Mostrando postagens com marcador Ave César. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ave César. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de abril de 2016

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Ave César Londinium

Café do alto do Caparaó é usado em cerveja artesanal

por: Lídia Salazar - Especial para Força do Campo

O café, que só perde o posto de bebida mais consumida no mundo para a água – de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) –, é degustado por um bilhão de pessoas diariamente. Indispensável ao paladar de muitos, o produto, que reina absoluto em Minas Gerais, em breve poderá também ter o aroma e sabor sentido na cerveja.

Cada vez mais o que é produzido no campo passa a fazer parte da produção das cervejas artesanais no Brasil, ganhando até mesmo premiações internacionais. Há muitas microcervejarias que se encontram no interior do país utilizando malte de cevada nacional, trigo e insumos regionais para elaboração de cervejas diferentes e curiosas. Há cervejas com gengibre, pequi, jabuticaba e até com mandioca. No embalo da criatividade na produção das cervejas artesanais - setor que representa 1% do mercado cervejeiro nacional, de acordo com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) –, a novidade com café deverá ser lançada no mercado mineiro já em outubro.

Uma cerveja escura, muito bem elaborada e de fino gosto. Assim é a ‘Ave César Londinium’, a nova aposta de Henrique César de Oliveira, proprietário da marca de cerveja ‘Ave César’, que se uniu a Normando Siqueira, criador da ‘Uaimií Cervejaria de Fazenda’ e ao mestre cervejeiro Evandro Zanini, para acrescentar os grãos na formulação da famosa estilo stout.

Para o sucesso do produto, os grãos tinham de ser especiais. A bebida está sendo feita com o catuaí, uma variedade do café arábica que, segundo os produtores da cerveja, tem ótimo potencial para uma bebida de excelência. Mas o principal diferencial é a origem dos grãos, produzidos na região das Matas de Minas, no Alto Caparaó, onde está localizado o Parque Nacional do Caparaó, que, oferecendo solo e microclima ideais, garante terroir adequado.

O café é plantado numa área de 1.200 metros de altitude, na Fazenda Ninho da Águia, a grande vencedora do Coffee of the Year 2014. “Recebemos uma amostra da variedade catuaí, extraído de colheita tardia e executado em processo natural. É um produto gourmet, bastante primoroso, que se diferencia dos demais existentes no mercado”, afirma o especialista em cervejas, Henrique Oliveira.

Segundo ele, a combinação é perfeita. “Há um aumento nítido no sabor apresentando um incremento nas notas de torra, cappuccino e toffe. A bebida fica encorpada, preenchendo bem a boca. A espuma, densa e cremosa, apresenta a coloração bege intenso. A cor negra do líquido retrata o estilo e está de acordo com a escola inglesa de cervejas. É simplesmente imperdível. Vale cada gole”, garante o beer sommelier.

Henrique Oliveira explica que a cerveja com café se harmoniza tanto com uma carne vermelha gordurosa - harmonização por semelhança - como com um mousse de chocolate - harmonização por contraste. A fórmula é produzida na fábrica Uaimií, localizada na zona rural do município de Itabirito, Minas Gerais. O mestre cervejeiro Evandro Zanini destaca que a porcentagem de café chega a 6% em relação aos grãos de malte da receita. “O café é cuidadosamente escolhido e o tamanho do grão influencia drasticamente. Dessa forma, os grãos arábica são os mais bem-vindos”, ressalta.


Processo artesanal baseado na seleção manual dos grãos

Para que a produção da cerveja artesanal com café garantisse um produto primoroso, um minucioso estudo foi feito até a definição de onde viriam os grãos para a nova aposta de Henrique Oliveira. O café do produtor Clayton Barrossa Monteiro, proprietário da Fazenda Ninho da Águia, privilegia um sistema de torra artesanal ecologicamente correto, com os melhores grãos. O diferencial é o trato artesanal também na colheita, com os grãos selecionados à mão e secagem natural, em terreiro suspenso, além de livres de agrotóxicos. Com condições ideais do clima e do solo a uma elevada altitude de - 1.100 a 1.400 - metros, os grãos garantem um café sempre fresco, com aroma intenso e sabor diferenciado.

“Devido à altitude não temos uma alta produtividade, mas temos excelência em qualidade”, garante Clayton Monteiro. A produção média da fazenda é 15 sacas por hectare, num total de 25 hectares de área plantada, o que corresponde a 1% da produção do segundo lugar na premiação do Coffee of the Year.

“Hoje, os nossos cafés são comercializados nas melhores cafeterias do Brasil e do mundo”. A conquista do Coffee of the Year 2014 possibilitou a Clayton Monteiro colocar seu café nas prateleiras da Five Elephant, em Berlim (Alemanha), e na Le Coutume, em Paris (França), consideradas entre as melhores cafeterias do planeta. A produção dos grãos catuaí vermelho e amarelo também já foi exportada para a Austrália. “Nós temos também as variedades bourbon amarelo, topázio e mundo novo”.

Quem vê a habilidade de Clayton Monteiro com a lavoura não imagina que ele começou a atividade aos 22 anos, vindo de São Paulo para Minas Gerais com um hobbie impossível de ser praticado por aqui: o surf. Com muito trabalho e energias novas, ele decidiu mudar a fama da região, que era de produzir cafés ruins.

Na época em que chegou à região, não se falava em cafés especiais, mas Clayton Monteiro começou a fazer o cultivo de forma diferente. Sua primeira novidade foi separar os melhores lotes da lavoura para consumir em casa. Para ele, era assim que conseguiria saber se o que estava vendendo era bom ou se precisava melhorar. Aprimorando a produção a cada no, passou colecionar prêmios.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ave César!

Ave, César!

Júlio César (Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press)
Sérgio Barzaghi/Gazeta Press
Depois de um segundo tempo sem garra, sem jogadas ensaiadas, sem meio de campo e sem entrosamento por parte da seleção brasileira, que parecia ter sofrido um apagão, foi a vez do contestado Júlio César mostrar a que veio. Sim, ontem ele teve que justificar a confiança de Felipão. Poderia ser a consagração ou a derrocada de uma carreira. Estava nas mãos dele. As lágrimas antes dos pênaltis, a oração de Tiago Silva, o desespero dos brasileiros. E Júlio mostrou duas coisas: competência e sorte.
Pois é, quando preciso foi o cara defendeu duas cobranças de pênaltis e ainda contou com a sorte na última cobrança do chileno que bateu na trave e também naquela outra bola na trave que tomou durante o jogo. Pois é, Júlio César, tem estrela, sorte e foi competente o suficiente para levar a seleção às quartas. Sim, porque o mérito é todo dele.
Eu sabia que o Brasil não teria vida fácil se o jogo fosse para as penalidades. Poucas vezes a seleção treinou as cobranças de pênaltis. Tanto que perderam dois e isso, na minha visão, é inadmissível. Cobrança de pênalti é muito treino, e claro que precisa de sorte, mas é aquela velha história: 99% de transpiração e 1% de sorte.
O time de Felipão fez um jogo muito ruim contra o Chile. Tudo bem que o árbitro ajudou, mas Fred e Jô que me desculpem, essa Copa não é de vocês. Vamos que vamos, sexta é dia de encarar a Colômbia. Acho que dá Brasil!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

As Crônicas de Fernando Lana



Feliz 2013! Por Fernando Lana e suas crônicas

Gostaria de citar o pensamento do mestre Fernando Lana Souza, quem eu conheci nesta semana de Natal. Trata-se de um senhor, muito bacana que trabalhou anos afinco no Banco BDMG e na Belotur, pai de uma grande amiga que tenho grande afeto a consideração, a Fernanda Lana. Talk active, bom contador de histórias, maestrou causos da antiga Cervejaria Antarctica e soltou uma nota que achei bacana e bons para os ouvidos, ao qual decidi colocar aqui. Depois de alguns chopes Ave Cesar, (dei-lhe "garantia de 1 hora" após instalação da máquina), ele nesse meio tempo me disse:

- "Há 3 invenções que foram perfeitas, as mais perfeitas em minha visão:


 As notas musicais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó. São 7. Sempre foram 7 e sempre será. As combinações das notas ficam a cargo do compositor ou do músico, mas não tem perhaps! Elas estão ali, intocáveis. As músicas, desde as eruditas ao rock n'roll, utilizam-se e se utilizarão deste milenar recurso metodológico.



As cartas de um baralho: São 52. Inicia-se do As, e vai passando pelo 2,3,4,5,6,7,8 ,9,10, e seguem o Valete, a Dama e o Rei. Tem o Coringa de quebra! Mas ninguém ainda não criou outras cartas. O jogo pouco importa! É truco, é poker, é buraco, é rouba-monte, pif-paf, paciência, mas as 52 cartas estão lá! Também intocáveis! Criado pelos chineses, passou pelos egípcios e foram adaptadas pelos franceses e daí não houve mais evoluções (e não haverá.)

A cerveja: Desde os primórdios ela está ali. Pode ser pilsen, stout, porter, bock, weiss, dubbel, tripel, quadrupel, saison..., não interessa! É, no fim da conta, cerveja! É paixão! É bão demais da conta! E vamos encher o copo de novo!"

Feliz 2013!

Foto: Internet/Copag.
Real Time Web Analytics