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sábado, 8 de junho de 2024

Cerveja Praya e Heineken


Heinken compra participação minoritária na Better Drink, dona da Cerveja Praya

Aquisição de fatia minoritária está em fase avançada, como foco de expansão do portfólio de produtos do grupo no Brasil além da tradicional cerveja.

A Better Drinks sugiu em 2022, por Felipe Della Negra, ex-CEO da Red Bull Brasil, Felipe Szpigel, ex-AB InBev.  A empresa surgiu com 5 diferentes produtos de consumo: Baer Mate, Vivant, Five Drinks, de drinks prontos, a Mamba, (uma água mineral em lata), e a cerveja artesanal Praya. Há ainda um bitter alcoólico lançado em parceria com Gustavo Lima chamado de “Vermelhão”.

A Better Drinks faturou cerca de R$ 50 milhões em 2023. Embora seja uma empresa de pequeno porte, a empresa é considerada um player de importante, principalmente pelo posicionamento e pelo toque de inovação.

A aquisição visa fortalecer o portfólio da Heineken num setor estratégico que já vem sendo explorado pela Ambev. Em 2021, essa empresa começou a organizar as bebidas que não eram cerveja dentro de uma só divisão, batizada de Beyond Co, capitaneada por Daniela Cachich, que teve passagens na PepsiCo e na própria Heineken.

No Brasil, o grupo comprou a Brasil Kirin em fevereiro de 2017, mas a partir de 2020 intensificou a reformulação de seu portfólio. Diminuiu os investimentos em cervejas econômicas e deu mais foco para os rótulos premium como Heineken e Amstel, além de estratégias de marketing específicas para Eisenbahn, Baden Baden e Lagunitas. Também alterou o portfólio de bebidas sem álcool. Hoje fazem parte do portfólio as marcas os não-alcoólicos FYS, Clash’d, Itubaína, Água Schin, Schin Tônica, e Skinka.

Meus comentários: Ao processo não é novidade (fábricas de cervejas se tornarem produtoras de bebidas), trata-se de uma atitude secular. Atualmente, cervejarias de pequeno e médio portes estão se tornando fábricas de bebidas. Muitas aderiram aos produtos prontos para beber (RTD – "Ready to Drink") e aos destilados como vodka, gin e whisky. Nada como aproveitar o conhecimento técnico de produção e os equipamentos, sobretudo as linhas de engarrafar. (Luis Otávio Possas Gonçalves que o diga, enquanto proprietário das Cervejarias Kaiser: engarrafou a primeira água de coco natural no país, com a marca "Quero Coco".) Afinal de contas: Fazer menos, é fazer mais ou vice-versa? Veja o artigo que escrevi sobre esse tema: https://cervejaavecesar.blogspot.com/2024/02/mercado-de-cervejas-artesanais.html

Saiba mais em: https://exame.com/insight/heineken-compra-participacao-na-better-drinks-dona-da-praya-e-do-baer-mate/p

https://forbes.com.br/forbes-money/2023/05/vermelhao-de-gusttavo-lima-fatura-r-31-milhoes-e-mira-novos-publicos/

#pelosatelite #avecesarco #heineken #beyondco

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Heineken e Brasil Kirin


Heineken anuncia compra da holding Brasil Kirin

A Heineken anunciou nesta segunda-feira (13) a celebração de um acordo com a a japonesa Kirin Holdings Company para a aquisição da fabricante brasileira de cervejas e refrigerantes Brasil Kirin Holding. A companhia holandesa diz que se tornará a segunda maior empresa de cerveja do Brasil.

O valor da transação é de 664 milhões de euros e a operação ainda precisa ser aprovada por órgãos reguladores. A previsão é de que o negócio seja fechado na primeira metade do ano. As marcas de cerveja da Brasil Kirin incluem Schin, Baden Baden e Eisenbahn.

Em comunicado ao mercado, o grupo japonês considerou que os riscos associados com a economia brasileira e a competitiva indústria cervejeira do país limitavam a possibilidade de transformar a Brasil Kirin em um negócio rentável.

De acordo com a Heineken, a transação transformará o negócio existente da Heineken em todo o país, ampliando sua presença, aumentando a escala e fortalecendo ainda mais seu portfólio de marcas. 

A empresa japonesa investiu em 2011 cerca de 300 bilhões de ienes (US$ 2,938 bilhões) na compra da brasileira Schincariol, na época a segunda maior fabricante de cerveja do país, que foi rebatizada como Kirin Brasil. Esta subsidiária fechou 2015 com perdas de 114 bilhões de ienes (US$ 1,004 bilhão), o que obrigou a Kirin a vender uma de suas fábricas no estado do Rio de Janeiro para a Anheuser-Busch InBev (ABInbev).


Em setembro de 2016, o grupo japonês começou negociações com sócios potenciais com o objetivo de associar-se para revitalizar as operações da Brasil Kirin. A ideia então era debater o grau de cooperação em produção, distribuição compartilhada e abastecimento para reduzir custos, depois que a Brasil Kirin caiu para a terceira posição entre os produtores de cerveja do país.

Finalmente, a Heineken - que controla a Bavaria no mercado brasileiro - se ofereceu para comprar a filial da cervejaria japonesa.

O Brasil é o terceiro maior mercado em venda de cerveja do mundo, depois de China e Estados Unidos.

Grifos nossos: É a segunda vez que a Heineken compra cervejarias a preços abaixo do valor adquirido pela primeira compradora. Foi o caso da compra das Cervejarias Kaiser.


terça-feira, 5 de julho de 2016

Devassa na Kirin

Após levar matriz a 1º prejuízo, Brasil Kirin vende ativos


Em 2011, quando a japonesa Kirin desembolsou quase R$ 4 bilhões pelo controle da cervejaria familiar Schincariol - na época, vice-líder do mercado nacional -, o Brasil havia crescido 7,5% no ano anterior e a cervejaria se apresentava como uma concorrente capaz de incomodar a gigante Ambev.
Cinco anos depois, a situação se inverteu completamente: a economia brasileira entrou numa espiral recessiva - em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 4% - e a Brasil Kirin viu sua relevância se esvaziar, perdendo 25% de participação de mercado e amargando o quarto lugar em vendas no País.
A situação chegou a um ponto tão crítico que, no mês passado, o presidente da Brasil Kirin, André Salles, apresentou um plano de recuperação da operação local à matriz japonesa.
As mudanças, que incluem a reorganização do portfólio de marcas e a promessa de corte de custos de R$ 200 milhões só neste ano, são uma resposta aos resultados cada vez piores que a companhia vem apresentando: em 2015, o grupo japonês registrou o primeiro prejuízo de sua história, basicamente por causa dos problemas no Brasil.
No ano passado, as receitas da Brasil Kirin despencaram 25,4%, para cerca de 134 bilhões de ienes (cerca de US$ 1,3 bilhão), em razão da forte depreciação do real e também da queda de 16,8% nas vendas de cerveja, na comparação com 2014.
O resultado da empresa foi muito inferior ao apresentado por todo o mercado de cerveja no País que, embora tenha andado para trás, registrou retração de 2%, segundo dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal.
A Kirin global teve de desembolsar mais de US$ 1 bilhão para cobrir previsões de resultados que não se concretizaram em todo o mundo - 90% das reservas, no entanto, se referiam ao mercado brasileiro.
No primeiro trimestre, a queda nas vendas no País foi estancada, segundo a companhia, mas a operação continuou no vermelho - a geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), foi negativa em R$ 62 milhões.
Indústrias
Na apresentação que fez aos acionistas em 7 de junho, o presidente da operação brasileira revelou a meta de reduzir custos corporativos, renegociar contratos de matéria-prima e embalagem e otimizar ativos. Segundo apurou o Estado, isso quer dizer que a empresa pode se desfazer de mais unidades fabris.
O processo de redução da capacidade industrial começou em abril, quando a empresa se desfez da unidade de Cachoeiras do Macacu, no Rio de Janeiro, mercado onde as marcas da Kirin sempre enfrentaram resistência.
A unidade foi repassada para a Ambev. Segundo apurou a reportagem, a venda de outras unidades em um cenário de queda de volume seria uma saída rápida para cortar custos.
Fontes de mercado afirmam que a empresa estaria disposta a passar adiante outras 2 unidades das 13 que ainda mantém no País.
Para as concorrentes que estão em crescimento e precisam ampliar a produção, a vantagem é que comprar uma fábrica pronta pode reduzir pela metade o valor do investimento em relação à construção de uma planta nova.
A própria Ambev poderia ter interesse em absorver mais ativos da Kirin, segundo fontes. A Heineken, que vem ganhando rapidamente fatia de mercado no País, mas ainda não chegou a 10% de participação, também estaria de olho em opções de expansão de capacidade, embora esteja construindo atualmente uma nova unidade em Goiás.
Questionada sobre a possibilidade de reduzir ainda mais suas operações industriais no Brasil, a Kirin afirmou que "está sempre atenta ao cenário externo e do mercado de bebidas, buscando a manutenção de sua capacidade". Procuradas, Ambev e Heineken não comentaram.
Marcas
O principal problema da Kirin, segundo fontes, é que a empresa tem indústria de mais e argumentos de venda de menos, pois não conseguiu construir marcas relevantes.
"Para fazer um churrasco em casa, para a família, o consumidor pode comprar a cerveja mais barata. Mas, se está sendo visto, vai procurar marcas que deem status", explica Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Segundo ele, isso ajuda a explicar o sucesso das marcas Heineken e da Stella Artois, da Ambev, em casas noturnas.
A proposta de André Salles à holding japonesa inclui justamente o reposicionamento do portfólio de marcas. A empresa já anunciou que vai tirar do mercado a Devassa Bem Loura, nos últimos anos, uma de suas principais apostas no mercado Pilsen, que concentra o maior volume de vendas no País.
A marca Devassa, que era vendida no segmento premium, será reposicionada com preço mais baixo. Já a Eisenbahn, que estava na categoria artesanal, vai "descer" para a posição premium.
Um dos objetivos da reorganização, segundo a apresentação, é "reduzir a dependência do segmento econômico".
Para fontes de mercado, a tentativa é válida, mas a tarefa de fazer uma transformação agora será árdua. Segundo o consultor em alimentos e bebidas Adalberto Viviani, a concorrência está muito mais fortalecida hoje do que há cinco anos, quando a Kirin comprou a Schincariol.
"O universo competitivo era bem diferente. A Heineken ainda não existia e a Petrópolis não tinha força. Seria bem mais fácil ter feito esse movimento lá atrás, em vez de agora."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Brasil Kirin

Japonesa Kirin planeja aumentar sua produção de cerveja no Brasil

O fabricante japonês de cerveja Kirin Holdings planeja investir no próximo ano cerca de 15 bilhões de ienes para aumentar sua presença no Brasil, terceiro maior consumidor da bebida no mundo, informou o jornal Nikkei. Com este investimento, o fabricante espera duplicar a rede de produção de cerveja enlatada em sua fábrica situada na cidade de Igarassu, em Pernambuco, para perto de 300 mil quilolitros, o que elevará em 10% a parcela de mercado da empresa japonesa no Brasil.

Além disso, a Brasil Kirin - que produz cervejas como Devassa e Cintra, os refrigerantes e água Schin e sucos como Fruthos - não descarta ampliar suas unidades no País, no qual atualmente conta com 13 fábricas, diante do esperado aumento da demanda com eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de 2016.

Em sua estratégia, a firma japonesa comprou em agosto de 2011 a brasileira Schincariol, se tornando a 
segunda maior cervejaria do país com cerca de 15% da fração de mercado, longe dos 60% da belga-brasileira Anheuser-Busch InBev.


Com sua ampliação, a Kirin espera poder fortalecer sua rede de vendas, que atualmente se concentra no norte e nordeste do País, com sua ampliação para as zonas metropolitanas do sudeste, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, informou o jornal. O Brasil produziu um total de 13,4 milhões de quilolitros de cerveja em 2012, 2,4 vezes mais que o Japão, volume que se espera seja aumentado em 3% durante 2013.


Para fins de informação - medidas de capacidade:

Quilolitro(kl)Hectolitro(hl)Decalitro(dal)Litro(l)Decilitro(dl)Centilitro(cl)Mililitro(ml)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Brasil Kirin



A Brasil Kirin, segunda maior cervejaria do Brasil, quer ter um milhão de pontos de vendas até 2015.

Parte do plano de crescimento da empresa para os próximos dois anos, o objetivo prevê uma expansão superior a 50% na atual rede de vendas, que soma 650 mil pontos de venda.

Com cerca de 15% do mercado nacional de cervejas, a empresa quer aumentar a penetração de suas marcas nas regiões sul e sudeste - os principais mercados do país - para consolidar a segunda posição no mercado dominado pela rival Ambev.

Para executar o que chama de "plano agressivo de crescimento", a Brasil Kirin confia no seu portfólio de produtos. "Vemos um potencial enorme de crescimento com as marcas atuais", disse a diretora de marketing da companhia, Maria Inez Murad, ontem, no Rio, durante o anúncio da atriz Alinne Moraes como musa da cerveja Devassa no Carnaval carioca.

Ainda assim, a cervejaria assume que estuda trazer para o Brasil produtos da controladora, a multinacional japonesa Kirin, ainda este ano. A aquisição de novas marcas também não está descartada, embora não seja o foco da companhia. "A maior dificuldade [para uma aquisição] é encontrar uma marca que agregue valor", disse Maria Inez. Segundo ela, a Kirin tem capacidade para suportar o crescimento planejado para os próximos dois anos com sua infraestrutura atual. Ao todo, são 13 unidades fabris no país.

O foco da empresa está nos segmentos de cervejas "mainstream" (categoria que engloba as marcas com maior participação de mercado) e premium (de valor agregado maior e menor fatia de mercado). De acordo com a empresa, suas marcas Baden Baden e Eisenbahn são líderes no segmento premium, enquanto a Nova Schin e a Devassa estão entre as cinco maiores marcas mainstream do país.

Ex-grupo Schincariol, a Brasil Kirin foi adquirida no fim de 2011, pela japonesa Kirin, cujo faturamento global supera os R$ 52 bilhões ao ano. A operação brasileira é a quarta maior do grupo e a que tem a maior expectativa de crescimento a curto prazo. Entre janeiro e outubro de 2012, a Brasil Kirin registrou crescimento de 12% no faturamento ante igual período do ano anterior. As vendas das cervejas da marca cresceram 9,9% em volume na mesma base. "No primeiro ano pós-aquisição, superamos o objetivo em termos de lucratividade", avaliou a executiva, sem divulgar números


Leia mais em:
http://www.valor.com.br/empresas/2969714/brasil-kirin-quer-350-mil-pontos-de-venda-ate-2015#ixzz2I3BekJux

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Brasil Kirin


Schin vira Brasil Kirin e quer lançar novas marcas

O nome da família Schincariol aos poucos está sendo desvinculado da cervejaria, vendida no ano passado para a japonesa Kirin. O primeiro passo foi dado ontem, quando o novo presidente da empresa, Gino di Domenico, anunciou o novo nome da companhia: Brasil Kirin. Produtos como a cerveja Nova Schin não sofrerão mudanças. Mas a empresa deixou claro que quer ter "marcas aspiracionais", que despertem o desejo do consumidor, para disputar mercado com suas concorrentes.

"A Kirin tem muitas marcas lá fora e podemos trazer alguma para cá. Também podemos criar uma nova, aqui dentro. Mas, antes de definir o que fazer, precisamos entender os consumidores brasileiros e o que eles querem", afirmou Domenico ontem, em entrevista para anunciar a nova marca corporativa da empresa.

Ele declarou que a empresa está deixando de ser uma empresa meramente industrial para ser uma companhia que olha para o consumidor. Domenico acrescentou que, se for preciso, marcas serão eliminadas. "Já cortamos durante esse ano 25% do portfólio da empresa, eliminando produtos. Até agora, nenhuma marca foi eliminada, mas sempre há a possibilidade", disse. A empresa também avalia lançar novos produtos em setores que ainda não atua, mas ainda dentro do segmento de bebidas. "Podem ser produtos ligados ao conceito de saúde e funcionalidade", disse.

Nova Schin. "A mudança faz todo o sentido, pois agora a empresa é internacional e precisa ter um nome internacional", disse o especialista em mercado de bebidas, Adalberto Viviani. O problema, segundo ele, é a marca Nova Schin. "A empresa tem um problema semelhante ao da Heineken, com a Kaiser: Nova Schin é uma marca fraca, mas o volume de vendas é grande. A diferença é que a Heineken tem uma marca internacional forte que pode ser usada no combate por espaço no mercado. A Kirin não tem."

Dívidas. A mudança de nome, segundo Domenico, não implica em nova razão social. As dívidas da Schincariol, por exemplo, continuam com a Brasil Kirin. "Hoje, nosso endividamento é baixo, entre 1,2 ou 1,3 vez o Ebitda previsto para esse ano." A empresa quer fechar 2012 com lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização de R$ 550 milhões - 83% mais que o total de R$ 300 milhões de 2011.

Domenico diz que este ano o faturamento da companhia deve crescer 12%. As despesas de compras devem cair 5%. uma vez que agora os processos são feitos em conjunto com a Kirin internacional e há uma ganho em escala.

As vendas, segundo José Domingues Francischinelli, diretor financeiro e de planejamento da Brasil Kirin, também melhoraram. "As vendas de cerveja já cresceram 9%", afirmou ele. A empresa, porém, ainda precisa melhorar sua distribuição. Segundo Domenico, de aproximadamente 1 milhão de pontos de venda no País, a companhia chega a 600 mil.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Marketing Cervejeiro


Sob Kirin, marketing da Schincariol cresce 20%


Em 2012, primeiro ano da gestão da japonesa Kirin, a Schincariol aumentará em 20% a verba de marketing, chegando a R$ 300 milhões. A empresa passou a patrocinar o futebol da Rede Bandeirantes e o reality show "Big Brother", da Rede Globo. Em produto, a sua maior investida é o lançamento da No Grau, a nova marca para o Norte e Nordeste do país. A região começa a receber neste mês a bebida, que chega para concorrer com Brahma Fresh, Skol 360 e Antarctica Sub Zero, todas da líder Ambev.

Segundo o diretor de marketing da Schincariol, Luiz Cláudio Taya, o novo produto custa 10% menos que a Nova Schin e tem sabor "mais refrescante".

"Precisamos de um portfólio com mais marcas 'mainstream' para garantir maior espaço no ponto de venda", diz Taya, referindo-se às cervejas de grande demanda. Fazem parte do mix da Schincariol as marcas Nova Schin, Devassa, Cintra, Glacial, Nobel e Primus.

 Em 2011, a Kirin pagou R$ 6,3 bilhões para assumir a Schincariol, então vice-líder nacional no mercado cervejeiro. Hoje, a empresa com sede em Itu (SP) está no terceiro lugar do ranking geral, com uma fatia de 10,6%, em disputa apertada com a Petrópolis (10,7%), dona da Itaipava.

A No Grau estava em desenvolvimento há um ano - um pouco antes, portanto, do anúncio da compra do controle da Schincariol pela Kirin, em agosto. "A gestão da Kirin é internacionalizada, não interfere em decisões locais", afirma Taya. Até setembro, período em que a distribuição do produto será finalizada, a campanha será concentrada em ponto de venda, outdoor e rádio. "Fizemos diversas pesquisas com consumidores para definir o sabor do produto, mais leve e refrescante", diz o executivo, ressaltando que a expressão "no grau" é usada no Norte e Nordeste para pedir uma bebida no ponto certo, "gelada". "Nada impede que, no futuro, a distribuição seja estendida a outros mercados", diz.

No Norte e Nordeste, a Schincariol tem a sua maior fatia de vendas: cerca de 30%, ante 10,6% da participação nacional em volume. O faturamento da empresa cresceu 7% em 2011, para R$ 6,1 bilhões. A Schincariol conta com 13 fábricas e soma 10 mil funcionários.

Fonte: Valor Econômico 6 a 8 de julho de 2012, página B4.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Chope gelado


Colarinho congelado?


A cervejaria japonesa Kirin decidiu inovar no ramo das loiras geladas e lançou um chope com espuma congelada. O famoso colarinho vem como se fosse uma espécie de chantilly, deixando a bebida gelada por mais tempo.

Segundo o fabricante, a breja é gelada a -5 graus e mantém o líquido nesta temperatura por até 30 minutos. A “Ichiban Shibori Frozen Draft” deve chegar aos restaurantes e bares de Tóquio em caráter de teste ainda este mês, mas o lançamento oficial deve ocorrer em maio.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mercado de Cervejas no Brasil


Guerra das cervejas ganha espuma com novas marcas

por Fábio Suzuki   (fsuzuki@brasileconomico.com.br)

Aumento da concorrência e diversificação de produtos prometem crescer em 2012.

Apesar da liderança isolada da Ambev com quase 70% de participação, o mercado de cervejas é caracterizado pela grande concorrência entre as quatro principais companhias do segmento e o ano de 2012 promete ser ainda mais acirrado por conta da grande movimentação ao longo deste ano.

De aquisição a lançamento de marcas, passando pelo reposicionamento de produtos, 2011 concentrou o maior número de iniciativas das fabricantes de cerveja no país nos últimos anos e o resultado será acompanhado a partir de 2012.

Das quatro principais companhias da indústria, a japonesa Kirin é a que terá o maior desafio no país por ter adquirido uma empresa que vem sofrendo queda na participação de mercado, a Schincariol. O fato custou a vice-liderança em cervejas, hoje ocupada pelo Grupo Petrópolis.

Além disso, os executivos japoneses não terão muito tempo para impor seu modelo gestão em um mercado completamente novo e que qualquer deslize custa muito caro. "Eles terão a missão de manter a equipe interna motivada e fazer a Schincariol dar resultado novamente", avalia o consultor Adalberto Viviani, presidente da Concept Consultoria e especialista na área.

A chegada da fabricante japonesa ao país aumentará a pressão nas vendas do Grupo Petrópolis, que terá de defender sua segunda posição no mercado com duas multinacionais diretamente, a holandesa Heineken, que vem aumentando sua participação, e a própria Kirin.

Além disso, o fato de ser a única empresa com capital nacional entre as quatro maiores do país atrai o interesse de multinacionais que ainda não atuam no Brasil, como são os casos da britânica SAB Miller e da dinamarquesa Carlsberg, mas ao mesmo tempo valoriza seus negócios por conta dessa visibilidade. "O ciclo nacionalista no país por conta dos grandes eventos esportivos vai beneficiar ainda mais os negócios da Petrópolis", comenta Viviani.

Nova no mercado

Já a Ambev reforçou ainda mais seu portfólio com o lançamento da americana Budweiser no país. A novidade era comentada desde 2010 e chegou ao mercado com grande expectativa por ser uma das cervejas mais vendidas no mundo.

A marca terá um posicionamento acima das tradicionais Brahma, Skol e Antarctica, e 2012 será o primeiro ano de confronto direto com outra gigante do segmento, a Heineken.

E a rivalidade entre as marcas esteve presente no primeiro mês da Budweiser no Brasil. A companhia espalhou anúncios na mídia exterior em grande parte do Rio de Janeiro entre os meses de setembro e outubro, época em que ocorria na cidade o Rock in Rio, patrocinado pela Heineken. Shows e festivais de música também integram a comunicação da cerveja americana no Brasil.  Apesar da iniciativa da concorrente, a cerveja Heineken dobrou suas vendas até o mês de outubro em comparação ao mesmo período de 2010.

"Isso é resultado da maior visibilidade que tivemos com ações de mídia e participação em grandes eventos", afirma Paulo Macedo, diretor de relações institucionais da cervejaria holandesa. Outra novidade deste ano foi o investimento da cervejaria holandesa na tradicional marca Kaiser. A cerveja, que já esteve entre as líderes do mercado brasileiro, tem hoje grande rejeição dos consumidores apesar de ainda ter um volume considerável de vendas.

E a Heineken é a terceira multinacional a tentar reerguer a marca no segmento em pouco mais de uma década, e o ano de 2012 revelará se a empresa terá sucesso na iniciativa.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/guerra-das-cervejas-ganha-espuma-com-novas-marcas_111203.html
Foto: iki.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Schin agora é Kirin



Kirin compra 100% da Schincariol
Depois de três meses de disputas, desentendimentos e poucas conversas, os japoneses da Kirin e os sócios minoritários da Schincariol chegaram a um acordo. Os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela fecharam a venda dos 49,55% que possuem na cervejaria fundada por seu avô e devem receber cerca de 2,5 bilhões de reais dos japoneses. O acordo inclui uma cláusula que obriga os três a não atuar em empresas que concorram diretamente com a Schincariol.

Os três irmãos decidiram sair do negócio depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou uma liminar que suspendia a venda dos 50,45% dos irmãos Adriano e Alexandre para a Kirin. A venda do controle da cdervejaria havia sido fechada no início de agosto por 3,95 bilhões de reais, mas Gilberto e seus irmãos alegaram na Justiça que uma cláusula contratual lhes garantia o direito de preferência na compra da parte dos primos. Uma juíza de Itu concedeu a liminar suspendendo o negócio, que foi derrubada no mês passado.

Além disso, a queda nas vendas da Schincariol nos últimos meses e a perda de participação de mercado – pela primeira vez desde 2005 a empresa deixou a vice-liderança do setor, agora ocupada pela Petrópolis – foi decisiva para a saída dos minoritários. A pessoas próximas Gilberto disse que essa disputa poderia durar meses e a companhia continuaria a sangrar e a perder espaço – e dinheiro. Caso não conseguissem reverter a situação na Justiça, Gilberto e seus irmãos corriam o risco de  vender sua participação na companhia daqui a alguns meses por bem menos do que acaba de ser acertado.

No mês passado, pouco antes da decisão da Justiça de suspender a liminar e garantir que os japoneses tomassem posse do negócio, os minoritários haviam acertado as bases para a venda da participação para a Kirin. Contudo, os japoneses pediram um prazo maior do que o combinado inicialmente para o pagamento do valor e o negócio não foi fechado. Os japoneses já buscam um executivo para assumir a presidência da companhia em janeiro de 2012. Até lá, Adriano Schincariol permanece à frente da empresa. Gilberto, que era vice-presidente comercial, deixa suas funções.

Desde o início desta semana, as duas partes voltaram a conversar. Na quarta-feira, dia de Finados, chegaram a um pré-acordo. Gilberto e os irmãos pretendiam receber os mesmos 3,95 bilhões de reais pagos a Adriano e Alexandre. Os japoneses se dispunham a pagar 2 bilhões. O acordo foi fechado em torno de 2,5 bilhões de reais. A Schincariol, fundada em 1939 pelo filho de imigrantes italianos Primo Schincariol nos fundos de uma pequena casa em Itu, deixa de ser, definitivamente, uma empresa familiar e torna-se parte de um dos maiores grupos de bebida do Japão.

19:03 Atualização: os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela Schincariol estão, neste momento, reunidos com os representantes da Kirin para finalizar a venda dos 49,55% que detém na cervejaria.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2011/11/03/kirin-compra-100-da-schincariol/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Schincariol

Minoritários concordam em negociar com a Kirin
 A Jadangil, sócia minoritária da Schincariol, segunda maior cervejaria do país, aceitou ir para a mesa de negociações com a Kirin. Segundo apurou o Valor, representantes dos primos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol Júnior, donos da Jadangil, estão em conversas com os japoneses que compraram em agosto a Aleadri, dona de 50,45% da empresa. A Kirin foi impedida de assumir a Schincariol por conta de liminar obtida na Justiça pela Jadangil.

A Kirin está pronta, inclusive, a pagar pelas ações dos minoritários algo semelhante ao que desembolsou pela Aleadri, empresa dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol: R$ 3,95 bilhões. Proporcionalmente, o valor da Jadangil seria de R$ 3,88 bilhões. A negociação independe do resultado do julgamento da liminar, marcado para o dia 11, em São Paulo.
"Eles [acionistas da Jadangil] não estavam dispostos a vender mas, se for para negociar, não vão aceitar nada menos do que foi pago aos primos", diz uma fonte próxima à Jadangil. Quando foi a Itu (SP), sede da fabricante, fechar a compra da Aleadri, dos irmãos Adriano e Alexandre Schincariol, a Kirin cogitou pagar R$ 2 bilhões pela Jadangil, mas os primos se recusaram a conversar.
Na compra das ações de minoritários, em que não há prêmio de controle, o valor costuma ser pelo menos 20% inferior ao que é pago aos controladores, segundo especialistas. "Ninguém paga ao minoritário o mesmo que desembolsou ao controlador, se já tem a capacidade de tomar decisões por conta própria na companhia", diz um advogado. Se assumisse a Schincariol, a Kirin levaria os assuntos estratégicos para votar em assembleia, mas poderia decidir sozinha, segundo o estatuto da empresa.
A iniciativa mostra o quanto a Kirin, quinta maior fabricante mundial de cervejas, está ansiosa em assumir seu lugar na Schincariol e impedir que a companhia sofra com a briga societária. Segundo dados da Nielsen divulgados por empresas do setor, a participação em volume das marcas da Schincariol no mercado de cervejas era de 11,1% em abril. Em agosto, caiu para 10,3%. Nesse período, a Ambev, principal concorrente, subiu de 68,8% para 69,8% e, a Heineken, de 8,3% para 8,5%. A Petrópolis, rival mais próxima da Schincariol, saiu de 10,4% para 10,1%.
Foi em abril que Adriano Schincariol, presidente da companhia, avisou o primo Gilberto do valor que desejava pela Aleadri, entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. Gilberto ficou de arranjar o dinheiro, enquanto Adriano abriu a empresa para que potenciais compradoras, como a Heineken, a Kirin e a SABMiller, fizessem "due dilligence".

"Um conflito societário sempre depõe contra a companhia", diz o advogado Eduardo Boccuzzi, especialista em fusões e aquisições. Nesses casos, diz, é plausível que o comprador pague um valor maior ao minoritário para se ver livre do problema. "Já acompanhei o caso de minoritário em uma fabricante de artefatos de borracha que conseguiu negociar sua parte por 90% do que foi pago ao controlador".

Mesmo porque, um minoritário pode até bater o pé, mas sabe que dificilmente vai acompanhar os aportes de capital de uma multinacional. "A luta é inglória", ressalta. "No primeiro aporte bilionário que o controlador fizer e não for acompanhado pelo minoritário, a participação dele é diluída."
Fonte: Valor Econômico 03.10.2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Devassa BH



Aconteceu: Segunda Devassa em BH
por Gustavo Franco

Abriu as portas na última quinta-feira a segunda unidade da Devassa em BH. Fica na Rua Marília de Dirceu, entre Avenida do Contorno e Felipe dos Santos, em Lourdes.

Esta devassa é mais jeitosinha que a outra. Tem 130 cadeiras, 30% delas em um deck de madeira do lado de fora. Que convidam para um chopinho, mais parecida com as choperias do Rio de Janeiro.

O cardápio é o mesmo, mas tenho a impressão que vai pegar mais rápido que a outra, da Savassi. O dono é o grande amigo Daniel Ballesteros, da nova geração de empresários do setor de gastronomia de Belo Horizonte, agora 100% deles com casas no bairro de Lourdes.

Ele tocou a obra em três meses, e garante que a franquia não vai parar por aí. A próxima área da lista deve ser a orla da lagoa da Pampulha. No Lourdes, por enquanto, não abre para almoço, mas isso deve mudar até agosto, visto que o almoço da Savassi vai bem, obrigado.

Resumindo, vale a visita. E quando o calor chegar, uma passada de tempos em tempos, para gelar a serpentina antes de chegar em casa.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/colunas-artigos-e-blogs/prato-do-dia-1.11021/segunda-devassa-em-bh-1.304928 
Foto: Divulgação.

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