Mostrando postagens com marcador Cervejeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cervejeiro. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de março de 2026

A Expedição Cervejeira de Douglas Merlo

 

Douglas Merlo: um cervejeiro expedicionário

Douglas é uma camarada que todo bom cervejeiro gostaria de conversar com ele, quando o assunto é uma boa cerveja. Douglas Merlo morou por 8 anos na Europa onde se formou como Mixologista, Sommelier de Cervejas e Mestre em Estilos de Cerveja.

Sua formação acadêmica proporcionou a esse jovem ministrar aulas em várias instituições de ensino cervejeiro como a Escola Superior de Cerveja e Malte, a Science of Beer, a Brau Akademie, além do Instituto da Cerveja Brasil, e os sistemas de ensino SENAI e SENAC. Com vasto conhecimento, Douglas passou a atuar como jurado de vários concursos de cerveja ao redor do mundo passando por países da Europa, além dos Estados Unidos, Coréia do Sul, África e, naturalmente, na América do Sul.

Em 2017, Douglas decidiu expandir seus ensinamentos, indo além da sala de aula. Para tanto, fundou a “Expedição Cervejeira”, empresa focada em turismo cervejeiro pelo mundo. Atualmente, sua empresa já acumula mais de 15 programas realizados, agraciando centenas de participantes. Curiosamente, em 2018, Douglas recebeu uma das maiores honrarias cervejeiras do mundo, nomeado "Cavaleiro da Cerveja Belga". Trata-se de uma honraria recebida em "honoris causa" na cidade de Mechelen, na Bélgica. Esse reconhecimento é oferecido pela Associação dos Cervejeiros Belgas, para pessoas que promovem e difundem a cultura da cerveja no próprio país e no mundo.

Desde então o cervejeiro não parou mais. Em 2020, o mestre foi convidado para ser membro da British Guild of Beer Writers (Guilda Britânica dos Escritores de Cerveja). A guilda foi formada em 1988, na Inglaterra para ajudar a difundir acultura sobre cervejas, cervejarias e pubs, sendo considerada uma das maiores e mais importantes fontes de informação atualizada sobre cerveja. Ele se tornou o primeiro brasileiro a fazer parte daquele seleto grupo. Durante a jornada no British Guild of Beer Writers Douglas quase marcou um gol, quando participou do concurso daquela instituição, na categoria "Best Citzen Beer Communicator" com o projeto "Nos bons e velhos tempos da cerveja belga", lançado no Youtube da Expedição Cervejeira. Acabou ficando entre os finalistas.

Os anos passaram, e Douglas levou o tema cerveja como seu ganha pão e profissão. Desde 2022, o profissional se tornou Diretor Técnico do CBC Brasil - Concurso Brasileiro da Cerveja e, dois anos mais tarde, assumiu a diretoria técnica do BBA - Brazilian International Beer Awards. Além de outras atividades, Douglas ainda tem um espaço em sua agenda para ser embaixador no Brasil do Brussels Beer Challenge, um dos maiores e mais importantes concursos cervejeiros no mundo, que teve a sua mostra realizada nesse mês de março na cidade de Uberlândia.

Para conhecer o Douglas Merlo, basta procurá-lo em suas redes sociais, ou ainda no LinkedIn, local onde costumo conversar com esse camarada que leva a cultura cervejeira nacional e internacional a sério. Douglas é um verdadeiro expedicionário.

Um brinde mestre!

Saiba mais: Douglas Merlo - Expedição CervejeiraDouglas Merlo | LinkedIn;

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Dia do Mestre Cervejeiro

 19 de junho: 

Dia do Mestre Cervejeiro


Fala grande mestre! Dia 19 de junho, é a data que se celebra aquele que abastece o público com boas cervejas. É dia do Mestre Cervejeiro.

Profissional voraz, o mestre cervejeiro possui a habilidade de harmonizar os 4 ingredientes da cerveja, água, malte, lúpulo e levedo em maravilhas distintas em cor, textura, aromas e sabor, com muita cremosidade e certo teor alcóolico. Entendem de legislação, química, vasos de pressão, de temperaturas, armazenamento, assepsia e envase. São verdadeiros mecânicos, eletricistas e bombeiros. Adicionalmente, devem estar atentos às tendências, participar e ministrar cursos, entender de tecnologia atual, interpretação de dados e relatórios, esses cada vez mais presentes nas linhas de produção.

São responsáveis pela gestão de estoques, administração de custos e pela eficiência de produção. Tem que estar do lado do time de logística, suprimentos, de vendas, marketing, laboratório, Saúde e Segurança, RH, TI e até o time do Jurídico. Ou seja, trabalhar com performance e sustentabilidade de forma tempestiva. Fortalecem marcas e promovem a cultura e o turismo de experiências. 

Ser mestre não é para qualquer um. Ser mestre e é para mestres! 


Registro o meu abraço aos mestres. Com afeto ao Max Falcone, Evandro Zanini, Paulo Schiaveto, Gabriela Montandon, Alfredo Figueiredo, Herwig Gangl, Mathias Gangl, Rogério Fonseca, Pablo Carvalho, Ronildo, Geraldo Furst, Miguel Carneiro, José Felipe Pedras, Tiago Pedras, Tiago Falcone, Rodrigo "Dino" Parisi, Fabiana Bontempo, Daniel Gontijo Draghenvaard, Alexandre Bazzo, Werner Emmel, Rodrigo Itamar Zanini, CH, Henrique Presser, Sandro Duarte, Ricardo Canabrava, Marcelo Carneiro, Samuel Cavalcanti, Katia Jorge, Cilene Saorin, Kathia Zanatta, Fernanda Ueno, Regina Nuruki, Marina Pascholatti, Hebert Schumacher.

Um brinde!

#pelosatelite #avecesarco #mestrecervejeiro



quarta-feira, 2 de março de 2022

Troca de comando na Cervejaria Seasons

Holy cow! Leonardo Sewald passa o bastão da sua primogênita: Seasons

O amigo cervejeiro manterá a posição de investidor e outros projetos estão em vista.

 A seguir a mensagem deixada por Leo Sewald nas redes sociais:

"Estimados amigos, beer geeks, fãs, alunos, clientes, colegas e demais membros da comunidade cervejeira:

Quando eu e a Carol iniciamos os trabalhos com a cervejaria lá em 2010 (mais adiante apoiados pelos nossos sócios Guilherme e Fernanda), nosso objetivo era simplesmente o de fazer boas cervejas. Minha experiência era pouca, a grana era curta e a ansiedade era grande… Mas a ideia de se expressar artisticamente através da cerveja era forte demais para deixar passar. E nada teria sido capaz de me preparar para a grande aventura que seria a minha vida na década que estava por vir.
Eu ainda estava nos meus 20 e vários anos quando comecei a trabalhar nos planos do que viria a se tornar a Seasons. Olhando para trás parece muito tempo. Talvez até seja. Parando para dar uma respirada, são quase 12 anos trabalhando a serviço do mercado cervejeiro através da Seasons e da CBCA, mais 6 anos de muitos eventos, cursos, brassagens coletivas e muita troca de experiências atuando junto à comunidade de homebrewers.
Os primeiros anos como empresário marcaram o início de uma grande jornada para mim, que me levou a viajar pelos mais diversos cantos das Américas, a conhecer alguns dos meus ídolos e brindar com milhares de beer geeks e cervejeiros de todos os cantos do mundo. Em essência, a jornada me moldou enquanto pessoa.
Me via mais como um cervejeiro contador de histórias do que um membro de uma indústria circunspecta. O dia-a-dia de produzir, vender e cuidar de uma fábrica era o pano de fundo para a construção de ideias, invenção de processos e a criação de receitas e personagens. Tudo era motivo de inspiração. Essa mistura que constantemente ativava os dois lados do meu cérebro me ensinava, diariamente, que cerveja era muito mais do que simplesmente uma bebida: era ciência, arte, história, gastronomia, cultura e comunidade em estado líquido. Primeira lição assimilada: cerveja é entretenimento, e deve ser tratada como tal.

Mas fui feliz em descobrir logo cedo como estava errado em pensar que nosso objetivo era simplesmente o de fazer boas cervejas. A jornada através da Seasons me mostrou o que realmente faz a diferença nas nossas vidas: as pessoas. Rapidamente entendi que a cerveja era um veículo para interação entre as pessoas, uma ferramenta de construção de uma comunidade maravilhosa. Um meio para o fim.
Durante esses quase 20 anos de envolvimento com o mercado cervejeiro na condição de homebrewer, cervejeiro profissional e empresário, tive o privilégio de interagir com as mentes mais brilhantes desse meio. Tive a honra de andar, me apoiar em e aprender com gigantes. Em suma, meu emprego era dos mais divertidos!
Obviamente que, como em qualquer empreitada da vida, nem tudo é sempre um mar de rosas. O “glamour” é só a ponta do iceberg e, quem olha de fora, não percebe todo o sangue, suor e sanitizante investido para se criar um negócio de sucesso. Além das clássicas peculiaridades de uma cervejaria iniciante, recheada de histórias sobre tempos difíceis e de aperto, longas horas sem dormir, cultivo de hérnias de disco, banhos de fermento em pleno inverno, fundos de tinas carbonizando (um dia eu conto essa história…) e madrugadas adentro produzindo cerveja ou consertando problemas de equipamentos (sem falar nas obras, meu Deus socorro!), o fato é que trabalhar com pessoas extremamente talentosas, cada uma com suas individualidades e vicissitudes em um ambiente onde o nível de exigência é alto, é um exercício bastante desafiador. O consenso no processo criativo e nas ações subsequentes exige grandes doses de comunicação, autocontrole e humildade em fazer concessões. Mas uma vez que você entende como navegar nesse cenário de construção coletiva, você é capaz de criar verdadeiras obras primas.
Foi aí que a jornada me ensinou mais uma lição: cerveja é colaboração.
A autêntica colaboração é inclusiva e constrói confiança e cumplicidade. A colaboração contagia as pessoas ao seu redor pois a contribuição de cada um é relevante. Se um líder constrói um time, a colaboração é o cimento que mantém o time unido. E esse fenômeno não precisa ficar restrito somente a lançamentos de produtos; a colaboração é benéfica em todas as áreas de uma empresa, criando um ambiente leve, prazeroso e dinâmico. E é com a colaboração que você expande o universo para além da sua empresa e constrói mais do que um produto: você constrói uma tribo. Uma família.
É isso que a Seasons foi pra mim durante todos esses anos: uma família de artesãos. Na montanha russa do mercado, a Seasons se manteve firme e deu a sua contribuição para a construção de mais um capítulo da história da cerveja no Brasil. Só tenho a agradecer ao time de cervejeiros, cervejeiras e demais profissionais extremamente talentosos que trabalharam comigo ao longo dos anos, vocês compraram a briga de desafiar o status quo e fizeram o sonho de uma vaquinha virar realidade . You know who you are!
Dito isso, vou parar de enrolar e chegar ao ponto desse post: chegou a hora de passar adiante o bastão da Seasons.
É uma mudança incrível para mim, mas algo que já vinha contemplando e projetando há algum tempo. É um momento de dar atenção a velhos projetos que estavam colecionando teias de aranha (agora sai o livro! 🙂 ), de me dedicar a novos projetos que surgirão em seguida e de dar a devida atenção à minha família. Muito em breve vai começar um capítulo novo da minha vida no exterior e não poderia estar mais feliz com esse momento.
Pode parecer estranho se afastar justamente em um momento de crescimento acelerado da Seasons. Nesses últimos 2 anos, mesmo em meio a uma pandemia sem precedentes no mundo, a Seasons expandiu sua produção e área de atuação, abriu canais de exportação e está desenvolvendo o seu próprio brewpub. É impressionante que, mesmo após todos esses anos de história, a Seasons continua crescendo. Não poderia estar mais orgulhoso.
Obviamente que não é fácil soltar a mão do seu filho e vê-lo andar sozinho. Mas fico feliz em saber que a Seasons está nas mãos de profissionais que, assim como eu, são apaixonados pelo que fazem, extremamente dedicados e talentosos. Além de contar com um time fantástico de gestores, a CBCA também conta com cervejeiros com décadas de experiência em qualidade e inovação. Sem falar na chegada do Patrick, um marco importante na história da empresa: além de ser um grande amigo, admiro o trabalho dele a bastante tempo e tenho certeza de que ele será um capitão maravilhoso para as vaquinhas.
Aprendi muito durante esses últimos dois anos em que estive atuando no dia-a-dia da empresa e tenho certeza de que continuarei aprendendo muito mesmo estando nos bastidores, enquanto investidor. Vou estar apoiando a empresa de longe, tentando construir pontes sempre que possível. Sou muito grato à CBCA por todo o esforço dedicado a criar um projeto único no Brasil e muito orgulhoso de ver a marca da Seasons fazendo parte dessa evolução.
Esta união definitivamente trouxe um outro nível de maturidade para a Seasons e agora é chegada a hora de a CBCA comandar o “show da vaca”. Não vejo a hora de presenciar o que o futuro reserva para a Seasons e participar desta experiência junto com vocês, como um fã da marca.
Foi uma tremenda honra servir à grande comunidade cervejeira brasileira por todos esses anos, onde tenho mais do que clientes, parceiros e fornecedores: tenho amigos. Muito obrigado por me deixarem participar das suas vidas, compartilhando experiências para crescermos juntos; por todo o apoio e incentivo para que atingíssemos aquilo que antes existia somente na nossa imaginação; por contribuírem para que, juntos, superássemos todas as adversidades e desafios que o mercado apresenta, fazendo o Brasil cervejeiro de hoje melhor que o de ontem e pior que o de amanhã e provando que, por mais banalizada que seja, a frase “a união faz a força” nunca fez tanto sentido. Colegas e amigos da comunidade cervejeira, brindem às suas conquistas e às dos seus parceiros, pois vocês merecem. Sou eternamente grato a vocês.
Em breve vamos tomar mais umas juntos. Vejo vocês nos próximos eventos!"

Deixo aqui o meu comentário (Henrique): Leonardo Sewald, sucesso em suas empreitadas futuras e um abraço a sua familia!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O mestre dos cervejeiros

O mestre dos cervejeiros

por Wilson Renato Pereira (BH)

Retransmitimos, com louvor o artigo do jornalista Wilson Renato, sobre um irmão que tenho no segmento de cervejarias e cervejas. Estar com ele é sempre uma aula de vida e de trabalho a parte. Boa Leitura!

O que cervejarias de sucesso, como Küd, Verace, Falke, Läut, Uaimii, Fürst, entre várias outras, consagradas no mercado nacional, têm em comum, desde a sua fundação? A resposta está em nome muito respeitado por todos os brewmasters e beersommeliers, em qualquer canto do Brasil: Evandro Jacir Zanini.

Parte das boas cervejas especiais fabricadas aqui existem graças a esse catarinense de 44 anos, filho de agricultores, nascido em Iomerê, cidade com cerca de 2.500 habitantes.  Morando atualmente em Belo Horizonte, Zanini é técnico em alimentos, mestre cervejeiro e sommelier de cervejas. É dele a responsabilidade pela implantação de dezenas de plantas cervejeiras em vários estados.

“Formei-me em Santa Catarina em 1994 e, desde então, tenho atuado única e exclusivamente em cervejarias, implantando projetos pelo Brasil afora. Comecei como responsável por uma delas, a Caçadorense, no meu estado natal. Uma empresa histórica, pois foi nela que se produziu a nossa primeira cerveja cigana, em equipamentos alugados, a lendária Xingu”, explica Zanini.

Hoje, além de sócio da Zanini TC, empresa responsável por startup de projetos, atua como responsável de algumas cervejarias mineiras. Seu principal trabalho é implantar novas técnicas e potencializar procedimentos existentes, visando melhorar processos, aumentar produtividade e estabelecer padrões de qualidade de produtos, mesmo em pequena escala industrial.

Para Evandro Zanini, cada projeto, não importando o tamanho, é um desafio diferente, uma oportunidade de crescimento profissional.“Eu não apenas provoco o nascimento de uma cervejaria. Vou além e desperto nos proprietários e seus colaboradores uma nova visão da cerveja especial, incentivando-os a voos sempre maiores, em criatividade, qualidade e volume de produção”, diz.

Além das já citadas no início do texto, o portfólio da Zanini TC, entre cervejarias já em funcionamento e as prestes a entrar no mercado, inclui: Bierbaum (Treze Tílias, SC), Lund (Ribeirão Preto, SP), Rofer (Itupeva, SP), Wensky Bier (Araucária, PR), Way Beer (Pinhais, PR), Holzweg (Lontras, SC), Insana (Palmas, PR), Esse Bier (Nova Lima, MG), Klein Beer (Campo Largo, PR), Kraemerfass (Delfim Moreira, MG), Eden Beer (Maringá, PR), Berzalai  (Montes Claros, MG), Blumbier (Osvaldo Cruz, SP), Nanocervejaria da Faculdade Uniguaçú  (União da Vitória, PR).

E, ainda, as cervejarias Casa do Fritz (Penedo, RJ), Providência (Cascavel, PR), Formosa (Francisco Bel-trão, PR), Zeit (Joinville, SC), Buffalo Beer (Maravilha, SC), Lassberg (Itapiranga, SC), Bionda (Sinop, MT), Ferdinander (Eng. Paulo Frontin, RJ), Dido’s Beer (Anchieta, SC), Brudersbaum (Descalvado, SP), Prosa (Campo Grande, MT), VonDogh (Tangará da Serra, MS), Naipe (Campo Belo, MG). Em implantação, estão startups cervejeiras em Vitória/ES, Fortaleza/CE, Joinville/SC, Santa Teresa/ES, São Lourenço do Oeste/ES, Campos do Jordão/SP, Campina/SP.

Sobre as diferenças no seu trabalho para grandes e pequenas cervejarias, Zanini cita que tudo é questão apenas de capacidade mensal de produção. “As preocupações são as mesmas ou até maiores nas de pequeno porte. Procuro priorizar a qualidade do produto, promover a identidade das marcas. Se o projeto é grande ou pequeno não importa muito em termos industriais, pois o objetivo é sempre a satisfação do consumidor”, explica.

Cervejaria KÜD

Bruno Parreiras, da Cervejaria Küd, de Nova Lima, Minas, confirma isso, como dono de uma das marcas mais respeitadas no mercado: “a nossa planta industrial é de autoria do Zanini, um profissional referência no ramo em que atuamos. As orientações dele e os detalhes técnicos com que nossas instalações foram montadas certamente estão na base da qualidade com que operamos há mais de oito anos”, disse.

Cervejaria VERACE

Na Cervejaria Verace, implantada há pouco mais de dois anos na mesma cidade, a visão também é essa, de acordo com Eduardo Petri, um dos proprietários. Segundo ele, Zanini foi contratado no início, prestando uma ampla gama de serviços, desde o projeto e sua aprovação no MAPA, passando pela indicação e supervisão da montagem dos equipamentos, treinamento de equipes e, até mesmo, criação de algumas receitas.”

Com toda a sua experiência, Evandro Zanini analisa o mercado cervejeiro atual e o futuro das cervejas especiais. “Estamos em fase de adequações e ajustes, ainda. O consumidor procura novidades e isso é fato comprovado. O Brasil tem uma extensão territorial enorme e temos muitas culturas e costumes, ingredientes, com uma gastronomia muito rica, o que abre a possibilidade do surgimento de estilos brasileiros, sem inspiração estrangeira”. 

“A maioria dos criadores de receitas aqui no Brasil ainda se baseia no que se faz no exterior e isso retar-da a nossa evolução, a criação de estilos tipicamente nacionais. Mas os nossos cervejeiros já estão buscando o melhor em matérias-primas e insumos. Sobre o futuro das nano cervejarias, ciganos e micros, a questão mais preocupante são os impostos aplicados ao setor artesanal. Eles são as maiores ameaças ao desenvolvimento do setor nacional”, afirma.

Segundo Zanini, muita gente que já está no mercado, ou entrando agora, não faz seu planejamento estratégico observando devidamente as mudanças constantes no mercado cervejeiro. E, até mesmo, desconsideram surpresas que surgem em um ou dois anos após o início das operações. “Tem que prestar atenção nos detalhes. São os detalhes que fazem toda a diferença. O mercado está evoluindo, o paladar do consumidor está sempre se transformando e ficando exigente. E isso pode pegar de muito empreendedor de surpresa.”

Fonte: Revista Mercado Comum.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cervejaria do Gordo

Cervejaria do Gordo perde o seu principal dirigente
De acordo com informações, André Nunes, sócio-proprietário da Cervejaria do Gordo, foi encontrado morto em sua residência em Lorena nesta manhã de quinta-feira (09/02). Segundo fontes, a suspeita da morte seria um infarto fulminante. O lorenense foi socorrido para o Hospital da cidade, mas já estava sem vida. Aos 42 anos, era conhecido como André Gordo. André também era proprietário da Vila Veículos e do Parrilla Café.
Em nota, a página oficial da Cervejaria do Gordo comunicou o falecimento. 
Nota do blog: Tive a oportunidade de conhecer a cervejaria do André numa visita que fiz com Evandro Zanini, acredito que ocorreu em 2010. O local, próximo à BR era bem caprichado, com várias áreas de entretenimento e lazer, além da fábrica. Tudo que se produzia era vendido no local. Lembro-me de relatar a sua cervejaria no livro Brasil Beer, mesmo sem ter o conhecido, pela tamanha alegria que fiquei em ter visitado o seu estabelecimento.
 É uma perda lamentável, pois André pelo pouco que vi, pude constatar que era um empresário e tanto. Registramos o nossos sentimentos à família e que possam superar esse momento difícil com o passar do tempo. 
#pelosatelite #avecesarco #djjonesco #cervejariadogordo




quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015! Ave César!

Brindemos o ano que chega de olho nas oportunidades!


Amigo cervejeiro! É chegada a hora de contabilizarmos ganhos e perdas. Tristezas e emoções. Atingiremos a balança dos prós e contras de 2014.

Na verdade, não devemos nos preocupar tanto quanto achamos que deveríamos! Que venha 2015 com momentos bons, felizes, com paz, boas cervejas e com a presença dos amigos e familiares. Brinde mais vezes!

Comemoremos, tenhamos criatividade suficiente para superarmos as situações adversas que muitos preveem, não obstante focados em boas oportunidades de sermos cada vez melhores.

Saúde!  Levante a taça hoje, para mim, para você, para nós todos!

Um grande abraço!

Henrique Oliveira

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Tributos incidentes na cerveja

Com produção estável, arrecadação de impostos sobre cerveja sobe quase 50% em três anos

  • Tributos cobrados dos fabricantes da bebida somaram R$ 4 bilhões em 2012, contra R$ 2,7 bilhões em 2010, mas volume só avançou 6,8%
por Márcio Beck
RIO – Enquanto o governo desonera impostos de cada vez mais segmentos, na tentativa de estimular a economia, quem não tem motivo para comemorar são os responsáveis pelo principal combustível da maioria das celebrações no país: os cervejeiros. A arrecadação de tributos do setor de “fabricação de malte, cervejas e chopes” no Brasil passou de R$ 2,32 bilhões em 2003 para R$ 4,06 bilhões em 2012, crescimento de 82%, segundo dados compilados pela Receita Federal a pedido do Globo.

Com a produção praticamente estável, os últimos três anos concentraram quase metade deste avanço. A produção cervejeira avançou apenas 6,79%, de 12,8 bilhões de litros em 2010 para 13,7 bilhões em 2012, mas o recolhimento de impostos subiu 47,5% em relação aos R$ 2,7 bilhões arrecadados em 2010. A carga tributária sobre as cervejas, em média, fica em 56% nas latas e garrafas, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), mas pode chegar a 70% do preço final dos produtos artesanais e importados.

A trajetória de alta da arrecadação deverá continuar, já que em maio do ano passado o governo aprovou um reajuste de 25% nas tabelas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS-Cofins. As grandes indústrias cervejeiras foram ao Planalto apresentar planilhas de investimentos e destacar a ausência de demissões nas fábricas – diferente do que ocorreu nas montadoras de automóveis. Saíram com vitória parcial: o adiamento do reajuste até o fim do verão, período de maior consumo, e o escalonamento em quatro parcelas de 6,25% até abril de 2015.

— Desde 2011, o governo vem utilizando a tributação sobre o setor cervejeiro como medida de compensação para a perda de arrecadação de outros tributos, como correção da tabela do Imposto de Renda, desoneração da folha de determinados setores — afirma o advogado tributarista Luís Gustavo Bichara, que tem entre seus clientes a gigante do setor, Ambev

‘Custo social’ da bebida é alto, afirmam especialistas

A elevada carga não é exclusividade da cerveja, explicam especialistas. Ao estabelecer as alíquotas dos tributos, entra em jogo a lógica do “custo social”, que dita que os itens supérfluos sejam taxados mais pesadamente que os itens de necessidade. Além de item supérfluo, sendo bebida alcoólica, a cerveja pode provocar danos indiretos a outras pessoas (como os acidentes por embriaguez) males graves à saúde, se consumida de forma excessiva, por ser bebida alcoólica – ainda que, de forma moderada, estudos recentes apontem benefícios maiores do que os do consumo moderado de vinho na prevenção de doenças.

— As montadoras demitiram milhares e cortaram investimentos, receberam isenção de IPI, voltaram a demitir e tiveram o benefício prorrogado. As cervejarias mantiveram o nível de empregos, se comprometeram a manter as expansões programadas, e não conseguiram nem redução — afirma um advogado tributarista com mais de 20 anos de atuação no mercado cervejeiro, que pediu para não ser identificado.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/com-producao-estavel-arrecadacao-de-impostos-sobre-cerveja-sobe-quase-50-em-tres-anos-9164474#ixzz2a3ozxHBa

#pelosatelite #avecesarco #djjonesco #impostodopecado

terça-feira, 17 de abril de 2012

Casa do Fritz

Cervejaria de Penedo revisa suas cervejas para melhor!

Tomando cloridrato de terbinafina para acabar de vez com aquele fungo danado entre os dedos dos pés, ficamos impedidos de tomar cerveja por 28 dias. Trata-se de uma "Quaresma" forçada fora do tempo. Todavia, não dava para ficar sem degustar a boa cerveja pois alguns de meus familiares comemoram os seus aniversários nos meses de janeiro, março e início de abril.

Mesmo assim, antes de entrar neste regime medicinal tivemos a oportunidade de experimentar uma cerveja diferente revisada por nosso amigo Mestre Cervejeiro Evandro Zanini. Essa cerveja é proveniente da Casa do Fritz da cidade de Penedo, Estado do Rio de Janeiro.


A Casa é um mix de restaurante e microcervejaria. A arquitetura, em estilo Germânico, (a entrada lembra aquelas casas da região da Floresta Negra) possui comida variada e típica alemã.

Na oportunidade, recebemos de nosso amigo Mestre 3 amostras de estilos de cervejas (Amber, Weizen e Pilsen). Experimentamos a Pilsen e podemos dizer o seguinte:

Casa do Fritz Pilsen 

Cerveja de baixa fermentação, natural, filtrada e pasteurizada. Apresenta coloração amarela brilhante, com sabor de malte e equilibrado amargor. Apresenta colarinho branco de espuma cremosa e persistente. A cerveja está muito bem filtrada e com um equilíbrio interessante. A tampa metálica é prata, lisa. O rótulo em cor bege com a logo da casa. (Gostaria de ver esse rótulo impresso em papel metalizado, acredito que ficaria melhor)! Em breve divulgaremos os outros dois estilos.

Enfim, está confirmado: A Casa do Fritz trata-se de uma cervejaria que fará com que a cidade turística de Penedo, conhecida como a "Finlândia Brasileira" cresça ainda mais no setor da Gastronomia naquela região. Para a equipe da Casa do Fritz deixo aqui o meu brinde: Prosit!

Casa do Fritz
Av. das Mangueiras, 518 – Centro.
Telefone: (24) 3351-1751
site:
http://www.casadofritz.com.br/
Real Time Web Analytics