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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O mestre dos cervejeiros

O mestre dos cervejeiros

por Wilson Renato Pereira (BH)

Retransmitimos, com louvor o artigo do jornalista Wilson Renato, sobre um irmão que tenho no segmento de cervejarias e cervejas. Estar com ele é sempre uma aula de vida e de trabalho a parte. Boa Leitura!

O que cervejarias de sucesso, como Küd, Verace, Falke, Läut, Uaimii, Fürst, entre várias outras, consagradas no mercado nacional, têm em comum, desde a sua fundação? A resposta está em nome muito respeitado por todos os brewmasters e beersommeliers, em qualquer canto do Brasil: Evandro Jacir Zanini.

Parte das boas cervejas especiais fabricadas aqui existem graças a esse catarinense de 44 anos, filho de agricultores, nascido em Iomerê, cidade com cerca de 2.500 habitantes.  Morando atualmente em Belo Horizonte, Zanini é técnico em alimentos, mestre cervejeiro e sommelier de cervejas. É dele a responsabilidade pela implantação de dezenas de plantas cervejeiras em vários estados.

“Formei-me em Santa Catarina em 1994 e, desde então, tenho atuado única e exclusivamente em cervejarias, implantando projetos pelo Brasil afora. Comecei como responsável por uma delas, a Caçadorense, no meu estado natal. Uma empresa histórica, pois foi nela que se produziu a nossa primeira cerveja cigana, em equipamentos alugados, a lendária Xingu”, explica Zanini.

Hoje, além de sócio da Zanini TC, empresa responsável por startup de projetos, atua como responsável de algumas cervejarias mineiras. Seu principal trabalho é implantar novas técnicas e potencializar procedimentos existentes, visando melhorar processos, aumentar produtividade e estabelecer padrões de qualidade de produtos, mesmo em pequena escala industrial.

Para Evandro Zanini, cada projeto, não importando o tamanho, é um desafio diferente, uma oportunidade de crescimento profissional.“Eu não apenas provoco o nascimento de uma cervejaria. Vou além e desperto nos proprietários e seus colaboradores uma nova visão da cerveja especial, incentivando-os a voos sempre maiores, em criatividade, qualidade e volume de produção”, diz.

Além das já citadas no início do texto, o portfólio da Zanini TC, entre cervejarias já em funcionamento e as prestes a entrar no mercado, inclui: Bierbaum (Treze Tílias, SC), Lund (Ribeirão Preto, SP), Rofer (Itupeva, SP), Wensky Bier (Araucária, PR), Way Beer (Pinhais, PR), Holzweg (Lontras, SC), Insana (Palmas, PR), Esse Bier (Nova Lima, MG), Klein Beer (Campo Largo, PR), Kraemerfass (Delfim Moreira, MG), Eden Beer (Maringá, PR), Berzalai  (Montes Claros, MG), Blumbier (Osvaldo Cruz, SP), Nanocervejaria da Faculdade Uniguaçú  (União da Vitória, PR).

E, ainda, as cervejarias Casa do Fritz (Penedo, RJ), Providência (Cascavel, PR), Formosa (Francisco Bel-trão, PR), Zeit (Joinville, SC), Buffalo Beer (Maravilha, SC), Lassberg (Itapiranga, SC), Bionda (Sinop, MT), Ferdinander (Eng. Paulo Frontin, RJ), Dido’s Beer (Anchieta, SC), Brudersbaum (Descalvado, SP), Prosa (Campo Grande, MT), VonDogh (Tangará da Serra, MS), Naipe (Campo Belo, MG). Em implantação, estão startups cervejeiras em Vitória/ES, Fortaleza/CE, Joinville/SC, Santa Teresa/ES, São Lourenço do Oeste/ES, Campos do Jordão/SP, Campina/SP.

Sobre as diferenças no seu trabalho para grandes e pequenas cervejarias, Zanini cita que tudo é questão apenas de capacidade mensal de produção. “As preocupações são as mesmas ou até maiores nas de pequeno porte. Procuro priorizar a qualidade do produto, promover a identidade das marcas. Se o projeto é grande ou pequeno não importa muito em termos industriais, pois o objetivo é sempre a satisfação do consumidor”, explica.

Cervejaria KÜD

Bruno Parreiras, da Cervejaria Küd, de Nova Lima, Minas, confirma isso, como dono de uma das marcas mais respeitadas no mercado: “a nossa planta industrial é de autoria do Zanini, um profissional referência no ramo em que atuamos. As orientações dele e os detalhes técnicos com que nossas instalações foram montadas certamente estão na base da qualidade com que operamos há mais de oito anos”, disse.

Cervejaria VERACE

Na Cervejaria Verace, implantada há pouco mais de dois anos na mesma cidade, a visão também é essa, de acordo com Eduardo Petri, um dos proprietários. Segundo ele, Zanini foi contratado no início, prestando uma ampla gama de serviços, desde o projeto e sua aprovação no MAPA, passando pela indicação e supervisão da montagem dos equipamentos, treinamento de equipes e, até mesmo, criação de algumas receitas.”

Com toda a sua experiência, Evandro Zanini analisa o mercado cervejeiro atual e o futuro das cervejas especiais. “Estamos em fase de adequações e ajustes, ainda. O consumidor procura novidades e isso é fato comprovado. O Brasil tem uma extensão territorial enorme e temos muitas culturas e costumes, ingredientes, com uma gastronomia muito rica, o que abre a possibilidade do surgimento de estilos brasileiros, sem inspiração estrangeira”. 

“A maioria dos criadores de receitas aqui no Brasil ainda se baseia no que se faz no exterior e isso retar-da a nossa evolução, a criação de estilos tipicamente nacionais. Mas os nossos cervejeiros já estão buscando o melhor em matérias-primas e insumos. Sobre o futuro das nano cervejarias, ciganos e micros, a questão mais preocupante são os impostos aplicados ao setor artesanal. Eles são as maiores ameaças ao desenvolvimento do setor nacional”, afirma.

Segundo Zanini, muita gente que já está no mercado, ou entrando agora, não faz seu planejamento estratégico observando devidamente as mudanças constantes no mercado cervejeiro. E, até mesmo, desconsideram surpresas que surgem em um ou dois anos após o início das operações. “Tem que prestar atenção nos detalhes. São os detalhes que fazem toda a diferença. O mercado está evoluindo, o paladar do consumidor está sempre se transformando e ficando exigente. E isso pode pegar de muito empreendedor de surpresa.”

Fonte: Revista Mercado Comum.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Lund e Craft Beer Mogi


Craft Beer Mogi, apresenta o 1º Festival de Cervejas Artesanais de Mogi das Cruzes.

Dia 19 de fevereiro no Clube de Campo de Mogi das Cruzes das 16h as 22h.

O Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC) é uma sociedade recreativa e esportiva fundada em 6 de agosto de 1957, considerada um dos principais clubes da região do Alto Tietê. Localizado em uma área nobre de Mogi das Cruzes (SP), o espaço reúne cerca de 9 mil associados e oferece infraestrutura voltada ao lazer familiar, à prática de esportes e a eventos socioculturais.

Nesse ambiente familiar e tradicional, 20 cervejarias apresentaram uma variedade de rótulos selecionadas a dedo, entre elas estará CervejariaLund, de Ribeirão Preto e a Backer, de Belo Horizonte. O evento é Open Bar.

Haverá ainda, música ao vivo e som com DJ. Há ainda a culinária Alemã, queijos e doces estarão à venda para harmonizar com diversas cervejas.

Mais informações: https://www.sympla.com.br/evento/craft-beer-mogi/115873?share_id=copiarlink




sábado, 30 de maio de 2015

Cervejarias de Ribeirão Preto


Cervejas artesanais influenciam novos hábitos de consumo da bebida

por Taiga Cazarine (G1 Ribeirão-Franca)
O mercado de cervejas artesanais em Ribeirão Preto (SP) desperta o paladar dos fãs da bebida e atrai o interesse de pessoas que antes ignoravam seus prazeres. A variedade de produtos tem conseguido mudar o padrão de consumo e as escolhas dos consumidores. Dessa forma, boa parte do público já tem modificado os hábitos de forma quase que natural, bebendo menos, mas bebendo melhor.
Outra mudança é o flerte para novos empreendimentos no setor. De olho nas novidades, empresários apostam em produções inusitadas como alimentos, que levam cerveja em sua composição, e na fabricação de bebidas por meio do crowdfunding - financiamento coletivo.

Segundo o empresário Walter Soares, da Guilda GIV, o que acontece atualmente no mercado brasileiro de cervejas é o que ocorreu no mercado de vinhos no país nos anos 1980. Soares diz que, na época, havia vinhos populares, como o Chapinha e o Sangue de Boi, e que todos eram doces e muito parecidos. Até que opções de importados começaram a ganhar mercado. “De repente, as pessoas começaram a se interessar por aquilo e era chique, era nobre. Hoje, brasileiro consome um volume de vinhos importados de todas as nacionalidades, e o Brasil é um dos principais mercados mundiais em consumo de vinho de alto valor de rótulo”, afirma.
A história do sommelier e dono do Empório Toscana, Almir Tavares, confirma a fala de Soares. Ele diz que apostou suas fichas no vinho, no entanto, a cerveja especial tomou conta da casa. Segundo Tavares, 60% dos produtos da loja são bebidas alcoólicas, e desse montante, 60% são cervejas, sendo as artesanais as mais procuradas pelos clientes. “Na época de calor, minha venda em cerveja chega a ser 70% da venda total da loja”, explica.
O sommelier Almir Tavares diz que há uma curva no perfil dos consumidores de cerveja (Foto: Taiga Cazarine/G1)O sommelier Almir Tavares diz que há uma curva no
perfil dos consumidores (Foto: Taiga Cazarine/G1)
No entanto, o mercado brasileiro ainda está em crescimento. Um dos idealizadores do crowdfunding Social Beers, Matheus Franco, faz uma comparação ao mercado americano, o maior do mundo em produção artesanal. Ele diz que nos Estados Unidos abrem, em média, uma e meia cervejaria artesanal por dia. Portanto, a quantidade em produção lá é muito maior que a brasileira, mas que a região de Ribeirão Preto tem uma economia muito grande e potencial de gerar renda. “O mercado ainda é um bebezão, isso porque temos muita dificuldade com a legislação. É tudo engessado. Produzir em um bar é complicado, ninguém sabe como funciona e os fiscais não sabem bem o que autorizar ou se podem autorizar. Em algum momento temos que solucionar esse dilema. Acho que para crescer o mercado artesanal, tem que crescer o mercado do cervejeiro amador. Sou otimista. A longo prazo, vamos reunir forças e conduzir melhor”, afirma.
Para um dos donos do brewpub Weird Barrel em Ribeirão Preto, Rafael Moschetta, o boom de vendas ainda não aconteceu. Ele acredita que o movimento está começando a ganhar força, mas que ainda há muito espaço para crescer. Segundo Moschetta, o Brasil ainda está no primeiro estágio e a cada dia surgem mais pessoas interessadas em entrar no mercado, sendo que muitas delas não possuem bagagem empresarial no setor. “É um processo em cadeia que aumenta o mercado na cidade e, eu acho que, se a prefeitura resolver olhar pra isso como um grande potencial de atração turística e ver que Ribeirão tem esse potencial do turismo cervejeiro altíssimo e resolver investir nisso, então a cidade conseguirá trazer de volta essa marca de cidade cervejeira do Brasil, mas precisa de apoio público. Não dá só para os empresários fazerem isso”, afirma.
Rafael Moschetta e João Becker, da Weird Barrel, em Ribeirão Preto, SP (Foto: Taiga Cazarine/G1)Rafael Moschetta e João Becker, da Weird Barrel, em Ribeirão Preto, SP (Foto: Taiga Cazarine/G1)
Os profissionais afirmam que a falta de incentivo impede o crescimento do mercado. Se houvesse alterações, aumentaria a produção com a abertura de mais cervejarias. “O imposto mata a cervejaria artesanal, porque a cerveja é vista como bebida alcoólica e acham que haverá malefícios, o que não é verdade, porque ela vai custar, pelo menos, o dobro do valor de uma padrão. O governo tem que olhar isso de forma diferente, todas as autoridades”, afirma Franco.
Sem contar que, segundo os especialistas, para os bebedores de artesanais existe um lema: ‘Beba menos, beba melhor’. Para os profissionais, quando se bebe melhor, naturalmente se consome menos. Os consumidores passam a apreciar e beber porque gostam, e não apenas para socializar. “O que tem que se levar em consideração é que a cerveja é também uma bebida nobre, ela não é para qualquer tipo de público, a qualquer momento. Ela merece um lugar melhor do que ela está hoje”, diz Danhone.
Para Moschetta, a cerveja é para ser celebrada, mas a sofisticação não é uma premissa. “Nosso posicionamento [de abrir um pub com temática de pirataria] não vai agradar todo mundo, mas o que a gente está questionando é a sofisticação em excesso. A cerveja tem que ser valorizada sem ser ‘afrescalhada’, e tem que ser brindada em conjunto. Você pode tomá-la sozinho, mas não acho que é para isso que ela nasceu”, afirma.
O blogueiro Fabrício Santos, do blog Full Pint, um dos mais acessados no Brasil (Foto: Rogério Volgarine)O blogueiro Fabrício Santos, do blog Full Pint, um
dos mais acessados (Foto: Rogério Volgarine)
Descobridores de cervejas
Contudo, a região de Ribeirão Preto está à frente de outras e, para os empresários, a mudança de comportamento do consumidor é visível e ocorre de forma natural. Para Tavares, existem alguns perfis de consumidores: tem a pessoa que é sedenta por novidades e tem o público que já sabe a que veio. O sommelier diz que há uma demanda crescente de pessoas começando a provar a bebida. Segundo ele, o consumidor começa a se interessar pelo produto artesanal e, em um ano, não toma mais as cervejas mainstream - de grandes marcas, o que caracteriza uma curva. “O público que já sabe o que quer é o melhor para mim, porque se eu depender de trazer novidades, não me sustento. Nessa questão da curva, tem o Francisco, um chileno que trabalhou aqui. Ele gostava de sentar e tomar uma caixa de cerveja, e em quatro meses diminuiu o ritmo. A grande sacada é quando você perde o hábito de beber rápido e procura aroma e sabor”, explica.
Até os anos 1990, existiam os bebedores de uma marca e bebedores de outra. Todos consumiam um só estilo, mas um bebia Brahma, o outro Antárctica, Skol, e elas tinham diferenças entre si no paladar, conta Soares. Atualmente, não há diferença alguma entre elas, e é aí que o movimento das artesanais ganha força, atraindo pessoas que buscam algo diferente. “Havia um estilo e várias marcas. Hoje, a gente tem vários estilos e poucas marcas, mas temos opções, um pouco mais de liberdade para escolher o que você quer beber.”
De acordo com o empresário da Guilda GIV, Gustavo Danhone, toda pessoa que começa a tomar uma cerveja diferente, começa pela pilsener. O próximo estágio é consumir as bebidas de trigo, tidas como mais encorpadas. Em seguida, o consumidor descobre as cervejas belgas, mais adocicadas e aromáticas. “Ele pensa: ‘nossa, isso não pode ser cerveja!’, no caso da Tripel Karmeliet, todos ficam impressionados. O primeiro dado de que seu paladar está evoluído é quando você começa a gostar de amargor. Nesse momento todo mundo vira hophead [com mania de lúpulo]”, explica.
Provar cerveja não é mania só dos jovens. A degustadora Lucia Del Lama, de 58 anos, experimenta a bebida desde os 25 anos. Lucia conta que o que mais a atrai é o fato da cerveja estar sempre presente em reuniões e comemorações de amigos e familiares.
O professor de literatura Melécio Junior, de 45 anos, diz consumir cerveja em primeiro lugar pela qualidade, pelo trato dado ao produto até chegar ao consumidor, desde a produção, passando por envasamento, rotulagem, além da relação custo-benefício, que é muito positiva. Ele também considera, assim como os empresários, que o mercado pode se tornar melhor se o governo olhar com mais respeito pelo universo dos produtos artesanais e repensar os impostos incidentes sobre essa categoria e insumos em geral.
Matheus Franco, do crowdfunding Social Beers (Foto: Taiga Cazarine/G1)Matheus Franco, do crowdfunding Social Beers
(Foto: Taiga Cazarine/G1)
Mais empreendedorismo
Mais do que formar um novo mercado e mudar o perfil dos consumidores, as cervejas artesanais também trouxeram produtos e empreendimentos inovadores, como é o caso da
Social Beers, que surgiu como um crowdfunding. Funciona desta forma: os empresários elaboram a receita e o conceito do produto e lançam no site. Quanto mais o consumidor compra em litros, mais prêmios ele ganha, como camisetas e canecas. Se as compras não atingem a quantidade mínima de produção em determinado limite de tempo, a cerveja não é produzida.
O empreendimento foi fundado em abril de 2013 e teve cinco produções de sucesso em um ano, sendo que três deles foram pedidos de terceiros. “A cerveja ‘Sexta-feira’ foi a primeira, lançada no dia 21 de fevereiro com data limite para 17 de março, com mínimo de mil litros para ser produzida. Em 20 dias, bateu a meta e produzimos 1.270 litros, com o total de 494 participantes. O número só aumentou com o tempo”, conta Franco.
Surgiram também a rede social Bier Society, as festas especializadas, como o Slow Brew Brasil, o IPA Day, produtos como sabonetes, sorvetes e até molhos feitos com cerveja.
A chef de cozinha e dona da Casa de Criações Culinárias, Sabrina Gali, desenvolveu os pães EYB, sigla em inglês para ‘Eat Your Beer’, em português ‘Coma Sua Cerveja’. Os produtos estão à venda sob encomenda. Como existe uma infinidade de pratos, sobremesas e pães que podem ser preparados com estilos diferentes de cerveja, o cliente também pode pedir o orçamento de alguma receita ou preparação que não conste no cardápio. A partir de uma quantidade mínima, o produto será desenvolvido de acordo com o pedido. “Sempre gostei de fazer pães em casa, para meu consumo próprio mesmo, e em um evento de harmonização com cervejas, sugeri fazermos os pães que seriam servidos com a própria cerveja que seria usada para harmonizar. Foi um sucesso, e a ideia foi crescendo, até que virou uma marca e uma linha de produtos”, diz Sabrina.
Um dos cinco blogs mais acessados do setor no Brasil é de Ribeirão Preto. O Fullpint fez cinco anos em abril e surgiu da vontade de Fabrício Santos compartilhar e registrar as cervejas que degustava. Para o blogueiro, o mais importante é passar informações corretas aos leitores, afinal, por meio do blog, Santos começou uma confraria, que hoje já tem membros mais conhecedores do que ele mesmo.
Santos ressalta que há necessidade das pessoas e as mídias darem visão aos blogs de cerveja. “Queria que entendessem que a melhor maneira de se atualizar é com quem se atualiza todo dia. Não vivo do blog, mas me dedico ao máximo para que tenha sempre algo relevante e interessante a passar. Gosto de cliques, mas respeito muito mais quem clica. Todos hoje são muito instruídos, sabem o que querem e onde procurar. E eu acho o máximo estar à frente, ajudando a trilhar o caminho da cerveja artesanal no Brasil”, diz.
Carolina Okubo, trabalha no controle de qualidade da Cervejaria Invicta (Foto: Taiga Cazarine/G1)Carolina Okubo, trabalha no controle de qualidade
da Cervejaria Invicta (Foto: Taiga Cazarine/G1)
Elas entendem de cerveja
O setor também está mudando a forma de ver as mulheres. Muitas profissionais renomadas mostram que mulher pode entender e fazer cerveja tão bem quanto os homens. Só na Cervejaria Colorado em Ribeirão Preto são duas - a supervisora de produção Fernanda Ueno e a supervisora do controle de qualidade Fernanda Reche.
Na Cervejaria Invicta, o controle de qualidade é feito pela engenheira de alimentos, Carolina Okubo. “Ainda tem preconceito, acham que o trabalho de uma mulher cervejeira não será tão eficiente como de um homem, mas é sim. Ao mesmo tempo que cobram demais, por ser um mundo ainda muito masculino, eles esperam menos”, conta Ueno.
Outras mulheres que dominam o mercado são a beer sommelier Carolina Oda, que já passou na cidade para realizar uma das aulas do curso Science of Beer, coordenado pela também engenheira de alimentos e sommelier de cervejas, Amanda Felipe Reitenbach. “Ribeirão Preto surgiu como uma excelente oportunidade. A cidade já tem uma cultura cervejeira em desenvolvimento há mais tempo que muitas capitais do país, e conta com cervejarias reconhecidas nacional e internacionalmente. Em um contato com o Rodrigo Silveira, da Cervejaria Invicta, ele me falou de sua ideia de trazer o Sommelier de Cerveja para a cidade (na época já estávamos divulgando a primeira turma em Florianópolis). Formamos duas turmas de Sommelier de Cerveja na cidade e pretendemos voltar a Ribeirão em 2015.”

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cervejaria Lund


Cervejaria Lund de cara nova

Bacana visitar os amigos! Estamos com novas idéias, vida nova! Nova logomarca, novos estilos de cervejas, sem perder o tino comercial e industrial da família empresária, comandada pelo sr. Yussif. 

E dessa forma não deixaria para trás de registrar os bons momentos do dia! Um brinde!



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Lund Wit

Analise sensorial que tanto adoramos: 
Lund Wit.

Sr.Yussif e Sra. Dalva são dois amigos que gostam do que fazem. E fazem muito bem. A cada passo dado na cervejaria, a gente vê um grande progresso. Meticulosos, seus trabalhos iniciaram com uma pilsen, depois desenvolveram uma munick dunkel. Passado um breve período foi a vez de uma Weizen. Todas muito bem feitas sobre a maestria do mestre Zanini.

Dessa vez recebi uma amostra sem nome para avaliação. Logo pelos aromas exalados, identificamos as características do estilo. Notas cítricas, coentro, condimentos complexos...melão, abacaxi. Que cerveja extremamente refrescante! O amarelo palha estava lá, bonito, opaco, e no topo do copo boa cremosidade.

Enfim, uma baita novidade que está chegando para o nosso prazer. Me lembrei de uma cerveja famosa parecida com essa preciosidade: melhor não falar, vou deixar para você leitor descobrir! Que a Lund Wit seja bem-vinda! Ave Cesar!

sábado, 22 de junho de 2013

Cervejarias de Ribeirão Preto

Fábricas de cerveja de Ribeirão ampliam mercado consumidor após prêmios


 
Além do chope, a cerveja de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) também tem conquistado boa fama até internacionalmente. Para isso, prêmios conquistados no país e exterior têm ajudado.  A Colorado, por exemplo, obteve uma importante conquista neste mês: foi premiada no maior festival cervejeiro das Américas.

A cerveja Guanabara/Ithaca obteve a medalha de ouro no Mondial de la Bière (Mundial da Cerveja), realizado em Montreal, no Canadá.  O júri foi formado por especialistas dos EUA, Canadá, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Itália e França.  De acordo com Rafael Moschetta, sommelier de cervejas e gerente de marketing da Colorado, a competição canadense é um dos mais importantes campeonatos cervejeiros do mundo.  Produto feito com o estilo imperial stout, de origem inglesa, a Guanabara/Ithaca é uma cerveja escura, de alto teor alcoólico (10,5%).  A marca é produzida com malte, lúpulo e rapadura queimada. A cerveja passa por um longo período de maturação --por isso é chamada de cerveja de guarda--, o que dá origem a uma bebida encorpada.

De acordo com a fábrica, a Colorado tem conquistado destaque internacional ao lado de outras cervejas artesanais brasileiras, que também têm ganho prêmios no país e no exterior.  Em maio, a Colorado ganhou ainda duas medalhas no South Beer Cup, tradicional concurso cervejeiro realizado em Buenos Aires.

Dois meses antes, a Invicta também obteve três medalhas no Concurso Brasileiro de Cerveja, promovido pela primeira vez no Festival Brasileiro de Cerveja, que aconteceu em Blumenau (SC).  Na categoria Imperial India Pale Ale, a cervejaria conquistou a prata com a Invicta Imperial Pale Ale. Já na categoria German-Style Pilsener, a Invicta German Pilsener obteve a prata.  A empresa ganhou ainda a medalha de bronze na categoria American-Style Black, com a India Black Ale.

Apesar desse reconhecimento, um dos principais entraves para o crescimento das cervejarias artesanais no país, de acordo com os empresários, são os impostos muito elevados: a cada R$ 10 gastos na produção, R$ 6 são referentes a impostos.

TRATAMENTO DIFERENTE
Presidente da Colorado, Ronaldo Morado Nascimento, 57, diz que o governo deveria dar tratamento diferenciado entre as grandes e as pequenas indústrias. "O maior sente menos o efeito da tributação", afirma.

Rodrigo Silveira, 34, da Invicta, também reclama: "O imposto elevado é uma barreira muito grande para o crescimento do setor".  De acordo com ele, se o setor tivesse isenções, poderia baratear o custo por unidade, além de "aumentar a produção e gerar mais empregos".

Já Yussif Ali Mere Júnior, 53, proprietário da Lund, afirma que o impacto da tributação na microcervejaria é muito maior se comparado a grandes indústrias.  "O governo [federal] trata de forma igual quem é diferente. Isso é um equívoco. São escalas de fabricação distintas", diz Mere Júnior, referindo-se ao fato de as artesanais produzirem de 10 mil a 120 mil litros por mês, enquanto uma grande indústria fabrica 50 milhões de litros no mesmo período.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/2013/06/1297041-fabricas-de-cerveja-de-ribeirao-ampliam-mercado-consumidor-apos-premios.shtml

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Lund Weizen

Cervejara Lund lança no kit de cervejas

Chegou em boa hora! Às vesperas do Natal e do Ano Novo é aquele corre-corre para comprar um presente para os amigos, não deixando passar batido a data tão aclamada. E para salvar aqueles que querem presentear os seus entes queridos com uma cerveja especial, a Cervejaria Lund, de Ribeirão Preto, lançou o Kit Tulipa e Garrafa da sua cerveja Weizen, feita com  maltes de trigo e cevada.

A embalagem da Lund ficou muito bonita e delicada que, na melhor das hipóteses dispensa até papel de presente!

Enfim, nada melhor que um bom presente composto de um belo copo e uma excelente cerveja, feita com muita paixão e critério de qualidade.

Encomendas:
Cervejaria Lund
Rua José Roberto Vittorazzi, 325.
Ribeirão Preto - SP
Tel.: (16) 3621 5915
http://www.cervejarialund.com.br/

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Lund



Cervejaria Lund agora na internet



Localizada em um ponto nobre da cidade de Ribeirão Preto, ao lado do Novo Mercadão da Cidade, a Cervejaria Lund nasceu da paixão do empreendedor Yussif Ali Mere Junior por cervejas e do seu desejo de tomar cervejas puras e saborosas, como ele tomava antigamente na cidade que ficou conhecida em todo o Brasil como a terra do chope.

A dedicação agora pode ser conhecida melhor pela internet. A Lund acaba de lançar o seu site contando um pouco mais da sua história, produtos e eventos. Há ainda um espaço dedicado às principais notícias do segmento cervejeiro.


Em tempo: Particularmente, entendo que trata-se de uma das melhores e mais belas micro cervejarias que já conheci no interior de São Paulo. A atenção de seus proprietários para com o empreendimento, amigos e clientes é algo indescritível! O carinho com que levam o negócio faz com que a Lund seja excelência em termos de qualidade e atendimento. Ribeirão Preto, com certeza manterá o título de "tradicional cerveja Paulista" com mais esse time! Parabéns!

Visite o site em www.cervejarialund.com.br

Foto: Divulgação/RGB Comunicação

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ave César Songs: Lighthouse Family

Ave César Songs: cerveja e música, uma combinação perfeita

No mundo da cerveja todos nós sabemos que, em termos sonoros, quem manda é o Rock n' Roll. E não é alá Elvis Presley não. É rocão dos bons...e isso ouvimos eternamente, acompanhado de uma boa cerveja.

Todavia, compartilho esse clipe que acho alto astral para acompanhar uma pilsen bacana, do momento. Ponha a sua cerveja na geladeira e pegue o seu fone de ouvido! Aproveite e feel the vibe! Escutando esse clipe eu tomei com uma Lund de Ribeirão Preto.


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