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terça-feira, 11 de março de 2025

Fusões e serviços compartilhados em cervejarias

Stadt Jever, Prússia Bier e Cia Fürst de Bebidas, iniciam fusão estratégica

O Brasil possui uma característica peculiar em possuir muitas microempresas, que produzem de forma familiar em pequenos lotes, ao contrário da China que possui empresas grandes que produzem uma quantidade infinita de itens, há um custo unitário muito menor do que nós na América do Sul.

Nesse sentido, adicionado ao "Custo Brasil", a produção de bens de consumo em pequenas empresas se torna cara e muitas vezes insuficiente para conter a concorrência da produção de produtos em larga escala, de um mesmo setor. Algumas saídas para mitigar esse risco inerente são as Cooperativas e Associações, que, resumidamente, têm como objetivo unir um número significativo de associados para que, juntos, possam ser beneficiados proporcionalmente a sua parcela de investimento e oferta de insumos ou produtos, num ambiente em comum.

Outra solução são os Serviços Compartilhados, conhecido também por "Shared Services",  que em suma são processos importantes ao negócio, porém não são parte do core business em si: são serviços complementares ao negócio, como Contabilidade, Financeiro, Governança e Controles Internos, Riscos e Seguros, TI e Inovação, Compliance e Jurídico. Compartilhar os custos dessas áreas é uma forma sustentável de manter a empresa mais focada em seu propósito e objetivos estratégicos, ou seja, investir pesado no que realmente importa.

Dessa forma, as cervejarias mineiras Fürst de Bebidas e Stadt Jever, (aqui lê-se Paulo e Geraldo Fürst e Miguel e Ustane Pedras Carneiro, respectivamente), deram inicio a um processo de Serviços Corporatilhados, para produzir uma cerveja americana em terras brasileiras. Ambos passaram a produzir a cerveja Ballast Point, uma IPA de tirar o chapéu. Esse projeto tem dado o seu devido progresso. 

O time não parou por ai. Na sequência, com a entrada da Cervejaria Prússia, os 3 empreendedores mineiros deram mais um passo em direção à construção de uma plataforma digital para comercialização de seus produtos, dividindo os custos de manutenção do site, além de prestar uma atenção especial à experiência do cliente. Trata-se de uma ideia é genial. Em se tratando de mercado de cervejas, nem tudo é produto: se cerveja fosse difícil de fazer o mestre cervejeiro seria o cara mais rico do mundo. Sabe-se que não é bem assim: o difícil mesmo é ter logística e vender a bebida a um preço competitivo e que promova uma boa experiência aos consumidores desse nicho de mercado.

Como resultado, nada como cooperar uns com os outros, quando se trata de serviços compartilhados. O mesmo vale para compras conjuntas de insumos e equipamentos, como malte, lúpulo, levedo, barris, chopeiras e acessórios. A negociação com o fornecedor fica melhor e  a prática beneficia a todos. 

 A propósito: para dar um ponta pé nessa união estratégica, o Grupo acaba de lançar a cerveja em lata "Fusion", que será amplamente divulgado aos clientes, amigos e curiosos. As cadeias produtivas e de valor agradecem. Desejo sucesso às 3 cervejarias.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Fusões e Aquisições em Cervejarias


Prefeito José Fernandes celebra venda da Cervejaria Malta e reforça compromisso com a geração de empregos em Assis

O prefeito de Assis, José Fernandes, comemorou nesta semana a venda da Cervejaria Malta para um grupo de empresários assisenses, um passo importante para a preservação de empregos e a manutenção de uma das empresas mais tradicionais da cidade.

Desde o anúncio da recuperação judicial da Malta, em setembro de 2023, quando havia o risco de conversão em falência, José Fernandes se dedicou pessoalmente para acompanhar o processo e buscar soluções viáveis para a continuidade das operações da cervejaria.

O prefeito José Fernandes destacou o empenho em garantir o bem-estar dos trabalhadores durante o processo de aquisição da Cervejaria Malta. Segundo ele, reuniões e visitas à fábrica foram fundamentais para viabilizar a negociação, reforçando o potencial dos empresários assisenses. "Preservamos a empresa e fortalecemos os investimentos na cidade", afirmou.

Ele parabenizou os novos proprietários e agradeceu a todos os envolvidos, ressaltando que a venda da cervejaria vai além da continuidade do negócio, representando a geração de empregos, renda e o fortalecimento da história de Assis. "Essa conquista é de toda a nossa cidade", concluiu.

Grifos meus: O ano de 2024, o mercado cervejeiro nacional está em profundo movimento. (O mesmo vale para o mercado internacional.) Pequenos e médios fabricantes vem sofrendo com a alta dos preços dos insumos, esses baseados em dólares como malte, lúpulo e levedo, bem como a inflação, que está afetando o bolso dos brasileiros, limitando o poder de compra, modificando hábitos e até reduzindo o consumo de álcool. Imagino que a Malta deva colocar em sua estratégia a fabricação de cervejas para ciganos, de forma a reduzir os impactos dos custos fixos.

 Assis, Cidade em Movimento

Fonte: Assessoria de Comunicação PMA https://www.assis.sp.gov.br/noticia/5680/prefeito-jose-fernandes-celebra-venda-da-cervejaria-malta-e-reforca-compromisso-com-a-geracao-de-empregos-em-assis

sábado, 22 de junho de 2024

Carlsberg e Britvic


Carlsberg deixou o cavalo voar

A empresa britânica Britvic rejeitou oferta de compra pela cervejaria dinamarquesa Carlsberg, no valor de US$ 3,9 bilhões, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira, 21, confirmando rumores da imprensa local. No começo da manhã (de Brasília), a ação da Britvic chegou a subir 5,52% em Londres, enquanto a da Carlsberg a cair 7,8% em Copenhague.

A oferta da Carlsberg envolvia a compra de ações da empresa por 1.250 centavos de libra cada e foi feita em 11 de junho, logo após a rejeição da primeira proposta de compra de ações por 1.200 centavos de libra cada. A segunda oferta representa alta de 23% em relação ao fechamento de quinta-feira (1.015 centavos de libra).

A Britvic alega que a proposta “desvaloriza significativamente” a empresa e suas perspectivas futuras, afirmando que “considerará qualquer proposta adicional com base em seus méritos”.

A produtora de refrigerantes britânica afirmou que a “proposta não solicitada” já é a segunda tentativa de compra rejeitada de modo unânime pelo conselho de investidores.

Em nota separada, a Carlsberg disse que está “considerando sua posição”, depois da segunda rejeição pela Britvic em 17 de junho. Veja sobre mercado.

Sobre a Britvic

Britvic plc é uma produtora britânica de refrigerantes com sede em Hemel Hempstead, Inglaterra. Está listada na Bolsa de Valores de Londres e é constituinte do Índice FTSE 250. Produz refrigerantes com nome próprio e diversas outras marcas. A empresa foi fundada na década de 1930, em Chelmsford, com o nome de British Vitamin Products Company.

Em 2015, a Britvic adquiriu a EBBA (Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos SA) conhecida pelos sucos Maguary, localizada em São Paulo, e em 2017 a Bela Ischia, localizada no Rio de Janeiro. Além de sucos e refrigerantes, a empresa também produz essências para misturas e energéticos como o Flying Horse.

Fonte: https://istoedinheiro.com.br/britvic-rejeita-oferta-de-us-39-bilhoes-da-cervejaria-carlsberg-2/

#pelosatelite #avecesarco #carlsberg #britvic

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Heineken e Brasil Kirin


Heineken anuncia compra da holding Brasil Kirin

A Heineken anunciou nesta segunda-feira (13) a celebração de um acordo com a a japonesa Kirin Holdings Company para a aquisição da fabricante brasileira de cervejas e refrigerantes Brasil Kirin Holding. A companhia holandesa diz que se tornará a segunda maior empresa de cerveja do Brasil.

O valor da transação é de 664 milhões de euros e a operação ainda precisa ser aprovada por órgãos reguladores. A previsão é de que o negócio seja fechado na primeira metade do ano. As marcas de cerveja da Brasil Kirin incluem Schin, Baden Baden e Eisenbahn.

Em comunicado ao mercado, o grupo japonês considerou que os riscos associados com a economia brasileira e a competitiva indústria cervejeira do país limitavam a possibilidade de transformar a Brasil Kirin em um negócio rentável.

De acordo com a Heineken, a transação transformará o negócio existente da Heineken em todo o país, ampliando sua presença, aumentando a escala e fortalecendo ainda mais seu portfólio de marcas. 

A empresa japonesa investiu em 2011 cerca de 300 bilhões de ienes (US$ 2,938 bilhões) na compra da brasileira Schincariol, na época a segunda maior fabricante de cerveja do país, que foi rebatizada como Kirin Brasil. Esta subsidiária fechou 2015 com perdas de 114 bilhões de ienes (US$ 1,004 bilhão), o que obrigou a Kirin a vender uma de suas fábricas no estado do Rio de Janeiro para a Anheuser-Busch InBev (ABInbev).


Em setembro de 2016, o grupo japonês começou negociações com sócios potenciais com o objetivo de associar-se para revitalizar as operações da Brasil Kirin. A ideia então era debater o grau de cooperação em produção, distribuição compartilhada e abastecimento para reduzir custos, depois que a Brasil Kirin caiu para a terceira posição entre os produtores de cerveja do país.

Finalmente, a Heineken - que controla a Bavaria no mercado brasileiro - se ofereceu para comprar a filial da cervejaria japonesa.

O Brasil é o terceiro maior mercado em venda de cerveja do mundo, depois de China e Estados Unidos.

Grifos nossos: É a segunda vez que a Heineken compra cervejarias a preços abaixo do valor adquirido pela primeira compradora. Foi o caso da compra das Cervejarias Kaiser.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

AB Inbev

Rei da cerveja viaja na classe econômica, usa jeans e adora pressão

Bruno Fahy/AFP
(Bloomberg) -- Carlos Brito diz que a companhia que ele administra e as garrafas de cerveja que a empresa vende têm um aspecto muito importante em comum: os conteúdos estão sob pressão.
"Se você quer obter o melhor de seus funcionários é preciso pressioná-los o tempo todo", disse o diretor brasileiro da Anheuser-Busch InBev NV a uma sala cheia de estudantes na Stanford Graduate School of Business em 2010.
Brito, 55, um protegido do negociador Jorge Paulo Lemann, vem fazendo exatamente isso nos dez anos em que está no comando da fabricante da Budweiser.
Ele elaborou um estilo de gerenciamento muito exigente que lhe rendeu margens de lucro incomparáveis na indústria e elogios tanto dos analistas do setor de bebidas alcoólicas quanto de decanos de faculdades de Administração. Os retornos aos acionistas durante sua administração foram quase o dobro que o de seus colegas.
Agora, Brito, um milionário que vai de jeans ao trabalho, evita os escritórios e prefere viajar na classe econômica, embarcou em sua maior jogada, uma transação de US$ 106 bilhões para comprar a cervejaria britânica SABMiller.
A oferta da terça-feira (13), a quarta após um mês de combate público, conseguiu a aceitação do conselho da SABMiller onde as propostas anteriores tinham fracassado.
"Carlos Brito é um dos figurões mais calculistas e batalhadores que eu já tive oportunidade de ver em ação", disse David "Bump" Williams, que dirige uma firma de consultoria no setor de bebidas alcoólicas em Shelton, Connecticut, em mensagem enviada por e-mail.
"Talvez ele não seja o tipo de pessoa que iria com você a um jogo de beisebol e dividiria uma cerveja, mas em termos de negócios há muito poucos melhores do que ele".

Pressão

Em parte, a decisão foi impulsionada pela pressão que o próprio Brito está sentindo, pois as vendas em mercados-chaves, como os EUA e o Brasil, estão estagnando. As ações da AB InBev caíram 15% nos últimos seis meses.
Com a fusão, a cervejaria terá acesso a mercados de crescimento mais acelerado na África, onde 65 milhões de pessoas chegarão à maioridade para o consumo de bebidas alcoólicas até 2023.
Mas são os executivos da SABMiller que vão vivenciar em breve a existência carregada de pressão que Brito adota. Basta perguntar a um dos gerentes de longa data da Anheuser-Busch em St. Louis, se você conseguir encontrar algum.
Quando a InBev de Brito comprou a histórica cervejaria americana em 2008, ele demitiu aproximadamente 1.400 pessoas, cerca de 6% da folha de pagamento da empresa nos EUA. Com os cortes, Brito teve a oportunidade de encaixar funcionários mais jovens e ambiciosos que aderiram à cultura eficiente e voltada aos resultados que ele professa.
"A primeira camada dos dois escalões administrativos mais altos foi embora desde o primeiro dia" depois de fechado o negócio, disse ele aos estudantes de Stanford. "Isso foi ótimo porque nós promovemos pessoas e eles disseram: 'Essa é minha companhia agora'".

Mentor

Brito aprendeu esse modelo de negócios com o também brasileiro Lemann, que pagou os estudos de Brito em Stanford e tem sido seu mentor desde então. Depois de estudar engenharia mecânica no Rio de Janeiro, onde nasceu, Brito conhece Lemann, 76, através de um amigo da família.
Quando Brito se formou, em 1989, ele foi trabalhar como gerente de vendas na Brahma, uma cervejaria brasileira controlada por Lemann. Agora, ele é membro fundador da firma de private equity 3G Capital, que financia a AB InBev.
A Brahma cresceu através de aquisições e em 2004 se fusionou com a Interbrew, da Bélgica. O acordo transformou a player regional latino-americana em uma potência mundial, com marcas, como Stella Artois, que existem há séculos. Em dois anos, Brito e seus partidários brasileiros estavam no comando, substituindo o CEO John Brock.
Esses acólitos, como o diretor financeiro Felipe Dutra e o diretor de vendas Luiz Fernando Edmond, trabalham ao redor de uma mesa grande na sede da empresa em Park Avenue, Nova York.
Há uma diferença gritante com os confortáveis escritórios panorâmicos que pontilham a maior parte dos arranha-céus do centro de Manhattan - sem falar nos alojamentos da SABMiller no elegante bairro de Mayfair, em Londres.
Por que essas acomodações tão simples? "Porque isso faz com que a informação flua", disse Brito em 2010. "Estabelecemos conexões em reuniões de dois minutos na mesa. Conseguimos fazer muito mais coisas. Não há onde se esconder".
Mais informações e fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2015/10/14/rei-da-cerveja-viaja-na-classe-economica-usa-jeans-e-adora-pressao.htm

terça-feira, 7 de julho de 2015

Cervejaria Colorado

Colorado agora faz parte do portfólio da Ambev

Retransmito palavras as de meu amigo de Felipe Pedras:

"Grande dia para o Brasil Cervejeiro! Marcelo Carneiro é parte da família , a @cervejacolorado se junta ao nosso vasto portfólio, servindo as melhores cervejas do planeta ! Estamos aqui no @aconchegosp com @edupassarelli e toda turma da @gooseislandbeer degustando as mais novas crias da linha Barrel Aged (Petroleum e Quadruppel).

Teremos estas novidades somente no www.emporiodacerveja.com.br e no Tasting Room da Wäls !!! Também teremos neste sábado quantidade limitada do nosso lindo Growler!!! @walscervejas Cerveja Arte!!!!"

Trata-se de um novo M&A (Merger and Aquisition) no mercado nacional de cervejas.

Meus grifos: Entendo que para a próxima década será uma tendência, sobretudo para se manter no mercado de forma sustentável e avançar produtos de marca regional em outros estados, transferindo receitas cervejeiras e evitando o pagamento de tributos entre estados. (A guerra do ICMS não é fácil quando não se tem um regime especial, o que torna a remessa de uma cerveja para outro estado quase que inviável.) 

Outra saída, não societária, é executar cervejas colaborativas, entre duas ou mais cervejarias distintas, de forma a permitir que essas possam replicar a colab em suas unidades.

Que a fonte nunca seque.

#pelosatelite #avecesarco #cervejacolorado #ambev #colorado #cervejariacolorado #marcelocarneiro






#pelosatelite #avecesarco #cervejacolorado

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Indústria Cervejeira Americana

Are We in Danger of a Beer Monopoly?
Every day, the Web site BeerPulse tries to list every single new beer available in the United States. And that’s harder than you might imagine. Recently, the site posted Cigar City’s Jamonera Belgian-style Porter, Odell Tree Shaker Imperial Peach IPA, as well as a rye lager, a cherry blossom lager and a barley wine. And the list goes on, and on. In 1978, there were 89 breweries in the United States; at the beginning of this year, there were 2,336, with an average of one new brewery per day. Most of them are tiny, but a handful, like Sam Adams and Sierra Nevada, have become large national brands. At the same time, sales of Budweiser in the United States have dropped for 25 consecutive years.

So I was surprised to learn that the Justice Department is worried that Anheuser-Busch InBev, the conglomerate that owns Bud, is on the cusp of becoming an abusive monopoly. In January, the department sued AB InBev to prevent it from buying the rest of Mexico’s Grupo Modelo, a company in which it already carries a 50 percent stake. The case is not built on any leaked documents about some secret plan to abuse market power and raise prices. Instead, it’s based on the work of Justice Department economists who, using game theory and complex forecasting models, are able to predict what an even bigger AB InBev will do. Their analysis suggests that the firm, regardless of who is running it, will inevitably break the law.

 For decades, they argue, Anheuser-Busch has been employing what game theorists call a “trigger strategy,” something like the beer equivalent of the Mutually Assured Destruction Doctrine. Anheuser-Busch signals to its competitors that if they lower their prices, it will start a vicious retail war. In 1988, Miller and Coors lowered prices on their flagship beers, which led Anheuser-Busch to slash the price of Bud and its other brands in key markets. At the time, August Busch III told Fortune, “We don’t want to start a blood bath, but whatever the competition wants to do, we’ll do.” Miller and Coors promptly abandoned their price cutting.

The trigger strategy, conducted in public, is entirely legal. In fact, it’s how airlines, mobile- phone companies and countless other industries keep their prices inflated. Since that dust-up in the late ’80s, the huge American beer makers have moved in tandem to keep prices well above what classical economics would predict. (According to the logic of supply and demand, competing beer makers should pursue market share by lowering prices to just above the cost of production, or a few cents per bottle.) Budweiser’s trigger strategy has been thwarted, though, by what game theorists call a “rogue player.” When Bud and Coors raise their prices, Grupo Modelo’s Corona does not. (As an imported beer, Corona is also considered to have a higher value.) And so, according to the Justice Department, AB InBev wants to buy Grupo Modelo not because it thinks the company makes great beer, or because it covets Corona’s 7 percent U.S. market share, but because owning Corona would allow AB InBev to raise prices across all of its brands. And if the company could raise prices by, say, 3 percent, it would earn around $1 billion more in profit every year. Imagine the possibilities. The Justice Department already has.

Representatives from AB InBev, however, have stated that the potential Corona acquisition is less about dominating the dwindling (albeit still $90 billion per year) U.S. beer market and more about a larger, global strategy. In that regard, AB InBev has been on quite a roll. The Brazilian firm Companhia de Bebidas das Américas, or AmBev, was born in 1999 around the concept of using innovative technology and managerial efficiency to disrupt the competition and channel the profits into buying them out. The company swallowed up several Latin American firms; in 2004, it merged with the Belgian giant Interbrew; in 2008, the new conglomerate, InBev, took over Anheuser-Busch. Along the way, it also picked up China’s third-largest brewer and the Canadian beer company Labatt.

We are still in the very early stages of what appears to be a global version of the scale-based consolidation we’ve seen in the United States over the past century. Before Prohibition, beer was largely a regional business, with thousands of small breweries serving markets often defined by city blocks. Until fairly recently, retail, food manufacturing, banking and countless other industries were also largely the domain of local or regional firms. And while in recent decades companies have scrambled to command international markets, the global fights have largely been over dominance of the United States, Western Europe and Japan.
 
But the goal of the Grupo Modelo merger, the company has stated, is to gear up for the big beer fight of the 21st century. As the traditional beer markets of the United States, Europe and Japan age, the most lucrative markets will be in China, India, Latin America, Eastern Europe, the wealthier countries of Africa and other places where, every single day, millions of young consumers will buy their first legal beer. On this front, AB InBev is already facing staunch competition from Denmark’s Carlsberg, Britain’s SABMiller and Japan’s Asahi. It’s not exactly worried about Sam Adams and Sierra Nevada.

These firms are among the many preparing for a global market several times larger than any that has ever existed. This helps explain why we have seen so many mergers in the past few months. The Justice Department recently approved the marriage of Penguin and Random House, and is expected to do the same with American Airlines and US Airways. Office Depot and OfficeMax are planning a merger of their own. These megamergers, however, do not inevitably create destructive monopolies. Carl Shapiro, the former chief economist at the Justice Department, told me that large mergers improve competition. Together, Penguin and Random House may be able to better stave off Amazon; American Airlines and US Airways can contend with Delta. Similarly, Office Depot and OfficeMax, once merged, may finally be large enough to really scare Staples. Fear, Shapiro says, is the key. Markets work best, he says, when “everyone has to watch their back.”

Shapiro admits that the Justice Department has lagged behind the work of many economists, and has been complicit in our fear of large mergers.(In some key decisions, like the 1962 Supreme Court ruling to block the merger of Brown Shoe and the Kinney Company, courts hurt consumers by preventing corporate efficiency.) But economic forecasting has improved since then, Shapiro says, and become more flexible. After AB InBev executives tweaked their Grupo Modelo acquisition plans, so not to affect their domestic interests, the Justice Department started to rerun the numbers. They’ll issue an opinion soon.

Over the coming decades, though, the opinion of American government officials might not matter quite so much. China’s National People’s Congress approved its first antimonopoly law in 2008, which, many economists fear, could be used to block foreign competitors and to promote local giants. India’s version, which went into effect in 2009, is even less clear. It’s quite possible that the true monopolistic battles of the 21st century will not be among massive corporations but among the self-interested governments. We can only hope that they don’t engage in a trigger strategy of their own.
 
Picture: Illustration by Jasper Rietman

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Brasil Kirin


Schin vira Brasil Kirin e quer lançar novas marcas

O nome da família Schincariol aos poucos está sendo desvinculado da cervejaria, vendida no ano passado para a japonesa Kirin. O primeiro passo foi dado ontem, quando o novo presidente da empresa, Gino di Domenico, anunciou o novo nome da companhia: Brasil Kirin. Produtos como a cerveja Nova Schin não sofrerão mudanças. Mas a empresa deixou claro que quer ter "marcas aspiracionais", que despertem o desejo do consumidor, para disputar mercado com suas concorrentes.

"A Kirin tem muitas marcas lá fora e podemos trazer alguma para cá. Também podemos criar uma nova, aqui dentro. Mas, antes de definir o que fazer, precisamos entender os consumidores brasileiros e o que eles querem", afirmou Domenico ontem, em entrevista para anunciar a nova marca corporativa da empresa.

Ele declarou que a empresa está deixando de ser uma empresa meramente industrial para ser uma companhia que olha para o consumidor. Domenico acrescentou que, se for preciso, marcas serão eliminadas. "Já cortamos durante esse ano 25% do portfólio da empresa, eliminando produtos. Até agora, nenhuma marca foi eliminada, mas sempre há a possibilidade", disse. A empresa também avalia lançar novos produtos em setores que ainda não atua, mas ainda dentro do segmento de bebidas. "Podem ser produtos ligados ao conceito de saúde e funcionalidade", disse.

Nova Schin. "A mudança faz todo o sentido, pois agora a empresa é internacional e precisa ter um nome internacional", disse o especialista em mercado de bebidas, Adalberto Viviani. O problema, segundo ele, é a marca Nova Schin. "A empresa tem um problema semelhante ao da Heineken, com a Kaiser: Nova Schin é uma marca fraca, mas o volume de vendas é grande. A diferença é que a Heineken tem uma marca internacional forte que pode ser usada no combate por espaço no mercado. A Kirin não tem."

Dívidas. A mudança de nome, segundo Domenico, não implica em nova razão social. As dívidas da Schincariol, por exemplo, continuam com a Brasil Kirin. "Hoje, nosso endividamento é baixo, entre 1,2 ou 1,3 vez o Ebitda previsto para esse ano." A empresa quer fechar 2012 com lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização de R$ 550 milhões - 83% mais que o total de R$ 300 milhões de 2011.

Domenico diz que este ano o faturamento da companhia deve crescer 12%. As despesas de compras devem cair 5%. uma vez que agora os processos são feitos em conjunto com a Kirin internacional e há uma ganho em escala.

As vendas, segundo José Domingues Francischinelli, diretor financeiro e de planejamento da Brasil Kirin, também melhoraram. "As vendas de cerveja já cresceram 9%", afirmou ele. A empresa, porém, ainda precisa melhorar sua distribuição. Segundo Domenico, de aproximadamente 1 milhão de pontos de venda no País, a companhia chega a 600 mil.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Schin agora é Kirin



Kirin compra 100% da Schincariol
Depois de três meses de disputas, desentendimentos e poucas conversas, os japoneses da Kirin e os sócios minoritários da Schincariol chegaram a um acordo. Os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela fecharam a venda dos 49,55% que possuem na cervejaria fundada por seu avô e devem receber cerca de 2,5 bilhões de reais dos japoneses. O acordo inclui uma cláusula que obriga os três a não atuar em empresas que concorram diretamente com a Schincariol.

Os três irmãos decidiram sair do negócio depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou uma liminar que suspendia a venda dos 50,45% dos irmãos Adriano e Alexandre para a Kirin. A venda do controle da cdervejaria havia sido fechada no início de agosto por 3,95 bilhões de reais, mas Gilberto e seus irmãos alegaram na Justiça que uma cláusula contratual lhes garantia o direito de preferência na compra da parte dos primos. Uma juíza de Itu concedeu a liminar suspendendo o negócio, que foi derrubada no mês passado.

Além disso, a queda nas vendas da Schincariol nos últimos meses e a perda de participação de mercado – pela primeira vez desde 2005 a empresa deixou a vice-liderança do setor, agora ocupada pela Petrópolis – foi decisiva para a saída dos minoritários. A pessoas próximas Gilberto disse que essa disputa poderia durar meses e a companhia continuaria a sangrar e a perder espaço – e dinheiro. Caso não conseguissem reverter a situação na Justiça, Gilberto e seus irmãos corriam o risco de  vender sua participação na companhia daqui a alguns meses por bem menos do que acaba de ser acertado.

No mês passado, pouco antes da decisão da Justiça de suspender a liminar e garantir que os japoneses tomassem posse do negócio, os minoritários haviam acertado as bases para a venda da participação para a Kirin. Contudo, os japoneses pediram um prazo maior do que o combinado inicialmente para o pagamento do valor e o negócio não foi fechado. Os japoneses já buscam um executivo para assumir a presidência da companhia em janeiro de 2012. Até lá, Adriano Schincariol permanece à frente da empresa. Gilberto, que era vice-presidente comercial, deixa suas funções.

Desde o início desta semana, as duas partes voltaram a conversar. Na quarta-feira, dia de Finados, chegaram a um pré-acordo. Gilberto e os irmãos pretendiam receber os mesmos 3,95 bilhões de reais pagos a Adriano e Alexandre. Os japoneses se dispunham a pagar 2 bilhões. O acordo foi fechado em torno de 2,5 bilhões de reais. A Schincariol, fundada em 1939 pelo filho de imigrantes italianos Primo Schincariol nos fundos de uma pequena casa em Itu, deixa de ser, definitivamente, uma empresa familiar e torna-se parte de um dos maiores grupos de bebida do Japão.

19:03 Atualização: os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela Schincariol estão, neste momento, reunidos com os representantes da Kirin para finalizar a venda dos 49,55% que detém na cervejaria.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2011/11/03/kirin-compra-100-da-schincariol/

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SABMiller Anadolu Efes



Parceria Estratégica: SABMiller na Turquia com Anadolu Efes

A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo por volume, anunciou uma aliança estratégica de US$ 1,9 Bilhão com a turca Anadolu Efes num esforço para expandir a sua presença em mercados de forte crescimento. 

Pelo acordo, a SABMiller vai transferir seus ativos na Rússia e Ucrânia à Anadolu Efes e receber em troca 24% da empresa turca.

Fonte: Valor Economico - Seção Wall Street Jornal (out.2011).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Schincariol

Minoritários concordam em negociar com a Kirin
 A Jadangil, sócia minoritária da Schincariol, segunda maior cervejaria do país, aceitou ir para a mesa de negociações com a Kirin. Segundo apurou o Valor, representantes dos primos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol Júnior, donos da Jadangil, estão em conversas com os japoneses que compraram em agosto a Aleadri, dona de 50,45% da empresa. A Kirin foi impedida de assumir a Schincariol por conta de liminar obtida na Justiça pela Jadangil.

A Kirin está pronta, inclusive, a pagar pelas ações dos minoritários algo semelhante ao que desembolsou pela Aleadri, empresa dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol: R$ 3,95 bilhões. Proporcionalmente, o valor da Jadangil seria de R$ 3,88 bilhões. A negociação independe do resultado do julgamento da liminar, marcado para o dia 11, em São Paulo.
"Eles [acionistas da Jadangil] não estavam dispostos a vender mas, se for para negociar, não vão aceitar nada menos do que foi pago aos primos", diz uma fonte próxima à Jadangil. Quando foi a Itu (SP), sede da fabricante, fechar a compra da Aleadri, dos irmãos Adriano e Alexandre Schincariol, a Kirin cogitou pagar R$ 2 bilhões pela Jadangil, mas os primos se recusaram a conversar.
Na compra das ações de minoritários, em que não há prêmio de controle, o valor costuma ser pelo menos 20% inferior ao que é pago aos controladores, segundo especialistas. "Ninguém paga ao minoritário o mesmo que desembolsou ao controlador, se já tem a capacidade de tomar decisões por conta própria na companhia", diz um advogado. Se assumisse a Schincariol, a Kirin levaria os assuntos estratégicos para votar em assembleia, mas poderia decidir sozinha, segundo o estatuto da empresa.
A iniciativa mostra o quanto a Kirin, quinta maior fabricante mundial de cervejas, está ansiosa em assumir seu lugar na Schincariol e impedir que a companhia sofra com a briga societária. Segundo dados da Nielsen divulgados por empresas do setor, a participação em volume das marcas da Schincariol no mercado de cervejas era de 11,1% em abril. Em agosto, caiu para 10,3%. Nesse período, a Ambev, principal concorrente, subiu de 68,8% para 69,8% e, a Heineken, de 8,3% para 8,5%. A Petrópolis, rival mais próxima da Schincariol, saiu de 10,4% para 10,1%.
Foi em abril que Adriano Schincariol, presidente da companhia, avisou o primo Gilberto do valor que desejava pela Aleadri, entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. Gilberto ficou de arranjar o dinheiro, enquanto Adriano abriu a empresa para que potenciais compradoras, como a Heineken, a Kirin e a SABMiller, fizessem "due dilligence".

"Um conflito societário sempre depõe contra a companhia", diz o advogado Eduardo Boccuzzi, especialista em fusões e aquisições. Nesses casos, diz, é plausível que o comprador pague um valor maior ao minoritário para se ver livre do problema. "Já acompanhei o caso de minoritário em uma fabricante de artefatos de borracha que conseguiu negociar sua parte por 90% do que foi pago ao controlador".

Mesmo porque, um minoritário pode até bater o pé, mas sabe que dificilmente vai acompanhar os aportes de capital de uma multinacional. "A luta é inglória", ressalta. "No primeiro aporte bilionário que o controlador fizer e não for acompanhado pelo minoritário, a participação dele é diluída."
Fonte: Valor Econômico 03.10.2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nova Schin

Aleadri tem primeira vitória no caso Schin

Por Daniele Madureira | De São Paulo
Sérgio Castro/AE/Sérgio Castro/AE



Alvo da disputa entre primos, a Schincariol é vice-líder em cervejas do país

A vitória foi modesta, mas relevante por ser a primeira em uma sucessão de perdas. Na terça-feira, a Aleadri, controladora da Schincariol, obteve na Justiça a primeira decisão positiva no imbróglio sobre a sua venda à japonesa Kirin. Por três votos a zero, a Câmara Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido da Jadangil, minoritária na Schincariol, que solicitava a apreensão dos livros da Aleadri, o aumento do valor da multa imposto à controladora e o fim do segredo de Justiça sobre o caso.


O próximo passo da Câmara Empresarial será julgar a liminar concedida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Itu, que no início do mês passado suspendeu os efeitos da venda da Aleadri para a Kirin. O negócio, de R$ 3,95 bilhões, já foi concretizado, mas os japoneses estão impedidos de tomar posse da Schincariol. A Aleadri é dona de 50,45% da empresa, enquanto a Jadangil tem outros 49,55%.

Ainda não está confirmada a data para o julgamento da liminar, que deve acontecer no dia 27 de setembro ou 11 de outubro. Se a liminar for cassada, os japoneses podem assumir a Schincariol. Caso contrário, terão que recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que tornaria a decisão bem mais demorada. Na ação, a Aleadri, dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol, é representada pelo escritório Mattos Filho e, a Kirin, pelo TozziniFreire. A Jadangil - dos irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol, primos de Adriano e Alexandre - é defendida pelo Teixeira Martins Advogados.

A Jadangil pediu a apreensão dos livros da Aleadri para ter controle sobre eventuais mudanças no comando dessa holding. Segundo apurou o Valor, a Aleadri se tornou uma empresa de sociedade anônima (SA) às vésperas de fechar o acordo com a Kirin. Se continuasse como uma empresa limitada, a Aleadri teria que arquivar na Junta Comercial do Estado de São Paulo qualquer mudança no seu contrato social. Como uma SA, ela não tem essa obrigatoriedade. Dessa forma, as ações da Aleadri - que já foram transferidas à Kirin - podem ser transmitidas a um terceiro, no caso de os japoneses desistirem do negócio.

No recurso à Câmara Empresarial, a Jadangil também pedia o aumento da multa imposto à Aleadri, em caso de descumprimento da liminar concedida em 4 de agosto pela juíza Juliana Bicudo da 1ª Vara Cível da Comarca de Itu. À época, a juíza estipulou R$ 100 mil para cada ato de descumprimento. A Jadangil queria elevar esse valor, assim como tornar o processo público. Hoje, como corre em segredo de Justiça, nenhuma das partes pode comentar o caso. Mas os pedidos foram negados pela Câmara.

Na semana passada, o escritório Teixeira Martins Advogados entrou com ação principal na 1ª Vara Cível de Itu. A ação, que justifica o pedido de liminar, pede a nulidade da venda da Aleadri à Kirin, pelo desrespeito ao estatuto da Schincariol. Segundo apurou o Valor, a ação pede ainda que seja feita uma avaliação do valor da Schincariol, para que os minoritários possam decidir se querem ou não fazer uma proposta para compra da Aleadri. De acordo com especialistas, uma perícia judicial para definir o valor da empresa demoraria, no mínimo, um ano.


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