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segunda-feira, 30 de julho de 2018

As 6 cervejarias artesanais mais famosas de Minas Gerais

Conheça as 6 cervejarias artesanais mais famosas em Minas Gerais

Você sabia que existem diversas opções de cervejarias artesanais em Minas Gerais? São inúmeras marcas que estão se destacando cada vez mais no cenário nacional das cervejas.
Em Minas Gerais, esse modelo de produção está ganhando forças com empresas de alta qualidade, atraindo fãs do Brasil e do mundo, que visitam as diversas fábricas para degustação.
Que tal conhecer as principais cervejarias artesanais em Minas Gerais? Separamos uma lista com as fábricas do estado para você degustar!
Resumindo, o que é uma cerveja artesanal?
As cervejas artesanais são produzidas de maneira caseira, mesmo em microcervejarias que utilizam equipamentos modernos e engarrafam as suas produções. O termo surgiu devido ao cuidado das empresas em todos os processos da fabricação, desde a escolha dos ingredientes básicos, as receitas de preparo até os conservantes, que são todos naturais.
Quais são as principais cervejarias artesanais em Minas Gerais?
Você sabia que o estado mineiro carrega o apelido de Bélgica brasileira? E com reconhecimento internacional pelas suas cervejarias artesanais de alta qualidade?
Anote na sua agenda e reserve alguns dias do seu roteiro de folga para conhecer as fábricas dessas cervejarias artesanais em Minas Gerais. Confira.
1. Wäls
A Wäls lançou a sua primeira linha de cervejas artesanais em 2008, que foi inspirada em produtos da Bélgica e da República Tcheca. Apesar de recente, a marca já acumula uma medalha de ouro e uma de prata na Copa do Mundo da Cerveja, em 2014.
Atualmente a marca produz 19 linhas de cervejas artesanais, sendo uma das mais procuradas pelo público a Dubbel e Quadruppel. Quer conhecer mais sobre a empresa? Visite o Ateliê Wäls em Olhos D’água e faça o tour, que dura aproximadamente 40 minutos e oferece uma degustação dos produtos disponíveis.
2. Backer
Considerada pioneira no ramo de cervejarias artesanais em Minas Gerais, essa fábrica surgiu em 1999. Já são 17 cervejas em seu catálogo, cada uma com diferentes características.
O nível de qualidade dos produtos é tão alto que tornou a Backer uma das líderes do mercado em Belo Horizonte. Para degustar as cervejas artesanais da marca, visite o Templo do Cervejeiro, localizado na capital mineira.
3. Falke Bier
Fundada em 2004, a intenção dos seus donos é que a cerveja artesanal Falke se torne uma paixão e não um produto. São 7 linhas de produção, que incluem variados aromas e histórias por trás das receitas.
Para visitar a fábrica da Falke Bier, em Ribeirão das Neves, é preciso agendar a sua visita.
4. Verace
Preparada para produzir até 120 mil litros por mês, a marca, que surgiu do desejo de fabricar cervejas artesanais em casa, se tornou referência no território nacional. Seguindo uma linha de experiências sensoriais, a Verace possui 15 produtos diferentes, para todos os gostos. Localizada em Nova Lima, a fábrica da marca é aberta todos os sábados para a visitação do público. Acesse o site e agende o seu horário!
5. Fürst
Criada em 2013, a marca Fürst Beer tem o objetivo de se tornar referência de cervejarias artesanais em Minas Gerais até 2020. Atualmente, a capacidade da empresa é de produzir 80hL/mês em sua sede matriz e 30hL/mês na fábrica terceirizada em Belo Horizonte. São 6 linhas de produção fixas e 2 sazonais, a Oktoberfest e Wee Heavy. Devido às reformas, a Fürst não está recebendo visitas em suas fábricas, no entanto, essa opção deve ser restabelecida em breve.

6. Küd
A segunda cervejaria mais jovem da lista, fundada em 2010 e inspirada no rock’n’roll, a marca já está ganhando espaço de grandes nomes no mercado nacional e internacional.
São 6 linhas de cervejas produzidas com referências belgas, alemãs e inglesas. Além disso, a marca oferece 9 produções sazonais, pontos para a Tricks N’ Treats, criada especialmente para o Halloween.
Na Küd a visitação precisa ser agendada com antecedência, porém o visitante ganha o direito de degustar 3 chopes e leva uma taça para casa.
São diversas opções de cervejarias artesanais em Minas Gerais para você conhecer e degustar. Contudo, existe uma mensagem muito importante que devemos lembrar: se beber, não dirija!
Gostou de conhecer quais são as cervejarias artesanais em Minas Gerais? Continue a sua visita em nosso blog e descubra se vale a pena viajar com o carro próprio!

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Rima dos Sabores

Rima dos Sabores Comemora 6 Anos em Atividade

Retransmitimos com louvor as palavras de Juliano Mendes do Rima dos Sabores.

"Olá amigos, clientes e parceiros!

Neste mês de Agosto, o Rima dos Sabores completa 6 anos de funcionamento e queríamos muito agradecer a vocês que fizeram parte de  nossos melhores momentos!

Preparamos muitas novidades durante este mês e gostaríamos de contar com sua visita.

·      Esta semana lançaremos uma nova Cerveja: Rima 6 – Hop Weiss com lúpulos aromáticos e cardamomo! Serão poucas unidades e estará disponível a partir desta terça-feira (04/08).
      
     Todas as terças continuaremos com nosso Duplo Falke e Duplo KUD (rodada dupla dos chopes da Cervejaria Falke Bier e Cervejaria Küd).

·         Todas as quartas de agosto teremos uma ação da Heineken, onde comprando acima de 3 garrafas você ganha um copo exclusivo da cervejaria!  Até o final do mês lançaremos um novo cardápio com novos petiscos, novas carnes e um incrível lay out!

·         Dia 14 de agosto tem inicio o Beer Chef (Circuito de Harmonização de cervejas com petiscos). Preparemos uma incrível harmonização utilizando a Cerveja Birra Baladin (Italia) E muitas outras novidades, acompanhem pelo Facebook, Instagram e Twitter.

Um grande abraço a todos"!

Juliano M. Caldeira
Rima dos Sabores
Rua Esmeralda, 522.
Belo Horizonte-MG
Telefone: (31) 3243-7120

quinta-feira, 3 de julho de 2014

V BH Home Bier


Convocação para o V BH Home Bier



Prezados Homebrewers,

Temos o prazer de anunciar que realizaremos o V BH Home Bier por ocasião do Frei Tuck Biergarten, evento de comemoração do aniversário do programa Pão e Cerveja, da Fabiana Arreguy, na CBN, que terá lugar na Cervejaria Küd e na praça dos 4 Elementos (ou Küd Platz), em frente à cervejaria, no dia 19 de julho. Em 2014 o programa completa 5 anos!


Este concurso foi realizado pela primeira vez em 2007, quando o movimento homebrew estava engatinhando em BH. Quase não havia cervejeiros caseiros. Portanto, Marco Falcone e eu, ao idealizarmos o concurso, que, na realidade, recebeu o nome de “Mostra de cervejas caseiras”, decidimos fazer uma eleição das melhores cervejas, independentemente de estilo. O resultado foi muito bom e todos os participantes, assim como o público, se divertiram muito!

Portanto, o BH Home Bier é um concurso onde todos os estilos BJCP competem entre si. Os juízes avaliam a cerveja de acordo com o estilo relatado pelo cervejeiro no momento da inscrição e dão suas notas conforme a adequação ao mesmo. As melhores notas vão para a rodada final, independentemente do estilo. Na rodada final, os juízes, após reavaliarem as amostras, dão suas notas. A cerveja com mais primeiros lugares na avaliação dos juízes é declarada campeã.

Novidades desta edição:

- Em função de o evento de premiação estar sendo realizado no município de Nova Lima e de receber apoio da Prefeitura, decidimos alterar o nome do concurso, que a partir de agora será denominado FT Home Bier, sendo FT as iniciais do Frei Tuck, que recebeu as três primeiras edições do mesmo;

- Os associados da Acerva Mineira terão prioridade na inscrição. Serão 40 vagas e, caso não sejam preenchidas pelos associados, haverá abertura para não associados e cervejeiros de outros estados;

- A cerveja campeã terá sua receita registrada no MAPA e será produzida na cervejaria Küd. A cervejaria não se apropriará da receita, que continua como propriedade do Homebrewer. O cervejeiro participará do processo, inclusive elaboração do rótulo e ficará com 5 caixas contendo 15 garrafas de 600 ml cada, no total de 75 ud. O restante da produção ficará com a cervejaria, que irá fazer seu lançamento no Brew Pub Küd e comercializá-la nas principais casas cervejeiras.

Vale lembrar que será a cerveja dos 5 anos do Pão e Cerveja!

Como participar:

1 - Efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 40,00 (quarenta reais) por cerveja inscrita, via depósito/transferência para a conta corrente abaixo:
            Caixa Econômica Federal
            Agência 0093
            Operação 001
            Conta 30383-1
            Titular Luiz Flávio Leão Ferreira, CPF 827822966-04

2 – Enviar o comprovante para o email freituckslowbeer@yahoo.com.br, incluindo Nome completo do Cervejeiro, telefone e CPF.

3 – Cada cervejeiro poderá inscrever até duas cervejas no concurso. A taxa de inscrição é por cerveja inscrita e não por cervejeiro.

4 – As amostras das cervejas inscritas deverão ser entregues em local, data e hora a ser divulgado posteriormente neste mailing;

5 – Para preenchimento das vagas, será considerada a data e hora da efetivação do pagamento da taxa de inscrição. A critério da comissão organizadora poderão ser abertas mais vagas.
O prazo exclusivo para inscrição de associados da Acerva será até o dia 1º de julho de 2014.
Após o encerramento deste prazo, o cervejeiro já inscrito com o limite de duas amostras concorrentes poderá efetuar novas incrições.

6 – Caso o inscrito não entregue as amostras dentro do prazo estipulado, sua inscrição será cancelada e sua vaga será disponibilizada. Caso seja preenchida, a taxa de inscrição será restituída.

7 – Cada amostra de cerveja inscrita deverá ser composta de quatro garrafas de 500 ou 600 ml da cerveja.
As garrafas serão usadas para avaliação na rodada preliminar e, caso classificada, na rodada final. Nenhuma garrafa será devolvida. As amostras não abertas no concurso poderão ser utilizadas pela organização com propósitos que não de venda ou comercialização de qualquer tipo, durante o evento.

Identificação das cervejas
Cada garrafa deve conter os seguintes dados:
  • Nome, CPF e telefone do cervejeiro participante
  • Estilo BJCP – código e descrição – imprescindível!!
A degustação da cerveja pelos juízes será cega, cabendo à organização impedir a visualização deste rótulo aos mesmos. O rótulo em cada garrafa visa facilitar o controle das amostras, pela organização.

Avaliação das amostras

O concurso terá uma fase preliminar, onde os juízes irão dar notas a todas as participantes, conforme diretrizes do BJCP, avaliando positivamente a adequação ao estilo indicado pelo cervejeiro e, negativamente, off-flavours e outros defeitos.

As seis melhores notas irão para a final, A critério da organização, mais de seis cervejas poderão passar para a final.

Na rodada final, todos os juízes avaliarão todas as cervejas classificadas. Cada um deles irá indicar sua preferida, ou seja, a mais representativa do estilo indicado. Irá, ainda, enumerar as demais cervejas em ordem de preferência até a última colocada.

A campeã será a que tiver mais votos como melhor cerveja da rodada final. Caso haja empate nesse critério, o desempate se dará por votos como segunda colocada e assim por diante, caso necessário.

As datas e locais da avaliação serão divulgadas posteriormente.

Todas as fichas de avaliação da rodada inicial serão disponibilizadas para os cervejeiros, após o evento.
  
Premiação:
As três primeiras colocadas ganharão medalhas e prêmios oferecidos pelos parceiros do evento.

  
Estamos à disposição para dúvidas e outros esclarecimentos que se fizerem necessários Poe email ou telefone, conforme abaixo.



Abraços,

Luiz Flávio L. Ferreira
31-88136366


domingo, 8 de dezembro de 2013

Cerveja Industrial vs Artesanal

Cerveja industrial perde espaço para as artesanais
Bebida registra alta acumulada de 9,35% de janeiro a outubro; BH se consolida como polo produtor


O aumento do preço da cerveja e a Lei Seca estão empurrando o consumo da bebida, um dos hábitos arraigados entre os brasileiros, para segundo plano. Por outro lado, a alta da cerveja industrial consegue dar impulso às microcervejarias que se espalham por Minas Gerais – um total de 30, segundo informações do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral (Sindbebidas-MG). Isso porque, com preços das cervejas tradicionais em elevação, as artesanais estão ganhando em competitividade, além de se destacar por um melhor custo-benefício. Segundo levantamento do site de pesquisas Mercado Mineiro, em outubro, o preço das bebidas industriais variou de R$ 6,55 a R$ 7,40 a garrafa com 600 ml, enquanto as artesanais custam a partir de R$ 10. 

Fernando Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), lembra que a importância que o consumidor tem dado à qualidade dos produtos, e não mais à quantidade consumida, ajuda a puxar a venda das artesanais. “Nas demais cervejas, já experimentamos queda de 5% no consumo, muito em função dos preços, e a nossa percepção é de migração para as artesanais, mas também para vinhos, vodcas e caipis”, lembra. “Com as pessoas bebendo menos em função da Lei Seca, por vezes acaba dando preferência a produtos que oferecem mais qualidade e experiência”, acrescenta. 

Embora tenha sentido efeitos semelhantes aos das grandes cervejarias, com retração de produção e faturamento, Paula Lebbos, diretora de Marketing da cervejaria Backer, que tem produção superior a 240 mil litros/mês, atribui os resultados do ano ao crescimento da cultura cervejeira. “Sentimos uma retração em relação à economia em geral, à falta de dinheiro no mercado e à entrada de marcas importadas com preços acessíveis e esperávamos crescimento maior do que o que deve acontecer”, diz. “No entanto, o público de bebidas especiais continua crescendo, e isso favorece o nosso negócio”, reforça Paula. A cervejaria está investindo R$ 5 milhões na ampliação do seu parque, especialmente para receber os visitantes.

Alencar Barbosa, sócio da Cervejaria Küd, que lançou ano mercado as garrafas de 600ml este ano, ao preço médio de R$ 15, acredita na expansão do setor para os próximos anos, apoiado pelo surgimento de uma imensa variedade de rótulos, principalmente na região de Nova Lima, na Grande BH, onde a produção de cervejas foi enquadrada como atividade artesanal. Entre as vantagens frente à cerveja industrializada, ele destaca a carga cultural do produto, que dá ao consumidor a vantagem de saber como ele é fabricado. “Muitos consumidores entram no mercado artesanal pela curiosidade, e não pela busca do melhor preço”, comenta. 


CRISE DA CEVADA

Com a inflação castigando o orçamento dos consumidores, os brasileiros têm buscado alternativas. De janeiro a outubro, o preço da cerveja subiu 9,35%, duas vezes mais que a inflação oficial — de 4,38%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Desde junho, quando começou a construir a casa própria, o analista de sistemas e cervejeiro Helbert Barbosa viu sua renda comprometida e reduziu em 70% o consumo de cerveja. “Gosto de cerveja de mais qualidade, por isso pago de R$ 10 a R$ 12 por garrafa. Além disso, tenho uma despesa de pelo menos R$ 30 com táxis a cada ida ao bar”, justifica. A opção para reduzir os gastos, segundo ele, foi a compra da bebida para o consumo em casa, além da fabricação de sua própria cerveja. “Gasto menos fazendo 5 litros de cerveja do que comprando 5 litros de cerveja num bar”, considera. 
A decisão de consumidores como Helbert resultou em queda de 2,5% na produção nacional da bebida, de janeiro a novembro, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Receita Federal. Na Ambev, maior fabricante do país, as vendas recuaram 4,7% entre janeiro e setembro. Para tentar reverter o quadro, a empresa promete não aumentar o preço cobrado dos pontos de venda nos próximos meses. A campanha Verão sem aumento distribuirá cartazes para mais de 500 mil estabelecimentos em todo o Brasil até 15 de dezembro e vai indicar aqueles que não elevarem os preços.

O gerente de comunicação da Ambev, Ricardo Amorim, disse que essa é uma das táticas para incentivar o consumo da bebida. “Outras apostas foram refazer algumas embalagens e tornar os preços mais atrativos, principalmente no Nordeste, para onde brasileiros de outras regiões costumam viajar nas férias. “Mesmo com o quadro ruim, resolvemos abrir mais duas fábricas: uma em Uberlândia (MG) e outra no Paraná”, disse Amorim. O investimento previsto é de R$ 3 bilhões. (Colaborou Guilherme Araújo)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Bon Vivant Blumenau

Alemanha Tropical: Blumenau pelo terceiro ano se torna a “Capital da Cerveja Brasileira”
Por Diego Cartier, Guilherme Schwinn & Marcelo Cury

Nos dias 17, 18 e 19 de Novembro aconteceu a terceira edição do Festival Brasileiro da Cerveja, que reuniu 80 expositores: cervejarias artesanais, importadoras, lojas especializadas e restaurantes, mais de 450 rótulos e 20 mil apreciadores das boas cervejas.

Esta edição foi repleta de novidades. Além de contar com o Beer Films – reprodução de filmes, peças publicitárias e documentários ligados à cerveja – e ser cenário para a gravação de documentário da Cerveja Brasilis – que será lançado em meados de março de 2012 -, as cervejarias trouxeram diversos lançamentos.

Dentre eles, o mais aguardado era a cerveja colaborativa 8s, uma Double American Pale Ale, produzida por algumas das maiores figuras da chamada “cerveja extreme“ mundial: Graeme Wallace, da escocesa Brewdog; Joseph Tucker, do site americano Rate Beer; Jacques Bourdouxhe, cervejeiro caseiro belga radicado no Canadá e os brasileiros: Alessandro Oliveira, da Cervejaria Way; Samuel Cavalcanti, da Cervejaria Bodebrown; José Felipe Carneiro, da Wäls Cervejas Especiais; e Rafael Rodrigues, da Cervejaria Coruja.

Dessa iguaria foram produzidos somente 3 mil litros. Sua base foi a american pale ale (APA), da Cervejaria Way. Mas para essa edição especial foram utilizados malte e lúpulo em dobro da original. No aroma se sobressai o frutado do lúpulo Amarillo, lembrando maracujá e com a adição da nova variedade de lúpulo Falconer´s Flight , a cerveja ganhou um aroma cítrico e floral. Na boca, fica evidente sua acentuada característica lupulada, com amargor médio à alto e o caramelo proeminente do malte. Cerveja muito saborosa, refrescante e muito fácil de beber. Outra grande novidade, a qual vamos dar destaque, foi a primeira harmonização realizada dentro do próprio evento.

Em sua primeira edição, intitulada de “Harmonização 5 Estados”, valorizou-se os cinco estados da federação presentes no Festival, sendo coordenado pelo Gastrônomo e Beer Sommelier Guilherme Schwinn Rodrigues – do blog Gastrobirra – e tendo como principal fim cervejas que estão começando a entrar no mercado brasileiro – sejam elas caseiras e/ou comerciais. O evento reuniu 60 pessoas.

O resultado dessa primeira harmonização você confere abaixo:

1. Tartare de polvo defumado, manga e pimenta rosa; Cerveja Seasons Funhouse:
Para degustar: Rolling Stones – She’s a Rainbow

A Seasons é uma micro-cervejaria situada na cidade de Porto Alegre/RS, que além de fazer cervejas originais, tem a ânsia de disseminar a cultura cervejeira em parceria com homebrews e outras cervejarias.
Para acompanhar o tartare de polvo defumado, foi escolhida a Seasons Funhouse: belgian blond ale com adição de laranjas e sementes de coentro.
Apesar do “defumado” assustar no polvo, o defumado traz belas notas condimentadas. A proposta do prato era brincar com o doce e o salgado – doce da manga e salgado do defumado. Este contraste passaria também à harmonização, juntamente com as notas condimentadas da cerveja e da preparação.
Inicialmente, a cerveja acabou sobressaindo-se ao prato por conta de sua característica mais adocicada, porém, quando de encontro com o picante da pimenta rosa e o doce da manga trouxe uma harmonia em nossas bocas.
Seasons Funhouse – Belgian Blond Ale, 6% ABV, volume 500mL, Preço sugerido: R$ 15,80.

2. Arroz de Javaporco confitado; Cerveja; Küd Bier Blackbird
Para aproveitar cada gole: The Beatles – Blackbird A Cervejaria Küd Bier, situada em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, se intitula como a “maior cervejaria Rock´n´roll do Brasil”. Além de todas suas cervejas levarem nome de clássicos do rock, ainda produz um festival de música dentro de suas dependências.

Blackbird é uma Black India Pale Ale, uma das únicas no Brasil, com notas tostadas lembrando café, leve caramelo e amargor de médio à alto. Excelente cerveja. Nesta harmonização, a proposta era combinar as características torrada da cerveja, com o tostado e adocicado da preparação da carne de javaporco. Por ser bastante gordurosa – tanto por sua característica inicial, como pela preparação do confit – cozimento/guarda na própria gordura -, o lúpulo faria o trabalho de limpeza do paladar, preparando-o para mais uma degustação.
Seria uma harmonização perfeita se não fosse por razões técnicas do chope, pois chegou praticamente sem gás, tornando-a difícil de degustar e sobressaindo o prato.
Küd Bier Blackbird – Black IPA, 7.5% ABV, cerveja encontrada somente em chope na própria cervejaria e em bares e restaurantes da região de BH, 300 ml, Preço sugerido: R$ 6,50.

3. Pernil de ovelha com musselini da terra; Cerveja: Leuven Dubbel
Se deliciando com: The Monkees – I’m a Believer

Inspirada em uma das principais regiões de produção cervejeira da Belgica, a Cervejaria Leuven, de Piracicaba/SP, traz aos copos brasileiros três clássicos belgas: uma blond ale, red flandres e a dubbel.
Com características levemente distintas das já conhecidas Dubbels do mercado, traz ao paladar leves notas tostadas, caramelo, frutado, lembrando peras e algumas frutas secas e ao final um sabor picante.
Tais características realizaram o casamento com o prato, principalmente o “musselini da Terra”, feito com batata baroa e bata doce. A proposta da harmonização, por semelhança, era combinar as notas de caramelo, toffee e condimentadas com a carne de ovelha.

Já o caráter doce da cerveja combinaria muito bem com a musselini. Uma harmonização em que a cerveja e o prato se complementariam, trazendo uma nova sensação na boca.
Leuven Dubbel – Belgian Dubbel, 8% ABV, volume 750mL, Preço sugerido: R$ 27,50.

4. Tartelette de creme de amêndoas e geléia de figo; Cerveja: Insana Double Chocolate Porter
Para finalizar: Alice Cooper – Clones Cerveja caseira produzida em Palmas – interior do Paraná –, foi uma das maiores surpresas não apenas da harmonização, mas do ano. Uma parceria entre a cervejaria e a fábrica paranaense de chocoletes Salware, resultando em uma Porter de corpo médio, leve amargor, notas leves de amêndoas e sabor pronunciado de chocolate. A sobremesa pedia uma cerveja com bom corpo, sabores complexos, principalmente por conta da gordura do creme e seu sabor doce decorrente da geléia de figo.

Combinação maravilhosa, que trouxe à sobremesa notas de chocolate, quebrando o elevado dulçor do prato. Ao final, limpava o paladar pelo álcool e carbonatação – superior às demais do estilo, assim pedindo mais uma colher da sobremesa e um nove gole desta cerveja, em ciclos.
Insana Double Chocolate Porter – Porter, 4.9% ABV, volume 500mL, Preço sugerido: R$ 15,20. A partir de março de 2012 a cervejaria começará a produção comercialmente de suas cervejas.

Um verdadeiro deleite para nossas bocas. O festival seguiu com muita cerveja boa e muito rock and roll, onde tivemos inclusive, bandas formadas apenas por cervejeiros!
Saúde!

* Guilherme Schwinn foi nosso correspondente no festival, nos trazendo essa verdadeira experiência gastronômica!
** Fotos por Michele Meiato Xavier

Fonte: http://playboy.abril.com.br/blogs/bon-vivant/2011/11/30/alemanha-tropical/

domingo, 26 de junho de 2011

Küd Bier Nova Lima



Momento Rock n'Roll Cervejeiro na Krieg Über Durst

Sexta-feira foi marcada por grandes supresas. Alencar Barbosa entrou em contato com a Cervejaria Ave César para um encontro mais que memorável. Burgomestre Sady, baterista da Banda Nenhum de Nós estava lá na fábrica para deliciar as maravilhas da Kud Bier. Sady, além de músico é um aficionado por cervejas e, num período não muito distante, vem batendo as baquetas nas panelas de cerveja! Isso mesmo! O Burgo-mestre vem fazendo algumas cervejas preciosamente caseiras.

Na Nanocervejaria Küd, uma cremosíssima Witt com notas cítricas e uma Rauchbier "quase no ponto" foram os elementos da confraternização. A famosa Kashimir ainda não estava pronta, mas mês que vem ela virá com toda potência do lúpulo e atenção de Alencar.

 
O mestre cervejeiro Evandro Zanini também apareceu por lá prestigiando o momento e trocando idéias de produção com Alencar. Coincidentemente, Evandro e Sady não se viam desde a última Brasil Brau, a dois anos atrás.


O grand finale ficou para o Café Viena. Lá foram degustadas uma série de cervejas harmonizadas com javali francês e batatas e joelho de porco gordo com salsichas alemãs ! Nessa oportunidade estivemos com o comentarista esportivo Daniel, que estava no Café nos esperando. Bacana também foi ver a receptividade do Sr. Wellerson, um anfitrião de mão cheia, proprietário do Café!

Na foto: Henrique, Daniel, Zanini, Alencar e Sady
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