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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Heineken +Equilíbrio

 

Giro de Mercado: A Revolução do +Equilíbrio no Portfólio da Heineken

O mercado de bebidas no Brasil vive uma de suas transformações mais profundas, impulsionado por um novo perfil de consumidor que não aceita mais escolher entre o prazer da celebração e o compromisso com o bem-estar. Atento a esse movimento de consumo consciente, o Grupo Heineken estruturou de forma inédita a plataforma +Equilíbrio. Trata-se de uma estratégia robusta para centralizar, organizar e dar protagonismo ao seu portfólio de produtos com teor alcoólico reduzido ou zero, menos calorias, ausência de glúten e até mesmo atributos funcionais.

Os Objetivos Estratégicos da Plataforma

Muito além de lançar novos rótulos, a Heineken redesenhou a experiência no ponto de venda para educar o mercado e simplificar a jornada de compra, concorrendo diretamente com grandes players nas gôndolas dos supermercados. Os pilares centrais da iniciativa incluem, Simplificar a Decisão, que visa unificar a identidade visual para que o consumidor encontre facilmente opções saudáveis. Expandir Ocasiões, conectando bebidas leves a novos momentos do cotidiano, como dias úteis ou o pós-treino e Estimular a Moderação, alinhando o negócio às metas globais de responsabilidade social e saudabilidade da companhia.

O Novo Perfil de Consumo: A Era da Moderação Flutuante

Os dados mostram que os produtos de bem-estar deixaram de ser um nicho restrito. Hoje, a chamada "moderação flutuante" dita o ritmo: cerca de 30% dos consumidores que bebem as marcas tradicionais da Heineken também compram as versões não alcoólicas, alternando o consumo conforme a conveniência do dia ou horário. Essa mudança é acelerada também por novos hábitos de saúde globais e pelo avanço de tratamentos clínicos modernos (como os inibidores de GLP-1), que reduzem o desejo por álcool e alimentos calóricos.

As projeções da Euromonitor apontam que o mercado brasileiro atingirá o consumo de 885 milhões de litros de cerveja sem álcool — um volume impressionante, sete vezes maior do que o registrado em 2019. No varejo físico, dados da Varejo360 comprovam a consolidação, mostrando que a categoria saltou de 3,41% para 4,73% de todas as unidades de cervejas comercializadas.

O Futuro do Mercado: Dois Dígitos de Crescimento

Com um portfólio que abrange desde a cerveja de entrada até inovações fora do segmento cervejeiro (como o Mamba Protein e o Baer Mate), a Heineken registrou um crescimento de dois dígitos altos nas vendas desses produtos focados em saudabilidade. A plataforma +Equilíbrio não é apenas uma resposta passageira às tendências e o futuro; ela redefine as regras do jogo no mercado de bebidas, provando que o verdadeiro equilíbrio veio para ficar nas mesas e rotinas dos brasileiros.


Infográfico Técnico: O Portfólio +Equilíbrio sob a Lupa

Para ajudar o leitor do Ave César Co. a entender exatamente o que está consumindo, estruturamos a tabela comparativa abaixo com os principais dados de calorias, teor alcoólico e diferenciais funcionais de cada produto que integra a plataforma:

Produto

Teor Alcoólico

Calorias (por 350ml)

Diferencial / Atributo

Heineken Ultimate

3,5%

73 kcal

Sem glúten, 30% menos calorias que a original

Heineken 0.0

0,0%

69 kcal

Zero álcool, sabor idêntico ao tradicional

Amstel Ultra

4,0%

71 kcal

Sem glúten, baixa caloria (low carb)

Sol Zero

0,0%

63 kcal

Zero álcool, leve e refrescante para o verão

Lagunitas DayTime

4,0%

98 kcal

Session IPA, baixíssimo teor de carboidratos

Baer Mate

0,0%

50 kcal

Chá mate gaseificado com cafeína natural

Mamba Protein

0,0%

85 kcal

Água proteica com 20g de proteína, zero açúcar

#avecesarco, #consumoconsciente, #grupoheineken, #mercadocevejeiro, #tendencias2026, #cervejazero

terça-feira, 5 de maio de 2026

Colorado e Patagonia: Fim?

O Fim de uma Era, ou Fake News?

Soltou na internet que a Ambev havia comunicado que deixará de comercializar os rótulos das cervejarias Patagonia e Colorado, no mercado brasileiro. Esse movimento poderia ser associado por ações anteriores, como o fechamento de espaços de experiência da marca, como a hibernação do bar Toca do Urso e o encerramento de rótulos específicos como a Indica IPA. O comunicado, que viralizou, gerou um movimento em busca por ambos rótulos, por parte de clientes, visando tomar o último gole.

O relatório do Primeiro Trimestre da Ambev apresentou uma estratégia de expandir a categoria, ou seja o segmento de cervejas.


O documento enfatiza que a gestão atual vem sendo pautadas com "escolhas equilibradas", priorizando marcas que oferecem maior escalabilidade e atendem à demanda atual, seja por produtos sem álcool (um crescimento de 15%), ou aqueles do segmento premium (aumento de 15%) que remetem a eventos relevantes e  internacionais, como shows com artistas estrangeiros, festivais globais ou ainda a Copa do Mundo. Nesse sentido, tirar a Patagonia e a Colorado do portfólio, isso seria verdade? Faria sentido ou é mero Fake News?

A Cervejaria Colorado foi fundada em 1996 em Ribeirão Preto por Marcelo Carneiro da Rocha, a Colorado tornou-se um ícone das cervejas artesanais brasileiras. Foi pioneira em misturar estilos tradicionais com ingredientes nacionais, como café, rapadura, mandioca e castanha do Pará. Em 2015, a Ambev adquiriu a marca para fortalecer seu portfólio premium. 

Marcelo Carneiro foi, junto com a Cervejaria Dado Bier, na década de 90, um dos prepulsores do movimento "Craft Beer Renaissance", no Brasil. Conheceu figuras como Randy Morsher, (quem criou os rótulos permanentes da marca), bem como Michael Jackson, o beer hunter mundial.

A Cerveza Patagonia foi criada em 2006 em uma garagem em Buenos Aires, a marca rapidamente evoluiu, estabelecendo sua famosa microcervejaria em Bariloche em 2016. Conhecida por utilizar lúpulos cultivados na própria região patagônica, a marca foi introduzida no Brasil pela Ambev em 2013, focando em rótulos como Amber Lager e Weisse. Em um tempo recente, a Patagonia produziu uma cerveja colaborativa (uma Red Ale com lúpulos patagônicos) com a Cervejaria Campos do Jordão, tendo o mestre cervejeiro Evandro Zanini frente ao projeto. Na época, tomei com enorme prazer essa boa cerveja.

Ao ler todo o relatório da Ambev, não há nada que confirme a extinção das marcas ou a retirada dessas portfólio. (Entretanto, não foi visto essas nas gondolas recentemente, nos principais supermercados e delicatessens. O mesmo vale para o Hoegaarden, não se tem visto à venda também.) 

A mudança estratégica, qualquer que seja, levanta questões sobre o futuro do mercado artesanal dentro das grandes corporações, com a Ambev, agora focada em plataformas digitais (e.g.: Zé Delivery) e marcas de estilo de vida. Seria uma perda lamentável, porém como qualquer grande corporação, o foco atual está na gestão do fluxo de caixa, em um momento em que a inflação da cerveja está em alta. (O que me lembra de um artigo que escrevi, onde para o atual cenário das cervejas especiais e artesanais: afinal, menos é mais?).

É certo que a Patagonia congelou e o Urso, hibernou. Me diga nos comentários. Aguardo a sua opinião.

Saiba mais em: https://ri.ambev.com.br/relatorios-publicacoes/divulgacao-de-resultados/

domingo, 25 de janeiro de 2026

Ozempic e as mudanças de hábito de consumo

 

Ozempic calou o estômago e ligou o alerta no varejo

 Eles começaram como medicamentos para controle glicêmico. Viraram febre para emagrecimento. E agora? Estão reescrevendo o roteiro do consumo em escala global. Segundo o Morgan Stanley, o uso de GLP-1 (como Ozempic e Monjauro) já reduz de 20% a 30% a ingestão calórica diária. Mas o que isso significa em dinheiro?

Queda de 3% no consumo de refrigerantes, snacks e produtos de padaria. Restaurantes fast-food projetam retração de 1% a 2% nas vendas. Consumidores em uso de Mounjaro reduziram 2,5% do consumo de fast-food. O Ozempic já derrubou 1,5%. (Com base no artigo de Patrícia Raposo, colunista da Movimento Econômico, esse efeito tem desacelerado o consumo de cerveja, alavancado também com uma inflação persistente e perda de renda disponível. No Brasil, o aperto orçamentário das famílias se soma ao crescimento das apostas esportivas, que tem absorvido parte de gastos com lazer.)

Se antes o problema era comer demais, agora o mercado lida com o oposto: gente que simplesmente não sente mais fome. O impacto já aparece no valuation de gigantes como o 🍔 McDonald’s, a 🍫 Hershey’s e a 🥤 PepsiCo.

As ações dessas empresas vêm sofrendo oscilações, pressionadas por mudanças comportamentais e por uma nova cultura que valoriza performance acima de prazer imediato. E no Brasil? A demanda por medicamentos com GLP-1 explodiu: As vendas de Ozempic cresceram mais de 100% em 2023, segundo dados da IQVIA. O Brasil já é o 2º maior mercado global para medicamentos à base de semaglutida, atrás apenas dos EUA. Segundo a Anfarmag, a busca por GLP-1 manipulado também cresceu mais de 400% em farmácias de manipulação em 2023. Varejistas de ultraprocessados reportam queda de sell-out em SKUs indulgentes em bairros de maior renda.

O setor de alimentos viu um aumento de 13% nas buscas por “proteína” e “funcional”, no Brasil só no último semestre (dados Google Trends). E marcas como Habib’s, Subway e Bob’s já anunciaram reformulações nos cardápios com foco em produtos proteicos, low carb e saudáveis.

Enquanto isso, as academias viram o novo “pub”. Usuários de Mounjaro dobraram a frequência de treino e redes fitness crescem mais de 50% em novos alunos. Estamos diante de um culto à performance, com dopamina limpa e whey no copo. Nas manhãs, o “coffee party” substitui a balada. Smoothies, brunches e cafés agora ditam o networking: mais serotonina, menos ressaca.  O Álcool também entrou na roda. Só 62% da Geração Z abaixo dos 35 anos ainda bebem. 38% trocaram festas por meditação. E a queda no consumo é brutal: Boomers: US$ 25B; Gen X: US$ 23.1B; Millennials: US$ 23.4B; Gen Z: US$ 3.1B (Fonte: Statista).

No pano de fundo, o mercado de wellness já vale US$ 6,3 trilhões. Mas o ativo mais valioso de todos agora é outro: atenção focada, corpo afiado e cérebro calmo. Afinal de contas, quem perde? As marcas que vendiam impulso, prazer e gula. E quem ganha? As que entregam longevidade, clareza mental e autonomia.

Se até McDonald’s, Hershey’s e Pepsi estão sentindo o baque, imagine o que vem por aí. O consumo está mudando rápido. A pergunta é: sua marca vai acompanhar ou vai emagrecer junto?

Fonte: https://www.linkedin.com/posts/robertaterra_ozempic-calou-o-est%C3%B4mago-e-ligou-o-alerta-activity-7334218053930369026-7tRy?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAAQjwpcB3jgdanI4FOWx82vkvvNXe1t7txI 

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Previsões Globais em Alimentos e Bebidas 2026

 Uma imagem contendo texto, jornal, mesa, comida

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Saiu o Relatório da Consultoria Mintel com perspectivas para 2026 

Presente em mais de 50 países, a firma estuda as tendências de consumo, focada em alimentos e bebidas. O blog Ave Cesar Co., separou alguns pontos desse reporte vinculado à indústria de bebidas. Confira a seguir.

Fortaleça a determinação de suportar a adversidade agora e nos próximos anos

As Previsões Globais de Alimentos e Bebidas da Mintel para 2026 foram desenvolvidas com o objetivo de analisar como marcas empáticas podem ajudar os consumidores que sentem que estão apenas sobrevivendo, em vez de prosperando. A policrise, termo para uma série de choques ou desastres consecutivos e interligados, dos últimos cinco anos, deixou consumidores e empresas necessitados de apoio para se sentirem preparados, flexíveis e até criativos diante dos obstáculos.

Ser resiliente é uma lição duradoura da COVID-19, mas os analistas globais de alimentos e bebidas da Mintel preveem que a perseverança surgirá como um lema para 2026. As marcas construirão relacionamentos duradouros com os consumidores, demonstrando como estão perseverando diante de questões globais que também estão complicando a vida diária dos consumidores, como mudanças climáticas, interrupções na cadeia de suprimentos e os impactos de condições crônicas de saúde.

Com soluções projetadas para incentivar a persistência, os consumidores se sentirão mais capacitados para enfrentar os desafios diários, desde "o que tem para o jantar?" até "beber isso me ajudará no futuro?"

A inovação sensorial potencializará novas ocasiões sociais

Os consumidores (particularmente a Geração Z) continuarão a reinventar antigas ocasiões sociais, como baladas noturnas e celebrações centradas em álcool. Surgirão oportunidades para marcas de alimentos e bebidas usarem elementos multissensoriais, como aroma, áudio ou vídeo, para modernizar ocasiões de consumo que eram icônicas para as gerações anteriores.

Por exemplo, "soft clubbing", ou festas dançantes matinais com DJs, transformam uma ocasião social icônica, que antes duraria até as primeiras horas do dia seguinte e seria abastecida por álcool, em festas diurnas em cafés focadas em café e chá.

As marcas têm a oportunidade não apenas de reimaginar alimentos e bebidas tradicionais, mas também de reimaginar as ocasiões de consumo onde elas podem ser aplicadas, proporcionando uma maneira totalmente nova de permanecer relevante para a Geração Z e a Geração Alfa. A inovação sensorial potencializará novas ocasiões sociais.

O que as marcas deveriam buscar

Garrafa de plástico

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Conexões emocionais mais profundas com alimentos e bebidas estão se tornando mais intencionais e inclusivas. As marcas têm a oportunidade de entender como isso faz os consumidores se sentirem e por que isso importa.

Compreender as expectativas sensoriais dos consumidores, da textura ao aroma e à recompensa emocional, será fundamental para criar produtos que ressoem. As marcas têm a oportunidade de construir conexões emocionais duradouras, respondendo a essas necessidades sensoriais.

Siga o exemplo da APAC (Ásia-Pacífico) em inovações em bebidas multissensoriais que melhoram o humor

Na China, 79% dos consumidores de bebidas com gás concordam que o som das bolhas estourando em bebidas com gás os relaxa. A Ásia, em geral, está vendo bebidas oferecerem melhorias interativas de humor.

As latas de refrigerante da Fruit.B contêm uma fatia de fruta de verdade que flutua para o topo quando a lata é aberta e o aroma liberado é ainda mais acentuado por uma lata com borda mais larga. Na Tailândia, a campanha Rise Up da Est Cola viu latas de edição limitada com palavras de incentivo impressas de cabeça para baixo para inspirar os consumidores.

A tendência é clara

Características sensoriais além do paladar deixarão de ser um elemento performático e caprichoso em alimentos e bebidas para se tornarem algo mais prático e pragmático. O uso criativo, porém, baseado em evidências, de textura, aroma e aparência será fundamental para criar inovações que ofereçam experiências inclusivas para consumidores carentes.

Saiba mais e acesse o reporte em: Mintel_2026_Global_Food_and_Drink_Predictions.pdf e Global Food & Drink Predictions: 2026 & Beyond | Mintel

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Johnnie Walker Comercial

Johnnie Walker relembrando o consumo consciente

Esse comercial é simplesmente incrível. JWalker, em um episódio hightech demonstra que mesmo sendo um piloto da Fórmula 1 (F1), beber e dirigir não combinam. Trata-se do consumo responsável. Assista que é bem bacana. O vídeo é curtinho. Aproveite.


Cheers!



 

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Cerveja não é pecado


Cervejarias artesanais criam site para promover petição contra o imposto do pecado.

O site oficial da petição contra a Lei do Pecado, https://cervejanaoepecado.com.br/ é uma iniciativa destinada a expressar ao governo a discordância do povo em relação ao aumento de impostos sobre as cervejarias de pequeno porte. Neste espaço, o cidadão terá a oportunidade de adicionar sua voz a milhares de outras pessoas que acreditam que a taxação excessiva é injusta e prejudicial para a indústria cervejeira e para os consumidores no Brasil, o termo “imposto dopecado” se refere à proposta de um imposto seletivo sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como:

* Cigarros: A tributação sobre cigarros já existe no Brasil, mas a proposta visa aumentar a alíquota e abranger também charutos, cigarrilhas e cigarros artesanais.

* Bebidas alcoólicas: O projeto prevê a criação de faixas de tributação de acordo com o teor alcoólico da bebida, com alíquotas mais altas para bebidas com maior teor.

* Bebidas açucaradas: Refrigerantes, sucos artificiais e outras bebidas com alto teor de açúcar também estão no radar do imposto seletivo.

* Veículos poluentes: Carros, motos, caminhões e outros veículos que emitem muitos gases poluentes serão taxados de acordo com o nível de emissão.

* Exploração de recursos minerais: A extração de minério de ferro, petróleo e gás natural também pode ser alvo do imposto seletivo, com alíquota máxima de 1%.

Segundo o site, a proposta de inserir um imposto sobre a cerveja, conhecida como Imposto do Pecado, é uma medida que desperta preocupação e descontentamento entre os apreciadores dessa bebida e os produtores do setor. Neste texto, é discorrido sobre os motivos pelos quais discorda-se veementemente desse imposto, destacando os impactos negativos que ele trará para a indústria cervejeira e para os consumidores.

Valorização da cultura e da diversidade: A cerveja artesanal, produzida em menor escala e feito localmente, é uma expressão cultural e um patrimônio do nosso país. Um em cada sete municípios brasileiros tem uma cervejaria local.

Impacto econômico negativo: A indústria cervejeira artesanal tem experimentado um crescimento significativo nos últimos anos, gerando mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos e movimentando mais de 50 bilhões de arrecadação de impostos e movimentando negócios locais e familiares. Ao impor um imposto sobre a cerveja artesanal, corre-se o risco de sobrecarregar os produtores e dificultar o acesso a esse mercado para novos empreendedores. Isso pode levar ao fechamento de pequenas cervejarias e à perda de postos de trabalho, prejudicando o desenvolvimento econômico de regiões inteiras.

Prejuízo para os consumidores: A cerveja é apreciada por sua qualidade, sabor e variedade. Ao adicionar um imposto sobre essa bebida, o seu preço final ao consumidor será afetado, tornando-a menos acessível para muitos apreciadores. Além disso, essa medida pode desencorajar o consumo responsável, pois o aumento de preço pode levar algumas pessoas a optarem por produtos de menor qualidade ou até mesmo incentivar o consumo clandestino. A cerveja é a bebida da moderação, é a bebida mais apreciada pelo brasileiro, sua variedade de estilos que usam até frutas brasileiras garante qualidade diferenciada mundo afora.

Desincentivo à produção sustentável: Muitas cervejarias, inclusive as pequenas e micro cervejarias, também chamadas de artesanais, tem como princípio a produção sustentável. O aumento de impostos pode colocar em risco essas práticas, uma vez que os custos de produção serão elevados, tornando mais difícil para as cervejarias manterem seus padrões de sustentabilidade. Isso seria um retrocesso para a indústria e para o meio ambiente. 

A imposição de um imposto sobre a cerveja é uma injustiça com um dos mais importantes setores da economia. O setor promove campanhas pelo consumo consciente e responsável. Desenvolve inclusão social com programas de capacitação de garçons de bares e restaurantes. Segundo números oficiais do Ministério da Agricultura, há 1847 cervejarias no Brasil, que vem crescendo anualmente com o importante número de pequenas cervejarias artesanais que promovem a economia com eventos, gastronomia e cultura local.

Caso queiram saber mais sobre o tema: https://cervejanaoepecado.com.br/ 

Meus grifos: não é novidade que cerveja e automóveis são política de governo. O último aumento de tributos dessa natureza foi o famoso 2% adicionais de ICMS para  o "Fundo Estadual de Combate e  erradicação da pobreza". Os resultados desse aumento estão por ai. Quem encontrar, cite nos comentários.

#avecesarco #pelosatelite #consumodecervejas #impostodopecado #erradicacaodapobreza

terça-feira, 22 de maio de 2018

Cerveja e saúde


Cerveja não faz bem à saúde, diz tribunal alemão ao contestar anúncio

A cerveja não pode ser vendida como algo que faz bem, determinou um tribunal alemão nesta quinta-feira (17) depois que um grupo de direitos do consumidor processou uma cervejaria por causa de um anúncio que sugere falsamente que a cerveja traz benefícios para a saúde.

A disputa com a Cervejaria Haerle, situada em Leutkirch, cidade do sul da Alemanha, começou quando um grupo de proteção do consumidor protestou contra o uso da palavra "bekömmlich", que tem conotações de saúde e de sabor.

O Tribunal Federal de Justiça alemão manteve um veredicto de uma corte inferior, segundo a qual a palavra não pode ser usada em anúncios de bebidas que contêm mais de 1,2% de álcool.

A corte afirmou que "bekömmlich", que não tem tradução exata, mas pode ser assemelhada a "salutar", descreve mais do que o sabor da cerveja. "O termo 'bekömmlich' é entendido pelo público relevante como 'saudável', 'benéfico' e 'digerível'", disse o tribunal.

Quando usado para descrever alimentos, significa que o produto é absorvido e tolerado facilmente pelo sistema digestivo mesmo se consumido por longo prazo, argumentou a corte, acrescentando que a cerveja às vezes causa problemas de saúde. (Veja o que a Pernod Ricard pensa sobre o tema).

A Alemanha, antes a maior consumidora do mundo deste tipo de bebida e famosa pelo festival anual de cerveja Oktoberfest, testemunhou uma queda de consumo de 17% desde 1993, mas as cervejarias esperam que a Copa do Mundo, que começa no mês que vem, provoque um crescimento nas vendas.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/cerveja-nao-faz-bem-a-saude-diz-tribunal-alemao-ao-contestar-anuncio.ghtml

Foto: Autor/Brauerei Clemens /https://www.google.com/maps/contrib/105764347636658957010

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Combate ao Alcoolismo


Rússia restringe venda de cerveja para combater alcoolismo

Lei proíbe comércio da bebida entre as 23h e as 8h. País também elevou preço mínimo da vodka e baniu publicidade de bebidas.

por Reuters

A Rússia restringiu a venda de cerveja a partir de 1º de janeiro, em uma tentativa para combater o alcoolismo no país, noticiou a agência de notícias "Interfax".

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já admitiu que o alcoolismo é um sério no país, que tem uma das maiores taxas de consumo de álcool segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O ex-presidente Dmitry Medvedev havia assinado emendas a leis sobre álcool em julho de 2011 a fim de reclassificar cerveja como bebida de alto teor alcoólico.

A nova lei restringe a quantidade de cerveja que pontos de venda e quiosques podem vender e proíbe o comércio dessas bebidas entre 11 da noite e 8 da manhã, segundo a Interfax.

Em 2012, os impostos russos sobre a cerveja cresceram em 20% e, segundo um planejamento do Ministério das Finanças aprovado em 2011, crescerão em mais 25% em 2013, e 20% em 2014.

A Rússia também elevou o preço mínimo para a vodka e baniu publicidade de bebidas alcoólicas, inclusive na Internet.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/russia-restringe-venda-de-cerveja-para-combater-alcoolismo-agencia.html

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Proibido para menores

Fabricantes ajudam no controle do álcool

A partir deste mês, quem comprar uma cerveja ou qualquer bebida alcoólica nos supermercados da rede Pão de Açúcar deverá ser surpreendido com uma nova regra: provar que é maior de idade. Por meio do código de barras, um sistema no caixa identifica automaticamente a bebida alcoólica. O funcionário pede a cédula de identidade e insere no sistema o RG e a data de nascimento do consumidor. Caso a pessoa seja menor de idade, a compra não será efetuada. O programa teve início em 395 lojas da redes Pão de Açúcar, Extra e Assaí dos Estados de São Paulo e do Paraná, como resultado da parceria com a Ambev para coibir a venda de álcool a menores de 18 anos. Um filme publicitário também será veiculado na televisão para alertar que a bebida deve ser consumida apenas por maiores de idade.

"Nossa campanha é para aqueles que fazem uso inadequado do produto, ou seja, para o menor e para quem bebe sem moderação", afirma Milton Seligman, diretor de relações corporativas da Ambev. Segundo ele, a Ambev não possui o valor obtido com a venda de bebidas para menor de 18 anos, nem quanto deixará de ganhar com a restrição de venda a esse público. "Apenas 12% dos brasileiros bebem de forma irresponsável. Não estamos interessados nesse tipo de lucro", afirma.

Até o fim do ano, o sistema deverá ser instalado em todas as lojas do conjunto espalhadas pelo Brasil. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) também deve divulgar a prática aos seus 80 mil associados. "A rede varejista será informada dessa iniciativa para ajudar a coibir a venda de álcool ao menor", afirma Sussumu Honda, presidente da Abras.

Bares e restaurantes também são alvos da campanha. No dia 23 de setembro, João Castro Neves, presidente da Ambev, visitará bares do centro de São Paulo para falar sobre consumo responsável.

A Ambev vai ainda premiar estabelecimentos com boas práticas. Um exemplo é o bar do Seu Geraldo, em Heliópolis, que funciona há 17 anos, e nunca vendeu bebida alcoólica para menores. "Meu pai me ensinou que adolescente não pode beber", afirma Geraldo Pereira de Souza, 53 anos. "Bar não é lugar de criança. Os jovens aqui sabem que para eles só vendo refrigerante", continua. Seguindo o modelo do Seu Geraldo, outros bares deverão ser conscientizados sobre a questão. A Ambev conta com parceiros como a ONG Aprendiz, que atua na Vila Madalena, em São Paulo, lugar com grande concentração de bares, e com a ONG Bola pra Frente, no Rio de Janeiro.

Projeto similar para coibir a venda de bebida ao menor de idade foi lançado em 2007 pela Diageo em parceria com o Walmart. Cerca de 600 funcionários foram treinados para usar ferramenta que restringe a venda indevida. A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) tem lançado campanhas, feito blitzes e distribuído materiais educativos nos semáforos da capital ou nos bares de universidades paulistanas para disseminar informações sobre o consumo inteligente do álcool. Em parceria com a Prefeitura de São Paulo, a Secretaria Municipal de Transportes, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTtran) a Abrabe lançou slogans como "Se beber, não dirija" e "Comemore com sucesso, sem excesso", com o objetivo de diminuir o número de acidentes causados por motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas.

Embora não existam dados que comprovem a eficácia de campanhas como essas, "as frases ficaram conhecidas em todo o Brasil ", diz José Augusto Rodrigues Silva, presidente da Abrabe. "Houve uma mudança de hábito. As pessoas passaram a deixar o carro em casa e a frequentar os bares do próprio bairro", diz. Na última semana de setembro, a Abrabe promete lançar o Sem Excesso, um site com conteúdo educativo e informações sobre consumo de álcool consciente para jovens, pais e educadores.


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