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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Carlsberg em Expansão

Carlsberg Group expande parceria estratégica com a PepsiCo para mercados do Cáucaso do Sul

Cervejaria adquire operações de engarrafamento na Geórgia e na Armênia, ampliando sua presença internacional e consolidando portfólio de múltiplas bebidas.

Carlsberg Group anunciou a expansão de sua aliança de longo prazo com a PepsiCo, assumindo as operações de engarrafamento e distribuição de bebidas nos mercados da Geórgia e da Armênia. O movimento estratégico ocorre logo após a recente expansão das empresas para o Azerbaijão e reforça o compromisso de ambas as corporações bilionárias em otimizar e ampliar sua atuação global conjunta.

Por meio deste novo acordo, a Carlsberg passará a gerenciar a produção, venda e distribuição do portfólio de refrigerantes e bebidas não alcoólicas da PepsiCo na Geórgia e na Armênia. Com a integração, os acordos de engarrafamento entre as duas companhias alcançarão a marca de 17 mercados globais.

Robustez Financeira e Escala Global

A ampliação da parceria conecta duas das maiores potências do setor de bens de consumo do mundo, cujos balanços financeiros demonstram forte capacidade de investimento e capilaridade de mercado:

• PepsiCo: A gigante norte-americana de alimentos e bebidas registrou um faturamento (receita líquida) anual de US$ 93,92 bilhões em seu último balanço fiscal consolidado, acumulando uma receita nos últimos doze meses (TTM) de US$ 96,90 bilhões.

• Carlsberg Group: A tradicional cervejaria dinamarquesa reportou um faturamento global anual de 89,09 bilhões de coroas dinamarquesas (DKK) — o equivalente a aproximadamente US$ 13,48 bilhões —, impulsionado pelo crescimento em volumes e aquisições estratégicas. Ou seja: o Elefante é bruto.

O plano de expansão operacional está estruturado conforme as seguintes janelas temporais:

  • Geórgia e Armênia: Entrada imediata nos mercados operacionais da Carlsberg assim que forem concluídas formalmente as aquisições dos ativos locais (como a Iberia Refreshments e a JI Pepsi Cola Bottler Armenia) e obtidas as aprovações regulatórias.
  • Azerbaijão: Integração oficial ao modelo operacional a partir de 2027.
  • Dinamarca, Finlândia e Países Bálticos: Início das operações sob o novo modelo de distribuição programado para 2029.

"Este é mais um passo importante na nossa jornada com múltiplas bebidas da Pepsi", declarou Jacob Aarup-Andersen, CEO Global do Carlsberg Group. "Estamos expandindo nossa parceria para construir um portfólio robusto e diversificado, criando oportunidades empolgantes de crescimento e eficiência em nossa cadeia logística nesses novos territórios".

Foto: IA/Divulgação Carlsberg. 

Saiba mais: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/10/05/carlsberg-compra-engarrafadoras-da-pepsico-na-gergia-e-armnia.ghtml

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

White Horse e a Estratégia De Mercado 2026

 

A Cultura do "Copão" e a Estratégia de Ouro: Por que o Mercado de Destilados Está Invertendo a Lógica Tradicional para Atrair Jovens Consumidores

Esqueça aquela imagem clássica do uísque apreciado em copos de cristal por senhores de terno em salas silenciosas. Hoje, a realidade dos destilados no Brasil pulsa no ritmo das adegas de bairro, dos festivais urbanos e dos "copões" com gelo de coco saborizado. De olho nessa mudança radical de comportamento, gigantes do mercado decidiram quebrar as regras de etiqueta tradicionais. O maior exemplo disso é o movimento recente da Diageo, que anunciou a duplicação da sua verba de marketing para o icônico whisky White Horse (o mesmo vale para o Old Par) com um alvo muito bem definido: o consumidor jovem.

A estratégia escancara um novo momento econômico e cultural. Enquanto o consumo global de uísque escocês tradicional enfrenta desafios de estoque e flutuações de demanda na Europa e nos Estados Unidos, o Brasil caminha na contramão. O país consolidou-se como um dos maiores e mais estratégicos mercados de destilados do mundo, impulsionado por um consumo que une democratização e criatividade.

Do Tradicional kilt ao Ritmo das Batalhas de Rima


O segredo por trás do investimento maciço na marca reside na capacidade de se misturar. A nova campanha de White Horse planeja alcançar mais de 10 milhões de pessoas inicialmente em São Paulo, marcando forte presença em festivais que ditam tendências de comportamento, como o Afropunk e o Tropicadélia. A comunicação deixa de lado a formalidade escocesa e passa a focar em intervenções de moda e street art — promovendo, inclusive, releituras do clássico kilt sob a ótica da rica cultura urbana brasileira.

Para dialogar de igual para igual com as classes A, B e C, a marca escalou mestres de cerimônia oriundos das batalhas de rima e DJs da cena eletrônica e do funk. A mensagem é clara: o uísque é para todos, em qualquer lugar e a qualquer hora.

O Fenômeno das Adegas e a Engenharia do Gelo

A virada de chave para essa aproximação geracional não aconteceu da noite para o dia. Ela começou a ganhar força com parcerias cirúrgicas com marcas de gelo para drinks. O lançamento de gelos

específicos para o preparo do famoso "Copão" superou todas as expectativas comerciais da companhia, batendo a meta de um milhão de unidades vendidas meses antes do esperado. Agora, o plano de expansão mira o coração do consumo popular brasileiro: as adegas de rua. Com mais de 20 mil adegas espalhadas pelo Brasil, o objetivo da marca é abastecer agressivamente estes canais, começando pelo mercado paulista antes de nacionalizar a distribuição em larga escala. É o reconhecimento definitivo de que a jornada do consumidor mudou — as pessoas estão bebendo em mais ocasiões, experimentando novos formatos de coquetelaria e exigindo produtos acessíveis que conversem com suas realidades cotidianas.

Para empresas focadas em inovação, branding e comportamento de consumo como aqueles que frequentam o blog Ave César Co. o movimento do Whisky White Horse (me lembrou a música Flash House) deixa uma lição valiosa: o sucesso comercial não está em tentar mudar o gosto do jovem cliente, mas sim em adaptar sua marca histórica para caber perfeitamente no copo — e no estilo de vida — dele.

Para lembrar, veja a antiga propaganda desse famoso destilado visando a sua popularidade nos bares.

Foto: IA/Divulgação Diageo (WH).

terça-feira, 23 de junho de 2026

Sucessão em Cervejarias

 

Do Café à Cerveja: O Brasileiro que Vai Comandar o Império Global da Heineken

A indústria global de bebidas acaba de testemunhar uma movimentação histórica. O conselho de supervisão da Heineken anunciou por unanimidade a nomeação do executivo brasileiro Rafael Oliveira, de 51 anos, como seu novo CEO global e presidente do conselho de administração. Com um contrato inicial de quatro anos, Oliveira quebra uma tradição de quase nove décadas da companhia controlada pela família De Carvalho-Heineken, que historicamente priorizava a sucessão interna. A chegada de um líder externo sinaliza uma busca urgente por fôlego novo. O mercado exige respostas rápidas diante de profundas transformações nos hábitos de consumo no setor de bebidas alcoólicas.

Nascido no Brasil, Rafael Oliveira consolidou uma carreira de altíssimo prestígio internacional, transitando com maestria entre o mercado financeiro e gigantes globais de bens de consumo em massa. Suas bases profissionais revelam uma sólida formação técnica combinada com uma agressiva bagagem em reestruturação de negócios. Graduou-se em Economia pela PUC-SP e obteve seu MBA Internacional pela prestigiada University of Chicago, dando seus primeiros passos como analista de equity research (pesquisa de ações) no Brasil, atuando no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt. Trabalhou por 10 anos no Goldman Sachs Group entrando para a Wall Street e o no topo do mercado financeiro. Atuou como diretor executivo da divisão de títulos no Reino Unido e liderou a unidade de mercados emergentes em Hong Kong.

Os anos seguinte, o futuro CEO líder, migrou para a economia real na The Kraft Heinz Company, onde permaneceu por uma década. Alcançou o cargo de Presidente de Mercados Internacionais, gerenciando um portfólio de mais de US$ 7 bilhões em quatro continentes.

Em novembro de 2024, assumiu o posto de CEO da holandesa JDE Peet's (dona de marcas icônicas de cafés no Brasil como o Café Pilão e L'OR). Em apenas 17 meses de gestão, Oliveira redefiniu as estratégias da empresa, fazendo as ações saltarem 61% em 2025. Recentemente, estava cotado para liderar a fusão bilionária da recém-criada Global Coffee Co. antes de aceitar o convite da Heineken.

Sua chegada vem com grande expectativa. Apesar de manter com solidez o posto de segunda maior cervejaria do mundo (atrás apenas da Anheuser-Busch InBev), a Heineken enfrenta um cenário macroeconômico severamente desafiador.

O setor cervejeiro global lida com a retração da demanda provocada pelo aumento do custo de vida, restrições orçamentárias das famílias e novas tendências de comportamento. As gerações mais jovens têm reduzido o consumo de álcool ou migrado para alternativas mais saudáveis. Além disso, a popularização de novos medicamentos para emagrecer surge como um fator de atenção para o volume de vendas da categoria, fatores amplamente divulgados no Canal Ave Cesar Co.

A Heineken fechou o ano anterior com um desempenho resiliente, registrando crescimento orgânico de receita e expansão de margens de lucro, impulsionada pelo forte desempenho de seu portfólio Premium (como a Heineken original, Heineken 0.0% e a Heineken Silver). Contudo, a recuperação dos volumes de venda totais pós-pandemia ainda caminha de forma mais lenta do que a de concorrentes diretas como a AB InBev e a Carlsberg.


Para assegurar o retorno aos investidores e simplificar sua estrutura de custos, a companhia está implementando a estratégia deprodutividade EverGreen 2030. Este plano prevê economias anuais robustas de até € 500 milhões, mas exige medidas duras, incluindo a consolidação de cervejarias na Europa e o corte planejado de 5.000 a 6.000 postos de trabalho (cerca de 7% de sua força global).

Se a Europa e as Américas enfrentam consumo estagnado, o otimismo da companhia reside em mercados emergentes dotados de populações jovens e renda em ascensão, como o Vietnã, a Índia e a África do Sul. Vale ressaltar que o Brasil continua figurando de forma vital como o maior mercado global para a marca Heineken no planeta. 

Foto: Divulgação. fonte: https://investnews.com.br/negocios/rafael-oliveira-novo-ceo-heineken/

domingo, 12 de abril de 2026

Baly Brasil e o mercado de energéticos

 

Baly Brasil Inova o Mercado de Bebidas Energéticas, Incomodando Grandes do Setor

A Baly Brasil foi fundada em 1997, na cidade de Tubarão, estado de Santa Catarina. A empresa é fruto da visão da família empresária Cardoso. Mário Cardoso e seu sobrinho Jânio Nandi Cardoso, iniciaram o negócio focados na comercialização de cachaças e vinhos.

A companhia consolidou-se como um fenômeno de mercado no Brasil, encerrando o ano de 2025 como a líder nacional em volume de vendas deenergéticos, alcançando cerca de 34,9% de market share. A marca catarinense superou gigantes globais como Monster (30,4%) e Red Bull (13%), impulsionada por uma estratégia de democratização que incluiu a inovação de embalagens PET de 2 litros e uma vasta gama de sabores adaptados ao paladar brasileiro, incluindo versões zero, além de preços competitivos.

Atualmente, a segunda geração já lidera as operações, com Dayane Titon Cardoso na diretoria comercial e de marketing, e Mário Júnior Cardoso na diretoria financeira e operacional.

Embora o energético seja o carro-chefe desde a virada estratégica em 2009, a Baly buscou diversificar

seu portfólio para o setor cervejeiro. Em 2017, a empresa lançou a linha Baly Bier, que inclui uma cerveja IPA, Session IPA e uma Pilsen Puro Malte. A investida não foi apenas experimental, mas também premiada, com a marca chegando a receber reconhecimento no World Beer Awards em Londres.

Para sustentar o crescimento, que registrou um avanço de 42% entre 2022 e 2025, a empresa anunciou a aquisição de sua quarta unidade fabril em Araranguá (SC). A meta é dobrar a capacidade produtiva para atingir 1 bilhão de litros anuais até 2027.

A Baly é um caso de que produtos, considerados por um mercado inicialmente formador de opinião de “especiais e exclusivos”, como foi o caso da Red Bull, pode ser popularizados com o passar do tempo. A Baly testou no mercado embalagens diferentes, e fez da exclusividade (lata pequena e individual) em um produto compartilhado (pet 2 litros) que é servido como composto para drinks para mais pessoas, simultaneamente, ou seja, uma garrafa de vodka e 6 Red Buls, para um grupo de amigos, sendo substituídos por uma garrafa 2 litros, deixando a celebração mais em conta no bolso dos consumidores. Em suma: enquanto as marcas globais focavam em nichos específicos — como o público premium (Red Bull) ou o universo gamer (Monster) — a Baly decidiu democratizar o acesso à bebida, que está disponível em mercados comuns, como mercadinhos, padarias e mercearias.

No site, a família empresária menciona orgulhosamente "Somos a marca que democratizou o energético no Brasil". Que venha outros exemplos de outros mercados, pois, em tempos de alta inflação e taxas de juros, democratização em busca do melhor preço é essencial para a empresa e para o consumidor.


A produção nacional, apesar de ser extremamente tributada, teve uma vantagem competitiva contra o produto importado: a variação cambial e o processo de importação em si. Nesse sentido a empresa ganhou tempo, proporcionou maior capilaridade e ofereceu preços mais baratos. 

As margens mais baixas não foi problema para a empresa, pois se trata de uma família empresária que não vive custos adicionais de uma grande corporação, como é o caso da Monster que se encontra no Mercado de Capitais da Nasdaq, tendo a Coca-Cola a sua maior acionista individual (em torno de 20% da empresa) e a Red Bull que divide o chapéu com a familia tailandesa Yoovidhya, quem foi que criou a marca e detém 51% das ações.



quarta-feira, 8 de abril de 2026

Expo Wine Belo Horizonte

 


Expo Wine Promove Segundo Encontro do Setor na Capital de Minas

O mercado de vinhos vem apresentado números importantes, destacando os cenários estadual, brasileiro e mundial. Minas Gerais cuja a produção de vinhos é secular, se destaca nacionalmente com a tecnologia dos vinhos de inverno e já conta com mais de 130 vinícolas — crescimento de 160% desde 2020.

A Wine Expo Belo Horizonte está na sua segunda edição e é um grande evento focado no mercado B2B de vinhos, reunindo produtores, importadores e distribuidores no BeFly Minascentro. A 2ª edição ocorrerá em 29 e 30 de julho de 2026, visando impulsionar o mercado mineiro de vinhos com rodadas de negócios, masterclasses e networking. Trata-se de um momento ideal para acompanhar as últimas tendências e mudanças, para maximizar lançamentos, vendas e resultados.

Na primeira edição estiveram mais de 100 marcas de vinhos especiais e rótulos, em torno de 50 expositores divididos em 10 países, além de 1700 visitantes especializados e lideranças no mundo do vinho.

A exposição será no Be Fly Minas Centro, em frente ao Mercado Central de Belo Horizonte.

Saiba mais em: https://wineexpo.com.br/

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Coca-Cola Tour da Taça 2026

 


A Coca-Cola, a maior produtora mundial de refrigerantes, apresenta nesse mês, o Tour da Taça da Copa doMundo da FIFA 26™ que dá a oportunidade de ter a chance de conhecer pessoalmente o troféu original da Copa do Mundo.




Em fábrica de refrigerantes, levará o troféu mais icônico do futebol em uma viagem pelo mundo, e você pode ser um dos sortudos a vê-lo de perto. Na América do Sul, a taça estará, além do Brasil (Rio e São Paulo), estará na Argentina, no Uruguai, no Equador e na Colômbia.

Entre no site: Trophy Tour e cadastre-se. O resultado sai na hora! Quem sabe você não presencia esse momento especial? O que você faria se fosse um felizardo Coca-Cola? Cite nos comentários abaixo!

Boa Copa!


Foto Cafú: ESPN (Djama Vassão/Gazeta Press)

sábado, 10 de janeiro de 2026

Heineken Home Bar


 Heineken e Electrolux firmam parceria para lançar Home Bar com torre de chope

Heineken e Electrolux anunciaram uma parceria inédita para o lançamento da Celebrity House, que apresenta a Heineken & Electrolux Home Bar – uma cervejeira equipada com torre de chope exclusiva. A iniciativa inclui uma campanha promocional que levará um consumidor e três convidados para um fim de semana na Casa Figa, residência da atriz e apresentadora Fernanda Paes Leme, em Salvador, com todas as despesas pagas.

A colaboração une a Heineken Keg 5L, barril desenvolvido para consumo doméstico, à Electrolux Home Bar, permitindo servir a bebida na temperatura ideal dentro de casa. O objetivo é recriar no ambiente residencial o tradicional ritual de servir chope, antes restrito a bares e restaurantes.

 “Para a Heineken, proporcionar experiências que enriquecem o consumo da nossa cerveja sempre foi prioridade. Ao nos unirmos à Electrolux, com a Home Bar e a Heineken Keg 5L, conseguimos levar para dentro das casas a mesma qualidade e ritual que nossos consumidores encontram nos melhores bares e restaurantes. É uma experiência ainda mais próxima do nosso público”, afirma Elbert Beekman, gerente de Inovações da Heineken no Brasil.

 Segundo a Electrolux, a iniciativa reforça a estratégia da marca de associar seus produtos a momentos de convivência:  “Na Electrolux, mais do que vender eletrodomésticos, criamos experiências que aproximam pessoas. A parceria com a Heineken traduz exatamente isso: transformar momentos simples em celebrações memoráveis. A Electrolux Home Bar é um convite para viver o ritual do chope perfeito dentro de casa, com design sofisticado e tecnologia que facilita. Como marca presente em quase 70% dos lares brasileiros, queremos estar ao lado dos consumidores nos momentos que realmente importam”, destaca Ana Peretti, vice-presidente de Marketing do Electrolux Group América Latina.

Conheça a promoção Heineken Eletrolux: MyPromo CELEBRITY HOUSE - Home

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Audi Formula 1 Paulaner


A Audi anuncia uma parceria com a Paulaner como fornecedora oficial de sua futura equipe na Fórmula 1

São Paulo, 10 de dezembro de 2025 

por Rafael Fiusa e equipe

A Audi anuncia uma parceria com a Paulaner como fornecedora oficial de sua futura equipe na Fórmula 1. O acordo marca o início de um novo capítulo para a cervejaria alemã de Munique no cenário mundial do automobilismo e o consumo responsável decerveja, uma vez que o acordo servirá como plataforma de divulgação da Paulaner 0.0% – bebida sem álcool, que permite a todos vivenciar o aspecto festivo e social do automobilismo, mantendo os valores essenciais de alto desempenho, segurança e responsabilidade.

 Com a entrada da marca das quatro argolas na principal competição do automobilismo global em 2026, a parceria proporcionará oportunidades para levar a cultura festiva e acolhedora da Baviera aos fãs globais da futura equipe Audi F1, aprimorando a maneira como eles assistem e desfrutam da Fórmula 1. Dessa forma, essa parceria homenageia um verdadeiro clássico cult alemão, refletindo uma cultura de fãs moderna, inclusiva e dinâmica.

 “A Paulaner e a futura equipe Audi F1 compartilham uma mentalidade vencedora, enraizada em desempenho, paixão e orgulho de nosso legado. Ambas as marcas representam a autenticidade, expertise e a busca incessante pela excelência. Juntos, criaremos experiências que aproximarão os fãs da equipe e celebraremos cada sucesso dentro e fora das pistas, com uma Paulaner 0.0% na mão, em escala global”, afirma Stefano Battiston, Diretor Comercial da futura equipe da Fórmula1, Audi F1.

 “Estamos muito orgulhosos de firmar parceria com a futura equipe Audi F1 e entusiasmados em abrir um novo capítulo no cenário internacional. Essa cooperação reforça nosso compromisso de longo prazo em combinar prazer, qualidade e responsabilidade no esporte profissional. Estamos ansiosos para concretizar nossos planos e apresentar a Paulaner a uma nova geração de fãs do automobilismo”, afirma Jörg Biebernick, CEO do Grupo Paulaner Brewery.

 

Audi do Brasil

 Este é um momento único para a Audi do Brasil, que já lançou 13 veículos no mercado nacional neste ano: A3 Sportback, A3 Sedan, RS 3 Sedan, Q5, Q5 Sportback, SQ5, SQ5 Sportback, SQ6 Sportback e-tron, Q6 Sportback e-tron, RS 6 Avant GT, RS Q8 Performance, A5 e A6 e-tron. Essa ofensiva de lançamentos apoiará a marca e o varejo, abrindo um novo capítulo para a Audi no Brasil. A marca comemorou 30 anos de presença no Brasil em 2024, uma jornada repleta de desafios e conquistas.

 A marca das quatro argolas se estabeleceu no País e possui concessionárias em todas as regiões, com mais de 40 lojas, sede administrativa em São Paulo (SP), terminal logístico em Vinhedo (SP) e fábrica em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), onde são produzidos os modelos Audi Q3 e Audi Q3 Sportback.

 A Audi do Brasil possui uma estratégia integrada de negócios e sustentabilidade, com projetos que incorporam compromissos ambientais e sociais nas áreas de eletrificação, redução de emissões de carbono, diversidade, inclusão, cultura e educação. A Audi é pioneira na agenda ESG ao promover a eletromobilidade e já investiu quase R$ 90 milhões em infraestrutura de recarga em todo o Brasil, oferecendo carregadores elétricos em mais de 40 concessionárias e em diversos outros locais. A empresa está comprometida em moldar a mobilidade premium progressiva do futuro e gerar um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.

 Mais informações e fonte:Audi - Audi anuncia Paulaner como sua fornecedora oficial na F1

Comunicação Audi do Brasil www.audi-imprensa.com.br

 Foto: Audi AG.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Comercial Heineken "Closer"


 Heineken lança o comercial "Closer".

Sacada de marketing criativa. É o que se pode dizer para o comercial da Heineken que propõe aos consumidores da marca em "dar um tempo" na rotina, quando se abre uma garrafa verde.

As cenas deste filme comercial mostram diversos executivos, apresentadores de TV perdendo sinais de comunicação e energia elétrica no momento em que é aberta uma garrafa de Heineken. Fica subentendido que "tem hora para tudo". 

Num mundo agitado, conectado e digital que estamos vivendo, o tempo tem ficado escassos e as pessoas continuam na pilha, trabalhando freneticamente até mesmo em horas que "antigamente" dedicávamos a nós mesmos.

Veja na integra o comercial. Acredito que é, sobretudo, uma reflexão.

#Heineken #pelosatelite #avecesarco






quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Ambev 2021

                                                       



Como a Ambev planeja se reinventar nos próximos anos

Modelo de gestão para as empresas brasileiras, a cervejaria Ambev está em busca de novos caminhos para si própria

Marina Filippe, Karin Salomão

03.12.2020

Foi-se o tempo em que ser dona da Brahma, da Skol e da Antarctica e levar a eficiência a novos patamares ano após ano bastava para garantir à Ambev a liderança absoluta do mercado de bebidas. Em um mundo de carros elétricos e hambúrgueres de plantas, valer-se de uma receita de sucesso não é mais suficiente. No caso da Ambev, significa colocar em risco a dominância no mercado de cervejas, setor que vai faturar cerca de 578 bilhões de dólares no mundo neste ano.

A concorrência vem se multiplicando em todos os nichos e sendo mais ágil em responder a novos hábitos de consumo. Até varejistas online já passaram a ser uma ameaça. Assim, a multinacional que surgiu da fusão entre as arquirrivais Antarctica e Brahma em 1999 e durante décadas foi modelo de sucesso para as empresas brasileiras mais ambiciosas agora se tornou o grande exemplo de negócio que precisa se reinventar.

A urgência de uma guinada tem aparecido nos números. A margem de lucro da Ambev encolheu de 61,6% para 52.4%, no terceiro trimestre de 2020. A AB Inbev, que controla a Ambev e as unidades europeia e americana, vale hoje cerca de 110 bilhões de Euros na bolsa, 45% a menos do que há 5 anos. (...)

Enquanto isso, a participação de mercado da Heinekem, sua mais ruidosa concorrente no Brasil. passou de 10.3% para 19,6% em volume entre 2014 e 2017. O verão que deve marcar o começo do fim da Covid-19 - uma crise que chacoalhou o mercado de cervejas - deve dar uma grande mostra para onde vai o setor e seus principais atores.

A transformação da Ambev é radical. O senso de dono que a Ambev popularizou no Brasil, com funcionários sócios do negócio, segue firme e forte. Mas se une a uma cultura mais permissiva a erros e a uma atitude mais colaborativa. Aprender mais com os outros virou palavra de ordem para os 30.000 colaboradores. A mudança está sendo acelerada neste ano, que começou com a substituição de Bernardo Pinto Paiva por Jean Jereissati na presidência.

(...) "Meu propósito é manter a espinha dorsal da companhia, ouvindo mais e entendendo o que o consumidor está pedindo".

(...) Na bolsa brasileira B3, a cervejaria fez grande sucesso no período: seu valor de mercado se multiplicou por 4. Em paralelo, porém, a mudança se desenhava na preferência dos consumidores e na forma como grandes marcas se relacionam com os seus públicos - fornecedores, clientes , funcionários. As redes sociais impulsionam os ninchos, criaram comunidades e amplificaram a cobrança. Era preciso ser cada vez mais inovador, reforçar o storytelling e, além de tudo, testar constantemente novos canais de vendas e de contato. Ou seja: o fosso que a Ambev havia construído em torno de seu castelo desapareceu. As maiores empresas do mundo, não por acaso, deixaram de ser as grandes fabricantes de bens de consumo e passaram a ser as que empoderavam as multidões (pelos menos na teoria).

O mercado começou a questionar com mais força esse modelo de criação de grandes empresas de consumo com foco em marcas fortes, o princípio do fundo 3G Capital, na fusão das indústrias de alimentos Kraft Foods e Heinz, ocorrida em 2015. Dois anos depois da fusão, a Kraft Heinz fez uma proposta para incorporar a Unilever e se tornar ainda maior, o que acabou sendo recusado. Agora, uma reportagem do jornal Financial Times revelou que a empresa está negociando mais tempo com seus investidores para encontrar um novo peixão - se é que ele existe.

(...) As mudanças do mundo e novos dilemas da Ambev foram reconhecidos por seus controladores. Em um evento na Califórnia em 2018, Lemann disse que se sentia um "dinossauro apavorado" diante das mudanças rápidas no cenário de consumo. Em uma live transmitida durante a pandemia, Lemann voltou ao tema ao responder sobre o seu novo "sonho grande". Afirmou que seu grande sonho era reformar o sonho grande do passado - ou seja, mostrar que a Ambev seguia relevante neste novo mundo.

"Nos últimos anos, ocasiões de consumo mudaram, canais de distribuição mudaram e o cenário competitivo mudou, desafiando o centro de criação de valor da Ambev: a capacidade de forçar um preço sem perder espaço para a concorrência", diz um relatório do banco de investimento BTG Pactual.

Para acertar, fazer-se presente em diferentes ocasiões de consumo e manter-se no topo, foi preciso admitir que a gestão Ambev não é perfeita, e que não é mais possível crescer sozinho. A partir disso, a empresa começou a abrir. Atualmente, 13.000 startups fazem parte do ecosistema Ambev. A estrutura tecnológica e a preparação dos últimos anos foram essenciais na pandemia. O aplicativo de vendas Zé Delivery, por exemplo, foi baixado 3,3 milhões de vezes em 2020, ante a 1.47 milhão durante todo o ano passado, segundo dados da JP Morgan.

Hoje são mais de 2.000 pequenos varejos parceiros cadastrados na plataforma e entregam diretamente na  casa do cliente. Outras operações digitais como e-commerce Empório da Cerveja e o programa de assinaturas Sempre em Casa, dão a companhia não só agilidade nas entregas, mas também permitem acesso a dados antes exclusivos dos varejistas, como frequência de compra e preferência de consumo do cliente, que passa a estar diretamente conectado à Ambev.

"O concorrente da Ambev não é só a Heineken, mas sim as empresas de tecnologia que conseguem conhecer melhor o cliente e escolher quais produtos priorizar", diz um ex-executivo da companhia. O Grupo Petrópolis, fabricante da Itaipaiva, também está de olho nessa tendência. Lançou o e-commerce Bom de Beer, que nesse ano passou a ter a parceria com os marketplaces de grandes varejistas, como Magalu e Amazon. "Ajuda a manter contato com o consumidor final e também da equipe de vendas com seus clientes", afirma Marcelo de Sá, diretor de controladoria do Grupo Petrópolis.

Saiba mais em: https://exame.com/revista-exame/o-novo-sonho-grande-da-ambev/?fbclid=IwAR2K-XpMLN-7B1xJ463rZi0G0saTSLQv1jwyZQkc8EUqTzWFWJOyN01nQtE 

domingo, 29 de setembro de 2019

Estrella Galicia



Estrella Galicia toma 49% da portuense Cerveja Nortada

por Rui Neves.

João Talone, antigo presidente da EDP e acionista de referência da Fábrica de Cervejas Portuense, conduziu o acordo com o grupo espanhol, o seu novo sócio na fabricante da Nortada.


A Craft Stars of the World, que pertence ao centenário grupo espanhol que detém a marca de cerveja Estrella Galicia, tomou 49% da Fábrica de Cervejas Portuense, que produz a Nortada, "numa operação de aumento de capital que visa auxiliar e acelerar o processo de crescimento e expansão, abrindo ainda a porta à criação de sinergias com vista à internacionalização da marca", revela a empresa, em comunicado.

"O grupo Hijos de Rivera (proprietários da marca Estrella Galicia) é o parceiro ideal para a Nortada. Permite juntar à irreverência e flexibilidade de uma startup a experiência de uma grande empresa e de uma família cervejeira que nos abre um novo ciclo de crescimento e consolidação em Portugal e no estrangeiro", afirma João Talone, o acionista de referência da Fábrica de Cervejas Portuense que conduziu o acordo com Ignacio Rivera, CEO do grupo espanhol, sem adiantar os valores da operação.

Já o CEO da Craft Stars of the World enfatiza que este investimento na produtora portuense de cerveja artesanal se encaixa "de forma muito natural" na estratégia da sua campanhia. "Vemos a Nortada como um aliado ‘craft’ perfeito que partilha a nossa cultura, a nossa paixão por cerveja e que reforçará a nossa estratégia internacional", afirma Ignacio Rivera.

Instalada na Baixa da cidade do Porto, há mais de dois anos, num espaço que também funciona como restaurante, a Fábrica de Cervejas Portuense fechou o ano de 2018 com vendas de 500 mil litros, correspondentes a quase um milhão de euros, tendo este ano "já superado" os números alcançados em todo o ano passado, destaca a Nortada, que garante estar presente em mais de mil pontos de venda do canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés) e nos maiores grupos de hipermercados, tais como Auchan, Continente, Froiz e El Corte Inglés.

De resto, o CEO da Fábrica de Cervejas Portuense considera que "o mercado da cerveja está em franco crescimento e os produtores artesanais têm sido um importante motor de ascensão", ressalvando que "ainda há um grande caminho a percorrer e, tal como aconteceu em mercados mais maduros", acredita que "as marcas artesanais têm que trabalhar em conjunto para educar os consumidores sobre a cultura cervejeira e, assim, mudar os hábitos de consumo".

Fonte: https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/industria/detalhe/estrella-galicia-toma-49-da-portuense-cerveja-nortada

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ambev


A Ambev de Olho


por  redator chefe da revista Exame


A cervejaria Ambev, maior empresa do Brasil em valor de mercado, está de olho no segmento de sucos naturais. Como é de seu estilo, a empresa pretende crescer nesse nicho por meio de aquisições. 

Depois de vasculhar o mercado, a Ambev abriu negociações para a compra da carioca Do Bem. Fundada em 2007 pelo empresário Marcos Leta, a Do Bem fatura cerca de 200 milhões de reais vendendo sucos com apelo natural que custam 10% mais que os dos concorrentes. 

A aquisição marcaria a entrada da Ambev num segmento dominado por empresas como Coca-Cola e Britvic. No último ano, a Ambev acelerou sua diversificação ao comprar as cervejarias artesanais Colorado e Wäls. 

Procurada, a Do Bem nega qualquer negociação e a Ambev não comenta.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2016/02/25/a-ambev-de-olho-na-fabricante-de-sucos-do-bem/

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Backer Mineirão


O Mineirão é Nosso!


A cervejaria mineira Backer está lançando uma cerveja especial, limitada, para comemorar os 50 anos do estádio Mineirão. Com o rótulo O Mineirão é Nosso, o lançamento faz parte do projeto que está promovendo o cinquentenário do maior palco do futebol de Minas Gerais – e um dos mais importantes do Brasil.

A cerveja Backer é uma pilsen export, de puro malte, coloração clara, levemente dourada, com aspecto brilhante, limpa em aromas esterificados de lúpulos nobres. Possui um sabor suave de malte e amargor equilibrado com o corpo médio da cerveja.

Segundo Paula Lebbos, diretora da marketing da cervejaria, "é uma honra para nós sermos escolhidos, dentre tantas, para representar esses 50 anos do Mineirão".

O lançamento do novo rótulo O Mineirão é Nosso será no dia 14 de julho, no templo cervejeiro Backer. O produto estará disponível para os consumidores a partir do dia 15 de julho.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/encontrobh/gastro/2015/06/16/noticia_gastro,153790/backer-lanca-cerveja-em-homenagem-aos-50-anos-do-mineirao.shtml

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Budweiser Rise as One



Budwiser faz garrafa e copo especial e campanha de marketing para a Copa do Mundo

Com o tema "Levante como se fosse um" Budweiser produz diversos itens de sua cerveja tradicional para colecionador lembrar desse precioso momento no Brasil. O copo plástico é o que vem sendo utilizado para se tomar a cerveja nos estádios.




segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mercado Brasileiro de Cerveja

Aumento da garrafa de cerveja chega a 31% em 1 ano em BHExpectativa é de novas altas até o início dos jogos. Consumidor não entende o reajuste 
por Graziela Reis

Apesar de fabricantes alardearem preços congelados para a cerveja até o término da Copa do Mundo e do aumento dos impostos para a bebida ter sido adiado por três meses, o brasileiro não tem visto refresco no bolso. Pelo contrário. As altas, que tiveram início no ano passado, continuam e vão acumulando espuma. 

Os reajustes, que estão na boca dos apreciadores da bebida nos bares e restaurantes espalhados pelo país, foram comprovados por pesquisa exclusiva feita pelo site Mercado Mineiro para o Estado de Minas. De janeiro até o mês passado, o aumento no valor médio da garrafa de 600ml vendida em bares e restaurantes de Belo Horizonte foi de 4,08%. Em 12 meses, a alta chega a 31,41%, sendo que a inflação na capital ficou em 6,05% no mesmo período, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em BH, a variação também é grande: a garrafa é vendida entre R$ 5 e R$ 8,95, dependendo da marca (veja quadro) e da região da cidade. A carne também está mais cara, o que impacta diretamente na inflação do churrasco.

Preços na Copa do Mundo  

E a expectativa é de que a ressaca de preços da cerveja durante a Copa seja ainda maior. O temor é de que o preço da garrafa chegue a R$ 10 na véspera dos dias de jogos. Vale lembrar que o os torcedores que vão assistir às partidas da Copa nos estádios vão pagar este mesmo valor em um copo de 473ml de Brahma. O preço foi divulgado pela Fifa na semana passada.

O consultor em segurança Bruno César Dondice Larcher, de 34 anos, é um apreciador de cerveja e tem se assustado com os reajustes dos últimos meses. “Em 2013, a garrafa custava de R$ 6 a R$ 6,50 na Zona Sul de BH. Agora, chega a R$ 8, quase R$ 9”, observa. Ele não vê justificativa para os reajustes. “E essa propaganda de preço congelado é uma ilusão. Tudo aumentou antes”, pondera. Para tentar reduzir um pouco o gasto com a loura gelada, Larcher mantém um cooler sempre cheio com 24 latões de Brahma ou Itaipava. Apesar de conseguir uma boa economia na conta, ele diz que o aumento para as latas também foi uma realidade dos últimos meses. “A cerveja está mais cara em todo lugar”, afirma o empresário Marques Moreno, que não dispensa um copo bem gelado no happy hour. No ano passado, ele desembolsava cerca de R$ 20 com a bebida e o tira-gosto. Hoje, não gasta menos de R$ 30 quando chega ao bar. “É muito reajuste. Não tem justificativa.”

Proprietários de bares, choperias e restaurantes e mesmo de revendas de bebidas da cidade confirmam que os preços não estão totalmente estacionados. O dono do Empório Santa Tereza, Cristiano Augusto Gonçalves de Paula, vende de 250 a 300 rótulos de bebidas e observa que os aumentos foram “exorbitantes” no último ano. “Há um ano tinha latão a R$ 1,40. Teve aumento de 100%”, diz, apesar de lembrar que havia uma situação de “promoção”. Os benefícios e bônus foram sendo retirados. Com isso, apesar do preço de tabela não subir, na prática, aumentos foram praticados. “Já me avisaram que para este mês vão tirar mais condições que me garantiam um preço menor”, conta. “Para segurar o cliente, só suando e criando estratégias”, reforça. Ele capricha no atendimento e entrega a cerveja gelada em casa. Nas quintas e sextas-feiras, o empório é transformado em bar com capacidade para de 180 a 200 pessoas

No Destilado  

Jorge Lage, proprietário do Bar do Doca, que leva seu apelido, diz que vende as cervejas entre R$ 8 e R$ 8,50. “Nesta mesma época do ano passado estava em uns R$ 6. Tivemos muitos aumentos e não deu para segurar. Tive que repassar”, conta. E ele ainda diz estar segurando: “Se fosse para repassar todas as altas, já estaria em R$ 10”. Por causa dos aumentos, a clientela do bar está mudando de hábito e consumindo mais caipivodka e destilados. E o empresário ainda acredita que novos reajustes virão nos próximos dias: “congelaram para gringo ver.”

Rodrigo Ferraz, que tem entre os seus negócios as choperias Albanos e o Haus München, lembra que a Lei Seca já colocou o pé no freio do consumo de cerveja e chope em Belo Horizonte. E a renda em queda também reflete diretamente no setor. “Aumentos, Lei Seca e economia ruim são péssimos para as vendas”, observa. Em um ano, ele calcula quedas nos negócios entre 10% e 30%. Por isso, a resistência também para novos repasses, mesmo que eles cheguem das indústrias. A Copa pode ser positiva para aumentar o consumo, mas Ferraz lembra que se houver manifestações, o que ocorre é o contrário, pois as pessoas evitam sair de casa.

Para o dono da Cantina do Sorriso, Anderson Luiz Fernandes, conhecido como Sorriso, não há justificativas para os reajustes do último ano. No seu restaurante, onde há também um espaço do cervejeiro artesanal que serve para confraria, para se produzir uma garrafa da bebida de cevada artesanal, o custo fica entre R$ 5 e R$ 6. “E é uma cerveja de qualidade muito superior à vendida no mercado convencional”, pondera. “Os aumentos são injustos”, destaca o empresário que é um apreciador da bebida. Para ele, o mercado da cerveja artesanal tem sido motivado por causa desse tipo de situação injusta: “cada dia é maior o número de pessoas querendo produzir suas próprias receitas”.

sábado, 5 de outubro de 2013

Cerveja sem glúten

Degustações que tanto adoramos: Casa do Fritz com Centeio

Aos celíacos que gostam de tomar uma cervejinha, há mais uma nova opção feita no Brasil. A Casa do Fritz 100% grãos de centeio. O processo produtivo, muito bem executado pela cervejaria, reduz bastante o glúten presente, esse contido na maioria das cervejas do mercado.

Nossas impressões: coloração amarelo palha, turva e encorpada devido a sua não-filtração. No aroma destaca-se notas frutadas. A conjugação corpo/aroma remeteu à uma cerveja helles. Amargor presente e bem equilibrado, com 25 IBUs e 5,5% de álcool. Espuma de coloração branca, densa e consistente. Trata-se de uma cerveja especial e marcante.

Um excelente opção de cerveja para quem tem aversão ao Glutén! Saúde!



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