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quinta-feira, 13 de abril de 2017

SPACE


SPACE

A última casa noturna da Savassi, da década de 90
por Henrique Oliveira*

Por volta dos meus 16 anos frequentava a boate SPACE, que ficava na rua Pernambuco (acho que era número 1317), na praça da Savassi. O seu proprietário era Gustavo Martini, com quem tive o prazer de dividir por um tempo a mesma sala do curso de Ciências Contábeis na PUC/MG. Seu pai, o velho Martini, era o proprietário da Casa do Whisky, famosa loja de bebidas que ficava na Avenida do Contorno esquina com Nossa Senhora do Carmo. Suas garrafas possuiu um selo, sinônimo de autenticidade. Anos mais tarde, aquele ponto se transformou parte do que é o Shopping Pátio Savassi.

Gustavo, salvo engano, já havia empreendido em outras casas noturnas (acredito que foi a Tom Marron e a New Balance). A Space foi uma casa diferente, pois ele a projetou de forma especial para atender as demandas do DJ Alberto Jacomini, que era, além do DJ da casa, um amigo pessoal de Gustavo que de vez em quando jogavam um futebol juntos (diga-se de passagem diziam que Alberto era muito bom de bola).

A casa tinha entrada simples, com uma porta dupla de metal rolante, imagino na cor branco gelo. Logo na parte interna havia uma bilheteria. Quem fosse com a camisa da Space na Matinê (era uma camisa branca de manga curta e de gola alta, escrito “SPACE” em rosa fluorescente e contorno em azul com um cometa, logo abaixo do escrito) pagava meia entrada ou ganhava entrada “free” até as 16:00 horas. Os ingressos eram rasgados ao meio, uma parte fica na entrada com o recepcionista e a outra parte consigo (motivo ao qual tenho alguns ingressos utilizados, apenas com uma metade.)

Ao entrar na boate, havia um sobre salto antes da pista de dança com banquinhos e mesas baixas.  A pista era quadriculada como um tabuleiro de xadrez em preto e branco. Os sofás da pista eram confortáveis mas ocos por dentro, pois ali ficavam os sub woofers de 16 polegadas que explodiam os graves sem danificar a qualidade do som. (A casa tinha boa acústica).

A cabine, na cor verde, foi desenhada exclusivamente para o DJ Alberto. Ali tocava as melhores músicas dos anos 90, no mais puro vinil (nada de “Final Scratch” ou “CDJ’s”)! A primeira vinheta de abertura da casa foi bem triunfal https://www.youtube.com/watch?v=8Myi7t7wXLE, e a segunda vinheta foi elaborada com um megamix dos dj’s espanhóis "MAX MIX". Ambas foram produzidas pelo Emílio Surita (apresentador do Programa Pânico) que na época possuía uma empresa de jingles para rádios e casas noturnas. Ambas aberturas eram simplesmente fantásticas e contagiantes.

A estrutura da cabine era baixa e quem quisesse apreciar as duas Technics MK2 para discos de vinil e o mix Numark com leds verde e vemelho em arco, era só ficar ao lado dessa, pois havia apenas uma pequena faixa em vidro Blindex que separava os equipamentos do público dançante. A cabine também tinha um toca fita de rolo, que imagino ter sido da marca Teac.

Havia no centro uma meia bola fixa escura, com vários furos que se movia num movimento "sobe-desce", por um elevador pantográfico, cuja luz branca interna era refletida por espelhos. Havia também quatro caixas quadradas com pin bins rosas com pontas em formato de pirâmide viradas de cabeça para baixo. Havia inúmeros estrobinhos que davam a sensação de estrelas piscando de forma aleatória, num céu bem escuro.  Havia também diversos quadrados no teto, desenhados por tubos de luz neon, que
piscavam de forma alternada conforme a cor e o batido da música. Duas bolas malucas, em par 36 ficavam em posições opostas. Outras iluminações como castanholas e bailarinas também compunham aquele cenário, num ambiente munido de fumaça de glicerina com aroma de chicletes sabor tutti-frutti.

Um telão em cima da cabine passava vídeo clips. Por meio de um computador, DJ Alberto executava sorteios através de um sistema aleatório de premiação (veja os números no canto inferior de cada ingresso, motivo ao qual o convite era rasgado ao meio.) Eram sorteados cortesias e, sobretudo, camisetas da casa, brancas de gola alta e com um cometa em neon rosa, com o dizer "Space". Havia um mezanino com camarote, mas esse era pequeno.

DJ Alberto se tornou famoso em BH. Ele era um profissional muito sério e compenetrado em seu trabalho. Normalmente, ele mixava segurando um dos lados do fone de ouvido e virava as músicas de forma muito criativa. O seu repertório era contagiante. Essas qualidades fazia com que multidões o seguissem por onde tocava. Teve um tempo que a rádio Extra FM 103,9 da Rede Itatiaia, produzia o programa dele chamado “Meio Dia & Dance”, de 12:00hs às 13:00hs, que batia a concorrência naquele horário. (Os mais velhos de pista como eu, acompanham hoje o “Planeta DJ” da Jovem Pan, somente depois que o “Meio Dia & Dance” saiu do ar). As vinhetas desse programa também foram produzidas pelo radialista Emílio Surita e elas eram top de linha.

A boate Space foi charmosa e de certa forma intimista, pois se tratava de um espaço pequeno e aconchegante. Essa casa, assim como a Hippodromo, também deixou saudades. Gustavo fechou a Space de coração partido. Ele adorava o ambiente, clientes e funcionários; e nós também. Apesar do lado bom da coisa, o som da Space que tanto nos alegrava, incomodava os vizinhos. A Savassi, apesar do seu charme gastronômico e comercial, possui também a sua parte residencial, que precisa ter o seu silêncio e descanso preservados.

Antes de encerrar suas atividades, Gustavo Martini, em 1993 deixou sua história e legado, por meio da impressão de 3 discos de vinil, sendo um deles com o nome “Space: Explicit Rave”, impresso pela BMG Ariola/ divisão Sonopress, em São Paulo. Esse vinil eu tenho um exemplar comigo até os dias de hoje e o guardo com muito carinho. Atualmente, Gustavo e sua família estão à frente da “Casa do Vinho”, uma loja especializada em vinhos, espumantes e outras bebidas espirituosas, na avenida Cristóvão Colombo, bem no coração da Savassi.

Ao Gustavo Martini e ao DJ Alberto Jacomini, segue o meu fraterno abraço.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Space veja o vídeo.
Meio-Dia & Dance (com direito a vinheta e tudo mais).

Repertório do primeiro disco da Space – Explicit Rave.
A1 - Culture Beat - Mr. Vain
A2 – East Side Poetics – Bang 'Em (Miday Mix)
A3 - J.K. - You Make Me Feel Good (Disco Mix)
A4 - Cartouche – Shame (Extended Mix)
B1 - Space Mix – Dj Alberto
B2 - DJ BoBo – Somebody Dance With Me.
B3 - Magic Marmelade – America
B4 - Expose – Tell Me Why (Esse Remix é Maravilhoso.Ficou marcado na casa.)

Primeira Abertura: que tem como base os dizeres do lançamento da Apollo 11

"10,9,8,7,6,5,4,3,2,1 / Space/The fire/Ignition/Mister Dj/Space, Space!
We sure that are hot/number of more music/Computer lights/Space!
Let's some show/Music non-stop (3x)/Space(2x)!/ Focus/Music/Power/New York/Communication
10, 9, inginition sequence start 6,5,4,3,2,1, Zero/All engines running
A partir de agora o melhor som do planeta! Space! Space!"

Foto: Osmalukus BH; Convites: Acervo do Autor.

(*)Henrique Oliveira é escritor especializado em cervejarias, governança, riscos e compliance.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

História do Brasil e a cerveja


A História do Brasil e de Minas Gerais

No dia 17 de maio, Henrique Oliveira palestrou para profissionais do segmento, meio acadêmico e curiosos sobre a história da cerveja no Brasil e em Minas Gerais, retratando acontecimentos culturais, econômicos e sociais.

Na história da cerveja no Brasil, Henrique vinculou o seu livro Brasil Beer - O Guia de Cervejas Brasileiras. Já na história da cerveja em Minas Gerais foi mencionado o prelo de seu mais novo trabalho, Cervejarias Mineiras - Da Imigração ao Copo. O evento contou com a participação do cervejeiro Marco Falcone.

Foi um momento lúdico, com muita participação do grupo por meio de uma agradável seção de "Perguntas e Respostas". Houve sorteio de brindes dos apoiadores (Backer, Furst Beer, Ave César e Krug Bier) e emissão de certificado.

O evento ocorreu na Biblioteca Pública de Belo Horizonte.




sábado, 25 de janeiro de 2014

Latinhas do BOB - Enquete Melhores da Cerveja de 2013


Os Melhores da Cerveja de 2013

O jornalista Roberto Fonseca, mais conhecido como BOB, aglutinou um emaranhado de gente boa que gosta de cerveja e de vez enquanto dá umas dicas nobres sobre o assunto. Acesse o link para ver quem são esses camaradas pra lá de adoráveis! Os Melhores da Cerveja é uma enquete realizada anualmente por Roberto. Na categoria site/blog "precisamos melhorar" e vamos correr atrás disso! No categoria "escritor" estamos lá em destaque, com o amigos Ronaldo Morado, Sady Homrich, Maurício Beltramelli e Alessando Pinesso.

Obrigado BOB pela oportunidade! Segue as minhas respostas:

Henrique Oliveira (Minas Gerais)

Profissão/Atuação na Cerveja: Gerente Corporativo de Distribuição, escritor cervejeiro, sommelier de cerveja e proprietário da Marca Ave Cesar.

1) Melhor Ale produzida no Brasil

Acredito que foi a Wäls Saison de Caipira. Foi um momento marcante no cenário nacional. Vimos e participamos da produção, da visita de Garrett Oliver, do encontro cervejeiro na Wäls, com bastante blues, bons amigos e muita boa cerveja – e você, BOB, estava lá!

2) Melhor Lager produzida no Brasil

Gostei da Casa do Fritz Lager Hopfen elaborada pelo Evandro Zanini. Ficou impressionante!

3) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil

Adorei a Benediktiner Weiss.

4) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil

Convivi com Samuel Adams Oktoberfest (comprei 32 caixas no Sam's Club nesse ano!)

5) Melhor chope nacional ou estrangeiro à venda no Brasil

Fiquei encantado com o chope da Krug Imperial IPA, uma revolução da cervejaria do Sr. Herwig Gangl em 2013.

6) Melhor bar cervejeiro nacional


Hop n’ Roll e o Botto Bar.  Gostei bastante de ambos, com bom atendimento, cerveja de fabricação própria e várias artesanais nas torneiras. Adiciono aqui o Parque Cervejeiro da Backer, que foi inaugurado nesse ano e que ficou uma obra de arte no cenário nacional. Não conheço nada igual.

7) Melhor cerveja caseira

Prestigio aqui o meu camarada Kelvin Azevedo de Figueiredo, da ACervA Mineira, com a sua German Wheat com amendoim torrado e rapadura batida, que recebeu o prêmio de Best of Show, no Oitavo Concurso Nacional das ACervAs.

8) Melhor cerveja que ainda não chegou ao Brasil

No restaurante Saslik em Helsinki, Finlândia, me lembro de ter tomado uma cerveja em homenagem ao Czar, a Kalinkin de 1795, fabricada em São Peterburgo. Não me lembro de ter visto essa cerveja aqui no País.


9) Melhor blog ou site cervejeiro

Gosto do meu blog Cervejaria Ave Cesar e do Allbeers. Sinto falta do seu Bob!

10) Melhor rótulo de cerveja, nacional, importado ou caseiro

Santa Fé Export da Cervejaria Premium, da cidade de Frutal. Tem um design bacana, limpo e ao mesmo tempo com cara de algo mexicano.



11) Melhor evento cervejeiro nacional

Festival da Cerveja de Blumenau

12) Novidade do ano

Lançamento do meu livro Brasil Beer. Foram 5 anos de pesquisas e que, acredito, ajudou um pouco mais na manutenção da cultura cervejeira no País.

13) Melhor fato cervejeiro

Debate sobre a inclusão de novos ingredientes na cerveja brasileira (derivados de animais, como mel e o leite, além de ervas, entre outros).

14) Pior fato cervejeiro

Aumento sem precedentes da tributação no segmento, principalmente no IPI com base no MVA arbitrado, beneficiando os grandes produtores e prejudicando os pequenos.

15) Previsão cervejeira para 2014

Boas e novas cervejarias, nova edição do livro Brasil Beer revista e ampliada. Em termos de mercado, teremos que trabalhar muito, o governo será mais rígido com os tributos, com os efeitos da ST (substituição tributária) e as leis Seca e do Silêncio. Observaremos, caso haja aumento de preços, uma regionalização e migração de consumo. Explico: Regionalização – consumo de apreciadores de cervejas tomando perto de casa. Migração – do ato de beber em forma confraternização para o relaxamento. Antes tomávamos em bares com os amigos, mais vezes por semana; agora tomamos em menor quantidade no bar, com menos amigos, menos vezes por semana e migramos para tomar mais em casa, relaxando.

Saiba mais em http://melhoresde2013.wordpress.com/





sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Revista Hotéis


Especialistas em cerveja lançam guia turístico da bebida

18/10/2013 13:15 Os especialistas em cervejas Henrique Oliveira, que fundou a Acerva Mineira – Associação de Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais e Hélcio Drumond lançaram recentemente o livro “Brasil Beer – O guia de cervejas brasileiras”. Trata-se de um guia turístico em torno da cerveja artesanal/gourmet, destacando a maioria dos estados brasileiros, com roteiros e indicações de acomodação para realizar um “tour cervejeiro”.

Para este detalhado guia, os autores mapearam e catalogaram praticamente todas as cervejarias, microcervejarias associações de cervejeiros artesanais que atualmente existem no Brasil. São produtos com cores, aromas e sabores distinto dos convencionais, produzidos em menor escala, com qualidade superior e sempre com o olhar do dono do negócio. Além disso, o guia traça os principais roteiros, reunido por região do país, estado e cidade, que poderão ser percorridos para se encontrar uma boa cerveja. São mais de 450 cervejas, e mais de 120 locais em que se pode bebê-la. O guia fornecerá dados da região, indicações de hotéis e locais onde ficar, serviços de táxi entre outros. 

O livro abordará uma breve história da cerveja no Brasil, a lei de pureza alemã, os segredos da fermentação, as matérias-primas e as etapas de fabricação, dicas para aguçar os sentidos e degustar a bebida, os tipos, as caraterísticas e as classificações dos principais estilos de cerveja, rotas, endereços úteis, quadros de distâncias e serviços para percorrer o Brasil conhecendo todas as cervejarias regionais, artesanais e nacionais.

Fonte:http://revistahoteis.com.br/materias/12-Mercado/13517-Especialistas-em-cerveja-lancam-guia-turistico-da-bebida

https://www.revistahoteis.com.br/especialistas-em-cerveja-lancam-guia-turistico-da-bebida/?cn-reloaded=1

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Lançamento do livro Brasil Beer


Livro Brasil Beer é sucesso de vendas em seu lançamento, em Belo Horizonte

Noite maravilhosa, simplesmente assim podemos resumir!  Mais de 300 pessoas prestigiando e quase que os estoques foram esgotados! Dos 200 livros disponíveis na livraria Leitura do Pátio Savassi, 184 livros sumiram em 2 horas e meia das pratileiras. Amigos e parentes, aficionados em cervejas, curiosos, empresários do segmento cervejeiro, entusiastas,  invadiram o salão de lançamentos de livros da Leitura em busca de um momento especial. Escrevemos para cada um desses nobres presentes, uma mensagem de agradecimento na contra capa do livro Brasil Beer.

Ficamos muito agradecidos (eu e Hélcio) nos sentimos honrados pela oportunidade e pelo momento. Mais a fundo no lançamento do livro, as cervejarias, Backer, Wals, Krug, Taberna do Vale, Falke Bier (e uma surpresa! Cervejaria Colorado), deixaram suas marcas com uma degustação especial com chopes para lá de especiais. Todos gostaram e degustaram preciosidades que os mineiros cervejeiros estão movimentando no mercado nacional. Foi marcante!

O trabalho valeu a pena e caro leitor, podemos dizer que o livro está sensacional e aguarda por você! Com o livro Brasil Beer desejamos uma boa leitura! Ou melhor, boa viagem! Saúde!





quinta-feira, 16 de maio de 2013

Divirta-se Estado de Minas

Guia de cervejas brasileiras que promove viagem pelo país é lançado em Belo Horizonte

Noite de autógrafos do livro 'Brasil Beer' acontece nesta quinta-feira, no Pátio Savassi, com direito a degustação de cervejas

Mestres cervejeiros e apaixonados pela bebida possuem agora um aliado na busca por microcervejarias ao redor do país. A arte da produção artesanal de cerveja pelos quatro cantos do Brasil é tema do guia ‘Brasil Beer: O guia de cervejas brasileiras’, que será lançado em sessão de autógrafos nesta quinta-feira, na Livraria Leitura do Pátio Savassi.

De autoria dos especialistas no tema Henrique Oliveira e Helcio Drummond, o livro mistura guia turístico e catálogo em uma verdadeira “Road trip” degustativa por 157 cidades brasileiras.  No “mapa da mina”, o leitor é convidado a conhecer mais de 450 cervejas e 120 microcervejarias, além dos pontos turísticos e belezas das cidades visitadas. “Este é o primeiro guia completo de turismo cervejeiro com foco exclusivo no Brasil, que abrange microcervejarias com uma amplitude maior. A ideia é que o leitor viaje com a gente pelo Brasil, conhecendo o estilo de fazer cerveja de cada local”, explica o mineiro Henrique Oliveira, cervejeiro e ex-presidente da Associação de Cervejeiros Artesanais de Minas (ACervA Mineira).

Com a proposta do “turismo cervejeiro”, o livro foca tanto nos aficionados pela arte quanto os interessados no turismo gourmet. “Ao falarmos dos pontos turísticos e dos programas de cada local, fizemos com que o livro ficasse mais leve, e não uma coisa massiva focada só em cerveja”, completa Oliveira.


Mapa do Brasil

Da mesma forma que um mapa, o guia foi crescendo inesperadamente e ganhando volume à medida em que a dupla desbravava novos locais e microcervejarias. “A ideia começou como um compêndio, com as cervejas definidas por ordem alfabética. O volume das marcas foi crescendo e passou a fazer sentido separarmos o guia por regiões”.

Cada uma das regiões está contemplada com uma cor distinta, facilitando a localização de informações sobre as cidades produtoras, com um serviço completo para os que pretendem conhecê-las, incluindo desde onde se hospedar até serviços de táxi disponível.

O trabalho de catalogação foi dividido então em duas frentes: enquanto Henrique levantava microcervejarias e marcas, Hélcio adquiria informações relevantes sobre as cidades como: pontos turísticos, hotéis e restaurantes e como chegar. “Queremos que o aficionado em cerveja não só descubra a bebida, mas que consiga encontra-la no local onde é feita e saiba aproveitar aquele local”, explica Henrique. “Vamos dizer, por exemplo, que você chegue a uma determinada cervejaria e ela está fechada. Com o guia, você pode localizar quais são os restaurantes que vendem a cerveja, e assim a degustação não é perdida”, explica.

Em Minas Gerais

No Brasil Beer, estão presentes nove cidades mineiras, sendo elas Belo Horizonte, Contagem, Ribeirão das Neves, Nova Lima, Juiz de Fora, Frutal, Uberlândia, Monte Verde e Delfim Moreira. Combinadas, elas representam 15 microcervejarias e mais de 90 cervejas a serem degustadas, mas Henrique afirma que o número é ainda maior. “Não colocamos todas no catálogo, mas existem regiões como Formiga, por exemplo, onde a atividade cervejeira está crescendo”.

Para Henrique, o ‘boom’ de cervejeiros no estado tem motivo. Enquanto os paulistas (maioria no guia, com 22 cidades) produzem a cerveja por tradição ou empreendedorismo, no caso dos mineiros a nova febre é resultado da paixão pelo lado gourmet da produção artesanal. “O mineiro descobriu que ele pode conhecer o dono da cervejaria, as instalações e o processo de fabricação da cerveja. Como consequência, um maior número de cervejarias começou a surgir no estado”.

Leitura e degustação
A sessão de autógrafos na Leitura do Pátio guarda uma deliciosa surpresa para os aficionados e plantão. Acompanhando Hélcio e Henrique estarão representantes de cinco microcervejarias mineiras – Krug Bier, Backer, Wäls, Taberna do Vale e Falke Bier, em uma degustação onde leitores poderão brindar com os autores no melhor estilo cervejeiro.


LIVRO
‘Brasil Beer – O guia de cervejas brasileiras – Editora Gutenberg’
Autores: Henrique Oliveira e Hélcio Drumond (304 páginas, R$ 45,00)
Sessão de autógrafos e degustação na Livraria Leitura Pátio Savassi
Data: Quinta-feira, 16/05 – 19 horas
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