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sábado, 3 de janeiro de 2026

Furst Lite e o desenvolvimento sustentável

 



Companhia Furst de Bebidas executa estratégia com foco em sustentabilidade do negócio

Visitando as páginas do LinkedIn, observei a seguinte mensagem do empresário Paulo Furst, Chief Growth Officer e Fundador da Companhia Furst de Bebidas: “2026 começou com o pé direito: 270 Hectolitros da nossa primeira brassagem do ano!” Realmente um número impressionante, para um produtor regional de cervejas. Porém, alguns questionam: por que a cervejaria terceirizar a cerveja Furst Lite, mesmo tendo fábrica própria?

Sua reposta: “Temos fábrica própria para cervejas especiais, mas terceirizamos 100% da Furst Lite", a cerveja zero açúcar da CFB feita em parceria com a New Age Indústria de Bebidas, sob a tutela do empresário Fábio Violin. Sabe por quê? A resposta é simples: estratégia.”

A REALIDADE

Na fábrica própria estão as Cervejas Especiais (controle total, pequenos lotes, inovação).

Na terceirizada foi enviada a fórmula da Furst Lite (escala, eficiência, investimento inteligente).

POR QUE TERCEIRIZOU-SE A LITE

💰 Investimento Estratégico ↳ Escalar para Lite exigiria milhões em equipamentos ↳ Capital direcionado para inovação e marketing ↳ ROI mais rápido vs. expansão de fábrica.

⚡ Especialização Inteligente ↳ Nossa fábrica: expertise em cervejas complexas ↳ Parceiros: especialistas em produção de volume ↳ Cada um fazendo o que faz de melhor.

🎯 Foco Duplo Otimizado ↳ 100% atenção às especiais na nossa casa ↳ Escala profissional para Lite sem distrações ↳ Dois modelos, duas estratégias, um objetivo.

📈 Flexibilidade de Crescimento ↳ Lite cresce sem limitações de capacidade ↳ Especiais mantêm artesanalidade ↳ Investimentos direcionados onde geram mais valor.

 OS DESAFIOS REAIS

 🔍 Controle de Qualidade Duplo ↳ Padrões rigorosos em ambos os ambientes ↳ Auditorias constantes nos parceiros ↳ Especificações detalhadas para a Lite

🤝 Gestão de Dois Modelos ↳ Operação interna + gestão de terceiros ↳ Culturas e processos diferentes ↳ Sincronização de planejamento

💡 Proteção da Marca ↳ Garantir qualidade consistente ↳ Manter DNA da marca em ambos os produtos ↳ Contratos robustos com parceiros

 RESULTADO DA ESTRATÉGIA

 A linha de Cervejas Especiais: foco em artesanalidade, inovação, controle total em cada etapa do processo. 

A linha Furst Lite: foco em escala, eficiência e crescimento acelerado.


Em suma: não é sobre ter ou não ter fábrica; é sobre usar cada recurso (e.g.:  tempo, dinheiro, modelo de negócios) de forma mais inteligente e sustentável. Um grande investimento para escalar cerveja Lite seria um desvio de foco. Nesse sentido, preferimos investir em inovação e deixar a escala com quem domina. É importante ressaltar que, nem sempre, ter fábrica própria não significa produzir tudo nela. Significa usar cada recurso onde este irá gerar mais valor. (Meus grifos: não fiquem surpresos, muitas fábricas terceirizam parte de suas produções estratégicas. Veja o caso das montadoras de veículos e suas peças e acessórios produzidos por sistemistas e empresas de autopeças e tantas outras.)

No final, Paulo Furst nos questiona: “Vocês acreditam que a hibridização produtiva é uma tendência no setor?” 

Responda nos comentários! Abra a enquete!

#EstratégiaEmpresarial #Especialização #FurstLite #CervejasEspeciais #Terceirização #Investimento #Foco #Inovação #MercadoDeBebidas

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Heineken Minas


Heineken oficializa a inauguração de sua primeira fábrica no Brasil 

A Heineken é uma controvérsia em termos de empresa no Brasil. Produzida de forma estratégica por Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, ainda na década de 1990, por um acaso, dentro das instalações da Cervejaria Kaiser em Divinópolis, Minas Gerais, a marca foi distribuída por uma parceria efetuada com a Coca-Cola Remil e demais associadas.

Décadas mais tarde (2017), ao comprar as operações da Brasil Kirin no país, (Lê-se Grupo Schincariol), a empresa entendeu que a marca precisava expandir seu mercado além do eixo Sul-Sudeste. A Heineken foi para a região Nordeste, aproveitando a logística da antiga Schincariol, desfazendo o seu contrato de distribuição com a Coca-Cola, por meio de um processo turbulento.

Consagrada com a sua garrafa verde, amargor mais acentuado do que as cervejas de grande escala encontradas no Brasil, a Heineken tomou gosto por boa parcela dos brasileiros, sobretudo a partir de 2010, quando adquiriu as operações das cervejas da FEMSA, promovendo mais uma vez a sua expansão, cujo portfólio passou a incluir a antiga cerveja Kaiser. Adicionalmente, perceberam que o consumidor, tomou gosto pela bebida além das características olfativas e gustativas. Viram que eles identificaram um ar de sofisticação em seu principal produto, por meio de sua embalagem sem ranhuras, impressa em silk, ora apreciada por ícones do cinema como o espião britânico James Bond 007, ora como patrocinadora de um dos principais torneios de futebol mundial, a Champions League.

Com a saída do triunfal do CEO Jean-François van Boxmeer, em 2020, no meio da Covid-19, a liderança se rejuvenesceu e, apesar de volumes terem caído globalmente, acredito que a Heineken manteve a sua visão de longo prazo. Entre as vertentes, acredito que a Alta Direção entende que, as temperaturas elevadas, sobretudo no verão, ao redor do mundo, irão propiciar a garantia de consumo, por parte do seu público, nas próximas décadas. Nesse sentido, a empresa capitaneada por Charlene de Carvalho-Heineken (é meus caros, Charlene é casada com o brasileiro Michel Ray de Carvalho, cujo pai era um Diplomata daqui), tomou a decisão, após 4 décadas, de construir uma fábrica 100% Greenfield no Brasil, inteiramente moderna, sustentável e focada nas melhores práticas de ESG, como parte da sua estratégia de expansão na América do Sul.

Minas Gerais foi a região escolhida pela Heineken para a construção do complexo fabril. Inicialmente, projetada para ser edificada na cidade de Pedro Leopoldo, encontrou problemas arqueológicos, face a existência de uma arqueologia antiga com grutas, cavernas e escritas rupestres. Nessas circunstâncias, o projeto foi pivotado para outro ponto do estado, dessa vez, a cidade de Passos, região Sudoeste.


Com o projeto concluído, nessa quinta-feira, 06/11/2025, a fábrica deu início formal de suas operações, sendo inaugurada oficialmente, com a presença de empresários, comerciantes, representantes de entidades e de governo.

O blog Ave Cesar Co. deseja sucesso pleno nas atividades dessa empresa, quem investiu R$2,5 bilhões em dois anos e meio em obras e que atualmente emprega hoje no Brasil, aproximadamente, 14.000 colaboradores. Certamente, essa cerveja chegará mais fresca ao copo dos mineiros, uma vez que esta é agora produzida dentro de nossas montanhas.

Foto: Fábio Resende/Divulgação

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

J&F e Grupo Petrópolis

 


Banco da família Batista empresta R$ 328 milhões para Grupo Petrópolis

Por Fábio Matos, do Metrópolis

Banco Original, controlado pela J&F, (mais conhecida pela marca Friboi) fará um financiamento de R$ 328 milhões para socorrer o Grupo Petrópolis, dono de Itaipava e Petra

O Banco Original, controlado pela J&F Participações, da família Batista, fará um financiamento de R$ 328 milhões para socorrer o Grupo Petrópólis, dono das cervejarias Itaipava e Petra, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.

A transação será no modelo “debtor-in-possession” (DIP) – “devedor em posse”, em tradução livre para o português. O financiamento é considerado “imprescindível para manter a continuidade dos negócios e a oxigenação do caixa” do grupo e foi concluído na virada do ano.

O DIP é uma operação comum para negócios em recuperação judicial, como o da Petrópolis, e pode ser fechado com acionistas de uma empresa, credores ou terceiros.

Ainda de acordo com o Jornal Valor, a cervejaria do grupo registrou queda de 35% nas vendas no período entre janeiro e setembro do ano passado, acumulando um prejuízo de R$ 933 milhões. As perdas totais da companhia bateram R$ 1 bilhão.

Meus grifos: entendo que pode ser uma luz no fim do túnel para a família Faria e uma estratégia de entrar em um segmento que os irmãos Batista ainda não estão presentes. O "churrasco com cerveja" pode ter solução no futuro. 

Fonte: https://www.metropoles.com/negocios/banco-da-familia-batista-empresta-r-328-milhoes-para-grupo-petropolis

sábado, 14 de setembro de 2024

Rock in Rio 2024

 Heineken é a cerveja do Rock in Rio 2024

Os 40 anos do Rock in Rio, na cidade maravilhosa será abastecida com, aproximadamente, 1 milhão de litros de chope Heineken. A previsão é que seja consumidos 875 mil litros em 7 dias de evento.

Três fábricas da cervejaria estão focadas em abastecer a cidade do Rock, por meio de carretas tanque e barris de chope. Dos 875 mil litros, 50 mil serão dedicados às cervejas artesanais/especiais pertencentes à empresa, entre elas a Lagunitas. Além da equipe em solo, com aproximadamente 50 profissionais, a Heineken instalou totens de autoatendimento para agilizar todo o processo, chamados de Beer Walls.


A empresa, vem fazendo pesquisas por email para aprimorar o perfil de consumo e ofertar produtos a preços especiais. Segundo alguns sites que relatam o festival, o tradicional chope está sendo vendido a R$19,00, com o copo reutilizável. Usando este na segunda vez, o chope cai para R$15,00. É uma atitude sustentável praticada pela cervejaria. (Saiba mais sobre sustentabilidade no link anterior.)

Percebe-se que cada vez mais cervejarias estão protagonizando diretamente eventos populares, sem a intervenção de terceiros ou distribuidores. Uma venda B2C, direta, sem intervalos (e diga-se de passagem, com alto valor agregado, pois a bebida não é barata nesses eventos.) Recentemente, a Budweiser foi a protagonista do primeiro jogo da NFL no Brasil, com garrafa em alumínio, exclusivo para o evento, com os mesmo traços, ultrapassando o tradicional mercado bares, restaurantes (pontos-de-venda) e supermercados e redes de conveniência.

O festival vai do dia 13 ao dia 22 de setembro de 2024. Aproveite!

#heineken #pelosatelite #avecesarco #rockinrio

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Monka Cervejaria

 

Monka abre as portas para Belo Horizonte

Chamam a “Fantástica Fábrica de Cervejas” não seria fantástica se não se preocupasse com o mundo que vivemos. Por isso, a Monka tem todo cuidado para gerar o mínimo de impacto no meio ambiente, como também recuperar a natureza, por meio de práticas produtivas sustentáveis, reciclagem interna de produtos orgânicos e apoio a instituições de defesa da fauna e flora. Além disso, toda a renda da loja interna, chamada de Monka Shop, é revertida para instituições voltadas para o bem social e ambiental. Valorizar as coisas simples e verdadeiras que tornam a vida extraordinária.

A magia de criar cervejas frescas que caem dos taps direto no seu copo é uma emoção a parte. São vários estilos de cerveja saindo dos 10 taps. Os clientes ficam bem de pertinho dos equipamentos da fábrica e pode assistir ao nascimento de Pilsens, IPAS, Pale Ales, Blond Ales e muito mais.

Grande parte do cardápio é sazonal: vamos aproveitar os insumos que a natureza nos proporciona, garantindo qualidade, frescor e saúde nos nossos pratos. Por aqui você encontra aromas e sabores que vão das carnes e massas, até deliciosas opções veganas e vegetarianas, snacks e tapas. Produtos orgânicos, direto de pequenos produtores e da agricultura familiar local para os pratos da casa.

Endereço: Rua Nossa Senhora de Lourdes, 111, Olhos d'Água. Funciona nas sextas, sábados e domingos, em horário específico.

Saiba mais: https://monkacervejaria.com.br/

#pelosatelite #avecesarco #djjonesco #monka #monkacervejaria #sustentabilidade

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Heineken a Passos largos


Heineken solidifica-se em Minas Gerais, por meio da instalação de cervejaria sustentável.

Após a polêmica tentativa de inserção de uma fábrica na cidade de Pedro Leopoldo, região Metropolitana de Belo Horizonte, local onde há um vasto sítio arqueológico (onde Peter Lund encontrou Luzia e outras múmias que se encontram em um Museu na Holanda), a Heineken optou pela cidade de Passos para instalar a sua fábrica de cervejas.

Sabendo da desistência da cidade de Pedro Leopoldo, a Heineken recebeu mais de . Essa será a unidade produtiva Green Field, ou seja, iniciada a partir do zero pelo Grupo, com características voltadas à sustentabilidade e ações ESG (termo em inglês que se relaciona à agenda de Meio Ambiente, Social e Governança), visando por exemplo, reduzir as emissões de carbono, com o uso de energia limpa, 100% renovável, além de outros processos que visam o uso inteligente dos recursos naturais como a água, principal elemento na fabricação de cervejas. 

Romeu Zema, Governador do estado de Minas, citou em uma mensagem na plataforma Linked In: "Ao iniciar as atividades em Passos, no Sudoeste do Estado, a Heineken irá gerais mais de 11 mil empregos e novas oportunidades para os mineiros!".

Essa não é a primeira cervejaria na região. A cidade possui a microcervejaria Old Times, e em Itaú de Minas, possui a cervejaria Goulart Beer.

Sucesso à empresa e que propicie sustentabilidade e riqueza à região. Minas Gerais agradece.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Cervejaria Sustentável


Cervejaria Sustentável: a indústria do futuro
Por Henrique Oliveira*  
Ao longo dos anos de estudo e convívio no universo cervejeiro no Brasil e no exterior, vivenciei práticas e processos ligados a este segmento que, se fossem reunidos em uma única fábrica de cervejas, fatalmente essa se transformaria em uma “Cervejaria Sustentável”, ou seja, uma empresa com um forte viés de responsabilidade econômica, social e ambiental. Entre os itens que observei alguns merecem o seu destaque, pois fizeram a diferença para o setor, agregando valor para si e para a sociedade em que convivem.

O uso responsável da água: Principal produto da cerveja, a água é o elemento mais aplicado neste tipo de indústria, desde a formação da bebida até a lavagem de embalagens, máquinas e equipamentos. Um dos processos em que se mais utiliza a água é o resfriamento do mosto por meio de trocadores de calor para que este atinja a temperatura ideal de inoculação das leveduras. O resfriamento rápido, evita a fixação de dimetil sulfeto no mosto, evitando que a cerveja fique com um gosto vegetal. A água, ao invés de ser descartada, é enviada para torres de resfriamento e é armazenada em caixas d’água criando um sistema fechado de circulação interna voltada ao reuso em diversas outras etapas, como por exemplo, na fase de pasteurização de cervejas. A água de chuva é também reaproveitada no ambiente fabril, sendo esta utilizada para a limpeza externa e para molhadura de áreas verdes.

A cevada como fonte de nutrição: O malte de cevada é um dos principais ingredientes da cerveja. Depois de processada a cevada se transforma em bagaço. Para a Cervejaria Krug Bier, localizada em Nova Lima, o bagaço de cevada é enviado para o Seu Carlos, produtor rural que possui uma pequena fazenda no interior de Minas Gerais. Na propriedade rural, o bagaço é separado em duas partes. A primeira é reciclada e destinada à fertilização do solo por meio de um sistema de adubação. A segunda é voltada à alimentação do gado. O bagaço de malte é ainda aproveitado na própria cervejaria ou ainda por clientes na confecção de pães onde, ao ser misturado com farinha de trigo especial, produz excelentes pães do tipo gourmet. (Nota: em grandes indústrias a cevada vem sendo utilizada como biocombustível, sendo queimada em caldeiras para formação de vapor).

O aproveitamento de gás carbônico: Durante o processo de fermentação, o mosto cervejeiro produz gás carbônico, um subproduto originário da transformação dos açúcares do mosto em álcool. Ao invés deste gás ser enviado para a atmosfera impactando o efeito estufa, este elemento passa por um processo de limpeza e em seguida é compactado em cilindros para ser reutilizado em outras etapas de fabricação da cerveja, seja no processo de sanitização de barris, seja na extração de cerveja em chopeiras ou ainda no envase ou embarrilhamento da bebida. Cervejarias de grande porte possuem tecnologia capaz de comprimir gás carbônico em até 70 bar de pressão, levando-o ao estado líquido, para ser armazenado em cilindros apropriados.

O emprego eficiente da energia: Toda empresa deve ter o compromisso de minimizar o consumo de energia, investido em tecnologias e soluções que possam reduzir seus impactos. Na cervejaria mineira Sátira, o uso de telhas translúcidas no galpão industrial é uma realidade. Os efeitos são a redução eminente do consumo de energia elétrica. Em outras cervejarias, a troca de lâmpadas de vapor de mercúrio ou sódio por lâmpadas de LED (“light emitting diode”), trouxeram economia de consumo, redução de calor e maior longevidade de uso, uma vez que este tipo de luz dura em média 50 mil horas e as demais lâmpadas duram, aproximadamente, 10 mil. A energia solar é também é utilizada no auxílio do aquecimento da água cervejeira, reduzindo o consumo de gás natural, este substituto do gás liquefeito de petróleo (GLP).

A reciclagem de embalagens: Diversas cervejarias no país passaram a praticar a reciclagem visando eliminar desperdícios. A cervejaria catarinense Lohn Bier, reutiliza as diversas sacas de malte as transformando em sacolas, feitas por costureiras da região. Após customizadas, elas são reutilizadas por empregados e clientes. Caixas de papelão, invólucros plásticos, garrafas, lacres e latas são enviadas para catadores de materiais reciclados que encaminham para diversas empresas especializadas. Atualmente, o uso de growlers e sifões (reservatórios de cervejas laváveis que são reenchidos, por meio de envasadoras específicas) estão sendo utilizados por consumidores, reduzindo o consumo de garrafas “one way”.

Por fim, outros atos que correspondem à uma Cervejaria Sustentável são: a prática da ética e a conduta da integridade; a contínua atenção e prestigio à comunidade, através da geração de emprego, renda e a formação de profissionais de alta performance, capazes de repensar como são utilizados os recursos atuais, apresentando inovações cada vez mais sustentáveis e; acima de tudo, ser um contribuinte de impostos pagando-os ao Estado e destinando parte destes à projetos sociais, visando a promoção da cultura, do esporte e da educação, (incluindo a conscientização do consumo moderado ou seja “beba menos, beba melhor”), firmando a cervejaria como um membro ativo e bem-vindo na comunidade em que convive e entre os seus clientes, fornecedores e demais stakeholders, que confiam em seus produtos e nas suas convicções e crenças. No futuro, uma cervejaria sustentável certamente será diferencial competitivo de mercado. Vida longa as cervejarias sustentáveis!

Um brinde!

 *Henrique Oliveira é escritor, pós graduado em Controladoria e Finanças pela FGV .

quinta-feira, 3 de março de 2016

Brasil Kirin Sustentabilidade


Os caçadores de problemas da Brasil Kirin



Por Aline Scherer (São Paulo)
Há oito anos, a fabricante de bebidas Brasil Kirin — a então Schincariol — decidiu que seria importante aumentar a eficiência de suas 13 fábricas. Nelas, entre outros problemas, desperdiçava-se água, cerca de 30.000 produtos saíam das fábricas com defeitos por ano e dezenas de funcionários eram envolvidos em acidentes.
Entre as diferentes metodologias disponíveis para melhorar essa situação, os executivos da companhia escolheram a técnica japonesa “gestão produtiva total”, conhecida pela sigla TPM, do termo em inglês. Trata-se de um método que torna os funcionários de uma empresa aptos a identificar desperdícios, falhas e oportunidades de melhoria na operação.
Foi com a ajuda desse método que um gerente de qualidade da companhia e operadores da fábrica descobriram por que algumas garrafas de refrigerante chegavam aos consumidores com menos gás, o que gerava reclamações. O grupo levantou hipóteses, fez simulações e resolveu o problema ao colocar uma camada extra de vedação dentro das tampinhas.
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Recentemente, a experiência nas fábricas passou a servir de referência para a resolução de problemas também nos escritórios da companhia. Veja como a metodologia foi implantada e os resultados.

1. Disseminadores

A companhia comunicou aos funcionários das 13 fábricas a adoção da metodologia japonesa de gestão e convocou 10 gerentes de cada fábrica para um treinamento de 15 dias. Eles viraram instrutores e têm de garantir que 40% dos funcionários sejam especialistas na ferramenta.

2. Comitês de área

Cada fábrica tem oito comitês, como o de manutenção preventiva e o de segurança e meio ambiente. Um comitê é formado por 10 pessoas, que se reúnem semanalmente para monitorar o desempenho de indicadores, identificar desvios e falar sobre soluções.

3. Grupos de trabalho

Para tratar de temas mais complexos ou emergenciais das fábricas, comitês com funcionários de diferentes unidades são formados em caráter temporário. Em 2015, por exemplo, um grupo foi criado para lidar com o aumento do preço de energia.

4. Boas práticas

Uma vez que o problema é resolvido e a solução implementada, os detalhes do processo são documentados e alimentam um banco de dados de boas práticas. Os melhores casos vão parar nos murais da empresa e são compartilhados em reuniões e conferências.

Resultados

Entre 2008 a 2015, A empresa registrou economia de 19% de água e 21% de combustível, e a taxa de acidentes diminuiu 80% — o equivalente a 250 ocorrências a menos por ano. As reclamações no serviço de atendimento ao consumidor caíram 99% e a produtividade das fábricas aumentou 17% — o correspondente a uma produção adicional de 12 dias. O foco é sustentabilidade.
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