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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Anuário da Cerveja 2026

Raio-X do Mercado Cervejeiro: O que o Anuário da Cerveja 2026 Revela Sobre o Nosso Futuro

Na última semana, Brasília foi o palco do lançamento do aguardado Anuário da Cerveja 2026 (ano-base 2025). O documento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) foi apresentado em um evento promovido pelo SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), reunindo autoridades e grandes especialistas do setor. Para quem vive o mercado, esse relatório é o termômetro de tendências definitivo. Ele nos força a olhar os dados, recalcular rotas, estudar e, acima de tudo, reinventar a forma como pensamos a cerveja. E a edição deste ano trouxe insights poderosos que merecem nossa atenção.

Sem Glúten Voando Alto e o Espaço do Puro Malte

Entre os dados mais impactantes, a saudabilidade e ocomportamento de consumo ditaram o ritmo. O volume de cervejas sem glúten registrou um salto impressionante de 417,6%. Paralelamente, as cervejas puro malte consolidaram sua presença definitiva no coração e no copo dos brasileiros, respondendo por 30% de toda a produção nacional.

O Raio-X Inédito dos Ciganos

Pela primeira vez na história, o anuário trouxe dados oficiais sobre o universo das cervejarias ciganas. Graças a uma articulação liderada pela Diretoria Jurídica da ABRACERVA (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal), agora sabe-se que o país conta com 280 marcas ciganas ativas. Juntas, elas são responsáveis por produzir 37 milhões de litros espalhados por 17 estados brasileiros.

Crescimento em Ritmo de Consolidação (E Suas Dores)

Embora o Brasil tenha atingido o recorde histórico de 1.954 fábricas registradas, o ritmo mudou. Após anos de uma expansão acelerada, o mercado dá claros sinais de consolidação. A abertura de novos CNPJs desacelerou e o relatório apontou 158 cancelamentos de registros de estabelecimentos. Essa alta expressiva nos fechamentos mostra que a maturidade do setor traz consigo dores reais de mercado, exigindo mais eficiência, gestão e resiliência das marcas que desejam prosperar. 

O mercado mudou de marcha. E a sua cervejaria, está pronta para esse novo cenário?

Para ter acesso ao anuário da cerveja clique no link: https://sindicerv.com.br/anuario-da-cerveja-2026/



terça-feira, 8 de julho de 2025

Anuário da Cerveja 2024


Anuário da Cerveja 2024
 

O Anuário da Cerveja 2024, estudo elaborado pelo Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa), em atendimento às políticas de transparência e difusão do conhecimento gerado a partir de dados públicos, é um documento institucional da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, que apresenta estatísticas relativas ao registro de estabelecimentos e produtos, bem como informações sobre importação e exportação.

Como fonte das informações referentes aos registros, foram consultados o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) e o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos (Sipe Oraflex).

Como fonte das informações referentes à importação e à exportação de cerveja, foram consultados o Comex Stat e o Portal Único gov.br. Importante destacar que os números relativos à importação e à exportação foram atualizados em relação às versões de anuários anteriores, com a inclusão dos valores relativos à cerveja sem álcool e substituição dos valores em peso (kg) por valores em volume (L). 

Em 2023, o número de cervejarias abertas no Brasil alcançou um recorde histórico de 1.847 unidades, representando um crescimento de quase 7% em relação ao ano anterior. De acordo com o levantamento, há pelo menos uma cervejaria em 771 municípios brasileiros, com maior concentração na região Sudeste.

São Paulo é o estado com maior número de cervejarias registradas, seguido pelo Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No entanto, o Pará foi o estado que mais cresceu, com 33,3%, seguido por Mato Grosso do Sul (22,2%).

Outro destaque no estudo sobre a indústria cervejeira no Brasil é o total de registros de produtos: 45.648, com crescimento de 6,6% em relação a 2022.

O anuário de 2025 está previsto para o segundo semestre deste ano. Aguardem.

Saiba mais em: Anuário da Cerveja 2024 - SINDICERV

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Ave César Books: Cerveja a Mais Popular Bebida Brasileira

Cerveja, a Mais Popular Bebida Brasileira: Formação da Cultura Cervejeira Nacional


A Academia da Cerveja foi palco do lançamento de mais um livro que chega ao mercado editorial brasileiro que tem a bebida mais popular do país como protagonista. A obra faz um passeio pela história da cerveja no Brasil e conta como ela contribuiu para cultura nacional.

 Sob o comando da sommelière Bia Amorim, uma mesa redonda com a participação dos três autores permitiu ao público fazer perguntas, em um diálogo rico sobre a história da bebida no Brasil e como ela contribuiu para a cultura nacional. O evento teve o apoio do Sindicerv, que esteve presente.

 “Cerveja, a mais popular bebida brasileira – Formação da cultura cervejeira nacional” é uma produção de três autores egressos do meio acadêmico, com muitas pesquisas e publicações sobre cerveja: Eduardo Fernandes Marcusso , Silvia Limberger e Sergio Barra. A obra é editada pela Ife Editorial.

 São 4 capítulos que fazem um trajeto dos mais antigos registros da produção de cerveja em terras tupiniquins até os dias atuais com a grande diversidade de cervejas produzidas no país. Dentro desse caminho, a cerveja como cultura é abordada como parte da construção do povo brasileiro.

A ideia desse livro é discutir a formação da culturacervejeira nacional enquanto um processo histórico de desenvolvimento das forças produtivas nacionais, que tornou-se a preferência do consumidor brasileiro quando se trata de bebidas alcoólicas. A cerveja é consumida em casa, na casa de amigos e na rua em diversos tipos de estabelecimentos e faz parte do cotidiano do povo brasileiro.

Fonte: https://www.linkedin.com/posts/sindicerv_cerveja-a-mais-popular-bebida-brasileira-activity-7268685217530331137-qtnq?utm_source=share&utm_medium=member_desktop

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

BH Oktoberfest 2018



Sindbebidas promove BH Oktoberfest

A capital nacional dos bares vai ganhar uma nova atração para o calendário permanente de eventos: o BH Oktoberfest. A primeira edição do evento será realizada, de 4 a 6 de outubro, no Expominas, com o apoio do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas).

Criada em Munique, em 1814, o Oktoberfest continua sendo o maior festival de cervejas do mundo. A proposta é posicionar Belo Horizonte no ranking mundial do evento.
Música, entretenimento, gastronomia, shows e mais de 300 rótulos de 50 cervejarias mineiras esperam por você. Do dia 04 ao dia 06 de outubro, esperamos por você no BH Oktoberfest.

Conecte-se com a BH Oktoberfest:
Local: Expominas – Avenida Amazonas, 6200 - Bairro Gameleira
Data: 4 a 6 de outubro
Horário de funcionamento:
Dia 4 – quinta-feira – 14h às 2h
Dia 5 – sexta-feira – 14h às 2h
Dia 6 – sábado – 11h às 23h45
Classificação 18 anos
Informações: (31) 3332-9906


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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Transferência de tecnologias em bebidas

FIEMG, SILEMG e SINDBEBIDAS assinam contrato para transferência de tecnologias com a UFMG


Sistema FIEMG, o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Minas Gerais (SILEMG) e o Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SINDBEBIDAS)oficializaram uma parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no dia 18/5, com a assinatura de um termo institucional para transferência de tecnologias da universidade para a indústria.
O trabalho acadêmico de mestrado do analista de projetos da FIEMG, Alan Senra Cheib, desenvolvido na UFMG, "Da Grama a Tonelada - Uma proposta de arranjo institucional para fomentar a transferência tecnológica no estado de Minas Gerais, Brasil", que foi apresentado, vem testando na prática o conceito de integração entre academia e indústria. Três tecnologias inovadoras já são frutos do trabalho conjunto. Entre elas está um processo de alta fermentação para isolar uma levedura, exclusivamente mineira, para produção de cerveja artesanal.
Segundo o vice-presidente do SINDBEBIDAS, Marco Falcone, a maioria dos produtores de Minas compram leveduras importadas. “As cervejas têm como agente principal as leveduras. São elas que comem o açúcar e fazem o álcool e o gás. Hoje, praticamente toda levedura vem de fora do país. Com o projeto, será desenvolvida uma levedura com o DNA brasileiro. Teremos um produto que jamais tivemos. É um salto inovador, que fará um papel bonito para o Brasil inteiro”, destaca.
Na área de laticínios, duas bebidas funcionais têm chance de chegar ao mercado: um iogurte antioxidante de cogumelo de sol, fungo Agaricuz Blazei, que sequestra radicais livres e tem funções antitumorais e um achocolatado suplementado, sem lactose, com baixo teor de gordura, que auxilia na recuperação pós treino ou atividade física de alta intensidade. “O produto pode beneficiar atletas, trabalhadores ou qualquer pessoa que tenha gastos calóricos intensos”, diz Alan Senra Cheib.
A parceria é desenvolvida no âmbito do Programa de Competitividade Industrial Regional (PCIR) da FIEMG, que trata de inovação e modernização em mais de 20 setores dinamizadores da economia em todas as regiões do Estado. O título do estudo “Da grama à tonelada” remete à necessidade de escalonar os resultados de pesquisas, fazendo com que não fiquem apenas em artigos científicos.
O projeto será apresentado na Conferência Mundial de Interação Universidade Indústria, em Londres, no dia 21/06. Ele foi aceito pela University Industry Interaction Conference, na categoria: "Next Practice Concept" e irá compor a mesa de discussões com o título "Driving Research Commercialisation And Academic Entrepreneurship".
Fonte: Sindbebidas MG. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Curso do Sindbebidas de Minas Gerais

Sindbebidas MG promove seção de atualização técnica para cervejarias



Para as cervejaria que necessitam de atualização contábil e jurídica, apresento abaixo o Curso do Sindbebidas de Minas Gerais:


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Seminário Cervejeiro em Minas Gerais

Seminário Cervejeiro rompe barreiras do conhecimento

O empresário e professor Marco Falcone, proferirá a palestra "Microcervejarias Mineiras: marca coletiva, tendências e experiências". Essa é a segunda palestra do programa "Competitividade Industrial Regional" desenvolvida pelo SEBRAE em parceria com o Sindbebidas de Minas Gerais.

Trata-se de uma oportunidade em trocar experiências, esclarecer dúvidas e conhecer as tendências do mercado cervejeiro em Minas Gerais. O evento é importante para apreciadores e empresários do segmento e da cadeia produtiva (o que inclui bares, restaurantes, hotéis, etc.), e será ministrado na cidade de Juiz de Fora no dia 27 de junho, às 18:30hs no SEBRAE de Juiz de Fora.



quinta-feira, 28 de julho de 2016

Mapa Cervejeiro de Minas

Mapa Cervejeiro Mineiro




A Estrela Brasil produtora de eventos e o SindBebidas lançaram nessa semana o mapa cervejeiro de Minas Gerais. Bonito, bem feito, com um design de vanguarda foram mapeadas dezenas de cervejarias para conhecer e degustar a boa cerveja. 

A produtora é capitaneada por Cindra Gomes, Sommelier, organizadora do Beer Chef e Mix Beer. (Nas horas vagas, é uma excelente cantora MPB, cujas canjas e shows ficam lotados de amigos e convidados!)

Estão no mapa, bares, restaurantes e cervejarias. Mais informações veja em: https://www.facebook.com/omapacervejeiro/ 

Um brinde!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Cervejarias em Minas Gerais

Empresários no Sul de Minas investem em cervejarias artesanais

Empresários no Sul de Minas têm investido cada vez mais no ramo de cervejarias artesanais. Mesmo com o preço de venda um pouco mais alto em relação às cervejas comuns, as artesanais têm caído cada vez mais no gosto do consumidor e bares que servem este tipo de bebida se tornam mais comuns a cada dia. Na região, já existem seis cervejarias artesanais.
O engenheiro Juliano Brandão se define como um verdadeiro apreciador de cervejas. Já experimentou várias, dentro e fora do país. Há algum tempo trocou o consumo das convencionais, comuns no mercado, pelas artesanais e acredita que o sabor é bem melhor. "Quem faz a cerveja artesanal, gosta do que faz e faz bem feito. E eu gosto do que é bem feito", afirma.
Segundo o comerciante Bruno Gomes Martins, que tem um bar em Pouso Alegre (MG), um aumento na procura por cervejas artesanais tem acontecido nos últimos anos. Ele abriu o negócio há quatro anos e meio e trabalha com mais de 100 variedades da bebida vindas de diferentes estados e países. "Teve um aumento de dois anos pra cá, a demanda dos diferentes tipos de cervejas cresceu demais e a curiosidade [das pessoas] de saber porque é diferente. Então, cada estilo se adequa a cada pessoa e isso vai trazendo público e a cultura cervejeira para o Sul de Minas."
Empresário alemão produz cerveja artesanal em Monte Verde, MG (Foto: Edson de Oliveira / EPTV)Empresário alemão produz cerveja artesanal em Monte Verde, MG (Foto: Edson de Oliveira / EPTV)
Em Minas Gerais existem 25 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura e seis delas estão no Sul de Minas. Segundo dados divulgados em junho pelo Sindbebidas, sindicato da categoria, no Brasil os fabricantes têm um crescimento médio de 21% ao ano e uma produção de 1,1 milhão de litros todos os meses.
Investimento em diferencial
O alemão Jörg Franz Shwabe (o Fritz) se tornou mestre cervejeiro em 1972. Ele montou uma marca especializada em chopes e há cinco anos também produz cinco diferentes cervejas artesanais em Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG).  Na fábrica, ele acompanha cada processo, até na hora de ver se a cerveja está pronta para ser comercializada. "Acompanhamento direto desde o início, da compra da matéria-prima, você faz sua análise visual, a fermentação, maturação até o produto pronto", explica.
Empresário fez cervejaria artesanal em fazenda em Santa Rita do Sapucaí (Foto: Edson de Oliveira / EPTV)Empresário fez cervejaria artesanal em fazenda
em Santa Rita do Sapucaí
(Foto: Edson de Oliveira / EPTV)
No restaurante especializado em cervejas artesanais no distrito, o cliente tem uma vantagem: além de experimentar a bebida, ele tem a oportunidade de conhecer a fabricação dela, que fica bem ao lado. "Quem experimenta uma cerveja artesanal dificilmente volta a consumir uma industrializada. É a pura cevada realmente", aprova o cliente Renato Garuti
O engenheiro Henrique Del Castillo também montou uma fábrica de cerveja artesanal na fazenda dele, em Santa Rita do Sapucaí (MG). De portas abertas há três anos, no local são envasados 20 mil litros por mês. "Você começa produzindo em casa, em panelas, de 20 litros até 60 litros, de repente você vê que isso pode ser uma oportunidade de negócio. É isso, você começa com um foco caseiro e depois passa para um foco de negócios", conta.
A cerveja artesanal custa em média duas a três vezes mais que as comuns, mas o consumidor não reclama da diferença. "Vale a pena por causa do sabor e da dedicação colocada neste tipo de cerveja", completa Brandão.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Cerveja Industrial vs Artesanal

Cerveja industrial perde espaço para as artesanais
Bebida registra alta acumulada de 9,35% de janeiro a outubro; BH se consolida como polo produtor


O aumento do preço da cerveja e a Lei Seca estão empurrando o consumo da bebida, um dos hábitos arraigados entre os brasileiros, para segundo plano. Por outro lado, a alta da cerveja industrial consegue dar impulso às microcervejarias que se espalham por Minas Gerais – um total de 30, segundo informações do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral (Sindbebidas-MG). Isso porque, com preços das cervejas tradicionais em elevação, as artesanais estão ganhando em competitividade, além de se destacar por um melhor custo-benefício. Segundo levantamento do site de pesquisas Mercado Mineiro, em outubro, o preço das bebidas industriais variou de R$ 6,55 a R$ 7,40 a garrafa com 600 ml, enquanto as artesanais custam a partir de R$ 10. 

Fernando Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), lembra que a importância que o consumidor tem dado à qualidade dos produtos, e não mais à quantidade consumida, ajuda a puxar a venda das artesanais. “Nas demais cervejas, já experimentamos queda de 5% no consumo, muito em função dos preços, e a nossa percepção é de migração para as artesanais, mas também para vinhos, vodcas e caipis”, lembra. “Com as pessoas bebendo menos em função da Lei Seca, por vezes acaba dando preferência a produtos que oferecem mais qualidade e experiência”, acrescenta. 

Embora tenha sentido efeitos semelhantes aos das grandes cervejarias, com retração de produção e faturamento, Paula Lebbos, diretora de Marketing da cervejaria Backer, que tem produção superior a 240 mil litros/mês, atribui os resultados do ano ao crescimento da cultura cervejeira. “Sentimos uma retração em relação à economia em geral, à falta de dinheiro no mercado e à entrada de marcas importadas com preços acessíveis e esperávamos crescimento maior do que o que deve acontecer”, diz. “No entanto, o público de bebidas especiais continua crescendo, e isso favorece o nosso negócio”, reforça Paula. A cervejaria está investindo R$ 5 milhões na ampliação do seu parque, especialmente para receber os visitantes.

Alencar Barbosa, sócio da Cervejaria Küd, que lançou ano mercado as garrafas de 600ml este ano, ao preço médio de R$ 15, acredita na expansão do setor para os próximos anos, apoiado pelo surgimento de uma imensa variedade de rótulos, principalmente na região de Nova Lima, na Grande BH, onde a produção de cervejas foi enquadrada como atividade artesanal. Entre as vantagens frente à cerveja industrializada, ele destaca a carga cultural do produto, que dá ao consumidor a vantagem de saber como ele é fabricado. “Muitos consumidores entram no mercado artesanal pela curiosidade, e não pela busca do melhor preço”, comenta. 


CRISE DA CEVADA

Com a inflação castigando o orçamento dos consumidores, os brasileiros têm buscado alternativas. De janeiro a outubro, o preço da cerveja subiu 9,35%, duas vezes mais que a inflação oficial — de 4,38%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Desde junho, quando começou a construir a casa própria, o analista de sistemas e cervejeiro Helbert Barbosa viu sua renda comprometida e reduziu em 70% o consumo de cerveja. “Gosto de cerveja de mais qualidade, por isso pago de R$ 10 a R$ 12 por garrafa. Além disso, tenho uma despesa de pelo menos R$ 30 com táxis a cada ida ao bar”, justifica. A opção para reduzir os gastos, segundo ele, foi a compra da bebida para o consumo em casa, além da fabricação de sua própria cerveja. “Gasto menos fazendo 5 litros de cerveja do que comprando 5 litros de cerveja num bar”, considera. 
A decisão de consumidores como Helbert resultou em queda de 2,5% na produção nacional da bebida, de janeiro a novembro, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Receita Federal. Na Ambev, maior fabricante do país, as vendas recuaram 4,7% entre janeiro e setembro. Para tentar reverter o quadro, a empresa promete não aumentar o preço cobrado dos pontos de venda nos próximos meses. A campanha Verão sem aumento distribuirá cartazes para mais de 500 mil estabelecimentos em todo o Brasil até 15 de dezembro e vai indicar aqueles que não elevarem os preços.

O gerente de comunicação da Ambev, Ricardo Amorim, disse que essa é uma das táticas para incentivar o consumo da bebida. “Outras apostas foram refazer algumas embalagens e tornar os preços mais atrativos, principalmente no Nordeste, para onde brasileiros de outras regiões costumam viajar nas férias. “Mesmo com o quadro ruim, resolvemos abrir mais duas fábricas: uma em Uberlândia (MG) e outra no Paraná”, disse Amorim. O investimento previsto é de R$ 3 bilhões. (Colaborou Guilherme Araújo)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cervejas de Minas

 
Mercado mineiro investe na produção da cerveja artesanal
Que Belo Horizonte é a capital dos bares até a imprensa internacional já deu destaque. Mas o aumento da renda média da população nos últimos anos fez com que os mineiros substituíssem seus hábitos, ganhando em requinte. As mesas e cadeiras de plástico foram trocadas por modelos mais sofisticados; o copo lagoinha dá lugar às canecas e taças apropriadas para cada produto e o mais importante, a cerveja, ganha aromas e sabores diferenciados. Artesanais, os rótulos atraem cada vez mais consumidores e, em busca de aumentar a fatia desse mercado, duas das quatro principais microcervejarias de Minas preveem investimentos que, se somados, alcançam a cifra de 4 milhões, turbinando o setor de cerveja artesanal mineiro.

A proposta é transformar a região em polo produtor, e bebedor, das cervejas chamadas especiais. Como forma de incentivo, o deputado estadual Gustavo Valadares encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de lei que prevê incentivo à fabricação de cervejas e chopes artesanais. O projeto prevê isenção de impostos como forma de favorecer a produção. “O mercado da cerveja artesanal está a todo vapor, especialmente em Minas Gerais, com a expansão das marcas mineiras que estão ganhando o país. Por isso, a ideia é transformar Minas em um polo de produção de cerveja, seguindo o caminho da cachaça artesanal, hoje um produto tipicamente mineiro”, diz o texto do projeto.
Maior marca de Minas, a Backer prevê investimentos de R$ 3 milhões para ampliação da unidade do Bairro Olhos d’Água, mais que triplicando o atual espaço da fábrica, passando de 1,2 mil para 4 mil metros quadrados. Mas o projeto não visa apenas aumentar o total de cerveja produzido e, sim, criar uma unidade para visitação dos apreciadores e homebrews. “Na Copa’2010, compramos tanques e material para aumentar a produção, possibilitando produzir até 240 mil litros por mês. Agora a proposta é também trazer o cliente Backer para a fábrica”, afirma a empresária Paula Lebbos. Num anexo, serão instalados um restaurante e um pub, além de uma loja com ingredientes para os fabricantes caseiros. “Mesmo com toda turbulência internacional, a cerveja artesanal vive um bom momento. Tem muito o que crescer ainda, aproveitando grande público que se interessa pelo produto”, afirma.

De olho no crescimento do mercado, uma das fábricas que deve ampliar a produção é a Falke. Instalada atualmente às margens da BR-040, em Ribeirão das Neves, a marca deve ganhar nova unidade às margens da rodovia, mas, do outro lado da Grande BH, no Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima. A planta em operação é também o sítio da família e tem capacidade para produzir mensalmente 10 mil litros, enquanto a nova deve possibilitar quadruplicar o total. “Estamos procurando um terreno apropriado para montar a fábrica ou um galpão pronto para ter apenas que adaptá-lo”, afirma o proprietário do rótulo e diretor do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral de Minas Gerais (Sindbebidas), Marco Antônio Falcone.

Ao todo, devem ser investidos R$ 800 mil, segundo estimativas iniciais. O projeto é que a nova unidade, prevista para funcionar a partir do segundo semestre do ano que vem, produza oito rótulos (seis garrafas e dois chopes), transformando a fábrica de Ribeirão das Neves numa planta temática e deixando-a responsável apenas pela Falke Tripel Monasterium, que, feita em garrafa de champanhe e ao som de canto gregoriano, tem receita dos monges carmelitas do século 14. “Temos um mercado inexplorado muito grande. Somos terceiro maior produtor do mundo e apenas 11º no ranking de consumo per capita. Mas, com o aumento da renda, a tendência é a troca da cachaça e de bebidas destiladas pela cerveja”, afirma Falcone.


Fonte: Estado de Minas. Foto: Acervo Belotur/do Autor
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