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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Cultura Cervejeira na Brasil Brau 2026

 

Cultura Cervejeira No Maior Evento Técnico da América Latina

Estar na Brasil Brau é como fazer uma visita à Meca dos estudos técnicos em Cervejaria e outras bebidas, na América Latina. Ao transitar em seus corredores, é possível conhecer um número significativo de empresas e profissionais que apresentam, além de produtos e serviços, palestras, treinamentos, novidades, inovações e tendências que buscam aprimorar os mais variados ramos de negócios relacionados a esse mercado.

 Meu objetivo em estar presente nesse evento, foi buscar apoiadores para o meu segundo projeto de livro, este vinculado à cultura cervejeira de Minas Gerais, formalizado em mais de 500 páginas que reuniu, aproximadamente, 8 anos de pesquisas. Me refiro ao “Cervejarias Mineiras: Da Imigração ao Copo”. De quebra, apresentamos para um canal de mídia da China.


 Nesse sentido, agradeço imensamente à Cilene Saorin pelo convite. Sou grato também, por ter sido ouvido ao apresentar o projeto, às empresas Cooperativa Agrária Agroindustrial, Ruvolo Glass Company, AEB Group, WE Consultoria, Prozyn BioSolutions e Chopeiras Memo.

 Se você possui relação direta com o setor ou participa deste de alguma forma, recomendo que vá para conhecer a Brasil Brau. Essa ocorre a cada dois anos. E um detalhe adicional: assim como fez o Blog Ave Cesar Co. em 2025, a Brasil Brau passará a se chamar Brasil Brau & Beverage em sua próxima edição. É uma forma de expandir o leque de atuação para outras bebidas, essas que vem sacudindo o mercado de cerveja como um todo e que tem tomado uma proporção relevante. Aguardem!

#cultura #projetolivro #mobileholding #brasilbrau


terça-feira, 3 de março de 2026

Mulheres em cervejarias e cervejas

 Foto editada de grupo de pessoas posando para foto

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

 A presença feminina no setor de cervejas

por Henrique Oliveira*

Após escrever o livro Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras, decidi que era hora descrever um segundo livro, dessa vez voltado às cervejarias de Minas Gerais. O trabalho de pesquisa, que durou aproximadamente 8 anos, demonstrou claramente que famílias empresárias no final do Século XIX e início do Século XX dedicavam integralmente aos seus negócios, face a limitação de recursos, a existência de pouco profissionais especializados e o bairrismo, ainda que velado. Dessa forma, os pais passavam o ofício para os filhos, incluindo os segredos de produção ou "segredos de família", o que incluía fórmulas, ingredientes e receitas, que eram guardados a sete chaves.

Imigrantes e brasileiros, tinham como foco atender o cliente com cortesia e atenção. Mesmo com empregados inicialmente capacitados, o olhar do dono sobressaía em toda operação. Era perceptível o zelo e a união de pai com os filhos e entre irmãos. Essa proximidade era comumente refletida em placas publicitárias, nos rótulos de garrafas e na razão social das cervejarias, com os dizeres: “Carlo Fornaciari & Filhos”; “Gino & Irmão”, “Irmãos Menecucci”, entre outros. O que se observava, era um retrato nítido de que tradição e legado caminharam juntos, buscando perpetuar a presença da família empresária no seu setor de atuação.

Por incrível que pareça, as diversas entrevistas que fiz para o livro mineiro de cervejas, com descendentes de produtores e industriários teve como destaque, as mulheres. Por um fato muito simples: a expectativa de vida das mulheres é maior do que a dos homens. Nesse sentido, a maioria dos descendentes, acima dos 70 anos eram, predominantemente, do sexo feminino. Ao entrevistá-las, percebia que as histórias estavam rasas ou fragmentadas, porque o patriarca da família conversava mais com os filhos homens do que as filhas, em termos de negócios. Muitas filhas foram tolhidas de participar das atividades da empresa, seja em reuniões, na liderança ou na decisão de negócios, ou ainda assumir alguma função dentro das instalações. 

Ao longo da jornada, a presença da mulher em cervejarias, se fundamentou com as Viúvas. Ser viúva naquela época era quase que um "título de nobreza", pois a sociedade interpretava que aquela era a esposa do “tal notório empresário” e que essa era digna de respeito e admiração, pois assumia as rédeas do negócio, logo após a morte do cônjuge. Destaca-se por exemplo do famoso champagne Veuve Clicquot. O aclamado espumante da "Viúva do senhor Clicquot". Cita-se a Madame Bollinger, do champagne de mesmo nome ou ainda, a Viúva Kremer de Castro, da Imparcial Fábrica de Cervejas de Juiz de Fora, que assumiu o negócio, após a morte do esposo, Augusto Kremer. (Irmão de Henrique Kremer, da Cia. Cervejaria Bohemia, de Petrópolis.)


Acredito que as viúvas empreendedoras possam ter aberto um caminho para as mulheres entrarem definitivamente no ambiente cervejeiro, no Brasil. Ao longo do tempo, as cervejarias foram agraciadas com a presença de profissionais de destaque. Menciona-se Cilene Saorin, a saudosa Kátia Jorge, Marina Pascholatti, Regina Nuruki, Fernanda Ueno, Kathia Zanatta, Amanda Reitenbach, Patrícia Mercês, Gabriela Montandon, Fabiana Arreguy, as meninas da Confraria Feminina de Cervejas (Ludmilla Fonttainha, Clarissa Mendes, Lígia de Matos, Watylla Vargas, Viviane Bastos, Juliana Pimenta e Jaqueline Oliveira EMS), Graziela Sarreiro, Ingrid Paulsen, Luisane Vieira, Stela Patrocínio, Fabiana Bontempo, Ana Paula Lebbos, Ustane Serafina Pedras, Cindra Gomes, Úrsula Schumacher Schroeder e tantas outras notoriedades do setor.

Procurando incrementar essa evolução e gerar um pouco de consciência sobre o trabalho, levo comigo minhas descendentes à convivência do universo cervejeiro, mesmo sabendo que sua geração está prestes a não se interessar por bebidas alcóolicas, haja vista que essa já não possui sequer o hábito de beber refrigerantes (o que é salutar). A sua geração é havida aos chás, aos isotônicos, aos sucos e a água. Ao introduzi-las naquele ambiente, o que importa é entender que todo trabalho é duro, digno e, quando feito com seriedade e dedicação, o resultado positivo virá naturalmente. Isso é buscar a satisfação profissional.

Dito isso, acredito que a presença delas fazem toda a diferença no setor de bebidas, seja destilado ou fermentado, o que inclui a cerveja. O capricho no desenvolvimento de produtos naturalmente aumenta, como as nuances de cor, aromas, tato e sabores. Há uma dose generosa de empreendimento, criatividade e inovação, tornando o setor de cervejas e bebidas cada vez melhor. No mês da mulher, que será comemorado no dia 08 de março, o brinde é destinado à elas! Vida longa e sucesso pleno, mulheres cervejeiras.

Cheers! Saúde!

(*) - Henrique Oliveira, é Executivo de Estratégia, Governança, Riscos e Compliance e escritor de livros e artigos sobre bebidas e cervejas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025



Restrospectiva 2025. O momento é de transformação

Ensaio de Gratidão. Passando pela linha do tempo do LinkedIn, percebo que 2025 foi um ano incrível para a minha profissão e para as relações interpessoais que conquistei com pessoas estratégicas no mercado. Participei de eventos relevantes que aprofundaram meu conhecimento e fortaleceram habilidades.

Fui convidado a montar um curso de pós-graduação na PUC Minas, bem como para ser um futuro membro da Comissão de Compliance da OAB/MG, (aos quais sou profundamente grato pela lembrança e consideração.) Passei no processo de avaliação de inserção ao IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Ministrei cursos e palestras em empresas relevantes do mercado mineiro, bem como prestei consultorias em projetos, por meio de parceiros que nutri.

Conheci novas empresas, novos mercados e muita gente brilhante, que trabalha duro, focado em fazer bons negócios, sempre voltado ao sucesso de todos envolvidos, em um círculo virtuoso. Fiz novas amizades que serão certamente me serão vindouras. Tive a oportunidade conviver mais de perto com C-levels, conselheiros, diretores e especialistas, além de mestres de mercado, pessoas humildes e que são verdadeiras lendas em seus ramos de atuação. Orientei e coloquei energia, na medida do possível, àqueles que me solicitaram algum tipo ajuda, trabalho, consulta ou aconselhamento. Separei um tempo para ler alguns livros que me foram fontes de inspiração. Quanto à publicação de um livro próprio (Cervejarias Mineiras: da Imigração ao Copo), esse está sob análise das leis de incentivo, cujo conteúdo e respectivas solicitações serão acatadas e o projeto será aprovado.

Fui à China, visando compreender profissionalmente aquele país, sua nação, seus hábitos e suas formas de negociar. Participei de congressos, seminários, cursos e encontros estratégicos que me proporcionaram uma profunda conexão com pessoas, com novidades e tendências para os próximos anos. Me despedi de pessoas especiais que me ajudaram de alguma forma e que deixou essa terra a pedido de Deus.

Concluo 2025 com a certeza de que evolui em todos os sentidos, incluído a parte espiritual, graças à força e a persistência conjunta, vindas de minha família, de meus amigos e colegas de trabalho e profissão. Agradeço, de coração, à todos que me ajudaram. Vejo que o ano seguinte será desafiador, vibrante, com riscos que carecem de atenção, porém com oportunidades que não podem ser desperdiçadas.

Nesse sentido, espero que você tenha passado um Feliz Natal e desejo sucesso pleno em 2026! Que sua jornada seja extraordinária. Não desista, pois estamos em transformação. Conte comigo! A gente se vê em breve.

 #enjoytheride #rideforthebrand #pelosatelite 

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

A História da Cerveja em Belo Horizonte

Lançamento do documentário sobre a história da Cerveja Artesanal em Belo Horizonte

 O Sommelier de cerveja Bruno Orsini realiza projeto trazendo o resgate histórico da cerveja artesanal na capital mineira.

No dia 20 de setembro(segunda-feira) às 14h30, acontecerá o lançamento do documentário "História da Cerveja Artesanal em Belo Horizonte”. Devido às medidas de isolamento social que ainda se fazem necessárias, o evento será transmitido online através do canal do youtube da cervejaria Falke Bier. (https://youtu.be/xFvFKveAPo4)  A realização do projeto é da produtora Cerveja Sustentável.

De acordo com Bruno Orsini, sommelier de cerveja e fundador do projeto,o objetivo do filme é a propagação da cultura cervejeira Belo Horizontina e de recuperação da imagem do mercado das cervejas artesanais locais, afirma Orsini.

O filme conta com a presença de grandes personalidades da história gastro-cervejeira da capital como: Rodrigo Ferraz (diretor geral do projeto Fartura, gestor do festival gastronômico de Tiradentes), Marco Falcone (proprietário da cervejaria Falke Bier, Presidente da Febracerva -Federação Brasileira de Cerveja Artesanal), Carlos Henrique: Mestre cervejeiro da Hofbräuhaus Belo Horizonte, Henrique Oliveira (Consultor e Autor do Livro Brasil Beer) e outros grandes nomes do mercado de cerveja artesanal mineira.

O canal do Youtube da Cervejaria Falke Bier possui uma programação disponível com o seu fundador e mestre cervejeiro Marco Falcone chamada “8 minutos com Falcone”, falando sobre o universo das cervejas com trinta e seis edições disponíveis. O filme faz parte desta série, fechando com chave de ouro a programação do canal.

As gravações ocorreram em diversos cenários cervejeiros e tradicionais da capital mineira como cervejarias (Krug Bier e Albanos), bares (Casa Falke e Albanos) e locais turísticos como a Serra do Curral (Espaço Vila da Serra).

Este projeto é realizado com patrocínio do chamamento: ‘Belo Horizonte 4 Estações’ da  Belotur - Prefeitura de Belo Horizonte.

Serviço: 

Lançamento do documentário sobre a história da Cerveja Artesanal em Belo Horizonte

Data: 20 de setembro de 2021.  Horário: 14h30

Transmitida no canal através do canal  Falke Bier.

Realização: Cerveja Sustentável

Assessoria de Imprensa: Paula Granja (31) 99649-2968.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Gestão de Riscos e de Crises 2020


Gestão de Riscos e Gestão de Crises: como essas práticas podem ajudar as pequenas e médias organizações a maximizar performance, em períodos voláteis

por Henrique Oliveira*

O ano de 2020 iniciou com uma série de dissabores na vida dos mineiros. Entre o Natal e o Ano Novo, lotes de cerveja, da principal microcervejaria do estado, contaminou dezenas de consumidores, causado danos à saúde e fatalidades. O caso se encontra sob investigação pela Polícia Civil e outros agentes regulatórios. Ainda não se sabe as causas do ocorrido. Práticas de sabotagem é uma das hipóteses. Em consequência disto, o setor cervejeiro de Minas Gerais está trabalhando fortemente em sua defesa, esclarecendo dúvidas e acalmando o consumidor. Em 19 de janeiro, um temporal torrencial na Capital mineira chegou a registrar 180 milímetros de acúmulo de águas, em um período de apenas três horas. Os resultados foram diversas ruas alagadas e avenidas interditadas. O comércio em geral, escolas e algumas industrias foram afetados. Casas foram degradadas por desabamentos, gerando mortes, desaparecidos ou ainda desabrigados. A Prefeitura está autuando em obras de contenção de forma urgente, sem licitação, dado tamanha gravidade. Outras regiões de Minas também sofreram com as chuvas. O Governo do Estado de Minas Gerais decretou “Situação de Emergência” em 47 municípios e interviu oferecendo estrutura, incentivos fiscais e recursos financeiros, na ordem de 90 milhões de Reais. No atual cenário, não há condições de executar um plano estratégico de curto prazo, pois o clima não ajuda.

Alguns diriam que esses eventos ocorreram por casualidade; outros não. Independentemente qual for a dedução, torna-se importante, (e muitas vezes imprescindível), pensar fora da caixa ou ainda refletir sobre eventos que, em caso de ocorrência, quais seriam as consequências e como respondê-las de forma controlada, eficaz e eficiente. A não implementação ou a ausência de controle, sobretudo aqueles que miram combater cenários caóticos, ou de alta criticidade, deixa indivíduos confusos e atordoados no momento em que o impacto ocorre. Nesse estado de tontura, a imagem e a reputação da organização e de seus envolvidos ficam vulneráveis e inevitavelmente expostos.

É nesse contexto, pensar em danos e em danosidades, que os gerenciamentos de riscos e de crises devem ser tratados com seriedade de forma a se tornarem um hábito nas organizações que venham atingir níveis de maioridade ou ainda representatividade coletiva relevante. Empresas pequenas, ao se tornarem maduras, devem pensar cada vez mais em desvios de objetivos e em respectivas soluções, firmando-as no papel, como se fosse um manual de instruções a ser constantemente lido, relido, testado e reavaliado.

Segundo a Pesquisa de Maturidade de riscos da KPMG, realizada em 2018, 56% das organizações apresentam um baixo nível de maturidade em relação ao tema; 14% são empresas que faturam até R$ 49 milhões. Se somarmos as empresas que faturam até R$ 99 milhões, o índice atinge o patamar de 20%.  O Global Risk Management Survey Report da Companhia de Seguros Aon, do ano de 2019, aponta que, as frequências de envolvimento e os níveis dos riscos estão se escalonando de forma tão rápida que soluções de gestão de riscos não são ainda mais rápidas o bastante para prevenir ou mitigar perdas. Para quem não está preparado, ambos diagnósticos são preocupantes.

É importante frisar que Gestão de Riscos se trata de um sistema integrado às organizações que reúne uma série de procedimentos que definem como o negócio e suas funções transversais podem reportar riscos que devem ser gerenciados e monitorados, por meio da sua identificação, mensuração e fluxo de comunicação, num processo contínuo, que deve incluir desde o dono do risco até o mais alto escalão hierárquico, ou seja, a Direção Executiva e, quando existente, o Conselho de Administração. Nesse cenário, deve-se haver uma padronização de processos, com terminologia comum, métricas e trocas de experiências e melhores práticas, de forma a encorajar a produção de um reporte de riscos previamente dialogado e interativo entre os donos de riscos e os provedores de controles, visando os duelos entre risco versus tratamento do risco; risco versus objetivos, riscos versus oportunidades; riscos versus estratégia e tomada de decisão. Praticar o exercício contínuo da gestão de riscos, prepara o público relacionado a pensar mais sobre incertezas. Em contrapartida, esse mesmo exercício aumenta o grau de instrução e percepção de como tomar riscos, transformando alguns desses em oportunidades.

Paralelamente, a Gestão de Crises é recorrida, a partir do momento em que o Gerenciamento de Riscos apresenta falhas, ultrapassa o apetite da organização ou ainda atinge níveis de risco acima do tolerável. Gestão de Crises visa salvaguardar a integridade física de pessoas e não em recuperar empresas. É direcionada aos agentes que irão atuar para que eventos não se propaguem ou alcancem níveis ainda mais críticos. É uma forma de evitar que um desastre, (ou uma série desses), se transforme em catástrofe. Neste sentido, atuar em cenários de crise requer preparação de times multidisciplinares formados por agentes internos e externos a organização. Flávio Godinho, Tenente Coronel Adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais relata, em palestra ministrada em torno do atendimento às emergências em barragens e simulados à vida que, para obter eficácia das equipes de salvamento, torna-se necessário a formalização de um Plano de Atendimento a Emergências (PAE) em três níveis de riscos e priorização, em formato de quadro esquemático, com fotos e de fácil leitura. Deve-se incluir senso estatístico e contatos de agentes (e de seus back-ups) que farão parte do time de crises, incluindo seus dados pessoais. Equipes de Saúde e Segurança, Meio Ambiente, Diretorias, Corpo de Bombeiros, Hospitais, SAMU, Agências, Defesa Civil e Polícia Militar, são parte inerente deste grupo. Deve-se haver estrutura física, (uma verdadeira “Sala de Guerra”), devidamente equipada com rádios, celulares, sirenes e roupas de combate adequados. Em conjunto, deve-se apresentar um plano de comunicação de crises acessível, rápido e transparente, capaz de orientar o público em geral, além de demonstrar a evolução dos resultados dos planos de contenção e resgate. Adicionalmente, praticar exercícios simulados de evacuação e sobrevivência com o público alvo, sejam estes funcionários e a comunidade como um todo, é fundamental. A prática ajusta a cultura de segurança e aguça o alerta, onde indivíduos aprimoraram o raciocínio, tornando-o em memorização e em seguida em hábito.

Hábito. A busca incansável por bons hábitos. Talvez seja esse o gatilho que está faltando nas organizações, para que estas possam sair da turbulência caótica e concluir seus longos voos de forma mais assertiva e segura. É essencial almejar a implantação efetiva de uma cultura de Gestão de Riscos e de Crises coerente aos desafios da atualidade, independentemente se esta organização pertence ao poder público ou privado. Avançar nestes dois temas é urgente.

À cervejaria mineira, funcionários e vítimas a nossa solidariedade, e que superem este momento tão difícil e desastroso. Às prefeituras de Belo Horizonte e demais municípios de Minas afetados idem.

Os 10 maiores riscos, segundo a pesquisa mundial AON:



Os 3 maiores riscos, no Setor de Alimentos e Bebidas:


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Brasil Brau e Livro Mineiro de Cervejas


Brasil Brau 2019 retrata salto qualitativo na profissionalização do Setor Cervejeiro
Data: 21/JUN/2019

O principal evento da indústria cervejeira na América Latina reuniu a cadeia produtiva de ponta a ponta e apresentou as novidades do mercado mundial, com expositores de 13 países diferentes; a edição comprovou o posicionamento definitivo e relevante do Brasil no mapa do setor cervejeiro internacional

A 15ªedição da Brasil Brau, feira bienal de tecnologia em cerveja que aconteceu de 28 a 30 de maio no São Paulo Expo, reuniu as últimas tendências mundiais em maquinário, tecnologia, insumos, produtos e serviços do mercado cervejeiro. Participaram 113 expositores vindos de diferentes regiões do Brasil e países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, China, Holanda, França, Taiwan, Canadá e México – 33% dos expositores eram estrangeiros. Ao longo dos três dias de evento, 6.500 visitantes circularam pelo espaço de 8.000 m².

A organização do evento comemora os resultados: “A Brasil Brau deste ano foi realmente um divisor de águas, mostrando-se atrativa e internacional. Tivemos mais de 100 expositores representando 13 países diferentes, o que comprova a abrangência e relevância da feira no cenário mundial para quem quer fazer negócios com o Brasil”, analisa Luana Cloper, diretora de negócios da Brasil Brau. Na parte de visitação, ela identificou uma qualificação ainda mais expressiva do que nas edições anteriores. “Tivemos visitantes que representam as indústrias de todos os portes, tanto grandes cervejarias quanto os novos negócios que se apresentam no Brasil, como é o caso dos brew pubs.”

Leandro Spaniol, coordenador de marketing da empresa de refrigeração Zero Grau, que expôs pela primeira vez no evento, concorda: “A feira reuniu desde o cervejeiro que está começando e o empreendedor de médio porte, que já precisa ampliar o negócio, até as cervejarias maiores, que estão pensando em franquias, por exemplo”. “A qualidade dos visitantes é ótima”, atestou Volmir Roberto Gava, diretor da fabricante de equipamentos Egisa. “São pessoas focadas no segmento - compradores, técnicos, cervejeiros, empreendedores – e para nós é muito bom que a feira seja focada e bem dirigida”.

Dentro deste cenário, a presença de expositores de toda a cadeia produtiva foi fundamental para atender à demanda de um público cada vez mais qualificado e profissionalizado. Além das ramificações tradicionais, como maquinários e equipamentos, insumos e embalagem, a Brasil Brau contou com um importante rol de serviços, consultoria e educação, higiene bioquímica e ambiental, biotecnologia e instrumentos de medição e análise.

Atrações de conteúdo

Uma das novidades de 2019 foi a estreia do Brewer Lounge, novo formato de divulgação e interatividade de expositores com seu público-alvo. No espaço, localizado no centro da feira, especialistas apresentaram conteúdo, unindo abordagem técnica com degustação orientada de cervejas em prol do debate de boas práticas, processos de produção, usabilidade de produtos e serviços. Entre os especialistas que participaram dos painéis, Rodrigo Baruffaldi, cervejeiro da Overhop que produz na cervejaria Antuérpia, falou sobre o futuro da cervejaria cigana no Brasil, debatendo modelos bem-sucedidos e novas estratégias para este tipo de negócio, e o sommelier Carlo Bressiani, da Escola Superior de Cerveja e Malte, conversou sobre gestão de custos para cervejarias, apresentando ferramentas que otimizam o desempenho da organização. O espaço contou também com uma palestra oferecida pela McPack, em que Juancho Tabangay, diretor de vendas globais da Chart Inc. para todos os modelos de dosadores, falou sobre nitrobeer – cervejas com nitrogênio líquido.
  
Outra atração foi o tradicional Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, já em sua 16ª edição, que teve curadoria de Cilene Saorin – uma das primeiras mestras-cervejeiras do Brasil, com mais de 20 anos de experiência – e da sommelière Rafa Brunetto. A programação incluiu palestras de mestres como o lendário Randy Mosher (EUA), autor da bíblia cervejeira “Radical Brewing”, e o alemão Tobias Fischborn, PhD em cerveja e um dos maiores especialistas do mundo em leveduras, além de uma mesa redonda com os especialistas Luís Celso Jr., do Bar do celso, Heloisa Lupinacci, do Estadão, Bob Fonseca, da revista Menu, e Raphael Rodrigues, do AllBeers, que discutiram tendências cervejeiras e destaques para a próxima temporada.

Prêmio consagrou os destaques

O III Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja, contribuição da feira para incentivar a valorização e profissionalização das marcas, marcou o encerramento da feira homenageando os profissionais e empresas que se destacaram em diferentes categorias da produção. O primeiro lugar em Design de Embalagem foi para a Cervejaria Tarantino, com o trabalho “Fábrica de Ideias Brasileiras”. 

Na categoria Sustentabilidade, venceu a parceria entre Allegra e BLUE ITS, pelo projeto “O Dióxido de Cloro TwinOxide como Ferramenta de Redução do Índice de Consumo de Água em Microcervejarias”. A Revista da Cerveja recebeu o prêmio de Comunicação da Cultura das Cervejas pela terceira vez consecutiva graças a seu registro da evolução da cerveja brasileira (Henrique Oliveira, com seu livro mineiro de cervejas, levou a segunda colocação), enquanto a CIA de Brassagem do Brasil levou o primeiro lugar na categoria Responsabilidade Social.

Na premiação do júri popular, que teve participação do público com quase 2 mil votos, Roberto Leão foi eleito o melhor Mestre Cervejeiro Brasileiro entre os mais de 140 profissionais indicados, e Heitor Silva foi escolhido entre 80 nomes como Sommelier Brasileiro de Cervejas. A Dádiva, representada no palco pela sócia-fundadora Luiza Tolosa, ganhou o prêmio de Melhor Cervejaria. Nas categorias que premiam os fornecedores do setor, a Egisa foi eleita Melhor Fornecedora de Equipamentos e a Agraria levou o troféu de Melhor Fornecedora de Insumos. Abaixo o ranking completo da premiação:

DESIGN DE EMBALAGEM
  
1º lugar: Cervejaria Tarantino com o trabalho Fábrica de Ideias Brasileiras

2º lugar (empatadas): Cervejaria Pratinha com a embalagem da cerveja Birudô e Lohn Bier com a New Zealand Pilsner

3º lugar: WE Consultoria com a embalagem de lúpulo BWS Insumos

SUSTENTABILIDADE

1º lugar: Allegra e BLUE ITS com o trabalho “O Dióxido de Cloro TwinOxide como Ferramenta de Redução do Índice de Consumo de Água em Microcervejarias”

2º lugar (empatados): Cervejaria Tarantino com o trabalho “Sustentabilidade Cervejeira” e Lohn Bier com suas ações em prol do meio ambiente

COMUNICAÇÃO DA CULTURA DE CERVEJAS

1º lugar: Revista da Cerveja (“Registrando a evolução da cerveja brasileira”)

2º lugar: Editora Autêntica (“Cervejas Mineiras: da imigração ao copo”)

3º lugar: Farofa Magazine (site Farofa Magazine)

RESPONSABILIDADE SOCIAL

1º lugar: CIA de Brassagem Brasil (cerveja colaborativa com os vencedores da 2ª Edição do Prêmio Brasil Brau)

2º lugar: Lohn Bier (ações sociais ao longo do ano de 2018)

3º lugar: Cervejaria Tarantino (case Tarantino – ações sociais)

PREMIAÇÃO JÚRI POPULAR

 Mestre Cervejeiro Brasileiro: Roberto Leão
Sommelier Brasileiro de Cervejas: Heitor Silva
Melhor Cervejaria: Dádiva
Melhor Fornecedor de Equipamentos: Egisa
Melhor Fornecedor de Insumos: Agraria
  
Durante a feira, profissionais do setor que circularam pela Brasil Brau também foram convidados a votar no Melhor Lançamento e no Estande Mais Bonito. Para o público, o ambiente mais marcante foi o da Prozyn, especializada em tecnologia de enzimas, que montou um estande com clima de bar, enquanto a LNF teve seu lúpulo Sabro eleito o melhor lançamento.


Fonte: https://brasilbrau.com.br//releases/23

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Enquente do Bob - Repostas do Henrique Oliveira


Enquete do Bob 2017, por Henrique Oliveira

1) Melhor IPA produzida no Brasil (American, Imperial/Double, New England/Juicy, Black, White, Belgian, Red etc)
Cervejaria Uaimií – Carcará IPA
Justificativa
Tomar essa cerveja no Pub da Cervejaria Uaimií é uma experiência e tanto. Amargor no teor certo, sem exageros, boa cremosidade e sabor acentuado. Apresenta ótima drinkability.
1 a) Melhor cerveja de origem inglesa/irlandesa produzida no Brasil

Cervejaria Klein Bier – Brown Ale
Justificativa
Notas tostadas, cor acobreada dão um toque adicional à essa cerveja. Uma das minhas preferidas.
1 b) Melhor Ale produzida no Brasil (outros estilos, exceto os dos itens 1 e 1a
Cervejaria Krug Bier – Pretensão Wood-Aged Beer
Justificativa
Cerveja complexa, maturada em carvalho francês, deixa uma incógnita do que tem dentro do líquido. Sabor, aroma e cor fantásticos! Vale a pena cada centavo.
2) Melhor Pilsen/”tipo Pilsen” produzida no Brasil (German Pils, Bohemian Pils, American Lager, American Light Lager, Australasian, Latin American or Tropical Style Light Lager e International Style Pils)
Cervejaria Wals – Bohemian Pilsener
Justificativa
Um show de capricho à parte.
2 a) Melhor Lager produzida no Brasil (outros estilos, exceto o do item 1)
Cervejaria Backer – Tommy Gun Double IPA
Justificativa
Eita cerveja boa! Amargor, douçura residual, cor exuberante, enfim, um show!
3) Qual a melhor Sour/Wild Ale produzida no Brasil? (cervejas ácidas)
Não votou
Justificativa
Não tomo cervejas do estilo.
4) Qual a melhor Wood/Barrel Aged Beer produzida no Brasil? (cervejas maturadas em madeira)
Cervejaria Krug Bier – Pretensão Wood-Aged Beer
Justificativa
Cerveja complexa envelhecida em carvalho francês. Alcóolica, apresenta aromas e sabores dignos do estilo, bastante complexo. Um abraço aos cervejeiros Alfredo, Ronildo e equipe que fizeram dessa cerveja uma verdadeira jóia.
5) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
Chimay – Chimay Blue Grand Reserve
Justificativa
Tomei uma Chimay que guardei desde 2013 em minha casa. A cerveja estava perfeita, digna de nota máxima.
6) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Cervejaria Samuel Adams – Boston Lager
Justificativa
Cerveja complexa, e com alta drinkability. Sempre voto nessa cerveja, que além de apresentar um bom gosto, o preço ainda é acessível.
7) Melhor Sour/Wild Ale estrangeira à venda no Brasil
Não votou
Justificativa
Não tomo cervejas do estilo.
8) Melhor Wood/Barrel Aged estrangeira à venda no Brasil
Tennet’s – Tennent’s Whisky Oak
Justificativa
Cerveja complexa, uma novidade trazida pela Beer Maniacs. Vale a pena experimentar.
9) Melhor cerveja caseira do Brasil (favor citar estilo, nome, sobrenome e cidade do cervejeiro; votos não identificáveis serão anulados)
Não votou
Justificativa
Não tive a oportunidade de tomar uma cerveja caseira esse ano. Me enviem exemplares, eu compro!
10) Em 2017, você consumiu:
b) Menos cervejas que em 2016
11) Do total consumido, a maioria era
a) Nacional
12) Qual foi sua principal forma de consumo de cerveja?
a) Garrafa
13) Em relação a growlers/crowlers, você
a) Usou menos que em 2016
14) Onde você consumiu mais cervejas em 2017?
c) Em casa
15) Melhor bar cervejeiro nacional
Templo Cervejeiro Backer – Belo Horizonte
Justificativa
Ao meu ver, disparadamente é o melhor bar-restaurante no Brasil. Vale a visita, vale tomar boas cervejas lá, ao lado dos proprietários, gerentes e garçons. O atendimento é cortês, há refeições e cervejas sensacionais. Vá e comprove.

15 a) Melhor brewpub/taproom nacional
Ateliê Wäls – Belo Horizonte
Justificativa
A Wäls tinha tudo para sair de BH e ir para o Rio, São Paulo, etc., mas resolveram ficar na capital mineira. Isso é um feito de seus criadores, Tiago e José Felipe Pedras que, com coragem, criaram um verdadeiro ateliê da cerveja, com arquitetura arrojada, modernista, desenhada pelo arquiteto renomado Gustavo Pena. Tomar um chope lá é especial.

16) Quando você acessa uma mídia cervejeira, qual seu objetivo principal?
e) Outros
17) Qual mídia cervejeira você mais acessa?
a) Blogs/Sites
18) Qual o melhor dentre os representantes da mídia cervejeira que você mais acessa? (baseie-se na sua resposta à pergunta anterior, ou seja, se escolheu blogs/sites, por exemplo, informe apenas qual o melhor blog ou site)
Beer Art – O Portal da Cerveja
Justificativa
Diariamente o blog lança novidades e sua base de reportagens é bem acessível, para fins de pesquisa e consulta.
19) Melhor evento cervejeiro nacional de 2017
Experimente – Nova Lima
Justificativa
É um encontro cervejeiro mensal, que ocorre sempre no segundo sábado do mês, faça chuva, faça sol, reunindo mais de 10 mil pessoas por evento. Trata-se de um momento social onde famílias levam suas crianças para brincar, fazer piqueniques. Desde os primórdios de sua criação não houveram tumultos ou confusões e sim oportunidade de conhecer pessoas, comidas, cervejas e música de qualidade. É um evento social, formador de cultura, sobretudo cultura cervejeira.
20) Melhor fato cervejeiro de 2017
A coragem dos produtores de cervejas, que surgem aos montes a cada ano que passa. Empreender neste segmento de indústria não é fácil, tem que ter dedicação, dinheiro e persistência. Na contramaré da crise, muitos empresários investiram e isso é positivo tanto para o setor, para o consumidor e ao Estado, que receberá seus impostos.
21) Pior fato cervejeiro de 2017
Os impostos precisam ser reduzidos. Microcervejaria é microempresa. Tem que haver reduções de alíquotas para auxiliar o desenvolvimento do segmento. Aqui cabe um adendo: novos segmentos, novos modelos de negócios devem ter uma menor de tributação, para que haja uma redução dos impostos indiretos, criando acessibilidade e uma nova cara no sistema de consumo. Governos devem ganhar impostos por consumo e não alíquotas.
22) Qual a maior inovação cervejeira de 2017 e qual deve ser a de 2018?
Aumento no volume de eventos cervejeiros colocando em prática o que o segmento microcervejeiro deve ser: um prestador de serviços. Produtos de qualidade várias cervejarias produzem, inclusive as megascervejarias. Entretanto, estar cara a cara com o cliente, prestando serviços de atendimento, entretenimento e comunicação são itens essenciais, trata-se de um diferencial competitivo. Para 2018, o mercado se recuperará (aos poucos) e a criação de novas cervejarias será uma constante. Orçamento e planejamento estratégicos devem ser primordiais, levando em consideração que 2017 foi um ano de baixo faturamento e de renegociação dívidas de curto prazo. Atenção deve ser dada ao Dólar e ao Euro que devem subir de patamar, tendo em vista a redução dos juros SELIC. Por fim, cabe as microcervejarias focar em melhorar a eficiência os gastos operacionais, como por exemplo gastos com energia elétrica (usem lampadas LED!), gases, água e serviços de logística. No mais, desejo sorte ao segmento.
23) A Catharina Sour reúne condições para ser reconhecida formalmente como estilo brasileiro?
c) Não sei
Justificativa
24) Qual sua opinião sobre a atuação da Abracerva (entidade que reúne microcervejarias brasileiras) em 2017?
f) Não sei/não acompanho
Justificativa
25) Diante do tamanho atual do mercado, o total de cervejarias ciganas:
c) Ainda é pouco e há espaço para mais produtores ciganos se apresentarem
Justificativa
Meus grifos: ‘O Brasil é um continente dividido em 23 países’. Há muito espaço para crescer, desde que não haja aglomeração de mercado, em determinados polos (sobretudo as Capitais). A concorrência é saudável, mas quando há excesso de oferta, essa acaba por danificar a saúde do mercado. Acredito que o futuro das cervejarias ciganas e das microcervejarias deverão seguir os passos da microregionalização. Acredito que aquele empreendedor que montar uma pequena fábrica no interior de um Estado, será reconhecido e prestigiado em pela comunidade em que ele estará inserido. A empresa certamente sobreviverá e prosperará, com o apoio da comunidade local. Há muitas cidadezinhas históricas com turismo pungente, cidades médias com bom PIB percapta atraente, cidades com fluxo de pessoas interessantes. Nessas regiões há muito espaço para crescer. Por que não experimentar? Baden-Baden, Eisenbanh são exemplo de empresas que iniciaram suas atividades em cidades relativamente pequenas.
26) O que você acha de importadores/distribuidores venderem cervejas diretamente ao consumidor, e não apenas em pontos de venda (bares, restaurantes e lojas)?
a) A favor
Justificativa
Apresentar produtos a mercado direto, não é problema, desde que haja referência, qualidade e preço. Há muita cerveja importada de qualidade, há muito cerveja ruim também. O mesmo vale para as nacionais. Aqui cabe um adendo: os mesmos direitos que uma cerveja importada tem no Brasil, a cerveja nacional deverá ter. Uma atenção especial deve ser dada pelo MAPA. Isso cabe não só para cervejas: cabe para vinhos, aguardentes, queijos, etc.
27) O que você tem feito para que seu consumo / sua produção de cerveja cause menos impacto ambiental no planeta?
Procedimentos de reciclagem consciente.
28) Você manteve ou mantém algum tipo de relação comercial ou profissional com as cervejas, pessoas e locais citados nas perguntas acima? Em caso afirmativo, favor indicar os números das questões em que isso ocorre.
Não. Todas as respostas foram baseadas em análise independente, com empatia.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Revolução cervejeira em Minas

Revolução cervejeira em Minas

Por Wilson Renato Pereira, Jornalista, Psicólogo e Psicanalista – 

Eles foram aparecendo aos poucos, trocaram confidências na noite belorizontina e descobriram que tinham os mesmos ideais. Em pouco tempo, seus sonhos se tornaram realidade e, após muita luta, os novos revolucionários mineiros conquistaram o mundo…da cerveja, ganhando importantes prêmios nacionais e vencendo concursos internacionais para o Brasil.

A saga desse bravo pessoal começou há mais de dez anos e agora está sendo registrada em livro que será lançado pela editora Autêntica. Além de revolucionário de primeira hora, proprietário da cerveja “Ave Cesar” e ex-presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais Mineiros (Acerva) o autor, Henrique Oliveira, é escritor, formado em Ciências Contábeis e gestor de governança, riscos e compliance da Belgo Bekaert Arames.
O grupo que iniciou o movimento era formado por amantes da cerveja de qualidade e a maioria residia em Belo Horizonte. Entre eles, Rodrigo Lemos, Rômulo Gresta, José Augusto Silveira, Danilo Leite Mendes, Thomas Karpens, Daniel Gontijo “Draghenvaard”, Pablo Carvalho, Paulo Patrus, Gabriela Montandon, Marco Falcone, Luiz Flávio Leão, Daniel Pinheiro, Felipe Viegas e o mestre cervejeiro Paulo Schiaveto. Nas suas inconfidências, trocavam dicas e experiências cervejeiras via internet e degustavam suas descobertas no icônico bar Frei Tuck Slow Beer, de propriedade de Luiz Flávio.
“A turma ficou conhecida pelo nome de Confraria BH. Aliás, em março daquele mesmo ano, era formada a Confraria Feminina da Cerveja – Confece, também em Belo Horizonte, por um grupo de amigas que também curtiam boas cervejas. Quando os conheci, trocamos afinidades, e apesar de não fabricar cervejas, me juntei a eles”, registra Henrique Oliveira.
Além de consumir, o pessoal também produzia suas próprias cervejas em casa e as compartilhavam com amigos e convidados. A idéia evoluiu para o I BH Home Bier – Mostra de Cervejas Caseiras de BH, realizada no Frei Tuck com o apoio da Falke Bier e da distribuidora Bier Wein. Foram avaliadas cerca de dez cervejas e premiadas as três melhores, produzidas por Thomas Karpen, José Augusto Silveira e Daniel Teixeira Chaves. O evento lotou o lugar e o seu sucesso levou à realização de mais quatro edições.
Inspirados nas associações de cervejeiros artesanais do Rio de Janeiro e São Paulo, em outubro de 2007 alguns cervejeiros caseiros de Minas se reuniram na casa do pai de Henrique Oliveira, para criar entidade semelhante no estado, a ACervA Mineira. O número de associados cresceu rapidamente, assim como o volume da produção de cervejas caseiras, sob a orientação do mestre Paulo Schiavetto.
Por meio da associação, os cervejeiros faziam compras conjuntas de ingredientes, como malte, lúpulo, levedo e alguns equipamentos de menor porte, como chopeiras, cilindros e conexões. Já havia um certo clima de empreendedorismo. Uns passaram a palestrar e dar aulas sobre cervejas, outros decidiram se dedicar à cerveja como profissão. Entre eles, Felipe Viegas da Taberna do Vale, Alencar Barbosa (Cervejaria Küd), Paulo e Geraldo Furst (Fürst Bier); Daniel Pinheiro, Humberto Mendes, Paulo Patrus e amigos (Cervejaria Inconfidentes), Alfredo Figueiredo e Marco Antônio (VM Beer), Normado Morg (Cervejaria Uaimií), Cristiam Nazareno (Cerveja Profana, de Juiz de Fora), Bernardo Gosling (Gosling Beer).
Pablo Carvalho, Rodrigo Parisi, Kelvin Azevedo e Rafael Patrício se tornaram grandes profissionais cervejeiros. José Bento Valia Vargas montou uma distribuidora de insumos e cervejas. João Becker se tornou dono de um bar famoso em Ribeirão Preto, Armando Fontes se tornou designer especializado em rótulos. “O movimento cultural e empresarial relacionado à cerveja então explodiu de vez, com a Acerva Mineira se tornado uma incubadora de talentos”, contou Henrique Oliveira.
Tendo se integrado depois ao grupo dos pioneiros, a jornalista Fabiana Arreguy, da CBN de Belo Horizonte criou o programa Pão e Cerveja, contribuindo para difundir a cultura da cerveja de qualidade em Minas. Por meio do Extra-Malte, o músico Sady Homrich também foi importante nesse aspecto, assim como Carol Patrus, da distribuidora Mamãe Bebidas.
Em razão da qualidade das bebidas produzidas pelo seu setor artesanal, Minas Gerais passou a ser conhecida como a Bélgica brasileira, fama advinda da criatividade dos seus cervejeiros. A ACervA Mineira teve, ainda, participação importante na qualificação de associados para obter a certificação de juízes do BJCP (Beer Judge Certification Program), tornando o maior estado do Brasil em representatividade nas mesas julgadoras de concursos internacionais.
Em seu livro, Henrique Oliveira, registra ainda que, ao longo de décadas, Minas sempre teve destaque no setor cervejeiro graças ao esforço de seus empresários. “Desde o surgimento da primeira cervejaria mineira, em 1841, e a decadência do segmento, logo após a crise americana de 1929, guerreiros como Felício Brandt, Hermógenes Ladeira e Luiz Otávio Possas Gonçalves mantiveram a luz acesa durante as décadas de 1960 a 1990, enfrentando o poderio da Brahma e da Antarctica”.
“Luiz Otávio, o último daquela velha guarda, resistiu até 1999, quando essas duas empresas se uniram após aprovação do CADE”. Mesmo após aquela derrocada, quase que mortal, o candeeiro do micro produtor foi sabiamente repassado em 1997 para Herwig Gangl, Teodósios Tersis, Rodrigo Ferraz e Marcus Brodnik, quando resolveram fundar a Cervejaria Krug Bier. Simultaneamente, naquele mesmo ano, os irmãos Halim e Munir Kalil e Paula Lebbos, incrementavam os seus negócios com a criação da Cervejaria Bäcker”, destacou o autor.
Henrique Oliveira enxerga o cenário cervejeiro artesanal de Minas em franco crescimento, tanto no número de empreendimentos e como pela ousadia dos produtores. “Minas Gerais possui um forte apoio institucional por parte de entidades como a Acerva Mineira, o SindBebidas e a Codemig”.  Para ele, os governos vêm compreendendo que o micro produtor de cervejas não pode ser sufocado com altas taxas tributárias.
“Mas, o futuro requer cautela. As micro cervejarias, para se manter num mercado concorrido e monopolizado por grandes fabricantes, precisam de um bom planejamento, estratégias adequadas, atenção ao fluxo de caixa, atendimento primoroso a clientes e, acima de tudo, racionalização de custos. Fábricas, mesmo que pequenas, requerem ganhos de escala, investimentos constantes em manutenção e ampliação, excelência em seu gerenciamento”, aconselhou.
Fonte: https://mercadocomum.com/revolucao_cervejeira_em_minas/

quinta-feira, 13 de abril de 2017

SPACE


SPACE

A última casa noturna da Savassi, da década de 90
por Henrique Oliveira*

Por volta dos meus 16 anos frequentava a boate SPACE, que ficava na rua Pernambuco (acho que era número 1317), na praça da Savassi. O seu proprietário era Gustavo Martini, com quem tive o prazer de dividir por um tempo a mesma sala do curso de Ciências Contábeis na PUC/MG. Seu pai, o velho Martini, era o proprietário da Casa do Whisky, famosa loja de bebidas que ficava na Avenida do Contorno esquina com Nossa Senhora do Carmo. Suas garrafas possuiu um selo, sinônimo de autenticidade. Anos mais tarde, aquele ponto se transformou parte do que é o Shopping Pátio Savassi.

Gustavo, salvo engano, já havia empreendido em outras casas noturnas (acredito que foi a Tom Marron e a New Balance). A Space foi uma casa diferente, pois ele a projetou de forma especial para atender as demandas do DJ Alberto Jacomini, que era, além do DJ da casa, um amigo pessoal de Gustavo que de vez em quando jogavam um futebol juntos (diga-se de passagem diziam que Alberto era muito bom de bola).

A casa tinha entrada simples, com uma porta dupla de metal rolante, imagino na cor branco gelo. Logo na parte interna havia uma bilheteria. Quem fosse com a camisa da Space na Matinê (era uma camisa branca de manga curta e de gola alta, escrito “SPACE” em rosa fluorescente e contorno em azul com um cometa, logo abaixo do escrito) pagava meia entrada ou ganhava entrada “free” até as 16:00 horas. Os ingressos eram rasgados ao meio, uma parte fica na entrada com o recepcionista e a outra parte consigo (motivo ao qual tenho alguns ingressos utilizados, apenas com uma metade.)

Ao entrar na boate, havia um sobre salto antes da pista de dança com banquinhos e mesas baixas.  A pista era quadriculada como um tabuleiro de xadrez em preto e branco. Os sofás da pista eram confortáveis mas ocos por dentro, pois ali ficavam os sub woofers de 16 polegadas que explodiam os graves sem danificar a qualidade do som. (A casa tinha boa acústica).

A cabine, na cor verde, foi desenhada exclusivamente para o DJ Alberto. Ali tocava as melhores músicas dos anos 90, no mais puro vinil (nada de “Final Scratch” ou “CDJ’s”)! A primeira vinheta de abertura da casa foi bem triunfal https://www.youtube.com/watch?v=8Myi7t7wXLE, e a segunda vinheta foi elaborada com um megamix dos dj’s espanhóis "MAX MIX". Ambas foram produzidas pelo Emílio Surita (apresentador do Programa Pânico) que na época possuía uma empresa de jingles para rádios e casas noturnas. Ambas aberturas eram simplesmente fantásticas e contagiantes.

A estrutura da cabine era baixa e quem quisesse apreciar as duas Technics MK2 para discos de vinil e o mix Numark com leds verde e vemelho em arco, era só ficar ao lado dessa, pois havia apenas uma pequena faixa em vidro Blindex que separava os equipamentos do público dançante. A cabine também tinha um toca fita de rolo, que imagino ter sido da marca Teac.

Havia no centro uma meia bola fixa escura, com vários furos que se movia num movimento "sobe-desce", por um elevador pantográfico, cuja luz branca interna era refletida por espelhos. Havia também quatro caixas quadradas com pin bins rosas com pontas em formato de pirâmide viradas de cabeça para baixo. Havia inúmeros estrobinhos que davam a sensação de estrelas piscando de forma aleatória, num céu bem escuro.  Havia também diversos quadrados no teto, desenhados por tubos de luz neon, que
piscavam de forma alternada conforme a cor e o batido da música. Duas bolas malucas, em par 36 ficavam em posições opostas. Outras iluminações como castanholas e bailarinas também compunham aquele cenário, num ambiente munido de fumaça de glicerina com aroma de chicletes sabor tutti-frutti.

Um telão em cima da cabine passava vídeo clips. Por meio de um computador, DJ Alberto executava sorteios através de um sistema aleatório de premiação (veja os números no canto inferior de cada ingresso, motivo ao qual o convite era rasgado ao meio.) Eram sorteados cortesias e, sobretudo, camisetas da casa, brancas de gola alta e com um cometa em neon rosa, com o dizer "Space". Havia um mezanino com camarote, mas esse era pequeno.

DJ Alberto se tornou famoso em BH. Ele era um profissional muito sério e compenetrado em seu trabalho. Normalmente, ele mixava segurando um dos lados do fone de ouvido e virava as músicas de forma muito criativa. O seu repertório era contagiante. Essas qualidades fazia com que multidões o seguissem por onde tocava. Teve um tempo que a rádio Extra FM 103,9 da Rede Itatiaia, produzia o programa dele chamado “Meio Dia & Dance”, de 12:00hs às 13:00hs, que batia a concorrência naquele horário. (Os mais velhos de pista como eu, acompanham hoje o “Planeta DJ” da Jovem Pan, somente depois que o “Meio Dia & Dance” saiu do ar). As vinhetas desse programa também foram produzidas pelo radialista Emílio Surita e elas eram top de linha.

A boate Space foi charmosa e de certa forma intimista, pois se tratava de um espaço pequeno e aconchegante. Essa casa, assim como a Hippodromo, também deixou saudades. Gustavo fechou a Space de coração partido. Ele adorava o ambiente, clientes e funcionários; e nós também. Apesar do lado bom da coisa, o som da Space que tanto nos alegrava, incomodava os vizinhos. A Savassi, apesar do seu charme gastronômico e comercial, possui também a sua parte residencial, que precisa ter o seu silêncio e descanso preservados.

Antes de encerrar suas atividades, Gustavo Martini, em 1993 deixou sua história e legado, por meio da impressão de 3 discos de vinil, sendo um deles com o nome “Space: Explicit Rave”, impresso pela BMG Ariola/ divisão Sonopress, em São Paulo. Esse vinil eu tenho um exemplar comigo até os dias de hoje e o guardo com muito carinho. Atualmente, Gustavo e sua família estão à frente da “Casa do Vinho”, uma loja especializada em vinhos, espumantes e outras bebidas espirituosas, na avenida Cristóvão Colombo, bem no coração da Savassi.

Ao Gustavo Martini e ao DJ Alberto Jacomini, segue o meu fraterno abraço.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Space veja o vídeo.
Meio-Dia & Dance (com direito a vinheta e tudo mais).

Repertório do primeiro disco da Space – Explicit Rave.
A1 - Culture Beat - Mr. Vain
A2 – East Side Poetics – Bang 'Em (Miday Mix)
A3 - J.K. - You Make Me Feel Good (Disco Mix)
A4 - Cartouche – Shame (Extended Mix)
B1 - Space Mix – Dj Alberto
B2 - DJ BoBo – Somebody Dance With Me.
B3 - Magic Marmelade – America
B4 - Expose – Tell Me Why (Esse Remix é Maravilhoso.Ficou marcado na casa.)

Primeira Abertura: que tem como base os dizeres do lançamento da Apollo 11

"10,9,8,7,6,5,4,3,2,1 / Space/The fire/Ignition/Mister Dj/Space, Space!
We sure that are hot/number of more music/Computer lights/Space!
Let's some show/Music non-stop (3x)/Space(2x)!/ Focus/Music/Power/New York/Communication
10, 9, inginition sequence start 6,5,4,3,2,1, Zero/All engines running
A partir de agora o melhor som do planeta! Space! Space!"

Foto: Osmalukus BH; Convites: Acervo do Autor.

(*)Henrique Oliveira é escritor especializado em cervejarias, governança, riscos e compliance.
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