Mostrando postagens com marcador Café. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Café. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de abril de 2026

Dia Mundial do Café

 

O Dia Mundial do Café e a Força Mineira

O café é muito mais do que uma bebida; é um pilar cultural e econômico que conecta bilhões de pessoas diariamente. No Brasil, o Dia Mundial do Café é celebrado, hoje, dia 14 de abril. Além desta data, o setor também comemora o Dia Nacional do Café (24 de maio), que marca o início da colheita no país, e o Dia Internacional do Café (1º de outubro), oficializado pela Organização Internacional do Café (OIC) e recentemente reconhecido pelas NaçõesUnidas.

A história do café remonta à Etiópia, na África. A lenda mais famosa narra as observações de um pastor de nome Kaldi, que notou suas cabras ficarem excepcionalmente ariscas após consumirem os frutos de um arbusto. Monges locais começaram a usar os frutos em infusões para se manterem despertos durante longas horas de oração, e a partir do Iêmen, a bebida se espalhou pelo mundo árabe e, posteriormente, pela Europa.


O café entrou no Brasil em 1727, por meio do Sargento-mor Francisco de Melo Palheta. Vindo da Guiana Francesa, Palheta trouxe mudas e sementes que foram inicialmente plantadas em Belém do Pará. Embora tenha começado no Norte, a cultura encontrou solo e clima ideais para expansão comercial quando chegou ao Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Minas Gerais.

Minas se tornou protagonista absoluto da cafeicultura brasileira, sendo responsável por mais de 50% da produção nacional e cerca de 20% da produção global. O estado se destaca pela produção de café arábica, espécie conhecida por sua alta qualidade e sabores complexos. As plantações passam pelas regiões do Sul de Minas, Zona da Mata, Cerrado, Matas Mineiras, Mantiqueira e Campos da Vertentes. É a força mineira no cenário mundial da semente mais consumida no mundo, junto com a Coca-Cola, o chá, a cerveja, o destilado e a cachaça

Ao longo do tempo bebida se tornou versátil, sendo servida de diversas formas e adicionadas em outras bebidas, movimentando a criatividade de baristas, mixologistas e sommeliers.

Parabéns ao Dia Mundial do Café.  Como trabalhei alguns anos no mercado de cafés, vou tomar uma xícara e vou te indicar o livro de John Thorn - O Guia do Café para aumentar o seu conhecimento. Saúde!

https://www.amazon.com.br/Guia-do-Cafe-Jon-Thorn/dp/972841854X 


domingo, 25 de janeiro de 2026

Ozempic e as mudanças de hábito de consumo

 

Ozempic calou o estômago e ligou o alerta no varejo

 Eles começaram como medicamentos para controle glicêmico. Viraram febre para emagrecimento. E agora? Estão reescrevendo o roteiro do consumo em escala global. Segundo o Morgan Stanley, o uso de GLP-1 (como Ozempic e Monjauro) já reduz de 20% a 30% a ingestão calórica diária. Mas o que isso significa em dinheiro?

Queda de 3% no consumo de refrigerantes, snacks e produtos de padaria. Restaurantes fast-food projetam retração de 1% a 2% nas vendas. Consumidores em uso de Mounjaro reduziram 2,5% do consumo de fast-food. O Ozempic já derrubou 1,5%. (Com base no artigo de Patrícia Raposo, colunista da Movimento Econômico, esse efeito tem desacelerado o consumo de cerveja, alavancado também com uma inflação persistente e perda de renda disponível. No Brasil, o aperto orçamentário das famílias se soma ao crescimento das apostas esportivas, que tem absorvido parte de gastos com lazer.)

Se antes o problema era comer demais, agora o mercado lida com o oposto: gente que simplesmente não sente mais fome. O impacto já aparece no valuation de gigantes como o 🍔 McDonald’s, a 🍫 Hershey’s e a 🥤 PepsiCo.

As ações dessas empresas vêm sofrendo oscilações, pressionadas por mudanças comportamentais e por uma nova cultura que valoriza performance acima de prazer imediato. E no Brasil? A demanda por medicamentos com GLP-1 explodiu: As vendas de Ozempic cresceram mais de 100% em 2023, segundo dados da IQVIA. O Brasil já é o 2º maior mercado global para medicamentos à base de semaglutida, atrás apenas dos EUA. Segundo a Anfarmag, a busca por GLP-1 manipulado também cresceu mais de 400% em farmácias de manipulação em 2023. Varejistas de ultraprocessados reportam queda de sell-out em SKUs indulgentes em bairros de maior renda.

O setor de alimentos viu um aumento de 13% nas buscas por “proteína” e “funcional”, no Brasil só no último semestre (dados Google Trends). E marcas como Habib’s, Subway e Bob’s já anunciaram reformulações nos cardápios com foco em produtos proteicos, low carb e saudáveis.

Enquanto isso, as academias viram o novo “pub”. Usuários de Mounjaro dobraram a frequência de treino e redes fitness crescem mais de 50% em novos alunos. Estamos diante de um culto à performance, com dopamina limpa e whey no copo. Nas manhãs, o “coffee party” substitui a balada. Smoothies, brunches e cafés agora ditam o networking: mais serotonina, menos ressaca.  O Álcool também entrou na roda. Só 62% da Geração Z abaixo dos 35 anos ainda bebem. 38% trocaram festas por meditação. E a queda no consumo é brutal: Boomers: US$ 25B; Gen X: US$ 23.1B; Millennials: US$ 23.4B; Gen Z: US$ 3.1B (Fonte: Statista).

No pano de fundo, o mercado de wellness já vale US$ 6,3 trilhões. Mas o ativo mais valioso de todos agora é outro: atenção focada, corpo afiado e cérebro calmo. Afinal de contas, quem perde? As marcas que vendiam impulso, prazer e gula. E quem ganha? As que entregam longevidade, clareza mental e autonomia.

Se até McDonald’s, Hershey’s e Pepsi estão sentindo o baque, imagine o que vem por aí. O consumo está mudando rápido. A pergunta é: sua marca vai acompanhar ou vai emagrecer junto?

Fonte: https://www.linkedin.com/posts/robertaterra_ozempic-calou-o-est%C3%B4mago-e-ligou-o-alerta-activity-7334218053930369026-7tRy?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAAQjwpcB3jgdanI4FOWx82vkvvNXe1t7txI 

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Cervejaria Koala San Brew

Koala San Brew e sua história em um gole




Se essa cervejaria tivesse sido criada no Século XIX, teria dado continuidade a uma saga cervejeira no Estado de Minas Gerais. A Koala Sun Brew, criada por Gustavo Simoni, possui raízes em sua família. Seu bizavô, Paulo Simoni, foi um megaempresário, dono de várias atividades industriais, dentro de um complexo fabril localizado bem no centro de Belo Horizonte, na região da antiga Estação Ferroviária. Entre os diversos ofícios, que passavam por fabricação de canetas e bombons, havia também a fabricação de aguardentes e as tradicionais cervejas clara e escura da "Cervejaria Gambrinus". 




O século virou, as empresas do Grupo Simoni se reinventaram (descendentes pivotaram para o ramo da construção civil) e a antiga fábrica de cevejas foi desativada. Graças aos esforços de Gustavo, a Koala San passou a levar o legado da família ao mercado mineiro de cervejas, com a criação de bebidas especiais, com forte conceito de marca, produzidas com histórias e experiências locais e até internacionais trazidas por Gustavo.

A fábrica é pequena, mas aconchegante e bem legal que vale a pena conhecer. (Há tour cervejeiro.) Gustavo ainda possui um pequeno projeto social, que ajuda skatistas mirins, de baixa renda, a se tornarem craques no esporte, oferecendo equipamentos e cursos. 

Para finalizar a Koala San, possui a KSB Academy, um local para conectar pessoas do setor, cervejeiros, colaborações conjuntas, seja com parceiros iniciantes ou ainda experientes.

Saiba mais no vídeo abaixo:



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Ave César Londinium

Café do alto do Caparaó é usado em cerveja artesanal

por: Lídia Salazar - Especial para Força do Campo

O café, que só perde o posto de bebida mais consumida no mundo para a água – de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) –, é degustado por um bilhão de pessoas diariamente. Indispensável ao paladar de muitos, o produto, que reina absoluto em Minas Gerais, em breve poderá também ter o aroma e sabor sentido na cerveja.

Cada vez mais o que é produzido no campo passa a fazer parte da produção das cervejas artesanais no Brasil, ganhando até mesmo premiações internacionais. Há muitas microcervejarias que se encontram no interior do país utilizando malte de cevada nacional, trigo e insumos regionais para elaboração de cervejas diferentes e curiosas. Há cervejas com gengibre, pequi, jabuticaba e até com mandioca. No embalo da criatividade na produção das cervejas artesanais - setor que representa 1% do mercado cervejeiro nacional, de acordo com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) –, a novidade com café deverá ser lançada no mercado mineiro já em outubro.

Uma cerveja escura, muito bem elaborada e de fino gosto. Assim é a ‘Ave César Londinium’, a nova aposta de Henrique César de Oliveira, proprietário da marca de cerveja ‘Ave César’, que se uniu a Normando Siqueira, criador da ‘Uaimií Cervejaria de Fazenda’ e ao mestre cervejeiro Evandro Zanini, para acrescentar os grãos na formulação da famosa estilo stout.

Para o sucesso do produto, os grãos tinham de ser especiais. A bebida está sendo feita com o catuaí, uma variedade do café arábica que, segundo os produtores da cerveja, tem ótimo potencial para uma bebida de excelência. Mas o principal diferencial é a origem dos grãos, produzidos na região das Matas de Minas, no Alto Caparaó, onde está localizado o Parque Nacional do Caparaó, que, oferecendo solo e microclima ideais, garante terroir adequado.

O café é plantado numa área de 1.200 metros de altitude, na Fazenda Ninho da Águia, a grande vencedora do Coffee of the Year 2014. “Recebemos uma amostra da variedade catuaí, extraído de colheita tardia e executado em processo natural. É um produto gourmet, bastante primoroso, que se diferencia dos demais existentes no mercado”, afirma o especialista em cervejas, Henrique Oliveira.

Segundo ele, a combinação é perfeita. “Há um aumento nítido no sabor apresentando um incremento nas notas de torra, cappuccino e toffe. A bebida fica encorpada, preenchendo bem a boca. A espuma, densa e cremosa, apresenta a coloração bege intenso. A cor negra do líquido retrata o estilo e está de acordo com a escola inglesa de cervejas. É simplesmente imperdível. Vale cada gole”, garante o beer sommelier.

Henrique Oliveira explica que a cerveja com café se harmoniza tanto com uma carne vermelha gordurosa - harmonização por semelhança - como com um mousse de chocolate - harmonização por contraste. A fórmula é produzida na fábrica Uaimií, localizada na zona rural do município de Itabirito, Minas Gerais. O mestre cervejeiro Evandro Zanini destaca que a porcentagem de café chega a 6% em relação aos grãos de malte da receita. “O café é cuidadosamente escolhido e o tamanho do grão influencia drasticamente. Dessa forma, os grãos arábica são os mais bem-vindos”, ressalta.


Processo artesanal baseado na seleção manual dos grãos

Para que a produção da cerveja artesanal com café garantisse um produto primoroso, um minucioso estudo foi feito até a definição de onde viriam os grãos para a nova aposta de Henrique Oliveira. O café do produtor Clayton Barrossa Monteiro, proprietário da Fazenda Ninho da Águia, privilegia um sistema de torra artesanal ecologicamente correto, com os melhores grãos. O diferencial é o trato artesanal também na colheita, com os grãos selecionados à mão e secagem natural, em terreiro suspenso, além de livres de agrotóxicos. Com condições ideais do clima e do solo a uma elevada altitude de - 1.100 a 1.400 - metros, os grãos garantem um café sempre fresco, com aroma intenso e sabor diferenciado.

“Devido à altitude não temos uma alta produtividade, mas temos excelência em qualidade”, garante Clayton Monteiro. A produção média da fazenda é 15 sacas por hectare, num total de 25 hectares de área plantada, o que corresponde a 1% da produção do segundo lugar na premiação do Coffee of the Year.

“Hoje, os nossos cafés são comercializados nas melhores cafeterias do Brasil e do mundo”. A conquista do Coffee of the Year 2014 possibilitou a Clayton Monteiro colocar seu café nas prateleiras da Five Elephant, em Berlim (Alemanha), e na Le Coutume, em Paris (França), consideradas entre as melhores cafeterias do planeta. A produção dos grãos catuaí vermelho e amarelo também já foi exportada para a Austrália. “Nós temos também as variedades bourbon amarelo, topázio e mundo novo”.

Quem vê a habilidade de Clayton Monteiro com a lavoura não imagina que ele começou a atividade aos 22 anos, vindo de São Paulo para Minas Gerais com um hobbie impossível de ser praticado por aqui: o surf. Com muito trabalho e energias novas, ele decidiu mudar a fama da região, que era de produzir cafés ruins.

Na época em que chegou à região, não se falava em cafés especiais, mas Clayton Monteiro começou a fazer o cultivo de forma diferente. Sua primeira novidade foi separar os melhores lotes da lavoura para consumir em casa. Para ele, era assim que conseguiria saber se o que estava vendendo era bom ou se precisava melhorar. Aprimorando a produção a cada no, passou colecionar prêmios.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Starbucks Beer


A Starbucks está vendendo vinho e cerveja nos EUA, mas quer manter a cultura do café

06.02.2012 - 12:57 Por Ana Rute Silva, de Portugal.

É um passo arrojado e algo surpreendente. Não se vai à Starbucks beber um copo de vinho e comer queijo, ou bebericar uma cerveja depois de um longo dia de trabalho. Mas Howard Schultz, que regressou em 2008 à liderança da empresa depois de oito anos de ausência, está a dar nova vida à emblemática multinacional norte-americana. Até ao final do ano, 25 cafetarias selecionadas nos Estados Unidos vão oferecer vinho, cerveja e "comida premium", como pratos de queijo e fruta ou focaccia (pão italiano). A intenção é clara: chamar mais e novos clientes à maior rede de cafetarias do mundo durante os períodos menos movimentados, sobretudo à noite.

Mas ao mesmo tempo que abre espaço a um novo tipo de consumidor - não tão focado na experiência do café -, a medida responde aos pedidos dos clientes fiéis que queriam "mais opções para relaxar nas lojas à noite", adiantou ao público fonte oficial da Starbucks. "Esperamos criar um novo pretexto para os clientes visitarem as lojas à noite, num ambiente confortável e convidativo", acrescentou.
A Starbucks juntou-se ao grupo indiano Tata. Mais um leque no mercado de bebidas da Starbucks.

Real Time Web Analytics