Quem tem o velho costume a apreciar os famosas pizzas ou o filé a parmegiana da tradicional casa Pizzarella, em Belo Horizonte, mais precisamente no Bairro de Lourdes, verá que o chope que acompanha a tradição agora é servido de forma diferente.
Esse lugar além da boa comida tinha dois diferenciais no meus tempos de adolescência. O banheiro era limpíssimo (!) daqueles de shoppings - e continua do mesmo jeito - e o chope era servido por uma chopeira imponente com uma enorme serpentina a gelo, que de longe era possível ver o chopeiro socando gelo, de cima para baixo com um bastão de madeira. Esse atrativo à parte, era a marca oficial da Pizzarella. Um tap handle, (ou válvula cafeteira) dava o toque final no creme do chopinho no copo especial, que havia sido enxaguado com esmero. (A propósito, a minha primeira chopeira, foi uma a gelo, feita em um barril de Amburana, pelo "Seu" Álvaro Alves Rocha, o mestre pioneiro e fundador da Chopeiras Iceberg, em Belo Horizonte.)
A família empresária dessa tradicional casa de massas e carnes foi pioneira na comercialização de gelo em barras e em escamas, que eram vendidos no próprio estabelecimento da pizzaria, e que ainda está em plena atividade. Nesse sentido, gelo é o que não faltava, para manter as serpentinas da chopeira da Pizzarella a zero grau, ininterruptos. Toda vez que se trocava o barril de chope, um sino era tocado, avisando à todos que mais um barril estava pronto para ser plugado nas mangueiras e válvulas de extração.
Passados os anos, fui levar a família para apresentar a casa e aproveitar para relembrar os velhos tempos. A comida de sempre, tradicional e saborosa, os garçons com o mesmo atendimento à francesa, (muitos já de cabelos grisalhos como os meus), as mesinhas na calçada e ambiente familiar e o chope... O que houve com o chope?
Pois bem: a velha chopeira a gelo aposentou-se e deu lugar a um simples equipamento de expansão direta, muito sem graça. Acabou-se o charme do chopinho, tirado na serpentina que cujo o maquinário era a vedete da casa. Um garçom disse que a troca se tratou de economia de custos, outros dizem que consumia muito gelo e que agora devemos que ser mais ecológicos. O que se vê é o equipamento aposentado ao relento. É de doer o coração! Merece ser doado a um museu do tema. (Quem sabe eu não monto um?)
Passados os anos, fui levar a família para apresentar a casa e aproveitar para relembrar os velhos tempos. A comida de sempre, tradicional e saborosa, os garçons com o mesmo atendimento à francesa, (muitos já de cabelos grisalhos como os meus), as mesinhas na calçada e ambiente familiar e o chope... O que houve com o chope?
Pois bem: a velha chopeira a gelo aposentou-se e deu lugar a um simples equipamento de expansão direta, muito sem graça. Acabou-se o charme do chopinho, tirado na serpentina que cujo o maquinário era a vedete da casa. Um garçom disse que a troca se tratou de economia de custos, outros dizem que consumia muito gelo e que agora devemos que ser mais ecológicos. O que se vê é o equipamento aposentado ao relento. É de doer o coração! Merece ser doado a um museu do tema. (Quem sabe eu não monto um?)
Em Belo Horizonte, o restaurante e bar Pinguim ainda preserva a sua majestosa chopeira a gelo, pois consideram o equipamento o carro-chefe da casa. Trata-se de uma atração turística. Todo mundo gosta e até tiram fotos em sua frente.
Em Juiz de Fora, a cervejaria Antuérpia ainda deve ter a sua chopeira a gelo em pleno funcionamento, assim espero. Há ainda o Botequim Informal (vide foto abaixo), no Rio de Janeiro, que utilizava uma chopeira coberta por gelo da marca Brahma, em destaque no balcão central. mas acredito que essa foi substituída por uma torre de chope, logo após a reforma da casa.
A velha chopeira a gelo do Pizzarela vai deixar saudades! E aì? Você conhece algum bar que mantêm uma chopeira a gelo bacana? Cite nos comentários!
A propósito, o Pizzarela fica na Avenida Olegário Maciel, 2280, Lourdes. Vale a pena conhecer. Recomendo.
A propósito, o Pizzarela fica na Avenida Olegário Maciel, 2280, Lourdes. Vale a pena conhecer. Recomendo.
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