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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Drinques Incríveis na Air France

 

Alta Coquetelaria nas Nuvens: Air France Lança Nova Carta de Drinques Assinada por Matthias Giroud

A disputa pela preferência dos passageiros de alto padrão e entusiastas do turismo de luxo ganhou um novo capítulo nos céus. Para transformar o tempo de voo em uma verdadeira extensão da sofisticada gastronomia parisiense, a Air France anunciou uma renovação completa em seu serviço de bebidas de longa distância. A novidade traz cinco coquetéis inéditos desenvolvidos em parceria com o chef mixologista Matthias Giroud, conhecido no cenário internacional como "O Alquimista" por sua capacidade de transformar aromas e ingredientes em experiências sensoriais memoráveis.

A parceria expande a presença da alta mixologia na companhia, democratizando o acesso a receitas complexas tanto nas classes econômicas quanto nas cabines premium. Todas as bebidas priorizam insumoslocais tradicionais da França, reforçando a identidade cultural do país a mais de 10 mil metros de altitude.

Cabine de Viagem

Nome do Coquetel

Perfil de Sabor e Ingredientes Principais

La Première (Primeira Classe)

Belle Époque
Parfum de France
L'Éveil (Sem Álcool)

• Releitura cítrica do Negroni com hidrolato de laranja.
• Base de vinhos (Chardonnay e Muscat) com licor de framboesa e verbena.
• Cranberry infusionado com hortelã, limão, ervas e gengibre.

Business (Classe Executiva)

Quintessence

• Releitura do clássico Boulevardier dos anos 1920, misturando conhaque francês, vermute tinto, licor amargo dos Alpes e um toque de figo.

Premium & Economy

L'Instant Cassis

• Interpretação contemporânea do tradicional Kir Cassis, combinando vinho branco Chardonnay, licor de cassis da Borgonha e notas sutis de flor de sabugueiro.

Sofisticação em Cada Detalhe


Nas cabines Economy e Premium, o coquetel L'Instant Cassis passa a ser servido diretamente no carrinho de refeições principal como um sofisticado aperitivo. A única exceção se aplica às rotas com destino ou origem no Caribe e Oceano Índico, locais onde o tradicional punch da companhia permanece mantido no cardápio. Já na Business, o drinque Quintessence foi desenhado para ser versátil, atuando perfeitamente como um aperitivo com gelo ou como um digestivo encorpado para finalizar a refeição.

Para os seletos passageiros da La Première, a experiência atinge o ápice: as três opções da alta coquetelaria são apresentadas aos viajantes dentro de uma caixa de madeira personalizada e desenvolvida sob medida, elevando o ritual do servir.

Com esse movimento estratégico, a Air France consolida a tendência global de que a hospitalidade premium de uma companhia aérea deve ir muito além do conforto das poltronas. Ao levar a assinatura de um dos maiores nomes da mixologia francesa para todas as suas classes de viagem, voar se torna, acima de tudo, um convite para saborear a icônica "arte de viver" da França antes mesmo do pouso em Paris.

foto: Air France Divulgação.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Taxa de Rolha e Couvert

 


Taxa de Rolha e Couvert: Onde o Serviço Encontra a Estrutura

Por Redação Ave Cesar Co.

No universo da gastronomia, poucos temas dividem tanto as opiniões entre clientes e restaurateurs quanto a famosa taxa de rolha. O que para alguns parece uma cobrança excessiva, para o mercado é a garantia da sustentabilidade do serviço. Recentemente, o assunto ganhou as manchetes nacionais após um episódio explosivo envolvendo o músico Ed Motta em um restaurante carioca, trazendo à tona a discussão sobre etiqueta, legalidade e os custos "invisíveis" de uma mesa posta.

O Caso Ed Motta: Quando a Cortesia Vira Conflito

O debate reacendeu em maio de 2026, quando o cantor Ed Motta se envolveu em uma confusão no restaurante Grado, no Rio de Janeiro. O músico, conhecido por seu paladar refinado e vasta coleção de vinhos nobres, revoltou-se ao ser cobrado pela taxa de rolha (R$ 100), algo que ele alegava ser isento em visitas anteriores. A reação exaltada — que envolveu desde insultos até o arremesso de objetos — terminou em delegacia, mas deixou um alerta importante para os apreciadores de vinho: a isenção da taxa é sempre uma liberalidade do estabelecimento, e nunca um direito adquirido do cliente.

A Filosofia do "Coperto": A Visão de Gero Fasano

Para compreender a lógica por trás dessas taxas, é preciso olhar para a tradição europeia, defendida por ícones da hospitalidade brasileira como Gero Fasano. Ele é um dos grandes defensores do conceito de "Coperto" (ou cover), um termo italiano que vai muito além de um simples couvert. O Coperto justifica que o cliente não está pagando apenas pelo que come ou bebe, mas pelo "lugar àmesa". Essa taxa engloba custos operacionais que muitas vezes ignoramos ao abrir uma garrafa trazida de casa:

A Cristalleria: O uso de taças específicas e adequadas para cada tipo de vinho.

Manutenção: A lavagem e engomagem de toalhas e guardanapos de pano.

Logística: O gelo, o decanter e o serviço técnico do sommelier.

Desgaste: O uso de talheres, pratos, velas e o próprio aluguel do espaço físico ocupado.

O Equilíbrio entre a Experiência e o Negócio


A taxa de rolha existe para compensar o lucro que o restaurante deixa de ter ao não vender uma garrafa de sua própria carta, mantendo o equilíbrio financeiro da operação. De acordo com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a prática é legítima, desde que o valor seja informado previamente ao consumidor.

Para o cliente, levar uma garrafa especial de sua adega pessoal pode tornar o jantar memorável. Para o restaurante, cobrar pelo serviço prestado em torno dessa garrafa é o que garante a continuidade da excelência. No fim das contas, a boa gastronomia é sobre o respeito mútuo: o estabelecimento entrega a infraestrutura perfeita, e o cliente reconhece o valor desse cenário que muitas das vezes é de luxo ou elevado padrão.

Você acredita que a transparência no cardápio é o segredo para evitar conflitos, ou o restaurante deveria sempre oferecer uma rolha livre na primeira garrafa?

Foto: Fasano

Fonte: Do autor/IA.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Vinícola Garibaldi

 


Cooperativa Vinícola Garibaldi comemora 95 anos

Trajetória iniciada por 73 cooperados atravessa quase um século, consolida

a força do cooperativismo e projeta a marca para o futuro

 A Cooperativa Vinícola Garibaldi protagoniza uma celebração emblemática no dia 22 de janeiro: os 95 anos de sua trajetória, iniciada em 1931 com 73 produtores determinados a transformar não só uvas em vinhos, mas um sonho em realidade. “Chegar aos 95 anos é mais do que celebrar o tempo: é reconhecer a coragem dos que começaram essa história, a resiliência de quem atravessou os momentos mais difíceis e a união de cooperados e colaboradores que, todos os dias, seguem construindo uma Garibaldi forte, inovadora e comprometida com seu propósito de cultivar a vida em harmonia”, opina o presidente da Cooperativa, Oscar Ló.

Surgida em um cenário desafiador, marcado por dificuldades econômicas e logísticas, a Cooperativa edificou seu caminho ao longo de quase um século a partir da combinação entre solidariedade e visão de futuro no mercado de vinhos. A longa travessia passou por momentos de grande expansão, assim como por fases em que a confiança foi testada, mas o saldo dessa jornada, que segue diariamente sendo construída, mostrou que a soma das forças faz frente às mais adversas condições.

Os resultados mais recentes refletem esse vigor. Em 2025, as vendas de espumantes cresceram 10% em relação ao ano anterior, consolidando a importância dessa categoria dentro do portfólio da cooperativa, responsável por 46% do faturamento total da marca. A produção também se renova: em 2025, a Garibaldi lançou três espumantes – o Garibaldi Floratta e os Moscatéis Vero Branco e Rosé – ampliando ainda mais suas propostas ao público consumidor. “Seguimos na expectativa de crescer 10% em 2026”, projeta Ló.

Foto: Wine Locals.

Fonte: Cooperativa Vinícola Garibaldi comemora 95 anos – Engarrafador Moderno

Saiba mais em: Conheça a Vinícola Garibaldi | Vinícola Garibaldi


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Mercado de Vinhos

 


Mercado de vinhos cresce no Brasil e perspectivas para 2026 são boas

O mercado de vinhos no Brasil em 2025 apresentou um crescimento contínuo, destacando-se globalmente como um dos poucos países com aumento no consumo e na produção. As perspectivas para 2026 indicam uma consolidação das tendências atuais, com foco em categorias específicas.

Mercado de Vinhos no Brasil em 2025

O mercado brasileiro de vinhos tem mostrado resiliência e crescimento consistente, contrariando a tendência de queda em alguns mercados globais. No primeiro trimestre de 2025, o mercado movimentou cerca de R$ 3,9 bilhões, um aumento de 7% no volume de vendas, demonstrando crescimento no consumo. O uso de embalagens de diferentes tamanhos, e kits promocionais ajudaram na performance de vendas.

A produção nacional teve um crescimento notável de 38% em 2025, o que reforça a posição do Brasil no cenário vinícola mundial. Foi um ponto fora da curva. O salto na safra 2025 está diretamente ligado às condições climáticas mais favoráveis nas principais regiões produtoras, sobretudo na Serra Gaúcha e na Campanha Gaúcha. A combinação de inverno úmido, com boa reposição hídrica, e primavera/verão mais secos e estáveis garantiu melhor desenvolvimento das videiras e aumento de produtividade nas vinícolas brasileiras.

Atualmente Os holofotes estiveram voltados para as categorias dos Espumantes, que continua a crescer, com o Brasil ocupando a nona posição mundial em produção. Os Vinhos Brancos: Atingiram 26% do volume de vinhos finos, refletindo um consumo mais casual (e em alguns momentos consumidos com gelo.) Já os rótulos Premium e Vinhos Sem Álcool, também foram áreas de crescimento e interesse. (Surpreendentemente, os vinhos 0,0% seguindo as tendências da redução do consumo de álcool e os riscos associados à direção de veículos.)

Apesar do crescimento nas vendas, os produtores enfrentaram aumentos nos custos de insumos importados (como garrafas e leveduras), resultando em reajustes de preços de até 10% para o consumidor.

Perspectivas para 2026

As previsões para 2026 são de expansão contínua e amadurecimento do mercado. Consolidando tendências, espera-se que as categorias de espumantes, brancos e vinhos premium mantenham seu crescimento. O mercado interno deve continuar em expansão, com estimativas de crescimento de 10% a 15% no consumo de vinhos brasileiros, incluindo os diversos canais digitais como vendas on-line e clube de assinaturas, assim como os canais físicos que tem sido incrementado por programas de turismo às regiões produtoras, visitas guiadas com direito a degustações dirigidas em vinícolas e a breve expansão de produtores de vinhos finos fora do eixo Sul, como São Paulo e Minas Gerais.

Contudo há muito a fazer para manter o cenário positivo. O setor vinícola brasileiro está focado em garantir a segurança e a confiança do consumidor, além de promover a qualidade dos rótulos nacionais no mercado internacional, assim como o setor de cachaças de alambique.

Onde fazer um Wine Tour em Minas Gerais e São Paulo, em novas vinícolas:








Fonte: Brasil cresce 38% na produção de vinho em 2025 e se destaca em cenário global - PASSANDO A LIMPO

 

sábado, 19 de julho de 2025

Mercado de Bebidas 2025

O Futuro das Bebidas pós 2025, segundo os CEOs do Setor

por Alexander Puutio, da Forbes Agro

Crescimento, reposicionamento e disputas por espaço indicam uma reconfiguração profunda do mercado global

Você pode levar um homem até a água, mas não pode obrigá-lo a bebê-la, a menos que ela tenha a marca certa, os nutrientes ativos adequados, nootrópicos e, claro, que seja sem glúten, ao que tudo indica.

A indústria de bebidas passou por uma verdadeira revolução na última década, deixando de ser um espaço dominado por gigantes tradicionais como Coca-Cola e Pepsi para se tornar um setor onde novos entrantes estão redesenhando o que os consumidores esperam em termos de sabor e refrescância.

Antes, bastava adicionar essência industrial de cereja a uma bebida ou criar uma versão de pepino gelado para o público japonês para isso ser considerado inovação. Com o passar dos anos, no entanto, cada novo SKU parecia menos uma inovação transformadora de categoria e mais uma obrigação ou artifício de marketing para manter a atenção dos consumidores presa na única esteira disponível no mercado. Hoje, o cenário não poderia ser mais diferente.

Marcas como Liquid Death, Olipop e Poppi trouxeram cor às prateleiras e provaram que os consumidores estão dispostos a experimentar algo diferente das variações tradicionais do refrigerante, criando marcas bilionárias nesse processo. O resultado é um corredor de bebidas quase irreconhecível em comparação com uma década atrás.

Marcas consolidadas agora disputam espaço nas gôndolas com bebidas funcionais, alternativas ao álcool e formulações voltadas ao bem-estar — categorias que não existiam há poucos anos e outras para as quais sequer temos um nome atualmente.

Por que as bebidas não alcoólicas estão dominando as tendências de 2025

Durante anos, o segmento não alcoólico foi visto como secundário — quando não como um incômodo completo — para os bartenders ao redor do mundo.

 Se você não bebia álcool, suas opções no bar se limitavam a água, refrigerante ou algo ainda mais sem graça — uma versão inferior do “produto real”, aquele que tinha coragem de vir com um sinal de porcentagem no rótulo.

 Isso mudou. E mudou muito. Sejam cervejas artesanais sem álcool ou águas gaseificadas com lúpulo, a categoria não apenas chegou como também prospera de forma que muitos não teriam previsto há uma década — época em que ainda debatíamos se as cervejas light iriam ou não vingar.

Jordan Bass, CEO e cofundador da HOPWTR, acompanhou essa evolução de perto e teve papel ativo no crescimento da categoria até o patamar atual. Sua empresa vende água com gás infusionada com lúpulo que reproduz a refrescância da cerveja, mas sem o álcool. “80% dos consumidores querem funcionalidade em suas bebidas do dia a dia, e um número crescente quer o sabor sem se sentir pesado”, explica Bass.

Ele certamente não está errado sobre a direção do mercado. Segundo a Grand View Research, o setor deve crescer a uma taxa composta de 7,4% ao ano até 2030 — perto dos 9,3% projetados para as bebidas alcoólicas.

Tendências das gerações A e Z, como o movimento “sober curious” (curioso pela sobriedade), estão transformando o antigo “Janeiro seco” dos mais velhos em um estilo de vida — com alguns defendendo que estamos próximos de um ponto de virada que levará as bebidas alcoólicas ao mesmo destino do tabaco.

A visão de Bass pode ser influenciada por sua experiência direta, mas o fato de a empresa ter crescido com taxas de três dígitos nos últimos anos indica algo mais profundo. “Isso não é uma moda passageira. As pessoas querem variedade, e querem bebidas que façam algo por elas”, afirma Bass. A ascensão das bebidas não alcoólicas se deve a diversos fatores que ocorrem simultaneamente.

Embora os consumidores mais jovens estejam bebendo menos álcool, ainda valorizam as experiências sociais que as bebidas tradicionais proporcionam. O ritual de segurar um copo, os sabores complexos e a sensação de ocasião continuam essenciais — mesmo sem o álcool. A marca Liquid Death soube capitalizar isso com maestria em seu branding e posicionamento.

Ao mesmo tempo, tendências de bem-estar continuam impulsionando os consumidores em direção a produtos com benefícios funcionais, como adaptógenos, eletrólitos, botânicos e nootrópicos voltados à cognição, saúde intestinal e outros objetivos.

A demanda não é apenas por substitutos aos refrigerantes tradicionais, mas por algo completamente diferente — algo melhor. Os consumidores estão buscando bebidas que promovam foco, relaxamento e bem-estar geral, sem abrir mão do clima e da sofisticação típicos das bebidas alcoólicas.

 “Não estamos vendo as pessoas apenas trocarem cerveja ou coquetéis por alternativas genéricas”, diz Bass. “Elas estão buscando bebidas que se encaixem no seu estilo de vida — seja para relaxar depois de um longo dia, melhorar a hidratação ou oferecer energia sem o efeito rebote.”

Essa mudança criou uma nova categoria de bebidas não alcoólicas, que inclui desde águas gaseificadas com lúpulo até destilados artesanais sem álcool. Também estão surgindo lojas especializadas em bebidas não alcoólicas, como a Minus Moonshine no bairro de Williamsburg, em Nova York.

A força com que essas tendências se impuseram obrigou as marcas tradicionais de bebidas alcoólicas a reverem suas estratégias — muitas já lançam versões sem álcool de cervejas, vinhos e coquetéis para acompanhar as novas preferências. O desafio, nesse cenário, é se destacar em um mercado cada vez mais saturado para as marcas consolidadas e para as que estão começando agora.

“O mercado de bebidas é extremamente competitivo”, diz Bass. “Você não compra espaço na prateleira, você conquista. Todos os dias, é preciso provar que você merece estar ali”, destacando a importância de performance e posicionamento. Bass acredita que o segmento não alcoólico pode representar entre 10% e 20% do mercado total de cerveja num futuro próximo. Seja nos próximos cinco anos ou um pouco mais adiante, a tendência é clara: o movimento da moderação está longe de desacelerar. E com isso vem uma mudança fundamental na forma como as pessoas se relacionam com as bebidas.

O futuro do vinho: inovação, vendas diretas e novos desafios

O crescimento rápido das bebidas não alcoólicas não significa que as categorias tradicionais de álcool estejam desaparecendo. O vinho, em particular, continua sendo uma força cultural e econômica, mas enfrenta desafios específicos — que vão de tarifas à queda na demanda.

Especialistas estimam que o mercado de vinhos teve queda de até 5% em volume em 2024, após um recuo de 3% em 2023. Há expectativa de estabilização, mas a pressão para que o setor se adapte e inove nunca foi tão intensa.

Roger Nabedian, ex-vice-presidente executivo e gerente-geral da E&J Gallo Winery, dedicou décadas à inovação no setor. Atualmente no conselho da DRINKS — fornecedora de soluções de e-commerce para produtores e varejistas de bebidas alcoólicas —, ele vê a indústria evoluindo conforme os comportamentos do consumidor mudam.

“Muita gente diz que é disruptiva, mas poucos realmente são”, afirma Nabedian. Um dos fatores que mais estão transformando o setor vinícola é a distribuição. Modelos de venda direta ao consumidor (DTC) estão ganhando força, especialmente com a perda de relevância dos canais de varejo tradicionais.

O modelo de distribuição em três camadas nos EUA — separando produtores, distribuidores e varejistas — é tradicional, mas apresenta obstáculos, sobretudo para pequenas vinícolas que querem ampliar o alcance. As regulamentações estaduais impõem barreiras, tornando o processo caro e burocrático.

Mesmo que haja demanda, nem sempre é claro como fazer o produto chegar ao cliente. “Se você não tem uma estratégia omnichannel, vai ser atropelado por quem tem”, afirma Zac Brandenberg, CEO da DRINKS.

Inovações tecnológicas também estão modernizando a viticultura. O uso de inteligência artificial (IA), por exemplo, tem possibilitado técnicas de agricultura de precisão que aumentam a eficiência e a sustentabilidade. Tratores autônomos com IA mapeiam vinhedos, processam dados e ajudam na tomada de decisões — reduzindo o consumo de combustível e o impacto ambiental. A tecnologia também está mudando a forma como o vinho é comercializado.

Empresas como a DRINKS usam IA para otimizar o modelo DTC, conectando consumidores a rótulos compatíveis com seus perfis e garantindo conformidade com regulamentações estaduais.

“A IA está ajudando as vinícolas a se tornarem mais inteligentes na forma de se comunicar com seus clientes”, diz Nabedian. “Estamos vendo mais personalização, preços dinâmicos e soluções automatizadas de compliance que eliminam as incertezas de vender em múltiplos estados.” Outro desafio importante é conquistar os consumidores mais jovens, que são menos fiéis às marcas que as gerações anteriores. É aí que os dados fazem a diferença.

“Dados estão revolucionando como conectamos pessoas aos vinhos que vão gostar. Dados são o novo sommelier”, diz Brandenberg. “Se você não os usa para entender seu cliente — o que ele quer, como compra, quais faixas de preço prefere — já está atrasado.”

E há ainda pressões externas. Novas tarifas sobre vinhos europeus, implementadas durante o governo Trump, trouxeram incertezas para importadores. Além disso, a ascensão da cannabis e de medicamentos para perda de peso com GLP-1 estão alterando os hábitos de consumo, com parte do público reduzindo a ingestão de álcool. 

Apesar (ou por causa) desses desafios, a inovação no setor do vinho está viva. Mais vinícolas estão testando viticultura sustentável, blends com menor teor alcoólico e formatos alternativos de embalagem, buscando atrair o consumidor moderno. O setor não está desaparecendo, ele está evoluindo em tempo real.

A ascensão das bebidas funcionais e da busca por saúde em 2025

Se há uma tendência que marcou a indústria de bebidas na última década, foi a de consumidores preocupados com saúde exigindo produtos melhores, às vezes, totalmente diferentes. Isso é especialmente visível no mercado de nootrópicos e bebidas funcionais, onde empresas como a Brez estão liderando uma nova onda de bebidas que estimulam a cognição.

Aaron Nosbisch, CEO da BRĒZ, observou uma mudança significativa nas preferências dos consumidores em direção a alternativas alcoólicas mais saudáveis — que entregam efeitos reais sem as consequências negativas do álcool tradicional. Ele enfatiza que uma marca genuína precisa destacar os benefícios concretos para a vida do consumidor. No caso da BRĒZ, isso significa mostrar que é possível “sentir-se incrível hoje sem se sentir mal amanhã”.

Nosbisch também destaca a importância do posicionamento positivo da marca. Segundo ele, não basta ser “anti” alguma coisa — como apenas ser “sem álcool”. É preciso comunicar o que o produto oferece de valor, focando no que ele é, e não no que não é. E o que ele é, segundo Nosbisch, é simples: bebidas funcionais que ampliam experiências sociais sem os efeitos colaterais do álcool.

A acessibilidade também é um fator-chave nessa transformação. Antes restritas a lojas de produtos naturais, essas bebidas agora aparecem em supermercados e até postos de gasolina. Com a expansão da distribuição, a categoria está pronta para crescer ainda mais, oferecendo acesso fácil a essas inovações.

À medida que o setor avança, uma coisa fica clara: as alternativas alcoólicas “melhores para você” estão se tornando o novo padrão. Se 2025 vai ser definido por algo no mundo das bebidas, será pela escolha. A escolha do consumidor e as opções que estarão disponíveis para ele. As escolhas dos produtores em se adaptar a um mercado que não espera por ninguém — e só tem empatia por quem entende o que o consumidor quer.

O velho duopólio dos refrigerantes não está mais no comando. E todos os segmentos da indústria estão evoluindo a passos largos, do não alcoólico ao funcional, passando pelos tradicionais.

Saiba mais em: https://forbes.com.br/escolhas-do-editor/2025/07/o-futuro-das-bebidas-pos-2025-segundo-os-ceos-do-setor/ 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

SPACE


SPACE

A última casa noturna da Savassi, da década de 90
por Henrique Oliveira*

Por volta dos meus 16 anos frequentava a boate SPACE, que ficava na rua Pernambuco (acho que era número 1317), na praça da Savassi. O seu proprietário era Gustavo Martini, com quem tive o prazer de dividir por um tempo a mesma sala do curso de Ciências Contábeis na PUC/MG. Seu pai, o velho Martini, era o proprietário da Casa do Whisky, famosa loja de bebidas que ficava na Avenida do Contorno esquina com Nossa Senhora do Carmo. Suas garrafas possuiu um selo, sinônimo de autenticidade. Anos mais tarde, aquele ponto se transformou parte do que é o Shopping Pátio Savassi.

Gustavo, salvo engano, já havia empreendido em outras casas noturnas (acredito que foi a Tom Marron e a New Balance). A Space foi uma casa diferente, pois ele a projetou de forma especial para atender as demandas do DJ Alberto Jacomini, que era, além do DJ da casa, um amigo pessoal de Gustavo que de vez em quando jogavam um futebol juntos (diga-se de passagem diziam que Alberto era muito bom de bola).

A casa tinha entrada simples, com uma porta dupla de metal rolante, imagino na cor branco gelo. Logo na parte interna havia uma bilheteria. Quem fosse com a camisa da Space na Matinê (era uma camisa branca de manga curta e de gola alta, escrito “SPACE” em rosa fluorescente e contorno em azul com um cometa, logo abaixo do escrito) pagava meia entrada ou ganhava entrada “free” até as 16:00 horas. Os ingressos eram rasgados ao meio, uma parte fica na entrada com o recepcionista e a outra parte consigo (motivo ao qual tenho alguns ingressos utilizados, apenas com uma metade.)

Ao entrar na boate, havia um sobre salto antes da pista de dança com banquinhos e mesas baixas.  A pista era quadriculada como um tabuleiro de xadrez em preto e branco. Os sofás da pista eram confortáveis mas ocos por dentro, pois ali ficavam os sub woofers de 16 polegadas que explodiam os graves sem danificar a qualidade do som. (A casa tinha boa acústica).

A cabine, na cor verde, foi desenhada exclusivamente para o DJ Alberto. Ali tocava as melhores músicas dos anos 90, no mais puro vinil (nada de “Final Scratch” ou “CDJ’s”)! A primeira vinheta de abertura da casa foi bem triunfal https://www.youtube.com/watch?v=8Myi7t7wXLE, e a segunda vinheta foi elaborada com um megamix dos dj’s espanhóis "MAX MIX". Ambas foram produzidas pelo Emílio Surita (apresentador do Programa Pânico) que na época possuía uma empresa de jingles para rádios e casas noturnas. Ambas aberturas eram simplesmente fantásticas e contagiantes.

A estrutura da cabine era baixa e quem quisesse apreciar as duas Technics MK2 para discos de vinil e o mix Numark com leds verde e vemelho em arco, era só ficar ao lado dessa, pois havia apenas uma pequena faixa em vidro Blindex que separava os equipamentos do público dançante. A cabine também tinha um toca fita de rolo, que imagino ter sido da marca Teac.

Havia no centro uma meia bola fixa escura, com vários furos que se movia num movimento "sobe-desce", por um elevador pantográfico, cuja luz branca interna era refletida por espelhos. Havia também quatro caixas quadradas com pin bins rosas com pontas em formato de pirâmide viradas de cabeça para baixo. Havia inúmeros estrobinhos que davam a sensação de estrelas piscando de forma aleatória, num céu bem escuro.  Havia também diversos quadrados no teto, desenhados por tubos de luz neon, que
piscavam de forma alternada conforme a cor e o batido da música. Duas bolas malucas, em par 36 ficavam em posições opostas. Outras iluminações como castanholas e bailarinas também compunham aquele cenário, num ambiente munido de fumaça de glicerina com aroma de chicletes sabor tutti-frutti.

Um telão em cima da cabine passava vídeo clips. Por meio de um computador, DJ Alberto executava sorteios através de um sistema aleatório de premiação (veja os números no canto inferior de cada ingresso, motivo ao qual o convite era rasgado ao meio.) Eram sorteados cortesias e, sobretudo, camisetas da casa, brancas de gola alta e com um cometa em neon rosa, com o dizer "Space". Havia um mezanino com camarote, mas esse era pequeno.

DJ Alberto se tornou famoso em BH. Ele era um profissional muito sério e compenetrado em seu trabalho. Normalmente, ele mixava segurando um dos lados do fone de ouvido e virava as músicas de forma muito criativa. O seu repertório era contagiante. Essas qualidades fazia com que multidões o seguissem por onde tocava. Teve um tempo que a rádio Extra FM 103,9 da Rede Itatiaia, produzia o programa dele chamado “Meio Dia & Dance”, de 12:00hs às 13:00hs, que batia a concorrência naquele horário. (Os mais velhos de pista como eu, acompanham hoje o “Planeta DJ” da Jovem Pan, somente depois que o “Meio Dia & Dance” saiu do ar). As vinhetas desse programa também foram produzidas pelo radialista Emílio Surita e elas eram top de linha.

A boate Space foi charmosa e de certa forma intimista, pois se tratava de um espaço pequeno e aconchegante. Essa casa, assim como a Hippodromo, também deixou saudades. Gustavo fechou a Space de coração partido. Ele adorava o ambiente, clientes e funcionários; e nós também. Apesar do lado bom da coisa, o som da Space que tanto nos alegrava, incomodava os vizinhos. A Savassi, apesar do seu charme gastronômico e comercial, possui também a sua parte residencial, que precisa ter o seu silêncio e descanso preservados.

Antes de encerrar suas atividades, Gustavo Martini, em 1993 deixou sua história e legado, por meio da impressão de 3 discos de vinil, sendo um deles com o nome “Space: Explicit Rave”, impresso pela BMG Ariola/ divisão Sonopress, em São Paulo. Esse vinil eu tenho um exemplar comigo até os dias de hoje e o guardo com muito carinho. Atualmente, Gustavo e sua família estão à frente da “Casa do Vinho”, uma loja especializada em vinhos, espumantes e outras bebidas espirituosas, na avenida Cristóvão Colombo, bem no coração da Savassi.

Ao Gustavo Martini e ao DJ Alberto Jacomini, segue o meu fraterno abraço.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Space veja o vídeo.
Meio-Dia & Dance (com direito a vinheta e tudo mais).

Repertório do primeiro disco da Space – Explicit Rave.
A1 - Culture Beat - Mr. Vain
A2 – East Side Poetics – Bang 'Em (Miday Mix)
A3 - J.K. - You Make Me Feel Good (Disco Mix)
A4 - Cartouche – Shame (Extended Mix)
B1 - Space Mix – Dj Alberto
B2 - DJ BoBo – Somebody Dance With Me.
B3 - Magic Marmelade – America
B4 - Expose – Tell Me Why (Esse Remix é Maravilhoso.Ficou marcado na casa.)

Primeira Abertura: que tem como base os dizeres do lançamento da Apollo 11

"10,9,8,7,6,5,4,3,2,1 / Space/The fire/Ignition/Mister Dj/Space, Space!
We sure that are hot/number of more music/Computer lights/Space!
Let's some show/Music non-stop (3x)/Space(2x)!/ Focus/Music/Power/New York/Communication
10, 9, inginition sequence start 6,5,4,3,2,1, Zero/All engines running
A partir de agora o melhor som do planeta! Space! Space!"

Foto: Osmalukus BH; Convites: Acervo do Autor.

(*)Henrique Oliveira é escritor especializado em cervejarias, governança, riscos e compliance.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Starbucks Beer


A Starbucks está vendendo vinho e cerveja nos EUA, mas quer manter a cultura do café

06.02.2012 - 12:57 Por Ana Rute Silva, de Portugal.

É um passo arrojado e algo surpreendente. Não se vai à Starbucks beber um copo de vinho e comer queijo, ou bebericar uma cerveja depois de um longo dia de trabalho. Mas Howard Schultz, que regressou em 2008 à liderança da empresa depois de oito anos de ausência, está a dar nova vida à emblemática multinacional norte-americana. Até ao final do ano, 25 cafetarias selecionadas nos Estados Unidos vão oferecer vinho, cerveja e "comida premium", como pratos de queijo e fruta ou focaccia (pão italiano). A intenção é clara: chamar mais e novos clientes à maior rede de cafetarias do mundo durante os períodos menos movimentados, sobretudo à noite.

Mas ao mesmo tempo que abre espaço a um novo tipo de consumidor - não tão focado na experiência do café -, a medida responde aos pedidos dos clientes fiéis que queriam "mais opções para relaxar nas lojas à noite", adiantou ao público fonte oficial da Starbucks. "Esperamos criar um novo pretexto para os clientes visitarem as lojas à noite, num ambiente confortável e convidativo", acrescentou.
A Starbucks juntou-se ao grupo indiano Tata. Mais um leque no mercado de bebidas da Starbucks.

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