Vendas de cerveja caem, e Heineken demite 6 mil funcionários
no mundo
Cortes, principalmente na Europa, representam cerca de 7% de
um total de 87 mil funcionários da fabricante também da Amstel. CEO foi
cauteloso em relação ao Brasil, onde vendas também caíram
A Heineken vai cortar entre 5 mil e 6 mil postos de
trabalho, o que representa cerca de 7% de um total global de 87.000
funcionários, para enfrentar uma queda generalizada na demanda por cerveja,
provocada pelo aumento dos preços e pela moderação do consumo de álcool por
parte dos consumidores. No Brasil, a Heineken registrou uma queda do volume de cerveja vendido em 2025 na comparação com o ano anterior, devido à queda na
renda real disponível, segundo a empresa.
A cervejaria holandesa, que também produz as marcas Tecate e
Amstel, informou nesta quarta-feira que os cortes serão principalmente na
Europa. A empresa também informou que o volume de vendas de cerveja caíram em
2025, embora a retração de 2,4% tenha sido ligeiramente menor do que os
analistas previam.
As ações da Heineken subiram até 5,5% em Amsterdã, a maior
alta intradiária em 12 meses. No acumulado do ano até o fechamento de
terça-feira, os papéis avançavam 7%.
Os cortes de empregos são o mais recente sinal de um setor
que enfrenta dificuldades para superar a retração no consumo de cerveja no
período pós-pandemia em mercados-chave como Estados Unidos e Europa.
Isso já levou a uma mudança na liderança da Heineken, que
surpreendeu os investidores no mês passado ao anunciar que o diretor-presidente
(CEO), Dolf van den Brink, deixará o cargo em maio, após seis anos à frente da
empresa.
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