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domingo, 30 de novembro de 2025

Mercado de Cervejas Artesanais 2025


Cervejas artesanais fora da geladeira: um reflexo da queda do poder aquisitivo e da mudança no consumo

Nos últimos anos, as cervejas artesanais conquistaram espaço nas prateleiras dos supermercados, atraindo consumidores em busca de qualidade, sabor diferenciado e experiência. No entanto, um fenômeno recente chama atenção: enquanto permanecem nas gôndolas, as geladeiras — espaço premium para bebidas prontas para consumo — são dominadas por marcas produzidas em larga escala. Esse cenário revela muito mais do que uma simples preferência: é um retrato da conjuntura econômica brasileira.

O espaço na geladeira: símbolo de consumo imediato

As geladeiras dos supermercados representam conveniência e desejo imediato. Estar ali significa maior visibilidade e maior chance de venda por impulso. Quando as cervejas artesanais não ocupam esse espaço, indica que o consumidor médio está priorizando preço e praticidade, deixando de lado produtos premium.

Fatores econômicos que explicam a mudança são a inflação persistente: o aumento contínuo dos preços dos alimentos e bebidas pressiona o orçamento familiar. Produtos considerados especiais, como cervejas artesanais, são os primeiros a sair da lista. A queda do poder aquisitivo é outro fator. Os salários não acompanham a inflação, e o consumidor busca otimizar gastos. Atualmente, há o agravante da inadimplência elevada. Com mais famílias endividadas, há menos margem para consumo aspiracional. O preço das bebidas também é outro fator: enquanto uma cerveja artesanal pode custar 3 a 5 vezes mais que uma cerveja industrial, a diferença pesa no bolso. A briga entre as marcas premium de larga escala, como Heineken, Spaten, para a manutenção do market share, cria uma luta por espaço nas geladeiras, deixando as artesanais sem lugar no freezer.

Mudança no comportamento do consumidor

O consumidor brasileiro, que antes buscava experiências diferenciadas, hoje tem priorizado o custo-benefício. As marcas tradicionais oferecem preços competitivos, promoções e embalagens econômicas, tornando-se a escolha dominante. Há ainda uma mudança no perfil do consumidor quanto ao uso de bebidas alcóolicas. Há uma procura para produtos não-alcóolicos, de baixa caloria, ou ainda substitutos das cerveja, como bebidas prontas, conhecidas por RTD - Ready to Drink.

Impacto para o mercado de cervejas artesanais

Há uma certa redução de vendas em supermercados, observada por um menor giro nas gôndolas e ausência nas geladeiras. O setor ainda sobrevive com a migração para nichos específicos, como lojas especializadas, bares temáticos e e-commerce podem se tornar os principais canais. Nesse sentido, o mercado vem apresentando uma demanda constante de adaptação, tendo como estratégias o uso de embalagens menores, preços e promoções que aumentem a acessibilidade e parcerias, como logística e compras conjuntas e serviços compartilhados entre parceiros cervejeiros, fusões e aquisições no setor. Uma séria ações visado manter a sustentabilidade do negócio, evitando riscos de falência ou concordata.

Para mitigar os riscos de mercado enfrentados pelos produtores de cervejas artesanais, diante da queda do poder aquisitivo e da concorrência com marcas industriais, é essencial adotar estratégias que combinem redução de custos, inovação e diversificação de canais.

 A seguir estão algumas soluções práticas:


Cheers!



quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Fusões e Aquisições em Cervejarias


Prefeito José Fernandes celebra venda da Cervejaria Malta e reforça compromisso com a geração de empregos em Assis

O prefeito de Assis, José Fernandes, comemorou nesta semana a venda da Cervejaria Malta para um grupo de empresários assisenses, um passo importante para a preservação de empregos e a manutenção de uma das empresas mais tradicionais da cidade.

Desde o anúncio da recuperação judicial da Malta, em setembro de 2023, quando havia o risco de conversão em falência, José Fernandes se dedicou pessoalmente para acompanhar o processo e buscar soluções viáveis para a continuidade das operações da cervejaria.

O prefeito José Fernandes destacou o empenho em garantir o bem-estar dos trabalhadores durante o processo de aquisição da Cervejaria Malta. Segundo ele, reuniões e visitas à fábrica foram fundamentais para viabilizar a negociação, reforçando o potencial dos empresários assisenses. "Preservamos a empresa e fortalecemos os investimentos na cidade", afirmou.

Ele parabenizou os novos proprietários e agradeceu a todos os envolvidos, ressaltando que a venda da cervejaria vai além da continuidade do negócio, representando a geração de empregos, renda e o fortalecimento da história de Assis. "Essa conquista é de toda a nossa cidade", concluiu.

Grifos meus: O ano de 2024, o mercado cervejeiro nacional está em profundo movimento. (O mesmo vale para o mercado internacional.) Pequenos e médios fabricantes vem sofrendo com a alta dos preços dos insumos, esses baseados em dólares como malte, lúpulo e levedo, bem como a inflação, que está afetando o bolso dos brasileiros, limitando o poder de compra, modificando hábitos e até reduzindo o consumo de álcool. Imagino que a Malta deva colocar em sua estratégia a fabricação de cervejas para ciganos, de forma a reduzir os impactos dos custos fixos.

 Assis, Cidade em Movimento

Fonte: Assessoria de Comunicação PMA https://www.assis.sp.gov.br/noticia/5680/prefeito-jose-fernandes-celebra-venda-da-cervejaria-malta-e-reforca-compromisso-com-a-geracao-de-empregos-em-assis

sábado, 22 de junho de 2024

Carlsberg e Britvic


Carlsberg deixou o cavalo voar

A empresa britânica Britvic rejeitou oferta de compra pela cervejaria dinamarquesa Carlsberg, no valor de US$ 3,9 bilhões, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira, 21, confirmando rumores da imprensa local. No começo da manhã (de Brasília), a ação da Britvic chegou a subir 5,52% em Londres, enquanto a da Carlsberg a cair 7,8% em Copenhague.

A oferta da Carlsberg envolvia a compra de ações da empresa por 1.250 centavos de libra cada e foi feita em 11 de junho, logo após a rejeição da primeira proposta de compra de ações por 1.200 centavos de libra cada. A segunda oferta representa alta de 23% em relação ao fechamento de quinta-feira (1.015 centavos de libra).

A Britvic alega que a proposta “desvaloriza significativamente” a empresa e suas perspectivas futuras, afirmando que “considerará qualquer proposta adicional com base em seus méritos”.

A produtora de refrigerantes britânica afirmou que a “proposta não solicitada” já é a segunda tentativa de compra rejeitada de modo unânime pelo conselho de investidores.

Em nota separada, a Carlsberg disse que está “considerando sua posição”, depois da segunda rejeição pela Britvic em 17 de junho. Veja sobre mercado.

Sobre a Britvic

Britvic plc é uma produtora britânica de refrigerantes com sede em Hemel Hempstead, Inglaterra. Está listada na Bolsa de Valores de Londres e é constituinte do Índice FTSE 250. Produz refrigerantes com nome próprio e diversas outras marcas. A empresa foi fundada na década de 1930, em Chelmsford, com o nome de British Vitamin Products Company.

Em 2015, a Britvic adquiriu a EBBA (Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos SA) conhecida pelos sucos Maguary, localizada em São Paulo, e em 2017 a Bela Ischia, localizada no Rio de Janeiro. Além de sucos e refrigerantes, a empresa também produz essências para misturas e energéticos como o Flying Horse.

Fonte: https://istoedinheiro.com.br/britvic-rejeita-oferta-de-us-39-bilhoes-da-cervejaria-carlsberg-2/

#pelosatelite #avecesarco #carlsberg #britvic

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Movimento no Mercado de Bebidas

 Coca-Cola FEMSA e Andina compra a Cervejaria Therezópolis




Coca-Cola FEMSA e a Andina, ambas engarrafadoras dos refrigerantes Coca-Cola, anunciam a compra da marca brasileira de cervejas Therezópolis. O comunicado para o mercado afirma que: "este acordo faz parte das suas estratégias de longo prazo para complementar o portfólio de cervejas no Brasil. A transação está sujeita às condições habituais de aprovações e deverá ser concluída durante o terceiro trimestre de 2021".

A novidade acontece após a The Coca-Cola Company, Sistema Coca-Cola Brasil de refrigerantes e Grupo Heineken  anunciarem, em fevereiro, o redesenho da parceria de distribuição no Brasil. Na mudança prevista para este semestre, a Heineken e Amstel ficam com distribuição própria, enquanto o Sistema Coca-Cola oferece Kaiser, Bavaria e Sol, além de Eisenbahn e outras marcas internacionais.

Deste modo, a compra da Therezópolis deve suprir uma lacuna para os amantes de cerveja premium artesanal. Segundo informações de mercado, por este motivo, as engarrafadoras devem manter a fórmula e os processos de fabricação.

Fonte e mais informações em: https://exame.com/negocios/cerveja-therezopolis-e-comprada-por-coca-cola-femsa-e-a-andina/

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ambev Resultados do 1Q



Lucro da Ambev cai 20,1% no 1º trimestre de 2017

A empresa, controlada pela AB InBev, divulgou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA)

A Ambev teve lucro líquido ajustado 20,1 por cento menor e abaixo das expectativas do mercado no primeiro trimestre, conforme o crescimento de custos ofuscou volumes maiores de vendas.

Controlada pela AB InBev, maior cervejaria do mundo, a empresa anunciou lucro líquido ajustado de 2,316 bilhões de reais de janeiro e março, abaixo dos 2,9 bilhões de reais observados um ano atrás e dos 2,795 bilhões esperados por analistas consultados pela Thomson Reuters.
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 4,356 bilhões de reais de janeiro a março, uma cifra 17,3 por cento menor ante igual período de 2016 e inferior aos 4,932 bilhões de reais apontados por analistas ouvidos pela Thomson Reuters.
No Brasil, o custo dos produtos vendidos por hectolitro subiu 29,1 por cento na comparação anual, para 96,90 reais, enquanto a receita líquida aumentou 0,6 por cento na mesma base, para 228,90 reais por hectolitro, de acordo com o material de divulgação do balanço.
Em termos de volume, a Ambev apresentou no Brasil crescimento de 2,6 por cento ante o primeiro trimestre do ano passado, para 27,5 bilhões de hectolitros.
Desconsiderando depreciação e amortização, as despesas gerais e administrativas da empresa no país cresceram 1,5 por cento, para 1,82 bilhão de reais.

Para 2017, a Ambev espera que o custo de produto vendido por hectolitro tenha alta de dois dígitos no primeiro semestre e se mantenha estável ou suba um dígito baixo no segundo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Heineken e Brasil Kirin


Heineken anuncia compra da holding Brasil Kirin

A Heineken anunciou nesta segunda-feira (13) a celebração de um acordo com a a japonesa Kirin Holdings Company para a aquisição da fabricante brasileira de cervejas e refrigerantes Brasil Kirin Holding. A companhia holandesa diz que se tornará a segunda maior empresa de cerveja do Brasil.

O valor da transação é de 664 milhões de euros e a operação ainda precisa ser aprovada por órgãos reguladores. A previsão é de que o negócio seja fechado na primeira metade do ano. As marcas de cerveja da Brasil Kirin incluem Schin, Baden Baden e Eisenbahn.

Em comunicado ao mercado, o grupo japonês considerou que os riscos associados com a economia brasileira e a competitiva indústria cervejeira do país limitavam a possibilidade de transformar a Brasil Kirin em um negócio rentável.

De acordo com a Heineken, a transação transformará o negócio existente da Heineken em todo o país, ampliando sua presença, aumentando a escala e fortalecendo ainda mais seu portfólio de marcas. 

A empresa japonesa investiu em 2011 cerca de 300 bilhões de ienes (US$ 2,938 bilhões) na compra da brasileira Schincariol, na época a segunda maior fabricante de cerveja do país, que foi rebatizada como Kirin Brasil. Esta subsidiária fechou 2015 com perdas de 114 bilhões de ienes (US$ 1,004 bilhão), o que obrigou a Kirin a vender uma de suas fábricas no estado do Rio de Janeiro para a Anheuser-Busch InBev (ABInbev).


Em setembro de 2016, o grupo japonês começou negociações com sócios potenciais com o objetivo de associar-se para revitalizar as operações da Brasil Kirin. A ideia então era debater o grau de cooperação em produção, distribuição compartilhada e abastecimento para reduzir custos, depois que a Brasil Kirin caiu para a terceira posição entre os produtores de cerveja do país.

Finalmente, a Heineken - que controla a Bavaria no mercado brasileiro - se ofereceu para comprar a filial da cervejaria japonesa.

O Brasil é o terceiro maior mercado em venda de cerveja do mundo, depois de China e Estados Unidos.

Grifos nossos: É a segunda vez que a Heineken compra cervejarias a preços abaixo do valor adquirido pela primeira compradora. Foi o caso da compra das Cervejarias Kaiser.


terça-feira, 13 de outubro de 2015

SABMiller e ABInbev


Fusões e Aquisições: SABMiller aceita oferta de compra da AB InBev por US$ 109 bi

por AFP
A britânica SABMiller, número dois do mundo no setor de cervejas, aceitou a última oferta de compra da líder do setor, a AB InBev, de capital belga e brasileiro, pelo equivalente a 109 bilhões de dólares (96 bilhões de euros), uma das maiores aquisições da história.
O grupo com sede em Londres explicou que o Conselho de Administração alcançou um acordo com a AB InBev, segundo qual a empresa número um do mundo pagará por cada ação da SABMiller por 44 libras esterlinas, o que eleva o valor da companhia britânica a 71,2 bilhões de libras (109 bilhões de dólares).
Se a transação for concretizada como o previsto, o novo grupo incluirá as marcas de cerveja americana Budweiser e belga Stella Artois, pertencentes à AB InBev, assim como a italiana Peroni, a tcheca Pilsner Urquell e a holandesa Grolsch da SABMiller.
Com esta compra bilionária, a AB InBev abre caminho na África, particularmente na África do Sul, onde a SABMiller nasceu há 120 anos. Se ao valor da compra for adicionada a dívida do grupo, a SABMiller fica avaliada em quase 80 bilhões de libras (122 bilhões de dólares, 108 bilhões de euros).
O preço de compra representa uma valorização de 50% na comparação com a cotação do título em 14 de setembro, antes dos boatos sobre uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) que elevaram o preço, destacou o Conselho de Administração da SABMiller.
Para obter o acordo, a AB InBev teve que aumentar quatro vezes sua oferta, recorda o Conselho em um comunicado.
Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/sabmiller-aceita-oferta-compra-ab-inbev-us-109-091658596--sector.html

sábado, 15 de agosto de 2015

Aconteceu: Cervejaria Colorado BH

Cervejaria Colorado na Grande BH fica 
fora de negócio da Ambev

por Thais Pimentel do G1

Cervejaria Colorado, em Nova Lima, produz chope artesanal (Foto: Cervejaria Colorado - Licenciada MG/Divulgação)Cervejaria Colorado em Nova Lima produz chope artesanal (Foto: Cervejaria Colorado - Licenciada MG/Divulgação)
O consumidor que pedir um chope da cervejaria Colorado poderá ter na mesa um produto da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) ou um fabricado por uma unidade localizada em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, que conta com apenas oito funcionários.
A diferença é que o chope feito pela microcervejaria só é vendido em Minas Gerais. A empresa tem, desde 2013, licença para produzir bebidas criadas pela cervejaria Colorado, originária de Ribeirão Preto e recém comprada pela Ambev. Ao contrário da parceira paulista, a mineira ficou fora do negócio.
“Nós ficamos sabendo da compra da Ambev pelo G1”, disse um dos três sócios da Colorado em Nova Lima, Eduardo Nunes. Segundo ele, tinham rumores de uma aproximação com Ribeirão Preto, mas por causa do acordo de confidencialidade firmada com a gigante cervejeira, os detalhes não chegaram aos mineiros.

“Estamos conversando com o pessoal de Ribeirão Preto, mas ainda não há nenhuma decisão firmada. Nós temos a licença para produzir o chope da Colorado. Temos que seguir as mesmas técnicas de fabricação e receita que a cervejaria de lá. É uma situação inusitada. Curiosa mesmo”, contou Eduardo.
De acordo com ele, não houve qualquer aproximação da Ambev até o momento. Já a empresa preferiu não se manifestar sobre o assunto. A cervejaria Colorado foi procurada pelo G1, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Cervejaria Colorado foi criada em 1996 em Ribeirão Preto, SP (Foto: Taiga Cazarine/G1)Cervejaria Colorado foi criada em 1996 em Ribeirão Preto, SP (Foto: Taiga Cazarine/G1)
A compra da Colorado paulista foi confirmada no dia 7 de julho pela própria Ambev, mas o valor do negócio não foi divulgado. O faturamento anual da cervejaria artesanal é de R$ 18 milhões e a produção atual da empresa é de 120 mil litros.
Na época da negociação, A Ambev garantiu que a produção continuaria sendo feita de forma artesanal. Mesmo assim, muitos apreciadores ficaram receosos quanto uma possível perda da identidade da marca fundada há 20 anos.
“Tem muita gente dizendo que agora vai vir aqui pra comprar a Colorado, que ‘ainda há esperança’”, brincou Eduardo Nunes.
Sabores brasileiros
Desde a fundação, em 1996, a Cervejaria Colorado, representada por um urso, mistura o malte e o lúpulo, tradicionais na produção cervejeira, com ingredientes especiais, como café, rapadura, mandioca, mel e castanha do Pará, formando sabores inusitados e legitimamente brasileiros.

domingo, 27 de outubro de 2013

Cerveja artesanal nos EUA



Em alta nos EUA, cerveja artesanal vira negócio para europeus
Aquisições ajudam empresários a pegar carona num mercado em expansão

The New York Times | 25/10/2013 06:00:00

Adquirir a Boulevard dará a Duvel a posse de uma cervejaria artesanal grande dos EUA que é bem conhecida no Meio-Oeste e produz uma variedade ampla de cervejas com o seu próprio nome e com outros.

As marcas da Boulevard variam da Cerveja Lupulada de Trigo 80 Acres, descrita como cítrica com um sabor levemente doce e levemente amarga, à Dark Truth Stout, uma cerveja "escura" com nuances de chocolate, café e frutas.

"Vejo aqui na Europa que os consumidores estão se interessando cada vez mais nas cervejas artesanais americanas", diz Michel Moortgat, um dos três irmãos proprietários da Duvel. "No futuro, com essa parceria, poderemos desenvolver mais substancialmente o gosto por essas cervejas aqui e em outros países como o Japão e a China".

Resultado com aquisições

A Boulevard, a 12ª maior cervejaria artesanal dos Estados Unidos, tem uma distribuição que se aproxima a 180 mil barris este ano. A aquisição lhe dará acesso a uma distribuição mais ampla no mercado doméstico e uma abertura nos mercados internacionais usando o sistema mundial da Duvel.

Enquanto grandes marcas de cervejas como a Budweiser e a Coors têm lutado com vendas estagnadas, as cervejas artesanais ficaram cada vez mais populares. Novas cervejarias foram inauguradas no ano passado ao ritmo de uma por dia. Existem uns 2.600 fabricantes de cervejas artesanais nos Estados Unidos, e o volume das vendas de suas cervejas cresceu 11% em 2011 e 14% em 2012, segundo a empresa de pesquisa de mercado Technomic, atingindo quase 13 milhões de barris.

A Technomic tem expectativa de crescimento semelhante este ano e coloca a participação da cerveja artesanal no total do mercado de cervejas em 6,3%. Donna Hood Crecca, diretora sênior do grupo de recursos de bebidas para adultos na Technomic, afirma que o crescimento da cerveja artesanal de hoje era diferente da moda da microcervejaria no começo dos anos 1990, que esfriou com exceção de algumas cervejarias como a Boston Beer Co., fabricante da Samuel Adams, e a Brooklyn Brewery.

"O paladar do consumidor evoluiu e está mais interessando nas nuances de sabor e nas complexidades inerentes aos estilos das cervejas artesanais", explica Donna Crecca. "Além disso, há o interesse geral nos produtos alimentícios e bebidas locais fabricados artesanalmente, e as cervejas artesanais são bem apropriadas para a tendência, geralmente com uma história interessante ou excepcional e um sentido de autenticidade".

Novos sabores
 
O consumo das cervejas artesanais está crescendo rapidamente entre os consumidores hispânicos, cujos paladares favorecem os tipos de sabores com especiarias e frutas que são características das cervejas artesanais. As mulheres, que há muito preferem vinho à cerveja, também aderiram à onda, formando grupos de consumo de cerveja com nomes como Crafty Ladies em Denver e Barley's Angels, que tem unidades pelos Estados Unidos.

"Sempre que você entra em um local de degustação ou em algum bar com mais de dez chopeiras, 30% a 40% dos fregueses são mulheres", afirma Carol Dekkers, que abriu a segunda unidade do Barley's Angels em Tampa, Flórida. "Beber cerveja artesanal é como ser introduzido à fina comida italiana de verdade quando você só comia pizza do Pizza Hut".

Interesse crescente

As redes de restaurantes como a Cheesecake Factory e a Ruby Tuesday estão instalando chopeiras em seus bares, e os donos de mercearias estão criando espaço para cervejas artesanais em suas vitrines refrigeradas. "Uma cerveja lager clara americana não mais satisfaz todos os amantes de cerveja", diz Julia Herz, diretora do programa da cerveja artesanal da Associação dos Fabricantes de Cerveja, o grupo comercial da indústria da cerveja artesanal. "As vendas de cerveja clara caíram, e a maioria das dez marcas principais está perdendo participação no mercado".

Isso não quer dizer que empresas como Anheuser Busch, Molson Coors e SABMiller estão fora da disputa. A Tenth and Blake Beer Co., controlada por um empreendimento conjunto entre a Molson Coors e a SABMiller, fabrica a Blue Moon e a Leinenkugel's, e a Cervejaria Goose Island em Chicago foi comprada em 2011 pela Anheuser Busch, que pertence a gigante InBev. Porém, os nomes das maiores cervejarias não constam nos sites dessas empresas ou nas garrafas das cervejas que elas fabricam, o que tem sido uma fonte de controvérsia no mundo das cervejas artesanais.

Cerveja artesanal: pequena e independente

A Associação dos Fabricantes de Cerveja, que apelou para que os gigantes da cerveja coloquem o nome nas garrafas das cervejas artesanais, define a cerveja artesanal como "pequena, independente e tradicional". Isso significa, explica Julia Herz, que uma cervejaria produzindo 6 milhões ou menos de barris por ano – um limite menor foi descartado quando a cerveja Samuel Adams o excedeu – e pode incluir a posse parcial de menos de 25% por uma empresa de bebidas alcoólicas que não seja fabricante de cerveja artesanal.

Se uma cervejaria não entrar na classificação do grupo comercial, ela não pode fazer parte da associação com direito a voto. "Por tradicional, queremos dizer todas maltadas, usando suplementos como o milho e o arroz apenas para realçar o sabor, não para clareá-la, que é como a maioria dos fabricantes de cerveja caseiros utiliza esses grãos", explica Julia.

Embora a Duvel seja a segunda maior fabricante de cerveja da Bélgica atrás da InBev, Julia diz que a aquisição da Cervejaria Ommegang, fabricante de uma cerveja artesanal em Cooperstown, Nova York, não tinha custado a Ommegang o status de artesanal pelas regras da associação. Moortgat, sócio da Duvel, conta que estava um tanto preocupado com o fato de que a Boulevard não seria considerada uma cervejaria artesanal pelos membros da associação por causa do seu novo proprietário. "Porém, primeiro deixe-me dizer que, se olharmos os barris vendidos, a InBev vende 500 vezes o número de barris que vendemos", afirma.

Produção em alta

A Duvel e suas outras cervejarias europeias, que incluem a La Chouffe e a De Koninck, venderão aproximadamente 700 mil barris este ano, explica Moortgat, enquanto a Ommegang venderá cerca de 45 mil. Moortgat, sócio da Duvel, afirma que as vendas estavam a caminho de atingir cerca de € 200 milhões (US$ 270 milhões) no final deste ano, uma alta partindo de aproximadamente € 180 milhões no final do ano passado quando a empresa mudou para capital fechado, com os lucros aumentando mais ou menos no mesmo ritmo.

"Já fizemos fusões e aquisições e sempre realmente nos asseguramos de que respeitamos as particularidades delas, as suas tradições, as suas autenticidades", declara Moortgat. "Em vez de buscar sinergias e eficiências de custos, tentamos desenvolvê-las nos moldes que elas seguiriam se não estivéssemos envolvidos". O empresário conta que a Duvel continuaria a investir nas instalações de produção e nos equipamentos da Boulevard, e que a equipe de vendas da Boulevard comercializaria as cervejas da Duvel em suas regiões enquanto a equipe da Duvel americana venderia as cervejas da Boulevard na costa Oeste e Leste dos Estados Unidos.

"Uma das coisas que temos de entender é que os fabricantes de cerveja artesanal americana são mais criativos, mais ousados do que somos na Europa, e não queremos mudar isso", declara o empresário. Em um sinal da criatividade americana, a Duvel há três anos criou uma cerveja de frutas feita de coisas como morangos, framboesas e bagas de sabugueiro. A empresa queria sugerir que ela fosse servida com gelo para torná-la mais refrescante, relata Moortgat, mas tinha a preocupação de "que toda a indústria gritaria conosco – 'Não se pode colocar cubos de gelo na cerveja'".

A cerveja de frutas da Leifman com gelo acabou sendo um sucesso na Europa, mas e quanto a cerveja Ale de Torta de Creme de Banana com Coco? "Uma das coisas que eu mais gosto sobre a cerveja artesanal é a colaboração que temos com outras cervejarias", diz Carol Dekkers, dona da Barley's Angels. "Como no ano passado, um fabricante da Angry Chair se reuniu com o seu companheiro de quarto, que faz cerveja para a Cigar City, após terem visto uma receita de torta de creme de banana com coco em uma feira de gastronomia e fizeram uma cerveja de torta de creme de banana com coco". "Não gosto de sobremesas", diz a empresária, "mas, nossa, ela estava tão boa".

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Indústria Cervejeira Americana

Are We in Danger of a Beer Monopoly?
Every day, the Web site BeerPulse tries to list every single new beer available in the United States. And that’s harder than you might imagine. Recently, the site posted Cigar City’s Jamonera Belgian-style Porter, Odell Tree Shaker Imperial Peach IPA, as well as a rye lager, a cherry blossom lager and a barley wine. And the list goes on, and on. In 1978, there were 89 breweries in the United States; at the beginning of this year, there were 2,336, with an average of one new brewery per day. Most of them are tiny, but a handful, like Sam Adams and Sierra Nevada, have become large national brands. At the same time, sales of Budweiser in the United States have dropped for 25 consecutive years.

So I was surprised to learn that the Justice Department is worried that Anheuser-Busch InBev, the conglomerate that owns Bud, is on the cusp of becoming an abusive monopoly. In January, the department sued AB InBev to prevent it from buying the rest of Mexico’s Grupo Modelo, a company in which it already carries a 50 percent stake. The case is not built on any leaked documents about some secret plan to abuse market power and raise prices. Instead, it’s based on the work of Justice Department economists who, using game theory and complex forecasting models, are able to predict what an even bigger AB InBev will do. Their analysis suggests that the firm, regardless of who is running it, will inevitably break the law.

 For decades, they argue, Anheuser-Busch has been employing what game theorists call a “trigger strategy,” something like the beer equivalent of the Mutually Assured Destruction Doctrine. Anheuser-Busch signals to its competitors that if they lower their prices, it will start a vicious retail war. In 1988, Miller and Coors lowered prices on their flagship beers, which led Anheuser-Busch to slash the price of Bud and its other brands in key markets. At the time, August Busch III told Fortune, “We don’t want to start a blood bath, but whatever the competition wants to do, we’ll do.” Miller and Coors promptly abandoned their price cutting.

The trigger strategy, conducted in public, is entirely legal. In fact, it’s how airlines, mobile- phone companies and countless other industries keep their prices inflated. Since that dust-up in the late ’80s, the huge American beer makers have moved in tandem to keep prices well above what classical economics would predict. (According to the logic of supply and demand, competing beer makers should pursue market share by lowering prices to just above the cost of production, or a few cents per bottle.) Budweiser’s trigger strategy has been thwarted, though, by what game theorists call a “rogue player.” When Bud and Coors raise their prices, Grupo Modelo’s Corona does not. (As an imported beer, Corona is also considered to have a higher value.) And so, according to the Justice Department, AB InBev wants to buy Grupo Modelo not because it thinks the company makes great beer, or because it covets Corona’s 7 percent U.S. market share, but because owning Corona would allow AB InBev to raise prices across all of its brands. And if the company could raise prices by, say, 3 percent, it would earn around $1 billion more in profit every year. Imagine the possibilities. The Justice Department already has.

Representatives from AB InBev, however, have stated that the potential Corona acquisition is less about dominating the dwindling (albeit still $90 billion per year) U.S. beer market and more about a larger, global strategy. In that regard, AB InBev has been on quite a roll. The Brazilian firm Companhia de Bebidas das Américas, or AmBev, was born in 1999 around the concept of using innovative technology and managerial efficiency to disrupt the competition and channel the profits into buying them out. The company swallowed up several Latin American firms; in 2004, it merged with the Belgian giant Interbrew; in 2008, the new conglomerate, InBev, took over Anheuser-Busch. Along the way, it also picked up China’s third-largest brewer and the Canadian beer company Labatt.

We are still in the very early stages of what appears to be a global version of the scale-based consolidation we’ve seen in the United States over the past century. Before Prohibition, beer was largely a regional business, with thousands of small breweries serving markets often defined by city blocks. Until fairly recently, retail, food manufacturing, banking and countless other industries were also largely the domain of local or regional firms. And while in recent decades companies have scrambled to command international markets, the global fights have largely been over dominance of the United States, Western Europe and Japan.
 
But the goal of the Grupo Modelo merger, the company has stated, is to gear up for the big beer fight of the 21st century. As the traditional beer markets of the United States, Europe and Japan age, the most lucrative markets will be in China, India, Latin America, Eastern Europe, the wealthier countries of Africa and other places where, every single day, millions of young consumers will buy their first legal beer. On this front, AB InBev is already facing staunch competition from Denmark’s Carlsberg, Britain’s SABMiller and Japan’s Asahi. It’s not exactly worried about Sam Adams and Sierra Nevada.

These firms are among the many preparing for a global market several times larger than any that has ever existed. This helps explain why we have seen so many mergers in the past few months. The Justice Department recently approved the marriage of Penguin and Random House, and is expected to do the same with American Airlines and US Airways. Office Depot and OfficeMax are planning a merger of their own. These megamergers, however, do not inevitably create destructive monopolies. Carl Shapiro, the former chief economist at the Justice Department, told me that large mergers improve competition. Together, Penguin and Random House may be able to better stave off Amazon; American Airlines and US Airways can contend with Delta. Similarly, Office Depot and OfficeMax, once merged, may finally be large enough to really scare Staples. Fear, Shapiro says, is the key. Markets work best, he says, when “everyone has to watch their back.”

Shapiro admits that the Justice Department has lagged behind the work of many economists, and has been complicit in our fear of large mergers.(In some key decisions, like the 1962 Supreme Court ruling to block the merger of Brown Shoe and the Kinney Company, courts hurt consumers by preventing corporate efficiency.) But economic forecasting has improved since then, Shapiro says, and become more flexible. After AB InBev executives tweaked their Grupo Modelo acquisition plans, so not to affect their domestic interests, the Justice Department started to rerun the numbers. They’ll issue an opinion soon.

Over the coming decades, though, the opinion of American government officials might not matter quite so much. China’s National People’s Congress approved its first antimonopoly law in 2008, which, many economists fear, could be used to block foreign competitors and to promote local giants. India’s version, which went into effect in 2009, is even less clear. It’s quite possible that the true monopolistic battles of the 21st century will not be among massive corporations but among the self-interested governments. We can only hope that they don’t engage in a trigger strategy of their own.
 
Picture: Illustration by Jasper Rietman

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

SABMiller e Castel


Castel  e SABMiller

SABMiller anunciou hoje a implementação de uma série de mudanças organizacionais em suas operações na África com efeitos a partir de 01 de janeiro de 2012, como parte do acordo de aliança estratégica entre a SABMiller com o Grupo Castel.

 As mudanças envolvem a combinação da gestão operacional dos negócios da Castel e da SABMiller na Nigéria e na Angola. Os negócios da Nigéria será gerido no futuro pela SABMiller e as empresas angolanas a serão geridas pela Castel. Cláusulas específicas foram firmadas de acordo com os termos da aliança estratégica para fornecer uma melhor sinergia de melhores práticas e de conhecimento técnico, baseado em uma metodologia que fará face à atual gestão, que visa alinhar as preferências das operações de ambos os grupos na África (excluindo África do Sul e Namíbia).

 Comentando sobre as mudanças, Graham Mackay, diretor executivo da SABMiller disse:

 "Nosso relacionamento com o Grupo Castel sempre foi do “ganha-ganha” ao longo de uma década que a aliança estratégica está em vigor. Acreditamos que essas mudanças operacionais vão beneficiar os nossos negócios regionais, nossos acionistas minoritários, os nossos clientes e consumidores na Angola e na Nigéria, demonstrando o compromisso de ambos os grupos nesta aliança douradora."

 Pierre Castel, Presidente Executivo do Grupo Castel, disse: "Após dez anos de aliança, considerou-se oportuno rever e atualizar a nossa parceria com um forte foco em sinergias."



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Schin agora é Kirin



Kirin compra 100% da Schincariol
Depois de três meses de disputas, desentendimentos e poucas conversas, os japoneses da Kirin e os sócios minoritários da Schincariol chegaram a um acordo. Os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela fecharam a venda dos 49,55% que possuem na cervejaria fundada por seu avô e devem receber cerca de 2,5 bilhões de reais dos japoneses. O acordo inclui uma cláusula que obriga os três a não atuar em empresas que concorram diretamente com a Schincariol.

Os três irmãos decidiram sair do negócio depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou uma liminar que suspendia a venda dos 50,45% dos irmãos Adriano e Alexandre para a Kirin. A venda do controle da cdervejaria havia sido fechada no início de agosto por 3,95 bilhões de reais, mas Gilberto e seus irmãos alegaram na Justiça que uma cláusula contratual lhes garantia o direito de preferência na compra da parte dos primos. Uma juíza de Itu concedeu a liminar suspendendo o negócio, que foi derrubada no mês passado.

Além disso, a queda nas vendas da Schincariol nos últimos meses e a perda de participação de mercado – pela primeira vez desde 2005 a empresa deixou a vice-liderança do setor, agora ocupada pela Petrópolis – foi decisiva para a saída dos minoritários. A pessoas próximas Gilberto disse que essa disputa poderia durar meses e a companhia continuaria a sangrar e a perder espaço – e dinheiro. Caso não conseguissem reverter a situação na Justiça, Gilberto e seus irmãos corriam o risco de  vender sua participação na companhia daqui a alguns meses por bem menos do que acaba de ser acertado.

No mês passado, pouco antes da decisão da Justiça de suspender a liminar e garantir que os japoneses tomassem posse do negócio, os minoritários haviam acertado as bases para a venda da participação para a Kirin. Contudo, os japoneses pediram um prazo maior do que o combinado inicialmente para o pagamento do valor e o negócio não foi fechado. Os japoneses já buscam um executivo para assumir a presidência da companhia em janeiro de 2012. Até lá, Adriano Schincariol permanece à frente da empresa. Gilberto, que era vice-presidente comercial, deixa suas funções.

Desde o início desta semana, as duas partes voltaram a conversar. Na quarta-feira, dia de Finados, chegaram a um pré-acordo. Gilberto e os irmãos pretendiam receber os mesmos 3,95 bilhões de reais pagos a Adriano e Alexandre. Os japoneses se dispunham a pagar 2 bilhões. O acordo foi fechado em torno de 2,5 bilhões de reais. A Schincariol, fundada em 1939 pelo filho de imigrantes italianos Primo Schincariol nos fundos de uma pequena casa em Itu, deixa de ser, definitivamente, uma empresa familiar e torna-se parte de um dos maiores grupos de bebida do Japão.

19:03 Atualização: os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela Schincariol estão, neste momento, reunidos com os representantes da Kirin para finalizar a venda dos 49,55% que detém na cervejaria.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2011/11/03/kirin-compra-100-da-schincariol/

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SABMiller Anadolu Efes



Parceria Estratégica: SABMiller na Turquia com Anadolu Efes

A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo por volume, anunciou uma aliança estratégica de US$ 1,9 Bilhão com a turca Anadolu Efes num esforço para expandir a sua presença em mercados de forte crescimento. 

Pelo acordo, a SABMiller vai transferir seus ativos na Rússia e Ucrânia à Anadolu Efes e receber em troca 24% da empresa turca.

Fonte: Valor Economico - Seção Wall Street Jornal (out.2011).

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nova Schin

Aleadri tem primeira vitória no caso Schin

Por Daniele Madureira | De São Paulo
Sérgio Castro/AE/Sérgio Castro/AE



Alvo da disputa entre primos, a Schincariol é vice-líder em cervejas do país

A vitória foi modesta, mas relevante por ser a primeira em uma sucessão de perdas. Na terça-feira, a Aleadri, controladora da Schincariol, obteve na Justiça a primeira decisão positiva no imbróglio sobre a sua venda à japonesa Kirin. Por três votos a zero, a Câmara Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido da Jadangil, minoritária na Schincariol, que solicitava a apreensão dos livros da Aleadri, o aumento do valor da multa imposto à controladora e o fim do segredo de Justiça sobre o caso.


O próximo passo da Câmara Empresarial será julgar a liminar concedida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Itu, que no início do mês passado suspendeu os efeitos da venda da Aleadri para a Kirin. O negócio, de R$ 3,95 bilhões, já foi concretizado, mas os japoneses estão impedidos de tomar posse da Schincariol. A Aleadri é dona de 50,45% da empresa, enquanto a Jadangil tem outros 49,55%.

Ainda não está confirmada a data para o julgamento da liminar, que deve acontecer no dia 27 de setembro ou 11 de outubro. Se a liminar for cassada, os japoneses podem assumir a Schincariol. Caso contrário, terão que recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que tornaria a decisão bem mais demorada. Na ação, a Aleadri, dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol, é representada pelo escritório Mattos Filho e, a Kirin, pelo TozziniFreire. A Jadangil - dos irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol, primos de Adriano e Alexandre - é defendida pelo Teixeira Martins Advogados.

A Jadangil pediu a apreensão dos livros da Aleadri para ter controle sobre eventuais mudanças no comando dessa holding. Segundo apurou o Valor, a Aleadri se tornou uma empresa de sociedade anônima (SA) às vésperas de fechar o acordo com a Kirin. Se continuasse como uma empresa limitada, a Aleadri teria que arquivar na Junta Comercial do Estado de São Paulo qualquer mudança no seu contrato social. Como uma SA, ela não tem essa obrigatoriedade. Dessa forma, as ações da Aleadri - que já foram transferidas à Kirin - podem ser transmitidas a um terceiro, no caso de os japoneses desistirem do negócio.

No recurso à Câmara Empresarial, a Jadangil também pedia o aumento da multa imposto à Aleadri, em caso de descumprimento da liminar concedida em 4 de agosto pela juíza Juliana Bicudo da 1ª Vara Cível da Comarca de Itu. À época, a juíza estipulou R$ 100 mil para cada ato de descumprimento. A Jadangil queria elevar esse valor, assim como tornar o processo público. Hoje, como corre em segredo de Justiça, nenhuma das partes pode comentar o caso. Mas os pedidos foram negados pela Câmara.

Na semana passada, o escritório Teixeira Martins Advogados entrou com ação principal na 1ª Vara Cível de Itu. A ação, que justifica o pedido de liminar, pede a nulidade da venda da Aleadri à Kirin, pelo desrespeito ao estatuto da Schincariol. Segundo apurou o Valor, a ação pede ainda que seja feita uma avaliação do valor da Schincariol, para que os minoritários possam decidir se querem ou não fazer uma proposta para compra da Aleadri. De acordo com especialistas, uma perícia judicial para definir o valor da empresa demoraria, no mínimo, um ano.


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