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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025



Restrospectiva 2025. O momento é de transformação

Ensaio de Gratidão. Passando pela linha do tempo do LinkedIn, percebo que 2025 foi um ano incrível para a minha profissão e para as relações interpessoais que conquistei com pessoas estratégicas no mercado. Participei de eventos relevantes que aprofundaram meu conhecimento e fortaleceram habilidades.

Fui convidado a montar um curso de pós-graduação na PUC Minas, bem como para ser um futuro membro da Comissão de Compliance da OAB/MG, (aos quais sou profundamente grato pela lembrança e consideração.) Passei no processo de avaliação de inserção ao IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Ministrei cursos e palestras em empresas relevantes do mercado mineiro, bem como prestei consultorias em projetos, por meio de parceiros que nutri.

Conheci novas empresas, novos mercados e muita gente brilhante, que trabalha duro, focado em fazer bons negócios, sempre voltado ao sucesso de todos envolvidos, em um círculo virtuoso. Fiz novas amizades que serão certamente me serão vindouras. Tive a oportunidade conviver mais de perto com C-levels, conselheiros, diretores e especialistas, além de mestres de mercado, pessoas humildes e que são verdadeiras lendas em seus ramos de atuação. Orientei e coloquei energia, na medida do possível, àqueles que me solicitaram algum tipo ajuda, trabalho, consulta ou aconselhamento. Separei um tempo para ler alguns livros que me foram fontes de inspiração. Quanto à publicação de um livro próprio (Cervejarias Mineiras: da Imigração ao Copo), esse está sob análise das leis de incentivo, cujo conteúdo e respectivas solicitações serão acatadas e o projeto será aprovado.

Fui à China, visando compreender profissionalmente aquele país, sua nação, seus hábitos e suas formas de negociar. Participei de congressos, seminários, cursos e encontros estratégicos que me proporcionaram uma profunda conexão com pessoas, com novidades e tendências para os próximos anos. Me despedi de pessoas especiais que me ajudaram de alguma forma e que deixou essa terra a pedido de Deus.

Concluo 2025 com a certeza de que evolui em todos os sentidos, incluído a parte espiritual, graças à força e a persistência conjunta, vindas de minha família, de meus amigos e colegas de trabalho e profissão. Agradeço, de coração, à todos que me ajudaram. Vejo que o ano seguinte será desafiador, vibrante, com riscos que carecem de atenção, porém com oportunidades que não podem ser desperdiçadas.

Nesse sentido, espero que você tenha passado um Feliz Natal e desejo sucesso pleno em 2026! Que sua jornada seja extraordinária. Não desista, pois estamos em transformação. Conte comigo! A gente se vê em breve.

 #enjoytheride #rideforthebrand #pelosatelite 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Liderança Consciente

 


Liderança Consciente: Construindo Empresas para o Futuro

Um encontro incrível vivido nesse dia 05/12, com empresários mineiros que buscam avançar com suas organizações levando-as a um patamar mais alto e robusto, nos mercados em que atuam. Querem ser grandes e desejam estar mais próximos das grandes empresas e dos grandes negócios.

Para tanto, decidiram que deveriam buscar ajuda e orientação. Porquê fazer e como fazer. Pensar fora da caixa. Buscam o Autoconhecimento e Autenticidade: líderes que entendem suas próprias emoções e padrões, agindo com integridade e servindo ao bem comum, não apenas a si mesmo. Possuem presença e atenção plena (Mindfulness): estão focados no momento presente, pausando para refletir em vez de apenas reagir sob pressão, o que melhora a tomada de decisão.

Apresentam empatia e escuta ativa, conectando-se genuinamente com a equipe, compreendendo suas perspectivas e construindo confiança. Possuem alto senso de  propósito e conduta ética: as decisões são tomadas com base em valores, considerando o impacto financeiro, social e ambiental, promovendo a responsabilidade corporativa.

Trata-se de pessoas que possuem resiliência e inteligência emocional, gerenciando emoções, lidando com desafios e manterdo o equilíbrio sob estresse, sendo um suporte para as equipes. Adoram desenvolver pessoas, ou seja, investem no crescimento, inovação e criatividade dos colaboradores, criando um ambiente de alta performance e qualidade.

Nesse sentido, entramos para alavancar valor, com estratégias, propósitos atualizados, práticas de governança, riscos, Compliance e muito mais. Querem saber mais? Entre em contato comigo, que eu te ajudo. Liderança consciente com capitalismo consciente. ESG, GRC.

Henrique Oliveira | LinkedIn

#mobileholding

segunda-feira, 31 de março de 2025

Gases de Efeito Estufa em Cervejarias

 


Cerveja ou leite?

Estudo propõe refletir sobre bebidas de consumo humano considerando a emissão de gases de efeito estufa em sua produção e o valor nutricional de cada uma delas

Por Luiz Josahkian* para a Globo Rural

29/01/2025

O ano de 2023 foi um recorde, mas não para ser comemorado. Foi o ano mais quente nos 174 anos de história do planeta em que as temperaturas têm sido aferidas. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam 1,4°C acima da média histórica, muito próxima de 1,5°C, o ponto limite em que não haverá mais retorno para evitar os efeitos do aquecimento global.

Se isso não for motivo para não comemorar o recorde, o ano de 2024 é um forte candidato para desbancar o breve reinado de 2023. Atingir essa marca, contudo, não é irremediável, mas liga o alerta dos organismos internacionais d vigilância do clima e traz a baila o fraco discurso da COP28, realizada em Dubai, cujo ponto central foi a transição do uso dos combustíveis fósseis para fontes de energia limpa.

Embora o acordo final, assinado por quase 200 países, seja emblemático sob o ponto de vista do reconhecimento dessa necessidade, não houve compromissos quantificáveis e com prazos a serem cumpridos, uma lacuna do acordo criticada por muitos. Mas sabemos que será um longo processo, uma reconfiguração da economia mundial, uma remodelação dos negócios e na forma como a sociedade fará suas escolhas de consumo. Esse Novo Mundo estabelecerá paradigmas diferentes, inaceitáveis nos padrões atuais. Falar sobre eles agora seria quase irônico, mas as transformações em escala global instituíram parâmetros de decisão queiram nos tirar da zona de conforto.

Só como exemplo, e lembrando do que podemos optar para deixar de fazer quase tudo, menos o de nos alimentar, vejamos a questão da produção de alimentos sobre a perspectiva proposta por SMED-MAN et al. (Disponível em HTTPS://doi.org/10.3402/fnr.v54i0.5170) em um artigo intitulado “Nutriet Density of Beverages e Relation to Climate Impact”. Os autores nos propõe refletir sobre a produção de algumas bebidas de consumo humano sobre um ponto de vista relativo entre o total de emissão de gases de efeito estufa (GEE) em toda a sua cadeia de produção e o valor nutricional de cada uma delas. Em outras palavras, é uma forma de avaliar o custo-benefício do ponto de vista humano no impacto climático.

Para tanto, criar um índice em que a densidade nutricional de cada produto (levando em conta 21 nutrientes essenciais) era comparado com a taxa de emissão de GEE medido em toda a sua cadeia de produção (produção, manufatura, embalagem e distribuição.) Denominaram esse indicador de NDCI (Nutriet Density to Climate Impact.) Foram avaliados leite, refrigerante, suco de laranja, cerveja, vinho tinto, água mineral, bebida de soja e bebida de aveia. Infelizmente, para os apreciadores, refrigerante, vinho e cerveja apresentar os piores índices, porque, além das maiores taxas de emissão de GEE, seus valores nutricionais se aproximam de zero.

O suco de laranja e bebidas de soja foram equivalentes em uma zona intermediária, como a ligeira vantagem do ponto de vista nutricional para o suco de laranja. O leite, por sua vez, apresentou o melhor NDCI, praticamente o dobro da bebida de soja e 53 vezes superior ao da cerveja e do vinho. Então, que opções faremos no futuro: cerveja ou leite?

Luiz Josahkain é Zootecnicista, professor de melhoramento genético e superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

sábado, 15 de março de 2025

Governança, Riscos e Compliance nas Organizações 2025

Governança, Riscos e Compliance: O Desafio da Conformidade em um Cenário em Constante Mudança

por Henrique Oliveira *

Ao explorar os principais relatórios de riscos publicados globalmente, como o “2025 Global Risk Report” do World Economic Forum, ou ainda “Top Risks 2025” da Eurasia Group, o mundo corporativo cada vez mais dinâmico, incerto e com mudanças políticas e regulatórias abruptas, (basta ver os movimentos geoeconômicos acontecendo de forma impactante na América do Norte, na China e na Rússia) a governança, riscos e compliance (GRC) se tornaram pilares essenciais para manter a sustentabilidade e gerar valor de sucesso das organizações.

No entanto, uma das maiores dores enfrentadas por profissionais da área é a adaptação contínua às mudanças regulatórias e a garantia de conformidade sem comprometer a eficiência operacional. Ao longo da minha carreira, tenho observado que a conformidade não é apenas uma questão de seguir regras, mas de integrar essas diretrizes aos processos táticos e operacionais, de forma que agreguem valor ao negócio. A Lei Sarbanes-Oxley e as Diretivas da União Europeia, por exemplo, trouxeram desafios significativos, entretanto também promoveram oportunidades para fortalecer o ambiente de controles internos, além de solidificar uma cultura de transparência. Nesse sentido, uma das principais dificuldades que enfrentadas é a gestão de riscos, em um ambiente regulatório em constante evolução. As mudanças nas leis, normas e diretivas podem ser repentinas e complexas, exigindo que as empresas reajam rapidamente para evitar penalidades e danos à reputação. Para mitigar esses riscos, é crucial desenvolver uma estratégia de compliance proativa e ambidestra, que inclua monitoramento contínuo (sobretudo do ambiente externo) e ajustes ágeis nas políticas internas que promovam maior velocidade nas tomadas de decisão e ação.

A implementação de tecnologias de automação e análise de dados tem se mostrado uma solução eficaz para lidar com essas demandas. Ferramentas de GRC integradas permitem a identificação precoce de riscos e a geração de relatórios precisos, facilitando a tomada de decisões informadas. Adicionalmente, a automação de processos repetitivos libera recursos humanos para se concentrarem em atividades estratégicas, ou seja, trocando rotinas corriqueiras por pensamentos de médio e longo prazos. Parar para pensar no que é essencial e oportuno. Outro aspecto vital é a cultura organizacional. Promover um ambiente em que todos os colaboradores compreendam a importância da conformidade e se sintam responsáveis por esta é essencial. Programas de treinamento e conscientização são fundamentais para capacitar as equipes a identificar e relatar violações, criando uma linha de defesa robusta contra riscos internos e externos.

Em um dos projetos que tomei frente, com foco em riscos e compliance, introduzimos uma empresa terceira para varredura de depósitos recursais, o que resultou em entradas inesperadas no fluxo de caixa da empresa. Essa iniciativa não apenas otimizou recursos financeiros, mas também destacou a importância de práticas de compliance inovadoras, fora da caixa, que geram valor e que sejam eficazes. Por fim, a comunicação com órgãos reguladores e partes interessadas deve ser clara e eficiente. Manter um diálogo aberto e transparente ajuda a construir confiança e facilita a navegação em situações complexas. Não menos importante, relatórios detalhados e insights estratégicos são ferramentas poderosas para alinhar as expectativas dos stakeholders com os objetivos corporativos. Em suma: GRC tem que estar na estratégia organizacional. (Sem sombra de dúvidas.)

Finalizando, convido você, leitor, a compartilhar suas experiências e desafios na área de Governança, Riscos e Compliance. Vamos nos conectar e trocar ideias sobre como podemos continuar a inovar e superar as barreiras da conformidade em um mundo em constante transformação. Sinta-se à vontade para me contatar aqui no LinkedIn para discutirmos essas questões e explorarmos soluções colaborativas.

Saudações.

(*) - Henrique Oliveira é professor e Executivo de Governança, Riscos e Compliance

#pelosatelite #GRC #Riscos #Compliance #Governança

 



sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Programa de Integridade


O DOJ e a Evolução dos Programas de Integridade: uma Visão de Futuro

por Henrique Oliveira* 

Recentemente, tive a oportunidade de encontrar com um grupo de especialistas, em destaque o Sr. Matteson Ellis (da Miller & Chevalier Chartered) que citou pontos importantes sobre a atualização da evolução dos programas de Compliance segundo o DOJ, atualizado no terceiro trimestre de 2024, ao qual me debrucei em uma leitura completa. (A última versão emitida de forma mais robusta foi em 2023**.)

Além das preocupações tradicionais na infraestrutura dos programas de integridade, como desenho do programa, avaliação de riscos, gerenciamento de riscos emergentes, certificações da aplicação das práticas de Compliance perante às demandas da lei, de políticas, normas e procedimentos, o que chama a atenção nessa nova revisão são as considerações relacionadas aos riscos do uso de tecnologias de inovação sobretudo as relacionadas com a Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias integradas na gestão corporativa de riscos.

Nesse sentido, o DOJ, que enfatiza ações numa visão voltada ao ente fiscalizador, (usa-se o termo “prossecutor” em todo o texto) perguntou: Quais são os principais potenciais impactos das novas tecnologias e a sua capacidade em cumprir leis criminais? Qual é a governança que será adotada para o uso de novas tecnologias e sua relação comercial de negócio, em conjunto com os programas de Compliance? Como a companhia cobrirá os riscos ou ainda algum impacto potencial negativo ou consequências não intencionais resultantes do uso de tecnologia, incluindo company insiders? Levando em consideração o escopo do uso de inteligência artificial e tecnologia similares no negócio ou ainda como parte do programa de Compliance, existem controles estabelecidos capazes de monitorar e certificar a integridade e a veracidade de acordo com a lei aplicável ou ainda com o Código de Conduta da organização? Existem controles para certificar que a tecnologia está sendo usada somente para os propósitos determinados? Qual é o momento de tomada de decisão é usado para avaliar a inteligência artificial? Como é aplicada adequada prestação de contas em torno do monitoramento e aplicação da inteligência artificial? Como a companhia treina seus empregados em utilizar novas tecnologias, como a inteligência artificial?

Além da tecnologia emergente, o DOJ tem se preocupado muito com a questão cultural, em fazer o certo dentro de uma organização. O Órgão entende que deve-se ter um ambiente não somente exclusivo ao universo de controle, mas que haja espiritualidade no comportamento das pessoas, capaz de transmitir uma atmosfera de ética, de respeito e de honestidade. Nessas circunstâncias, a estrutura do programa de Compliance deve ser facilmente acessível, com políticas, normas e procedimentos fáceis de serem encontrados, seja em meio físico ou em meio virtual (como um site ou plataforma, por exemplo). Que haja treinamentos efetivos, evidenciados, (lembre-se das listas de presença e participação), amplamente divulgados e distribuídos ao longo do ano, como parte integrante de um programa do negócio da organização.

Ainda, no mesmo memorando, é destacado as atitudes que devem ser tomadas por parte da empresa, como possuir canais destinados à denúncia espontânea e a não retaliações como parte fomentadora de confiança mútua. E, com base em dados recebidos por supostos desvios, esses, possam ser capazes de fornecer subsídios para conduzir investigações de forma íntegra, imparcial, com escopo e regras adequadas, por profissionais qualificados, em busca da verdade e, quando em corridas, que haja a aplicação das consequências em consonância com os impactos apresentados. A partir daí, lições aprendidas, novos treinamentos, bem como a divulgação visando cautela e transparência, sejam revistos e reimplementados, mantendo a atmosfera de credulidade entre os membros da organização, visando ser superior a quaisquer desvios indesejados. (Em suma: o Compliance deve ser feito para muitos e não para poucos.)

Não menos importante, e naturalmente, a Alta Administração, o que inclui o Conselho, as Diretorias e Gerências devem dar o tom, bem como compartilhar as suas atribuições e comprometimento aos demais e monitorar as frentes de trabalho.

Por fim, às vistas do DOJ, é importante a formalização do programa de forma autêntica, com base em registros, eventos, seminários, artigos internos, análise de dados, transparência, medidas corretivas para desvios e, acima de tudo, com visão de longo prazo em busca da solidez de um programa de integridade respeitado por todos aqueles que o integram, dentro e fora da organização.

A ler as 25 páginas desse documento, o sentimento que se traz é que a corrupção e suborno estão sendo melhor compreendidos dentro das organizações. Entretanto, apesar da elevação da maturidade, a corrupção, o suborno e os desvios de conduta são itens que ainda se encontram presente entre os fluxos e os processos, danificando os negócios e, desta forma, manter-se atento a esses comportamentos é uma questão de prioridade e que não pode deixar de ser uma pauta externa às demandas e aos olhos do Conselho, pois pequenos delitos, quando deixados de lado, podem se transformar em impactos irreversíveis, danosos a todos stakeholders.

O documento do DOJ tem seu acesso pelo link: https://www.justice.gov/criminal/criminal-fraud/page/file/937501/dl?inline= .

(**) Sobre 2023, vide: https://www.linkedin.com/pulse/evolu%25C3%25A7%25C3%25A3o-dos-programas-corporativos-de-compliance-segundo-oliveira/?trackingId=PQ0rWGIhT7OW5WsOekT7Xw%3D%3D.

(*) - Henrique Oliveira é Professor e Executivo de Governança, Riscos e Compliance


quarta-feira, 15 de maio de 2024

Ave Cesar Movies: O Entregador



Ave Cesar Movies: O Entregador

Saiu nesse mês de maio, pela Netflix, o suspense chamado de “O Entregador”, em espanhol, “El Correo”, dirigido por Daniel Calparsoro e estrelado por Aron Piper. A película passa no ano de 2002 e é uma obra de tem um mix de ficção e realidade, pois essa tem como referência histórica um dos maiores escândalos de corrupção financeira ocorrido na construção civil na Espanha e agentes do Poder Público, por meio de atos de suborno, formação de quadrilhas além de elevada lavagem de dinheiro, iniciado no período de troca de moedas, de Pessetas para Euros, conforme acordado pela União Europeia, em 1999. O esquema ficou conhecido por "trama Gürtel".

É um filme que tem que tirar as crianças da sala, pois há cenas inadequadas para a idade (sexo, drogas e rock n 'roll.) Apesar desse detalhe, o seu enredo é sério e profundo. Dados do filme citam que a fraude no setor público espanhol foi superior a 9 bilhões de euros. A Espanha teve que buscar 58 bilhões no Banco Europeu para cobrir os prejuízos, triplicando a dívida pública daquele país. Os espanhóis ficaram mais pobres e a desigualdade disparou. Ordens de despejo se multiplicaram. Cortes na saúde e educação se mantêm até os dias de hoje.

Profissionais de GRC, Auditorias Interna e Externa, Forensic, devem atentar ao filme para entender como são articuladas manobras de lavagem de dinheiro entre bancos e agentes e entre países e como suas consequências sociais e econômicas são drásticas e de alto impacto em ESG.

 

#pelosatelite #avecesarco #djjonesco #avecesarmovies #ESG #AML #GRC

https://www.elmundo.es/elmundo/2009/10/07/espana/1254902912.html

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Trabalho Voluntário em meio a crises

A importância do voluntariado no tratamento da gestão de crises

 por Henrique Oliveira (*)

Em 1993, participei de um programa de intercâmbio no interior do estado de Nova Iorque. A região, conhecida por Allegany County, possuía como risco climático as baixas temperaturas decorrentes das fortes nevascas. O rigoroso período de inverno colocava toda a comunidade em estado de emergência, tendo em vista que as estradas eram bloqueadas por elevados maciços de neve. Esse evento natural impedia a polícia, o SAMU, os bombeiros ou ainda da defesa civil em chegar em locais distantes para salvar possíveis vítimas, sobretudo em casos de incêndio. As moradias americanas são construídas, em geral, com materiais extremamente inflamáveis, como madeira, isolantes térmicos à base de fibra de vidro e assoalhos sintéticos e carpetes. Para manter a casa aquecida, aquecedores elétricos ou a gás são utilizados ao máximo, provocando um efeito estufa, rico em ar seco. Acrescido de pó e sujeira em suspensão, o risco de incêndio se torna iminente. Basta acender um palito de fósforo ou ainda um fogão a gás com faísca elétrica que o risco de explosão pode se tornar um evento desastroso. Quando ocorria um incêndio em plena nevasca, o sofrimento da família que se encontrava em vulnerabilidade provavelmente era cicatrizado por um grupo de voluntários que estavam mais próximo daquela residência.

Me lembro que cada voluntário recebia do Corpo de Bombeiros um treinamento de combate a incêndio e primeiros socorros, bem como um conjunto básico de equipamentos como pá, picareta, machado, cabos de aço, lanternas e roupas especiais. Havia também um rádio comunicador ligado diretamente com a polícia local, o que facilitava a rápida comunicação entre as unidades de salvamento. Além disso, voluntários que possuíam caminhonetes, tinham a permissão de instalar um giroflex azul no teto da cabine, facilitando a sua identificação e dando a este civil prioridade em transitar em rodovias e seus acostamentos, bem como ter acesso as áreas de risco. Os voluntários eram vistos pela comunidade local e pelas instituições de governo com enorme orgulho, com dignidade e respeito.

A menos de um mês, o Rio Grande do Sul vem sofrendo com riscos climáticos decorrentes das fortes chuvas. Diversas pessoas, de forma voluntária, partiram para aquele estado munidos de motos aquáticas, barcos e lanchas para salvar vidas. Houve ainda aqueles que decidiram ir com veículos equipados, jipes, quadriciclos e carretas para regaste ou ainda levar mantimentos e itens de primeira necessidade. Empresários, em solidariedade, cederam aeronaves e helicópteros buscando propiciar o socorro imediato. Surpreendentemente, fontes jornalísticas noticiaram que o governo, em suas diversas esferas, seja por incompreensão ou despreparo, retaliou algumas caravanas que se encontravam a caminho do ponto de combate. Houve supostos casos de apreensão de veículos e equipamentos, burocracia fiscal ou ainda multas rodoviárias sem sentido. (Desvios estes que, em sua maioria, foram reconhecidos e que serão reparados a posteriori.) Entretanto, apesar desses entraves, o pior cenário foi o estado ter dificuldade em reconhecer, ou talvez, dar a devida importância do trabalho voluntario, aquele que estava muito à frente na linha de resgate, retardando o processo. Não cabe entrarmos no mérito político, mas o que se observa é uma clara desconexão entre o poder público e os voluntários da pátria. E não me refiro somente à esse caso em específico ocorrido no sul. Outros eventos de crise, como os recorrentes desmoronamentos em Teresópolis e Petrópolis, no Rio de Janeiro, e enchentes em outros estados, como Minas Gerais e o sul da Bahia, houve uma demora no alinhamento de governo para com os voluntários.

É nítido que, cenários de desastre, quando ocorridos e tomados em conjunto em uma região, se tornam uma catástrofe. O poder público e as autoridades não dão conta sozinhos do recado. Todos, incluindo a sociedade civil, devem colaborar. (A exemplo, empresas de médio e de grande porte, contam, além do bombeiro civil, com brigadistas voluntários, capazes de orientar empregados e terceiros a evacuarem um edifício ou ainda atuarem como membros de primeiro combate e resgate. Trata-se de uma extensão de linhas de defesa.) Nessas circunstâncias, toda ajuda é essencial. Em situações graves, órgãos de governo tem que contar com mais suporte da sociedade e do setor privado. É uma questão de humanidade e bom senso. Senso de solidariedade, que não pode ser coibido ou ainda aceito de forma tardia, tampouco limitada.

Nesse cenário, quem tarda pode aumentar o risco de falhas. Consequentemente, conclui-se que, órgãos e instituições de defesa passaram da hora de executar benchmarking externo (em outras instituições semelhantes em outros países) buscando formar e aumentar grupos de voluntários éticos, com plena disposição em atuar em casos críticos. Para tanto, deve-se capacitá-los e guarnecê-los com o mínimo de infraestrutura. Além disso, devem considerá-los como membros efetivos de uma equipe, de um comitê, que participam do planejamento estratégico e que se encontram hábeis para atuar quando houver cenários “de guerra”. Essa dinâmica, permite e agiliza a capacidade de ação de defesa e acesso em locais mais remotos, onde o poder público ainda não avançou.

Apesar do país de haver muita solidariedade entre os cidadãos, é necessário desenvolver voluntários qualificados pelas entidades de defesa. De forma, a gestão de crises será uma ferramenta de mitigação de riscos mais ágil e eficiente.

A propósito: o município onde estudei no estado de Nova York, conta com, aproximadamente, 30 voluntários, além do bombeiro oficial, para uma população mil habitantes. O time está habilitado o suficiente para manipular ambulâncias e carros de combate a incêndio e de resgate. Alunos da escola municipal podem concorrer a bolsa de estudos no Departamento de Bombeiros.

É um benchmarking a ser explorado.

Saiba mais em: https://alleganyhopewny.org/locations/bolivar-fire-department/

https://fire.fandom.com/wiki/Bolivar_Volunteer_Fire_Department_(New_York)

https://www.wadsworth.org/node/513120/printable/print

https://www.timesreporter.com/story/news/local/2022/08/23/community-helps-bolivar-celebrate-new-fire-truck/65415728007/

https://www.defesacivil.rs.gov.br/seja-um-voluntario

(*) - Henrique Oliveira é Consultor Executivo de Governança, Riscos e Compliance

#pelosatelite #gestãodecrises #esg #grc #trabalhovoluntario #sustentabilidade #gestãoderisco #riograndedosul

quarta-feira, 18 de março de 2020

Comitê Tático de Crises


Noé, o Comitê Tático de Crises, e a luta contra o dilúvio do Corona


Dando uma conotação bíblica e genesíaca ao tema, Deus, principal executivo do Comitê de Gestão de Crises no mundo em que vivemos, disse à Noé: - “construa a arca, pois o dilúvio estará por vir, e você deve garantir a fertilidade na terra”. Será um dilúvio de 40 dias e 40 noites”. E lá foi Noé que, junto com sua família, montou um Comitê Tático de Crises para pôr a mão na massa.  Partiram todos por construir a arca, recepcionar os animais e comandá-la no momento do grande dilúvio. E assim, a equipe fez. E a medida que a notícia foi crescendo, os boatos aumentando, o sentimento ruim alastrando, os animais foram chegando, dois a dois, em casais, pensando no futuro da perpetuação da espécie. Os tolos, que não entenderam o que estava ocorrendo, resolveram dar as costas, ou ainda criticar os atos de Noé.

É desta forma que o cenário atual de crise sobre o Corona Vírus está no Brasil. Nosso principal representante acha que é uma falácia da mídia, um excesso talvez. Um conceituado gastrônomo nacional idem. Boa parte dos cidadãos andam displicentes, acreditando que, por onde transitam, ou convivem não há riscos de contaminação por um vírus minúsculo e transparente, ou no final das contas, tudo se refere a mais uma gripe qualquer. Ledo engano.

O cenário é de dilúvio, em não em formato de chuva e sim de espirro. É critico;  está  rodeado de incertezas e é fatal. É nesta esteira que as organizações vêm criando os Comitês Táticos de Crises, para fazer acontecer. É nesse grupo que especialistas de diversas áreas (e.g.: Recursos Humanos, Saúde e Segurança, Riscos e Compliance, Supervisores de Operação, TI, Supply Chain) se encontram em reuniões rápidas para apontar o que está acontecendo no momento, visando tomar ações urgentes e imediatas. Essas atitudes variam desde a aquisição de insumos básicos de higiene pessoal como álcool gel, sabão, lenços umedecidos e papel toalha descartáveis, até a criação de notas diárias de informação, como cartilhas e manuais de instruções, visando o aculturamento e a proteção à saúde e a vida, além da disponibilização de recursos de TI para que funcionários e terceiros possam exercer suas atividades de forma remota, longe de aglomerações, reuniões presenciais ou ainda permanecer em ambientes fechados. Os negócios serão mantidos, mesmo em escala reduzida.

Não me delongando no assunto, a mensagem é simples e tem que ser difundida de forma rápida: se você pertence a uma organização que ainda não montou o seu respectivo Comitê Tático de Crises ou equipe semelhante, corra até a alta direção e transmita este artigo (e os muitos outros que se encontram nas mídias responsáveis). Empresas multinacionais localizadas no Brasil estão recebendo ou já receberam recomendações de suas matrizes e filiais que sofreram ou ainda estão sofrendo com os impactos da contaminação do COVID-19 em larga escala, como na China e na Itália. Na América do Sul, diversas fronteiras fecharam as suas portas, deixando passar apenas mercadorias. Escolas fecharam. Executivos e membros do staff estão trabalho em casa, no estilo home office. Até os estagiários foram dispensados. Trata-se de uma atitude radical, de isolamento. (Isso não se confunde com férias). O momento demanda permanecer em casa.

Em suma: avise a chefia, pois ainda há tempo, mesmo que este esteja curto. Ajude na formação de um Comitê ou de um grupo de trabalho que possa tomar frente, em combate ao Corona Vírus. Crie uma verdadeira “Sala de Guerra”, com plano e execução de atitudes concretas, sem medo de gastar um pouco além do orçado, pois o status é de contingência. O foco é conter o contágio, evitando a proliferação em escala. É proteção a vida humana.

E que os “Noés” mantenham as mãos firmes no timão e guiem com habilidade suas barcas, pois o dilúvio já chegou no Brasil e já causou uma fatalidade, no mais importante estado do país. Até o dia 17 de março, as secretarias estaduais de saúde registraram 8.819 casos suspeitos, sendo 349 casos de real infecção, distribuídos em 17 estados e no Distrito Federal.  

Conte comigo, pois eu preciso contar com você. Como diz o filosofo Luiz Felipe Pondé: “ser racional, ter bom senso, cuidado, solidariedade e coragem”. Coragem para entender que temos que enfrentar o risco epidemiológico.

Algumas atitudes a serem tomadas logo de início, conforme determina o Ministério da Saúde:




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