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quinta-feira, 3 de março de 2016

Brasil Kirin Sustentabilidade


Os caçadores de problemas da Brasil Kirin



Por Aline Scherer (São Paulo)
Há oito anos, a fabricante de bebidas Brasil Kirin — a então Schincariol — decidiu que seria importante aumentar a eficiência de suas 13 fábricas. Nelas, entre outros problemas, desperdiçava-se água, cerca de 30.000 produtos saíam das fábricas com defeitos por ano e dezenas de funcionários eram envolvidos em acidentes.
Entre as diferentes metodologias disponíveis para melhorar essa situação, os executivos da companhia escolheram a técnica japonesa “gestão produtiva total”, conhecida pela sigla TPM, do termo em inglês. Trata-se de um método que torna os funcionários de uma empresa aptos a identificar desperdícios, falhas e oportunidades de melhoria na operação.
Foi com a ajuda desse método que um gerente de qualidade da companhia e operadores da fábrica descobriram por que algumas garrafas de refrigerante chegavam aos consumidores com menos gás, o que gerava reclamações. O grupo levantou hipóteses, fez simulações e resolveu o problema ao colocar uma camada extra de vedação dentro das tampinhas.
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Recentemente, a experiência nas fábricas passou a servir de referência para a resolução de problemas também nos escritórios da companhia. Veja como a metodologia foi implantada e os resultados.

1. Disseminadores

A companhia comunicou aos funcionários das 13 fábricas a adoção da metodologia japonesa de gestão e convocou 10 gerentes de cada fábrica para um treinamento de 15 dias. Eles viraram instrutores e têm de garantir que 40% dos funcionários sejam especialistas na ferramenta.

2. Comitês de área

Cada fábrica tem oito comitês, como o de manutenção preventiva e o de segurança e meio ambiente. Um comitê é formado por 10 pessoas, que se reúnem semanalmente para monitorar o desempenho de indicadores, identificar desvios e falar sobre soluções.

3. Grupos de trabalho

Para tratar de temas mais complexos ou emergenciais das fábricas, comitês com funcionários de diferentes unidades são formados em caráter temporário. Em 2015, por exemplo, um grupo foi criado para lidar com o aumento do preço de energia.

4. Boas práticas

Uma vez que o problema é resolvido e a solução implementada, os detalhes do processo são documentados e alimentam um banco de dados de boas práticas. Os melhores casos vão parar nos murais da empresa e são compartilhados em reuniões e conferências.

Resultados

Entre 2008 a 2015, A empresa registrou economia de 19% de água e 21% de combustível, e a taxa de acidentes diminuiu 80% — o equivalente a 250 ocorrências a menos por ano. As reclamações no serviço de atendimento ao consumidor caíram 99% e a produtividade das fábricas aumentou 17% — o correspondente a uma produção adicional de 12 dias. O foco é sustentabilidade.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Valor 1000 Maiores Empresas 2011

Olho no caixa, para guiar a transição

Depois de uma década que fez história a AmBev alinha os investimentos para um cenário que exige cautela

por Cynthia Malta

João Castro Neves, presidente da AmBev, já tem saudades de 2010 e de toda a década passada, quando a empresa alcançou os melhores resultados de sua história. Sobre 2011, seu olhar não esconde alguma resignação. “É o pior ano, depois da melhor década”. E aponta o objetivo a ser perseguido: chegar o mais próximo possível dos R$ 11,7 bilhões de caixa alcançado no ano passado, 13,5% a mais do que em 2009. “Em abril, eu imaginava que seria um semestre de transição, mas agora vejo que será um ano de transição”, diz.

Para conquistar o posto de campeã do setor Bebidas e Fumo de Valor 1000, a maior fabricante brasileira de cervejas e a quarta maior do mundo esbanjou vitalidade. Foi a primeira colocada em quatro dos sete critérios de avaliação. Além de ganhar disparado em geração de valor (45,9%), foi a que mais lucrou (37,2%) em relação à receita líquida, e que ficou 8,8% acima da de 2009 – alcançando R$ 25,2 bilhões. O lucro líquido de R$ 7,56 bilhões saltou 26,3%.

(...) Para o segundo semestre, a grande aposta da AmBev é a marca da cerveja americana Budweiser, que começará a ser fabricada e distribuída, inicialmente, em São Paulo, tendo como principal novidade diferentes formatos de embalagem.(...).

(...) Para enfrentar as expressivas altas dos insumos agrícolas e dos impostos federais a AmBev reajustou os seus preços e as vendas sofreram. No primeiro trimestre de 2011, o volume de cerveja vendido cresceu apenas 0,2%. (...). Neves acredita que os preços dos insumos agrícolas devem continuar em patamares altos. "Toda vez que o dólar cai, as commodities agrícolas aumentam. Isso acontece com o açúcar, trigo, milho. O país exportador acaba ficando com a moeda valorizada" A boa noticia é que "o pico já passou". Quanto aos impostos federais, como PIS, Cofins e IPI, ele não espera flexibilidade por parte do Governo para concordar em mexer de novo na tabela de preços de referência - pelo menos no curto prazo.

Classificação Final: 

Pontuação obtida pelas empresas nos 7 critérios
1o lugar: Ambev (74); 2o lugar: Coca-Cola Femsa (65); 
3o lugar Souza Cruz (65); 4o lugar Compar (58).

Mais informações e fonte: Valor 1000 Edição 2011, página 302.
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