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terça-feira, 11 de agosto de 2026

VI Seminário de Cachaças do Brasil

VI Seminário de Cahaças do Brasil: Como o Nosso Destilado Está Desenhando o Futuro do Mercado Técnico e de Luxo

Se você ainda pensa em cachaça apenas como o ingrediente da caipirinha do fim de semana, está na hora de atualizar seus conceitos. O mercado do destilado mais brasileiro de todos está passando por uma revolução silenciosa, onde o ingrediente principal não está apenas na cana, mas na consciência ambiental.

Depois do sucesso indíscutível da 35a. Expocachaça, em Belo Horizonte, esse movimento ganha os holofotes no dia 28 de outubro, em João Pessoa, durante o VI Seminário de Cachaças do Brasil. O evento vai reunir o setor para debater o rumo da bebida. E o veredito antecipado é claro: o futuro da cachaça é verde. Descubra como os alambiques estão se transformando para conquistar o copo do consumidor moderno.

Do Resíduo à Energia: O Ciclo Fechado do Alambique

A produção moderna de cachaça de alambique é um dos maiores exemplos práticos de economia circular que temos no país. Nada se perde. O bagaço da cana, que antes era descartado, hoje vira biomassa e alimenta as caldeiras da destilaria, gerando energia limpa. Já a vinhaça (o líquido que resta após a destilação) retorna ao campo como um fertilizante potente para a própria lavoura de cana. É a terra devolvendo o que a terra gerou, reduzindo o impacto ambiental a quase zero.

O Desafio das Madeiras Nativas e o Consumo Consciente

O grande charme da cachaça premium está no envelhecimento em madeiras brasileiras. Amburana, jequitibá-rosa, ipê e bálsamo dão cores, aromas e sabores únicos que nenhum outro destilado no mundo consegue replicar com tamanha maestria. Mas como fazer isso sem desmatar? O setor entendeu que a sobrevivência do negócio depende do manejo sustentável e do reflorestamento. Consumidores de alta coquetelaria exigem, cada vez mais, rastreabilidade. Saber que a madeira do seu barril tem origem legal e certificada agrega um valor absurdo ao produto final.

O "Passaporte Verde" para o Mercado Internacional

O mercado global de bebidas de luxo está obcecado por práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Europa e Estados Unidos não querem apenas um líquido saboroso; eles compram a história por trás da garrafa. Alambiques que investem em certificações orgânicas, neutralização de carbono e práticas de comércio justo com seus trabalhadores ganham um verdadeiro passaporte para exportação. A sustentabilidade virou o passaporte definitivo para a cachaça entrar pela porta da frente nos melhores bares do mundo, competindo de igual para igual com uísques e runs renomados.

Como ser um Consumidor Consciente: 3 Dicas para Identificar uma Cachaça Sustentável

Nem toda cachaça estampa sua história na frente da garrafa. Se você quer apoiar produtores que respeitam o meio ambiente, preste atenção a estes três detalhes antes de comprar.

Selo de Certificação Orgânica: Procure pelo selo do SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica) no contrarrótulo. Ele garante que a cana foi cultivada sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos e que a colheita foi feita sem queimadas.

Transparência sobre as Madeiras: Marcas sustentáveis têm orgulho de sua cadeia de suprimentos. Verifique se o produtor menciona o uso de barris de áreas de manejo sustentável ou cooperativas de reflorestamento em seu site ou redes sociais. Fugir de marcas que não explicam a origem de madeiras raras (como o Bálsamo ou o Amburana) é uma boa prática.

Histórico do Alambique (Práticas ESG): Dê um Google rápido ou visite o site oficial do selo. Produtores engajados costumam divulgar suas ações de economia circular — como o uso do bagaço para energia ou projetos de apoio social à comunidade local onde a cachaça é produzida.

O encontro de outubro em João Pessoa deixa uma mensagem nítida para os amantes e profissionais do setor: proteger o meio ambiente virou sinônimo de valorizar o produto. A cachaça do futuro honra a sua tradição de séculos, mas com os olhos e a tecnologia voltados para a preservação do nosso ecossistema.

Na próxima vez que você escolher uma garrafa, repare no rótulo. A sustentabilidade também tem um sabor surpreendente.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Liderança Consciente

 


Liderança Consciente: Construindo Empresas para o Futuro

Um encontro incrível vivido nesse dia 05/12, com empresários mineiros que buscam avançar com suas organizações levando-as a um patamar mais alto e robusto, nos mercados em que atuam. Querem ser grandes e desejam estar mais próximos das grandes empresas e dos grandes negócios.

Para tanto, decidiram que deveriam buscar ajuda e orientação. Porquê fazer e como fazer. Pensar fora da caixa. Buscam o Autoconhecimento e Autenticidade: líderes que entendem suas próprias emoções e padrões, agindo com integridade e servindo ao bem comum, não apenas a si mesmo. Possuem presença e atenção plena (Mindfulness): estão focados no momento presente, pausando para refletir em vez de apenas reagir sob pressão, o que melhora a tomada de decisão.

Apresentam empatia e escuta ativa, conectando-se genuinamente com a equipe, compreendendo suas perspectivas e construindo confiança. Possuem alto senso de  propósito e conduta ética: as decisões são tomadas com base em valores, considerando o impacto financeiro, social e ambiental, promovendo a responsabilidade corporativa.

Trata-se de pessoas que possuem resiliência e inteligência emocional, gerenciando emoções, lidando com desafios e manterdo o equilíbrio sob estresse, sendo um suporte para as equipes. Adoram desenvolver pessoas, ou seja, investem no crescimento, inovação e criatividade dos colaboradores, criando um ambiente de alta performance e qualidade.

Nesse sentido, entramos para alavancar valor, com estratégias, propósitos atualizados, práticas de governança, riscos, Compliance e muito mais. Querem saber mais? Entre em contato comigo, que eu te ajudo. Liderança consciente com capitalismo consciente. ESG, GRC.

Henrique Oliveira | LinkedIn

#mobileholding

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Coca-Cola Cursos

 


Coca-Cola  dá um gás no seu negócio

A Coca-Cola criou uma plataforma de cursos de formação, um Hub de capacitação gratuita, online e presencial, para micro e pequenos negócios de alimentos e bebidas. Há diversas parcerias estratégicas com Sebrae, Aliança Empreendedora, Abrasel e Ministério do Desenvolvimento Social, com investimentos de até R$ 200 milhões no apoio a mais de 300 mil empreendedores.

Podem participar Garçons, ambulantes, donos de bares, food trucks, delivery, restaurantes e pessoas que atuam em atividades similares.


Os cursos promovem certificados em parceria com a Coca-Cola e entidades envolvidas. Há também outras oportunidades como a seleção para aceleração de negócios: mentoria, consultoria e ajuda financeira. Há o prêmio “Um Gás Para Seu Negócio” que oferece capital semente e imersão presencial.  Há ainda a exibição de histórias inspiradoras, conteúdos motivacionais e suporte virtual via WhatsApp.

Participar é algo interessante e pode ser um diferencial competitivo, pois tratam-se de cursos rápidos, com conteúdos práticos para atendimento, vendas, marketing, finanças, sustentabilidade e ESG. Os certificados são reconhecidos, o que  propicia o aumento de credibilidade além de gerar oportunidade de networking. As mentorias e o apoio financeiro, inclusive presencial, para atrair e acelerar negócios locais.

Para se inscrever acesse cocacoladaumgasnoseunegocio.com, escolha o curso compatível com seu perfil e necessidade. A seguir, preencha o formulário (alguns programas exigem inscrição até uma data específica.) Faça o curso online ou presencial, receba seu certificado e participe de mentorias/mentoria coletivas.

Bom curso!

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Heineken Minas


Heineken oficializa a inauguração de sua primeira fábrica no Brasil 

A Heineken é uma controvérsia em termos de empresa no Brasil. Produzida de forma estratégica por Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, ainda na década de 1990, por um acaso, dentro das instalações da Cervejaria Kaiser em Divinópolis, Minas Gerais, a marca foi distribuída por uma parceria efetuada com a Coca-Cola Remil e demais associadas.

Décadas mais tarde (2017), ao comprar as operações da Brasil Kirin no país, (Lê-se Grupo Schincariol), a empresa entendeu que a marca precisava expandir seu mercado além do eixo Sul-Sudeste. A Heineken foi para a região Nordeste, aproveitando a logística da antiga Schincariol, desfazendo o seu contrato de distribuição com a Coca-Cola, por meio de um processo turbulento.

Consagrada com a sua garrafa verde, amargor mais acentuado do que as cervejas de grande escala encontradas no Brasil, a Heineken tomou gosto por boa parcela dos brasileiros, sobretudo a partir de 2010, quando adquiriu as operações das cervejas da FEMSA, promovendo mais uma vez a sua expansão, cujo portfólio passou a incluir a antiga cerveja Kaiser. Adicionalmente, perceberam que o consumidor, tomou gosto pela bebida além das características olfativas e gustativas. Viram que eles identificaram um ar de sofisticação em seu principal produto, por meio de sua embalagem sem ranhuras, impressa em silk, ora apreciada por ícones do cinema como o espião britânico James Bond 007, ora como patrocinadora de um dos principais torneios de futebol mundial, a Champions League.

Com a saída do triunfal do CEO Jean-François van Boxmeer, em 2020, no meio da Covid-19, a liderança se rejuvenesceu e, apesar de volumes terem caído globalmente, acredito que a Heineken manteve a sua visão de longo prazo. Entre as vertentes, acredito que a Alta Direção entende que, as temperaturas elevadas, sobretudo no verão, ao redor do mundo, irão propiciar a garantia de consumo, por parte do seu público, nas próximas décadas. Nesse sentido, a empresa capitaneada por Charlene de Carvalho-Heineken (é meus caros, Charlene é casada com o brasileiro Michel Ray de Carvalho, cujo pai era um Diplomata daqui), tomou a decisão, após 4 décadas, de construir uma fábrica 100% Greenfield no Brasil, inteiramente moderna, sustentável e focada nas melhores práticas de ESG, como parte da sua estratégia de expansão na América do Sul.

Minas Gerais foi a região escolhida pela Heineken para a construção do complexo fabril. Inicialmente, projetada para ser edificada na cidade de Pedro Leopoldo, encontrou problemas arqueológicos, face a existência de uma arqueologia antiga com grutas, cavernas e escritas rupestres. Nessas circunstâncias, o projeto foi pivotado para outro ponto do estado, dessa vez, a cidade de Passos, região Sudoeste.


Com o projeto concluído, nessa quinta-feira, 06/11/2025, a fábrica deu início formal de suas operações, sendo inaugurada oficialmente, com a presença de empresários, comerciantes, representantes de entidades e de governo.

O blog Ave Cesar Co. deseja sucesso pleno nas atividades dessa empresa, quem investiu R$2,5 bilhões em dois anos e meio em obras e que atualmente emprega hoje no Brasil, aproximadamente, 14.000 colaboradores. Certamente, essa cerveja chegará mais fresca ao copo dos mineiros, uma vez que esta é agora produzida dentro de nossas montanhas.

Foto: Fábio Resende/Divulgação

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Práticas sustentáveis

 

Cervejaria de Santos vira a 1ª em SP a zerar impacto ambiental e compensa 32 toneladas de CO₂

Empresa usa energia solar, reaproveita resíduos e créditos certificados para neutralizar emissões de gases poluentes.

Por g1 Santos 26/10/2025

A cervejaria artesanal Santos Cervejeiros, no litoral paulista, tornou-se a primeira do segmento no Estado de São Paulo a conquistar o selo Carbono Neutro. A certificação reconhece empresas que compensam integralmente suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Ao todo, foram neutralizadas cerca de 32 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) por meio de ações como reaproveitamento de resíduos, uso de energia solar e aquisição de créditos de carbono certificados (veja mais abaixo).

A auditoria foi conduzida pela AKVO ESG, startup especializada em medição e compensação de carbono. A análise envolveu consumo de energia, uso de gás e transporte de insumos e resíduos.

Para Mariana Nogueira, sócia e gerente de marketing, a conquista reforça o compromisso ambiental da empresa. "Ser carbono neutro vai muito além de obter um selo. É a comprovação de que é possível crescer sem perder a essência artesanal e sem abrir mão da responsabilidade ambiental", afirmou.

Programa de sustentabilidade

De acordo com a cervejaria, a conquista é fruto de um programa contínuo de sustentabilidade implementado desde 2024. Entre as iniciativas adotadas estão:

☀️ Energia limpa: utilização de parte da energia elétrica proveniente de fonte solar por meio de assinatura;

🌱 Gestão de resíduos: reaproveitamento de resíduos orgânicos de grãos de malte para panificação artesanal e compostagem, reduzindo o envio a aterros sanitários;

🌍 Créditos de carbono: compensação das emissões remanescentes com créditos certificados.

Como funciona a certificação

Segundo a empresa, foram consideradas as emissões diretas e indiretas e parte das emissões indiretas do transporte. O levantamento comprovou que a empresa compensou integralmente essas emissões por meio de créditos de carbono certificados, atingindo impacto líquido zero.

Como funciona: empresas ou projetos que reduzem emissões de gases do efeito estufa, com reflorestamento ou uso de energia limpa, recebem créditos de carbono, que podem ser vendidos para outras empresas que precisam compensar suas próprias emissões e, assim, equilibrar seu impacto ambiental.



Marcado de carbono — Foto: Othon Felipe/Rede Amazônica

Fonte e mais informações: Cervejaria de Santos é 1ª do setor em SP a zerar impacto e compensar 32 t de CO₂

segunda-feira, 31 de março de 2025

Gases de Efeito Estufa em Cervejarias

 


Cerveja ou leite?

Estudo propõe refletir sobre bebidas de consumo humano considerando a emissão de gases de efeito estufa em sua produção e o valor nutricional de cada uma delas

Por Luiz Josahkian* para a Globo Rural

29/01/2025

O ano de 2023 foi um recorde, mas não para ser comemorado. Foi o ano mais quente nos 174 anos de história do planeta em que as temperaturas têm sido aferidas. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam 1,4 °C acima da média histórica, muito próxima de 1,5 °C, o ponto limite em que não haverá mais retorno para evitar os efeitos do aquecimento global.

Se isso não for motivo para não comemorar o recorde, o ano de 2024 é um forte candidato para desbancar o breve reinado de 2023. Atingir essa marca, contudo, não é irremediável, mas liga o alerta dos organismos internacionais d vigilância do clima e traz a baila o fraco discurso da COP28, realizada em Dubai, cujo ponto central foi a transição do uso dos combustíveis fósseis para fontes de energia limpa.

Embora o acordo final, assinado por quase 200 países, seja emblemático sob o ponto de vista do reconhecimento dessa necessidade, não houve compromissos quantificáveis e com prazos a serem cumpridos, uma lacuna do acordo criticada por muitos. Mas sabemos que será um longo processo, uma reconfiguração da economia mundial, uma remodelação dos negócios e na forma como a sociedade fará suas escolhas de consumo. Esse Novo Mundo estabelecerá paradigmas diferentes, inaceitáveis nos padrões atuais. Falar sobre eles agora seria quase irônico, mas as transformações em escala global instituíram parâmetros de decisão queiram nos tirar da zona de conforto.

Só como exemplo, e lembrando do que podemos optar para deixar de fazer quase tudo, menos o de nos alimentar, vejamos a questão da produção de alimentos sobre a perspectiva proposta por SMED-MAN et al. (Disponível em HTTPS://doi.org/10.3402/fnr.v54i0.5170) em um artigo intitulado “Nutriet Density of Beverages e Relation to Climate Impact”. Os autores nos propõe refletir sobre a produção de algumas bebidas de consumo humano sobre um ponto de vista relativo entre o total de emissão de gases de efeito estufa (GEE) em toda a sua cadeia de produção e o valor nutricional de cada uma delas. Em outras palavras, é uma forma de avaliar o custo-benefício do ponto de vista humano no impacto climático.

Para tanto, criar um índice em que a densidade nutricional de cada produto (levando em conta 21 nutrientes essenciais) era comparado com a taxa de emissão de GEE medido em toda a sua cadeia de produção (produção, manufatura, embalagem e distribuição.) Denominaram esse indicador de NDCI (Nutriet Density to Climate Impact.) Foram avaliados leite, refrigerante, suco de laranja, cerveja, vinho tinto, água mineral, bebida de soja e bebida de aveia. Infelizmente, para os apreciadores, refrigerante, vinho e cerveja apresentar os piores índices, porque, além das maiores taxas de emissão de GEE, seus valores nutricionais se aproximam de zero.

O suco de laranja e bebidas de soja foram equivalentes em uma zona intermediária, como a ligeira vantagem do ponto de vista nutricional para o suco de laranja. O leite, por sua vez, apresentou o melhor NDCI, praticamente o dobro da bebida de soja e 53 vezes superior ao da cerveja e do vinho. Então, que opções faremos no futuro: cerveja ou leite?

Luiz Josahkain é Zootecnicista, professor de melhoramento genético e superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

sábado, 7 de dezembro de 2024

Heineken ESG

Cervejaria holandesa cria 'floresta em miniatura', em Belo Horizonte

Grupo Heineken promete plantar 19 microflorestas pelo Brasil até 2030

por Maria Antônia Rebouças, do Estado de Minas

O plantio é uma iniciativa da marca de cerveja holandesa Heineken, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e o paisagista Ricardo Cardim, idealizador do projeto e responsável pela metodologia "Floresta de Bolso", que, desde 2011, busca trazer a dinâmica natural de florestas nativas em florestas menores. Estas podem ocupar (e salvar) pequenos espaços do ambiente urbano.

“Aplicamos a ideia de contenção e cooperação positiva entre as árvores. fazendo um plantio respeitando a ciência, porque não é amontoar árvores. A disposição das espécies é fundamental para que elas cresçam rápido e se ajudem; dessa forma não precisa de manutenção. O solo é preparado para que a vida aconteça de maneira independente”, explicou o botânico e paisagista Ricardo Cardim.

De acordo com a cervejaria holandesa, a ação foi realizada com a ajuda de um mutirão voluntário, que reuniu cerca de 60 pessoas como parceiros do grupo Heineken, colaboradores voluntários e agentes do poder público. (Uma atitude sustentável.)

Cardim destacou que a instalação das microflorestas exige que uma máquina de tração cave um buraco no solo de 1 m: “O solo das grandes cidades é ruim, o trator abre o solo e mistura adubo orgânico para preparar uma terra melhor, onde as raízes das árvores podem crescer à vontade para buscar suas necessidades”.

Fonte: https://www.em.com.br/gerais/2024/12/7005000-cervejaria-holandesa-cria-floresta-em-miniatura-em-belo-horizonte.html

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Ave Cesar Movies: O Entregador



Ave Cesar Movies: O Entregador

Saiu nesse mês de maio, pela Netflix, o suspense chamado de “O Entregador”, em espanhol, “El Correo”, dirigido por Daniel Calparsoro e estrelado por Aron Piper. A película passa no ano de 2002 e é uma obra de tem um mix de ficção e realidade, pois essa tem como referência histórica um dos maiores escândalos de corrupção financeira ocorrido na construção civil na Espanha e agentes do Poder Público, por meio de atos de suborno, formação de quadrilhas além de elevada lavagem de dinheiro, iniciado no período de troca de moedas, de Pessetas para Euros, conforme acordado pela União Europeia, em 1999. O esquema ficou conhecido por "trama Gürtel".

É um filme que tem que tirar as crianças da sala, pois há cenas inadequadas para a idade (sexo, drogas e rock n 'roll.) Apesar desse detalhe, o seu enredo é sério e profundo. Dados do filme citam que a fraude no setor público espanhol foi superior a 9 bilhões de euros. A Espanha teve que buscar 58 bilhões no Banco Europeu para cobrir os prejuízos, triplicando a dívida pública daquele país. Os espanhóis ficaram mais pobres e a desigualdade disparou. Ordens de despejo se multiplicaram. Cortes na saúde e educação se mantêm até os dias de hoje.

Profissionais de GRC, Auditorias Interna e Externa, Forensic, devem atentar ao filme para entender como são articuladas manobras de lavagem de dinheiro entre bancos e agentes e entre países e como suas consequências sociais e econômicas são drásticas e de alto impacto em ESG.

 

#pelosatelite #avecesarco #djjonesco #avecesarmovies #ESG #AML #GRC

https://www.elmundo.es/elmundo/2009/10/07/espana/1254902912.html

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Trabalho Voluntário em meio a crises

A importância do voluntariado no tratamento da gestão de crises

 por Henrique Oliveira (*)

Em 1993, participei de um programa de intercâmbio no interior do estado de Nova Iorque. A região, conhecida por Allegany County, possuía como risco climático as baixas temperaturas decorrentes das fortes nevascas. O rigoroso período de inverno colocava toda a comunidade em estado de emergência, tendo em vista que as estradas eram bloqueadas por elevados maciços de neve. Esse evento natural impedia a polícia, o SAMU, os bombeiros ou ainda da defesa civil em chegar em locais distantes para salvar possíveis vítimas, sobretudo em casos de incêndio. As moradias americanas são construídas, em geral, com materiais extremamente inflamáveis, como madeira, isolantes térmicos à base de fibra de vidro e assoalhos sintéticos e carpetes. Para manter a casa aquecida, aquecedores elétricos ou a gás são utilizados ao máximo, provocando um efeito estufa, rico em ar seco. Acrescido de pó e sujeira em suspensão, o risco de incêndio se torna iminente. Basta acender um palito de fósforo ou ainda um fogão a gás com faísca elétrica que o risco de explosão pode se tornar um evento desastroso. Quando ocorria um incêndio em plena nevasca, o sofrimento da família que se encontrava em vulnerabilidade provavelmente era cicatrizado por um grupo de voluntários que estavam mais próximo daquela residência.

Me lembro que cada voluntário recebia do Corpo de Bombeiros um treinamento de combate a incêndio e primeiros socorros, bem como um conjunto básico de equipamentos como pá, picareta, machado, cabos de aço, lanternas e roupas especiais. Havia também um rádio comunicador ligado diretamente com a polícia local, o que facilitava a rápida comunicação entre as unidades de salvamento. Além disso, voluntários que possuíam caminhonetes, tinham a permissão de instalar um giroflex azul no teto da cabine, facilitando a sua identificação e dando a este civil prioridade em transitar em rodovias e seus acostamentos, bem como ter acesso as áreas de risco. Os voluntários eram vistos pela comunidade local e pelas instituições de governo com enorme orgulho, com dignidade e respeito.

A menos de um mês, o Rio Grande do Sul vem sofrendo com riscos climáticos decorrentes das fortes chuvas. Diversas pessoas, de forma voluntária, partiram para aquele estado munidos de motos aquáticas, barcos e lanchas para salvar vidas. Houve ainda aqueles que decidiram ir com veículos equipados, jipes, quadriciclos e carretas para regaste ou ainda levar mantimentos e itens de primeira necessidade. Empresários, em solidariedade, cederam aeronaves e helicópteros buscando propiciar o socorro imediato. Surpreendentemente, fontes jornalísticas noticiaram que o governo, em suas diversas esferas, seja por incompreensão ou despreparo, retaliou algumas caravanas que se encontravam a caminho do ponto de combate. Houve supostos casos de apreensão de veículos e equipamentos, burocracia fiscal ou ainda multas rodoviárias sem sentido. (Desvios estes que, em sua maioria, foram reconhecidos e que serão reparados a posteriori.) Entretanto, apesar desses entraves, o pior cenário foi o estado ter dificuldade em reconhecer, ou talvez, dar a devida importância do trabalho voluntario, aquele que estava muito à frente na linha de resgate, retardando o processo. Não cabe entrarmos no mérito político, mas o que se observa é uma clara desconexão entre o poder público e os voluntários da pátria. E não me refiro somente à esse caso em específico ocorrido no sul. Outros eventos de crise, como os recorrentes desmoronamentos em Teresópolis e Petrópolis, no Rio de Janeiro, e enchentes em outros estados, como Minas Gerais e o sul da Bahia, houve uma demora no alinhamento de governo para com os voluntários.

É nítido que, cenários de desastre, quando ocorridos e tomados em conjunto em uma região, se tornam uma catástrofe. O poder público e as autoridades não dão conta sozinhos do recado. Todos, incluindo a sociedade civil, devem colaborar. (A exemplo, empresas de médio e de grande porte, contam, além do bombeiro civil, com brigadistas voluntários, capazes de orientar empregados e terceiros a evacuarem um edifício ou ainda atuarem como membros de primeiro combate e resgate. Trata-se de uma extensão de linhas de defesa.) Nessas circunstâncias, toda ajuda é essencial. Em situações graves, órgãos de governo tem que contar com mais suporte da sociedade e do setor privado. É uma questão de humanidade e bom senso. Senso de solidariedade, que não pode ser coibido ou ainda aceito de forma tardia, tampouco limitada.

Nesse cenário, quem tarda pode aumentar o risco de falhas. Consequentemente, conclui-se que, órgãos e instituições de defesa passaram da hora de executar benchmarking externo (em outras instituições semelhantes em outros países) buscando formar e aumentar grupos de voluntários éticos, com plena disposição em atuar em casos críticos. Para tanto, deve-se capacitá-los e guarnecê-los com o mínimo de infraestrutura. Além disso, devem considerá-los como membros efetivos de uma equipe, de um comitê, que participam do planejamento estratégico e que se encontram hábeis para atuar quando houver cenários “de guerra”. Essa dinâmica, permite e agiliza a capacidade de ação de defesa e acesso em locais mais remotos, onde o poder público ainda não avançou.

Apesar do país de haver muita solidariedade entre os cidadãos, é necessário desenvolver voluntários qualificados pelas entidades de defesa. De forma, a gestão de crises será uma ferramenta de mitigação de riscos mais ágil e eficiente.

A propósito: o município onde estudei no estado de Nova York, conta com, aproximadamente, 30 voluntários, além do bombeiro oficial, para uma população mil habitantes. O time está habilitado o suficiente para manipular ambulâncias e carros de combate a incêndio e de resgate. Alunos da escola municipal podem concorrer a bolsa de estudos no Departamento de Bombeiros.

É um benchmarking a ser explorado.

Saiba mais em: https://alleganyhopewny.org/locations/bolivar-fire-department/

https://fire.fandom.com/wiki/Bolivar_Volunteer_Fire_Department_(New_York)

https://www.wadsworth.org/node/513120/printable/print

https://www.timesreporter.com/story/news/local/2022/08/23/community-helps-bolivar-celebrate-new-fire-truck/65415728007/

https://www.defesacivil.rs.gov.br/seja-um-voluntario

(*) - Henrique Oliveira é Consultor Executivo de Governança, Riscos e Compliance

#pelosatelite #gestãodecrises #esg #grc #trabalhovoluntario #sustentabilidade #gestãoderisco #riograndedosul

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Lacres de latas

Bora Lacrar? Como ajudar o próximo com o lacre da sua cerveja preferida

Em fevereiro, o consultor Henrique Oliveira notou que em diversas cidades, sede de bloquinhos e carnavais, ainda não praticam o ato de reciclar lacres de latas. Além de ser salutar em preservar o meio ambiente, pois o alumínio se decompõe em média em 250 anos e pode ser retornável por meio de lingotes em até 6 semanas, a prática possui também o viés de reduzir o consumo de energia elétrica (o processo de produção da alumina consume muita energia), bem como proporciona um cunho social significativo, por meio da ação contributiva de empresas sem fins lucrativos. É um ato sustentável relevante.

Nesse vídeo, o consultor explica a importância de juntar lacres de latas para ajudar socialmente quem precisa. Assista o vídeo e saiba mais sobre a reciclagem com sustentabilidade.


Sabe quem criou o lacre de latas?

O acre de latas foi criado pelo engenheiro Ermal Cleon Fraze, num momento frustado, ao tentar abrir uma lata de cervejas, que tinha que ser aberta por meio de um abridor de latas. Sem abridor, não teve sucesso. O engenheiro decidiu estudar o caso e anos mais tarde, em sua oficina mecânica, desenvolveu algo que eliminaria os abridores externos. A solução foi criar uma tampa de alumínio, com uma linha de enfraquecimento, discreta e imperceptível, que criasse pressão em naquela área delimitada. Sobre a região, Ermal instalou uma pequena peça, uma espécie de alavanca rebitada à tampa. A ser puxada o metal se romperia da lata, no ponto projetado. 

Era importante que a lata fosse capaz de suportar a pressão interna da gaseificação dos líquidos, sem romper a área delimitada e sem realizar rasgos ou explosões desnecessárias. Esse equilíbrio entre pressão interna e facilidade em abrir a lata foi o "X" da questão. Em 1963 Fraze patenteou o sistema nos Estados Unidos e licenciou a tecnologia para a Alcoa e para a Pitsburgh Brewing Company, que a testou em sua cerveja, a Iron City. O resto é história.



Saiba mais também em: https://www.lacredobem.org.br/
#lacredobem, #ESG, #pelosatelite, #sustentabilidade, #diversidadeeinclusão, #avecesarco #boralacrar

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Barril e barrica de Madeira

 Barricas ou Barris? A obre arte do envelhecimento de bebidas destiladas

Todo profissional não pode de observar o que está ao seu redor, a todo momento. Mesmo em breve período em férias, é interessante tirar uma foto de um produto próprio ou semelhante ao que a sua empresa produz, ou até a sua aplicação em um ambiente. Nessa esteira, sempre que oportuno, cabe fazer visitas diferentes, com uma dose de benchmarking.


Assim sendo, em janeiro de 2024 estive no Chile, mais precisamente na região de Curacaví para visitar a fábrica de barris especiais TN Coopers. Trata-se de uma empresa de capital nacional, que tem como missão ser uma "tanoaria familiar que tem conseguido aliar a tradição à inovação, aplicando tecnologia de ponta em cada etapa do seu processo de fabrico de barris e barricas e alternativas de carvalho, sendo uma empresa amiga do ambiente e que considera em primeiro lugar o seu capital humano". 

Como essa família empresária diz em sua missão: "Na TN Coopers, nossos produtos são a expressão fiel da busca por evocar os melhores aromas e sabores para trazer um gosto de elegância". 

Quem me recepcionou brilhantemente foi Soledad Sánchez, Gerente de Contas da empresa. Conheci todo o processo produtivo, desde a compra das matérias-primas, basicamente Carvalho Europeu e Americano, (há outras madeiras especiais que posso contar nos comentários!) até a linha de produção, que é um mix de tecnologia e trabalho artesanal, que tem o toque especial de cada tanoeiro. Toda a madeira adquirida é rastreável, para fins de auditoria, fiscalização e integridade. A empresa compra madeira certificada, produzida por sistema de manejo, de empresas sustentáveis e que respeitam o meio ambiente. Nessas circunstâncias, o ESG é premissa na cadeia de fornecimento.

A Função de um barril de madeira

A função dos barris vão muito além da gestão de estoques e do simples armazenamento de bebidas. São peças-chave para obtenção de aromas e sabores secundários, aqueles que não estão contidos nas matérias-primas ou que são obtidos diretamente na fabricação do produto. Nesse caso, os barris são
capazes de, por exemplo, diminuir significativamente a acidez da bebida, podem ajustar os níveis de álcool (e.g.: volatilidade e acidez volátil), liberam taninos e fenóis e permitem a micro oxigenação entre suas frestas, por meio estágios posteriores (como hidrólise, pirólise, oxidação), chamados também de maturação, afinamento ou  ainda envelhecimento. Da madeira tratada (não se utiliza madeira verde, devido as seivas, celulose e outros fatores) e processada por meio de tostas, se extraem cor, aromas e sabores distintos, peculiares para cada bebida. Proporcionam corpo, elegância e dá um toque especial. Faz com que a bebida seja algo único, apreciado por muitos, o que inclui a realeza, seus Reis e Rainhas.

A tanoaria, situada nos arredores das Cordilheiras dos Andes, é um brinco, por se tratar de uma serraria/marcenaria. O 5S é autêntico e possui um time super engajado. A gente vê um brilho nos olhos de cada empregado. Os restaurante, destinado aos empregados é de cair o queixo. Os principais produtos são barris de 220 litros e 500 litros e produtos alternativos, sendo os mais comuns os chips de carvalho, entre eles "blocos" e "zig-zags". Há ainda barris (cubas) em tamanhos especiais, que são feitos sob encomenda. A tosta interna dos barris é automatizada o que permite um padrão único para cada lote específico. A vantagem, nesse sentido, é obter uma maior gama de produtos padronizados, capaz de absorver as características desejadas nos barris, de forma íntegra, proporcionando autenticidade ao produtor.

A empresa fornece para os principais produtores de vinho do Chile. Fornece ainda para fabricantes de tequilas, whisky, cachaças, conhaque e outras bebidas espirituosas destiladas ao redor do mundo. 

Acredito que a Toneleria Nacional (TN) é um autêntico fornecedor legítimo e sustentável de barris para quem é exigente e deseja requinte em sua bebida. 

A propósito: a empresa tem participado do Expocachaça, no Brasil. Saiba mais em: https://tncoopers.com/en/la-empresa/  

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