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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Kombucha

 

 Kombucha: o novo refrigerante do futuro?

Nos últimos anos, a kombucha deixou de ser um nicho restrito a consumidores “naturebas” para se firmar como uma bebida mainstream e funcional, (seria um refrigerante?) — especialmente entre Millennials e a Geração Z. O mercado brasileiro tem se destacado por seu crescimento acelerado: Veja os dados a seguir:

  • Expansão de até 923% na produção nacional entre 2019 e 2025, com 249 fabricantes registrados no MAPA até setembro de 2025;
  • Aumento de cerca de 900% na demanda nos últimos anos, com o setor avaliado em US $ 100 milhões em 2024 e projeção de alcançar US$ 182 milhões até 2030, com CAGR de ~10,6%;
  • Em 2025, o mercado global já atingia US $ 3,25 bilhões, sendo que o Brasil representa cerca de 2,3% — a América Latina começa a se consolidar como força significativa;
  • Hoje, cerca de 270 marcas atuam no país, com presença firme em supermercados, e-commerce e lojas de produtos naturais.

Esse boom se deve à mudança de perfil dos consumidores brasileiros, cada vez mais exigentes com saúde e bem-estar, buscando bebidas funcionais que ofereçam sabor, praticidade e apelo sustentável. Embalagens modernas como latas e Tetra Pak, além de regulamentações mais claras (IN nº 41/2019 do MAPA), aceleraram a profissionalização do setor a partir de 2023.

A kombucha, originalmente associada a chás fermentados probióticos, tem se reinventado com versões artesanais e industrializadas — ganhando espaço em supermercados, bares e academias. Essa transição reforça o seu poder de se tornar a “refrigerante saudável” do futuro — leve, saborosa e funcional. 

Conheci o Kombucha, por meio de José Felipe Pedras Carneiro, um dos fundadores da K-Happy. Ele foi pioneiro em trazer a bebida ao mercado mineiro, por meio de experiências que ele e sua família tiveram com essa bebida, nos Estados Unidos. Atualmente, fabricam sabores incríveis em versões com ou sem álcool.

Abaixo algumas fábricas e produtos encontrados em Minas Gerais, que vem participando ativamente da expansão deste mercado:



  O que é o Kombucha

Trata-se de um chá adoçado fermentado com uma cultura simbiótica de bactérias e leveduras (SCOBY), originário da Manchúria, na China, por volta de 220 a.C.

Benefícios nutricionais

Produz ácidos orgânicos (lático, acético, glucurônico, málico), vitaminas (especialmente B e C), enzimas, probióticos (Lactobacillus, Bifidobacterium) e polifenóis. 

Estudos sugerem efeitos antioxidantes, hepatoprotetores, antimicrobianos, anticâncer, anticolesterolêmicos, antidiabéticos e gastroprotetores. Pode auxiliar na imunidade, equilíbrio da microbiota, desintoxicação hepática e proteção contra radicais livres. Nota-se, porém, que grande parte das evidências vem de estudos em animais e in vitro.


Conheça mais sobre a história do José Felipe, da LowKa, sobre investir no mercado de Kombuchas.




Foto: site Lowka.

segunda-feira, 31 de março de 2025

Gases de Efeito Estufa em Cervejarias

 


Cerveja ou leite?

Estudo propõe refletir sobre bebidas de consumo humano considerando a emissão de gases de efeito estufa em sua produção e o valor nutricional de cada uma delas

Por Luiz Josahkian* para a Globo Rural

29/01/2025

O ano de 2023 foi um recorde, mas não para ser comemorado. Foi o ano mais quente nos 174 anos de história do planeta em que as temperaturas têm sido aferidas. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam 1,4°C acima da média histórica, muito próxima de 1,5°C, o ponto limite em que não haverá mais retorno para evitar os efeitos do aquecimento global.

Se isso não for motivo para não comemorar o recorde, o ano de 2024 é um forte candidato para desbancar o breve reinado de 2023. Atingir essa marca, contudo, não é irremediável, mas liga o alerta dos organismos internacionais d vigilância do clima e traz a baila o fraco discurso da COP28, realizada em Dubai, cujo ponto central foi a transição do uso dos combustíveis fósseis para fontes de energia limpa.

Embora o acordo final, assinado por quase 200 países, seja emblemático sob o ponto de vista do reconhecimento dessa necessidade, não houve compromissos quantificáveis e com prazos a serem cumpridos, uma lacuna do acordo criticada por muitos. Mas sabemos que será um longo processo, uma reconfiguração da economia mundial, uma remodelação dos negócios e na forma como a sociedade fará suas escolhas de consumo. Esse Novo Mundo estabelecerá paradigmas diferentes, inaceitáveis nos padrões atuais. Falar sobre eles agora seria quase irônico, mas as transformações em escala global instituíram parâmetros de decisão queiram nos tirar da zona de conforto.

Só como exemplo, e lembrando do que podemos optar para deixar de fazer quase tudo, menos o de nos alimentar, vejamos a questão da produção de alimentos sobre a perspectiva proposta por SMED-MAN et al. (Disponível em HTTPS://doi.org/10.3402/fnr.v54i0.5170) em um artigo intitulado “Nutriet Density of Beverages e Relation to Climate Impact”. Os autores nos propõe refletir sobre a produção de algumas bebidas de consumo humano sobre um ponto de vista relativo entre o total de emissão de gases de efeito estufa (GEE) em toda a sua cadeia de produção e o valor nutricional de cada uma delas. Em outras palavras, é uma forma de avaliar o custo-benefício do ponto de vista humano no impacto climático.

Para tanto, criar um índice em que a densidade nutricional de cada produto (levando em conta 21 nutrientes essenciais) era comparado com a taxa de emissão de GEE medido em toda a sua cadeia de produção (produção, manufatura, embalagem e distribuição.) Denominaram esse indicador de NDCI (Nutriet Density to Climate Impact.) Foram avaliados leite, refrigerante, suco de laranja, cerveja, vinho tinto, água mineral, bebida de soja e bebida de aveia. Infelizmente, para os apreciadores, refrigerante, vinho e cerveja apresentar os piores índices, porque, além das maiores taxas de emissão de GEE, seus valores nutricionais se aproximam de zero.

O suco de laranja e bebidas de soja foram equivalentes em uma zona intermediária, como a ligeira vantagem do ponto de vista nutricional para o suco de laranja. O leite, por sua vez, apresentou o melhor NDCI, praticamente o dobro da bebida de soja e 53 vezes superior ao da cerveja e do vinho. Então, que opções faremos no futuro: cerveja ou leite?

Luiz Josahkain é Zootecnicista, professor de melhoramento genético e superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Mercado de Sucos



Sucos Do Bem recebe um "Tial" da Ambev

A marca nacional de sucos sem conservantes Tial comprou a marca Do Bem, da Ambev, como apurou o site da Brazil Journal. O feito representa a primeira aquisição da história da Tial, que é líder de mercado em Minas Gerais, pertencente ao Grupo Pif-Paf Alimentos e a família de Victor Wanderley, atual CEO da empresa. O valor da aquisição não foi revelado.

A transação inclui a propriedade intelectual da marca e os equipamentos da Do Bem que estavam em fábricas da Ambev, que devem ser transportados para a fábrica da Tial em Visconde de Rio Branco (MG). Com isso, a capacidade fabril da empresa deve aumentar em 65% até 2026.

A Do Bem foi fundada em 2009 por Marcos Leta e comprada em2016 pela Ambev, que contratou o Santander para vender o ativo, já que a Do Bem cresceu pouco e ficou pequena no portfólio da gigante das bebidas.

A Brazil Journal mencionou que o CEO da Tial, Victor Wanderley, disse que as duas marcas se complementam, uma vez que a Tial é voltada para a família e a Do Bem tem um perfil premium e voltado para o público jovem.

Outra ideia é usar a marca para ingressar em outras categorias, lançando produtos funcionais, chás, infusões, bebidas energéticas e alternativas vegetais. 

Meus grifos: o mercado de sucos vem sofrendo transformações interessantes. A inglesa Britvic comprou Sucos Maguary, a Da Fruta e Bela Ichia, todas empresas familiares. A Coca-Cola, havia adquirido décadas atrás a famosa Del Valle e a Mate Leão, como forma de ampliar o porfólio de produtos e mitigar os riscos de perdas de consumo na linha de refrigerantes, considerados menos saudáveis. A Coca ainda comprou a Cervejaria Therezópolis, que entre as estratégias internas, acredito que visa a melhorar o seu SKU logístico dentro da sua malha de distribuição. (Carregar água com bolinhas é muito caro e cerveja compensa esse custo). Em suma: gigantes sempre testando meios de ampliar os horizontes e caminhjos contra os riscos e, consequentemente, buscando melhor posicionamento de market share. (Aliás, disse que no ano de 2024 mix era a bola da vez, e isso, ao meu ver continua. Basta ver o que tem nas gôndolas disponíveis nos supermercados.Os hipermercados já eram.)

A compra da Do Bem pela Ambev anos atrás, foi uma estratégia de ampliar o leque nesse mercado. Entretanto, imagino que uma megacompanhia como a Ambev não trabalha mais com tanques de pequeno e médio portes. São necessários muitos hectolitros para enchê-los e mantê-los em plena gestão de estoques. O maquinário da Corporação é muito maior, em termos de volume, e toda linha merece sua devida atenção, como distribuição, marketing e propaganda, além de promoção de vendas. Dar um tial, ou seja desmobilizar o ativo, talvez seja uma estratégia do bem para a empresa.

Por alto lado, para a Tial é um passo importante no segmento ao qual essa atua por décadas e cujo mercado vem sendo aos poucos dominado por empresas de capital estrangeiro. Crescer para a Tial não é um desejo ou vontade; é uma obrigação. 

Desejamos boa sorte a nossa mineira Tial e a Victor Wanderley, já que o CADE aprovou a decisão.

Fonte: https://bpmoney.com.br/negocios/tial-compra-do-bem/

https://braziljournal.com/tial-compra-do-bem-da-ambev-e-quer-faturar-r-1-bi/?utm_source=Brazil+Journal&utm_campaign=a67360eee3-news-07012025-1-_COPY_03&utm_medium=email&utm_term=0_850f0f7afd-a67360eee3-427709485 

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