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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Heineken Minas


Heineken oficializa a inauguração de sua primeira fábrica no Brasil 

A Heineken é uma controvérsia em termos de empresa no Brasil. Produzida de forma estratégica por Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, ainda na década de 1990, por um acaso, dentro das instalações da Cervejaria Kaiser em Divinópolis, Minas Gerais, a marca foi distribuída por uma parceria efetuada com a Coca-Cola Remil e demais associadas.

Décadas mais tarde (2017), ao comprar as operações da Brasil Kirin no país, (Lê-se Grupo Schincariol), a empresa entendeu que a marca precisava expandir seu mercado além do eixo Sul-Sudeste. A Heineken foi para a região Nordeste, aproveitando a logística da antiga Schincariol, desfazendo o seu contrato de distribuição com a Coca-Cola, por meio de um processo turbulento.

Consagrada com a sua garrafa verde, amargor mais acentuado do que as cervejas de grande escala encontradas no Brasil, a Heineken tomou gosto por boa parcela dos brasileiros, sobretudo a partir de 2010, quando adquiriu as operações das cervejas da FEMSA, promovendo mais uma vez a sua expansão, cujo portfólio passou a incluir a antiga cerveja Kaiser. Adicionalmente, perceberam que o consumidor, tomou gosto pela bebida além das características olfativas e gustativas. Viram que eles identificaram um ar de sofisticação em seu principal produto, por meio de sua embalagem sem ranhuras, impressa em silk, ora apreciada por ícones do cinema como o espião britânico James Bond 007, ora como patrocinadora de um dos principais torneios de futebol mundial, a Champions League.

Com a saída do triunfal do CEO Jean-François van Boxmeer, em 2020, no meio da Covid-19, a liderança se rejuvenesceu e, apesar de volumes terem caído globalmente, acredito que a Heineken manteve a sua visão de longo prazo. Entre as vertentes, acredito que a Alta Direção entende que, as temperaturas elevadas, sobretudo no verão, ao redor do mundo, irão propiciar a garantia de consumo, por parte do seu público, nas próximas décadas. Nesse sentido, a empresa capitaneada por Charlene de Carvalho-Heineken (é meus caros, Charlene é casada com o brasileiro Michel Ray de Carvalho, cujo pai era um Diplomata daqui), tomou a decisão, após 4 décadas, de construir uma fábrica 100% Greenfield no Brasil, inteiramente moderna, sustentável e focada nas melhores práticas de ESG, como parte da sua estratégia de expansão na América do Sul.

Minas Gerais foi a região escolhida pela Heineken para a construção do complexo fabril. Inicialmente, projetada para ser edificada na cidade de Pedro Leopoldo, encontrou problemas arqueológicos, face a existência de uma arqueologia antiga com grutas, cavernas e escritas rupestres. Nessas circunstâncias, o projeto foi pivotado para outro ponto do estado, dessa vez, a cidade de Passos, região Sudoeste.


Com o projeto concluído, nessa quinta-feira, 06/11/2025, a fábrica deu início formal de suas operações, sendo inaugurada oficialmente, com a presença de empresários, comerciantes, representantes de entidades e de governo.

O blog Ave Cesar Co. deseja sucesso pleno nas atividades dessa empresa, quem investiu R$2,5 bilhões em dois anos e meio em obras e que atualmente emprega hoje no Brasil, aproximadamente, 14.000 colaboradores. Certamente, essa cerveja chegará mais fresca ao copo dos mineiros, uma vez que esta é agora produzida dentro de nossas montanhas.

Foto: Fábio Resende/Divulgação

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Brasil Brau e o Baixinho

Brasil Brau e o Baixinho da Kaiser


Após um dia de trabalho, fiquei feliz em encontrar velhos amigos que me atenderam na prospecção do meu livro "Cervejarias Mineiras: da imigração ao copo" em busca de patrocínio e apoio cultural. Aliás a Brasil Brau esse ano ficou mais técnica, com menos cervejarias e mais equipamentos e insumos para a produção e distribuição de cervejas. Diversas empresas nacionais e estrangeiras (sobretudo de origem asiática e europeia) demonstraram seus equipamentos, incluindo barris, válvulas, chopeiras, extratoras, cilindros, linhas de envase, além de equipamentos de monitoramento e execução de processos com o uso de tecnologia. Dos insumos, enzimas, leveduras, concentrados de malte e lúpulo, maltes, foram os destaques para essa edição. Houve ainda palestras específicas no Congresso Técnico da BB.

Ressalto que o foco técnico não dispensou a cerveja. A maioria dos estandes estavam com diversos estilos para apresentar aos clientes e interessados. Houve cervejas que foram envasadas na hora, para demonstrar o funcionamento de equipamentos de envase.

Agradeço ao Mário Bittencourt, aos Gabriel, ao Valdenir, essas da AEB Group pela recepção em seu estande que estava simplesmente incrível. Aos amigos Mateus Rizzi da Chopeiras Memo, ao Alexander da Agrária Malte, ao Flávio da Fermentis By Lesaffre. (Gabriela Montadon: senti a sua falta.)
Deixo também um abraço Silvestre Bruno do Marketing da Prozyn BioSolutions, ao Marcelo Nicolosi e ao sr. Volmir Gava, da EGISA, que cederam tempo e espaço para as minhas colocações perante o livro.

Na foto, o meu amigo Jose Valien Royo, o Baixinho da Cerveja Kaiser! Aliás, o Baixinho vai bem! Apesar de não estar na mídia com comerciais de bebidas (há limitações quanto ao uso de seu personagem que atualmente pertence ao Grupo Heineken), a saúde desse jovem de 84 anos está em boa forma e a turma cervejeira lembra dele com muito carinho e saudosismo. Basta passar pelos estandes que a sessão de fotos e autógrafos se iniciam. Um dia irei entender o porquê que não há, por parte da Heineken, propaganda nichada da Kaiser com o Baixinho nas regiões de maior consumo desse produto.

Um brinde!

#gratidao #pelosatelite #avecesarco #kaiser


sábado, 8 de junho de 2024

Cerveja Praya e Heineken


Heinken compra participação minoritária na Better Drink, dona da Cerveja Praya

Aquisição de fatia minoritária está em fase avançada, como foco de expansão do portfólio de produtos do grupo no Brasil além da tradicional cerveja.

A Better Drinks sugiu em 2022, por Felipe Della Negra, ex-CEO da Red Bull Brasil, Felipe Szpigel, ex-AB InBev.  A empresa surgiu com 5 diferentes produtos de consumo: Baer Mate, Vivant, Five Drinks, de drinks prontos, a Mamba, (uma água mineral em lata), e a cerveja artesanal Praya. Há ainda um bitter alcoólico lançado em parceria com Gustavo Lima chamado de “Vermelhão”.

A Better Drinks faturou cerca de R$ 50 milhões em 2023. Embora seja uma empresa de pequeno porte, a empresa é considerada um player de importante, principalmente pelo posicionamento e pelo toque de inovação.

A aquisição visa fortalecer o portfólio da Heineken num setor estratégico que já vem sendo explorado pela Ambev. Em 2021, essa empresa começou a organizar as bebidas que não eram cerveja dentro de uma só divisão, batizada de Beyond Co, capitaneada por Daniela Cachich, que teve passagens na PepsiCo e na própria Heineken.

No Brasil, o grupo comprou a Brasil Kirin em fevereiro de 2017, mas a partir de 2020 intensificou a reformulação de seu portfólio. Diminuiu os investimentos em cervejas econômicas e deu mais foco para os rótulos premium como Heineken e Amstel, além de estratégias de marketing específicas para Eisenbahn, Baden Baden e Lagunitas. Também alterou o portfólio de bebidas sem álcool. Hoje fazem parte do portfólio as marcas os não-alcoólicos FYS, Clash’d, Itubaína, Água Schin, Schin Tônica, e Skinka.

Meus comentários: Ao processo não é novidade (fábricas de cervejas se tornarem produtoras de bebidas), trata-se de uma atitude secular. Atualmente, cervejarias de pequeno e médio portes estão se tornando fábricas de bebidas. Muitas aderiram aos produtos prontos para beber (RTD – "Ready to Drink") e aos destilados como vodka, gin e whisky. Nada como aproveitar o conhecimento técnico de produção e os equipamentos, sobretudo as linhas de engarrafar. (Luis Otávio Possas Gonçalves que o diga, enquanto proprietário das Cervejarias Kaiser: engarrafou a primeira água de coco natural no país, com a marca "Quero Coco".) Afinal de contas: Fazer menos, é fazer mais ou vice-versa? Veja o artigo que escrevi sobre esse tema: https://cervejaavecesar.blogspot.com/2024/02/mercado-de-cervejas-artesanais.html

Saiba mais em: https://exame.com/insight/heineken-compra-participacao-na-better-drinks-dona-da-praya-e-do-baer-mate/p

https://forbes.com.br/forbes-money/2023/05/vermelhao-de-gusttavo-lima-fatura-r-31-milhoes-e-mira-novos-publicos/

#pelosatelite #avecesarco #heineken #beyondco

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Heineken e Brasil Kirin


Heineken anuncia compra da holding Brasil Kirin

A Heineken anunciou nesta segunda-feira (13) a celebração de um acordo com a a japonesa Kirin Holdings Company para a aquisição da fabricante brasileira de cervejas e refrigerantes Brasil Kirin Holding. A companhia holandesa diz que se tornará a segunda maior empresa de cerveja do Brasil.

O valor da transação é de 664 milhões de euros e a operação ainda precisa ser aprovada por órgãos reguladores. A previsão é de que o negócio seja fechado na primeira metade do ano. As marcas de cerveja da Brasil Kirin incluem Schin, Baden Baden e Eisenbahn.

Em comunicado ao mercado, o grupo japonês considerou que os riscos associados com a economia brasileira e a competitiva indústria cervejeira do país limitavam a possibilidade de transformar a Brasil Kirin em um negócio rentável.

De acordo com a Heineken, a transação transformará o negócio existente da Heineken em todo o país, ampliando sua presença, aumentando a escala e fortalecendo ainda mais seu portfólio de marcas. 

A empresa japonesa investiu em 2011 cerca de 300 bilhões de ienes (US$ 2,938 bilhões) na compra da brasileira Schincariol, na época a segunda maior fabricante de cerveja do país, que foi rebatizada como Kirin Brasil. Esta subsidiária fechou 2015 com perdas de 114 bilhões de ienes (US$ 1,004 bilhão), o que obrigou a Kirin a vender uma de suas fábricas no estado do Rio de Janeiro para a Anheuser-Busch InBev (ABInbev).


Em setembro de 2016, o grupo japonês começou negociações com sócios potenciais com o objetivo de associar-se para revitalizar as operações da Brasil Kirin. A ideia então era debater o grau de cooperação em produção, distribuição compartilhada e abastecimento para reduzir custos, depois que a Brasil Kirin caiu para a terceira posição entre os produtores de cerveja do país.

Finalmente, a Heineken - que controla a Bavaria no mercado brasileiro - se ofereceu para comprar a filial da cervejaria japonesa.

O Brasil é o terceiro maior mercado em venda de cerveja do mundo, depois de China e Estados Unidos.

Grifos nossos: É a segunda vez que a Heineken compra cervejarias a preços abaixo do valor adquirido pela primeira compradora. Foi o caso da compra das Cervejarias Kaiser.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Cerveja sem álcool



STJ questiona o termo "sem álcool" para o setor de cervejas
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento de recurso especial das Cervejarias Kaiser Brasil, considerou que a regulamentação da Lei 8.918/94 admite que as cervejas com teor alcoólico igual ou inferior a 0,5% em volume sejam classificadas como “sem álcool” e deixem de apresentar no rótulo a advertência de que o produto contém álcool.
A maioria dos ministros que compõem o colegiado reformou decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e julgou improcedente a ação civil pública ajuizada pela Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor (Saudecon). O tribunal estadual considerou que a Kaiser violou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), “na medida em que existe informação no produto comercializado que não traduz a realidade, o que impede a sua comercialização na forma apresentada”.
O relator do recurso especial, ministro Luis Felipe Salomão, também considerou que “a publicidade deve refletir fielmente a realidade anunciada, em observância às diretrizes do CDC”, e que por isso as informações veiculadas têm caráter vinculativo. Salomão argumentou que os consumidores das denominadas cervejas sem álcool, em regra, optam por esse produto justamente pelo diferencial na sua composição – seja por questão de saúde ou por motivações religiosas ou filosóficas.
Entretanto, ao apresentar voto-vista, o ministro Raul Araújo manifestou entendimento diverso e foi acompanhado pelos demais ministros. Ele disse que a classificação da cerveja como sem álcool não é uma prática exclusiva da Kaiser, já que tem como base a Lei 8.918, regulamentada pelo Decreto 6.871/09, válido em todo o território nacional. Conforme o inciso I do artigo 12 do decreto, as bebidas serão classificadas em não alcoólicas quando tiverem, a 20 graus Celsius, graduação alcoólica até meio por cento em volume de álcool etílico potável.
Para Raul Araújo, a cervejaria seguiu corretamente a Lei 8.918 e as normas que a regulamentam quando fez constar do rótulo de sua “bebida não alcoólica” a expressão “sem álcool”, correspondente à classificação oficial. O ministro afirmou que a Kaiser “não poderia ser condenada individualmente com base em impressões subjetivas da Saudecon de que estaria violando normas gerais do CDC”. Na opinião de Araújo, “Não seria adequado intervir no mercado, substituindo a legislação por decisão judicial subjetiva, de modo a impedir a venda do produto pela fabricante”.

sábado, 12 de julho de 2014

Kaiser Bock 2014


Volta Kaiser Bock!


Como é que pode a nossa Heineken, novata na administração Kaiser mencionar que esse ano passaremos o inverno, seco, ou seja, sem molharmos a boca com uma das mais belas cervejas fabricadas 100% malte em larga escala por um período curto de tempo? Pois é estamos falando da Kaiser Bock

Sempre apresentada pelo saudoso Baixinho da Kaiser, José Valien, sou fã dessa belezura, que possui notas tostadas e defumadas incríveis, conforme mencionei em anos anteriores (http://cervejaavecesar.blogspot.com.br/2013/07/kaiser-bock.html). 

No ano de 2012, coloquei um filme do YouTube com um comercial bacana sobre a Kaiser Bock. (http://cervejaavecesar.blogspot.com.br/2012/06/kaiser-bock.html)  Meu amigo, cervejeiro, escritor e blogueiro Maurício Beltramelli quem deu essa nota, e deixou claro o seguinte: VOLTA KAISER BOCK!

#voltakaiserbock!



#pelosatelite #avecesarco #kaiserbock #kaiser #bock #baixinhodakaiser

sábado, 12 de outubro de 2013

Kaiser Radler


Heineken lança Kaiser Radler, cerveja leve com suco de limão

De baixo teor alcoolico, bebida pode ser consumida até mesmo após atividades esportivas


São Paulo - Sucesso na Europa, a cerveja do tipo Radler é uma receita alemã com baixo teor alcoólico, de apenas 2% (metade de uma pilsen), feita com uma mistura de 40% de cerveja com 60% de suco de limão. Apesar de bem aceita naquele mercado, a categoria ainda não é muito conhecida no Brasil. Nesta semana, a cervejaria Heineken anunciou o lançamento da primeira Radler nacional, que chegará aos mercados como um rótulo da Kaiser.

A cervejaria não confirma, mas a receita do produto parece ser feita sob medida para agradar o público que não aprecia o sabor da bebida tradicional, ou que prefere uma versão mais leve.  "Mais do que ser indicada para determinados públicos-alvo, a bebida é voltada para uma ocasião de consumo, em situações extremo calor, como em churrascos, na praia, em festas na piscina e também ao final da prática de esportes", explica Mariana Stanisci, diretora de marketing de mainstream da Heineken.

De acordo com a cervejaria, o novo rótulo não deve concorrer diretamente com a Desperados, outra cerveja com limão que pertence ao portfólio da companhia. "As duas bebidas possuem propostas diferentes. A Desperados possui 5,9% de teor alcoólico, combinando cerveja com tequila e um toque de limão, e é ideal para momentos de diversão, como 'esquentas' e 'baladas', explica Mariana.

A receita Radler surgiu na região da Baviera, em 1922. Franz Xaver Kugler, que na época era o dono do famoso pub Kugler-Alm, localizado no final de uma pista de ciclismo, recebeu milhares de esportistas sedentos para se refrescarem, como um refrigerante.

Para atender às necessidades dos seus clientes, ele teve a ideia de combinar cerveja com suco natural de limão, batizando a receita de “Radler” (palavra que significa ciclista em alemão), em homenagem aos seus primeiros consumidores.

Desde 2007, 29 rótulos da Cervejaria Heineken ao redor do mundo já ganharam uma versão Radler e, ao final de 2014, serão 44 países a aderir à novidade. 

Fonte: Exame.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Kaiser

Heineken tenta reduzir rejeição à cerveja Kaiser

Pesquisas encomendadas pela cervejaria mostram queda na reprovação da marca de 14,7% em fevereiro para 4,7% em agosto

 


A cerveja Kaiser é, há décadas, uma espécie de patinho feio. Foi criada em 1982, por Luiz Otávio Possas Gonçalves, para proteger as vendas da Coca-Cola, quando Brahma e Antarctica faziam venda casada: os bares só podiam vender cerveja se comprassem refrigerantes das duas marcas, e não os da Coca. Em 2002, vendida à canadense Molson, as coisas pareciam que iam melhorar. Mas a Kaiser logo deixou de ser foco da multinacional. E, assim, as vendas despencaram e nunca mais se recuperaram. Não houve reação nem mesmo com a mexicana Femsa, que a adquiriu em 2007 e a vendeu em 2010, à Heineken. Agora, nas mãos do quarto dono, a Kaiser parece estar reagindo.

A rejeição à marca, que era de 14,7% em fevereiro, passou para 4,7% em agosto, conforme pesquisas encomendadas pela cervejaria. O segredo da queda de dez pontos é um programa chamado Mundo Cervejeiro, iniciado em agosto e liderado por Mauricio Giamelaro, vice-presidente de vendas da Heineken. A ideia é trazer o distribuidor para dentro do negócio de cerveja, disse.

O programa da Heineken reúne todos os meses representantes dos distribuidores para discutir com eles características do mercado de cerveja, peculiaridades de cada produto e de cada marca. É uma imersão no mundo da cerveja, para que o distribuidor saiba quem é a Heineken, que produto ele está vendendo e assim comunique o que aprendeu ao dono de bar, que passa a usar melhor todo o material de venda e apresenta melhor o produto, disse Giamelaro. Um desses materiais é o porta-copo da Kaiser, com a marca Heineken logo abaixo.

A percepção de que a Kaiser é um produto Heineken e que precisa ter um certo padrão para ser da empresa é algo que programa está conseguindo passar ao dono de bar, disse.

"É a primeira vez que a distribuição se torna responsabilidade da empresa. No tempo da Femsa, por exemplo, a responsabilidade era só produzir e fazer campanhas, explicou Adalberto Viviani, especialista no mercado de bebidas. Essa mudança, segundo ele, pode ser a pedra angular da reversão do negócio da Heineken no Brasil. A empresa precisa disso, pois a Kaiser, mesmo com 4% de participação, representa 80% das vendas em volume da cervejaria. A maior rival, a Skol, da Ambev, tem 33%, segundo dados de mercado.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/heineken-tenta-reduzir-rejeicao-a-cerveja-kaiser

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Rede Sociais em Cervejarias

Heineken, Petrópolis e Schin disputam nas redes sociais segundo lugar no mercado de cervejas

Com base no comportamento de seus consumidores, marcas desenvolvem ações digitais diferenciadas para promover seus produtos e engajar seus seguidores.

Quinto maior fabricante de cerveja no mundo, o Brasil produz anualmente 10,34 bilhões de litros da bebida e fatura mais de R$ 25 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). De olho no mercado e em seu potencial, os grupos Heineken, Petrópolis e Schincariol lançam estratégias cada vez mais focadas nas mídias sociais para atrair consumidores e disputar o segundo lugar, atrás apenas da gigante Ambev. Hoje, a dona da Skol, Antarctica e Brahma é considerada a companhia mais valiosa do país, estimada em R$ 215,14 bilhões pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Longe das estratégias agressivas da década de 1990, os quatro grupos assinaram recentemente um pacto de não-agressão para evitar sanções do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Depois das telefônicas, as cervejarias são as campeãs de disputas na publicidade e Marketing. Ainda que nas mídias tradicionais as campanhas sejam mais apelativas, nas redes sociais os grupos trabalham cada vez mais a interatividade para atrair novos consumidores.

O reposicionamento da Kaiser é um case de sucesso recente no mercado cervejeiro. Comprada pelo grupo Heineken há pouco mais de um ano, a mudança na identidade visual e na fórmula do produto, é reforçada por meio do Facebook, que ajuda a fidelizar e atrair consumidores, principalmente da classe média emergente. A Kaiser tem mais de 188 mil fãs na rede social e conta com ações divertidas na plataforma, como o "Churrasco na Laje", em que incentiva eventos nas comunidades sugerindo a compra da cerveja. O número é maior do que o perfil da própria Cervejaria Heineken Brasil, com 161 mil pessoas.


Como marca, a página mundial da cerveja holandesa conta com mais de oito milhões de seguidores e tem sistema de reconhecimento por países. A estratégia é fazer com que cada marca se sobressaia, sem mostrar competitividade entre elas, trazendo conteúdo. "A qualidade do diálogo é muito nítida e percebemos que no caso da Kaiser, por exemplo, passamos de um estado de rejeição e resistência para consumidores que se transformaram em advogados da marca. Hoje, o Facebook tem um papel estratégico e a audiência ajuda a criar nosso discurso baseado na verdade", avalia Chiara Martini, Gerente de Mídia Digital da Heineken Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Quando a estratégia manda

Um perfil nas redes sociais não basta. Ainda que as marcas de cerveja estejam conectadas a plataformas digitais, o diferencial será feito por aquelas que entenderem que tipo de consumidor procuram e de que forma chegar até eles. A Skol, por exemplo, têm 6,4 milhões de fãs no Facebook, o maior número entre as marcas nacionais e, como estratégia de Marketing, conta com ações promocionais ao longo do ano e até uma rádio para interatividade. A Brahma também inovou ao lançar perfis na rede social a partir de times de futebol, o do Flamengo conta com mais de 1,5 milhões de seguidores.


Desde que as redes sociais surgiram e se popularizaram, o comportamento do consumidor e a relação dele com as marcas passaram por mudanças até então impensáveis. No mercado cervejeiro, o destaque irá para os que souberem usar a linguagem a seu favor. "Nosso mercado é super competitivo, a diferença é que o ambiente do digital permite que a estratégia tenha mais valor do que o investimento. Antes era uma via: determinava-se a mensagem e a transmitia na TV, jornal e revista. Hoje existe uma preocupação de como entrar na conversa", pontua Chiara.

A semelhança entre os produtos acaba sendo a maior dificuldade dos grupos. Mesmo que haja diferenciação na qualidade e ingredientes, a linguagem de abordar o consumidor será fundamental para as marcas terem destaque. "É preciso chegar ao consumidor participando da vida dele, celebrando bons momentos. Nas redes sociais, a relação é direta, ele reage a estímulos que fazemos e isso é essencial. Ouvir nosso público nos direciona para qual caminho devemos seguir", diz Luciano Sadi, Gerente da Marca Nova Schin, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A diferença no relacionamento entre as mídias tradicionais e as mídias sociais acaba sendo a influência que o consumidor gera, antes preterido apenas ao papel de receptor. "As redes sociais são fundamentais, ou você tem ou terão por você. É uma ferramenta importante e um trabalho efetivo para formar opinião, buscar consumidores e embaixadores da sua marca. Acaba sendo um termômetro dos nossos produtos", afirma Douglas Costa, Diretor de Mercado do Grupo Petrópolis, em entrevista ao portal. 

Fonte: ISA SOUZA - Mundo Marketing http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/heineken-petropolis-e-schin-disputam-nas-redes-sociais-segundo-lugar-no-mercado-de-cervejas/58946/

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Kaiser no mercado


Kaiser tem resultados positivos após mudanças e surpreende Heineken

Depois de adotar nova estratégia e passar por reformulação, marca brasileira aparece hoje como uma das 10 mais importantes para o grupo holandês no mundo

Por Leticia Muniz, do Mundo do Marketing | 31/07/2012

leticia.muniz@mundodomarketing.com.br

Quase nove meses após se reposicionar no mercado, a Kaiser surge hoje como uma das 10 marcas mais importantes no mundo para o grupo Heineken, atual produtor da cerveja. Depois das mudanças para adequação aos padrões da companhia holandesa, o índice de rejeição entre os consumidores passou de 15% em novembro de 2011, para os atuais 5,6%. Pesquisas apontam que a Kaiser aparece entre as três marcas mais lembradas por 40% dos consumidores brasileiros, dobro do índice alcançado antes das mudanças.

O principal objetivo do reposicionamento foi voltar a Kaiser principalmente para uma classe C emergente, democratizando a cultura da Heineken por meio de um preço mais acessível. A bebida, no entanto, passou a ser consumida pela classe B, principalmente com a variação Bock, hoje disponível em redes de supermercados AB, como o Zona Sul. Outra estratégia usada pela companhia foi o lançamento da Kaiser barril, que conta com 50% da sua produção importada da Holanda. “Esse foi um importante diferencial no reposicionamento da marca, por ser uma bebida produzida pela própria Heineken. Fora da Europa, a única marca da empresa que possui este barril é a Kaiser, além de ser uma cerveja importada”, explica Vanessa Brandão, Gerente de Marketing da Kaiser, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Resultados das mudanças
Os resultados das mudanças são considerados positivos para a Kaiser, apesar de a marca ainda encontrar barreiras em algumas áreas do país. A queda nos índices de rejeição é vista com surpresa para a empresa, que estimava uma mudança perceptível na aceitação dos consumidores apenas após os primeiros 18 meses de implantação do projeto.

Também aumentou o número de pessoas que experimentam a cerveja, de 31% antes do relançamento para cerca de 45%, atualmente. “Isso mostra que os consumidores estão provando a marca e os índices de rejeição estão caindo. Hoje, a percepção de qualidade de Kaiser é melhor que antes do projeto”, completa Vanessa.

Para conquistar o consumidor, a empresa vem investindo em ações nas redes sociais, com o objetivo de manter um diálogo próximo. Até o final do ano passado, a marca de cervejas quase não aparecia entre os tópicos comentados na web e tinha 7% de comentários positivos. O número atual chega a 70%. A companhia trabalha no sentido de responder ao que é dito em sua página, seja positivo ou não. A ideia é poder fornecer esclarecimentos sobre o produto e ganhar a confiança do consumidor, refletindo nas vendas.

Crescimento de share
A marca já apresenta crescimento nas áreas em que atua. Apesar de não abrir números, a empresa afirma ter obtido uma diferença de share entre setembro do ano passado e julho deste ano de cerca de 10%. O foco da comunicação é o barril, mostrando os diferenciais do produto. A ideia é alavancar as vendas do item considerado premium para a Kaiser.

Outra estratégia é a busca de valor de marca para que a cerveja obtenha uma presença maior tanto em números, quanto em visibilidade, nos pontos de venda.
Também com o barril, a Kaiser vem buscando ganhar presença em grandes varejistas como o Extra, além de ampliar a presença em praças como o Rio de Janeiro, um dos principais locais onde a bebida ainda enfrenta rejeição.

O período de reposicionamento na capital carioca passou por uma das datas mais importantes para o mercado cervejeiro: o Carnaval. A empresa, no entanto, afirma ter optado por não atuar com força nesta época por entender se tratar de uma concorrência acirrada, incompatível com o momento enfrentado pela Kaiser. “O Carnaval é um período de exposição de marca propriamente dita muito forte, e esse não é nosso interesse no momento, por entendermos que Kaiser está em um período de reposicionamento”, diz a executiva.

Com importante foco no portfólio de Heineken, para crescer ainda mais e se democratizar no Brasil, especialmente entre o público das classes B e C, a Kaiser aposta no crescimento do potencial de consumo dos brasileiros e na mudança de comportamento desses consumidores. “Kaiser está dentro do foco da companhia como um todo, por ser voltada para um público que não apenas cresceu economicamente, mas está em uma ascensão cultural, interessado em provar novas coisas”, comenta Vanessa Brandão.
Fonte: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/24848/kaiser-tem-resultados-positivos-apos-mudancas-e-surpreende-heineken.html

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