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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Diageo fecha Guinness

 

O Último Gole em Maryland: Por que a Diageo está fechando a icônica cervejaria da Guinness em Baltimore?

O mercado global de bebidas foi surpreendido com o anúncio oficial da gigante de destilados e cervejas Diageo: a Guinness Open Gate Brewery, localizada em Halethorpe, na região metropolitana de Baltimore, fechará permanentemente suas portas ao público no dia 1º de novembro de 2026. (Em setembro passado, a Sapporo fez o mesmo com a Stone Brewery na Califórnia.)

Inaugurado em agosto de 2018, com um investimento inicial estimado em US$ 90 milhões, o complexo marcou o retorno histórico da produção da Guinness ao solo americano após mais de 60 anos. Em seus oito anos de funcionamento, o espaço tornou-se um verdadeiro ponto turístico da marca, recebendo mais de 2 milhões de visitantes e desenvolvendo mais de 700 receitas experimentais de cerveja.

O encerramento total das atividades da Guinness em Baltimore não aconteceu da noite para o dia. Na verdade, a Diageo já vinha reduzindo a operação no local: em 2023, a empresa encerrou as atividades de fabricação em larga escala na unidade, demitindo cerca de 100 funcionários e transferindo a produção de rótulos locais (como a Baltimore Blonde) para Nova York. O espaço vinha operando majoritariamente como um polo de hospitalidade (taproom, restaurante e visitação à fábrica experimental).

De acordo com comunicados oficiais da companhia, os principais fatores para a decisão foram o  aumento dos custos operacionais, ou seja a inflação global na cadeia de suprimentos e o encarecimento da manutenção de estruturas físicas massivas tornaram a unidade economicamente insustentável. Outro motivo foi a mudança nas preferências dos consumidores: há uma transformação clara no mercado norte-americano, puxada pela moderação no consumo de álcool e pela busca por alternativas funcionais ou sem álcool (Sober Curious) e, por fim a revisão de Portfólio e prioridades comerciais. Após uma análise minuciosa de supply footprint, a Diageo concluiu que o modelo de operação em Baltimore não justificava a alocação de longo prazo.

Como parte de sua saída responsável da comunidade, a empresa anunciou a criação de um fundo comunitário de US$ 250.000 para apoiar organizações locais de hotelaria e capacitação econômica em Baltimore.

Expectativas da Empresa para os Próximos Anos: Eficiência e Foco Global


O fechamento de Baltimore reflete uma estratégia corporativamuito maior e mais ambiciosa por parte da Diageo. Diante de desafios no volume de vendas em mercados críticos da América do Norte, a holding traçou um plano claro para os próximos anos:

• Plano Bilionário de Eficiência: A Diageo anunciou uma meta de reestruturação para economizar cerca de US$ 1 bilhão em suas operações globais. A otimização de fábricas e o corte de excessos logísticos são as principais engrenagens desse plano para proteger as margens de lucro.

• Aposta no Sucesso da Guinness: Apesar do corte físico, a marca Guinness nunca esteve tão forte. Enquanto o setor de cervejas tradicionais oscila, as vendas globais da marca cresceram na casa dos dois dígitos nos últimos semestres. O foco futuro será canalizado onde a marca mais brilha.

• Foco no Mercado Sem Álcool: O grande motor de inovação do grupo tem sido a Guinness 0.0. Com as vendas dobrando na Europa, a empresa pretende direcionar grandes investimentos de marketing e distribuição para liderar a categoria global de cervejas sem álcool.

• Presença Consolidada nos EUA: O público americano não ficará desamparado. A Diageo mantém as operações de sua sofisticada Guinness Open Gate Brewery em Chicago (inaugurada em 2023 no West Loop), que passa a ser o único reduto oficial da marca nos Estados Unidos, além de manter seus emblemáticos pubs conceituais em Dublin e Londres.

O fim da era Baltimore é um lembrete vívido de que, mesmo para gigantes com séculos de tradição, a adaptabilidade e a eficiência operacional precisam ditar o ritmo em tempos de transformação econômica.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Cervejas Americanas


15 dias experimentando cervejas americanas


O mercado americano de cervejas é repleto de microcervejarias e cervejarias regionais que merecem ser exploradas. Conhecidos por usar lúpulos americanos, o país criou o seu próprio estilo de produção, voltado a busca de maior drinkability, rico em aromas. (Naturalmente, não se trata de um fator limitador, mas existe essa predominância.) As cervejas americanas são conhecidas pela sua diversidade e inovação. Aqui estão algumas características chave:

Estilo IPA (India Pale Ale): As IPAs americanas são famosas por seu forte sabor lupulado e amargor, com aromas de frutas cítricas e tropicais. Há também as APA - American Pale Ale, que utilizam lúpulos e maltes locais. 

Red Ale - São cervejas maltadas e, as vezes com notas de toffe e caramelizadas. Tomei no pacote das cervejas americanas a Diver Down, da Brew Hub. Trata-se de uma Imperial Red Ale de corpo médio-alto e teor alcoólico elevado que atinge 8% ABV. É uma cerveja que se destaca por ser encorpada e maltada, com uma tonalidade rubi profunda e um final de lúpulo marcante, equilibrando doçura caramelada com amargor. É uma Red Ale extremamente maltada o que dá o título de Imperial.

 Lagers: As lagers americanas, como a American Light Lager, são leves e refrescantes, com menor teor alcoólico. São as mais populares nos Estados Unidos, sobretudo para consumo de massa, em larga escala.

Sour Ales: Estas cervejas têm um sabor ácido, muitas vezes com notas frutadas, e estão se tornando cada vez mais populares.

 Stouts e Porters: São escuras, ricas e frequentemente têm sabores de café e chocolate. Há muitos fabricantes que gostam de produzir cervejas escuras para acondicioná-las posteriormente em barricas de madeira, atenuando a sua idade, consistência que envolve aromas e sabores. 
Tomei uma 420 Strain American Stout da SweetWater Brewing Co., lançamento limitado, incrível. A cor marrom bem escura para preta, achocolatada e um aroma surpreendente. São usados 3 lúpulos (entre eles o Bravo e o Willamette) e dry hopping de Ducth Chocolate além de malte torrado, resultando em uma mistura sonhadora de sabores de dar água na boca: frutas tropicais ao inspirar, café ao expirar, chocolate ao redor do palato.

Nessa escola americana de cervejas, tive momentos bacanas que passei nos Estados Unidos experimentando e conhecendo novidades cervejeiras, com muito sabor e cremosidade. Interessante foram as embalagens: packs de uma mesma marca com estilos diferentes, em forma de combo e rótulos curiosos que unificam 2 a 3 latas de cervejas. O mercado americano de cervejas é curioso. Valeu conhecer!


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Samuel Adams HeliYum


Samuel Adams e Cerveja Que Te Deixa Com a Voz Fininha

Samuel Adams com gás Hélio! Bacana! Samuel Adams with Helium gas! Amaizing...and funny!

A Samuel Adams é uma das cervejarias mais icônicas dos Estados Unidos, considerada a grande pioneira da revolução da cerveja artesanal americana. Fundada em 1984 por Jim Koch em Boston, Massachusetts, a marca nasceu na cozinha do fundador. Ela surgiu como uma resposta direta às cervejas industriais de massa da época, que eram consideradas leves e sem sabor.

O nome celebra Samuel Adams, um dos Pais Fundadores dos EUA e líder da independência americana. Ele também herdou uma produção de malte de seu pai em Boston. Para fazer a tradicional Samuel Adams Boston Lager, Jim Koch utilizou uma receita de 1860 desenvolvida por seu tataravô, Louis Koch.

A História por trás do Mito

A Pegadinha: No dia 1º de abril de 2014, Jim Koch (fundador da cervejaria) gravou um vídeo promocional super sério. Ele apresentava a HeliYUM, uma cerveja revolucionária infundida com gás hélio. No vídeo, ao tomar um gole, Jim começava a falar com aquela voz fina e estridente clássica de quem inala o gás de balões de aniversário, descrevendo as notas da cerveja.

O vídeo viralizou de tal forma que milhares de entusiastas procuraram bares e lojas nos EUA tentando comprar o produto fictício, ou seja não passou de uma brincadeira, uma pegadinha de cerveja.

Por que a cerveja com Hélio é cientificamente impossível?

Muitos vídeos editados na internet continuam enganando as pessoas, mas existem razões químicas simples pelas quais ela não pode ser fabricada:

Insolubilidade: Ao contrário do gás carbônico (CO₂) ou do nitrogênio (N₂), o hélio não se dissolve em líquidos. Se você tentasse injetá-lo na cerveja, ele escaparia instantaneamente assim que a garrafa fosse aberta.

Biologia da Voz: Para mudar o tom da sua voz, o hélio precisa estar presente nas suas cordas vocais e no seu sistema respiratório. Quando você bebe algo, o líquido vai direto para o sistema digestivo, o que nunca causaria o efeito da voz fina.


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