quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Heineken no mundo

 

Vendas de cerveja caem, e Heineken demite 6 mil funcionários no mundo

Cortes, principalmente na Europa, representam cerca de 7% de um total de 87 mil funcionários da fabricante também da Amstel. CEO foi cauteloso em relação ao Brasil, onde vendas também caíram

A Heineken vai cortar entre 5 mil e 6 mil postos de trabalho, o que representa cerca de 7% de um total global de 87.000 funcionários, para enfrentar uma queda generalizada na demanda por cerveja, provocada pelo aumento dos preços e pela moderação do consumo de álcool por parte dos consumidores. No Brasil, a Heineken registrou uma queda do volume de cerveja vendido em 2025 na comparação com o ano anterior, devido à queda na renda real disponível, segundo a empresa.

A cervejaria holandesa, que também produz as marcas Tecate e Amstel, informou nesta quarta-feira que os cortes serão principalmente na Europa. A empresa também informou que o volume de vendas de cerveja caíram em 2025, embora a retração de 2,4% tenha sido ligeiramente menor do que os analistas previam.

As ações da Heineken subiram até 5,5% em Amsterdã, a maior alta intradiária em 12 meses. No acumulado do ano até o fechamento de terça-feira, os papéis avançavam 7%.

Os cortes de empregos são o mais recente sinal de um setor que enfrenta dificuldades para superar a retração no consumo de cerveja no período pós-pandemia em mercados-chave como Estados Unidos e Europa.

Isso já levou a uma mudança na liderança da Heineken, que surpreendeu os investidores no mês passado ao anunciar que o diretor-presidente (CEO), Dolf van den Brink, deixará o cargo em maio, após seis anos à frente da empresa.

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