde e usar as reservas da família para erguer a fábrica. Viraram
sócios e começaram a vender o que, 12 anos atrás, era pouco difundido no
estado: chope puro malte, sem adição de cereais não maltados como milho e
arroz, usados pelas grandes marcas que dominam o mercado.
Com o
tempo, o trio diversificou as receitas, ampliou os pontos de venda e apostou em
garrafas. Pouco a pouco, vieram prêmios, como o Tecnobebida, de 2008, conferido
à Monasterium, cerveja inspirada em receita de monges do século 19, maturada
numa adega subterrânea e ao som de canto gregoriano, considerada o produto mais
inovador do ano entre centenas de vinhos, cachaças, águas e outras cervejas.
“Somos a primeira cervejaria brasileira a arrolhar cerveja numa garrafa de champanhe”, acrescenta Falcone. A propósito, também é deles a cerveja nacional
mais cara do mercado, a Vivre pour Vivre, feita com jabuticaba e vendida a
cerca de R$ 300.
Atualmente,
a fábrica passa por ampliação e, em seis meses, a produção passará de 20 mil
para 70 mil litros por ano. Paralelamente, dois de seus filhos solidificam a tradição
cervejeira iniciada pelo pai: ano que vem, Tiago partirá para viagem de
bicicleta produzindo cerveja ao longo de dois anos pela Europa, Estados Unidos
e Ásia; por sua vez, Max, de 19 anos, é vendedor da Casa Olec (que comercializa
insumos cervejeiros) e já dá aulas de fabricação caseira de cerveja. Ele não
tem dúvida: “Se não agirmos, as grandes cervejarias vão botar uma pá de cal na
gente”.
Em tempo,
o cineasta Helvécio Ratton tem visitado a cervejaria de Falcone e há possibilidade de que seja feito um filme sobre o movimento cervejeiro nos
moldes do que foi feito sobre o queijo minas artesanal.
Hofbräuhaus BH Fecha Espaço Físico Temporariamente
Muitos amigos apreciadores de cervejas me questionam quanto à abertura frustrada da Hofbrauhaus em Belo Horizonte. Pessoalmente, no primeiro dia de abertura ao público, fiquei na fila por alguns minutos desistindo logo de cara em ficar por mais tempo, pois diversos amigos se encontravam a pelo menos 1,5 hora em fila de espera. Um dos proprietários estava do lado de fora pedindo desculpas pelo não atendimento, sugerindo que voltasse outro dia para ser atendido.
Até ai tudo bem, é algo natural quando se trata de uma novidade na praça de BH. Logo após o primeiro dia, a casa fechou por motivos administrativos (não cabe aqui mencionar o que aconteceu). Após mais alguns dias em aberto a casa novamente fechou suas portas alegando falta de capacidade de produção para atender a demanda de clientes. O chope acabou!
Já venho escrevendo alguns artigos cervejeiros ao longo dos anos ao qual menciona sempre as questões dos riscos operacionais e estratégicos no segmento de cervejas. A situação agrava e muito quando incluímos nesse setor um pub, bar ou restaurante, pois lidamos diretamente com público e funcionários - ou seja pessoas. O prazo de venda é bem apertado. Um bar possui atividade comercial normalmente medido em horas e não em dias. Um pub, bar, etc, é comum trabalhar de quarta a domingo em horários reduzidos, devido a natureza de suas operações, ao contrário de uma empresa normal que trabalha 8 horas por dia, 5 vezes por semana, no horário comercial de 8:00hs às 18:00hs. A ausência de produtos, funcionários, itens essenciais como luz, gás, água, etc. são outros elementos que perfazem um plano de gerenciamento de riscos e de contingências. Como atuar em uma situação dessas? Pedir desculpas? "Pede para sair"? "Volta depois"?
Dessa forma, atendimento é ponto crucial. Em suma: planejamento e gestão de riscos é tudo. Como prever um consumo, capacidade de atendimento, (em número de lugares e espaço em metros quadrados e vagas de estacionamento internamente e em ruas ao redor)? Planejar, consultar colegas e especialistas de mercado é algo que não pode deixar de ser avaliado e colocado no papel, pois caso contrário, perde-se dinheiro, tempo, prazer e frusta os clientes, inclusive aqueles prestigiam a marca.
Aumentar a capacidade da Hofbräuhaus - uma cervejaria europeia, secular e de renome significa não só pensar em atender o restaurante e sim, quem sabe, produzir inclusive o engarrafamento de produtos, substituindo a complicada importação de suas garrafas - por que não? Oportunamente, a empresa vem contratando empregados para a trabalhar na produção. (Veja nota a seguir).
De qualquer forma, estamos ansiosos para prestigiar a Hofbräuhaus de Minas. Duas chances foram dadas. Será que uma terceira terá que ser concedida? Veremos. Enquanto isso, vou beber em outro lugar.
A cerveja Astra executou mais de 70 vídeos interativos dedicado exclusivamente a mulheres. Os vídeos de marketing foram feitos por uma cervejaria alemã, detentora da marca Astra com um ator comediante, chamado Uke Bosse.
Os vídeos interativos são capazes de identificar as pessoas que estão assistindo por meio de uma câmera. A partir dos dados coletados do rosto, o vídeo é produzido.
Além de divertido, foi muito bem aceito pelo público. Veja o vídeo abaixo:
A seleção alemã teve uma visita ilustre na comemoração no vestiário do Maracanã logo depois da vitória por 1 a 0 diante da Argentina. A chanceler do país Angela Merkel aproveitou até mesmo para brindar com os jogadores com a bebida da noite: cerveja. Logo depois, ainda tirou uma selfie com o grupo.
Com cerveja liberada para imprensa, Alemanha monta estrutura de primeira
Federação traz cafeteria e libera bebidas de patrocinadores para os jornalistas. Internet, mesmo na pequena vila de Santo André, deixa de ser problema e vira solução
por Victor Canedo
Foi inaugurado nesta segunda-feira o centro de imprensa da pacata Santo André. Há um tom de ironia na frase: a minúscula vila com menos de 800 habitantes dentro de Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, ganhou e muito em estrutura nos últimos dias. Muito por conta da DFB (Federação Alemã de Futebol), que se preparou para receber os cerca de 200 jornalistas na cidade durante a Copa do Mundo. Uma espécie de “paraíso secreto” para turistas que se transformou em local de trabalho - com relativo luxo e comodidade.
É uma tradição por parte dos alemães. O mesmo já havia acontecido na Eurocopa de 2012, em Gdansk, na Polônia, e na Copa do Mundo de 2010, em Erasmia, na África do Sul, por exemplo. A organização montou uma enorme tenda onde são realizadas as coletivas de imprensa - nesta segunda falaram o manager Oliver Bierhoff, o auxilar-técnico Hansi Flick e o secretário-geral Helmut Sandrock. Há tradução para o inglês, português e alemão - se necessário. O ambiente é personalizado, com um modelo vestindo o uniforme número um, Brazucas atadas aos microfones, chuteiras expostas pelo fornecedor de material. Mas o melhor ainda está fora dali.
A poucos metros, adentrando o resort que recebe jornalistas alemães de duas televisões públicas, encontra-se uma geladeira com cervejas, com e sem álcool - elas são da marca patrocinadora da seleção. Estão numa temperatura entre o gelado e o ambiente, no gosto dos alemães. Em seguida há uma cafeteria, também de uma patrocinadora, que serve diferentes tipos de doce sem qualquer custo. Bolo de chocolate, brownie e um café de primeira qualidade estão no cardápio. Uma outra geladeira com refrigerantes também está disponível.
Os “mimos” à imprensa, porém, não se comparam com o maior benefício: a internet. Navegar não é o passatempo predileto de quem visita Santo André, o que explica o péssimo sinal das operadoras. Pensando na logística, a federação caprichou no serviço, bancou a instalação de antenas para telefone e 3G e melhorou consideravelmente a velocidade da internet em relação ao que se encontra na cidade. Não se pode esquecer do guia de mídia com informações preciosas à imprensa. Como a seleção, a DFB também sabe conquistar os seus hóspedes .Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/selecoes/alemanha/noticia/2014/06/com-cerveja-liberada-para-imprensa-alemanha-monta-estrutura-de-primeira.html(Foto: Editoria de Arte)
A revista de luxo Rota Leste é de autoria da Gandin Editora, de Joana Gandin. Geniosamente diagramada, contém papel de altíssima qualidade, é repleta de artigos bem redigidos relacionados a turismo, objetos de desejo, satisfação plena e estilo de vida. É uma Magazine nos envolve por completo!
Em outubro tivemos o prazer de sugerir a rota cultural da Alemanha, naturalmente regado a boa cerveja, BMW, Berlim, música e castelos medievais.
A revista do mês de novembro leva o leitor a descobrir a cidade de São Paulo de maneira diferente. Enfim, trata-se de um material distinto do que é normalmente encontrado nas livrarias e casas especializadas. Boa leitura!
Gostaria de convidá-los a me acompanhar no Beer Tour que faremos na Europa em junho deste ano! Será o tour mais completo pelos grandes centros cervejeiros do Velho Continente! Visitaremos os sete mosteiros trapistas (Achel, Westmalle, La Trappe, Westvleteren, Chimay, Orval e Rochefort)! Passaremos por Praga, Pilsen, Munique, Antuérpia, Bruges e Bruxelas... vamos conhecer ícones do mundo cervejeiro como a Pilsner Urquell, U Fleku, Höfbräu, Paulaner, Cantillon, entre tantos! Bares como o Delirium Cafe, Kulminator, Moeder Lambic, In De Vrede, entre tantos! Serão 15 dias desfrutando do melhor que a Europa cervejeira pode nos proporcionar!
Vamos embarcar nesta viagem dos sonhos?
Aqui vão os detalhes do roteiro. Qualquer dúvida é só nos contatar!
Um grande abraço e até lá!!!
Rota das Cervejarias
08/06/2013 A 21/06/2013
1º DIA – 08/06/2013 – PRAGA
Chegada a Praga. Translado privativo, com guia privativo de língua portuguesa, para o Hotel Clarion Congress Centrum 4****, ou similar. Hospedagem no hotel.
2º DIA – 09/06/2013 – PRAGA
Café da manhã no hotel. Em hora a combinar partida para o passeio (bairro do Castelo), passamos pelo Mosteiro de Strahov e a cervejaria Klasterni Pivovar Strahov, seguindo a pé para o Castelo de Praga, passando por a catedral de S. Vitor, o Antigo Palácio Real e a famosa Ruela de Ouro. Depois descendo da colina passamos pela Igreja do Menino Jesus. Atravessando a Ponte de Carlos almoço no centro (almoçoincluído). Depois do almoço continuação para a Praça Principal da Cidade Velha (onde se situa o famoso relógio astronômico), Praça Wenceslau, Bairro Judeu onde está a Sinagoga Espanhola e o cemitério medieval. Além da Sinagoga Espanhola no bairro judeu há várias sinagogas: Sinagoga Maisel (exposição sobre a história das comunidades hebraicas na Bohemia e Morávia); Sinagoga Pinkas (dedicada à memória do holocausto); Sinagoga Klaus (exposição sobre as costumes e tradições judaicas). Nesta visita incluímos a entrada no Castelo de Praga, Biblioteca de Strahov e Bairro Judeu. Hospedagem no hotel. A noite jantar opcional no Café Imperial.
3º DIA – 10/06/2013 – PRAGA
Café da manhã do hotel. Em horário a combinar, partida para visitar o Museu da Cervejaria U Fleku, o mais antigo da Europa, onde será exibido um filme sobre o processo de fabricação da cerveja. Além de ser a mais antiga é também a mais tradicional cervejaria de Praga, onde incluiremos um almoço numa das salas acolhedoras deste belo edifício. Resto do dia livre para atividades de gosto pessoal. Opcional visita às cervejarias Pivovarsky Dum ou Staropramen. Hospedagem no hotel.
4º DIA – 11/06/2013 – PRAGA / PILSEN / MUNIQUE
Café da manhã do hotel. Em horário a combinar, partida para Munique, passando por Pilsen, cidade perto de Munique, enquadrada na alta Baviera. Tem uma paisagem e arquitetura típicas da Alta Baviera e é conhecida mundialmente pela produção de cerveja. Pilsen tem no seu centro histórico a Catedral Gótica de São Bartolomeu. Nesta paragem, visitaremos a fábrica de Pilsner Urquell e paramos para o almoço (incluído). Após almoço continuação da viagem para Munique. Hospedagem no Hotel Holiday Inn City Centre 4****, ou similar.
5º DIA – 12/06/2013 – MUNIQUE
Café da manhã no hotel. Em horário a combinar, partida para uma visita panorâmica da cidade, capital do estado federal da Baviera, onde anualmente festeja-se a festa da cerveja mais famosa do mundo, chamada Oktoberfest. Deslumbre-se, bem no centro, com a monumental Av. Ludwigstrasse, passando pela Max Joseph Platz, com o conjunto de teatros enquadrados no edifício do Palácio Real, assim como a célebre Marienplatz com a suntuosa Câmara Municipal que tem, à sua volta, uma das mais espetaculares áreas comerciais da Alemanha. Não deixando de conhecer a Viktualienmarkt (feira permanente), os jardins Englischer Garten e o museu de brinquedos Spielzeugmuseum, a Praça Karlplatz e a famosa cervejaria HofbräuHaus. Resto do dia livre para atividades de gosto pessoal, com possibilidade de visita às cervejarias
Casa do Fritz elabora a tradicional pilsen com requinte
Se você tiver próximo a cidade de Penedo, não deixe de conhecer as cervejas da Casa do Fritz, da cidade de Penedo, considerada a Finlândia no Brasil. Recebi de seu mestre cervejeiro uma amostra das cervejas Pilsen, Weiss e Dunkel.
Temos neste exemplar uma cerveja dourada, filtrada, natural e não pasteurizada com notas de malte e leve lupulagem, bem equilibrados. A carbonação é plena o que dá uma potência na bebida.
Começa na Alemanha festival de cerveja Oktoberfest
Prefeito de Munique abriu barril de cerveja e deu início aos 16 dias de
comemoração
A festa de cerveja mais popular do mundo começou neste sábado em Munique, na
Alemanha, às 12h do horário local (7h de Brasília). O prefeito da cidade abriu o
primeiro barril de cerveja, dando início a 16 dias de festividades. Com apenas
dois golpes de martelo ao som do tradicional grito "O''zapft is" ("está
aberto"), o prefeito Christian Ude inaugurou a 179º Oktoberfest.
São esperados até o dia 7 de outubro mais de seis milhões de visitantes de
todo o mundo, que devem pagar 9,50 euros pela caneca de cerveja, conhecida como
"Mass" em alemão, feita exclusivamente nas cervejarias de Munique. Ano passado,
os visitantes consumiram mais de oito milhões de litros de cerveja.
No calor do final do verão, quando meio mundo parece ter saído da cidade de férias, um copo de cerveja de trigo ao fim da manhã pode ser outro tipo de saída agradável. Na Alemanha, especificamente na Bavária, lar do estilo hefeweizen de se fazer a cerveja de trigo, esse refresco é um componente essencial do brotzeit, ou segundo café da manhã.
O brotzeit pode consistir de um pouco de pão com queijo ou, melhor ainda, um pretzel fresco; talvez salsicha de vitela; alguns nabos brancos compridos, e uma hefeweizen.
Em alemão, hefeweizen quer dizer levedo de trigo, pois essa cerveja tradicionalmente dispensa filtragem, deixando-se as pequenas partículas de sedimento de levedura para que a cerveja dourada fique turva. Pode ser essa sugestão de solidez o que leva os alemães a se referirem ocasionalmente à hefeweizen como "pão engarrafado".
Os americanos podem ver com desconfiança um copo de cerveja antes do meio dia, mas a hefeweizen é leve, crocante, pouco alcoólica, inegavelmente refrescante e, creem os alemães, boa para a digestão. Não importa a que hora do dia, no entanto, o estilo hefeweizen tornou-se popular entre os consumidores americanos, cuja própria contribuição à tradição foi servir a cerveja com uma lâmina de limão na borda do copo, mergulhado numa espuma que deve ser um tanto rústica.
Também as cervejarias americanas estão se interessando pela hefeweizen, que é só um estilo específico entre muitas outras cervejas de trigo. A kristalweizen é similar à hefeweizen, mas foi filtrada, então é transparente. A berliner weisse é agradavelmente azeda, a dunkelweizen é uma versão mais escura da hefeweizen, enquanto a weizenbock é mais escura e poderosa. (...)
Mais informações e fonte: The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times.
Vou reproduzir a escrita que encontrei na revista 29 horas do aeroporto de Congonhas sobre a Choperia da Baden Baden.“Para quem estiver pensando em subir a serra (...) ai vai uma boa dica: prove o medalhão de salmão da tradicional choperia Baden Baden, em Campos do Jordão. Criado pela chef Carolina Vitória para essa temporada, o lacks paprika é, como o nome diz, temperado com páprica e tem como acompanhamento brócolis, batata e arroz (...). Para execução dessa receita, é utilizada apenas a parte mais alta do lombo do pescado, bastante rico em omega 3”. As eervejas, destacamos a red ale e a golden, garrafas bem particulares produzidas inicialmente pelo mestre cervejeiro Carlos Bolzan.
Adiciono que o bar da cervejaria é em estilo germânico e está localizado no centro “de onde tudo acontece” em Campos do Jordão. As mesas são um pouco disputadas, mas há espaço para todos que gostam da boa cerveja. A Cervejaria localizada também na cidade promove visitas guiadas. Consulte detalhes na página da Baden Baden.
Reinheitsgebot: Lei da Pureza Alemã comemorou mais um ano de "práticas intensas" no ramo da cerveja 100% puro malte.
A Lei foi instituída no dia 23 de abril de 1516, com os seguintes dizeres:
"Proclamamos com este decreto, por Autoridade de nossa Província, que no Ducado da Baviera, bem como no país, nas cidades e nos mercados, as seguintes regras se aplicam à venda da cerveja: Do dia de São Miguel (29 de Setembro) ao dia de São Jorge (23 de Abril), o preço para um Litro ou um Copo, não pode exceder o valor de Munique do pfennig. Do dia de São Jorge (23 de Abril) ao dia de São Miguel (29 de Setembro), o Litro não será vendido por mais de dois pfennig do mesmo valor, e o Copo não mais de três Heller (Heller geralmente é meio pfennig). Se isto não for cumprido, a punição indicada abaixo será administrada. Se todo cervejeiro tiver outra cerveja, que não a cerveja do verão, não deve vendê-la por mais de um pfennig por Litro. Além disso, nós desejamos enfatizar que no futuro em todas as cidades, nos mercados e no país, os únicos ingredientes usados para fabricação da cerveja devem ser cevada, malte e água. Qualquer um que negligenciar, desrespeitar ou transgredir estas determinações, será punido pelas autoridades da corte que confiscarão tais barris de cerveja, sem falha. Se, entretanto, um comerciante no país, na cidade ou nos mercados comprar dois ou três barris da cerveja (que contém 60 litros) para revendê-los ao vendedor comum, apenas para este será permitido acrescentar mais um Heller por Copo, do que o mencionado acima. Além disso, deverá acrescentar um imposto e aumentos subsequentes ao preço da cevada (considerando também que os tempos da colheita diferem, devido à localização das plantações). Nós, o Ducado da Baviera, teremos o direito de fazer apreensões para o bem de todos os interessados."
– Guilherme IV Duque da Baviera
Comemore nesta semana com uma boa cerveja puro malte! A data é mais do que um belo motivo!