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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Diageo fecha Guinness

 

O Último Gole em Maryland: Por que a Diageo está fechando a icônica cervejaria da Guinness em Baltimore?

O mercado global de bebidas foi surpreendido com o anúncio oficial da gigante de destilados e cervejas Diageo: a Guinness Open Gate Brewery, localizada em Halethorpe, na região metropolitana de Baltimore, fechará permanentemente suas portas ao público no dia 1º de novembro de 2026. (Em setembro passado, a Sapporo fez o mesmo com a Stone Brewery na Califórnia.)

Inaugurado em agosto de 2018, com um investimento inicial estimado em US$ 90 milhões, o complexo marcou o retorno histórico da produção da Guinness ao solo americano após mais de 60 anos. Em seus oito anos de funcionamento, o espaço tornou-se um verdadeiro ponto turístico da marca, recebendo mais de 2 milhões de visitantes e desenvolvendo mais de 700 receitas experimentais de cerveja.

O encerramento total das atividades da Guinness em Baltimore não aconteceu da noite para o dia. Na verdade, a Diageo já vinha reduzindo a operação no local: em 2023, a empresa encerrou as atividades de fabricação em larga escala na unidade, demitindo cerca de 100 funcionários e transferindo a produção de rótulos locais (como a Baltimore Blonde) para Nova York. O espaço vinha operando majoritariamente como um polo de hospitalidade (taproom, restaurante e visitação à fábrica experimental).

De acordo com comunicados oficiais da companhia, os principais fatores para a decisão foram o  aumento dos custos operacionais, ou seja a inflação global na cadeia de suprimentos e o encarecimento da manutenção de estruturas físicas massivas tornaram a unidade economicamente insustentável. Outro motivo foi a mudança nas preferências dos consumidores: há uma transformação clara no mercado norte-americano, puxada pela moderação no consumo de álcool e pela busca por alternativas funcionais ou sem álcool (Sober Curious) e, por fim a revisão de Portfólio e prioridades comerciais. Após uma análise minuciosa de supply footprint, a Diageo concluiu que o modelo de operação em Baltimore não justificava a alocação de longo prazo.

Como parte de sua saída responsável da comunidade, a empresa anunciou a criação de um fundo comunitário de US$ 250.000 para apoiar organizações locais de hotelaria e capacitação econômica em Baltimore.

Expectativas da Empresa para os Próximos Anos: Eficiência e Foco Global


O fechamento de Baltimore reflete uma estratégia corporativamuito maior e mais ambiciosa por parte da Diageo. Diante de desafios no volume de vendas em mercados críticos da América do Norte, a holding traçou um plano claro para os próximos anos:

• Plano Bilionário de Eficiência: A Diageo anunciou uma meta de reestruturação para economizar cerca de US$ 1 bilhão em suas operações globais. A otimização de fábricas e o corte de excessos logísticos são as principais engrenagens desse plano para proteger as margens de lucro.

• Aposta no Sucesso da Guinness: Apesar do corte físico, a marca Guinness nunca esteve tão forte. Enquanto o setor de cervejas tradicionais oscila, as vendas globais da marca cresceram na casa dos dois dígitos nos últimos semestres. O foco futuro será canalizado onde a marca mais brilha.

• Foco no Mercado Sem Álcool: O grande motor de inovação do grupo tem sido a Guinness 0.0. Com as vendas dobrando na Europa, a empresa pretende direcionar grandes investimentos de marketing e distribuição para liderar a categoria global de cervejas sem álcool.

• Presença Consolidada nos EUA: O público americano não ficará desamparado. A Diageo mantém as operações de sua sofisticada Guinness Open Gate Brewery em Chicago (inaugurada em 2023 no West Loop), que passa a ser o único reduto oficial da marca nos Estados Unidos, além de manter seus emblemáticos pubs conceituais em Dublin e Londres.

O fim da era Baltimore é um lembrete vívido de que, mesmo para gigantes com séculos de tradição, a adaptabilidade e a eficiência operacional precisam ditar o ritmo em tempos de transformação econômica.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Sucessão em Cervejarias

 

Do Café à Cerveja: O Brasileiro que Vai Comandar o Império Global da Heineken

A indústria global de bebidas acaba de testemunhar uma movimentação histórica. O conselho de supervisão da Heineken anunciou por unanimidade a nomeação do executivo brasileiro Rafael Oliveira, de 51 anos, como seu novo CEO global e presidente do conselho de administração. Com um contrato inicial de quatro anos, Oliveira quebra uma tradição de quase nove décadas da companhia controlada pela família De Carvalho-Heineken, que historicamente priorizava a sucessão interna. A chegada de um líder externo sinaliza uma busca urgente por fôlego novo. O mercado exige respostas rápidas diante de profundas transformações nos hábitos de consumo no setor de bebidas alcoólicas.

Nascido no Brasil, Rafael Oliveira consolidou uma carreira de altíssimo prestígio internacional, transitando com maestria entre o mercado financeiro e gigantes globais de bens de consumo em massa. Suas bases profissionais revelam uma sólida formação técnica combinada com uma agressiva bagagem em reestruturação de negócios. Graduou-se em Economia pela PUC-SP e obteve seu MBA Internacional pela prestigiada University of Chicago, dando seus primeiros passos como analista de equity research (pesquisa de ações) no Brasil, atuando no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt. Trabalhou por 10 anos no Goldman Sachs Group entrando para a Wall Street e o no topo do mercado financeiro. Atuou como diretor executivo da divisão de títulos no Reino Unido e liderou a unidade de mercados emergentes em Hong Kong.

Os anos seguinte, o futuro CEO líder, migrou para a economia real na The Kraft Heinz Company, onde permaneceu por uma década. Alcançou o cargo de Presidente de Mercados Internacionais, gerenciando um portfólio de mais de US$ 7 bilhões em quatro continentes.

Em novembro de 2024, assumiu o posto de CEO da holandesa JDE Peet's (dona de marcas icônicas de cafés no Brasil como o Café Pilão e L'OR). Em apenas 17 meses de gestão, Oliveira redefiniu as estratégias da empresa, fazendo as ações saltarem 61% em 2025. Recentemente, estava cotado para liderar a fusão bilionária da recém-criada Global Coffee Co. antes de aceitar o convite da Heineken.

Sua chegada vem com grande expectativa. Apesar de manter com solidez o posto de segunda maior cervejaria do mundo (atrás apenas da Anheuser-Busch InBev), a Heineken enfrenta um cenário macroeconômico severamente desafiador.

O setor cervejeiro global lida com a retração da demanda provocada pelo aumento do custo de vida, restrições orçamentárias das famílias e novas tendências de comportamento. As gerações mais jovens têm reduzido o consumo de álcool ou migrado para alternativas mais saudáveis. Além disso, a popularização de novos medicamentos para emagrecer surge como um fator de atenção para o volume de vendas da categoria, fatores amplamente divulgados no Canal Ave Cesar Co.

A Heineken fechou o ano anterior com um desempenho resiliente, registrando crescimento orgânico de receita e expansão de margens de lucro, impulsionada pelo forte desempenho de seu portfólio Premium (como a Heineken original, Heineken 0.0% e a Heineken Silver). Contudo, a recuperação dos volumes de venda totais pós-pandemia ainda caminha de forma mais lenta do que a de concorrentes diretas como a AB InBev e a Carlsberg.


Para assegurar o retorno aos investidores e simplificar sua estrutura de custos, a companhia está implementando a estratégia deprodutividade EverGreen 2030. Este plano prevê economias anuais robustas de até € 500 milhões, mas exige medidas duras, incluindo a consolidação de cervejarias na Europa e o corte planejado de 5.000 a 6.000 postos de trabalho (cerca de 7% de sua força global).

Se a Europa e as Américas enfrentam consumo estagnado, o otimismo da companhia reside em mercados emergentes dotados de populações jovens e renda em ascensão, como o Vietnã, a Índia e a África do Sul. Vale ressaltar que o Brasil continua figurando de forma vital como o maior mercado global para a marca Heineken no planeta. 

Foto: Divulgação. fonte: https://investnews.com.br/negocios/rafael-oliveira-novo-ceo-heineken/

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Backer 2026


Aos poucos, cervejaria mineira retorna ao mercado de cervejas artesanais

É sabido o episódio ocorrido, anos atrás, decorrente de uma série de falhas e infortúnios que chocou os mineiros e que colocou a Backer em cheque, enquanto entidade produtora de cervejas. A contaminação  em um de seus tanques, expôs, momentaneamente, o mercado de cervejas artesanais, pois o consumidor se viu acuado em adquirir produtos das pequenas cervejarias. Muitos passaram a questionar se essas possuíam a mesma acurácia qualitativa, como é percebida nas grandes fabricas de cervejas, produzidas em larga escala. No caso de dúvidas, parte do público voltou a consumir cervejas premium, das grandes corporações.

O caso da Backer pode ser entendido como uma exceção à regra, mas que merece a devida atenção. Foi, para a gestão de riscos corporativos, um case de seguradoras. Exatamente: seguradoras. Algumas lições foram aprendidas e, semelhantemente com o que se faz com as caixas pretas em aviões, coube ao mercado segurador abrir o caso e entender o que realmente aconteceu, as circunstâncias, os diversos cenários, para que riscos não venham ocorrer novamente. Nesse sentido, tornou-se inédito no setor cervejeiro, semelhantemente ao setor aeronáutico, estudar situações adversas que serviram de base para o desenvolvimento de um ambiente de controles mais robusto no setor de bebidas.

Sobre a ótica das seguradoras, três pontos mereceram destaque. Primeira lição: quando uma microcervejaria começa a tomar corpo rumo ao próximo patamar, é importante passar a comprar dos grandes fornecedores ou, ainda, daqueles de referência, por meio de diligências e práticas de compliance. As grandes empresas fornecedoras, apesar de cobrarem mais caro, essas possuem um sistema de controles de qualidade e procedimentos mais desenvolvidos, mitigador de riscos e geralmente munidos de seguro. Dessa forma, a empresa alimentícia ou cervejeira, ao se tornar um pouco maior, é importante se unir à líderes de mercado, como por exemplo, fornecedores de gases (e.g.: White Martins, Supergasbrás, Gasmig, etc.), de produtos químicos ou ainda de matérias-primas. Essas empresas, normalmente, possuem certificações de qualidade reconhecidos (e.g.: ISO, FSSC, APPCC, ANBT), time técnico profissional capaz de executar instalações e manutenções de equipamentos críticos, executar revisões tempestivas e substituir peças e acessórios quando julgam necessário. Em casos de sinistros, apresentam departamentos de compliance, jurídico e de seguros para assumir eventos, como parte de um processo de responsabilização.

O segundo item, refere-se à implantação de um sistema de controles internos de detecção e monitoramento, auditável, capazes de identificar anomalias, divergências e desvios fora do padrão. Esses devem ser questionados por aqueles que os gerenciam, informado, a contento, às lideranças e ao corpo diretivo da organização. Devem ser investigados, com minúcia, visando a correção, a prevenção e a melhor performance. Em casos de eventos, que haja planos ágeis de contingência e de gestão de crises efetivos.

O terceiro item é a contratação de seguros específicos. Empresas em transição de porte, se tornam cada vez mais complexas. Nessas circunstâncias, devem formalizar um mapa de riscos estratégico, tático e operacional, identificando e mensurando seus impactos e probabilidades, visando adquirir apólices de seguros correspondentes, em seguradoras de primeira linha, de forma a atingir os seus objetivos estratégicos, sem grandes percalços. Organizações devem buscar o compartilhamento de seus riscos mais críticos, de forma específica e compatível ao tamanho da operação, como riscos de responsabilidade civil, ambiental, fiscal, danos à propriedade, interrupção dos negócios, lucro cessantes, riscos de saúde e segurança, de terceiros, FLEXA, D&O, E&O, etc, de forma que os proteja de eventos de grande monta. São tipos de seguros que cujos prêmios tendem a ser um pouco mais caros, porém são capazes de abranger um leque maior de cobertura, correspondente à natureza das operações, do volume de atividades, processos e pessoas envolvidas. 

É importante ressaltar que, eventos dessa natureza, como no caso da Backer, raros de acontecer, são conhecidos no mercado, como “Black Swans” ou “Cisnes Negros”. Trata-se de um termo designado para eventos de baixíssima probabilidade, porém com altíssimo impacto, incluindo danos à imagem e a reputação. Rompimentos de barragens, quedas de grandes aeronaves, catástrofes, são classificados como Black Swans. E aqui está um elemento chave do negócio: a reputação. Algo difícil de construir e, quando fragilizado, torna-se difícil a sua reconquista. É na reputação que está credibilidade de toda organização. Nesse caso, a Backer, vem passando por esse processo, de forma lenta e gradual, buscando sair da uma recuperação judicial, iniciada em 2023. A empresa busca se manter de pé, para indenizar vítimas, corrigir os erros do passado e recuperar a saúde econômica e financeira e, sobretudo, a sua reputação.

Durante esse processo de ajuste de rota, observa-se que a cervejaria mineira mudou o design, a logo e os rótulos de seus produtos. Está revendo seu propósito, seus valores, no sentido de reaver a sustentabilidade do negócio, contribuindo econômica e socialmente para o estado e à população, gerando empregos e renda no mercado de cervejas artesanais.


Nas gôndolas dos supermercados, o que se vê é a presença dos estilos que marcaram a empresa, em seus tempos áureos: a famosa Capitão Senra, nos estilos Amber Lager e Session IPA; a Tommy Gun, uma Double IPA premiada; a Pele Vermelha, uma IPA com cascas de laranja da linha Exterminator; a famosa Medieval, uma Belgian Ale e as que fundaram a empresa, como Backer Pilsen e Backer Pale Ale e a novidade Backer sem Álcool. Na fábrica, mais precisamente no Templo Cervejeiro, o Valle Gastronômico tem sido gerenciado pelo jovem Lucas e seu time de frente, apresentando, com cordialidade, chopes bem servidos e petiscos, além de pratos saborosos e sobremesas feitas com muito esmero. Os fãs da marca e os adeptos à cerveja, buscam prestigiar a empresa visitando o Valle Gastronômico sempre que oportuno, em busca de um copo gelado e uma espuma cremosa, daquela que foi considerada, no ano de 2019, a melhor cervejaria das Américas, pela Copa de Cervezas de América, no Chile.

Vida que segue. Sucesso à Backer em suas atribuições, responsabilizações e projetos.

BrewDog Destilaria

 


BrewDog encerrará sua divisão de destilação

A cervejaria artesanal anunciou o encerramento gradual das atividades da BrewDog Distilling Co nos próximos meses.

A cervejaria artesanal BrewDog anunciou o fechamento de sua destilaria. A BrewDog Distilling Co. encerrará suas operações "nos próximos meses", confirmou a empresa. As marcas de destilados da BrewDog, que incluem o gin Lone Wolf, a vodka Abstrakt, a tequila Casa Rayos e o rum Ron Bodega, serão descontinuadas. O primeiro whisky single malt da destilaria estava em produção — em entrevista à Whisky Magazine em 2025, o então diretor administrativo da BrewDog Distilling Co., Steven Kersley, confirmou que o whisky chegaria às prateleiras em 2026.

Kersley deixou a empresa em outubro de 2025, após a saída do cofundador da BrewDog e CEO da BrewDog Distilling, Martin Dickie, em agosto.

A BrewDog acrescentou que o fechamento de sua divisão de destilação não afetará sua linha de coquetéis prontos para beber Wonderland.

Um porta-voz da BrewDog disse: "Após cuidadosa consideração, tomamos a difícil decisão de interromper a produção de nossas marcas de destilados, com exceção dos coquetéis Wonderland. Isso nos permitirá aprimorar nosso foco e concentrar nossos esforços em nossa cerveja e no crescimento contínuo da Wonderland. Estamos incrivelmente orgulhosos do que a equipe da destilaria construiu e queremos agradecer a todos que trabalharam, contribuíram e apoiaram o negócio de destilação ao longo dos anos."

A BrewDog foi fundada na Escócia, em 2007, pelos amigos de escola Martin Dickie e James Watt, começando como uma cervejaria artesanal. A destilaria Lone Wolf, como era inicialmente conhecida a divisão de destilação da BrewDog, foi inaugurada em 2015, e a BrewDog Distilling Co. foi fundada no ano seguinte. Veja o filme deles, a seguir:


Fonte e saiba mais em: BrewDog to close distilling arm | Whisky Magazine

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Fábrica de Garrafas Ambev

 

Do Grão ao Gole: Ambev investe R$ 1 bilhão em nova fábrica de garrafas de vidro no Paraná

A Ambev (ABEV3) inaugura nesta segunda-feira (15) uma fábrica de garrafas de vidro em Carambeí (PR), dedicada à produção de embalagens para cervejas premium — o segmento que mais cresce no país. Com investimento de R$ 1 bilhão, a unidade marca um passo estratégico: o Paraná se torna o primeiro estado a concentrar todas as etapas da produção cervejeira da companhia.

Inicialmente, a planta produzirá garrafas verdes utilizadas nos rótulos Stella Artois (regular e sem glúten) e Spaten puro malte. Mas a capacidade instalada vai muito além: até 600 milhões de garrafas long neck e 600 ml por ano, incluindo marcas como Corona, Original e versões sem álcool, como Corona Cero e Bud Zero.

O movimento acompanha o avanço do portfólio premium da Ambev, que cresceu 200% desde 2019. No terceiro trimestre de 2025, a companhia consolidou a liderança nesse mercado.

“O Paraná é estratégico para nós. Temos campos de cevada, fábricas, centros de distribuição e milhares de colaboradores que trabalham todos os dias para entregar os melhores produtos e serviços aos paranaenses”, afirma Carlos Lisboa, CEO da Ambev.


Com a nova unidade, o estado passa a reunir maltaria, cervejaria, fábrica de refrigerantes e de latas — um ecossistema completo e sustentável. Além de abastecer o Paraná, a produção atenderá Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro, onde está a outra fábrica de vidros da companhia.

Nos últimos três anos, a Ambev investiu R$ 10 bilhões no Brasil. O aporte no Paraná faz parte de um plano de R$ 2,5 bilhões em 13 anos.

“Esse investimento é um marco na nossa história e reforça nosso compromisso com o setor, a economia e o país, atendendo cada vez melhor nossos consumidores”, completa Lisboa.

Fonte: Ambev investe R$ 1 bilhão em fabrica de garrafas de vidro no Paraná

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

J&F e Grupo Petrópolis

 


Banco da família Batista empresta R$ 328 milhões para Grupo Petrópolis

Por Fábio Matos, do Metrópolis

Banco Original, controlado pela J&F, (mais conhecida pela marca Friboi) fará um financiamento de R$ 328 milhões para socorrer o Grupo Petrópolis, dono de Itaipava e Petra

O Banco Original, controlado pela J&F Participações, da família Batista, fará um financiamento de R$ 328 milhões para socorrer o Grupo Petrópólis, dono das cervejarias Itaipava e Petra, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.

A transação será no modelo “debtor-in-possession” (DIP) – “devedor em posse”, em tradução livre para o português. O financiamento é considerado “imprescindível para manter a continuidade dos negócios e a oxigenação do caixa” do grupo e foi concluído na virada do ano.

O DIP é uma operação comum para negócios em recuperação judicial, como o da Petrópolis, e pode ser fechado com acionistas de uma empresa, credores ou terceiros.

Ainda de acordo com o Jornal Valor, a cervejaria do grupo registrou queda de 35% nas vendas no período entre janeiro e setembro do ano passado, acumulando um prejuízo de R$ 933 milhões. As perdas totais da companhia bateram R$ 1 bilhão.

Meus grifos: entendo que pode ser uma luz no fim do túnel para a família Faria e uma estratégia de entrar em um segmento que os irmãos Batista ainda não estão presentes. O "churrasco com cerveja" pode ter solução no futuro. 

Fonte: https://www.metropoles.com/negocios/banco-da-familia-batista-empresta-r-328-milhoes-para-grupo-petropolis

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Mercado de Sucos



Sucos Do Bem recebe um "Tial" da Ambev

A marca nacional de sucos sem conservantes Tial comprou a marca Do Bem, da Ambev, como apurou o site da Brazil Journal. O feito representa a primeira aquisição da história da Tial, que é líder de mercado em Minas Gerais, pertencente ao Grupo Pif-Paf Alimentos e a família de Victor Wanderley, atual CEO da empresa. O valor da aquisição não foi revelado.

A transação inclui a propriedade intelectual da marca e os equipamentos da Do Bem que estavam em fábricas da Ambev, que devem ser transportados para a fábrica da Tial em Visconde de Rio Branco (MG). Com isso, a capacidade fabril da empresa deve aumentar em 65% até 2026.

A Do Bem foi fundada em 2009 por Marcos Leta e comprada em2016 pela Ambev, que contratou o Santander para vender o ativo, já que a Do Bem cresceu pouco e ficou pequena no portfólio da gigante das bebidas.

A Brazil Journal mencionou que o CEO da Tial, Victor Wanderley, disse que as duas marcas se complementam, uma vez que a Tial é voltada para a família e a Do Bem tem um perfil premium e voltado para o público jovem.

Outra ideia é usar a marca para ingressar em outras categorias, lançando produtos funcionais, chás, infusões, bebidas energéticas e alternativas vegetais. 

Meus grifos: o mercado de sucos vem sofrendo transformações interessantes. A inglesa Britvic comprou Sucos Maguary, a Da Fruta e Bela Ichia, todas empresas familiares. A Coca-Cola, havia adquirido décadas atrás a famosa Del Valle e a Mate Leão, como forma de ampliar o porfólio de produtos e mitigar os riscos de perdas de consumo na linha de refrigerantes, considerados menos saudáveis. A Coca ainda comprou a Cervejaria Therezópolis, que entre as estratégias internas, acredito que visa a melhorar o seu SKU logístico dentro da sua malha de distribuição. (Carregar água com bolinhas é muito caro e cerveja compensa esse custo). Em suma: gigantes sempre testando meios de ampliar os horizontes e caminhjos contra os riscos e, consequentemente, buscando melhor posicionamento de market share. (Aliás, disse que no ano de 2024 mix era a bola da vez, e isso, ao meu ver continua. Basta ver o que tem nas gôndolas disponíveis nos supermercados.Os hipermercados já eram.)

A compra da Do Bem pela Ambev anos atrás, foi uma estratégia de ampliar o leque nesse mercado. Entretanto, imagino que uma megacompanhia como a Ambev não trabalha mais com tanques de pequeno e médio portes. São necessários muitos hectolitros para enchê-los e mantê-los em plena gestão de estoques. O maquinário da Corporação é muito maior, em termos de volume, e toda linha merece sua devida atenção, como distribuição, marketing e propaganda, além de promoção de vendas. Dar um tial, ou seja desmobilizar o ativo, talvez seja uma estratégia do bem para a empresa.

Por alto lado, para a Tial é um passo importante no segmento ao qual essa atua por décadas e cujo mercado vem sendo aos poucos dominado por empresas de capital estrangeiro. Crescer para a Tial não é um desejo ou vontade; é uma obrigação. 

Desejamos boa sorte a nossa mineira Tial e a Victor Wanderley, já que o CADE aprovou a decisão.

Fonte: https://bpmoney.com.br/negocios/tial-compra-do-bem/

https://braziljournal.com/tial-compra-do-bem-da-ambev-e-quer-faturar-r-1-bi/?utm_source=Brazil+Journal&utm_campaign=a67360eee3-news-07012025-1-_COPY_03&utm_medium=email&utm_term=0_850f0f7afd-a67360eee3-427709485 

sábado, 7 de dezembro de 2024

Goose Island Brasil

 Ambev fecha Goose Island Brewpub em São Paulo

Por Calos Felipe Freitas, Catalisi

Ambev decide encerrar brewpub da Goose Island no Brasil mostrando redirecionamentos no segmento de cerveja artesanal da gigante

O brewpub da Goose Island em São Paulo fechou suas portas após 8 anos, marcando um redirecionamento da marca no Brasil que pertence a gigante Ambev numa linha que acompanha outras mudanças recentes em cervejariasartesanais no país.

Com um comunicado em suas redes socias realizado de forma súbita, a casa localizada na capital paulista será assumida por um negócio não vinculado a Ambev, enquanto a marca Goose Island passará focar exclusivamente em distribuição no Brasil.

Fonte: https://catalisi.com.br/ambev-fecha-brewpub-goose-island-brewhouse-em-sao-paulo/?utm_campaign=shareaholic&utm_medium=whatsapp&utm_source=im


domingo, 10 de novembro de 2024

Dado Bier 2024

 


Dado Bier encerra produção própria de cerveja e cancela projeto de nova fábrica no RS

Por Carlos Felipe Freitas

Cervejaria pioneira do mercado de cervejas artesanal do Brasil muda seu foco para produção 100% terceirizado e desiste de construção de nova fábrica

A cervejaria artesanal gaúcha Dado Bier comunicou que irá realizar uma reformulação profunda em seu modelo de negócios encerrando sua produção própria de cervejas que passará a ser 100% terceirizada.

Uma das pioneiras do mercado de cerveja artesanal brasileiro, a Dado Bier através dessa mudança acaba por desistir de um grande projeto de expansão que contaria com construção de nova fábrica mirando em crescimento no grande varejo.

Com a grande mudança do seu modelo de negócios, a Dado Bier que conta com produção ao redor de 30 milhões de litros por ano vai encerrar seu braço de produção própria e vai passar a ter toda a sua produção tercerizada.

Parte da produção da Dado Bier já era terceirizada em Toledo (PR), Santa Maria (RS) e Leme (SP), principalmente para auxiliar em momentos de pico de demanda e otimizar a logística de distribuição da empresa, a produção própria da Dado Bier era localizada no interior do Rio Grande do Sul.

A Dado Bier desde de 2020 tinha um grande plano de expansão com a construção de uma nova cervejaria na cidade de Três Cachoeira (RS), um investimento de mais de R$ 100 milhões, que tinha o objetivo de dobrar a produção da cervejaria e reforçar suas vendas no segmento do grande varejo atacando a região sul e sudeste, o que fazia parte da grande estratégia da empresa.

Desde a pandemia a cervejaria havia atrasado o cronograma de construção da nova fábrica e agora com a mudança de seu modelo anunciou definitivamente a desistência, comunicando que irá vender o terreno adquirido.

A Dado Bier é uma das pioneiras do mercado de cerveja artesanal do Brasil tendo sido inaugurada em 1995, um momento onde o mercado de cerveja artesanal no Brasil era praticamente inexistente, e bebeu de muitas inspirações presentes no mercado norte-americano da época que estava em ebulição.

Diferente de cervejarias que iniciaram trajetória naquele período como Eisenbahn, Baden Baden ou Colorado, a Dado Bier se manteve independente, não sendo adquirida por nenhum dos gigantes grupos cervejeiros presentes no Brasil. Caso fosse uma cervejaria norte-americana a Dado Bier se enquadraria como uma cervejaria artesanal de acordo com a classificação da Brewers Association.

No início de sua trajetória a Dado Bier utilizava um modelo de negócios muito diferente para o período tendo uma espécie de rede de brewpubs em diferente locais do país como São Paulo e Rio de Janeiro, além do Rio Grande do Sul, que também funcionavam como casas noturnas gerando demanda para as suas cervejas.


A Dado Bier também está fechando o Food Hall no Shopping Boubon Country em Porto Alegre onde investiu R$ 10 milhões para abrigar uma nanocervejaria em 2020 onde fornecia cerveja fresca junto a um projeto gastrônomico com restaurantes. Para além do Food Hall, a Dado Bier contava com uma operação no shopping de mais de 20 anos.

Dado Bier migra para modelo de produção 100% terceirizado

A Dado Bier concentra vendas no varejo contando com 17 rótulos onde os carros chefe são as cervejas Lager, IPA e Weiss também disponíveis em lata, além de garrafa.

A cervejaria gaúcha negociou direitos de produção com a empresa do Uruguai (país onde a marca possui também vendas) Las Acacias, esta companhia foi adquirida pela empresa brasileira M. Dias Branco a cerca de dois anos.

Fonte: https://catalisi.com.br/dado-bier-encerra-producao-propria-de-cerveja-e-cancela-projeto-de-nova-fabrica-no-rs/ 

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Os 8 pilares das novas marcas cervejeiras de sucesso


Mapa Cervejeiro lança Ebook para Empreendedores

Conheça as características mais transformadoras das novas marcas cervejeiras de sucesso

Todos os empreendedores cervejeiros querem ter sucesso em seus empreendimentos, seja através da marca pessoal ou corporativa. Mas, grande parte destes empreendedores ainda não percebeu ou tomou consciência do potencial e das possibilidades que o mercado cervejeiro oferece.
 
É notório que uma parte dos empreendedores consegue alcançar o êxito em seus negócios devido a perfis comportamentais e ações específicas ao empreender no setor cervejeiro. Outra parte não consegue gerir seus empreendimentos adequadamente, mantendo seus negócios em "pilares" frágeis. Sendo assim, nos perguntamos: Quais são os segredos ou métodos que os empreendedores de sucesso desenvolvem em suas marcas cervejeiras?

Com a análise de dados quantitativos e qualitativos, o Mapa Cervejeiro inicia uma série de ações com conteúdos diversos, lançando inicialmente o EBOOK - 8 PILARES DAS NOVAS MARCAS CERVEJEIRAS DE SUCESSO onde são destacadas as forças que regem a atividade empreendedora cervejeira de marcas de sucesso. Em mais de 10 anos de atividade no setor, acompanhei de perto o crescimento de várias marcas cervejeiras no Brasil, encontrando 8 características comuns a todas elas. 

Com o mercado em ascensão e com os dados que pesquisamos, queremos compartilhar nossa avaliação e análise sob perspectivas ainda não exploradas e observadas com mais critério pelo mercado. Uma das nossas propostas é mostrar a configuração dos polos cervejeiros, as mudanças no perfil do consumidor, as inovações e muitos outros aspectos que permeiam a movimentação da cadeia produtiva da cerveja em ambiente nacional e internacional. Com novas pesquisas, análise e avaliação de dados, temos condições de apresentar informações de alta relevância para o mercado com o intuito de potencializar o desenvolvimento sustentável do mercado da cerveja artesanal. Queremos ir além dos mapas geográficos dos empreendimentos cervejeiros. Não basta apresentarmos apenas a localização dos empreendimentos sendo que grande parte ainda não está preparada para o potencial econômico do turismo cervejeiro. Vamos acompanhar o mercado com ações que promovam reflexão e capacitação para uma tomada de decisão mais assertiva por parte dos empreendedores, investidores e aspirantes. 

O lançamento deste ebook fortalece esta nova fase e proposta do Mapa Cervejeiro. 

O Ebook pode ser baixado gratuitamente no site do Mapa Cervejeiro através do link: http://www.mapacervejeiro.com/empreendedores.

Esperamos que este conteúdo cumpra o papel de inspirar e promover uma reflexão na atividade empreendedora cervejeira. Acreditamos que este setor oferece possibilidades de construção de empreendimentos com pilares fortes, pautados em propósitos e ideais elevados, promovendo uma transformação e impacto em nosso entorno. O resultado desta construção sólida vale todo o empenho!

Nos vemos por aí!
Cindra Gomes
Mapa Cervejeiro

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cervejaria Wäls

Cervejaria Wäls é eleita a melhor do Brasil pelo maior ranking de cervejas do mundo

por Diana Figueiredo

A cervejaria Wäls foi eleita a melhor do Brasil pelo RateBeer, maior ranking cervejeiro do mundo. A empresa, de Belo Horizonte, produz cerca de 60 mil litros de cerveja a cada mês e, somente em 2016, lançou mais de 20 novas cervejas.

Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo. Hoje, temos uma equipe de cervejeiros que se destaca nos detalhes e faz a diferença no perfeccionismo Obrigado a cada consumidor que acredita no nosso trabalho, feito com dedicação e carinho — afirma José FelipeCarneiro, sócio e mestre cervejeiro da Wäls.

A Wäls e´única cervejaria brasileira a ganhar duas medalhas em uma mesma edição do World Beer Cup (ouro na categoria Belgian-Style Dubbel e prata na categoria Other Belgian-Style Ale). Para este ano, a novidade é a inauguração do maior centro de inovação cervejeira da América Latina, o Ateliê Wäls, que terá mais de 1.000 barris para aperfeiçoar a arte de envelhecer cerveja.

A cervejaria nasceu em 1999 e, ao inovar em sabores e estilos da bebida, ganhou reconhecimento internacional. Atualmente, é comandada pelos Irmãos Tiago e José Felipe.

Leia mais
: http://extra.globo.com/noticias/economia/cervejaria-wals-eleita-melhor-do-brasil-pelo-maior-ranking-cervejeiro-do-mundo-20849032.html#ixzz4XR0lCP1R

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ambev


A Ambev de Olho


por  redator chefe da revista Exame


A cervejaria Ambev, maior empresa do Brasil em valor de mercado, está de olho no segmento de sucos naturais. Como é de seu estilo, a empresa pretende crescer nesse nicho por meio de aquisições. 

Depois de vasculhar o mercado, a Ambev abriu negociações para a compra da carioca Do Bem. Fundada em 2007 pelo empresário Marcos Leta, a Do Bem fatura cerca de 200 milhões de reais vendendo sucos com apelo natural que custam 10% mais que os dos concorrentes. 

A aquisição marcaria a entrada da Ambev num segmento dominado por empresas como Coca-Cola e Britvic. No último ano, a Ambev acelerou sua diversificação ao comprar as cervejarias artesanais Colorado e Wäls. 

Procurada, a Do Bem nega qualquer negociação e a Ambev não comenta.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2016/02/25/a-ambev-de-olho-na-fabricante-de-sucos-do-bem/

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Industria Brasileira de Bebidas



Pernambuco terá uma nova cervejaria, com investimento de R$ 118,4 milhões

O polo cervejeiro de Pernambuco - integrado por grandes companhias do setor - vai ganhar um concorrente local. A IBBEB Indústria Brasileira de Bebidas vai investir R$ 118,4 milhões na implantação de uma fábrica no município de Igarassu, no Grande Recife. 

Comandado pelo empresário Carlos Pessoa de Queiroz - com expertise no setor sucroalcooleiro -, o empreendimento tem previsão para começar a operar em 2018, com a geração de 225 empregos. O anúncio foi feito ontem, durante a quarta e última reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), que aprova incentivos fiscais para projetos no Estado.

“A ideia dos investidores é antecipar a comercialização do produto para tornar a marca conhecida antes da instalação da indústria. A empresa está fazendo estudo de localização para identificar as plantas de cerveja no Nordeste que podem ser parceiras na terceirização da produção. Se for fechada a parceria, a proposta é iniciar as vendas no segundo semestre de 2016”, observa o consultor Marcio Borba, responsável pelo projeto.

A proposta da IBBEB é fabricar, cerveja, chope, refrigerante e outro dez tipos de bebidas. A aposta inicial será na cerveja, que teve a marca batizada de Umma. A indústria terá capacidade para produzir 1 milhão de hectolitros de cerveja e chope e 1 milhão de hectolitros de refrigerantes. Quando estiver em plena operação, a planta terá faturamento R$ 463 milhões. Os 225 empregados serão contratados na fase de teste para a implantação, prevista apenas para 2016. A empresa ainda não informa quais são as categorias profissionais, mas as indústrias do setor costumam contratar operadores de máquinas e pessoal de logística e de vendas.

Márcio Borba conta que o projeto vinha sendo estudado desde 2011 e que só saiu do papel quando foi concluída a estrutura de capital. A concorrência é acirrada no setor cervejeiro, com pesados investimentos em marketing e tecnologia. A última cervejaria pernambucana que tentou competir nesse mercado foi a Frevo, que acabou fechando. A IBBEB ainda não informou qual será seu posicionamento de mercado. O produto vai começar sendo vendido em Pernambuco e depois chega aos demais Estados do Nordeste.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, comemorou o resultado do ano, apesar do cenário adverso. “Aprovamos R$ 620 milões em projetos e atraímos outros que ainda vão passar pelo Condic, a exemplo da Unilever e da Mineradora Floresta”, destaca.


terça-feira, 13 de outubro de 2015

SABMiller e ABInbev


Fusões e Aquisições: SABMiller aceita oferta de compra da AB InBev por US$ 109 bi

por AFP
A britânica SABMiller, número dois do mundo no setor de cervejas, aceitou a última oferta de compra da líder do setor, a AB InBev, de capital belga e brasileiro, pelo equivalente a 109 bilhões de dólares (96 bilhões de euros), uma das maiores aquisições da história.
O grupo com sede em Londres explicou que o Conselho de Administração alcançou um acordo com a AB InBev, segundo qual a empresa número um do mundo pagará por cada ação da SABMiller por 44 libras esterlinas, o que eleva o valor da companhia britânica a 71,2 bilhões de libras (109 bilhões de dólares).
Se a transação for concretizada como o previsto, o novo grupo incluirá as marcas de cerveja americana Budweiser e belga Stella Artois, pertencentes à AB InBev, assim como a italiana Peroni, a tcheca Pilsner Urquell e a holandesa Grolsch da SABMiller.
Com esta compra bilionária, a AB InBev abre caminho na África, particularmente na África do Sul, onde a SABMiller nasceu há 120 anos. Se ao valor da compra for adicionada a dívida do grupo, a SABMiller fica avaliada em quase 80 bilhões de libras (122 bilhões de dólares, 108 bilhões de euros).
O preço de compra representa uma valorização de 50% na comparação com a cotação do título em 14 de setembro, antes dos boatos sobre uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) que elevaram o preço, destacou o Conselho de Administração da SABMiller.
Para obter o acordo, a AB InBev teve que aumentar quatro vezes sua oferta, recorda o Conselho em um comunicado.
Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/sabmiller-aceita-oferta-compra-ab-inbev-us-109-091658596--sector.html

domingo, 14 de junho de 2015

Cervejaria Colorado em expansão



Estratégia de mercado: Cervejaria Colorado

Saiu em um jornal local de Ribeirão Preto:

Produção em Massa

A Cervejaria Colorado vai anunciar, em breve, uma parceria que alavancará a produção de cerveja artesanal. Burburinhos apontam que a negociação estaria sendo feita com a Ambev que está de olho nesse método de produção caseiro e em fevereiro fechou parceria com a Cervejaria Wäls, de Belo Horizonte. O cervejeiro Marcelo Carneiro não descartou a negociação, mas afirmou à coluna que está "namorando" com outros investidores, não só do ramo cervejeiro.

Produção 2

Marcelo Carneiro adiantou que a negociação está nos trâmites finais e que o anúncio ocorrerá em breve. A parceria visará aumentar a produção, que hoje fica entre 150 e 200 mil litros por dia, pela fábrica de Ribeirão Preto e a terceirizada de Piracicaba. Segundo ele, o acordo irá, no mínimo, dobrar a produção, para que a Colorado possa chegar a regiões em que ainda não está presente e expandir para a exportação.

Produção 3

E por falar na exportação da Coloração, a cervejaria acabar de fechar negociação com a Suíça - já estava presente no Estados Unidos e na França. A fábrica enviará, ainda nesse mês para o país, um container com quase mil caixas de cervejas. A negociação foi acertada no mês passado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Expansão em Cervejarias: Wäls e Bohemia

Vídeo que explica um pouco da nova sociedade entre as cervejarias Wäls e Bohemia

A união estratégica entre a cervejaria mineira Wäls e a Bohemia configurou uma das mais importantes alianças estratégicas do mercado de cervejas especiais no Brasil. Realizada sob o modelo de joint venture por meio da Ambev, a fusão societária combinou a infraestrutura, a tradição e o pioneirismo histórico da Bohemia com a inovação, a ousadia e o prestígio artesanal da Wäls. 

Essa parceria permitiu a troca de tecnologias e a criação de laboratórios de inovação compartilhados, impulsionando a distribuição das cervejas premium no país sem que a marca mineira perdesse sua identidade criativa.

Foto: IA.

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